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FELIPE DELMIRO DOS SANTOS CASO 1 HISTÓRIA CLÍNICA B.L.M., 65 anos, masculino, pardo, deu entrada no serviço hospitalar com queixa de dor precordial com 2h de duração. Paciente, previamente hipertenso e diabético, refere que a dor foi intensa, irradiou para o membro superior esquerdo e que chegou a ter um episódio de vômito e sudorese fria. Relata ainda que já vi nha sentindo dor torácica aos esforços, mas que dessa vez tinha acabado de acordar. Nega histórico familiar de doenças cardiovasculares. Alega que faz uso irregular de losartana (50mg), anlodipino (5mg) e metformina (850mg). EXAME FÍSICO · Estado geral regular, anictérico, acianótico, afebril ao toque, hidratado e pálido. IMC 32 kg/m2. · PA 160×90 mmHg; FC 120 bpm; FR 28 irpm; SatO2 96%. · Ritmo cardíaco regular e taquicárdico em dois tempos, com bulhas cardíacas normofonéticas, sem sopros. · Pulsos palpáveis. · Tórax simétrico, com expansibilidade preservada. Murmúrio vesicular presente em ambos hemitórax, sem ruídos adventícios. · Abdome plano, flácido, sem lesões ou herniações. Timpânico, com ruídos hidroaéreos normais. Indolor à palpação superficial e profunda. Hepatimetria medindo cerca de 10 cm. · Pulsos palpáveis e simétricos. Ausência de cianose, edema em membros inferiores (+2/+4). Tempo de enchimento capilar < 2 segundos. · Extremidades quentes e sudoreicas. EXAMES COMPLEMENTARES Laboratório Valores obtidos Valores de referência HEMOGRAMA Hemoglobina 13,2 g/dL 12 – 15,5 g/dL Neutrófilos 5829/mm3 1.600 – 7.700/mm3 Linfócitos 2436/mm3 1.100 – 4.400/mm3 BIOQUÍMICA Glicemia e função renal sem alterações TGO/AST 28 U/L < 40 U/L TGP/ALT 36 U/L < 40 U/L MARCADORES DE NECROSE MIOCÁRDICA CK-MB 7,1 ng/ml Inferior a 5,0 ng/ml TROPONINA 2,3 ng/ml Inferior a 0,04 ng/ml QUESTÕES 1. Descreva esse caso clínico Paciente B.L.M., 65 anos, masculino, queixa de dor precordial ; previamente hipertenso e diabético. episódio de de vômito e sudorese fria, Relata dor torácica aos esforços. Alega que faz uso irregular de losartana (50mg), anlodipino (5mg) e metformina (850mg). IMC 32, kg/m2 PA 160×90 mmHg; FC 120 bpm; FR 28 irpm; SatO2 96%. Estado geral regular, anictérico, acianótico, afebril ao toque, hidratado e pálido. Ritmo cardíaco regular e taquicárdico em dois tempos, com bulhas cardíacas normofonéticas, sem sopros; pulsos palpáveis e simétricos; ausência de cianose, edema em membros inferiores (+2/+4). Tempo de enchimento capilar < 2 segundos. 2. Justifique a solicitação dos exames complementares explicando a necessidade de cada um e o que eles representam O exame de Hemograma completo, tipo de exame de sangue para medir a saude geral do paciente utilizado para diagnosticoar disturbios como: aneia, doença autoimunes e leucmia, foi solicitado devido o do monitoramento da diabetes e o uso irregular dos medicamentos por conta propria do paciente, fazendo-se necessario a verificação de alterações do organismo. Os exames bioquímicos são para determinar a presença de substância orgânicas e inorgânicas no soro; se faz necessario, já que o paciente é previamente diabetico, o que irá determinar em qual nivel está sua diabetes; exames que tem por objetivo detctar deficiência subclinicas e segmentoo de intervenções nutricionais, observando-se o exame de CK-MB, para confirmação do diagnostico de (IAM) Infarto do miorcardio e miocardites; quando lesionado os musculos apresentam valores elevados; assim como o exame de Troponina, usado para diagnosticar IAM, para detectar lesão cardiaca branda e grave e para distinguir dor toracica resultante de outras causas. O exame de marcadores de necrose miocárdia e necessário pois o paciente relatou uma dor intensa que irradiou para o braço esquerdo, sintoma de um infarto e se faz necessário para verificar o diagnóstico de infarto. Com esse exame também e possível a identificação de outras patologias Os biomarcadores ou marcadores de necrose miocárdica (MNM) são utilizados principalmente no contexto de Síndrome Coronariana Aguda (SCA), com destaque para Infarto agudo do miocárdio (IAM). Em pacientes que se apresentam com quadro sugestivo de SCA, nos quais o diagnóstico de infarto do miocárdio não está estabelecido, os marcadores bioquímicos são úteis para confirmar o diagnóstico de infarto. Além disso, os mesmos fornecem importantes informações prognósticas, na medida em que existe uma direta associação entre a elevação dos marcadores séricos e o risco de eventos cardíacos em curto e médio prazo. Porém, além dessa indicação mais comum, esses biomarcadores podem ser usados em outras patologias tais como insuficiência cardíaca, tromboembolismo pulmonar (TEP), miocardites e trauma. 3. Elabore 10 diagnósticos de enfermagem para esse paciente · Mobilidade física prejudicada relacionada a alteração metabólica e volêmica instabilidade postural evidenciada por controle muscular diminuído estilo de vida sedentário · Conforto prejudicado relacionado ao controle situacional e suficiente evidencial do poder as conforto com a situação · Fadiga relacionada a incapacidade de manter o nível habitual de atividade física evidenciado por lesão aguda muscular e pulmonar · Risco de Disfunção neurovascular periférica associada à obsturação vascular e trauma · Deambulação prejudicada relacionada à capacidade prejudicada de andar uma distância necessária evidenciada por força muscular insuficiente · Padrão respiratório e ineficaz relacionado à imperatização fadiga da musculatura respiratória evidenciado por capacidade Vital diminuída de dispneia · Débito cardíaco diminuído relacionado alteração na contratilidade evidenciado por contratilidade alterada, pós carga alterada e alteração na pressão arterial · Risco de diminuição da perfusão do tecido cardiaco evidenciado por hipertensão; · Mobilidade fisica prejudicada relacionado a dor,evidenciado por dimuição das atividades motora. · Padrão de sono pertubado, relacionado imobilização,evidenciado por dificuldade em manter o estado de sono. 4. A cada diagnóstico de enfermagem realize uma prescrição de enfermagem e resultados esperados · Aptidão física; força muscular 2-5 “interv” monitora a circulação na parte do corpo; movimenta a extremidade lesionada o mínimo possível. · Estado de conforto: desempenho de vida 3-5 “ interve” evitar interrupções desnecessárias e permitir o repouso; determinar a causa do desconforto. · Nível de fadiga: desempenho no modo de vida 3-5” interv” avaliar atual o nível de exercício do paciente e o que reconhece da atividade/ exercício físico · Desempenho neurovascular melhorado 2-5” interv” mensurar sinais vitais a cada 30 minutos; realizar avaliação minuciosa cefalocaudal; · Desempenho da mecânica corporal: manutenção da força muscular 3-5* interv* orientar o paciente sobre a importância da terapia com exercício para manter a melhora o equilíbrio; oferecer cuidados, como exercício de deambuação e higiene conforme apropriado. · Melhora no padrão respiratório 2 – 5 * interv* monitorar sinais vitais do paciente; orientais mudança de hábito prejudiciais à sua saúde · Desempenho no padrão respiratório 2- 5 *interv* realizar gasometria arterial periférica; orientar família/ paciente ao risco de saúde; acompanhar a evolução da patologia a cada 30 minutos. · Resposta à Medicação* interv* Monitorização de sinais vitais, controle hídrico, monitorização hídrica, monitorização respiratória, melhora do sono, · Desenho da mecânica corporal *interv* Informar o paciente sobre finalidad6. Proporcionar repouso e sono adequado, inclusive um sono rápido durante o dia, quando necessário Proporcionar repouso e sono adequado, inclusive um sono rápido durante o dia, quando necessário; CASO 2 CASO CLÍNICO 1 A.A., 68 anos de idade, sexo feminino, natural e residente em Contagem, MG HMA: Paciente procura assistência médica com queixas de inquietação, irritabilidade, falta de energia, tremor nas mãos e palpitação. Desde os 20 anos de idade é “muito nervosa”, tendo sido internada por 2 vezesem hospital psiquiátrico. Já fez uso de diversos antidepressivos e ansiolíticos, sem melhoras significativas do quadro. Há 2 anos houve piora dos sintomas e, no momento, tem sentido, ainda, muito cansaço para realizar suas atividades habituais (limpar casa, cozinhar, etc) e falta de ar. HP: A paciente relata que teve anemia há 2 anos que melhorou com uso de sulfato ferroso. Menopausa aos 50 anos. G0P0A0. Nega cirurgias anteriores ou outras doenças além da descrita. HF/HS: Pais falecidos, não sabe informar a causa. Duas irmãs saudáveis (65 e 60 anos de idade). Alimentação e hábito intestinal regulares. Sem queixas urinárias. Relata que emagreceu 2 Kg nos últimos 6 meses. Reside com uma das irmãs. Recebe proventos de aposentadoria do INSS. Exame físico: TA = 36,8°C Peso = 65 Kg PA = 140/85 mmHg FC = 110 bpm Estado geral regular, mucosas hipocoradas (++/4+), hidratada, anictérica, acianótica, afebril. Linfonodos cervicais da cadeia cervical anterior palpáveis bilateralmente, medindo, o maior deles, cerca de 0,5 cm de diâmetro, móveis, não dolorosos. AR : eupnéica, murmúrio vesicular fisiológico. Ausência de ruídos adventícios. ACV: bulhas rítmicas, taquicárdicas. AD: Abdômen normotenso, não doloroso à palpação superficial e profunda. Fígado e baço não palpáveis. Hipótese diagnóstica: Exames complementares: Hemograma Hemácias = 4.100.000/mm3 Hemoglobina = 9.0 g/dL Hematócrito = 28% V.C.M. = 68 fL H.C.M. = 22 p C.H.C.M. = 32 g/dL R.D.W. = 18% Leucócitos = 9.800/mm3 Neut. bast. = 1% Neut. seg. = 65% Linf. = 26% Mon. = 7% Eos. = 1% Baso. = 0% Plaquetas = 200.000/mm3 Anisocitose com predomínio de microcitose, hipocromia, poiquilocitose Contagem de reticulócitos = 1,5% Ferro sérico (colorimétrico) = 30ug/dL Capacidade Total de Ligação do Ferro(colorimétrico) = 500ug/dl Ferritina sérica (quimioluminescência) = 8ng/mL Após avaliar os resultados acima, foi solicitado: Pesquisa de sangue oculto nas fezes (imunocromatografia) = positivo QUESTÕES: 01. Possíveis etiologias da anemia apresentada pela paciente e sua fisiopatologia. Hipocromia, microcitose, anisocitose e anemia por deficiência de ferro. Uma pessoa que apresenta anemia com microcitose, hipocromia e anisocitose provavelmente tem o diagnóstico de anemia por deficiência de ferro. São parâmetros utilizados no hemograma que complementam o diagnóstico e a possível causa da anemia. Etiologia: Como o ferro não heme é mal absorvido, a maioria das pessoas mal alcança sua necessidade diária. Mesmo assim, homens que ingerem uma dieta tipicamente ocidental têm menos probabilidade de apresentar deficiência de ferro unicamente como resultado de deficiência dietética. Entretanto, mesmo perdas modestas, aumento das exigências, flebotomia iatrogênica ou diminuição da ingestão calórica contribuem para a deficiência de ferro. A perda de sangue é a principal causa da deficiência de ferro. Nos homens e nas mulheres na menopausa, a causa mais frequente é o sangramento oculto crônico, muitas vezes do trato gastrintestinal (p. ex., decorrente de úlcera péptica, câncer, hemorroidas). Em mulheres em pré-menopausa, a perda menstrual cumulativa de sangue (o que significa 0,5 mg ferro/dia) é a causa comum. Sangramento intestinal por ancilostomíase é uma causa comum nos países em desenvolvimento. Causas menos comuns incluem perda de sangue urinário, hemorragia pulmonar recorrente quando a quantidade de ferro liberada durante a hemólise excede a capacidade de ligação à haptoglobina plasmática Aumentos da necessidade de ferro pode contribuir para a deficiência de ferro. A diminuição da absorção de ferro pode resultar de gastrectomia ou síndromes de má absorção como doença célica, gastrite atrófica, infecção por Helicobacter pylori, acloridria, síndrome do intestino curto e, em casos raros, ADFRF (anemia por deficiência de ferro refratária ao ferro). Raramente, a absorção diminui pela privação da dieta advinda de má nutrição. Patologia: O ferro é distribuído em pools metabólicos ativos e de depósito. A reserva de ferro é cerca de 3,5 g nos homens saudáveis e 2,5 g nas mulheres saudáveis; a diferença está relacionada com o tamanho menor do corpo das mulheres e com a escassez de reserva de ferro por causa da perda de ferro durante a menstruação. A distribuição do ferro corporal é: · Hemoglobina: 2 g (homens), 1,5 g (mulheres) · Ferritina: 1 g (homens), 0,6 g (mulheres) Hemosiderina: 300 mg · Mioglobina: 200 mg · Enzimas teciduais (heme e não heme): 150 mg · Compartimento de transporte de ferro: 3 mg 02. Explique os resultados dos exames que avaliam o metabolismo do ferro no contexto da sua hipótese diagnóstica principal. Como é calculado o índice de saturação da transferrina? O IST (índice de saturação da transferrina) representa a razão entre o ferro sérico e a capacidade total de ligação do ferro. Valores normais são de 15 a 50% dos sítios de ligação da transferrina ocupados pelo ferro, dependendo do sexo. Valores diminuídos estão presentes na deficiência de ferro, infecções crônicas, doenças malignas, período menstrual, gravidez, hemossiderose pulmonar e desnutrição. Valores elevados são encontrados na nefrose, intoxicação com ferro, anemia hemolítica, hemocromatose, deficiência de piridoxina, anemia sideroblástica, Talassemia Major, hepatites, gravidez, uso de progesterona. Cálculo índice de saturação da transferrina CLLF ou LIBC = Capacidade Latente de Ligação de Ferro CTLF ou TIBC = Capacidade Total de Ligação de Ferro = CLLF + Ferro Sérico IST= Índice de Saturação de Transferrina A¹ = Absorbância do Teste (1ª leitura) A² = Absorbância do Teste (2ª leitura) AP= Absorbância do Padrão 03. Que exames deveriam ser solicitados para esclarecimento do diagnóstico? · Hemograma; · Esfregaço sanguineo; · Eletroforese de hemoglobina; · Contagem de reticulócitos; · Ferro; · Ferritina; · Transferrina; · Uitamina-B12; · Biópsia da medula óssea; · Tgo · Tgp · Ureia · Creatimina · Bilirrubina · Feze 04. Cite 06 diagnósticos de enfermagem e seus resultados esperados · Síndrome do idoso frágil relacionado a depressão evidenciado por fadiga. · Risco da síndrome do idoso frágil relacionado a depressão, fraqueza muscular e tristeza. · insônia relacionado a depressão e ansiedade caracterizado por redução da qualidade de vida · Risco de Solidão relacionado a isolamento social · Conforto prejudicada relacionado a recursos insuficiente evidenciado por irritabilidade e ansiedade · Risco boca seca relacionado a depressão e estresse excessivo. Resultado esperado · Envolvimento social e controle dos sintomas · Qualidade de vida · Controle de sintomas; · Detecção de risco · Auto cuidado:Atividades diarias. · Equilíbrio do humor CENTRO UNIVERSITARIO DE CIÊNCIASA E TECNOLOGIAS DO MARANHÃO - UNIFACEMA CURSO: BACHARELADO EM ENFERMAGEM; TURNO: NOTURNO; PERIODO: 8° PERIODO DISCIPLINA: ENFERMAGEM NOS CUIDADOS CRÍTICOS E DE RISCO NOS CICLOS DE VIDA PROF: MÁRCIA SOUSA SANTOS DISCENTE: FELIPE DELMIRO DOS SANTOS ATIVIDADE NP4 CAXIAS-MA 2022