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GRUPO SER EDUCACIONAL
FACULDADE EDUCACIONAL DA LAPA
DISCIPLINA: ANDRAGOGIA E EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DE JOVENS E ADULTOS
PATRICIA CALONEGO
ATIVIDADE CONTEXTUALIZADA
Marau/RS
2022
ENTREVISTA
Nome do entrevistado: Ana Gabriela Lima
Ramo de negócio: Lojista
A atividade referente a AV1 da disciplina Andragogia e Educação Profissional de Jovens e Adultos, consta em entrevistar alguém que voltou a estudar, para aprimorar seu conhecimento e buscar melhoria para consequentemente aumentar seu lucro. Pode ser um Microempreendedor Individual (MEI) e que por isso voltou a estudar, para aprimorar seus conhecimentos acerca de seu novo negócio. 
Quando alguém vai empreender um negócio, geralmente uma das primeiras coisas que a pessoa ouve é: “você precisa abrir uma empresa”. E via de regra, os primeiros pensamentos não são muito positivos. Certamente surgem dúvidas de como e onde realizar os procedimentos, mas acima de tudo, as resistências quanto às burocracias e os elevados custos para a abertura e a manutenção da empresa. O que acontece é que muitos pequenos empreendedores acabam esquecendo da importância de estudar, estar por dentro do mercado e das modernidades, além de ser criativo na parte de marketing, afinal, a propaganda é a alma do negócio.
A Andragogia (do grego: andros - adulto e gogos - educar), é um caminho educacional que busca compreender o adulto. A Andragogia significa, “ensino para adultos”. Andragogia é a arte de ensinar aos adultos, que não são aprendizes sem experiência, pois o conhecimento vem da realidade (escola da vida), sendo assim, busquei entrevistar uma micro empreendedora, que aprendeu seu negócio conforme ia trabalhando nele.
Busquei entrevistar a Ana Gabriela, ou como é mais conhecida, “Gabi”.
Patrícia: -Gabi, conte-me um pouco sobre você. Quando você soube que queria trabalhar no comércio?
Gabi:-Eu fui criada na zona rural, minha família trabalhava com produção de produtos artesanais, como queijo, salame, vinho, etc. Então desde cedo estive no ramo do comércio, mas era tudo muito simples, sem muito controle, por isso muitas vezes meus pais acabavam perdendo vendas e saindo no prejuízo. Aos 17 anos meu pai faleceu, e fui ao Paraguai com meu padrinho que era motorista de ônibus e acabei trazendo várias coisas, e minhas vizinhas acabaram comprando de mim, logo começaram as encomendas e comecei a trazer conforme iam me encomendando.
Patrícia: E como surgiu a ideia de abrir teu negócio?
Gabi: Após quase 2 anos trazendo somente por encomenda, me surgiu a ideia de usar o porão de nossa casa, comecei trazendo objetos, brinquedos, etc. E como era zona rural fazia sucesso, os vizinhos adoravam. Só que como parei de estudar cedo pra trabalhar em casa, não tinha muita noção de matemática, de negócios. Foi aí que primeiro decidi começar a estudar sobre minha área de vendas e fazer uma pesquisa sobre o que eu ia vender e que públicos queria alcançar.
Patrícia: -Como tem sido sua experiência?
Gabi: - Está sendo repleta de desafios, já que o aluno adulto aprende com seus próprios erros e acertos e tem imediata consciência do que não sabe e o quanto a falta de conhecimento o prejudica. Estou aprendendo a lidar com cálculo, marketing e até um curso de oratória, afinal, uma boa comunicação é fundamental.
Patrícia - E já colocando em pratica suas experiências?
Gabi: -Já sim, aprendi a mexer nas redes sociais da minha lojinha, criar propagandas, posts, etc. Aprendi a controlar os gastos para não ficar no vermelho, além de manter o estoque organizado, para não acabar ficando sem peças ou sobrando muito de outras.
Além disso também estou tendo a chance de terminar meus estudos, já que não tive essa oportunidade anos atrás.
Patrícia Obrigado Gabi pela entrevista. Boa sorte nos seus negócios!
Com este relato da Ana Gabriela, podemos ver a importância de estudar e se manter atualizados, afinal, o mundo está em constante evolução. 
Nós como professores, precisamos ter a capacidade de compreender que na educação dos adultos o currículo deve ser estabelecido em função da necessidade dos estudantes, pois são indivíduos independentes autodirecionados. Em classes de adultos é arriscado assinalar quem aprende mais: se o professor ou o estudante. Na educação convencional o aluno se adapta ao currículo, mas na educação de adultos, o aluno colabora na organização do currículo. A atividade educacional do adulto é centrada na aprendizagem e não no ensino, sendo o aprendiz adulto agente de seu próprio saber e deve decidir sobre o que aprender. Os adultos aprendem de modo diferente de como as crianças aprendem. Portanto é essencial que os métodos aplicados também sejam distintos. A finalidade é o de propor como o adulto aprende, não avaliar sua capacidade de aprendizagem. A aprendizagem procede mais da participação em tarefas, do estudo em grupo e da experiência. O papel do educador é facilitar a aprendizagem, enfatizando, nesse procedimento, a bagagem de informação trazida por seus educandos.
Quando falamos em EJA, o principal foco que pensamos é a alfabetização, a fim de atender as necessidades internas, como as exigências dos organismos internacionais, que pressionavam o governo brasileiro devido ao alto índice de analfabetismo. Houve distanciamento dos princípios da educação popular enfatizadas nas décadas de 60 e 70 por Paulo Freire. Todavia, atualmente a alfabetização está relacionada com a capacidade de exercer a cidadania plena, participando ativamente de questões sociais no ambiente onde se está inserido.
Sendo assim, vai além dos conceitos básicos educacionais, já que aproxima o ser humano da sociedade, além de ser de grande valia no seu meio profissional.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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