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Yasmin Leite Moldagem ➔ Conjunto de manobras clínicas com objetivo da obtenção do molde negativo e por meio desse o molde positivo, através de materiais e técnicas adequadas. 1. Propriedades ideais dos materiais de moldagem ➔ Precisão. ➔ Fluidez. ➔ Resistência. ➔ Custo X benefício. ➔ Biocompatível. ➔ Viscosidade. ➔ Fácil manuseio. ➔ Tempo de presa. ➔ Estabilidade dimensional. 2. Conceitos em moldagem Facilidade de mistura ➔ Influenciado pela forma como os materiais de impressão são apresentados pelo fabricante; ➔ Geralmente comercializados na forma de pó, massa, cremosa e líquida. Tempo de trabalho ➔ É o tempo disponível para manipulação do material, preenchimento da moldeira e adaptação da mesma no arco, antes que este modifique sua propriedade elástica. Tempo de presa ➔ Tempo necessário para que se processem as reações químicas que modificam as propriedades físicas dos materiais necessárias á remoção do conjunto moldeira/molde. Recuperação elástica ➔ Propriedade dos materiais em voltar a dimensão original, após sofrer deformação. ➔ Quanto maior a recuperação elástica, menor será a distorção do molde. Rigidez ➔ Material de impressão precisa resistir ao peso do gesso sem sofrer distorções durante a confecção do modelo mestre. Resistência a ruptura ➔ Os materiais de impressões devem ser resistente á ruptura nas regiões de pouca espessura com o término cervical do dente preparado. Fidelidade de reprodução ➔ Capacidade de reproduzir passivamente e sem compressão detalhes anatômicos de forma precisa, mesmo as áreas extensas. 3. Materiais de moldagem Alginato – hidrocoloide irreversível Yasmin Leite ➔ São materiais de moldagem aquoso, dito elásticos, empregados em situações onde não é necessária a reprodução fina de detalhes. ➔ Origem: Algas. ➔ Apresentação – pó (recipientes volumosos ou individuais). ➔ Utilizado na moldagem de pacientes desdentados parciais ou totais para obtenção de modelos para confecção de PPRs. Características: ➔ Embebição e sinérese. ➔ Bom tempo de trabalho. ➔ Facilidade de técnica. ➔ Baixo custo. ➔ Odor agradável. ➔ Vazamento imediato* ➔ Usado em moldagem inicial/anatômica* ➔ Proporção de acordo com fabricante (colher dosadora e copo). Tempo de presa regular: ➔ Mistura – 60 segundos; ➔ Trabalho – 3 a 4,5 minutos. ➔ Presa – 1 a 4,5 minutos. Tempo de presa rápida: ➔ Mistura – 45 segundos. ➔ Trabalho – 1,5 a 3 minutos. ➔ Presa – 1 a 3 minutos. Silicona de condensação – elastômero Características: ➔ Pesado e leve. ➔ Catalisador universal. ➔ Libera subproduto – álcool (vazar imediatamente). ➔ Pode fazer com luva. ➔ Tempo de trabalho – pesado (2-3 minutos); Leve (1-2 minutos). ➔ Tempo de presa – pesado (5-6 minutos); Leve – (3 – 4 minutos). Vantagens: ➔ Facilidade de trabalho e técnica de moldagem. Desvantagens: ➔ Maior deformação que outros elastómeros. ➔ Vazar o mais breve possível ( distorção quando armazenada para posterior vazamento); ➔ Hidrofóbico. Poliéter – elastômero Características: ➔ Soft e regular. ➔ Proporção 1:1. ➔ Facilidade de mistura. ➔ Tempo de mistura – 45 segundos. Yasmin Leite ➔ Tempo de trabalho – 2,5 min. ➔ Tempo de presa – 3 min. Vantagens: ➔ Boa precisão: excelente estabilidade dimensional ( sem subprodutos). ➔ Permite a obtenção de excelentes modelos. ➔ Permite vazamentos múltiplos. ➔ Mais precisos que os silicones de condensação. ➔ Possuem um bom adesivo. ➔ Segundo o fabricante podem ser armazenados por até 7 dias. ➔ São hidrofílicos; Desvantagens: ➔ Tempo de trabalho reduzido. ➔ Gosto desagradável. ➔ Contra indicado para áreas com dentes longos e finos. Silicona de adição Características: ➔ Pesada, regular, fluída, extra fluída. Vantagens: ➔ Excelente estabilidade dimensional. ➔ Excelente resistência ao rasgamento. ➔ Tempo de trabalho: - extra alta: 1 min. - pesado: 1,5 min. - Média: 1,5 min. - Leve: 1,5 min. ➔ Tempo de presa: - extra alta: 2 min. - pesado: 4 min. - Média: 4 min. - Leve: 4 min. ➔ Ótima recuperação elástica. ➔ Molde pode ser vazado 48 horas após a sua obtenção, sem qualquer alteração. ➔ Facilidade de mistura - sistema automix. ➔ Sem sabor e nem odor. ➔ Fazer sem luva para não ter alteração. ➔ Alto custo. ➔ Libera hidrogênio( esperar 1 hora para vazar) – subproduto. Técnicas de moldagem 1. Moldagem de estudo ➔ Finalidade de complementar o exame clinico. ➔ Pode necessitar uma montagem em ASA para planejamento. Yasmin Leite ➔ Modelo utilizado para planejar PPR. Funções: ➔ Analisar relação entre dentes e espaços protéticos. ➔ Classificar a prótese biomecanicamente. ➔ Determinar trajetória de inserção. ➔ Realizar planejamentos inicial e protético. ➔ Executar o desenho + placa de transferência. Seleção da moldeira ➔ Inox, alumínio, plástico. ➔ Lisa, perfurada. ➔ Com debrum, sem debrum ➔ Tamanho adequado. Individualização da moldeira: ➔ Região do palato. ➔ Bordas em fundo de sulco. ➔ Regiões de extremo livre. ➔ Moldagem com alginato. ➔ Espessura do material de moldagem uniforme. ➔ Precisão na cópia do rebordo residual, mucosa oral circundante e dentes remanescentes. ➔ Atenção para grau de contração do material de moldagem. Moldagem com alginato: ➔ Promove impressão passiva* e mucoestática*. ➔ Não comprime a mucosa oral de forma a modifica-la. ➔ Menor possibilidade de distorção no ato da moldagem. ➔ Vazamento com gesso tipo III – adequado para realizar trabalhos no delineador. Moldagem de trabalho ➔ Ocorre após o preparo de boca II. ➔ Modelo que será utilizado para confecção de infraestrutura metálica. ➔ Vazamento com gesso tipo IV. ➔ Em classe III de Kennedy pode-se utilizar alginato com técnica semelhante ao modelo de estudo. Individualização com dupla moldagem Objetivos da técnica: ➔ Minimizar o efeito de alavanca nos dentes pilares. ➔ Estabelecer limites corretos da área de suporte fibromucoso utilizando materiais que apresentam qualidades físicas diferentes. Moldagem funcional: Yasmin Leite ➔ Moldagem completamente mucoestática e utópica. ➔ Técnica da mínima pressão – obter a menor deformação possível com qualquer material que tivermos disponibilidade. - Técnica da moldeira individual ou da moldagem funcional direta. - técnica do modelo divido ou MCCraken. Moldagem funcional Técnica direta: ➔ Confecção de uma moldeira parcial individual: - Delimitar área chapeável. - Fazer alívio com cera na área desdentada. - Resina acrílica fazendo moldeira parcial em volta da sela. Técnica do modelo dividido ou MCCraken: ➔ Demarcação da área chapeável. ➔ Alívio com cera. ➔ Resina acrílica fazendo moldeira parcial em volta da sela. ➔ Selamento periférico opcional com godiva. ➔ Moldagem com elastômero ou pasta ZnO. ➔ Seleciona e remove região desdentada do modelo de trabalho. ➔ Posiciona a infraestrutura, hidrata o modelo e vaza o novo molde. ➔ Vantagem: - Resultado bastante satisfatório. - Bem-estar do paciente. ➔ Desvantagem: - Maior complexidade clínica e laboratorial. - Requer duas sessões de moldagem. Considerações finais ➔ Na confecção de uma PPR existe a possibilidade de uma somatória de erros inerentes aos processos de preparo, moldagem, enceramento, fundição e acabamento. ➔ A exigência quanto a qualidade dos modelos de estudo e de trabalho deverá ser uma constante em nosso trabalho. ➔ Conforme a complexidade do caso, muitas vezes será desnecessário partir para técnicas de moldagem mais trabalhadas.