Prévia do material em texto
INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DE MANICA DIVISÃO DE AGRICULTURA CURSO DE ENGENHARIA FLORESTAL BLOCO DE SILVICULTURA II MÓDULO DE TRABALHO INDEPENDENTE 1a Ano Tema: Projecto para estabelecimento de um povoamento florestal para plantação de 1.000.000 de mudas da espécie Cupressus supressus no distrito de Sussundenga Discentes: Larissa Fernando………………..100% Filomena Sairosse………………..100% Chico Manuel Alberto………………..100% Mauro Carlos Luís………………..100% Sebastião Sebastião………………..100% Docente: Engª Alba de Almeida-Matessa, Msc Matsinho, dezembro de 2021 null Índice 1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 1 1.1. Contextualização ................................................................................................ 1 1.2. Justificativas da escolha da espécie ................................................................... 2 1.3. Objectivos .......................................................................................................... 3 1.3.1. Geral ........................................................................................................... 3 1.3.2. Específicos .................................................................................................. 3 2. LOCALIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO E INFRAESTRUTURAS ............... 4 2.1. Planificação ........................................................................................................ 4 2.2. Escolha da área para implantação .......................................................................... 4 2.3. Topografia ............................................................................................................. 5 2.4. Solos ...................................................................................................................... 5 2.5. Disponibilidade de água ........................................................................................ 5 2.6. Facilidade de acesso .............................................................................................. 5 3. PREPARAÇÃO DA ÁREA ..................................................................................... 6 3.1. Divisão da área em unidades de trabalho ........................................................... 6 3.2. Abertura de Caminhos ....................................................................................... 6 3.3. Derruba da vegetação e empilhamento .............................................................. 7 3.4. Aproveitamento da madeira ............................................................................... 7 3.5. Queima ............................................................................................................... 7 3.6. Lavoura e gradagem. .......................................................................................... 7 3.7. Alinhamento, marcação e coveamento .............................................................. 8 4. ESTABELECIMENTO DA PLANTAÇÃO ............................................................ 9 4.1. Extensão do empreendimento ............................................................................ 9 4.2. Espaçamento .................................................................................................... 10 4.3. Número de plantas ........................................................................................... 10 4.4. Época de plantio ............................................................................................... 10 4.5. Técnicas de plantio .......................................................................................... 11 5. MANEIO DO POVOAMENTO ............................................................................ 12 5.1. Adubação ......................................................................................................... 12 5.2. Replantio .......................................................................................................... 12 5.3. Abertura de caldeiras/bacias ............................................................................ 12 5.4. Limpeza da plantação ...................................................................................... 12 5.5. Manutenção de aceiros ..................................................................................... 12 5.6. Poda e desrame ................................................................................................ 13 5.7. Desbaste ........................................................................................................... 13 5.8. Controlo de pragas e doenças .......................................................................... 13 5.9. Prevenção e combate a incêndios .................................................................... 13 6. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA ........................................................................ 15 1 1. INTRODUÇÃO 1.1. Contextualização Cupressus cupressus é um grupo de árvores coníferas da família Crupressaceae, sendo a segunda maior do grupo, contando com 16 gêneros e 140 espécies. São árvores com distribuição cosmopolita, porém são mais frequentes no hemisfério norte, é espontâneo na região mediterrânea oriental, mas sua área natural é pouco conhecida, pois é uma árvore cultivada desde a antiguidade. Há registros de espécies de 500 anos. São plantas lenhosas - comumente apresentam o porte arbóreo e raramente arbustivo. A reprodução dessa planta monoica é feita por meio dos estróbilos - os masculinos são pequenos e os estróbilos femininos são terminais em ramos curtos. Os Cupressus cupressus podem chegar a aproximadamente 25 metros de altura e pirâmide, outros apresentam a forma de colunas altas, às vezes a casca do tronco é lisa, mas em sua maioria formam placas ou tiras; as folhas são pequenas e sobrepostas, parecendo com escamas cobrindo os ramos; a copa pode ter a morfologia globosa, cônica e irregular. São chamadas de coníferas, pois produzem cones onde suas sementes ficam alojadas; em geral os cones são arredondados e tem um revestimento lenhoso semelhante ao couro. Cada cone pode gerar em média de 8 a 20 sementes por escama fértil. (CAMARGOS. 1999). As árvores desta espécie são amplamente utilizadas em ornamentação e produção de madeira, como em marcenaria, carpintaria e na confecção de instrumentos musicais, devido a sua resistência ao apodrecimento e pragas. Tem sido utilizado como símbolo recorrente da tristeza, da melancolia e da morte ou vida eterna. Não obstante, mantém-se como uma árvore particularmente apreciada para fins decorativos. A sua madeira aromática já era utilizada pelos egípcios, na construção de sarcófagos. Os gregos apreciavam a homogeneidade da madeira para fabricar móveis. Na Idade Média era utilizado para fazer arcas. (EMBRAPA-DDT, 1986). 2 1.2. Justificativas da escolha da espécie O Cupressus cupressus é uma espécie utilizada como ornamental, nomeadamente em cemitérios e cortinas de abrigo contra o vento, quando em povoamentos densos pode ajudar a limitar a propagação dos incêndios devido a sua característica sempre verde. Em termos de utilizações, é uma madeira bastante apreciada. Destacam-se as suas potencialidades para ser usada em condições ambientais mais exigentes, a sua madeira pode ser utilizada em geral para a construção, carpintaria, marcenaria, torneados e escultura. A madeira possui cerne mais ou menos distinto, de cor castanho rosado. A densidade é de 450 Kg/m3 a 12% de humidade. A serração é fácil, com exceção dos toros com muitos nós. A secagem é fácil e rápida. Apresenta grande durabilidade. A madeira encontra utilidade em carpintarias de limpos, interiores e exteriores, mobiliários, elementos estruturais de difícil acesso (edifícios de culto e mobiliário sacro),aglomerados e celulose. É uma espécie que demonstra resistir bem aos ventos marítimos, característica que a torna útil contra estes, sendo utilizado em cortinas de abrigo. É mais utilizada como espécie ornamental do que com interesse eminentemente florestal. (ALDEN. 1997). O Cupressus cupressus é muito resistente ao fogo e pode ser usado como barreira para os incêndios, as folhas e ramos de ciprestes vivos revelaram um elemento-chave: o seu alto teor de umidade (que variou de 84% a 96%) durante o período de Verão, o que faz com que resistam mais a uma queimada. O Cupressus cupressus pode ainda ser utilizado para fins medicinais, por possuir propriedades antissépticas, sudoríferas, sedativas, diuréticas, inseticidas, adstringentes, calmante, entre outros. Esta planta possui uma substância chamada tanino, presente em suas sementes, que é especialmente indicado para acelerar a cura de feridas, ajudando a cicatrizá-las e a conter hemorragias, é também indicado para o tratamento de problemas circulatórios, uma vez que é observada uma melhora de vasos sanguíneos danificados e diminui a retenção de fluidos corporais. Além disso, o óleo essencial do Cupressus cupressus é altamente recomendado para os sintomas da menopausa. Ainda não foram encontrados efeitos colaterais do uso. (ASTM. 1994). 3 1.3. Objectivos 1.3.1. Geral ❖ Estabelecer um povoamento para plantação de 1.000.000 de mudas da espécie Cupressus cupressus 1.3.2. Específicos ❖ Planificar as infraestruturas no local de estabelecimento da plantação ❖ Preparar a área do plantio ❖ Estabelecer a plantação ❖ Efectuar o maneio do povoamento 4 2. LOCALIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO E INFRAESTRUTURAS 2.1. Planificação As actividades de planificação terão seu maior enfoque no campo de implementação, onde irá se conhecer as condições do local quer seja edáfico ou climático, disponibilidade de água, de modo a avaliar a compatibilidade do sítio com a espécie desejada. Findo isto ira se proceder com a planificação das actividades a serem empregue para a execução dos projecto bem como a legalização jurídica da área de implementação. 2.2. Escolha da área para implantação O Cupressus cupressus é considerada uma espécie heliófila, no entanto, a germinação debaixo de coberto não é afetada pelo ensombramento. Resiste a temperaturas entre 10 e 42°C. Resiste a uma precipitação média anual mínima de 200 mm e encontra as condições ideais aos 800-1000 mm/ano. É considerada bastante plástica quanto à natureza física e química do solo. Suporta os solos com baixo fundo de fertilidade, esqueléticos e rochosos, argilosos compactos (mas isentos de encharcamento estacional), muito embora seja de algum modo renitente aos solos arenosos muito soltos. Tolera bem solos ácidos e calcários na condição que sejam bastante profundos. Portanto face as exigências ambientais da espécie em causa, escolheu-se o distrito de Sussundenga concretamente na localidade de Mussapa do posto administrativo de Rotanda como local para implantação do projecto, sendo que este local atende as exigências mínimas para estabelecimento da espécie acordo com o perfil do distrito, o clima do distrito é predominantemente do tipo tropical de savana (classificação de Koppen), e precipitação máxima anual na ordem 1171 mm e a temperatura média anual máxima na ordem dos 29.5ºC. O distrito de Sussundenga, localiza-se no centro da Província de Manica, sendo limitado a norte pelo distrito de Gondola e Manica, a Oeste pela República do Zimbabwe, a sul o distrito de Mossurize e a Este pelo distrito de Buzi (Sofala). 5 2.3. Topografia Geomorfologicamente o terreno do distrito ocorre parcialmente no vasto complexo Gnaisso-granitico do Moçambique “Belt” onde sobressaem em forma de inselbergs as rochas instrusivas do pós-karroo. A ocidente do distrito, existe uma cordilheira de montanhas com picos que se elevam acima dos 1500 metros. 2.4. Solos Devido a influencia da topografia, resultam diferentes agrupamentos de solos destacando- se os argilosos, os arenosos vermelhos e os vermelhos de textura média, e os líticos. Com exceção dos litólicos em geral, são moderadamente profundos a muito profundos, não salinos nem sódicos. Os solos de textura predominante argiloso têm boas capacides de retenção de nutrientes e água enquanto os arenosos são pouco férteis. 2.5. Disponibilidade de água A hidrografia do distrito compreende 4 rios principais, nomeadamente: Rovué, Munhinga, Mussapa e Lucite, para alem destes 4 rios existem muitos outros de grande importância económica para a irrigação, sendo que uma grande parte da albufeira de Chicamba pertence ao território do distrito de Sussundenga. 2.6. Facilidade de acesso O distrito tem ligação rodoviária com os principais pontos sul e centro do país através da ligação Estrada Nacional Chimoio – Beira, por via da EN 2016 de Chimoio – Sussundenga – Mussurize. Além EN 216 o distrito conta com 5 estradas regionais totalmente transitáveis. 6 3. PREPARAÇÃO DA ÁREA 3.1. Divisão da área em unidades de trabalho Para alem do espaço reservado para a edificação de armazéns e escritórios, a área de plantação estará dividida em blocos de pelo menos 25 hectares cujos mesmos subdivididos em talhões de pelo menos 5 hectares, todos separados por estradas e caminhos florestais como forma de facilitar o acesso para as actividades de maneio e controlo aos incêndios. Esboço do povoamento 3.2. Abertura de Caminhos Como citado anteriormente os caminhos tem como principal finalidade facilitar as actividades de maneio bem como a retirada dos productos florestais dentro do povoamento, para tal, na abertura dos caminhos irá se ter em conta o seguinte: uma largura de pelo menos 6 metros para os caminhos que separam os blocos e largura de pelo menos 4 metros para os caminhos entre os talhões. 7 3.3. Derruba da vegetação e empilhamento Antecipadamente vale realçar que as vegetações arbóreas e arbustivas serão eliminadas de acordo o a legislação ambiental vigente. No entanto, tipo de derrube e empilhamento das árvores será do tipo mecanizada, caracterizando-se pela utilização de máquinas autopropelidas e equipamentos diversos. Esta forma de desmatamento apresenta como vantagens: exige pequena quantidade de mão de obra; possibilidade de exploração de áreas mais extensas; requer menor tempo na execução dos trabalhos. (FIRME, et al. 1988). 3.4. Aproveitamento da madeira Como forma de não criar desperdícios será selecionado as arvores abatias mediante sua qualidade e utilidade para a comunidade para produção de madeira serrada, carvão vegetal, lenha, e ou como material de construção. 3.5. Queima Agronomicamente e ecologicamente o fogo não deve ser utilizado, pois provoca destruição de microrganismos do solo, contudo, neste caso usar-se-á o fogo para queimar o resto da vegetação empilhada apos o processo de abate que estarão despostos pela área apos o reaproveitamento da madeira, isto servirá como método de limpeza dos restolhos no campo. 3.6. Lavoura e gradagem. Desde os mais remotos tempos, essas operações têm sido realizadas com a finalidade de oferecer às sementes/mudas que serão colocadas no solo as condições que teoricamente seriam as melhores para o seu desenvolvimento. Não se deve esquecer, todavia, que as modernas técnicas têm demonstrado que, para determinadas condições de solo, clima e culturas, é possível se obter uma produtividade tão boa ou, em alguns casos, até melhor que com os métodos tradicionais de preparo do solo. Com vista a reduzir os impactos no solo e a perturbação do solo as actividades de lavoura e gradagem serão dispensadas, sendo necessário apenas a actividade de capina que será realizada de forma mecanizada. 8 3.7. Alinhamento, marcação e coveamento As plantas podem ser dispostas no povoamento de várias formas.Esta disposição, basicamente, está relacionada com: a) Topografia; b) Densidade de plantio; c) Tipo de mecanização; e d) Necessidade de aproveitamento da área disponível. Em terrenos não sujeitos à erosão, ou seja, em terrenos com pouca declividade, as plantas serão dispostas em desenhos geométricos (retângulos), entretanto, em terrenos com acentuada inclinação, as plantas estarão dispostas de maneira que formem fileiras perpendiculares ao sentido da maior inclinação do terreno. Para o auxílio no processo de marcação será utilizado cordas utilizando barbantes para marcar a separação entre plantas e com auxílio de estacas para medir a separação entre linhas. Já para a abertura de covas, será totalmente mecanizado cujas covas terão em média 40cm de largura e 40cm de profundidade, essas medidas dão um bom espaço para colocar adubo e espaço suficiente para a muda crescer em terra macia. 9 4. ESTABELECIMENTO DA PLANTAÇÃO 4.1. Extensão do empreendimento Dependendo da quantidade de plantas a serem estabelecidas e da disponibilidade do espaço para o mesmo, a extensão da área implantação de um povoamento pode varia, sendo que o mesmo também varia em função do espaçamento mínimo a ser empregue e requerido pela planta. Para o empreendimento será necessária uma área com cerca de 1650 hectares, dos quais 1600 será inteiramente para o estabelecimento da plantação, 45 hectares ocupados pelos caminhos e aceiros dentro do povoamento, e os restantes 5 hectares destinados ao estabelecimento de armazéns, escritórios e pátio de máquinas. 10 4.2. Espaçamento Independente do tamanho da sua área o espaçamento entre plantas e linhas é algo que deve ser sempre considerado, as plantas precisam de um espaço mínimo para que não haja competição entre elas. Elas podem competir por luz, água e nutrientes do solo, o que gera baixa produção. A determinação da distância adequada entre as plantas é de fundamental importância para se aproveitar ao máximo a área e explorar a planta pelo maior tempo possível. O espaçamento varia de acordo com espécie, variedade, clima, tipo de solo, emprego de mecanização, tamanho da área, finalidade da planta, entre outros. Para a nossa espécie em causa sendo uma conífera e não muito exigente em termo de distribuição espacial, irá se utilizar um espaçamento de 4x4m garantido uma densidade de 625 plantas por hectares. 4.3. Número de plantas Observando o espaçamento a ser empregue e a área total do empreendimento podemos determinar o número de plantas dentro do povoamento Nº de plantas = área espaçamento Nº de plantas = 1600ha 4x4 Nº de plantas = 16 000 000m2 16m2 Nº de plantas = 1 000 000 4.4. Época de plantio As mudas, em sua fase inicial de desenvolvimento, necessitam de boa humidade, para que o sistema radicular atinja as camadas mais profundas antes da estação seca. Portanto, a época mais propícia para o plantio deverá coincidir com o início da estação chuvosa, para evitar a necessidade de se proceder a um número maior de irrigações, neste caso realizar-se há o plantio no período entre os meses de Dezembro a Março. 11 4.5. Técnicas de plantio Das técnicas/métodos a serem empregues no estabelecimento de um povoamento é directamente influenciado pelas condições topográficas do terreno bem como da disponibilidade de maquinários e mão-de-obra, ou mesmo da extensão do empreendimento e da espécie em causa estando em causa a situação de custo-benefício que cada método pode trazer. Para o estabelecimento do empreendimento será empregue método manual para efectivação da plantação por este ser menos oneroso e ajustar-se melhor as condições topográficas do terreno. 12 5. MANEIO DO POVOAMENTO 5.1. Adubação Com vista a proporcionar um crescimento inicial rápido, irá se optar por uma adubação de base no âmbito da plantação a base de NPK em proporções mediante qualidade nutricionais do solo local. A adubação complementar só será empregue quando for observado uma deficiência nutricional no desenvolvimento das plantas. 5.2. Replantio Actividade esta ser empregue com a mesma técnica do plantio. O replantio será feito mediante a mortalidade das plantas no povoamento que pode ser causado pelo ataque de pragas ou fungos, termites ou mesmo pela distribuição irregular da humidade ou pela baixa resistência da planta as condições adversas do ambiente. 5.3. Abertura de caldeiras/bacias A abertura de bacias será feita no âmbito do processo plantio e reforçado a medida em os mesmo estarão desfeitos, principalmente quando se avizinha a época chuvosa. Esta actividade tem a finalidade de proporcionar maior área de captação e reserva da água das chuvas, mantendo a disponível para a planta. 5.4. Limpeza da plantação Em povoamento a operação de limpeza da área varia em função do tipo de vegetação e da topografia do terreno. No entanto para o empreendimento irá se optar pela limpeza mecanizada, isto deve-se a extensão da área, apos a limpeza, o material vegetal morto irá se retirar do local ou reaproveitado, ou ainda será empilhado e queimado de forma controlado sem prejudicar a plantação. 5.5. Manutenção de aceiros Tanto a limpeza quanto a manutenção de aceiros serão feitas de forma mecaniza. Os aceiros cujo finalidade principal e proteger o povoamento de incêndios, a manutenção 13 dos mesmo será deita de forma constante, com maior frequência em épocas propensas e de maior incidência de incêndios. 5.6. Poda e desrame Tratando se uma espécie conífera, esta actividade não será bastante empregue, sendo necessário apenas para corrigir e orientar a direcção para o crescimento da planta e proporcionar uma altura mínima do fuste da planta. 5.7. Desbaste É a técnica florestal necessária para que as melhores árvores tenham crescimento contínuo em espessura, garantindo o máximo de produtividade e qualidade para o produto florestal. Devido a tolerância do Cupressus cupressus, bem como as suas exigências de espaçamento mínimo e a disposição da radicula bem como dos galhos/ramos, não será necessário a aplicação do desbaste pois o espaçamento já favorece o desenvolvimento normal da planta. 5.8. Controlo de pragas e doenças Para atender a esta preocupação, irá se fazer uma monitoria constante e regular das pragas, e quando estas ocorrem irá se identificar o melhor método para erradicação ou controle das mesmas. No entanto decorrerão as medidas preventivas de combate as pragas e doenças, medidas estas que estão ligadas directamente com os tratos silviculturais dentro do povoamento. 5.9. Prevenção e combate a incêndios A prevenção de incêndios é um conjunto de medidas para a redução de incêndios em florestas plantadas, trazendo inúmeros benefícios para quem a adota. Com vista a evitar a ocorrência de incendio dentro do povoamento seguintes medidas serão tomadas: Zoneamento de risco de incêndio: Para o melhor planeamento das ações preventivas, deve-se realizar o zoneamento de risco com base em informações cartográficas, em levantamentos de fisionomia, dados climáticos e históricos de ocorrência de incêndios. Construção e manutenção de aceiros: 14 Redução do material combustível Estabelecimento de torres de via 15 6. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA BRITO, J. O. de; BARRICHELO, L. E. G. Correlações entre características físicas e químicas da madeira e a produção de carvão vegetal; 2 - densidade da madeira X densidade do carvão. IPEF, Piracicaba, 1980. ESTADOS UNIDOS. Department of Agriculture. Forest Service. Forest Products Laboratory. Center for Wood Anatomy Research. Cupressus lusitanica. Disponível em: <http://www2.fpl.fed.us/TechSheets/SoftwoodsNA/ htmlDocs/cupressuslusitanica.html>. Acesso em: 03 fev. 2022. PALMER, E. R.; GIBBS, J. A.; GANGULI, S.; DUTTA, A. P. Pulping characteristics of Cupressus lusitanica and Podocarpus milanjanusgrown in the Sudan. London: Tropical Development and Research Institute, 1986. ALMEIDA, F. D.; XAVIER, A.; DIAS, J. M. M. Propagação vegetativa de árvores selecionadas de Eucalyptus cloeziana F. Muell. por estaquia. Revista Árvore, Viçosa, 2007. CARVALHO, J. S. A. Cupressus lusitanica em São Paulo. Anuário brasileiro de Economia Florestal, Rio de Janeiro, 1954 MARCHIORI, J. N. C. Dendrologia das gimnospermas. Santa Maria: Ed. UFSM, 1996. Ramos M. G, Serpa P.N, Dos Santos C. B, Farias J. P. C. Manual de Silvicultura – Cultivo e manejo de florestas plantadas. Florinopoles, 2006.