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Região inguinal A região inguinal se estende da espinha ilíaca antero-superior (EIAS) até o tubérculo púbico, sendo uma importante área do ponto de vista anatômico e clínico, ao passo que é um local onde as estruturas entram e saem da cavidade abdominal, o que favorece a presença de herniação. Limites: Superior → linha imaginária que parte da EIAS, perpendicularmente, até a linha alba; Inferior → ligamento inguinal — formado pela aponeurose do músculo oblíquo externo; Medial → linha alba — formada pelo entrelaçamento das aponeuroses dos músculos oblíquos externo e interno e transverso do abdome; Profundo → peritônio parietal. Ligamento inguinal: Se estende desde a EIAS até o tubérculo púbico, possuindo fixações mediais: − Crista púbica → forma o ligamento lacunar (de Gimbernat); − Linha pectínea do púbis → forma o ligamento pectíneo (de Cooper); − Aponeurose do músculo oblíquo externo contralateral → forma o ligamento inguinal reflexo. Trato iliopúbico: É a margem inferior espessa da fáscia transversal, que se apresenta como uma faixa fibrosa que segue paralela e posteriormente ao ligamento inguinal., reforçando o assoalho do canal inguinal, enquanto une as estruturas do espaço subinguinal. OBS: ligamento inguinal + trato iliopúbico formam um retináculo bilaminar na articulação do quadril que recobre o espaço subinguinal. Algumas estruturas atravessam essa região: 1. Músculos flexores do quadril 2. Vasos femorais; 3. Nervo femoral 4. Canal femoral. Plano de acesso cirúrgico: • Pele • Tela subcutânea − Fáscia de Camper (panículo adiposo) e fáscia de Scarpa (estrato membranáceo); • Fáscia de revestimento do oblíquo externo • Plano muscular − Anterolateral: músculos oblíquo externo, oblíquo interno e transverso. − Medial: lâmina anterior da bainha do reto, músculo reto do abdome, lâmina posterior da bainha do reto (somente ¾ superiores — acima da cicatriz umbilical) e músculo piramidal (somente no ¼ inferior) • Fáscia transversal • Gordura extraperitoneal • Peritônio parietal Canal inguinal: O canal inguinal é uma passagem de 3 a 5 cm, que segue em direção inferomedial da parte inferior da parede anterolateral do abdome. Esse canal é paralelo e superior a metade medial do ligamento inguinal e apresenta duas aberturas: • Anel inguinal superficial (externo) → abertura que permite a saída do ligamento redondo do útero, nas mulheres, e do funículo espermático, nos homens. Além disso, possui dois pilares: um pilar medial, que se fixa na crista púbica, e um pilar lateral, que se fixa no tubérculo púbico. Seu limite lateral é o pilar lateral, seu limite medial é o pilar medial e seu limite profundo é o pilar posterior, que corresponde ao ligamento inguinal reflexo. OBS: as fibras intercruciais — fibras da lâmina superficial da fáscia de revestimento do oblíquo externo— passam de um pilar para o outro, através da parte superolateral do anel, ajudando a evitar o afastamento dos pilares. • Anel inguinal profundo (interno) → é a entrada do canal inguinal e o início de uma invaginação na fáscia transversal (atravessa o canal inguinal, formando seu revestimento interno). Esse anel está localizado lateralmente a artéria epigástrica inferior e superiormente ao ligamento inguinal. Seu limite medial são os vasos epigástricos inferiores ou ligamento interfoveolar. Além disso, o canal inguinal possui 4 paredes: Anel inguinal profundo Anel inguinal superficial Vasos epigástricos inferiores Ligamento inguinal − Anterior → aponeurose do oblíquo externo; − Posterior → fáscia transversal e peritônio parietal, ligamento reflexo e foice inguinal (tendão comum formado pelas aponeuroses do obliquo interno e transverso; − Teto → oblíquo interno, transverso do abdome e pilar medial da aponeurose do oblíquo externo. − Assoalho → centralmente pelo ligamento inguinal, medialmente pelo ligamento lacunar e lateralmente pelo trato iliopúbico. Aponeurose do o. externo Ligamento inguinal Ligamento lacunar Ligamento pectíneo Fáscia transversal Transverso do abdome Oblíquo interno