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MATERIAIS E TÉCNICAS DE MOLDAGEM
	
PROPRIEDADES MECÂNICAS
	ANELÁSTICOS
	Gesso para moldagem, Godiva e Pasta Zinco Eugenólica
	ELÁSTICOS
	Elastômeros Aquosos
	Hidrocoloides Reversíveis e Irreversível
	 Elastômeros Não Aquosos
	 Polissulfetos, Silicone e Poliéter
→ Anelásticos são rígidos e não indicados para moldagem dos preparos 
→ Elastômeros Aquosos são borrachas com álcool em sua composição
	
MECANISMO DE PRESA
	
	REVERSÍVEIS
	Hidrocoloides Reversíveis (Ágares) e Godiva
	IRREVERSÍVEIS
	Hidrocoloides Irreversíveis (Alginato), Pasta Zinco Eugenólica, Gesso para moldagem e Elastômeros não alcoólicos
→ Reversíveis são capazes de voltar para seu formato inicial de acordo com a temperatura (ágar ao esquentar e godiva ao esfriar)
PROPRIEDADES GERAIS
1. Facilidade de mistura (Quanto mais fluido, maior facilidade de manipulação)
2. Tempo de Trabalho (Tempo disponível para manipulação e inserção na boca antes de desenvolver propriedades elásticas)
3. Tempo de presa (Tempo para o processamento das reações químicas do material que permitam sua retirada da boca)
- Variações térmicas alteram o tempo de presa SEM interferir na fidelidade do molde
- NUNCA alterar Base/Catalisador
- Aguardar de 2 a 3 minutos além do tempo recomendado pelo fabricante
4. Estabilidade Dimensional (Propriedade de manter a forma ao longo do tempo sem distorções)
- Vazar o gesso o quanto antes (20min após a moldagem) – recuperação elástica
5. Recuperação elástica (voltar à dimensão original após a deformação) e rigidez (resistência ao peso do gesso quando do vazamento)
- Quanto maior a recuperação elástica, menor a distorção
- Quanto maior a viscosidade, maior a quantidade de carga, maior a rigidez, maior a recuperação elástica e mais difícil retirar da boca
- O movimento de retirada deve ser ÚNICO, RÁPIDO E EM UMA SÓ DIREÇÃO
Recuperação elástica: Silicone de Adição > Poliéter > Silicone de Condensação > Polissulfeto > Alginato
Rigidez: Poliéter > Silicone denso > Silicone de fluido > Polissulfeto > Alginato
6. Fidelidade de reprodução: (Capacidade de passivamente, sem compressão, os detalhes das superfícies)
- Quanto maior a carga, maior a viscosidade e menor a capacidade de reproduzir detalhes
Silicone Fluido > Poliéter > Silicone Denso > Polissulfeto > Alginato
7. Facilidade de vazamento: (Facilidade com o que o gesso escoa no molde)
	ALGINATO
	HIDROCOLÓIDE
REVERSÍVEL
	POLISSULFETO
	POLIÉTER
	SILICONE DE CONDENSAÇÃO
	SILICONE DE ADIÇÃO
	Excelente
	Excelente
	Regular
	Excelente
	Regular
	Regular a Boa
8. Custo: (O custo não deve ser pensado isoladamente)
Observação: Silicone de adição é o mais caro
9. Biocompatibilidade: (De modo geral, todos os materiais de moldagem são biocompatíveis)
Observação: Resíduos de material nos sulcos podem levar a irritações teciduais
10. Desinfecção do molde: (Deve ser feita para todos os moldes – Hipoclorito) 
- ALGINATO E POLIÉTER: Não imergir no hipoclorito, apenas borrifar e deixar envolvido em papel toalha umedecido com hipoclorito
PROTOCOLOS DE DESINFECÇÃO:
1) Lavar em água corrente e retirar o excesso de água
2) Colocar hipoclorito em vasilhame com tampa (vidro ou plástico) – Podem ser usados sacos plásticos
3) Deixar o molde imerso por 10 minutos (Exceto Alginato e Poliéter)
4) Lavar em água corrente e secar
5) Descartar restos de hipoclorito, plástico e papeis úmidos
MATERIAIS DE MOLDAGEM USADOS PARA PRÓTESE
1) Hidrocoloide Irreversível
2) Polissulfeto
3) Silicone de Condensação
4) Silicone de Adição
5) Poliéter
HIDROCOLOIDE IRREVERSÍVEIS (Alginato / Ácido Algínico)
- Fácil Manipulação
- Confortável para o Paciente
- Baixo custo comparativo
- Cópia de detalhes muito limitada (não servem para impressões de dentes preparados)
- Baixa estabilidade dimensional – Sinérese e Embebição
- Resíduos de gesso na espátula e no gral aceleram a presa do alginato
- Indicados: para antagonistas, PPR, modelos de estudo, moldeiras individuais, moldeiras de clareamento
- A velocidade da reação pode ser modificada pelo tipo de Alginato (Tipo I ou Tipo II) ou pela temperatura da água
 REDUÇÃO DA QUANTIDADE DE ÁGUA = Gel sem elasticidade
 ESPATULAÇÃO INEFICIENTE = Dissolução inadequada e pobre reação química
 SUPERESPATULAÇÃO = Quebra a formação de Alginato de Cálcio, diminui resistência final
Alginato Tipo 1- Presa rápida/ Alginato Tipo 2- Presa regular
- Marcas comerciais: Jeltrate, dencrigel, avagel e hydrogum 
- Manipulação: Duas conchas de pó e duas medidas de água (40s espatulando em pé com espátula de plástico ou metal. No gesso tem que ser espátula de metal apenas)
 
POLISSULFETO (Mercaptanas)
- Material menos rígido entre os elastômeros, fácil manuseio
- Alta Fluidez (permite cópia de detalhes intrassulculares)
- Grandes distorções durante a retirada da boca (identificadas pelas áreas mais claras)
- Reação de condensação com dióxido de chumbo (tóxico) e enxofre (odor ruim), reação de polimerização de 6 minutos
- Muito sensível à umidade e temperatura - água acelera a reação e a temperatura elevada também
- Libera água como subproduto – aguardar para vazamento
- Utilização associada com moldeiras individuais e adesivos específicos
- Indicação (com segurança) - próteses totais removíveis (PACIENTES EDENTULOS)
- Marcas comerciais: Coe-flex, Permlastic 
- Manipulação: Ele vem em dois tubinhos e a gente mistura na placa de vidro
 
SILICONE DE CONDENSAÇÃO
- Liberação continuada de álcool – vazamento o mais rápido possível e técnica de dupla moldagem
- Baixa estabilidade emocional devido à contração de polimerização excessiva – Utilizar sempre uma camada fina (2mm) de fluido associado ao denso
- Resistência ao rasgamento limitada, fácil remoção da boca
- Hidrofóbico – Campo operatório precisa estar absolutamente seco
- Adesivo de moldeira específico – a moldeira deve estar completamente seca (10-15 minutos após aplicação do adesivo)
- Cor e Odor agradáveis
- Indicação (com segurança): próteses fixas unitárias
- Marcas comerciais: Perfil, Optosil 
- Técnica Pesado/Leve (Dupla moldagem):
 1) Material denso + fluido (usar luvas)
 2) Cada fabricante tem a sua medição de quanto utiliza
 3) Manipular em média por 40s até ficar homogênea
 4) Coloca na moldeira e leva na boca do paciente. 
 5) Espera o tempo de presa para tirar da boca do paciente 
 6) Faz o alívio utilizando a Lecron 
 7) Molda com fluido para copiar os detalhes
 - Proporções iguais de pasta base e catalisador 
 - Movimentos de varredura na placa de vidro por 45s em movimentos de varredura
 - Colocar na seringa de aplicação para evitar bolhas
SILICONE DE ADIÇÃO
- Propriedades superiores às das do Silicone de Condensação
- Reação por adição não libera subprodutos – Grande estabilidade dimensional
- Liberação de hidrogênio nascente na presença de umidade, impurezas e se a proporção base/catalizador for alterada (aguardar 1 hora antes do vazamento)
- Alteração da reação de presa na presença de sulfetos das luvas de látex e lençóis de borracha
- O resfriamento retarda o tempo de presa
- Ótima estabilidade dimensional = excelente precisão
- Hidrofóbico – deve-se manter o campo de trabalho bem seco
- Algumas marcas produzem silicone de adição hidrofilizado = facilidade de vazamento no gesso
- Moldeiras individuais podem ser empregadas com adesivos próprios
- Indicação: Todos os tipos de prótese
- Marcas comerciais: Futura AD, virtual 
- Técnica Pesado/Leve (Dupla moldagem)
 1) Possui massa catalisadora e massa base (onde misturamos quantidades iguais com o medidor) 
 2) Manipulação por cerca de 40s
 3) Coloca na moldeira e leva na boca do paciente
 4) Espera o tempo de presa para tirar da boca do paciente e faz o alívio com lecron 
 5) Molda com fluido (fluido já vem pronto pelo fabricante) para copiar os detalhes6) Observação: O fluido deve ser injetado no dente do paciente (bastante) e parte do fluido preenchendo toda a moldeira.
POLIÉTER
- Estabilidade dimensional excelente (Não há liberação de subprodutos) – Vazamento pode ser feito em até 7 dias
- Material mais rígido – Difícil remoção da boca e do modelo
- O resfriamento torna o material mais rígido, dificultando a mistura
- Hidrofílico (facilita o vazamento de gesso – Manter o molde seco)
- Requer adesivo de moldeira específico
- Indicação: Próteses fixas sobre dentes e sobre implantes e Próteses totais removíveis
- Marcas comerciais: Impregum F, Permadyne 
- Técnica Simultânea (viscosidade única)
 1) Vem em tubos de base e catalisador
 2) Comprimentos iguais mesmo que tenha diâmetros diferentes (placa de vidro e espátula)
 3) 40s de espatulação 
 4) Coloca parte na seringa e parte na moldeira
MOLDAGEM TRIPLE TRAY: 
Moldagem do arco superior, inferior e registro interoclusal simultâneo
Muito boa para moldar, a única desvantagem é que custa caro e só dá para usar uma vez
FLUXO DIGITAL: ESCANEAMENTO → ARQUIVO → CAD CAM → RESTAURAÇÃO PROTÉTICA
- Menor desconforto para o paciente
- Redução dos espaços físicos necessários para o arquivamento dos modelos
- Melhor recuperação de informações digitalmente e redução do tempo
- Eliminação de vazamento do gesso e seleção de moldeiras
CONTROLE DO CAMPO OPERATÓRIO
(Saliva, Exsudato e Margens Gengivais)
CONDIÇÕES MÍNIMAS PARA MOLDAGEM:
- Preparos limpos
- Margens gengivais saudáveis e afastamento gengival
- Isolamento relativo eficiente
AFASTAMENTO GENGIVAL
1) Afastamento Mecânico
2) Afastamento Químico Mecânico
3) Afastamento Eletrocirúrgico
4) Afastamento por Curetagem Rotatória
SEMPRE PRIORIZAR TÉCNICAS MENOS LESIVAS / A PRESSA NÃO É UMA BOA ALIADA DAS MOLDAGENS QUALIFICADAS
AFASTAMENTO MECÂNICO
- Moldeiras individuais sobre dentes preparados (Casquetes de Moldagem, Pestana)
- Causa menos dano tecidual, recuperação mais rápida, menos risco de recessão gengival)
- A moldagem é feita por segmentos, o que facilita o trabalho do dentista
AFASTAMENTO QUÍMICO MECÂNICO
- Fios retratores e adstringentes (sulfato férrico / sulfato de alumínio) ou vasoconstritores (epinefrina / adrenalina)
- Traumático (quando não se fere a inserção conjuntiva o reparo histológico acontece em 10 dias) – a ação mecânica é a origem maior do dano
- Fio duplo – altamente lesivo (somente para sulcos profundos)
- Tempo de permanência: máximo 15 minutos (em 7 minutos o efeito químico cessa)
TÉCNICA:
AFASTAMENTO ELETROCIRÚRGICO
- Remoção de parte da parede do sulco, criando espaço para a moldagem
- Controla o sangramento
- Linha tênue entre a ação cirúrgica e o dano irreversível – alto domínio da técnica
- Não deve ser empregada como rotina e nem como técnica para aumento de coroa clínica
- TÉCNICA:
AFASTAMENTO POR CURETAGEM ROTATÓRIA
- Pontas diamantadas com extremidade ogival
- Tecidos inflamados, com pouca gengiva inserida e margens muito finas
AVALIAÇÃO CRÍTICA DO MOLDE
- NÃO É ADMISSÍVEL ausência de material na terminação cervical (Por excesso de pressão e contato da moldeira nos tecidos)
- Ausência de bolhas, principalmente sob o término
- Ausência de áreas lisas e brilhantes (Indicativo de que o material entrou em contato com saliva e exsudatos)
- Ausência de áreas esbranquiçadas (polissulfetos)
- Presença de uma saia (pestana) no término gengival
- Podem-se visualizar as ranhuras da broca nos preparos
POSSÍVEL RELAÇÃO ENTRE CAUSA E EFEITO DAS FALHAS EM MOLDAGENS
MOLDE COM SUPERFÍCIE RUGOSA
- Remoção do molde da boca antes do material completar sua reação de presa
- Proporção inadequada de BASE/CATALISADOR
- Espatulação inadequada gerando uma mistura não homogênea
- Polimerização inadequada decorrente da presença de umidade, saliva, exsudatos, óleo do ar e resíduos de cimento temporário
BOLHAS
- Polimerização muito rápida impedindo o escoamento do material
- Injeção muito rápida ou em grandes quantidades, principalmente em caixas e sulcos dos dentes preparados
- Presença de umidade, saliva, exsudatos, óleo do ar e resíduos de cimento temporário
DISTORÇÃO DO MOLDE
- Moldeira de resina acrílica confeccionada em tempo inferior a 24h, polimerização contínua da resina acrílica
- Falta de adesão do material à moldeira, por falta de adesivo, película muito fina de adesivo, colocação do material antes que o adesivo esteja totalmente seco. 
 Retenção mecânica insuficiente nas moldeiras de estoque ou individuais, para o silicone de consistência densa.
- Alívio insuficiente da moldeira de acrílico ou da massa densa para o material fluido
- Espessuras desuniformes e muito grandes de material
- Inserção da moldeira em boca após o material ter desenvolvido propriedades elásticas irreversíveis
- Pressão excessiva sobre a moldeira durante o ato de moldar
- Movimento da moldeira durante o ato de moldar
- Remoção do molde antes do material ter completamento sua reação de presa
- Remoção inadequada do molde da boca
- Vazamento do molde em tempos incompatíveis com os indicados para cada material, principalmente para Polissulfetos e Silicones de adição.
GESSO DO MODELO ESBRANQUIÇADO OU PULVURENTO
- Limpeza inadequada do molde
- Excesso de água no molde
- Excesso de agente umectante ou de desinfecção
- Remoção do molde da boca antes do material ter completado sua reação de presa
- Manipulação inadequada do gesso
- Vazamento antes de 20min pós moldagem
AJUSTES CLÍNICOS EM PRÓTESE 
1) Introdução 
2) Características desejáveis da infraestrutura
3) Forma adequada
4) Ângulos redondos
5) Superfícies sem irregularidades
6) Espessura adequada 
7) Espaço para a cerâmica 
PROVA DA INFRAESTRUTURA 
1. Avaliar contato entre infraestrutura e dente 
Problema: a infraestrutura (copings isolados) não está adaptada ao término corretamente (exame clínico e radiográfico) 
2. Eliminar contatos proximais na região cervical 
Problema: a infraestrutura (todos os copings simultaneamente) não está adaptado ao término corretamente (exame clínico) 
3. Avaliar a relação entre dente e infraestrutura 
Problema: degrau positivo/ degrau negativo Ajustes: brocas diamantadas (verificar se a peça ficou desadaptada após desgastes) 
4. Avaliar a relação oclusal (Espessura para a cerâmica- de 1,0 a 2,0 mm)
 - Posicionar a infraestrutura no preparo
 - Aplicar vaselina na infraestrutura e no dente
 - Acrescentar resina acrílica sobre a infraestrutura 
 - Pedir para o paciente ocluir
 - Após polimerização da resina, medir a espessura de resina 
 Observação: se a infraestrutura estiver muito espessa, pode-se desgastar com brocas 
5. Unir para solda: 
 - Unir as partes com resina acrílica (Duralay vermelha, de preferência)
 - Remover a infraestrutura após completa polimerização da resina
 - Enviar ao laboratório em um frasco (sem água)
 - A infraestrutura não pode ser reposicionada no modelo de gesso 
 Observação: se houve solda, deve-se repetir a etapa de verificação da adaptação da infraestrutura 
6. Registro intermaxilar:
 - A RAAQ deve ser posicionada na superfície oclusal da peça seca
 - Antagonista com vaselina
 - Solicitar que o paciente oclua 
 Objetivo: promover uma comunicação eficiente da relação oclusal com o laboratório 
7. Moldagem de transferência Técnica: 
 - Com a IE corretamente posicionada nos dentes pilares e com o registro intermaxilar preso à superfície oclusal, faz-se uma moldagem
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