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ciências da natureza eciências da natureza eciências da natureza e suas tecnologiassuas tecnologiassuas tecnologias 265265 física NOÇÕES E CONCEITOS BÁSICOS: UNIDADES DE MEDIDA: Como você mensura as suas atividades do dia-a- -dia? Nunca parou para pensar nisto?! Então, isso já é a física aplicada ao seu cotidiano! Vamos entender melhor ? Imagine como seria difícil ir a padaria e comprar os seus pãezinhos se você não soubesse o que é um quilograma, unidade de massa; ou ensinar ao seu ami- go como sair da casa dele e chegar na sua se você não souber o que é distância, quantos quilômetros ele deve percorrer, unidade de comprimento; ou abastecer o tan- que do seu carro com alguns litros de gasolina, unidade de volume, se você nunca ouviu falar em volume. Para essas e outras diversas situações que servem as grande- zas físicas, que podem ser classifi cadas como ESCA- LARES ou VETORIAIS. Grandezas Escalares: No caso da grandeza escalar teremos apenas um número seguido de uma unidade para representá-la. Por exemplo: Pedro pergunta para Ana: Aninha, quantos quilogramas você possui? Ana responde: Possuo 50kg. Na resposta de Ana, ela utilizou o número (50) para defi nir a intensidade de sua massa e a unidade de massa no sistema internacional para que Pedro soubesse do que se tratava esse número (50). Essas duas informa- ções bastaram para que Pedro soubesse e compreendes- se qual é a massa de Ana. Diferentemente de uma grandeza vetorial. Grandezas Vetoriais: Para grandeza vetorial, além da intensidade e da unidade de medida é necessário que seja informado a direção e o sentido dessa grandeza. Por exemplo: Paula diz a João: João, caminhe 100 metros. (vocês não acham que está faltando alguma infor- mação? Paula falou para João a intensidade e a unidade de grandeza do sistema internacional, mas isso foi su- fi ciente? Não! Não foi. – Olhem o que João pergunta.) Mas Paula, ando 100 metros para onde? Para qual direção, horizontal ou vertical? Para qual sentido, direi- ta, esquerda, para cima ou para baixo? Paula responde: Claro João, me esqueci disso. Caminhe 100 metros na horizontal para esquerda, por favor. Agora que você já sabe o que é uma grandeza físi- ca e como classifi ca-la entre escalar e vetorial, vamos aprender o que é o SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADES. Sistema internacional: Comprimento, tempo, massa, velocidade, acele- ração, energia, trabalho são algumas das principais grandezas físicas existentes. Na década de 1960, a Or- ganização Internacional de Normalização (ISO) criou um sistema baseado em sete grandezas básicas e de- nominou-o de Sistema Internacional de Unidades (SI), adotado por quase todos os países e obrigatório nos es- tudos científi co. Essas grandezas básicas deram origem a todas as demais grandezas existentes. Seguem abaixo algumas tabelas importantes para que haja a familiarização com as grandezas físicas. GRANDEZAS FÍSICAS Grandezas básicas: Grandeza Unidade Símbolo Comprimento metro m Massa quilograma kg Tempo segundo s Corrente elétrica ampéres A Temperatura Kelvin K Quantidade de matéria mol Mol Intensidade Luminosa candela cd Grandezas derivadas (algumas): Grandeza Unidade Símbolo Área metro quadrado m² Volume metro cúbico m³ Força Newton N Velocidade metro por se- gundo m/s Aceleração metro por segundo ao quadrado m/s² Energia Joule J Cinemática: 266266 EXERCÍCIOS 1. Dois estudantes do ensino médio resolvem fazer uma experiência para testar o que aprenderam na escola naquele dia. Ambos vão a uma estação de metrô e combinam que um � cará na plataforma e o outro den- tro do vagão. O aluno que � cará no vagão vai jogar uma bolinha para cima enquanto o metrô estiver em movimento e ambos vão anotar as trajetórias observadas. De- pois da experiência eles sentam para trocar as informações que anotaram no papel. O que estará escrito no papel do aluno que jogou a bolinha e no do aluno que � cou na plataforma, respectivamente, será. a. Reta Vertical e Reta Vertical b. Reta Vertical e Parábola c. Parábola e Reta Vertical d. Parábola e Parábola e. Reta Vertical e Reta Horizontal ALTERNATIVA: B RESOLUÇÃO: Dentro do vagão: O metrô está com certa velocidade, e tudo que está dentro dele também, sendo assim o aluno joga a boli- nha para cima e a vê subindo e descendo como se não estivesse saindo do lugar, por isso ele observa uma reta vertical para cima. Na plataforma: O aluno que � cou na pla- taforma está parado com relação ao me- • Partícula: quando as dimensões de um corpo são in- signifi cantes diante das dimensões dos demais corpos envolvidos. Observação: apesar de ter dimensão desprezível a partícula possui massa!!!!!! Por exemplo: Um carro viajando de São Paulo para o Rio de Ja- neiro. O carro é considerado uma partícula ou ponto ma- terial pois o seu tamanho é muito inferior ao tamanho da estrada que será percorrida (tamanho do carro: 3m, distância SP – RJ = 500 km.). • Corpo Extenso: quando as dimensões são relevan- tes no movimento. Por exemplo: Um motorista estacionando o carro em sua garagem. Como a garagem tem praticamente o tamanho do carro, o carro é considerado um corpo extenso, pois a sua dimen- são interfere e muito no movimento. Se o motorista não to- mar cuidado com o tamanho do veículo ele acerta o carro na parede. • Referencial: local onde for fi xado o sistema triorto- gonal em relação ao qual quer se estudar a posição do ponto material; • Movimento e Repouso: Não existe nem repouso, nem movimento absoluto por tratar-se de conceitos relativos, isto é, dependem do referencial adotado; • Trajetória: Junção de todas as posições ocupadas pelo móvel (depende do referencial adotado); • Distância: é o somatório de todos os pontos ocupa- dos pelo móvel; • ∆S: é a variação de espaço sofrida pelo móvel. (S – So); Observação: DISTÂNCIA e ∆S, só serão iguais se o movimento for retilíneo!!! trô, sendo assim ele vê o menino jogar a bola em certo ponto e pegá-la em ou- tro ponto mais a frente, o que deixa sua trajetória como um arco de parábola. 2. Considere um ponto na superfície lunar. A trajetória desse ponto será: a) circular; b) elíptica; c) retilínea; d) depende do referencial adotado; e) n.d.a. O esquema a seguir representa o per� l de uma estrada, que vai ser percorrida por um carro. O ponto A corresponde ao marco zero da estrada e é adotado como origem dos espa- ços. A convenção de sinais para a medida do 267267 GABARITO 02 - D 03 - C 04 - B 05 - B 06 - A espaço é indicada no desenho (de A para F). A medida dos arcos entre os pontos sucessi- vos é sempre de 50 km (AB = BC = CD = DE = EF = 50km). No instante t = 0, denominado origem dos tempos, o carro inicia seu movi- mento, obedecendo a seguinte lei horária: s = 50 + 50t2 (t em h; s em km). Depois de uma hora de viagem, o movimento do carro passou a obedecer a seguinte lei horária: s = 100t (t em h; s em km). Nota: o tempo t é medido desde a partida do carro 3. Após meia hora do início da viagem o carro se encontra em uma posição na estrada en- tre: a) o quilômetro 12 e o quilômetro 13; b) o quilômetro 50 e o quilômetro 60; c) o quilômetro 62 e o quilômetro 63; d) o quilômetro 0 e o quilômetro 1; e) o quilômetro 30 e o quilômetro 31; 4. O carro passa pelo ponto E da estrada após um tempo de viagem de: a) 1,0h b) 2,0h c) 3,0h d) 4,0h e) 5,0h Consideremos um ponto material em tra- jetória retilínea e cuja equação horária é dada por: s = 1,0 t3-1,0 t (SI) 5. Admitindo que o movimento estudado te- nha seu início no instante t = 0 podemos a� rmar que o móvel vai estar na origem dos espaços a) apenas no instante t = 1,0s b) em dois instantes c) em três instantes d) em nenhum instante e)n.d.a. 6. A velocidade escalar média entre os instan- tes t = 0 e t = 2,0s: a) 3,0 b) zero c) 6,0 d) 1,0 e) -3,0 MOVIMENTOS E SUAS FÓRMULAS: MOVIMENTO UNIFORME: Características: Velocidade constante e diferente de zero; aceleração NULA; Fórmulas: S = So+Vt (função do primeiro grau) ∆S = Vxt Em que: S é o espaço fi nal; So é o espaço inicial; V é a velocidade t é o tempo ∆S é a variação do espaço (S-So) • Movimento Uniformemente Variado: Características: Velocidade variável; Aceleração constante e diferente de zero; Fórmulas: S = So+Vot+γ/2 t² (função do segundo grau) V = Vo +γt (função do primeiro grau) V² = Vo² + 2 ∆ γ ∆S = V + Vo ∆t 2 Em que: S é o espaço fi nal; So é o espaço inicial; V é a velocidade escalar; 268268 EXERCÍCIOS ∆t é a variação do tempo; ∆S é a variação do espaço (S-So); γ é a aceleração escalar; • Queda Livre: O movimento de queda livre é uma particu- laridade do Movimento Uniformemente Varia- do. As fórmulas usadas serão as mesmas, mas nesse caso específi co a aceleração responsável por variar a velocidade do corpo é a gravidade. γ = g = 9,8 m/s² (alguns autores e enunciados aproxi- mam este valor para 10,0 m/s²) • Movimento Circular Uniforme: Características: É um movimento periódico, isto é, um determinado intervalo de tempo as suas características (posição, ve- locidade e aceleração) se repetem; Período: é o intervalo de tempo para o móvel dar uma volta completa. Frequência: é o número de voltas realizadas na unida- de de tempo. Fórmulas: Frequência: f = 1 T Velocidade Linear: V = 2 π f R Velocidade Angular: ω = 2 π f Relação entre velocidade linear e velocidade angu- lar: V = ωR Aceleração Centrípeta: acp = V² R acp = ω² R acp =ω V Em que: f: frequência T: Período V: Velocidade Linear ω: Velocidade angular R: Raio da trajetória Acp: Aceleração centrípeta Movimento Balístico: Características: Galileu descreveu perfeitamente o movimento ba- lístico no seu princípio da independência dos corpos: “Quando um móvel realiza um movimento compos- to, cada um dos movimentos componentes se realiza como se os demais não existissem”. Sendo assim, para analisarmos o movimento balís- tico é necessário decompô-lo nos eixos X e Y, separan- do-o em movimento uniforme (eixo X) e movimento uniformemente variado (eixo Y). Fórmulas: Para o movimento horizontal (MU): X = Vx.t Vx = Vo. cosα Para o movimento na vertical (MUV): Y = Yo + Vo.senα.t + g.t² 2 Vy = Vo. senα + g.t Em que: Vx = velocidade no eixo X (MU); Vy = velocidade no eixo Y (MUV); 1. Dr. Paulo, médico cirurgião muito requisi- tado em São Paulo, termina a sua primeira cirurgia do dia às 14:05 em seu consultó- rio na Zona leste, mas às 14:25 ele precisa estar em seu consultório na Zona sul para realizar mais uma cirurgia, sabendo que a distância entre seus consultórios é de 20km, qual será a velocidade média que Paulo precisará ter para cumprir o seu com- promisso? a. 40 km/h b. 50 km/h c. 55 km/h d. 60 km/h e. 75 km/h ALTERNATIVA: D 269269 RESOLUÇÃO: Para resolver a questão é ne- cessário o conceito de velocidade escalar média: Vm =ΔS/Δt obs: O tempo no enunciado está em minu- tos (14:05 – 14:25 são 20 minutos), como as respostas estão em km/h, o candidato de- verá transformar esse tempo para hora. 20 minutos tem 1/3 de hora. Vm = 20km/(1/3)h Vm = 60 km/h 2. O carro utilizado por James Bond no � lme 007 - O amanhã nunca morre, é um DB5 da marca Aston Martin, esse carro sai do repouso e chega a uma velocidade de 100 km/h em incríveis 4,8s. Sabendo isso, qual é, aproximadamente, a aceleração média desse carro em m/s²? a. 6,0 b. 7,0 c. 8,0 d. 5,0 e. 4,0 ALTERNATIVA: A RESOLUÇÃO: Am = ΔV/Δt Am = (100/3,6)/4,8 = 5,7 m s² aproximada- mente 6,0 m/s² 3. Uma partícula é lançada verticalmente para cima e se desloca de acordo com a função ho- rária abaixo: h(t) = 10t² - 20t (SI) Em qual instante a partícula atinge o ponto mais alto do movimento? a. 1s b. 2s c. 1,5s d. 2,5s e. 0,5s ALTERNATIVA: A RESOLUÇÃO: 1) Derivar a função do espaço para achar a função da velocidade escalar instantânea; v(t) = 20t – 20 2) A partícula atingirá o ponto mais alto, na in- versão de seu movimento e nesse instante sua velocidade vale ZERO 0 = 20t – 20 20t = 20 t = 1s. 4. Em uma partida de vôlei entre Minas e Cru- zeiro, um jogador do Minas recebe a bola do levantador e ataca com uma velocidade de 108 km/h, o jogador do Cruzeiro está a uma distância de 3 metros da rede, em quanto tempo a bola chega nas mãos do jogador do Cruzeiro? a. 1s b. 0,1s c. 0,5s d. 0,3s e. 0,7s ALTERNATIVA: B RESOLUÇÃO: 1) Passar a velocidade para m/s – 108 km/h = 30 m/s 2) Aplicar a fórmula do MU V = D/T 30 = 3/T T = 3/30 T = 1/10s T = 0,1s 5. A principal característica do MU (Movimen- to Uniforme) é ter a sua velocidade cons- tante. Sabendo isso, qual será a aceleração de um carro que se movimenta com velo- cidade constante de 20m/s e percorre uma distância de 40 metros em 2 segundos. a. 1 m/s² b. 2 m/s² c. 3 m/s² d. zero e. 4 m/s² 270270 VM = 80 km/h 100 km/h P 0 80 km/h M 10 ALTERNATIVA: D RESOLUÇÃO: No movimento uniforme como não há va- riação de velocidade não temos acelera- ção. Portanto a = zero. 6. Um leão observa sua presa que está a uma distância dele de 900m, essa presa também é cobiçada por uma onça que está a 1250 metros de distância do seu possível almo- ço. Supondo que ambos os animais partem do repouso e que as suas acelerações são de 2m/s² e 4m/s², respectivamente, quem alcança a presa primeiro? E em quanto tempo? a. leão em 30s b. leão em 50s c. onça em 25s d. onça em 50s e. chegam juntos em 30s ALTERNATIVA: C RESOLUÇÃO: Leão: Δs = Vi.t + ½ .a.t² 900 = ½.2.t² t²=900 t = 30s Onça: Δs = Vi.t + ½ .a.t² 1250 = ½.4.t² 625= t² t = 25s Sendo assim, o onça chegará primeiro a sua presa em 25s. 7. Marta e Pedro combinaram encontra-se em um certo ponto de uma autoestrada plana, para seguirem viagem juntos. Mar- ta, ao passar pelo marco zero da estrada, constatou que, mantendo uma velocidade média de 80km/h, chegaria na hora certa ao ponto de encontro combinado. No en- tanto, quando ela já estava no marco do quilômetro 10, � cou sabendo que Pedro tinha se atrasado e, só então, estava pas- sando pelo marco zero, pretendendo con- tinuar sua viagem a uma velocidade média de 100 km/h. Mantendo essas velocidades, seria previsível que os dois amigos se en- contrassem próximos a um marco da estra- da com indicação de: a) km 20. b) km 30 c) km 40 d) km 50 e) km 60 RESOLUÇÃO: No encontro, tem-se que SPedro = SMarta, tal que: 0 + 100 . t = 10 + 80 . t ∴ = 1 hora 2 Conclui-se, portanto, que o encontro ocorreu em: s – 100 . (1) ∴ s = 50km 2 8. (MODELO ENEM) – O velocímetro do carro, embora esteja calibrado em km/h, na reali- dade, mede a velocidade angular ω da roda, e o hodômetro, embora calibrado em km, mede o número de voltas efetuadas pelo pneu. A velocidade do carro tem módulo v, dado por v = ωR, em que R é o raio da roda. Quando os pneus originais de raio R são tro- cados por outros de raio R’ > R, para uma dada velocidade angular da roda, o velocí- metro vai indicar um valor menor do que a velocidade real do carro, e o hodômetro, uma quilome tragem menor do que a dis- tância percorrida pelo carro. Considere que R’ = 1,05R (5% maior). Se o velocimetro do carro estiver indicando 80km/h em uma regiao onde a velocid- ade maxima permitida e exata mente de 80km/h, então: a) o carro nao esta com excesso de veloci- dade, pois sua velocidade real é inferior a 80km/h. b) o carro esta com excesso de velocidade, pois sua velocidade realé de 82km/h. c) o carro esta com excesso de velocidade, pois sua velocidade real é de 84km/h. d) o carro esta com excesso de velocidade, pois sua velocidade real é mais que 5% maior que a indicada no velocimetro. e) o carro esta com excesso de velocidade, porem sua velocidade real está indetermi- nada. 271271 (Adote π = 3,0) Roda Catraca Coroa RESOLUÇÃO: V’ = 1,05V = 1,05 . 80km/h = 84km/h (5% maior) Resposta: C 9. (FUND. CARLOS CHAGAS – MODELO ENEM) – Em uma bicicleta, o ciclista pedala na coroa e o movimento é transmitido a ca- traca pela corrente. A frequência de giro da catraca e igual a da roda. Supondo-se os dia metros da coroa, catraca e roda iguais, res- pectivamente, a 15,0cm, 5,0cm e 60,0cm, o módulo da velocidade dessa bicicleta, em m/s, quando o ciclista gira a coroa a 80rpm, tem valor mais proximo de: a) 5,0 b) 7,2 c) 9,0 d) 11,0 e) 15,0 Alternativa: B fCA = RCO f CO RCA fCA = 15,0 → fC.A = 240rpm 80 5,0 froda = fCA = 240rpm = 240 rps = 4,0rps 60 V = ∆s = 2 πR = 2 πfRR ∆t TR V = 2 . 3,0 . 4,0 . 0,30 (m/s) V ≅ 7,2m/s LEIS DE NEWTON E SUAS FÓRMULAS: Primeira Lei de Newton: “Todo corpo continua em seu estado de repouso ou de movimento uniforme em uma linha reta, a menos que seja forçado a mu- dar aquele estado por forças aplicadas sobre ele.” A primeira lei também é conhecida como princí- pio da inércia, e afi rma que a força resultante é nula, logo a velocidade do objeto é constante. Por conse- quência: • Um objeto que está em repouso fi cará em repouso a não ser que uma força resultante aja sobre ele. • Um objeto que está em movimento não mudará a sua velocidade a não ser que uma força resultante aja sobre ele. Segunda Lei de Newton: “A mudança de movi- mento é proporcional à força motora imprimida, e é produzida na direção de linha reta na qual aquela força é imprimida.” • Fr = m.a ( Força dada em Newtons, massa em kg e a aceleração em m/s²) Terceira Lei de Newton: “A toda ação há sem- pre uma reação oposta e de igual intensidade: ou as ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas em direções opostas.” A patinadora empurra o patinador com uma força de 50N, então o patinador também empurra a patinadora com uma força de 50N pelo par ação e reação formado entre eles. 272272 EXERCÍCIOS 1ª LEI DE NEWTON: 1) (PUC) No arremesso de peso, um atleta gira o corpo rapidamente e depois o abandona. Se não houver in� uência da Terra e despre- zarmos a resistência do ar, a trajetória do corpo após abandonado pelo esportista será: a) circular. b) parabólica. c) curva qualquer. d) reta. e) espiral. 2) (FAU.S.J.CAMPOS) Se você empurrar um objeto sobre um plano horizontal que ima- gina tão polido como para não oferecer ne- nhuma oposição ao movimento, você faz com que ele se movimente com uma certa intensidade. No momento em que você sol- ta o objeto: a) ele para imediatamente. b) diminui a intensidade da sua velocidade até parar. c) continua se movimentando, mantendo constante a sua velocidade vetorial. d) para após uma repentina diminuição da in- tensidade de sua velocidade. e) n.d.a. 3) (EFOA-MG) Dos corpos destacados, o que está em equilíbrio é: a) a Lua movimentando-se em torno da Terra. b) uma pedra caindo livremente. c) um avião que voa em linha reta com veloci- dade constante. d) um carro descendo uma rua íngreme sem atrito. e) uma pedra no ponto mais alto, quando lan- çada verticalmente para cima. 4) (STA.CASA) Não é necessário a existência de uma força resultante atuando: a) quando se passa do estado de repouso ao de movimento uniforme. b) para manter um objeto em movimento re- tilíneo e uniforme. c) para manter um corpo em movimento cir- cular e uniforme. d) para mudar a direção do movimento de um ob- jeto, sem alterar o módulo da sua velocidade. e) em nenhum dos casos anteriores. 5) (ITA) Um corpo é impulsionado, no vácuo, sobre um plano horizontal, sem atrito, por uma força paralela ao plano, que atua instantanea mente sobre ele. Neste caso, pode-se concluir que: a) o corpo adquire movimento uniformemente acelerado, no qual permanece inde� nida- mente. b) o corpo segue em equilíbrio. c) durante o movimento, não atua força sobre o corpo. d) o corpo possui movimento retardado. e) o corpo adquire movimento retilíneo uni- forme a partir do repouso. 6) (PUC-SP) Quando um corpo está dotado de movimento retilíneo uniforme a resultante das forças que sobre ele atuam é: a) constante não nula. b) nula. c) função crescente do tempo. d) função decrescente do tempo. e) nada se pode a� rmar. 7) (UNESP) Sob a ação de forças convenien- tes, um corpo executa um movimento qualquer. Apontar a proposição incorreta. É necessária uma força resultante não nula: a) para pôr o corpo em movimento, a partir do repouso. b) para deter o corpo, quando em movimento. c) para manter o corpo, em movimento reto e uniforme. d) para encurvar a trajetória, mesmo quando o movimento é uniforme. 8) (UFES) Um carro freia bruscamente e o pas- sageiro bate com a cabeça no vidro pára- -brisa. Três pessoas dão as seguintes expli- cações para o fato: 1º - o carro foi freado, mas o passageiro continuou em movimento. 273273 2º - o banco do carro impulsionou a pessoa para frente no instante do freio. 3º - o passageiro só continuou em movi- mento porque a velocidade era alta e o car- ro freiou bruscamente. Podemos concordar com: a) a 1ª e a 2ª pessoa. b) apenas a 1ª pes- soa. c) a 1ª e a 3ª pessoa. d) apenas a 2ª pes- soa. e) as três pessoas. 9) (ENG.S.CARLOS) Coloca-se um cartão so- bre um copo e uma moeda sobre o cartão. Puxando-se bruscamente o cartão, a moe- da cai no copo. O fato descrito ilustra: a) inércia. b) aceleração. c) atrito. d) ação e reação. e) nenhuma das anteriores. 10) (TAUBATÉ) Um automóvel viaja com ve- locidade constante de 72km/h em trecho retilíneo de estrada. Pode-se a� rmar que a resultante das forças que agem sobre o veículo: a) é igual à força de atrito que age sobre o veí- culo. b) é nula. c) nunca será nula. d) é desconhecida pois há falta de dados. 11) (UFRN-2011) – Considere um grande na- vio, tipo transatlântico, movendo-se em linha reta e com velocidade constante (velocidade de cruzeiro). Em seu interior, existe um salão de jogos climatizado e nele uma mesa de pingue-pongue orien- tada paralelamente ao comprimento do navio. Dois jovens resolvem jogar pingue- pongue, mas discordam sobre quem deve � car de frente ou de costas para o sentido do deslocamento do navio. Segundo um deles, tal escolha in� uenciaria no resulta- do do jogo, pois o movimento do navio af- etaria o movimento relativo da bolinha de pingue-pongue. Nesse contexto, de acordo com as Leis da Fisica, pode-se a� rmar que: a) a discussão nao e pertinente, pois, no caso, o navio se comporta como um referencial nao inercial, nao afetando o movimento da bola. b) a discussão e pertinente, pois, no caso, o na- vio se comporta como um referencial nao inercial, nao afetando o movimento da bola. c) a discussão e pertinente, pois, no caso, o navio se comporta como um referencial inercial, afetando o movimento da bola. d) a discussão nao e pertinente, pois, no caso, o navio se comporta como um referencial iner- cial, nao afetando o movimento da bola. 12) (UNIRIO-MODELO ENEM) – A analise se- quencial da tirinha e, especialmente, a do quadro � nal nos leva imediatamente ao (a) a) princípio da conservação da energia mecânica. b) propriedade geral da matéria denominada inércia. c) principio da conservação da quantidade de movimento. d) segunda Lei de Newton. e) princípio da independência dos movimentos. 13) (VUNESP-CEFET-SP-MODELE ENEM) – O Códi- go de TrânsitoBrasileiro (Lei nº 9.503/97) deter- mina: Art. 64. As crianças com idade inferior a dez anos devem ser transportadas nos bancos tra- seiros, salvo exceções regulamentadas pelo CONTRAN (Conse lho Nacional de Trânsito). Art. 65. É obrigatório o uso do cinto de seguran- ça para condutor e passageiros em todas as vias do território nacional, salvo em situações regu- lamentadas pelo CONTRAN. As orientações desses dois artigos da lei vi- sam minimizar os efeitos de um acidente, pois, em caso de uma brecada brusca ou colisão frontal de um automóvel, a) o cinto de seguranca reage contra o impul- so dado pelo carro aos passageiros. b) as crianças sentadas no banco traseiro au- tomaticamente passam a ter velocidade. c) os passageiros tendem a continuar o movi- mento que estavam realizando, por inércia. d) os passageiros ganham um impulso, trans- mitido pelo carro, para fora do veículo. e) as crianças sentadas no banco traseiro, por serem mais leves, não ganham impulso. 274274 GABARITO 1ª LEI DE NEWTON GABARITO 2ª LEI DE NEWTON 1) 2,4N 2) 16.000N 3) 2,0 m/s² 4) 200 kg 5) 40N 6) C 7) C 01 - D 02 - C 03 - C 04 - B 05 - B 06 – B 07 – C 08 – B 09 - A 10 – B 11 - D 12 -B 13 - C Supondo-se que nao haja movimento re- lativo entre as partes do sistema, o modu- lo da força horizontal que a pessoa exerce sobre o pacote vale: a) 1,0N b) 2,0N c) 3,0N d) 4,0N e) 5,0N 7. (FMCA-SP-2011) – Devido a uma pane me- cânica, Sr. Fortaleza teve de empurrar seu carro por um estrada reta, fazendo com que ele se deslocasse, a partir do repouso, por 25m em 20s, em movimento uniforme- mente acelerado. Sabendo-se que a massa do carro e de 800kg e que nesse trajeto ele � cou sujeito a uma força resistiva total constante de intensidade 100N, a intensidade da força constante aplicada pelo Sr. Fortaleza so- bre seu carro, em N, foi de a) 100. b) 150. c) 200. d) 250. e) 300. 2ª LEI DE NEWTON: 1. Um corpo com massa de 0,8 kg foi empur- rado por uma força que lhe comunicou uma aceleração de 3 m/s2. Qual o valor da força? 2. Um caminhão com massa de 8000 kg está parado diante de um sinal luminoso. Quan- do o sinal � ca verde, o caminhão parte em movimento acelerado e sua aceleração é de 2 m/s2. Qual o valor da força aplicada pelo motor? 3. Sobre um corpo de 2 kg atua uma força hori- zontal de 4 N. Qual a aceleração que ele ad- quire? 4. Uma força horizontal de 200 N age corpo que adquire a aceleração de 1 m/s2. Qual é a sua massa? 5. Partindo do repouso, um corpo de massa 10 kg atinge a velocidade de 20 m/s em 5s. Descubra a força que agiu sobre ele nesse tempo. 6. (UFRJ-MODELO ENEM) – Um sistema e cons- tituído por um barco de 100kg, uma pessoa de 58kg e um pacote de 2,0kg que ela carre- ga consigo. O barco é puxado por uma corda de modo que a força resultante sobre o sis- tema seja constante, horizontal e de modulo 240 newtons. 275275 3ª LEI DE NEWTON: 1. (OLIMPÍADA BRASILEIRA DE FÍSICA) – No classico problema de um burro puxando uma carroça, um estudante conclui que o burro e a carroça não deveriam se mover, pois a força que a carroça faz no burro é igual em intensidade a força que o burro faz na carroça, mas com sentido oposto. Sob as luzes do conhecimento da Física, pode-se a� rmar que a conclusão do estu- dante está errada porque a) ele esqueceu-se de considerar as forças de atrito das patas do burro e das rodas da carroça com a super� cie. b) considerou somente as situações em que a massa da carroça e maior que a massa do burro, pois se a massa fosse menor, ele con- cluiria que o burro e a carroça poderiam se mover. c) as leis da Física nao podem explicar este fato. d) o estudante nao considerou que mesmo que as duas forças possuam intensidades iguais e sentidos opostos, elas atuam em corpos dife- rentes. e) na verdade, as duas forças estão no mesmo sentido, e por isto elas se somam, permitin- do o movimento. 2. (UFTM-MG-2011-MODELO ENEM) – Após a cobrança de uma falta, num jogo de fute- bol, a bola chutada acerta violentamente o rosto de um zagueiro. A foto mostra o instante em que a bola encontra-se muito deformada devido as forças trocadas en- tre ela e o rosto do jogador. A respeito dessa situação são feitas as se- guintes a� rmações: I. A força aplicada pela bola no rosto e a for- ça aplicada pelo rosto na bola tem direções iguais, sentidos opostos e intensidades iguais, porém, nao se anulam. II. A força aplicada pelo rosto na bola e mais in- tensa do que a aplicada pela bola no rosto, uma vez que a bola está mais deformada do que o rosto. III. A força aplicada pelo rosto na bola atua durante mais tempo do que a aplicada pela bola no rosto, o que explica a inversão do sentido do movimento da bola. IV. A força de reação aplicada pela bola no rosto, e a força aplicada pela cabeça no pescoco do jogador, que surge como consequência do im- pacto. É correto o contido apenas em a) I. b) I e III. c) I e IV. d) II e IV. e) II, III e IV. 3. (PASUSP-2011 – MODELO ENEM) – No tra- tado “Os Princípios Matemáticos da Filoso- � a Natural”, publicado em 1687, Newton formulou as famosas Leis de Movimento. Elas são válidas para qualquer observador situado em um referencial inercial. Primeira Lei: “Todo corpo permanece em seu estado de repouso ou de movimento unifor- me em linha reta, a menos que seja obrigado a mudar seu estado por forças impressas so- bre ele”. Segunda Lei: “A mudança de movimento e proporcional a força motriz (força resultan- te) impressa e se faz segundo a linha reta pela qual se imprime essa força”. Terceira Lei: “A uma ação sempre se opoe uma reação igual, ou seja, as ações de dois corpos um sobre o outro sempre são iguais e se dirigem a partes contrarias”. Com base nas Leis de Movimento de Newton e nos seus conhecimentos, assina- le a alternativa que apresenta uma a� rma- ção correta. a) Quando um ônibus em movimento freia, repentinamente, os passageiros são arre- messados para a frente, devido ao princí- pio enunciado na Primeira Lei. b) Um corpo em movimento, com velocidade de magnitude constante, não está sujeito a nenhuma força, de acordo com a Segunda Lei. 276276 GABARITO 3ª LEI DE NEWTON 1) D 2) A 3) A 4) A 5) B c) A força de atração gravitacional que o Sol exerce sobre a Terra e maior do que a força que a Terra exerce sobre o Sol, conforme enuncia a Terceira Lei. d) Quando um corpo se encontra em repou- so, nao existem forças atuando sobre ele, segundo o princípio enunciado na Segun- da Lei. e) Ao se aplicar uma força em um corpo em repouso, necessariamente muda-se seu es- tado de movimento, de acordo com o prin- cípio enunciado na Segunda Lei. 4. (FCC) – Quatro caixas, presas por três � os, são puxadas sobre uma superfície horizon- tal desprovida de atrito, por meio de uma força F horizontal e de intensidade 100N: F fi o 1 fi o 2 fi o 3 A tração no � o 2 tem intensidade 40,0N e são conhecidas as massas m1 = 4,0kg, m3 = 5,0kg e m4 = 3,0kg. Nessas condições, a massa m e o módulo da aceleração das caixas são, respectiva- mente, a) 8,0kg e 5,0m/s2 b) 7,0kg e 4,0m/s2 c) 6,0kg e 3,0m/s2 d) 2,0kg e 2,0m/s2 e) 1,0kg e 1,0m/s2 5. (UNESP – MODELO ENEM) – Dois carrinhos de supermercado, A e B, atados por um cabo, com massas mA = 1,0kg e mB = 2,5kg, respectivamente, deslizam sem atrito no solo horizontal sob ação de uma força, tambem horizontal, de intensidade 12,0N aplicada em B. Sobre este carrinho, ha um corpo, C, com massa mC = 0,5 kg, que se desloca com B, sem deslizar sobre ele. A � gura ilustra a situ- ação descrita. A B C F = 12,0N Calcule a intensidade da força horizontal que o carrinho B exerce no corpo C. a) 1,0N b) 1,5N c) 2,0N d) 2,5N e) 5,0N ENERGIA: Conceito:Um corpo ou um sistema físico qualquer tem energia mecânica, em relação a um certo referen- cial, quando tiver possibilidade de se modifi car espon- taneamente realizando trabalho. Tipos de Energia Mecânica: • Energia Potencial: Relacionada a posição de um corpo, possibilitando que ele entre em movimento. Subdividindo-se em dois tipos: Energia Potencial Gravitacional: O corpo entra em movimento por estar sujeito ao campo gravitacional da Terra; Energia Potencial Elástica: O corpo que entra em movimento esta associado a deformação de uma mola, um elástico. • Energia Cinética: Relaciona-se com o movimento do corpo, e está diretamente ligada com a velocida- de a que esse corpo está sujeito. • Fórmulas: Energia Potencial Gravitacional: Epot = mgh Energia Potencial Elástica: Epote = Kx² 2 Energia Cinética: Ecin = mV² 2 Energia Mecânica: Emec = Epot + Ecin Sistema de Força Conservativo: Um sistema de forças, aplicado a um corpo, é conservativo quando não altera a energia mecânica do corpo. Exemplo: Um corpo sob ação exclusiva da força de gravidade, sua energia mecânica permanece constante. Possibilidades: 1. em queda livre vertical; 2. subindo verticalmente; 3. em trajetória parabólica (movimento balístico); 277277 EXERCÍCIOS 4. em movimento orbital em torno da Terra (órbita cir- cular ou elíptica). Sistema de Força NÃO Conservativo: Um siste- ma de forças, aplicado a um corpo, NÃO é conservati- vo quando altera a energia mecânica do corpo. Exemplo: um corpo está em movimento sob a ação de seu peso e da resistência do ar, sua ener- gia mecânica diminui, pois a força de resistência do ar realiza um trabalho negativo, transformando energia mecânica em térmica. 1. (UEPA-2011-MODELO ENEM) – As árvo- res afetam o nosso tempo e, com isso, o nosso clima, de três maneiras básicas: reduzindo a temperatura, reduzindo o uso de energia e removendo os po- luentes do ar. Grandes árvores, como o carvalho, podem evaporar 120 mil litros de água para a atmosfera a cada ano. A energia média necessária para elevar essa quantidade de água atá a altura de evaporação no carvalho é de 2,4 . 107 J. Tendo a aceleração da gravidade mó- dulo igual a 10 m/s2, eé correto afi rmar que a altura média de evaporação, para o carvalho, em metros, eé: a) 25 b) 20 c) 15 d) 10 e) 5,0 Dado: densidade da água = 1,0kg/l RESOLUCAO: Ep = m g H 2,4 . 107 = 120 . 10³ . 10H H = 20m Resposta: B 2. (UESPI-2011) – Uma bola de peso 1,0 N e solta do repouso de uma altura de 1,0 m acima do solo. A cada choque com o solo, a bola perde 20% da sua energia mecânica, em relação a que ela possuía no instante imediatamente anterior a colisão. O movi- mento da bola é vertical. Desprezando-se a resistência do ar, qual a altura máxima atingida pela bola após a segunda colisão com o solo? a) 48 cm b) 64 cm c) 72 cm d) 86 cm e) 92 cm Nota: Considere o solo como referencia para a medida da energia mecânica. RESOLUCÃO: E0 = m g H0 E1 = 0,80 E0 E2 = 0,80 E1 = 0,64 E0 m g H2 = 0,64 m g H0 H2 = 0,64 H0 H2 = 0,64 . 1,0 m H = 64cm 3. (ENEM-2010) – Usando pressões extrema- mente altas, equivalentes as encontradas nas profundezas da Terra ou em um planeta gigante, cientistas criaram um novo cristal capaz de armazenar quantidades enormes de energia. Utilizando-se um aparato cha- mado bigorna de diamante, um cristal de di� uoreto de xenonio (XeF2) foi pressiona- do, gerando um novo cristal com estrutura supercompacta e enorme quantidade de energia acumulada. (Inovação tecnologica. Disponivel em: <http://www.inovaçãotecnologica.com.br.> Acesso em: 7 jul. 2010. Adaptado). Embora as condições citadas sejam dife- rentes do cotidiano, o processo de acumu- lação de energia descrito e análogo ao da energia. a) armazenada em um carrinho de monta- nha-russa durante o trajeto. b) armazenada na água do reservatorio de uma usina hidreletrica. c) liberada na queima de um palito de fosfo- ro. d) gerada nos reatores das usinas nucleares. e) acumulada em uma mola comprimida. RESOLUCÃO: A compressao do cristal com armazenamen- to de energia e análoga a compressao de uma mola e consequente armazenamento de energia potencial elástica. Resposta: E 278278 TIPLER, P. A.; MOSCA, G. Física para cientistas e engenheiros. V1 – Mecânica, Oscilações, Ondas, Termodinâmica. Rio de Janeiro: LTC. 4. (UFTM-MG-2011) – Dois irmãos – Rodrigo, de massa 50 kg, e Bruno, de massa 45 kg – estão sentados, lado a lado, na parte mais alta de um tobogã, preparando-se para descer. Desprezam-se todas as forças de resistência. Quando ambos chegarem ao solo, Rodrigo terá, em relação a Bruno: a) mesma velocidade escalar e mesma ener- gia cinética. b) mesma velocidade escalar, porém menor energia cinética. c) mesma velocidade escalar, porém maior energia cinética. d) maior velocidade escalar e maior energia cinética. e) menor velocidade escalar e menor energia cinética. ALTERNATIVA: C 5. (ENADE-MODELO ENEM) – Uma brinca- deira de criança que mora perto de um riacho é atravessá-lo usando uma corda amarrada a uma árvore perto da mar- gem. Dependendo da resistência da cor- da, essa travessia pode não se concreti- zar. Para avaliar o perigo da travessia, pode-se usar como modelo o movimen- to do pêndulo, e calcular a intensidade da força de tração máxima que a corda pode suportar. Considerando-se que a corda faz, inicialmente, um ângulo de 60o com a vertical, qual e a intensidade da força de tração máxima a ser supor- tada pela corda para que uma criança de 30kg atravesse o riacho? (Considere g = 10 m/s2 e despreze o efeito do ar) a) 200N b) 300N c) 600N d) 900N e) 1200N 279279 EXERCÍCIOS 1. (FMTM-MG) – O sistema representado, montado com roldanas e � os ideais, en- contra-se em equilíbrio. Se m2 = 30kg, os valores para as massas m1 e m3 são, em kg, respectivamente, iguais a : Dados: sen 53° = cos 37° = 0,8 ; sen 37° = cos 53° = 0,6 ;g = 10m/s2 a) 12 e 18 b) 18 e 24 c) 18 e 18 d) 24 e 18 e) 24 e 24 m1 530 370 m 2 m3 ESTÁTICA: • Ponto Material: O ponto material pode sofrer translação, sendo assim para que ocorra o equilí- brio, em um ponto material, é necessário que a força resultante sobre ele seja NULA. • Corpo Extenso: Quando trabalhamos com estática do corpo extenso trabalhamos com a possibilidade tanto de translação quanto de rotação do corpo. Essa capacidade de ROTAÇÃO é o que conhecemos pelo nome de MOMENTO ESCALAR. • MOMENTO ESCALAR: μ = F.d Como determinar o BRAÇO: A distância (d) é o que chamamos de BRAÇO, essa é a distância da ação da força até o eixo. • Condições de equilíbrio: 1. Para que não ocorra TRANSLAÇÃO: Força Re- sultante deve ser NULA. Fr = 0 2. Para que não ocorra ROTAÇÃO: O somatório dos MOMENTOS deverá ser NULO. Σμ = 0 2. (FUVEST) – Uma pirâmide reta, de altura H e base quadrada de lado L, com mas- sa m uniformemente distribuída, está apoiada sobre um plano horizontal. Uma força F com direção paralela ao lado AB é aplicada no vértice V. Dois pequenos obstáculos O, � xos ao pla- no, impedem que a pirâmide se desloque horizontalmente. A força F capaz de tom- bar a pirâmide deve ser tal que: 3. (FUVEST-SP) – Um avião, com massa M = 90 toneladas, para que esteja em equilíbrio em vôo, deve manter seu centro de gravi- dade sobre a linha vertical CG, que dista 16,0m do eixo da roda dianteira e 4,0m do eixo das rodas traseiras, como na � gura abaixo. Para estudar a distribuição de mas- sas do avião, em solo, três balanças são co- locadas sob as rodas do trem de aterrissa- gem. A balança sob a roda dianteira indica MD e cada uma das que estão sob asrodas traseiras indica MT. 280280 Uma distribuição de massas, compatível com o equilíbrio do avião em vôo, poderia resultar em indicações das balanças, em toneladas, correspondendo apróximada- mente a: a) MD = 0 e MT = 45 b) MD = 10 e MT = 40 c) MD = 18 e MT = 36 d) MD = 30 e MT = 30 e) MD = 72 e MT = 9,0 GABARITO ESTÁTICA 1. D 2. D 3. D TERMOLOGIA Termometria: Equação de conversão: A equação de conversão serve para transformar as escalas Celsius, Fahrenheit e Kelvin. θc = θf – 32 = T – 273 5 9 5 Em que: θc – temperatura em Celsius; θf – temperatura em Fahrenheit; T – temperatura em Kelvin; EXERCÍCIOS 1. Um aluno do ensino médio foi passar as fé- rias de Julho em Nova York com seus pais. Muito desatento, ao desembarcar, ele toma um susto ao olhar o termômetro do aero- porto que marcava uma temperatura de 86°, até que o seu pai lhe avisa que a uni- dade usada naquela cidade não é Celsius, mas sim Fahrenheit. Sendo assim, qual era a temperatura observada pelo garoto em graus Celsius? a. 35 b. 40 c. 30 d.25 e. 17 ALTERNATIVA: C RESOLUÇÃO: Para resolver essa questão o aluno deverá a fórmula de conversão de unidades de graus Celsius para graus Fare- nheith. C/5 = (F -32) /9 C/5 = (86-32)/9 C = 30°C 2. A variação de temperatura entre o ponto de fusão da água até o ponto de ebulição da mesma substância é de 100° na escala Celsius, se utilizarmos a escala Kelvin, essa variação seria de quantos Kelvins? a. 25K b. 75K c. 100K d. 125k e. 150k ALTERNATIVA: C RESOLUÇÃO: Para responder essa questão o candidato deverá utilizar o conceito de con- versão de unidades e lembrar que o ponto de fusão da água em Kelvin é de 273K e o ponto de ebulição é de 373K, o produz uma variação de 100K. ESTADOS FÍSICOS DA MATÉRIA: A matéria pode ser encontrada em três estados físi- cos, são eles: sólido, líquido e gasoso. Características: • Sólido: Volume defi nido e forma própria; • Líquido: Volume defi nido, mas não possui forma própria (possuirá a forma do recipiente em que esti- ver colocado); • Gasoso: Volume e forma indefi nidos (possuirá o vo- lume e a forma do recipiente em que estiver coloca- do); Mudanças de estados: • Fusão: Sólido → Líquido 281281 ar frio ar quente • Vaporização: Líquido → Gasoso • Sublimação: Sólido → Gasoso • Liquefação: Gasoso → Líquido • Solidifi cação: Líquido → Sólido • Sublimação: Gasoso → Sólido fusão solidifi cação vaporização liquefação (condensação) sublimação TIPOS DE VAPORIZAÇÃO: • Evaporação O líquido passa para o estado gasoso a qualquer tempe- ratura. É um processo lento e superfi cial, ou seja, as molé- culas da superfície do líquido conseguem adquirir energia sufi ciente para passar para o estado gasoso. A evaporação é a vaporização que ocorre espontaneamente, ou seja, sem ser provocada. Ex: Um copo de água ao sol e a água evapora-se pela ação do calor. • Ebulição O líquido está passando para o estado gasoso na sua temperatura de ebulição, que é a temperatura máxima que o líquido pode resistir a uma determinada pressão. Todas as moléculas do líquido estão recebendo calor. É caracterizada pela formação de bolhas no líquido. O ponto de ebulição da água no nível do mar é de 100,0°C. Ex: A água fervendo no bule, no fogão de casa. • Calefação O líquido passa instantaneamente para o estado ga- soso. Quando uma pequena quantidade de líquido re- cebe uma grande quantidade de calor se torna vapor rapidamente produz um som característico. Ex: Um pingo de água em uma chapa quente. Calor específi co sensível e calor latente: quando um corpo recebe ou cede calor, este pode produzir no corpo dois efeitos diferentes: variação de temperatu- ra ou mudança de estado. Se o efeito no corpo for apenas variação de tempe- ratura, o calor é chamado calor sensível, já se o efeito no corpo for mudança de estado, o calor e chamado calor latente. Balanço Energético: o sistema é térmicamente iso- lado quando ele não troca energia térmica com o meio externo, sua energia térmica total permanece constante. Assim, a soma das quantidades de calor cedidas por uns é igual à soma das quantidades de calor recebi- das pelos demais. Transmissão de Calor: passagem da energia térmi- ca de um corpo para outro ou de uma parte para outra de um mesmo corpo. Essa transmissão pode processar- -se de três maneiras diferentes: condução, convecção e radiação. • Condução: transmissão de calor em que a ener- gia térmica passa de um local para outro através das partículas do meio que os separa. Φ = C.S.Δθ L • Convecção: movimentos de massas fl uidas (líquidos, gases e vapores) que trocam de posição. No temos que a convecção não pode ocorrer no vácuo nem nos sólidos. Exemplo: Ar – Condicionado. Importante: Geladeira Nas geladeiras domésticas, os alimentos são resfria- dos pelo ar frio que desce graças a convecção. As pra- teleiras são feitas como grades (e não inteiriças) para permitir a convecção de ar dentro da geladeira. • Radiação: transmissão de calor através de ondas eletromagnéticas (ondas de calor). A energia emiti- da por um corpo (energia radiante) propaga-se até outro através do espaço que os separa. Sendo uma transmissão de calor através de ondas eletromag- néticas, a radiação não exige a presença do meio material para ocorrer, isto e, a radiação ocorre em meios matériais e também no vácuo. 282282 Gases Perfeitos: Fórmulas: Calor específi co sensível: Q = m.c.Δθ Calor latente: Q = m.l Balanço Energético: Q1 + Q2 + ...... Qn = 0 Gases Perfeitos: PV = nRT PV = PoVo T To Em que: Q = quantidade de calor em calorias m = massa em gramas c = calor específi co sensível em cal/g ºC L = calor específi co latente em cal/g P = Pressão em atm V = Volume em litros T = Temperatura em Kelvin R = constante dos gases EXERCÍCIOS 1. (PUC-SP-2010 – MODELO ENEM) – No LHC (Grande Colisor de Hadrons), as partículas vão correr umas contra as outras em um tú- nel de 27 km de extensão, que tem algumas partes resfriadas a – 271,25°C. Os resultados oriundos dessas colisões, entretanto, vão se- guir pelo mundo todo. A grade do LHC terá 60 mil computadores. O objetivo da constru- ção do complexo franco-suiço, que custou US$ 10 bilhões e e administrado pelo CERN (Organização Européia de Pesquisa Nuclear, na sigla em francês), e revolucionar a forma de se enxergar o Universo. Ímã gigantesco é instalado em uma das cavernas do LHC (Grande Colisor de Hádrons), a máquina mais poderosa do mundo www.folha.uol.com.br/folha/ciencia/utl306u442867.shtml – Publi- cada em 09/09/2008. Consultada em 05/04/2010 A temperatura citada no texto, expressa nas escalas Fahrenheit e Kelvin, equivale, respec- tivamente, aos valores aproximados de: a) – 456 e 544 b) – 456 e 2 c) 520 e 544 d) 520 e 2 e) – 456 e – 2 RESOLUÇÃO: 1) Na escala Fahrenheit: 0= 0f - 32 5 9 -271,25 = 0f - 32 5 9 0F = -456.250F ou 0F≅ -4560F 2) Na escala Kelvin: T = 0c + 273 T = (- 271,25 + 273) (K) T = 1,75K ou T ≅ 2k Resposta: B 2. (MODELO ENEM) – Procedimento com bolsa de gelo reduz risco de sequelas em vítimas de paradas cardíacas. Uma técnica que permite o resfriamento do corpo em até cinco graus e utilizada em hospitais de São Paulo para diminuir o risco de sequelas em vítimas de paradas cardíacas. A parada cardíaca interrompe repentinamente o bombardeamento de sangue, líquido que leva oxigênio para o resto do organismo. O alto número de mortes está relacionado a ausência de oxigênio no cérebro e ao gasto excessivo de energia por parte das células. Os neu- rônios morrem quando ficam sem oxigê- nio por mais de três minutos, o que pode provocar danos irreversíveis a atividades cerebrais e motoras do paciente. Esses sintomas podem ser evitadosabaixan- do a temperatura do corpo de 37 para 32 graus, o que implica uma diminuição do metabolismo do cérebro em 30%. 283283 (texto retirado do Jornal da Tarde – 26/6/2010) A variação de temperatura em questão (5°C), quando expressa em graus Fahre- nheit, vale a) –23°F b) 5°F c) 9°F d) 32°F e) 41°F Δ0C = Δ0F 100 180 Portanto: 5 = Δ0F 100 180 0F = 90F Resposta: C 3. (UFC-2010) – Dois corpos são colocados em contato. Marque a alternativa correta. a) O calor � ui do corpo que tem maior quanti- dade de calor para o que tem menor quan- tidade de calor. b) O calor � ui do corpo que tem menor quan- tidade de calor para o que tem maior quan- tidade de calor. c) O calor � ui do corpo que tem maior massa para o que tem menor massa. d) O calor � ui do corpo que tem menor tempera- tura para o que tem maior temperatura. e) O calor � ui do corpo que tem maior tempe- ratura para o que tem menor temperatura. RESOLUÇÃO: O fator determinante para transferência es- pontânea de calor e a diferença da tempe- ratura existente entre dois locais. O calor � ui espontaneamente do local de maior para o local de menor temperatura. Resposta: E 4. (UFPR-2010) – Numa garrafa térmica, ha 100g de leite a temperatura de 90°C. Nessa garrafa, são adicionados 20g de café solúvel a temperatura de 20°C. O calor especifico sensível do café vale 0,5 cal/(g°C) e o do lei- te vale 0,6 cal/(g°C). A temperatura final do café com leite e de: a) 80°C b) 42°C c) 50°C d) 60°C e) 67°C RESOLUÇÃO: Fazendo o balanço energético, temos: Qcedido + Qrecebido = 0 (m c Δ0)leite + (m c Δ0)café = 0 100 . 0,6 . (0r - 90) + 20 - 0,5 - (0r - 20) = 0 60 0r = 5 600 0r = 800C Resposta: A 5. (UFJF-MG-2010) – Quando se passa álcool na pele, tem-se uma sensação de frio na- quele local. Assinale a alternativa que ex- plica corretamente esse fato. 284284 a) O álcool é normalmente mais frio que a pele. b) O álcool absorve o calor da pele para eva- porar-se. c) O álcool é normalmente mais frio que o ca- lor. d) O álcool é menos denso que o ar. e) O álcool é uma substância muito instável. RESOLUÇÃO: O álcool retira energia térmica da pele e eva- pora. Esse é um processo endotérmico. Resposta: B 6. (VUNESP-2010) – Um recipiente, fechado por um embolo móvel, contem gás ideal em seu interior. Ao mover o embolo, de forma a aumentar o volume desse gás mantendo sua temperatura constante, pode-se dizer que, para o sistema gasoso contido no in- terior desse recipiente, a energia interna e a pressão exercida, respectivamente, irão a) diminuir e diminuir. b) aumentar e diminuir. c) � car constante e diminuir. d) � car constante e � car constante. e) diminuir e aumentar. RESOLUÇÃO : 1. A energia interna do gás determina a sua temperatura. Assim, mantendo-se cons- tante a temperatura, mantém-se constante a energia interna. 2. Aumentando-se o volume do gás e manten- dose constante a temperatura, proporcio- na-se mais espaco para a movimentação das partículas e e reduzida a concentração de colisões com as paredes do recipiente. Dessa forma, a pressão diminui. Resposta: C 7. (MACKENZIE-SP) – Certa massa de gás per- feito sofre uma transformação de manei- ra que seu volume aumenta de 20% e sua temperatura absoluta diminui de 40%. Ter- minada essa transformação, a pressão do gás sera a) 50% maior que a inicial. b) 50% menor que a inicial. c) 30% maior que a inicial. d) 30% menor que a inicial. e) igual a inicial. RESOLUÇÃO: Usando-se a Lei Geral dos Gases, tem-se: P1V1 = P2V2 T1 T2 Sendo: V2 = 1,2V1 T2 = 0,60T1 (a temperatura diminui de 40%) têm-se: P1V1 = P21,2V1 T1 0,60T1 P2 = 0,50p1 A pressão � nal é 50% menor do que a pressão inicial. Resposta: B 8. (UFPB)– Um � o � no de cobre, de compri- mento L = 30 cm, encontra-se a uma tem- peratura T = 40oC. A que temperatura se deve aquecer o � o para que seu compri- mento aumente 2,4 x 10–3 cm, sabendo-se que o coe� ciente de dilatação linear do cobre vale 1,6 x 10–5 oC–1? ΔL = L0aΔ0 Assim: 2,4 . 10-3 = 30 . 1,6 . 10-5 . Δ0 Δ0 = 50C Mas: 0 - 40 = 5 0 = 450C Resposta: 450C 285285 ELÉTRICA Carga Elétrica A história da Eletricidade começa na Antiguida- de. Os gregos notaram que o âmbar, quando atritado, adquiria a propriedade de atrair pequenos pedaços de palha. Vamos ilustrar essa propriedade através de exemplos. Consideremos dois bastões de vidro e um pedaço de seda. Vamos, com esses objetos, realizar o seguinte ex- perimento: inicialmente, cada bastão de vidro é atritado com o pedaço de seda. Em seguida, um dos bastões de vidro é suspenso por um fi o e o outro bastão de vidro é apróximado do primeiro. Observamos que os dois bas- tões de vidro repelem-se. Os bastões de vidro repelem-se após terem sido atri- tados com a seda. Vamos, agora, repetir o experimento com duas bar- ras de plástico atritadas com um pedaço de lã ou pele de animal. Observamos que as duas barras de plástico repelemse, da mesma maneira que os bastões de vidro do experimento anterior. As barras de plástico repelem-se após terem sido atritadas com lã. Finalmente, apróximamos a barra de plástico atrita- da com lã do bastão de vidro atritado com seda. Obser- vamos, agora, uma atração entre eles. Esses experimentos realizados com o vidro, seda, plástico e lã podem ser repetidos com muitos outros matériais.Chegaremos sempre às seguintes conclusões: 1) corpos feitos do mesmo material, quando atrita- dos pelo mesmo processo, sempre se repelem; 2) corpos feitos de matériais diferentes, atritados por processos diferentes, podem atrair-se ou re- pelir-se. Os bastões de vidro e as barras de plástico, quando atritados com a seda e a lã, respectivamente, adquirem uma propriedade que não possuíam antes da fricção: eles passam a se atrair ou a se repelir quando colocados convenientemente um em presença do outro. Nessas condições, dizemos que os bastões de vidro e as barras de plástico estão eletrizados. Verifi camos, então, através de experiências, que os corpos eletrizados podem ser classifi cados em dois grandes grupos: um semelhante ao vidro – eletricida- de vítrea – e o outro, semelhante ao plástico – eletri- cidade resinosa. Benjamin Franklin, político e escritor americano, por volta de 1750, introduziu os termos elétricidade positiva e negativa para as elétricidades vítrea e resinosa, respec- tivamente. Para entendermos cientifi camente o que ocorre num processo de fricção entre vidro e seda ou entre plástico e lã, devemos ter alguns conceitos básicos a respeito de carga elétrica e estrutura da matéria. 2. Carga Elétrica A matéria é formada por átomos, que por sua vez são cons- tituídos por um pequeno núcleo central e por uma eletrosfera. A. Núcleo É a parte central do átomo, em que se localiza pra- ticamente toda a massa do átomo e onde encontramos várias partículas, das quais, do ponto de vista da Eletri- cidade, destacamos duas: prótons e nêutrons. • Prótons: partículas que apresentam a propriedade de- nominada carga elétrica, ou seja, trocam entre si, ou com outras partículas, ações elétricas de atração ou re- pulsão. Os prótons são partículas portadoras de carga elétrica positiva. • Nêutrons: partículas que apresentam carga elétrica nula, ou seja, não trocam ações elétricas de atração ou de repulsão. B. Eletrosfera É uma região do espaço em torno do núcleo onde gravitam partículas menores, denominadas elétrons. Os elétrons possuem massa desprezível quando com- parada à dos prótons ou dos nêutrons. • Elétrons: partículas que, como os prótons, apresentam a propriedade denominada carga elétrica, isto é, tro- cam ações elétricas de atração ou repulsão. Os elétrons são partículas portadoras decarga elétrica negativa. 286286 Elétrons? (Qe = –e) Nêutrons: (Qn = 0) Prótons: (Qp = +e) Núcleo Eletrosfera 3. Quantidade de carga elétrica Aos corpos, ou às partículas, que apresentam a pro- priedade denominada carga elétrica, podemos asso- ciar uma grandeza escalar denominada quantidade de carga elétrica, representada pelas letras Q ou q , e que no Sistema Internacional de Unidades (SI) é medida em coulomb (C). A quantidade de carga elétrica positiva do próton e a quantidade de carga elétrica negativa do elé- tron são iguais em valor absoluto, e correspondem à menor quantidade de carga elétrica encontrada na natureza, até os dias atuais. Essa quantidade é repre- sentada pela letra e e é chamada de quantidade de carga elétrica elementar. Em 1909, a quantidade de carga elétrica elementar foi determinada experimentalmente por Millikan. O valor obtido foi: e = 1,6 . 10-19C Nessas condições, podemos escrever as quantidades de carga elétrica do próton e do elétron como sendo: qp = + e = +1,6 · 10 –19 C qe = – e = –1,6 · 10 –19 C Para o nêutron temos qn = 0. A tabela abaixo apresenta a massa e a quantidade de carga elétrica das principais partículas atômicas: Partícula Massa (kg) Quantidade de carga elétrica (C) Elétron 9,1 . 10-31 -1,6 . 10-19 Próton 1,7 . 10-27 +1,6 . 10-19 Nêutron 1,7 . 10-27 0 4. Quantização da quantidade de carga elétrica Q = n . e Q – quantidade de carga elétrica e – carga elétrica elementar n – nº de elétrons em falta ou em excesso Resistores: elemento de circuito cuja função é efe- tuar conversão de energia elétrica em energia térmica. 1ª Lei de Ohm: U = R.I 2ª Lei de Ohm: R = ρ . L A Associação de Resistores: Em série: Req = R1 + R2 + R3...; Utot = U1 + U2 + U3...; i = mesmo para todos os resistores; Unidades: R em Ohns (Ω) U em Volts (V) I em ámperes (A) Em paralelo: 1/Req = 1/R1 + 1/R2 + 1/R3...; U = constante; itotal = i1 + i2 + i3...; Unidades: R em Ohns (W) U em Volts (V) I em ámperes (A) Potência: No Sistema Internacional, a energia e medida em joules (J) e o intervalo de tempo em segundos (s). Sen- do assim, a potencia elétrica é medida em joules/segun- do e recebe o nome de watt (W): 287287 P = Eel . Eel = P.t T P = i.U P = U² R P = Ri² EXERCÍCIOS 1. (UEL-PR) – Pela secção reta de um condutor de elétricidade, passam 12C a cada minuto. Nesse condutor, a intensidade da corrente elétrica, em amperes, e igual a a)0,08 b) 0,20 c) 5,0 d) 7,2 e) 12 2. (UFSM-RS) – Uma lâmpada permanece ace- sa durante 5 minutos por efeito de uma corrente de 2A, fornecida por uma bateria. Nesse intervalo de tempo, a carga total (em C) que atravessou o seu � lamento e: a) 0,40 b) 2,5 c) 10 d) 150 e) 600 3. Ao acionar um interruptor de uma lâmpa- da elétrica, está e acesa quase instantane- amente, embora possa estar a centenas de metros de distância. Isso ocorre porque a) a velocidade dos eletróns na corrente elétri- ca é igual a velocidade da luz. b) os eletróns se põem em movimento qua- se imediatamente em todo o circuito, embora sua velocidade média seja relati- vamente baixa. c) a velocidade dos eletróns na corrente elétri- ca é muito elevada. d) não é necessario que os eletróns se movi- mentem para que a lâmpada acenda. 4.(UFTM-Junho-2010-MODELO ENEM) – Com o uso, os filamentos das lâmpadas incandescentes perdem átomos por va- porização, tornando-se mais finos. Ad- mita que, por conta da diminuição do diâmetro do filamento, a área da secção transversal do filamento diminua con- forme indica o gráfico. Dos gráfi cos apresentados, aquele que melhor apon- taria os valores da resistência elétrica durante a vida útil dessa lâmpada, supondo que a resistividade e o comprimento do fi lamento se mantenham constantes durante toda a vida útil da lâmpada, esbocado em 5.(UFPE) – Calcule a resistência equivalente, em ohms, entre os pontos A e B do circuito abaixo: a) 1,0 A b) 2,0 A c) 1,5 A d) 0,5 A e) 3,0 A 6.(FEI) – Mantendo-se a ddp constante entre A e B, ao se colocar uma fonte de calor para aquecer o resistor constituido de um me- tal, podemos a� rmar que 288288 A B A a) a corrente não sofrerá alteração. b) a resistência não sofrerá alteração. c) a corrente irá aumentar. d) a resistência irá diminuir. e) a corrente irá diminuir. 7. (VUNESP-2010) – Estão em testes equipa- mentos capazes de utilizar a energia pro- duzida pelo movimento do corpo humano para fazer funcionar aparelhos elétricos ou carregar baterias. Um desses equipamen- tos, colocado no tênis de uma pessoa, é ca- paz de gerar energia elétrica em uma taxa de até 0,02 watt com o impacto dos passos. Isso signi� ca que a energia que pode ser aproveitada do movimento é, em média, de (Jornal da Ciência, SBPC) a) 0,02 watt por segundo. b) 0,02 joule por passo. c) 0,02 watt por caminhada. d) 0,02 joule por segundo. e) 0,02 caloria por passo. 8. (UNESP) – As companhias de eletricidade geralmente usam medidores calibrados em quilowatt-hora (kWh). Um kWh representa o trabalho realizado por uma máquina de- senvolvendo potencia igual a 1kW durante 1hora. Numa conta mensal de energia elé- trica de uma residência com 4 moradores, lêem-se, entre outros, os seguintes valores: CONSUMO (KwH) TOTAL A PAGAR (R$) 300 75,00 Cada um dos 4 moradores toma um banho diário, um de cada vez, num chuveiro elé- trico de 3kW. Se cada banho tem duração de 5 minutos, o custo ao � nal de um mês (30 dias) da energia consumida pelo chu- veiro é de a) R$ 4,50 b) R$ 7,50 c) R$ 15,00 d) R$ 22,50 e) R$ 45,00 9.(ACAFE-SC-2010) – Em conta de luz da CE- LESC, e registrado o consumo em um mês de 200kWh (quilowatt-hora). Em relação a essa informação, analise as a� rmações a seguir. I. Neste mês o consumo correspondente de energia elétrica e 7,2 x 108 joules (W.s). II. O kWh e uma unidade de potência. III.O kWh não é uma unidade de medida do Sistema Internacional de Unidades (SI). IV. Em duas horas deste mês, o consumo de energia correspondente e 400kW. Todas as a� rmações corretas estão em: a) I, III b) I, II, III c) II, IV d) II, III, IV 10.(SIMULADO ENEM) – Nos chuveiros elé- tricos, transformamos energia elétrica em energia térmica em virtude do Efeito Joule que ocorre quando a corrente elétrica atra- vessa o resistor do chuveiro. A temperatura da água está ligada a potencia elétrica do chuveiro, que vai depender da resistência elétrica de seu resistor. Sendo U a tensão elétrica utilizada (110V ou 220V), I a inten- sidade da corrente elétrica e R a resistência elétrica do resistor, a potencia P e dada pe- las relações: P = UI = RI2 = U2 R Uma chave seletora pode ocupar as po- sições A, B ou C indicadas na � gura, que correspondem, não respectivamente, as posições de morno, quente ou muito quen- te para a temperatura desejada para o ba- nho. Escolhendo a equação adequada para o cálculo da potencia P, assinale a opção correta que faz a associação entre as posi- ções A, B e C e a temperatura desejada para a água. 289289 Sol a) A – quente; B – morno; C – muito quente b) A – quente; B – muito quente; C – morno c) A – muito quente; B – morno; C – muito quente d) A – morno; B – quente; C – muito quente e) A – morno; B – muito quente; C – quente GABARITO 1.B 2. E 3. B 4. B 5. A 6. E 7. D 8. B 9. A 10. B ÓPTICA Óptica: Principais conceitos 1. Conceitos Alguns conceitos são fundamentais para a compre- ensão dos fundamentos da óptica. São eles: A. Corpos Luminosos e Iluminados As fontes de luz se classifi cam em dois tipos: fontes de luz primárias e fontes de luz secundárias. Corpos Luminosos (ou Fonte de Luz Primária) São os que emitem luz própria. Por exemplo: o Sol, uma lâmpada elétrica incandescente ou fl uorescentee um lampião. Corpos Iluminados (ou Fonte de Luz Secundá- ria) São os que refl etem a luz proveniente de uma fonte de luz primária. Por exemplo: a Lua, uma parede de uma sala que difunde no ambiente a luz recebida de uma lâmpada. Fonte de Luz Puntiforme Uma fonte de luz é chamada de puntiforme quando as suas dimensões são desprezíveis em relação à dis- tância do objeto iluminado. Por exemplo: uma vela longe do objeto iluminado. Fonte de Luz Extensa Uma fonte de luz é chamada de extensa quando suas dimensões são consideráveis em relação à distância do objeto iluminado. Exemplo: uma vela próxima ao objeto iluminado. B. Meios Ópticos Um meio é dito opaco quando a luz praticamente não se propaga nele. Exemplos: madeira e metais. Diz-se translúcido quando a luz se propaga, mas percorrendo caminhos imprevisíveis devido à heterogeneidade do meio. E, fi - nalmente, diz-se transparente quando a luz se propaga a grandes distâncias e segundo trajetórias previsíveis e bem determinadas. Note que um meio, por exemplo, a água, pode ser considerado transparente se a espessura da camada de água permitir a passagem da luz nas con- dições descritas acima, e pode ser considerado opaco se a espessura da camada de água for considerável, como no caso dos fundos dos oceanos. C. Raios de Luz É uma linha orientada que mostra o sentido de pro- pagação da luz num meio. D. Feixe de Luz e Pincel de Luz Em frente a uma vela, colocamos um anteparo com um pequeno furo. A vela é acesa e ilumina a região mostrada na fi gura abaixo. Esse espaço, por onde a luz se propaga, é chamado pincel de luz. Um feixe de luz é constituído pelos infi nitos pincéis de luz provenientes de uma fonte luminosa. Eles podem ser classifi cados: Camada atmosférica terrestre Pincel de luz Feixe de luz 290290 LENTES: Óptica da Visão: 1) Olho Humano Córnea O Pupila p p´ Músculos ciliares Cristalino Retina Nervo óptico Cérebro Córnea: funciona como lente convergente de gran- de convergência. Sendo responsável por 2/3 dacapaci- dade óptica do olho. Esclerótica: camada externa, fi brosa, sólida e opa- ca. Serve para dar a estabilidade mecânica ao olho.É o “branco do olho” Coróide: camada média, rica em vasos sanguíneos. Função de irrigação. Retina: camada interna, onde se focaliza a imagem, presença das células sensoriais (cones ebastonetes). Cones e bastonetes: transformam energia luminosa em energia elétrica Nervo ótico: escoa a energia elétrica produzida nos cones e bastonetes até o centro da visão (situadono cé- rebro) Pupila: orífi cio central da íris – regula a quantidade de luz que penetra no interior do globo ocular. Cristalino: é uma lente gelatinosa convergente que sob a ação dos músculos ciliares, pode alterar asua for- ma, alterando a sua convergência. Obs.: * Na retina temos uma imagem real e in- vertida*. Nosso olho sempre se orienta de modo a formar a imagem sobre uma pequena depressãoexis- tente na retina, nesta depressão encontramos a região de maior sensibilidade à luz (a fóvea) que émuito rica em cones.* Bastonetes: visão periférica, visão noturna e não distinguem cores* Cones: visão cen- tral, visão diurna e visão colorida2) Adaptação Visual: propriedade que o globo ocular tem de se adaptar à luminosidade ambiente. Este pro- cesso é realizado pela íris através de seu orífi cio cen- tral, a pupila. Muita luz -> contração da pupila Pouca luz -> dilatação da pupila Acomodação Visual: processo que permite que a imagem de objetos diferentemente afastados do olho seformem sempre sobre a retina. Esse processo é re- alizado pelo cristalino com o auxílio dos músculosci- liares. Neste caso, o foco é variável. A zona de acomo- dação estende-se do ponto remoto até o pontopróximo Ponto remoto: ponto para qual a vista conjuga imagem nítida sem nenhum esforço de acomodação.Os músculos ciliares estão relaxados e o cristalino assume distância focal. “Ver o máximo sem forçar” Ponto próximo: ponto para o qual a vista conjuga imagem nítida com máximo esforço deacomodação. Os músculos ciliares estão contraídos e o cristalino as- sume distância focal mínima. Olho e Máquina Fotográfi ca O funcionamento do globo ocular assemelha ao de uma máquina fotográfi ca. Em ambos a imagem forma- da é real, invertida e menor. 291291 Olho Máquina Controle da entrada de luz Íris Diafragma Lente Cristalino Objetiva Captura da imagem Retina Filme 2) Defeitos da Visão Miopia: ocorre alongamento do globo ocular. As imagens se formam na frente da retina.Consequente- mente o ponto reomoto do míope está a uma distância fi nita e não infi nita como no olhonormal. A miopia fa- vorece a visão de objetos próximos pois o ponto próxi- mo para o olho míope é mais próximo do olho do que o normal. A correção é feita com lentes divergentes. O foco imagem dalente deve coincidir com o ponto remo- to do olho míope. Hipermetropia: ocorre encurtamento do globo ocu- lar. Por isso, se não houver um esforço, a imagemse formará depois da retina, fi cando assim distorcida. Então, para poder enxergar normalmente, eledeve di- minuir a distância focal do cristalino. A maneira mais usada de ser corrigir é indicando óculos com lentes convergentes. Presbiopia (ou Vista Cansada): defeito comum em pessoas idosas. Ocorre o enrijecimento docristalino associado com a perda da elasticidade dos músculos ciliares. Assim a capacidade deacomodação visual fi ca comprometida. Há um afastamento do ponto próximo, embora a visão àdistância se conserve normal. Para corrigir o problema, deve-se usar lentes convergentes. Astigmatismo: deve-se à falta de esfericidade da córnea. Essa irregularidade faz com as pessoasastigmá- ticas vejam os objetos sem nitidez, como se estivessem superpostos com pequena sombralateral (“vendo fan- tasmas”). Correção: lentes cilíndricas. Estrabismo: incapacidade de se dirigir simultane- amente as retas visuais dos dois olhos para o ponto- visado. Correção: uso de lentes prismáticas, cirurgia ou exercícios de musculatura de sustentação doglobo ocular. Daltonismo: defeito pelo qual não se distingue uma ou várias cores. Ele está relacionado com osistema de interpretação das cores. O tipo mais comuns naqueles que tem difi culdade de distinguirentre o verde e o ver- melho. EXERCÍCIOS 1. (UEM-MODELO ENEM) – No olho humano, as imagens formam-se na retina e depois são analisadas no cérebro. No entanto, de- feitos da visão fazem com que a formação das imagens se dê antes da retina, depois dela, ou ainda que apresente distorções de simetria. Esses defeitos são identi� cados, respectivamente, como miopia, hiperme- tropia e astigmatismo e podem ser corrigi- dos, eventualmente, com cirurgias ou com o uso de lentes. As lentes recomendadas para a correção dos citados defeitos são, respectivamente, a) divergentes, convergentes e cilíndricas. b) convergentes, cilíndricas e divergentes. c) cilíndricas, divergentes e convergentes. d) convergentes, divergentes e cilíndricas. e) cilíndricas, convergentes e divergentes. 2. (PUC-RJ-MODELO ENEM) – O esquema a se- guir representa um olho humano que ob- serva, sem o auxílio de lentes arti� ciais, um objeto distante. A acomodação visual é tal que o cristalino se apresenta com a sua má- xima distância focal. Nestas condições, qual das opções a seguir relaciona corretamente o ponto (1, 2 ou 3) em que se forma a imagem do objeto com o tipo de visão (míope, normal e hipermetrope) do observador? visão míope visão normal visão hiperme- trope a) 1 2 3 b) 1 3 2 c) 2 1 3 d) 2 3 1 e) 3 2 1 3. (UEPG-PR-MODELO ENEM) – O olho huma- no pode ser considerado um conjunto de meios transparentes, separados um do outro por superfícies sensívelmente esféri- cas, que podem apresentar alguns defeitostais como miopia, daltonismo, hipermetro- pia etc. O presbiopismo é causado por 292292 a) achatamento do globo ocular. b) alongamento do globo ocular. c) ausência de simetrias em relação ao eixo ocular. d) endurecimento do cristalino. e) insensibilidade ao espectro eletromagnéti- co da luz. 4. A característica do globo ocular que possi- bilita a visão cinemato grá� ca é: a) estrabismo; b) persistência reti- niana; c) adaptação retiniana. d) hipermetropia; e) acomodação rápida. 5. (MODELO ENEM) – Os cães veem o mundo de uma perspectiva diferente da nossa. As dife- renças se devem à estrutura do olho. As célu- las responsáveis pela visão de cores são deno- minadas cones. Enquanto a espécie humana pos sui três tipos de cones, capazes de captar as cores vermelho, ver de e azul, os cães pos- suem apenas dois. A hipótese mais aceita é a de que os cães são capazes de enxergar ape- nas o azul e o amarelo, sendo as demais cores detectadas como variações de cinza. Visão canina das cores Visão humana das cores 700 600 500 400 Comprimento de onda (nm) Os cães também podem apresentar mio- pia, hipermetropia, astigmatismo e catara- ta. Para a correção desses defeitos de visão, estão sendo utilizadas lentes intraoculares projetadas especialmente para cães. Assinale a alternativa correta. a) O seres humanos só conseguem enxergar três cores: vermelho, verde e azul. b) A luz branca, ao ser re� etida por uma rosa vermelha, é percebida da mesma maneira por cães e por humanos. c) A miopia é um defeito visual que só ocorre em humanos. d) A luz branca, ao ser re� etida por uma rosa amarela, é enxergada pelos cães como se fosse cinza. e) Um objeto azul é enxergado por humanos e pelos cães com tonalidade azul. GABARITO 1.A 2. A 3. D 4. B 5. E EXERCÍCIOS GERAIS 1. Em uma academia de musculação, uma barra B, com 2,0m de comprimento e massa de 10 Kg, está apoiada de forma simétrica em dois suportes, S1 e S2, separados por uma distân- cia de 1,0m, como indicado na � gura. Para a realização de exercícios, vários dis- cos, de diferentes massas M, podem ser co- locados em encaixes, E, com seus centros a 0,10m de cada extremidade da barra. O pri- meiro disco deve ser escolhido com cuida- do, para não desequilibrar a barra. Dentre os discos disponíveis, cujas massas estão indicadas abaixo, aquele de maior massa e que pode ser colocado em um dos encai- xes, sem desequilibrar a barra, é o disco de: a) 5 kg b) 10 kg c) 15 kg d) 20 Kg e) 25 Kg. RESOLUÇÃO: 293293 A situação em que a barra se encontra na iminência de desequilibrar é aquela na qual a N1 torna-se nula. Tomando-se o so-matório dos momentos em relação ao pon- to S2, tem-se que: PD . 0,4 = PB . 0,5 ∴ PD = 100 . 0,5 ∴ mdisco = 12,5kg 0,4 Dentre as alternativas, o bloco de massa máxima que não desequilibra a barra é igual a: m = 10 kg 2. Um caminhão, parado em um semáforo, teve sua traseira atingida por um carro. Logo após o choque, ambos foram lança- dos juntos para frente (colisão inelástica), com uma velocidade estimada em 5 m/s (18 km/h), na mesma direção em que o car- ro vinha. Sabendo-se que a massa do ca- minhão era cerca de três vezes a massa do carro, foi possível concluir que o carro, no momento da colisão, trafegava a uma velo- cidade apróximada de: a) 72 km/h b) 60 km/h c) 54 km/h d) 36 km/h e) 18 km/h RESOLUÇÃO : Por conservação de quantidade de movi- mento, tem-se que: → →Qantes = Qdepois mc . va = (Mc + mc) . vd Na equação acima, mc é a massa do carro, Mc é a massa do caminhão, va é a velocida- de antes da colisão e vd é a velocidade após a colisão. Dessa forma: Va = (3m + m) . 18 ∴ va = 72 km/h m 3. Um trocador de calor consiste em ma ser- pentina, pela qual circulam 18L de água/ min. A água entra na serpentina à tempe- ratura ambiente (20ºC) e sai mais quente. Com isso, resfria-se o líquido que passa por uma tubulação principal, na qual a serpen- tina está enrolada. Em uma fábrica, o líqui- do a ser resfriado na tubulação principal é também água, a 85 ºC, mantida a uma va- zão de 12 l/min. Quando a temperatura de saída da água da serpentina for 70 ºC será possível estimar que a água da tubulação principal esteja saindo a uma temperatura T de, apróximadamente: Água do trocador entrado a 200C Líquido resfriado saindo a T = ? Serpentina Líquido a ser resfriado entrando a 550C Água do trocador saindo a 400C a) 75 ºC b) 65 ºC c) 55 ºC d) 45 ºC e) 35 ºC RESOLUÇÃO : Considerando-se o tempo de um minuto e que as trocas ocorrem somente entre os líquidos na serpentina (s) e no trocado (t), tem-se que: ΣQtrocados = 0 ∴ ms . cágua . ΔTs + mt . cágua . Δ Tt = 0 18 . (40 - 20) + 12 . (Tt - 85) = 0 ∴ Tt = 660 ∴ Tt = 55 0C 12 4. Em um “freezer”, muitas vezes, é difícil re- petir a abertura da porta, pouco tempo após ter sido fechado, devido à diminuição da pressão interna. Essa diminuição ocorre porque o ar que entra, à temperatura am- biente, é rapidamente resfriado até a tem- peratura de operação, em torno de -18 ºC. Considerando um “freezer” doméstico, de 280 l, bem vedado, em um ambiente a 27 ºC e pressão atmosférica Po, a pressão in- terna poderia atingir o valor mínimo de... 294294 Considere que todo o ar no interior do “fre- ezer”, no instante em que a porta é fechada, está à temperatura do ambiente. a) 35 % de Po b) 50 % de Po c) 67 % de Po d) 85 % de Po e) 95 % de Po RESOLUÇÃO: Considerando-se que a transformação é isocórica (volume constante) e que as tem- peraturas são dadas em Kelvin, tem-se que: P1 = P2 ∴ P2 = P0 - 255 ∴ P2 = 85% . P0 T1 T2 300 5. O que consome mais energia ao longo de um mês, uma residência ou um carro? Su- ponha que o consumo mensal de energia elétrica residencial de uma família, Er, seja 300 KWh (300 quilowatts. Hora) e que, nes- se período, o carro da família tenha con- sumido uma energia Ec, fornecida por 180 litros de gasolina. Assim, a razão Ec/Er será, apróximadamente: Dados: calor de combustão da gasolina = 30000kJ/L; 1kJ = 1000 J a) 1/6 b) 1/2 c) 1 d) 3 e) 5 RESOLUÇÃO : A relação entre energia consumidas na quei- ma do combustível e de energia elétrica é dada por: EC = VGasolina . Qcombustão = 180 . 30 . 10 6 ∴ EC = 5 ER Energia elétrica (joules) 3 . 10 5 . 3,6 . 103 ER 6. D1 (Ar) D 2 A E D B C Lâmina de tecido biológico Dois sistemas óticos, D1 e D2, são utilizados para analisar uma lâmina de tecido biológi- co à partir de direções diferentes. Em uma análise, a luz � uorescente, emitida por um indicador incorporado a uma pequena es- trutura, presente no tecido, é captada, si- multaneamente, pelos dois sistemas, ao longo das direções tracejadas. Levando- -se em conta o desvio da luz pela refração, dentre as posições indicadas, aquela que poderia corresponder à localização real dessa estrutura no tecido é: a) A b) B c) C d) D e) E RESOLUÇÃO: Pela lei de Snell, o raio de luz que provém de um meio mais refringente (tecido) para o menos refringente (ar) afasta-se da nor- mal no caso de incidência não normal (D2) e que, no caso de incidência normal, não há desvio (D1). Se o ponto é visto simulta- neamente pelos detectores 1 e 2, tem-se que o ponto C do esquema é o único que atende a ambos os detectores. 7. Uma barra isolante possui quatro encaixes, nos quais são colocados cargás elétricas de mesmo módulo, sendo as positivas nos en- caixes clarões e as negativas nos encaixes escuros. A certa distância da barra, a dire- ção do campo elétrico está indicada na � gu- ra a seguir. E Uma armação foi construída com quatro dessas barras, formando um quadrado, como representado a seguir.Se uma carga positiva for colocada no cen- tro P da armação, a força elétrica que agirá sobre a carga terá sua direção e sentido in- dicados por: 295295 E1 a) Força nula b) c) d) e) RESOLUÇÃO: Considerando-se a superposição dos cam- pos gerados pelas barras isolantes e levan- do-se em consideração a distribuição das cargas nas mesmas, tem-se a con� guração de campos indicada na � gura a seguir: Observa-se que os campos elétricos na ver- tical se cancelam e, na horizontal, somam-se gerando um campo elétrico horizontal para a esquerda. Sendo a carga positiva, a força elé- trica que age sobre ela tem a mesma direção e sentido do vetor campo elétrico resultando no ponto P. 8. Na maior parte das residências que dispõem de sistemas de TV a cabo, o aparelho que decodi� ca o sinal permanece ligado sem interrupção, operando com uma potência apróximada de 6 w, mesmo quando a TV não está ligada. O consumo de energia do decodi� cador, durante um mês (30 dias), se- ria equivalente ao de uma lâmpada de 60 W que permanecesse ligada, sem interrupção, durante: a) 6 h b) 10 h c) 36 h d) 60 h e) 72 h RESOLUÇÃO : Sabe-se que a energia consumida por um dipolo elétrico é dada por: E = Potência x tempo Assim, para o codi� cador de sistema de TV a cabo tem-se que a energia gasta é dada por: ETV = 6 . 30 . 24 = 4320 Wh Para a lâmpada, tem-se que: EL = 60 . t, em que t é o tempo, em horas, que ela � cou ligada. Igualando-se as duas ener- gias, tem-se que: 4320 = 60 - t ∴ t = 72 horas 9. Em uma experiência, um longo � o de cobre foi enrolado, formando dois conjuntos de espiras, E1 e E2, ligados entre si e mantidos muito distantes um do outro. Em um dos conjuntos, E2, foi colocada uma bússola, com a agulha apontando para o Norte, na direção perpendicular ao eixo das espiras. A experiência consistiu em investigar pos- síveis efeitos sobre essa bússola, acusados por um ímã, que é movimentado ao longo do eixo do conjunto de espiras E1. Foram analisadas três situações: I) Enquanto o ímã é empurrado para o centro do conjunto das espiras E1.II) Quando o ímã é mantido parado no centro do conjunto das espiras E1.III) Enquanto o ímã é puxado, do centro das espiras E1, retornando a sua posição inicial. Um possível resultado a ser observado, quanto à posição da agulha da bússola, nas três situações dessa experiência, pode- ria ser representado por: Considere que o eixo do conjunto das espi- ras E2, tem direção Leste-Oeste. (Atuação inicial) (atuação I) (atuação II) (atuação III) Ímã Ímã Ímã Ímã muito sendo parado sendo afastado empurrado dentro puxado a) b) c) d) e) Imã S E1 E1 Bússola 296296 PROVA DE FÍSICA DISCURSIVA PROVA RESOLVIDA 1. Uma impressora de computador, do tipo ma- tricial, desloca o formulário contínuo a uma velocidade constante. Concomitantemente ao movimento do formulário, uma caneta oscila, com frequência constante, perpen- dicularmente à direção do movimento do papel. A � gura 1 ilustra as direções dos mo- vimentos do papel e da caneta, enquanto a � gura 2 apresenta o registro feito pela ponta da caneta em uma das folhas do formulário, graduada em centímetros. Sabendo-se que a folha movimenta-se a uma velocidade de 7,0 cm/s, faça o que se pede: a) Denomine o movimento descrito pela caneta. b) Determine a amplitude e o período de osci- lação da caneta. c) Determine as frequências linear e angular do movimento da caneta. RESOLUÇÃO: Como a folha movimenta-se a velocidade constante, as distâncias registradas na � - gura 2, na direção da trajetória do papel são proporcionais aos respectivos tempos decorridos ao longo do movimento. Senão, vejamos: No MRU (Movimento Retilíneo Uniforme): v = x / t seta x = v t ou seja x = k t Onde k é a constante de proporcionalidade (neste caso, a velocidade do papel, igual a 7,0 cm/s). Assim, x = 7,0 t seta t = x / 7,0 RESOLUÇÃO: Pelas situações analisadas, enquanto o ímã é empurrado para o centro do conjunto das espiras E1 (situação 1), veri� ca-se que há variação do � uxo do vetor indução mag- nética, criando uma corrente induzida com um determinado sentido, o que gera um campo magnético correspondente em E2, que de� ete a bússola em uma direção. Na situação 2, como não há variação do � uxo, a bússola permanece em sua posição origi- nal. Na situação 3, o ímã é puxado para fora das espiras E1, gerando uma corrente de sentido contrário à da situação 1, o que provoca a de- � exão da bússola em uma direção diferente da representada na situação 1. Portanto, alter- nativa correta é a. Logo, da � gura 2 pode-se obter o respec- tivo grá� co y versus t, abaixo, que retrata o deslocamento transversal da caneta ao longo do tempo: a) Como se nota do grá� co acima, a ponta da caneta oscila em torno da posição y = + 10 cm. Sendo a periodicidade desse movimen- to constante e a curva uma função senoidal (harmônica), pode-se inferir que a ponta da caneta descreve um movimento oscila- tório harmônico, ou seja, um Movimento Harmônico Simples (MHS), ou simplesmen- te Movimento Harmônico ou Oscilatório. b) Sendo a amplitude do MHS definida como a metade da distância entre as po- sições extremas da oscilação, será, neste caso, igual a 10 cm. Já o período T, tempo correspondente a uma oscilação comple- ta, será 2,0 s. Como pode ser observado do gráfico acima, são retratada duas os- cilações completas em 4.0 s. c) Sabe-se que a frequência linear f é relacio- nada ao período T e à frequência angular w pelas respectivas equações abaixo: f = 1 / T e f = ω / 2 pi → ω = 2pi f 297297 O L m1 m2 O Substituindo a medida já conhecida do pe- ríodo, tem-se então: f = 1 / 2,0 = 0,5 Hz e ω = 2pi . 0,5 = pi rd/s 2. A � gura abaixo ilustra uma barra homogê- nea, de espessura constante, articulada em um eixo perpendicular ao plano do papel e que passa pelo ponto O. Essa barra é subdi- vidida em oito partes iguais, cada uma de comprimento L. Sabendo-se que a localiza- ção das massas, m1 = 10 M e m2 = 4 M, como ilustrado, resulta numa situação de repou- so rotacional da barra, faça o que se pede: a) Represente e nomeie, na � gura abaixo, as forças que atuam sobre a barra nesta situa- ção de equilíbrio. b) Tendo como referência o ponto O da � gu- ra, determine o módulo do torque exercido sobre a barra, decorrente da suspensão da massa m1. Expresse o resultado em termos de M, L e da aceleração da gravidade g. c) A partir da condição de equilíbrio de rota- ção, determine o módulo do peso da barra. Expresse o resultado em termos de M e g. RESOLUÇÃO : a) Além do peso dos dois blocos que atuam sobre a barra nos pontos onde estão de- pendurados, através das cordas às quais estão presos, temos atuando sobre ela também o seu peso (que atua no centro de massa) e a reação normal do ponto de apoio. Portanto, o diagrama de corpo livre será: P B P2 P1 - peso do bloco 1 P2 - peso do bloco 2 P B - peso da barra N - reação normal do ponto de apoio b) O módulo do toque (τ) produzido por uma força de módulo (F) em relação a um centro de rotação qualquer é dado por: τ – Fdsen0 onde d é a distância entre o ponto de apli- cação da força e o centro de rotação é 0 é o ângulo entre a direção da força aplicada e a direção determina pela linha que une o ponto de aplicação e o centro de rotação. Portanto, o torque poduzido pela suspen- são da massa 1 em relação ao ponto 0 é: τ = P . dsen0 Observando o diagrama de corpo livre e os dados do enunciado P1 = 10Mg d = 2L e e = 900 L ogo τ = 10Mg x 21 x 1 = 20Mg c) Se a barra está em equilíbrio de rotação, podemos a� rmar que o torque produzido pelo bloco 1 (que tende a girar a barra em sentido anti-horário) deve serigual à soma do torque produzido pelo bloco 2 com o torque produzido pelo peso da barra (am- bos tendem a girar no sentido horário). Novamente, observando o diagrama de corpo livre e os dados do enunciado, te- mos: P1 x 2L = P2 x 2L - Pb x L. onde já consideramos que 0 - 900 em todas as situações. Substituindo os valores dos pesos dos blocos 1 e 2: 10Mg x 2L = 4Mg x 2L + Pb x L 10Mg x 2 - 4Mg x 2 = Pb Pb = 12Mg 298298 Massa inicial de água (m1) 610g Calor específi co da água líquida(Ca) 1,0 cal/g 0C Massa de gelo (m 2 ) 100g Temperatura inicial da água (Ti) 60 0C Calor específi co do gelo (Cg) 0,5 cal/g 0C Temperatura de fusão do gelo (Tfusão) 0 0C Calor latente de fusão do gelo (Lf) 80 cal/g Temperatura do equilíbrio (Te) 40 0C 3. Um calorímetro de capacidade térmica desprezível contém uma massa m1 = 610 g de água à temperatura inicial Ti = 60 ºC. É, então, inserida no interior do calorímetro uma massa m2 = 100 g de gelo a uma tem-peratura inferior à de fusão. Após algum tempo, durante o qual só ocorreram trocas de calor entre a água e o gelo, foi atingida a temperatura � nal de equilíbrio térmico Te = 40 ºC. A tabela abaixo apresenta algumas propriedades da água e do gelo, bem como outros dados importantes. A partir dessas informações, faça o que se pede: a) Esboce, no grá� co abaixo, a variação da temperatura da massa m2 (inicialmente 100 g de gelo), até ser atingido o equilíbrio térmico. Temperatura tempo b) Determine a quantidade de calor cedida pela massa m1 (610 g de água) durante todo o processo. c) Determine a temperatura inicial do gelo. RESOLUÇÃO: a) Ao entrar em contato com a água quente, inicialmente a temperatura do gelo au- menta, até que seja atingido o ponto de fusão (00C). A partir daí e durante a fusão de todo o gelo, a temperatura deve perma- necer constante. Finalmente a temperatura deve então continuar a aumentar até atin- gir o equilíbrio térmico a 400C. Portanto, o grá� co de variação da temperatura em fun- ção do tempo será: b) O calor cedido pela água (Qa) pode ser cal- culado através da sua variação de tempe- ratura (ΔT) se conhecemos a massa (m) e o calor especí� co (c): Qa = macaΔT Observando os dados apresentados no quadro: ma = 610g ca = 1,0 cal/g 0C ΔT = Tf - Ti = 60 - 40 = 20 0C Logo: Qa = 610 1 20 = 12200 cal = 12,2 x 103 cal = 12,2 kcal c) Para a determinação da temperatura inicial do gelo podemos igualar o calor cedido pela água (Qa) ao calor recebido pelo gelo (Qg). Entretanto devemos lembrar que no calor recebido pelo gelo devemos conside- rar três parcelas: a primeira corresponden- do ao calor absorvido pelo gelo que provca a variação de sua temperatura até zero (Q1), a segunda correspondendo ao calor neces- sário à mudança de fase (QL) e a terceira correspondendo ao calor absorvido pelo gelo já transformado em água durante seu aquecimento até a temperatura � nal (Q2): Qa = Q1 + QL + Q2 Lembrando que o calor de fusão é calculado por: QL = mgLf teremos: 12200 = mgcgΔT1 + mgLf + mgCaΔT2 Onde: ΔT1 = 0 - Ti = Ti ΔT2 = Tf - 0 = 40 - 0 = 40 Portanto: 12200 = 100 x 0,5 x (-Ti) + 100 x 80 + 100 x 1,0 x 4 50Ti = - 12200 + 8000 + 4000 50Ti = -200 Ti = -40C 299299 4. Uma partícula de massa M e carga elétrica negativa - Q é lançada, no vácuo, com velo- cidade vr, paralela às placas de um capaci- tor plano como ilustrado na � gura abaixo. Desprezando-se os efeitos de borda e a ação da força gravitacional, faça o que se pede: a) Ilustre, na � gura acima, a trajetória da partí- cula, após entrar na região entre as placas. b) Complete, no espaço abaixo, qual deve ser a direção e o sentido de um campo magnético, aplicado na região entre as placas, para que a partícula siga uma trajetória retilínea. Utilize na sua resposta o sistema de eixos mostrado na � gura. Direção do eixo:______________, Sentido: _______________. c) Sabendo que o módulo do campo elétrico na região entre as duas placas é E, calcule o módulo do campo magnético necessário para que a trajetória seja retilínea. RESOLUÇÃO: Desprezando os efeitos de borda, o campo elétrico (E) produzido na região entre as pla- cas é uniforme (mesmo campo em todos os pontos) e tem a direção e o sentido mostra- dos na � gura abaixo. Consequentemente, a força elétrica atuando na partícula (FE = - Q E) é constante e tem o sentido e a direção in- dicados na � gura. Esta força constante pro- duz um movimento uniformemente ace- lerado, análogo ao de um projétil próximo da superfície da Terra. Trata-se, portanto, de uma trajetória parabólica, como mostrada na � gura (linha pontilhada). b) Para que a partícula siga uma trajetória re- tilínea, é necessário que a força magnética (FB) cancele a força elétrica (FE). Assim, a for-ça magnética deve ter o mesmo módulo, porém sentido oposto ao da força elétrica. Nesse caso, será nula a resultante das for- ças atuando sobre a partícula e assim ela seguirá em movimento retilíneo uniforme, na direção e sentido indicados pela velo- cidade de lançamento (vetor V). Para que a FB seja oposto a FE, o campo magnético (B) deve ter a direção do eixo z (vide � gura) e apontar para dentro desta página. Isso é facilmente comprovado utilizando-se a Lei da Força de Lorentz. Em suma, Direção do eixo: z. Sentido: negativo (en- trando na página). c) Decorre da Lei da Força de Lorentz que o módulo da força magnética é dado por FB = QvB. Lembrando que o módulo da força elétrica é FE = QE, o cancelamento das for-ças elétrica e magnética exige FB = FE → QvB = QE seta B = E v 5. Uma sonda submarina com forma cilín- drica e massa M, presa a um cabo de aço, submerge com velocidade constante. Con- forme mostra a � gura abaixo, H, A e X são, respectivamente, a altura da sonda, a área da sua base e a distância entre a sua base e a superfície da água. Considerando que o peso do cabo é desprezível, faça o que se pede: a) Na � gura acima, ilustre e nomeie as forças que atuam na sonda. b) À medida que a sonda entra na água, a ten- são no cabo T varia. Expresse T como função de X, de H, da den- sidade da água, da área da base da sonda A, da massa da sonda M e da aceleração da gra- 300300 É correto apenas o que se a� rma em a) I. b) II. c) III. d) I e III . e) II e III. Texto para as questões 2 e 3 O carneiro hidráulico ou ariete, dispositi- vo usado para bombear água, não requer combustível ou energia elétrica para fun- cionar, visto que usa a energia da vazão de água de uma fonte. A � gura a seguir ilustra uma instalação típica de carneiro em um sítio e a tabela apresenta dados de seu fun- cionamento. TREINE SEUS CONHECIMENTOS COM AS QUESTÕES DAS EDIÇÕES DOS ENEM ANTERIORES Caixa vidade no local g, em cada uma das situa- ções: X < H e X > H. c) Esboce, no grá� co abaixo, a dependência da tensão no cabo T com X, à medida que a sonda afunda. RESOLUÇÃO: negativa, que intercepta o eixo T no ponto x = mg. Para x > H, o valor de T (mg - HA) é independente de x. O grá� co abaixo sinte- tiza essas conclusões. ENEM 2006 1. Na avaliação da e� ciência de usinas quan- to à produção e aos impactos ambientais, utilizam-se vários critérios, tais como: razão entre produção efetiva anual de energia elétrica e potência instalada ou razão en- tre potência instalada e área inundada pelo reservatório. No quadro seguinte, esses parâmetros são aplicados às duas maiores hidrelétricas do mundo: Itaipu, no Brasil, e Três Gargantas, na China. Parâmetro Itaipu Três Gargantas Potência instalada 12.600MW 18.200 MW Produção efetiva de energia elétrica 93 bilhões de kWh/ano 93 bilhões de kWh/ano Área inundada pelo reservatório 1.400 km2 1.000 km2 Com base nessas informações, avalie asa� rmativas que se seguem. I. A energia elétrica gerada anualmente e a capacidade nominal máxima de geração da hidrelétrica de Itaipu são maiores que as da hidrelétrica de Três Gargantas. II. Itaipu é mais e� ciente que Três Gargantas no uso da potência instalada na produção de energia elétrica. III. A razão entre potência instalada e área inundada pelo reservatório é mais favorá- vel na hidrelétrica Três Gargantas do que em Itaipu. H Fonte h Carneiro h/H Vf Vb altura da fonte dividida pela altura da caixa água da fonte necessária para o funcio- namento do sistema (litros/ hora) água bom- beada para a caixa (litros/ hora) 301301 1/3 720 a 1200 180 a 300 ¼ 120 a 210 1/6 80 a 140 1/8 60 a 105 1/10 45 a 85 A e� ciência energética ε de um carneiro pode ser obtida pela expressão: ε = H . Vb h Vf cujas variáveis estão de� nidas na tabela e na � gura. 2. No sítio ilustrado, a altura da caixa d’água é o quádruplo da altura da fonte. Compa- rado a motobombas a gasolina, cuja e� ci- ência energética é cerca de 36%, o carneiro hidráulico do sítio apresenta a) menor e� ciência, sendo, portanto, inviável enconomicamente. b) menor e� ciência, sendo desquali� cado do ponto de vista ambiental pela quantidade de energia que desperdiça. c) mesma e� ciência, mas constitui alternativa ecologicamente mais aproprioada. d) maior e� ciência, o que, por si só, justi� caria o seu uso em todas as regiões brasileiras. e) maior e� ciência, sendo economicamente viável e ecologicamente correto. 3. Se, na situação apresentada, H = 5h, então, é mais provável que, após 1 hora de funcio- namento ininterrupto, o carneiro hidráuli- co bombeie para a caixa d’água a) de 70 a 100 litros de água. b) de 75 a 210 litros de água. c) de 80 a 220 litros de água. d) de 100 a 175 litros de água. e) de 110 a 240 litros de água. 4. Não é nova a ideia de se extrair energia dos oceanos aproveitando-se a diferença das marés alta e baixa. Em 1967, os francêses instalaram a primeira usina “marémotriz”, construindo uma barragem equipada de 24 turbinas, aproveitando-se a potência máxima instalada de 240 MW, su� ciente para a demanda de uma cidade com 200 mil habitantes. Apróximadamente 10% da potência total instalada são demandados pelo consumo residencial. Nessa cidade francêsa, aos domingos, quando parcela dos setores industrial e comercial para, a demanda diminui 40%. Assim, a produção de energia correspondente à demanda aos domingos será atingida mantendo-se I. todas as turbinas em funcionamento, com 60% da apacidade máxima de produção decada uma delas. II. a metade das turbinas funcionando em ca- pacidade máxima e o restante, com 20% da capacidade máxima. III. quatorze turbinas funcionando em capaci- dade máxima, uma com 40% da capacida- de máxima e as demais desligadas. Está correta a situação descrita a) apenas em I. b) apenas em II. c) apenas em I e III. d) apenas em II e III. e) em I, II e III. 5. A � gura abaixo ilustra uma gangorra de brinquedo feita com uma vela. A vela é ace- sa nas duas extremidades e, inicialmente, deixa-se uma das extremidades mais baixa que a outra. A combustão da para� na da extremidade mais baixa provoca a fusão. A para� na da extremidade mais baixa da vela pinga mais rapidamente que na outra extremidade. O pingar da para� na fundida resulta na diminuição da massa da vela na extremidade mais baixa, o que ocasiona a inversão das posições. Assim, enquanto a vela queima, oscilam as duas extremida- des. 302302 Nesse brinquedo, observa-se a seguinte sequência de transformação de energia: a) energia resultante de processo químico → energia potencial gravitacional → energia cinética. b) energia potencial gravitacional → energia elástica → energia cinética. c) energia cinética → energia resultante de processo químico → energia potencial gra- vitacional. d) energia mecânica → energia luminosa → energia potencial gravitacional. e) energia resultante do processo químico → energia luminosa → energia cinética. 6. A Terra é cercada pelo vácuo espacial e, as- sim ela só perde energia ao irradiá-la para o espaço. O aquecimento global que se veri- � ca hoje decorre de pequeno desequilíbrio energético, de cerca de 0,3%, entre a ener- gia que a Terra recebe do Sol e a energia ir- radiada a cada segundo, algo em torno de 1W/m2. Isso signi� ca que a Terra acumula, anualmente, cerca de 1,6 x 1022J. Conside- re que a energia necessária para transfor- mar 1kg de gelo a 0°C em água líquida seja igual a 3,2 x 105J. Se toda a energia acumu- lada anualmente fosse usada para derreter o gelo nos pólos (a 0°C), a quantidade de gelo derretida anualmente, em trilhões de toneladas, estaria entre a) 20 e 40 b) 40 e 60 c) 80 e 80 d) 80 e 100 e) 100 e 120 7. Com base em projeções, realizadas por es- pecialistas, prevê-se, para o � m do século XXI, aumento de temperatura média, no planeta, entre 1,4°C e 5,8°C. Como conse- quência desse aquecimento, possívelmen- te o clima será mais quente e mais úmido bem como ocorrerão mais enchentes em algumas áreas e secas crônicas em outras. O aquecimento também provocará o de- saparecimento de algumas geleiras, o que acarretará o aumento do nível dos oceanos e a inundação de certas áreas litorâneas. As mudanças climáticas previstas para o � m do século XXI a) provocarão a redução das taxas de evapo- ração e de condensação do ciclo da água. b) poderão interferir nos processos do ci- clo da água que envolvem mudanças de estado físico. c) promoverão o aumento da disponibilidade de alimento das espécies marinhas. d) induzirão o aumento dos mananciais, o que solucionará os problemas de falta de água no planeta. e) causarão o aumento do volume de todos os cursos de água, o que minimizará os efeitos da poluição aquática. ENEM 2007 1. O uso mais popular de energia solar está associado ao fornecimento de água quente para fins domésticos. Na figura ao lado, é ilustrado um aquecedor de água constituído de dois tanques pretos dentro de uma caixa térmicamente iso- lada e com cobertura de vidro, os quais absorvem energia solar. vidraças duplas água quente tanques pintados de preto água fria camada refl etiva Y X Nesse sistema de aquecimento, A. os tanques, por serem de cor preta, são maus absorvedores de calor e reduzem as perdas de energia. B. a cobertura de vidro deixa passar a energia luminosa e reduz a perda de energia térmi- ca utilizada para o aquecimento. C. a água circula devido à variação de energia luminosa existente entre os pontos X e Y. D. a camada re� etiva tem como função arma- zenar energia luminosa. E. o vidro, por ser bom condutor de calor, per- mite que se mantenha constante a tempe- ratura no interior da caixa. 303303 2. Explosões solares emitem radiações eletro- magnéticas muito intensas e ejetam, para o espaço, partículas carregadas de alta energia, o que provoca efeitos danosos na Terra. O grá� co abaixo mostra o tempo transcorrido desde a primeira detecção de uma explosão solar até a chegada dos dife- rentes tipos de perturbação e seus respec- tivos efeitos na Terra. Considerando-se o grá� co, é correto a� r- mar que a perturbação por ondas de rádio geradas em uma explosão solar A. dura mais que uma tempestade magnética. B. chega à Terra dez dias antes do plasma so- lar. C. chega à Terra depois da perturbação por raios X. D. tem duração maior que a da perturbação por raios X. E. tem duração semelhante à da chegada à Terra de partículas de alta energia. Texto para as questões 3 e 4 A pele humana é sensível à radiação solar, e essa sensibilidade depende das caracterís- ticas da pele. Os � ltros solares são produ- tos que podem ser aplicadossobre a pele para protegê-la da radiação solar. A e� cá- cia dos � ltros solares é de� nida pelo fator de proteção solar (FPS), que indica quantas vezes o tempo de exposição ao sol, sem o risco de vermelhidão, pode ser aumentado com o uso do protetor solar. A tabela se- guinte reúne informações encontradas em rótulos de � ltros solares. sensibili- dade tipo de pele e outras caracterís- ticas proteção recomen- dada FPS reco- mendado proteção a queimadu- ras extrema- mente sensível branca, olhos e cabelos claros muito alta FPS ≥ 20 muito alta muito sensível branca, olhos e cabelos próximos do claro alta 12 ≤ FPS < 20 alta sensível morena ou amarela moderada 6 ≤ FPS < 12 moderada pouco sensível negra baixa 2 ≤ FPS < 6 baixa ProTeste, ano V, n. 55, fev/2007 (com alterações). 3. As informações acima permitem a� rmar que A. as pessoas de pele muito sensível, ao usarem � ltro solar, estarão isentas do risco de queima- duras. B. o uso de � ltro solar é recomendado para todos os tipos de pele exposta à radiação solar. C. as pessoas de pele sensível devem expor-se 6 minutos ao sol antes de aplicarem o � ltro solar. D. pessoas de pele amarela, usando ou não � l- tro solar, devem expor-se ao sol por menos tempo que pessoas de pele morena. E. o período recomendado para que pessoas de pele negra se exponham ao sol é de 2 a 6 horas diárias. 4. Uma família de europeus escolheu as praias do Nordeste para uma temporada de fé- rias. Fazem parte da família um garoto de 4 anos de idade, que se recupera de icterícia, e um bebê de 1 ano de idade, ambos loiros de olhos azuis. Os pais concordam que os meninos devem usar chapéu durante os passeios na praia. Entretanto, divergem quanto ao uso do � ltro solar. Na opinião do pai, o bebê deve usar � ltro solar com FPS ≥ 20 e o seu irmão não deve usar � ltro al- gum porque precisa tomar sol para se for- talecer. A mãe opina que os dois meninos devem usar � ltro solar com FPS ≥ 20. Na si- tuação apresentada, comparada à opinião da mãe, a opinião do pai é A. correta, porque ele sugere que a família use chapéu durante todo o passeio na praia. B. correta, porque o bebê loiro de olhos azuis tem a pele mais sensível que a de seu ir- mão. 304304 C. correta, porque o � ltro solar com FPS ≥ 20 bloqueia o efeito bené� co do sol na recu- peração da icterícia. D. incorreta, porque o uso do � ltro solar com FPS ≥ 20, com e� ciência moderada, evita queimaduras na pele. E. incorreta, porque é recomendado que pes- soas com olhos e cabelos claros usem � ltro solar com FPS ≥ 20. 5. Com o projeto de mochila ilustrado acima, pretende-se aproveitar, na geração de ener- gia elétrica para acionar dispositivos eletrô- nicos portáteis, parte da energia desperdi- çada no ato de caminhar. As transformações de energia envolvidas na produção de ele- tricidade enquanto uma pessoa caminha com essa mochila podem ser assim esque- matizadas: As energias I e II, representadas no esque- ma acima, podem ser identi� cadas, respec- tivamente, como A. cinética e elétrica. B. térmica e cinética. C. térmica e elétrica. D. sonora e térmica. E. radiante e elétrica. ENEM 2008 Diagrama para as questões 1 e 2 O diagrama abaixo representa, de forma esquemática e simpli� cada, a distribuição da energia proveniente do Sol sobre a at- mosfera e a superfície terrestre. Na área delimitada pela linha tracejada, são desta- cados alguns processos envolvidos no � u- xo de energia na atmosfera. 1.Com base no diagrama acima, conclui-se que a) a maior parte da radiação incidente sobre o planeta � ca retida na atmosfera. b) a quantidade de energia re� etida pelo ar, pelas nuvens e pelo solo é superior à ab- sorvida pela superfície. c) a atmosfera absorve 70% da radiação solar incidente sobre a Terra. d) mais da metade da radiação solar que é ab- sorvida diretamente pelo solo é devolvida para a atmosfera. e) a quantidade de radiação emitida para o es- paço pela atmosfera é menor que a irradia- da para o espaço pela superfície. 2. A chuva é um fenônemo natural responsá- vel pela manutenção dos níveis adequa- dos de água dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Esse fenômeno, assim como todo o ciclo hidrológico, depende muito da energia solar. Dos processos numerados no diagrama, aquele que se relaciona mais diretamente com o nível dos reservatórios de usinas hidrelétricas é o de número a) I. b) II. c) III. d) IV. e) V. 305305 3. A passagem de uma quantidade adequada de corrente elétrica pelo � lamento de uma lâmpada deixa-o incandes cente, produzin- do luz. O grá� co abaixo mostra como a in- tensidade da luz emitida pela lâmpada está distribuída no espectro eletromagnético, es- tendendo-se des de a região do ultravioleta (UV) até a região do infravermelho. A e� ciência luminosa de uma lâmpada pode ser de� nida como a razão entre a quantidade de energia emitida na forma de luz visível e a quantidade total de energia gasta para o seu funcionamento. Admitin- do-se que essas duas quantidades possam ser estimadas, respectivamente, pela área abaixo da parte da curva correspondente à faixa de luz visível e pela área abaixo de toda a curva, a e� ciência luminosa dessa lâmpada seria de apróxima damente a) 10% b) 15% c) 25% d) 50% e ) 75% 4. A energia geotérmica tem sua origem no núcleo derretido da Terra, onde as tempe- raturas atingem 4.000°C. Essa energia é primeiramente produzida pela decomposi- ção de materiais radioativos dentro do pla- neta. Em fontes geotérmicas, a água, apri- sionada em um reservatório subterrâneo, é aquecida pelas rochas ao redor e � ca sub- metida a altas pressões, podendo atingir temperaturas de até 370°C sem entrar em ebulição. Ao ser liberada na superfície, à pressão ambiente, ela se vaporiza e se res- fria, formando fontes ou gêiseres. O vapor de poços geotérmicos é separado da água e é utilizado no funcionamento de turbi- nas para gerar elétricidade. A água quente pode ser utilizada para aquecimento dire- to ou em usinas de dessalinização. Roger A. Hinrichs e Merlin Kleinbach. Energia e meio ambiente. Ed. ABDR (com adaptações) a) Depreende-se das informações acima que as usinas geotérmicas a) utilizam a mesma fonte primária de energia que as usinas nu- cleares, sendo, portanto, semelhantes os riscos decorrentes de ambas. b) Funcionam com base na conversão de energia potencial gravitacional em energia térmica. c) Podem aproveitar a energia química transfor- mada em térmica no processo de dessalini- zação. d) Assemelham-se às usinas nucleares no que diz respeito à conversão de energia térmica em cinética e, depois, em elétrica. e) Transformam inicialmente a energia solar em energia cinética e, depois, em energia térmica. ENEM 2009 1) (ENEM 2009) O manual de instruções de um aparelho de ar-condicionado apresenta a seguinte tabela, com dados técnicos para diversos modelos: Considere-se que um auditório possua ca- pacidade para 40 pessoas, cada uma pro- duzindo uma quantidade média de calor, e que praticamente todo o calor que � ui para fora do auditório o faz por meio dos aparelhos de ar-condicionado. Nessa situ- ação, entre as informações listadas, aque- las essenciais para se determinar quantos e/ou quais aparelhos de ar-condicionado são precisos para manter, com lotação máxima, a temperatura interna do auditó- rio agradável e constante, bem como de- terminar a espessura da � ação do circuito elétrico para a ligação desses aparelhos, são: a) vazão de ar e potência. b) vazão de ar e corrente elétrica - ciclo frio. c) e� ciência energética e potência. 306306 d) capacidade de refrigeração e frequência. e) capacidade de refrigeraçãoe corrente elé- trica – ciclo frio 2) (ENEM 2009) O Brasil pode se transformar no primeiro país das Américas a entrar no seleto grupo das nações que dispõem de trens-bala. O Minis- tério dos Transportes prevê o lançamento do edital de licitação internacional para a cons- trução da ferrovia de alta velocidade Rio-São Paulo. A viagem ligará os 403 quilômetros entre a Central do Brasil, no Rio, e a Estação da Luz, no centro da capital paulista, em uma hora e 25 minutos. Disponível em: http://oglobo.globo.com. Acesso em: 14 jul. 2009. Devido à alta velocidade, um dos problemas a ser enfrentado na escolha do trajeto que será percorrido pelo trem é o dimensionamento das curvas. Considerando-se que uma acele- ração lateral confortável para os passageiros e segura para o trem seja de 0,1 g, em que g é a aceleração da gravidade (considerada igual a 10 m/s2), e que a velocidade do trem se mantenha constante em todo o percurso, se- ria correto prever que as curvas existentes no trajeto deveriam ter raio de curvatura mínimo de, apróximadamente, a) 80 m b) 430 m c) 800 m. d) 1.600 m e) 6.400 m. 3) (ENEM 2009) A instalação elétrica de uma casa envolve várias etapas, desde a alocação dos dispo- sitivos, instrumentos aparelhos elétricos, até a escolha dos matériais que a com- põem, passando pelo mensionamento da potência requerida, da � ação necessária, dos eletrodutos*, entre outras. Para cada aparelho elétrico existe um valor de potên- cia associado. Valores típicos de potências para alguns aparelhos elétricos são apre- sentados no quadro seguinte: Aparelhos Potência (W) Aparelho de som 120 Chuveiro elétrico 3.000 Ferro elétrico 500 Televisor 200 Geladeira 200 Rádio 50 * Eletrodutos são condutos por onde passa a fi ação de uma instalação elétrica com a fi nalidade de protegê-la. A escolha das lâmpadas é essencial para obtenção de uma boa iluminação. A potên- cia da lâmpada deverá estar de acordo com o tamanho do cômodo a ser iluminado. O quadro a seguir mostra a relação entre as áreas dos cômodos (em m2) e as potências das lâmpadas (em W), e foi utilizado como referência para o primeiro pavimento de uma residência. Obs.: Para efeitos dos cálculos das áreas, as paredes são desconsideradas. Considerando a planta baixa fornecida, com todos os apare- lhos em funcionamento, a potência total, em watts, será de: a) 4.070 b) 4.270. c) 4.320. d) 4.390 e) 4.470. 4) (ENEM 2009) O esquema mostra um diagrama de bloco de uma estação geradora de elétricidade abastecida por combustível fóssil. Se fosse necessário melhorar o rendimento dessa usina, que forneceria elétricidade para abastecer uma cidade, qual das seguintes ações poderia resultar em alguma economia de energia, sem afetar a capacidade de gera- ção da usina? 307307 a) Reduzir a quantidade de combustível for- necido à usina para ser queimado. b) Reduzir o volume de água do lago que cir- cula no condensador de vapor. c) Reduzir o tamanho da bomba usada para devolver a água líquida à caldeira. d) Melhorar a capacidade dos dutos com va- por conduzirem calor para o ambiente. e) Usar o calor liberado com os gases pela cha- miné para mover um outro gerador. 5) (ENEM 2009) Um medicamento, após ser ingerido, atinge acorrente sanguínea e espalha-se pelo or- ganismo, mas, como suas moléculas “não sabem” onde é que está o problema, podem atuar em locais diferentes do local “alvo” e desencadear efeitos além daqueles deseja- dos. Não seria perfeito se as moléculas dos medicamentos soubessem exatamente onde está o problema e fossem apenas até aquele local exercer sua ação? A técnica conhecida como iontoforese, indolor e não invasiva, promete isso. Como mostram as � guras, essa nova técnica baseia-se na aplicação de uma corrente elétrica de baixa intensidade sobre a pele do paciente, permitindo que fármacos permeiem membranas biológicas e alcan- cem a corrente sanguínea, sem passar pelo estômago. Muitos pacientes relatam apenas um formigamento no local de aplicação. O objetivo da corrente elétrica é formar poros que permitam a passagem do fármaco de in- teresse. A corrente elétrica é distribuída por eletrodos, positivo e negativo, por meio de uma solução aplicada sobre a pele. Se a molé- cula do medicamento tiver carga elétrica po- sitiva ou negativa, ao entrar em contato com o eletrodo de carga de mesmo sinal, ela será repelida e forçada a entrar na pele (eletrorre- pulsão - A). Se for neutra, a molécula será for- çada a entrar na pele juntamente com o � uxo de solvente � siológico que se forma entre os eletrodos (eletrosmose - B). GRATIERI, T; GELFUSO, G. M.; LOPES, R. F. V. Medi- cação do futuro-iontoforese facilita entrada de fármacos no or- ganismo. Ciência Hoje, vol 44, no 259, maio 2009 (adaptado). De acordo com as informações contidas no texto e nas � guras, o uso da iontoforese: a) provoca ferimento na pele do paciente ao serem introduzidos os eletrodos, rompen- do o epitélio. b) aumenta o risco de estrêsse nos pacientes, causado pela aplicação da corrente elétri- ca. c) inibe o mecanismo de ação dos medica- mentos no tecido-alvo, pois estes passam a entrar por meio da pele. d) diminui o efeito colateral dos medicamen- tos, se comparados com aqueles em que a ingestão se faz por via oral. e) deve ser e� caz para medicamentos constituí dos de moléculas polares e ine� - caz, se essas forem apolares. 6) (ENEM 2009) Cerca de 1% do lixo urbano é constituído por resíduos sólidos contendo elementos tóxicos. Entre esses elementos estão me- tais pesados como o cádmio, o chumbo e o mercúrio, componentes de pilhas e ba- terias, que são perigosos à saúde huma- na e ao meio ambiente. Quando descar- tadas em lixos comuns, pilhas e baterias, vão para aterros sanitários ou lixões a céu aberto, e o vazamento de seus componen- tes contamina o solo, os rios e o lençol freá- tico, atingindo a � ora e a fauna. Por serem bioacumulativos e não biodegradáveis, esses metais chegam de forma acumula- da aos seres humanos, por meio da cadeia alimentar. A legislação vigente (Resolução CONAMA no 257/1999) regulamenta o des- tino de pilhas e baterias após seu esgota- mento energético e determina aos fabri- cantes e/ou importadores a quantidade máxima permitida desses metais em cada tipo de pilha/bateria, porém o problema ainda persiste. Disponível em: http://www.mma.gov.br. Acesso em: 11 jul. 2009 (adaptado). Uma medida que poderia contribuir para acabar de� nitivamente com o problema da poluição ambiental por metais pesados relatado no texto seria: 308308 a) deixar de consumir aparelhos elétricos que utilizem pilha ou bateria como fonte de energia. b) usar apenas pilhas ou baterias recarregáveis e de vida útil longa e evitar ingerir alimen- tos contaminados, especialmente peixes. c) devolver pilhas e baterias, após o esgota- mento da energia armazenada, à rede de assistência técnica especializada para re- passe a fabricantes e/ou importadores. d) criar nas cidades, especialmente naquelas com mais de 100 mil habitantes, pontos estratégicos de coleta de baterias e pilhas, para posterior repasse a fabricantes e/ou importadores. e) exigir que fabricantes invistam em pesquisa para a substituição desses metais tóxicos por substâncias menos nocivas ao homem e ao ambiente, e que não sejam bioacumu- lativas. 7) (ENEM 2009) O ônibus espacial Atlantis foi lançado ao espaço com cinco astronautas a bordo e uma câmera nova, que iria substituir uma outra dani� cada por um curto-circuito no telescópio Hubble. Depois de entrarem em órbita a 560 km de altura, os astronautas se apróximaram do Hubble. Dois astronau- tas saíram da Atlantis e se dirigiram ao te- lescópio. Ao abrir a porta de acesso, um de- les exclamou: “Esse telescópiotem a massa grande, mas o peso é pequeno.” Considerando o texto e as leis de Kepler, pode-se a� rmar que a frase dita pelo astro- nauta: a) se justi� ca porque o tamanho do telescó- pio determina a sua massa, enquanto seu pequeno peso decorre da falta de ação da aceleração da gravidade. b) se justi� ca ao veri� car que a inércia do te- lescópio é grande comparada à dele pró- prio, e que o peso do telescópio é pequeno porque a atração gravitacional criada por sua massa era pequena. c) não se justi� ca, porque a avaliação da mas- sa e do peso de objetos em órbita tem por base as leis de Kepler, que não se aplicam a satélites arti� ciais. d) não se justi� ca, porque a força-peso é a for- ça exercida pela gravidade terrestre, neste caso, sobre o telescópio e é a responsável por manter o próprio telescópio em órbita. e) não se justi� ca, pois a ação da força-peso implica a ação de uma força de reação con- trária, que não existe naquele ambiente. A massa do telescópio poderia ser avaliada simplesmente pelo seu volume. 8) (ENEM 2009) Considere um equipamento capaz de emi- tir radiação eletromagnética com compri- mento de onda bem menor que a radiação ultravioleta. Suponha que a radiação emi- tida por esse equipamento foi apontada para um tipo especí� co de � lme fotográ� - co e entre o equipamento e o � lme foi posi- cionado o pescoço de um indivíduo. Quan- to mais exposto à radiação, mais escuro se torna o � lme após a revelação. Após acio- nar o equipamento e revelar o � lme, evi- denciou-se a imagem mostrada na � gura abaixo. 309309 Dentre os fenômenos decorrentes da inte- ração entre a radiação e os átomos do in- divíduo que permitem a obtenção desta imagem inclui-se a: a) absorção da radiação eletromagnética e a consequente ionização dos átomos de cálcio, que se transformam em átomos de fósforo. b) maior absorção da radiação eletromagné- tica pelos átomos de cálcio que por outros tipos de átomos. c) maior absorção da radiação eletromagné- tica pelos átomos de carbono que por áto- mos de cálcio. d) maior refração ao atravessar os átomos de carbono que os átomos de cálcio. e) maior ionização de moléculas de água que de átomos de carbono. 9) (ENEM 2009) Considere a seguinte situação hipotética: ao preparar o palco para a apresentação de uma peça de teatro, o iluminador de- veria colocar três atores sob luzes que ti- nham igual brilho e os demais, sob luzes de menor brilho. O iluminador determi- nou, então, aos técnicos, que instalassem no palco oito lâmpadas incandescentes com a mesma especificação (L1 a L8), in- terligadas em um circuito com uma bate- ria, conforme mostra a figura. Nessa situação, quais são as três lâmpa- das que acendem com o mesmo brilho por apresentarem igual valor de corrente � uin- do nelas, sob as quais devem se posicionar os três atores? a) L1, L2 e L3. b) L2, L3 e L4. c) L2, L5 e L7. d) L4, L5 e L6. e) L4, L7 e L8. GABARITOS 2006: 1. E 2. E 3. D 4. E 5. A 6. B 7. B 2007: 1. B 2. D 3. B 4. E 5. A 2008: 1. D 2. E 3. C 4. D 2009: 1. E 2. E 3. D 4. E 5. D 6. E 7. D 8. B 9. B PROVA ENEM 2010 - COMENTADA 1. Em nosso cotidiano, utilizamos as palavras “calor” e “temperatura” de forma diferente de como elas são usadas no meio cientí� co. Na linguagem corrente, calor é identi� cado como “algo quente” e temperatura mede a “quantidade de calor de um corpo”. Esses signi� cados, no entanto, não conseguem explicar diversas situações que podem ser veri� cadas na prática. Do ponto de vista cientí� co, que situação prática mostra a li- mitação dos conceitos corriqueiros de calor e temperatura? a) A temperatura da água pode � car constante durante o tempo em que estiver fervendo. b) Uma mãe coloca a mão na água da banhei- ra do bebê para veri� car a temperatura da água. c) A chama de um fogão pode ser usada para aumentar a temperatura da água em uma panela. d) A água quente que está em uma caneca é passada para outra caneca a � m de dimi- nuir sua temperatura. 310310 e) Um forno pode fornecer calor para uma va- silha de água que está em seu interior com menor temperatura do que a dele. RESOLUÇÃO: Quando, durante o processo de ebulição, a água recebe calor e sua temperatura per- manece constante, � ca evidenciada a falha do modelo apresentado em que a tem- peratura mede a quantidade de calor do CORPO. 2. Todo carro possui uma caixa de fusíveis, que são utilizados para proteção dos circui- tos elétricos. Os fusíveis são constituídos de um material de baixo ponto de fusão, como o estanho, por exemplo, e se fun- dem quando percorridos por uma corrente elétrica igual ou maior do que aquela que são capazes de suportar. O quadro a seguir mostra uma série de fusíveis e os valores de corrente por eles suportados. Um farol usa uma lâmpada de gás halogênio de 55 W de potência que opera com 36V. Os dois faróis são ligados separadamente, com um fusível para cada um, mas, após um mau funcionamento, o motorista passou a conectá-los em paralelo, usando apenas um fusível. Dessa forma, admitindo-se que a � ação suporte a carga dos dois faróis, o menor valor de fusível adequado para pro- teção desse novo circuito é o: a) azul b) preto c) laranja. d) amarelo e) vermelho. RESOLUÇÃO Para cada farol, temos: P = U I 55 = 36I Para a ligação em paralelo, a corrente to- tal será: Itotal = 2I _ 3,06A O fusível adequado de menor corrente admissível e o laranja, que suporta até 5,0A. I _ 1,53A Fusível Corrente Elétrica (A) Azul 1,5 Amarelo 2,5 Laranja 5,0 Preto 7,5 Vermelho 10,0 E As ondas eletromagnéticas, como a luz vi- sível e as ondas de rádio, viajam em linha reta em um meio homogêneo. Então, as ondas de rádio emitidas na re- gião litorânea do Brasil não alcançariam a região amazônica do Brasil por causa da curvatura da Terra. Entretanto sabemos que é possível transmitir ondas de rádio entre essas localidades devido à ionosfera. Com ajuda da ionosfera, a transmissão de ondas planas entre o litoral do Brasil e a re- gião amazônica é possível por meio da a) re� exão. b) refração. c) difração. d) polarização. e) interferência. 311311 RESOLUÇÃO Para a transmissão das ondas eletromag- néticas na atmosfera, o fenômeno funda- mental e a re� exao das ondas na ionosfera. Com o objetivo de se testar a e� ciência de fornos de micro-ondas, planejou-se o aquecimento em 10°C de amostras de di- ferentes substâncias, cada uma com deter- minada massa, em cinco fornos de marcas distintas. Nesse teste, cada forno operou à potência máxima. O forno mais e� ciente foi aquele que a) forneceu a maior quantidade de energia às amostras. b) cedeu energia à amostra de maior massa em mais tempo. c) forneceu a maior quantidade de energia em menos tempo. d) cedeu energia à amostra de menor calor es- pecí� co mais lentamente. e) forneceu a menor quantidade de energia às amostras em menos tempo. RESOLUÇÃO A potência e de� nida como a razão entre a energia transferida e o tempo gasto, isto e, e a rapidez com que a energia é transferida. A potência será máxima quando transmi- tirmos a maior quantidade de energia em menos tempo. Júpiter, conhecido como o gigante gasoso, perdeu uma das suas listras mais proemi- nentes, deixando o seus hamisfério sul es- tranhamente vazio. Observe a região em que a faixa sumiu, destacada pela seta. Disponível em: http://www.inovaçãotecnologica.com.br. Acesso em 12 maio 2010 (adaptado). A aparência de Júpiter é tipicamente mar- cada por duas faixas escuras em sua atmos- fera – uma no hemisfério norte e outra no hemisfério sul. Como o gás está constante- mente em movimento,o desaparecimento da faixa no planeta relaciona-se ao movi- mento das diversas camadas de nuvens em sua atmosfera. A luz do Sol, re� etida nes- sas nuvens, gera a imagem que é captada pelos telescópios, no espaço ou na Terra. O desaparecimento da faixa sul pode ter sido determinado por uma alteração a) na temperatura da superfície do planeta. b) no formato da camada gasosa do planeta. c) no campo gravitacional gerado pelo plane- ta. d) na composição química das nuvens do pla- neta. e) na densidade das nuvens que compõem o planeta. 312312 RESOLUÇÃO A faixa correponde a re� exao da luz do Sol na camada de nuvens em sua atmosfera. Como o gás esta em constante movimento, pode haver uma redistribuição das densi- dades das nuvens na região sul do planeta e o consequente desaparecimento desta faixa por redução de sua densidade. Observe a tabela seguinte. Ela traz espe- ci� cações técnicas constantes no manual de instruções fornecido pelo fabricante de uma torneira elétrica. Modelo Torneira Tensão nominal (volt~) 127 220 (frio) Desligado Potência Nominal (Watts) (Morno) 2800 3200 2800 3200 Corrente Nominal (Am- péres) 35,4 43,3 20,4 25,0 Flação Mínima (Acima 30m) 6mm2 10mm2 4mm2 4mm2 Flação Mínima (Acima 30m) 10mm2 16mm2 6mm2 6mm2 Disjuntor (Ampéres) 40 50 25 30 Disponível em: http://www.cardal.com.br/manualprod/Manuais/Torneira%20 Suprema/-Manual_Torneira_Suprema_roo.pdf Considerando que o modelo de maior potên- cia da versão 220 V da torneira suprema foi inadvertidamente conectada a uma rede com tensão nominal de 127 V, e que o aparelho está con� gurado para trabalhar em sua má- xima potência. Qual o valor apróximado da potência ao ligar a torneira? a) 1.830 W b) 2.800 W c) 3.200 W d) 4.030 W e) 5.500 W RESOLUÇÃO A potência P da torneira é dada por: P =U2 R U = tensão de alimentação R = resistência elétrica Admitindo-se que a resistência perma- neça constante, entao P e proporcional a U2. O modelo de 220V com maior po- tência pode operar com potência máxi- ma de 5500W. Ao ser ligado em 127V, temos: P’ = . 5500W P’ _ 1833W Modelo Torneira Tensão Nominal (volts~) 127 220 (Frio) Potência Nominal (Morno) (Watts) (Quente) Desligado 2 800 3 200 2 800 3200 4 500 5 500 4 500 5500 Corrente Nominal (Ampères) 35,4 43,3 20,4 25,0 Fiação Mínima (Até 30m) 6 mm2 10 mm2 4 mm2 4 mm2 Fiação Mínima (Acima 30 m) 10 mm2 16 mm2 6 mm2 6 mm2 Disjuntor (Ampère) 40 50 25 30 P´ = U´² = 127² P U² 220² P´= 1833 Watts 313313 A energia elétrica consumida nas residên- cias é medida, em quilowatt-hora, por meio de um relógio medidor de consumo. Nesse relógio, da direita para esquerda, tem-se o ponteiro da unidade, da dezena, da cen- tena e do milhar, Se um ponteiro estiver entre dois números, considera-se o último número ultrapassado pelo ponteiro. Supo- nha que as medidas indicadas nos esque- mas seguintes tenham sido feitas em uma cidade em que o preço do quilowatthora fosse de R$ 0,20. O valor a ser pago pelo consumo de ener- gia elétrica registrado seria de a) R$ 41,80. b) R$ 42.00. c) R$ 43.00. d) R$ 43,80. e) R$ 44,00. RESOLUÇÃO As leituras do “reloginho” nos fornecem: leitura atual: 2783kWh leitura anterior: 2563kWh consumo: 220kWh Sendo de R$ 0,20 o custo do kWh, o valor a ser pago e dado por: R$ (0,20 . 220) = R$ 44,00 Duas irmãs que dividem o mesmo quarto de estudos combinaram de comprar duas caixas com tampas para guardarem seus pertences dentro de suas caixas, evitando, assim, a bagunça sobre a mesa de estudos. Uma delas comprou uma metálica, e a ou- tra, uma caixa de madeira de área e espes- sura lateral diferentes, para facilitar a iden- ti� cação. Um dia as meninas foram estudar para a prova de Física e, ao se acomodarem na mesa de estudos, guardaram seus ce- lulares ligados dentro de suas caixas. Ao longo desse dia, uma delas recebeu liga- ções telefônicas, enquanto os amigos da outra tentavam ligar e recebiam a mensa- gem de que o celular estava fora da área de cobertura ou desligado. Para explicar essa situação, um físico deveria a� rmar que o material da caixa, cujo telefone celular não recebeu as ligações é de a) madeira, e o telefone não funcionava por- que a madeira não é um bom condutor de elétricidade. b) metal, e o telefone não funcionava devido à blindagem eletrostática que o metal pro- porcionava. c) metal, e o telefone não funcionava porque o metal re� etia todo tipo de radiação que nele incidia. d) metal, e o telefone não funcionava porque a área lateral da caixa de metal era maior. e) madeira, e o telefone não funcionava por- que a espessura desta caixa era maior que a espessura da caixa de metal. RESOLUÇÃO O material da caixa cujo telefone não re- cebeu as ligações deve ser metal. Tal cai- xa promove o fenômeno da blindagem eletrostática, também conhecido como gaiola de Faraday. No interior da caixa, o campo elétrico e nulo. 314314 Um grupo de cientistas liderado por pes- quisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), nos Estados Unidos, construiu o primeiro metamaterial que apresenta valor negativo do índice de refração relativo para a luz visível. Deno- mina-se metamaterial um material óptico arti� cial, tridimensional, formado por pe- quenas estruturas menores do que o com- primento de onda da luz, o que lhe dá pro- priedades e comportamentos que não são encontrados em matériais naturais. Esse material tem sido chamado de “canhoto”. Disponível em: http://inovaçãotecnologica.com.br. Acesso em: 28 abr. 2010 (adaptado). Considerando o comportamento atípico desse metamaterial, qual é a � gura que re- presenta a refração da luz ao passar do ar para esse meio? RESOLUÇÃO Nos materiais naturais, a refração de um raio luminoso implica que os raios inciden- te e refratado � quem em lados opostos da reta normal a interface que separa os dois meios, conforme representa a � gura. Nos metamateriais, porém, com valor negativo de índice de refração, a refração de um raio luminoso implica que os raios incidente e refratado apresentem-se do mesmo lado da reta normal a interface que separa os dois meios, conforme representa a � gura. Durante uma obra em um clube, um grupo de trabalhadores teve de remover uma es- cultura de ferro maciço colocada no fundo de uma piscina vazia. Cinco trabalhadores amarraram cordas à escultura e tentaram puxá-la para cima, sem sucesso. Se a pis- cina for preenchida com água, � cará mais fácil para os trabalhadores removerem a escultura, pois a a) escultura � utuará. Dessa forma. os homens não precisarão fazer força para remover a escultura do fundo. b) escultura � cará com peso menor, Dessa for- ma, a intensidade da força necessária para elevar a escultura será menor. c) água exercerá uma força na escultura pro- porcional a sua massa, e para cima. Esta for- ça se somará á força que os trabalhadores fazem para anular a ação da força peso da escultura. d) água exercerá uma força na escultura para baixo, e esta passará a receber uma força ascendente do piso da piscina. Esta força ajudará a anular a ação da força peso na escultura. e) água exercerá uma força na escultura pro- porcional ao seu volume, e para cima. Esta força se somará à força que os trabalhado- res fazem, podendo resultar em uma força ascendente maior que o peso da escultura. RESOLUÇÃO A água exerce sobre a escultura uma força vertical para cima denominada empuxo, cuja intensidade e dada pelo peso do líqui- do deslocado: 315315 E = μágua . V . g Deseja-se instalar uma estaçãode geração de energia elétrica em um município locali- zado no interior de um pequeno vale cerca- do de altas montanhas de difícil acesso. A cidade é cruzada por um rio, que é fonte de água para consumo, irrigação das lavouras de subsistência e pesca. Na região, que pos- sui pequena extensão territorial, a incidência solar é alta o ano todo. A estação em questão irá abastecer apenas o município apresenta- do. Qual forma de obtenção de energia, en- tre as apresentadas, é a mais indicada para ser implantada nesse município de modo a causar o menor impacto ambiental? a) Termelétrica, país é possível utilizar a água do rio no sistema de refrigeração. b) Eólica, pois a geogra� a do local é própria para a captação desse tipo de energia. c) Nuclear, pois o modo de resfriamento de seus sistemas não afetaria a população. d) Fotovoltaica, pois é possível aproveitar a energia solar que chega à superfície do lo- cal. e) Hidrelétrica, pois o rio que corta o muni- cípio é su� ciente para abastecer a usina construída. RESOLUÇÃO Tendo em vista a elevada incideência solar durante o ano todo, recomenda-se o uso dessa energia, usandose placas coletoras com células fotovoltaicas. PROVA ENEM 2011 - COMENTADA Partículas suspensas em um � uido apre- sentam contínua movimentação aleatória, chamado movimento browniano, causa- do pelos choques das partículas que com- põem o � uido. A ideia de um inventor era construir uma série de palhetas, montadas sobre um eixo, que seriam postas em movi- mento pela agitação das partículas ao seu redor. Como o movimento ocorreria igual- mente em ambos os sentidos de rotação, o cientista concebeu um segundo elemento, um dente de engrenagem assimétrico. As- sim, em escala muito pequena, este tipo de motor poderia executar trabalho, por exemplo, puxando um pequeno peso para cima. O esquema, que já foi testado, e mos- trado a seguir. A explicação para a necessidade do uso da engrenagem com trava e: a) O travamento do motor, para que ele não se solte aleatoriamente. b) A seleção da velocidade, controlada pela pressão nos dentes da engrenagem. c) O controle do sentido da velocidade tan- gencial, permitindo, inclusive, uma fácil lei- tura do seu valor. 316316 d) A determinação do movimento, devido ao caráter aleatório, cuja tendencia e o equi- líbrio. e) A escolha do ângulo a ser girado, sendo possível, inclusive, medí-lo pelo número de dentes da engrenagem. RESOLUÇÃO Em virtude do movimento browniano ser aleatório, o movimento das palhetas tam- bém seria aleatório, tendendo a uma situa- ção de equilibrio (sem a presença do bloco dependurado). O uso da trava seleciona o unico sentido para o movimento, permitindo o movi- mento ascendente do bloco. O manual de funcionamento de um captador de guitarra elétrica apresenta o seguinte texto: Esse captador comum consiste de uma bo- bina, � os condutores enrolados em torno de um imã permamente. O campo magné- tico do imã induz o ordenamento dos polos magnéticos na corda da guitarra, que esta próxímã a ele. Assim, quando a corda é to- cada, as oscilações produzem variações, com o mesmo padrão, no � uxo magnéti- co que atravessa a bobina. Isso induz uma corrente elétrica na bobina, que é transmi- tida até o ampli� cador e, dai, para o alto- -falante. Um guitarrista trocou as cordas originais de sua guitarra, que eram feitas de aço, por ou- tras feitas de náilon. Com o uso dessas cordas, o ampli� cador ligado ao instrumento não emitia mais som, porque a corda de náilon a) isola a passagem de corrente elétrica da bobi- na para o alto-falante. b) varia seu comprimento mais intensamente do que ocorre com o aço. c) apresenta uma magnetização desprezível sob a ação do imã permanente. d) induz correntes elétricas na bobina mais inten- sas que a capacidade do captador. e) oscila com uma frequência menor do que a que pode ser percebida pelo captador. RESOLUÇÃO O campo magnético do imã induz o ordena- mento dos polos magnéticos na corda da gui- tarra, feita de aço. Ao trocarmos as cordas, por outras de náilon, di� cultamos esse ordenamento dos polos, pois o náilon apresenta magnetização despre- zível. Com a ausência da indução eletromag- nética, o ampli� cador ligado ao instrumento não emite som por não receber sinal em sua entrada. Em um manual de um chuveiro elétrico são encon- tradas informações sobre algumas características técnicas, ilustradas no quadro, como a tensão de alimentação, a pontência dissipada, o dimensio- namento do disjuntor ou fusível, e a área da seção transversal dos condutores utlizados. Uma pessoa adquiriu um chuveiro do mo- delo A e, ao ler o manual, veri� cou que pre- cisava ligá-lo a um disjuntor de 50 ampéres. No entanto, intrigou-se com o fato de que o disjuntor ao ser utilizado para uma cor- reta instalação de um chuveiro do modelo B devia possuir amperagem 40% menor. Considerando-se os chuveiros de modelos A e B, funcionando a mesma potência de 4 317317 400 W, a razão entre as suas respectivas re- sistências elétricas, RA e RB, que justi� ca a diferença de dimensionamento dos disjun- tores, é mais próxima de: a) 0,3 b) 0,6 c) 0,8 d) 1,7 e) 3,0 RESOLUÇÃO A resistência elétrica R do resistor do chu- veiro é característica sua que depende de seu material, de sua geometria e de sua temperatura. Sendo P a potência e U a tensão elétrica, temos: P = U2 → R = U2 R P RA = U A2 e RB = UB 2 PA PB RA → 0,33 RB O processo de interpretação de imagens capturadas por sensores instaladas a bor- do de satélites que imageiam determinadas faixas ou bandas do espectro de radiação eletromagnética (REM) baseia-se na intera- ção dessa radiação com os objetos presen- tes sobre a superfície terrestre. Uma das formas de avaliar essa interação é por meio da quantidade de energia re� etida pelos objetos. A relação entre a re� etância de um dado objeto e o comprimento de onda da REM e conhecida como curva de comporta- mento espectral ou assinatura espectral do objeto, como mostrado na � gura, para obje- tos comuns na superfície terrestre. De acordo com as curvas de assinatura es- pectral apresentadas na � gura, para que se obtenha a melhor discriminação dos alvos mostrados, convém selecionar a banda cor- respondente a que comprimento de onda em micrometros (μm)? a) 0,4 a 0,5. b) 0,5 a 0,6. c) 0,6 a 0,7. d) 0,7 a 0,8. e) 0,8 a 0,9. RESOLUÇÃO A melhor discriminação dos alvos mostrados vai ocorrer quando os valores de re� etância forem os mais distintos possíveis, isto é, as curvas forem mais separadas. Isto ocorre na faixa de comprimento de onda entre 0,8_m e 0,9_m. Observe que nesta faixa a re� etância da água e nula, o que signi� ca uma região es- cura do espectro. Um motor so poderá realizar trabalho se re- ceber uma quantidade de energia de outro sistema. No caso, a energia armazenada no combustível e, em parte, liberada durante a combustão para que o aparelho possa funcionar. Quando o motor funciona, parte da energia convertida ou transformada na combustão não pode ser utilizada para a realização de trabalho. Isso signi� ca dizer que há vazamento da energia em outra for- ma. CARVALHO, A. X. Z. Física Termica. Belo Horizonte: Pax, 2009 (adaptado). 318318 De acordo com o texto, as transformações de energia que ocorrem durante o funcio- namento do motor são decorrentes de a a) liberação de calor dentro do motor ser impos- sível. b) realização de trabalho pelo motor ser incontro- lável. c) conversão integral de calor em trabalho ser impossível. d) transformação de energia térmica em ciné- tica ser impossível. e) utilização de energia potencial do combus-tível ser incontrolável. RESOLUÇÃO De acordo com o 2. O princípio da Termodi- nâmica, e impossível a conversão integral de calor em trabalho. Para que uma substância seja co- lorida ela deve absorver luz na re- gião do visiível. Quando uma amostra absorve luz visível, a cor que percebe- mos e a soma das cores restantes que são re- � etidas ou transmitidas pelo objeto. A Figura 1 mostra o espectro de absorção para uma substância e é possível observar que haá um comprimento de onda em que a intensidade de absorção e máxima. Um observador pode prever a cor dessa substância pelo uso da roda de cores (Figura 2); o comprimento de onda correspondente a cor do objeto é encontrado no lado oposto ao comprimento de onda da absorção máxima. Qual a cor da substância que deu origem ao espectro da Figura 1? a) Azul. b) Verde. c) Violeta. d) Laranja. e) Vermelho. RESOLUÇÃO Do espectro de absorção, veri� camos que o comprimento de onda da luz absorvida com mais intensidade é da ordem de 500 nm. Na roda de cores, este comprimento de onda está na faixa da radiação verde e a cor apresentada pela substância que deu ori- gem ao espectro será vermelha. Em um experimento realizado para deter- minar a densidade da água de um lago, fo- ram utilizados alguns materiais conforme 319319 ilustrado: um dinamometro D com gradua- ção de 0 N a 50 N e um cubo macico e ho- mogeneo de 10 cm de aresta e 3 kg de mas- sa. Inicialmente, foi conferida a calibração do dinâmometro, constatando-se a leitura de 30 N quando o cubo era preso ao dinâ- mametro e suspenso no ar. Ao mergulhar o cubo na água do lago, até que metade do seu volume � casse submersa, foi registra- da a leitura de 24 N no dinâmometro. Considerando que a aceleração da gravida- de local e de 10 m/s2, a densidade de água do lago, em g/cm3, e a) 0,6. b) 1,2. c) 1,5. d) 2,4. e) 4,8. RESOLUÇÃO Para a pesagem no ar: Fdin = P = 30N Para a pesagem no interior do líquido: F’din = P – E 24 = 30 – E E = 6,0n De acordo com a Lei de Arquimedes: E = μa Vig 6,0 = μa . (0,1) 3 - 10 2 μa = 12 . 10 2 kgm3 Uma equipe de cientistas lançará uma expe- dição ao Titanic para criar um detalhado mapa 3D que “vai tirar, virtualmente, o Titanic do fundo do mar para o público”. A expe dição ao local, a 4 quilômetros de profundidade no Oceano Atlântico, está sendo apresentada como a mais so� sticada expedição cientí� ca ao Titanic. Ela utilizará tecnologias de ima- gem e sonar que nunca tinha sido aplicadas ao navio, para obter o mais completo inven- tário de seu conteúdo. Esta complemen- tação é necessária em razão das condi- ções do navio, naufragado há um século. O Estado de São Paulo. Disponível em: http://www.estadao.com.br. Acesso em: 27 jul . 2010 (adaptado). No problema apresentado para gerar ima- gens através de camadas de sedimentos de- positados no navio, o sonar é mais adequa- do, pois a a) propagação da luz na água ocorre a uma velocidade maior que a do som neste meio. b) absorção da luz ao longo de uma camada de água é facilitada enquanto a absorção do som não. c) refração da luz a uma grande profundidade acontece com uma intensidade menor que a do som. d) atenuação da luz nos matériais analisados é distinta da atenuação de som nestes mes- mos materiais. 320320 e) re� exão da luz nas camadas de sedimentos é menos intensa do que a re� exão do som neste material. RESOLUÇÃO A luz é atenuada (absorvida ou re� etida) logo na primeira camada (camada supe- rior) dos sedimentos. O ultrassom utilizado pelo SONAR, porém, penetra nessas cama- das, determinando ecos que são captados em instantes diferentes pelo receptor. É devido à chegada desses ecos em instan- tes diferentes que se torna possível a ela- boração de uma � gura 3D da embarcação naufragada. Um curioso estudante, empolgado com a aula de circuito elétrico que assistiu na escola, resolve desmontar sua lanterna. Utilizando-se da lâmpada e da pilha, reti- radas do equipamento, e de um � o com as extremidades descascadas, faz as seguin- tes ligações com a intenção de acender a lâmpada: GONÇALVES FILHO, A.ç BAROLLI, E. Instalação Elétrica: investi- gando e aprendendo. São Paulo: Scipione, 1997 (adaptado) Tendo por base os esquemas mostrados, em quais casos a lâmpada acendeu? a) (1), (3), (6) b) (3), (4), (5) c) (1), (3), (5) d) (1), (3), (7) e) (1), (2), (5) RESOLUÇÃO Para que uma lâmpada possa acender, seus terminais elétricos (base e rosca lateral) devem estar corretamente conectados aos polos da pilha. É fundamental que te- nhamos cada um dos terminais elétricos conectados a um dos pólos da pilha. Se a rosca lateral está ligada ao pólo negativo, a base deve estar ligada ao polo positivo e vice-versa. Tais ligações corretas estão apresentadas nas � guras 1, 3 e 7. BIBLIOGRAFIA Livro -CURSO DE FÍSICA BÁSICA: MECÂNICA - VOLUME 1 (4ª EDIÇÃO) H.MOYSES NUSSENZVEIG Livro- CIÊNCIAS FÍSICAS NO BRASIL ERNST W. HAMBURGER, Dicionário de Ciências Físicas e Biológicas 1ª e 2ª grau Autor: Editora Meca