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Gestão de Hotelaria Hospitalar Material Teórico Responsável pelo Conteúdo: Prof. Esp. Isabel Souza Lima Prof. Dr. João Luiz de Souza Lima Revisão Textual: Prof.a Me. Sandra Regina F. Moreira Infraestrutura Hospitalar • Estrutura Hospitalar: Implantação de Departamentos e Cargos na Hotelaria Hospitalar; • A Comunicação na Hotelaria Hospitalar; • Universo Infantil nos Hospitais; • Gestão da Higiene e Descarte Correto de Resíduos de Saúde. · Demonstrar a forma correta de organização de uma estrutura de hotelaria hospitalar; · Analisar a importância de ações voltadas para o universo infantil em hospitais; · Apresentar a forma correta de descarte de resíduos de saúde; · Analisar a importância da gestão de higiene em serviços de saúde. OBJETIVO DE APRENDIZADO Infraestrutura Hospitalar Orientações de estudo Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua formação acadêmica e atuação profissional, siga algumas recomendações básicas: Assim: Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e horário fixos como seu “momento do estudo”; Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo; No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos e sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você também encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados; Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus- são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e de aprendizagem. Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte Mantenha o foco! Evite se distrair com as redes sociais. Mantenha o foco! Evite se distrair com as redes sociais. Determine um horário fixo para estudar. Aproveite as indicações de Material Complementar. Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma Não se esqueça de se alimentar e de se manter hidratado. Aproveite as Conserve seu material e local de estudos sempre organizados. Procure manter contato com seus colegas e tutores para trocar ideias! Isso amplia a aprendizagem. Seja original! Nunca plagie trabalhos. UNIDADE Infraestrutura Hospitalar Estrutura Hospitalar: Implantação de Departamentos e Cargos na Hotelaria Hospitalar Organização e Equipe Multidisciplinar de um Hospital Para que a Gestão da Hotelaria Hospitalar seja feita de maneira organizada e eficaz, é necessário que os serviços prestados sejam agrupados em departamentos conforme seu campo de atuação, ou seja, é necessário que seja feito um processo de departamentalização dos serviços disponíveis ao hóspede-paciente. Figura 1 Fonte: iStock/Getty Images Vale lembrar que os serviços oferecidos devem priorizar o paciente, e todo o projeto de infraestrutura hospitalar deve sempre ser feito a partir da comodidade e qualidade de vida deste. Segundo TARABOULSI (2009 - pag. 38), as principais vantagens da departa- mentalização são: • Facilita a utilização máxima da capacitação das pessoas, através de seu conhe- cimento especializado; • Facilita a coordenação de resultados esperados de cada unidade de serviços; • Fixa a responsabilidade dos departamentos para os serviços de hotelaria ofe- recidos por cada um; • Cada departamento é orientado para os aspectos básicos de seu serviço, como desempenho, desenvolvimento etc. 8 9 • Propicia enxergar os serviços de hotelaria de forma clara e alocar recursos para cada um dos grupos de serviços conforme sua necessidade; • Permite maior flexibilidade sem interferir na estrutura da instituição de saúde, pois os departamentos podem ser aumentados ou reduzidos conforme as mudanças que se fizerem necessárias; • Condições favoráveis para a inovação e criatividade, uma vez que a hotelaria traz como princípios de integração a cooperação e a comunicação entre todos os departamentos, sejam eles afins ou não. Todos os serviços de hotelaria hospitalar são gerenciados pelo Gerente de Hotelaria Hospitalar. Veja as cinco divisões de departamentos que podem ser criadas, segundo BOEGER (2003): Gerência de Hotelaria Hospitalar Governança Segurança Manutenção Alimentos e Bebidas Recepção Figura 2 Fonte: Acervo do Conteudista Gerência de Hotelaria Hospitalar A gerência é responsável pela coordenação de todas as atividades envolvidas nos serviços prestados pela hotelaria hospitalar, que envolve a implantação, organiza- ção, coordenação e controle de serviços. Esse departamento se reporta a Diretoria ou Alta Administração do Hospital. Gerente de Compras Gerente Financeiro Gerente de Hotelaria Consultoria Diretor Gerente de Informática Controller Relações Públicas Gerente de Marketing Gerente Comercial Gerente de Lazer e Bem-estar Governanta Executiva Gerente de A&B Gerente de Recepção e Hospedagem Figura 3 – Organograma Administrativo do Hospital Recepção Envolve os seguintes serviços: Recepção; Reservas (encaminhamento); Telefonia; Achados e perdidos; Acerto de contas. 9 UNIDADE Infraestrutura Hospitalar Principais cargos encontrados: chefe de recepção, concierge, recepcionista, telefonista, mensageiro, escriturário, chefe de reservas e auxiliar de reservas. Na hotelaria hospital, a recepção deve ser sinônimo de agilidade no atendimento. As informações devem ser passadas com clareza, sendo reflexo de treinamen- tos constantes focados na identificação e atendimento dos desejos e necessidades dos pacientes. Figura 4 Fonte: iStock/Getty Images Na recepção, o paciente deverá ter acesso a informações diversas do funciona- mento interno do hospital. Ou seja, esta deve fornecer uma visão ampla de todo o funcionamento do hospital, bem como serviços disponíveis e diferenciados aos pacientes, além de informações de liberação do paciente em caso e alta e o paga- mento dos serviços prestados pelo hospital (acerto de contas). A recepção poderá ainda ter atendentes multilíngues para o atendimento de pacientes e familiares provenientes de outras nacionalidades. Na recepção, ainda pode ser disponibilizado o serviço de reservas. Esse setor é responsável por providenciar as reservas de cirurgias ou exames que precisam ser previamente agendados. Para que isso aconteça, a comunicação entre a recepção e a equipe médica deve ser pontual. Alimentos e Bebidas • Envolve os seguintes serviços: Nutrição; Dietética; Gastronomia; Restaurante; Cozinha; Copa Central e Coffee-shop; • Principais cargos encontrados: Gerente de alimentos e bebidas, chefe de cozinha, garçom, maitre etc. 10 11 TARABOULSI (2009) explica que é de suma importância distinguir a área de nutrição, coordenada por uma nuticionista-chefe que trabalha com critérios técnicos peculiares (dietas) e presta serviços só e exclusivamente às pessoas enfermas, do departamento de alimentos e bebidas, que tem como público-alvo os familiares, os acompanhantes, os visitantes, os clientes de saúde (a pessoa enferma) que não tem restrições alimentares e todas as pessoas que frequentam a instituição de saúde. Figura 5 Fonte: iStock/Getty Images Fazer com que haja sinergia entre a gerência de alimentos e bebidas juntamente com a área de nutrição poderá promover um novo conceito em gastronomia no hospital, trazendo qualidade e inovação para os pacientes, médicos, visitantes e etc. Governança • Envolve os seguintes serviços: Lavanderia; Rouparia; Camareira; Higiene; Limpeza; Gerenciamento de resíduos sólidos; • Principais cargos encontrados: governança executiva, supervisor de andar, chefe de lavandeira,passadeiras, auxiliar de lavandeira etc. A governança é o serviço responsável pela organização dos funcionários que cuidam da higiene e limpeza dos quartos. A Governança tem destaque especial no serviço de hotelaria hospitalar, isso porque enquanto o paciente estiver interno ou hospedado no hospital ele terá contato diário e durante o dia todo com os serviços oferecidos sob responsabilidade da governança. Exemplo: A arrumação e limpeza do quarto que inclui ainda os lençóis, toalhas e abastecimento do frigobar. Grande parte da fidelização de um cliente é conse- guida através da excelência do setor de governança. 11 UNIDADE Infraestrutura Hospitalar Figura 6 Fonte: iStock/Getty Images Segurança • Envolve os seguintes serviços: Patrimonial; Orgânica (pessoal); Portaria; • Principais cargos encontrados: chefe de portaria, porteiro, chefe de segu- rança, segurança etc. A Portaria é também conhecida como “Setor de Identificação”. Em hospitais maternidade, por exemplo, ganham destaque por checar a entrada e saída de bebês, bem como a saída dos recém-nascidos, entrada e saída de pacientes e visitantes. Prestam serviços de fornecimento de informações quanto à segurança do local e, por último, cuidam da manutenção e higiene da entrada e saída do hospital. Manutenção • Envolve os seguintes serviços: Geral; Equipamentos médico-hospitalares; Paisagismo e jardinagem; • Principais cargos encontrados: jardineiro, supervisor administrativo, enge- nheiro de manutenção etc. Esse departamento está em constante reformulação, uma vez que os hospitais estão sempre buscando melhorias em sua estrutura. Esse departamento deve ser visto como ponto crucial para trazer comodidade e segurança aos pacientes. Tudo dentro da estrutura de um hospital está interligado e afeta diretamente a saúde e comodidade dos pacientes. Ou seja, um erro na estrutura do hospital pode acarretar em sérios prejuízos e problemas operacionais, além de também administrativos. Tudo precisa fluir e ser administrado por profissionais competentes. 12 13 Figura 7 Fonte: iStock/Getty Images Importante! Alguns serviços são muito comuns em hotelaria hospitalar, e eles podem ser incluídos na gestão dos subsistemas apresentados conforme melhor convir ao hospital, são eles: Importante! Balcão de Atendimento e Informações São fornecidas informações às demais divisões que precisam localizar médicos ou outros colaboradores do hospital, além de, em caso de necessidade, indicarem a contratação de mais funcionários. Setor de guias de autorização de convênios Esse setor é responsável pela solicitação das autorizações de procedimentos que precisam ser fornecidas pelos convênios para andamento dos tratamentos, procedimentos e exames extraordinários. O hospital que disponibilizar uma sala de autorização de convênios pode agilizar muito a autorização de procedimentos, além de fornecer comodidade aos pacientes que não precisarão ter que fazer tais solicitações por telefone ou e-mail. Mini Shopping/Conveniência Existe ainda um mini shopping para a venda de produtos diversos e utensílios para os pacientes, incluindo até presentes. 13 UNIDADE Infraestrutura Hospitalar A Implantação da Hotelaria Hospitalar Para implementar e executar um projeto de hotelaria hospitalar, cada detalhe é importante e deve ser cuidadosamente preparado, visto e revisto sempre que necessário, focando no princípio de melhoria contínua. Vale lembrar que o conceito de Hotelaria Hospitalar trouxe a questão de huma- nização para a área da saúde, focando em satisfazer os desejos de conforto, bem- -estar e exclusividade para os pacientes de hospitais. Nesse sentido, o hospital deve ser adaptado tanto em sua estrutura física quanto no treinamento dos profissionais que vão alí exercer suas atividades e lidar diretamente com os pacientes. BOEGER (2003, p. 28) conceitua que a humanização do edifício hospitalar co- meça na elaboração e concepção do projeto, desde a escolha do local e do terreno, levando-se em conta seus acessos, dados do terreno (dimensionamento, ocupação possível, declividade, entorno, possibilidades de acesso), local com baixo nível de ruído e poluição. O mesmo autor (2003, p.30) conclui que a utilização do espaço, no que se refere aos apartamentos, pode ser fundamental para a valorização de um dos principais produtos da hotelaria hospitalar: a unidade de internação UI, que deve ser constru- ída pensando na acessibilidade do Portador de Necessidades Especiais-PNE, como portas que se abrem para fora, banheiro privativo de acesso restrito aos doentes e um ambiente recreativo onde eles possam interagir e se distrair. A seguir, serão apresentados alguns itens primordiais que fazem parte desse pré- -projeto de implantação: 1º Análise da capacidade financeira versus tecnológica Informar-se de quais recursos técnológicos estão disponíveis no mercado, além de estudar a capacidade financeira do hospital em investir nesse projeto. Para, a partir daí, se definir quais desses recursos tecnológicos poderão ser estrategicamente adquiridos a fim de melhorar os serviços oferecidos. 2º Definição do que será implantado Dentre as opções de serviços que podem ser incorporados, e de recursos tec- nológicos que podem ser adquiridos, é necessário que se faça as escolhas mais cabíveis de acordo com a estrutura física, financeira e de recursos humanos para que se inicie o processo de implantação. 3º Montagem de um cronograma Definição do foco da instituição de saúde e montagem de um cronograma para que cada etapa seja devidamente concluída. 14 15 É importante nessa etapa envolver todos os funcionários e colaboradores nesse processo, incentivando a participação de todos, e analisando tais situações sob pontos de vistas diferentes. Divulgação de Atividades Captação de Recursos Implementação Figura 8 Fonte: Acervo do Conteudista Uma vez elaborado o plano de serviços a serem oferecidos e os equipamentos tecnológicos adquiridos, seguem as etapas a seguir: Divulgação das atividades » Campanha de esclarecimento; » Incentivo a participação; » Desenvolvimento das atividades setoriais; » Avaliação de necessidades e espaços; » Captação de recursos. Captação de recursos » Treinamento dos recursos humanos disponíveis; » Aquisição de equipamentos e materiais; » Desenvolvimento de senso de equipe e participação; » Adequação dos espaços; » Contratação de funcionários especializados. Implementação » Colocar os projetos em prática de acordo com um cronograma preestabelecido; » Adequação às necessidades que surgirem; » Pesquisa de opinião e receptividade dos pacientes; » Análise das expectativas e resultados; » Percepção dos serviços prestados; » Feedback dos resultados aos envolvidos. 15 UNIDADE Infraestrutura Hospitalar Exemplo: Um dos recursos mais utilizados atualmente são os chamados P.E.P. – Prontuários Eletrônicos dos Pacientes, que permitem que os médicos examinem todo o histórico de tratamento dos pacientes no próprio computador de forma rápida, precisa e completa. A Comunicação na Hotelaria Hospitalar Você sabia que desde o momento em que um paciente dá entrada em um hospi- tal até sua saída há um sistema de comunicação que irá refletir no seu tratamento? Nos hospitais, tanto a comunicação verbal quanto a comunicação escrita são muito importantes no cotidiano da empresa, pois as informações passadas podem ser vitais. Portanto, saber se comunicar em diversas situações de forma clara, direta e adequada, poderá evitar problemas e situações constrangedoras. Figura 9 Fonte: iStock/Getty Images Durante muito tempo, a caligrafia dos médicos, que muitas vezes era ilegível para os farmacêuticos, contribuiu para que muitos medicamentos fossem ministra- dos de forma errada. Lembrando que em um hospital, a medicação errada pode significar a morte para um paciente, ou seja, é tema de extrema relevância e impor- tância a ministração correta da medicação que o paciente necessita. Outro pontobastante sensível na comunicação do hospital é quando um médico precisa dar uma notícia muito ruim a um paciente ou comunicar a morte deste para sua família. É preciso que esse médico esteja bem treinado para saber como dar tais notícias e respeitar o momento de quem recebe tais notícias. As dúvidas dos pacientes devem sempre ser sanadas pelo médico responsável, evitando discutir com esses, afinal, eles já se encontram em uma situação difícil e não é possível saber o que se passa na cabeça de um paciente, ou como ele irá reagir a notícias negativas ou discussões com a equipe médica. 16 17 Universo Infantil nos Hospitais As crianças também possuem destaque especial na hotelaria hospitalar. As brin- quedotecas, por exemplo, desde 2005, são espaços obrigatórios em qualquer hos- pital que ofereça internação infantil, pois auxiliam inclusive na recuperação dos pacientes, na aceitação do tratamento e na diminuição do tempo de tratamento. Figura 10 Fonte: iStock/Getty Images O espaço da brinquedoteca deve ser higienizado, esterilizado, ter medidas de cui- dado para que os brinquedos não sejam colocados na boca, por exemplo, além de garantir que cada brincadeira seja adequada a cada faixa etária, para que o interesse em brincar seja despertado e, que ainda, visem o desenvolvimento das crianças. Além da brinquedoteca, é comum a apresentação de músicos, teatro, palhaços, contadores de histórias, sempre com foco em trazer mais alegria às crianças enquanto elas fazem seus tratamentos, servindo de distração. O ambiente deve ser totalmente pensado estrategicamente para despertar o interesse das crianças, como paredes com cores diferenciadas e alegres, desenhos nas paredes e o local deve ter espaço suficiente para promover a convivência entre as crianças. Importante! O tratamento das crianças pode ser menos traumático com os recursos disponibili- zados pela hotelaria hospitalar. Vale ressaltar que as crianças muitas vezes possuem doenças que as obrigam a ir frequentemente a hospitais ou permanecerem durante vários dias em hospitais, impactando diretamente em sua vida social e em seu desen- volvimento infantil. O foco dos serviços e hotelaria hospitalar é, de fato, eliminar essa visão traumática de enfermidade e prevenir o comportamento depressivo, promo- vendo, assim, saúde e recuperação. Importante! 17 UNIDADE Infraestrutura Hospitalar Importante! Doutores da Alegria Doutores da Alegria é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que uti- liza a arte do palhaço para intervir junto a crianças, adolescentes e outros públicos em situação de vulnerabilidade e risco social em hospitais públicos e ambientes adversos. Fundada por Wellington Nogueira em 1991, a associação já realizou mais de um milhão de visitas a crianças hospitalizadas, seus acompanhantes e profissionais de saúde. O tra- balho não é voluntário. É gratuito para os hospitais e para o público beneficiado, sendo mantido por doações de empresas e de pessoas. https://goo.gl/awBEiK Você Sabia? Gestão da Higiene e Descarte Correto de Resíduos de Saúde As tarefas de limpeza e higienização em ambientes hospitalares devem ser re- alizadas dentro de critérios rígidos que proporcionem níveis de excelência em se- gurança para os pacientes, para os profissionais que trabalham na área da saúde, demais colaboradores, visitantes e familiares. Atenção especial deve ser dada à prevenção da contaminação entre ambientes, provocada por diversos tipos de agentes contaminantes. Figura 11 Fonte: iStock/Getty Images Toda a equipe deve estar envolvida na questão de higiene, por isso, o treina- mento para cuidados de higiene deve ser constantemente aplicado e reaplicado periodicamente. A equipe toda deve estar engajada em proporcionar o máximo de higiene possível para os pacientes. 18 19 Os cuidados com a higiene iniciam na entrada no hospital, na estrutura hospitalar, recepção, banheiros da recepção, bancos de espera etc. É importante que o hóspede tenha uma ótima primeira impressão de higiene do hospital, dessa forma, ele se sentirá mais confortável e confiante com a escolha de se hospedar e efetuar o tratamento de saúde ao qual foi submetido. O quarto do hóspede-paciente também deve ser rigorosamente limpo, lençóis, travesseiros e banheiros limpos e esterilizados, lixo sempre retirado, entre outros. Os cuidados com a higiene seguem desde a forma correta de se lavar as mãos para atendimentos aos pacientes, e em cirurgias, até a esterilização de equipamentos, UTI, salas de cirurgias, equipamentos cirúrgicos, entre outros. Figura 12 Fonte: iStock/Getty Images Descarte Correto de Resíduos Hospitalares Todos os dias, milhares de pessoas recebem tratamento em hospitais e se uti- lizam de material hospitalar para esse atendimento. Ao contrário do lixo comum, que é descartado em nossas casas, por exemplo, o descarte de materiais hospitala- res envolve um cuidado e manejo próprio para que possam ser descartados. As consequências negativas que podem ser causadas através do manejo inade- quado de resíduos hospitalares são altamente danosas, tanto para o meio ambiente, quanto para os seres vivos. No lixo hospitalar estão todos os resíduos infecto bioló- gicos e, por isso, contém vários tipos de bactérias, fungos e doenças transmissíveis. Resíduos infecto biológicos são os materiais que entraram em contato com os pacientes. Ex.: Materiais usados em curativos, seringas utilizadas para extrair sangue, infeções, lâmines de bisturí, gazes, lâminas de barbear etc. Ex pl or 19 UNIDADE Infraestrutura Hospitalar Os resíduos são divididos em cinco tipos: TIPO RISCO EXEMPLO A Biológico Sangue e hemoderivados. B Químico Drogas e resíduos farmacêuticos. C Radioativo Materiais de medicina radioativa ou nuclear. D Comum Fraldas, papel higiênico e restos de comida. E Materiais Infectantes Agulhas, seringas e bisturis. Cada um dos tipos de resíduos possui uma forma diferente de descarte, confor- me segue: TIPO DESCARTE CORRETO A Destruição dos resíduos através de incineração, ou transporte para aterros sanitários licenciados. B Devem ser encaminhados para aterros de resíduos perigosos no caso de resíduos sólidos, para os líquidos, podem ser jogados na rede pública de esgoto. C Devem passar por um processo de decaimento e após esse período podem ser encaminhados para aterros sanitários licenciados ou incinerados. D Devem ser levados para aterros sanitários. E Devem ser descartados da forma correta e posteriormente devem ser descartados conforme sua utilização. Estudaremos esse último tipo mais detalhadamente a seguir. Resíduos Tipo E – Descarte Correto A Resolução 358/2005 CONAMA – Con- selho Nacional do Meio Ambiente estabelece as medidas corretas de descarte dos resíduos de saúde. Em geral, esse tipo de material deve ser se- parado pelo próprio profissional de saúde que está fazendo uso do material em embalagens es- pecíficas (em geral de papelão especial), depois são lacradas conforme as normas estabelecidas pela ABNT. Existem algumas empresas que fornecerem serviços gestão de resíduos sólidos e oferecem às instituições de saúde serviços próprios de co- leta, transporte e tratamento do lixo hospitalar. Figura 13 Fonte: iStock/Getty Images É preciso ressaltar que essas empresas precisam estar licenciadas pelos órgãos públicos de controle ambiental. Mas o processo, em geral, é bastante similar: • Uma vez separados em caixas de papelão, ou sacos específicos, e lacrados, o hospital coleta esse material em um carrinho separado. Isso para que o material não entre em contato com outros materiais hospitalares (ex.: Roupa que vai para a lavanderia); 20 21 • O material é levado para um local de armazena- mento até que uma empresa especilizada nesse tipo de descarte faça a coleta final desse material; • O material coletado é tratado conforme sua utili- zação: podem ser incinerados ou desinfectados; • Por fim, o material é destinado a aterros sanitários; • Já no aterro sanitário,ele é enviado a um local específico, destinado apenas a materiais infecto contagiantes; • São descartados materiais de hospitais, clínicas, prontos-socorros, clínicas odontológicas etc. Figura 14 Fonte: iStock/Getty Images Importante! O caminhão que faz a coletagem do material não é um caminhão de lixo comum, é um caminhão com símbolo de material infecto biológico. Necessário usar EPIs, como por exemplo: luvas, botas, jaleco impermeável, toucas e óculos. Você Sabia? Figura 15 Fonte: iStock/Getty Images 21 UNIDADE Infraestrutura Hospitalar Material Complementar Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade: Vídeos Infecção Hospitalar: Higiene e Cuidado evitam Problemas Ministério da Saúde. https://youtu.be/pXKk0H5KAeM Leitura Ambiente Hospitalar pode ser mais Acolhedor para Crianças BONDE. https://goo.gl/jf71Go O Importante Papel da Estrutura Hospitalar no Sucesso das Cirurgias Cardíacas SEUCARDIO. https://goo.gl/8bm1tq Com Apoio da Arquitetura, Ambiente Hospitalar pode ser mais Acolhedor para Crianças UAI. Com apoio da arquitetura, Ambiente hospitalar pode ser mais acolhedor para crianças. Pulicado em 22/07/2014. https://goo.gl/acR4Re 22 23 Referências MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Guia Básico para a Farmácia Hospitalar. Brasília, 1994. TARABOULSI, Fadi Antoine. Administração de Hotaleria Hospitalar: Serviços aos Clientes, Humanização do Atendimento, Departamentalização, Gerenciamento, Saúde e Turismo, Hospitalidade, Tecnologia da Informação e Psicologia Hospitalar. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2009. 23