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A EVOLUÇÃO E OS ALGORITMOS Gabrielle Gomes O capítulo cinco do livro O Algoritmo Mestre: Como a Busca pelo algoritmo de Machine Learning definitivo recriará o nosso mundo — 1ª ed. (2017), intitulado “Evolução: o algoritmo de aprendizado da natureza”, foi escrito por Pedro Domingos, professor da ciência da computação da universidade de Washington, e também especialista em machine learning. A obra possui uma linguagem clara e objetiva de modo que o leitor entenda o funcionamento da programação genética, incluindo referências do cotidiano, facilitando a compreensão do texto. Nele é retratado que a evolução, e a seleção natural criada por Charles Darwin são os principais materiais de estudo da tribo dos evolucionários, tendo isso em vista, a teoria da adaptação foi integrada na produção dos algoritmos. Ademais, o autor expõe como a natureza serviu de inspiração para diversos pesquisadores e cientistas, principalmente John Holland, um dos pioneiros no assunto. Dessa maneira, o algoritmo genético tem uma atuação similar, já que ele seleciona as melhores variações, que são sequências de bits, de uma população aleatória para que, a partir delas a mutação decorra e elabore uma versão aprimorada. Entretanto, a competição no digital é diferente, pois, a disputa independe da época de origem e dá-se mais rapidamente, além de estar diretamente ligada a imortalidade desse arranjo. Desta forma, as modificações acontecem com o auxílio do sistema de classificadores, que determina o conjunto de regras que um algoritmo precisa ter para alcançar o objetivo esperado. Diante disso, o escritor revela que o sobrecruzamento é responsável por essas transformações, visto que eles são semelhantes à troca de DNA dos seres vivos, um seguimento de bits é alterado ou combinado com outro, gerando um programa diferente. Ele também mostra como o gradualismo, ideia de defesa que a evolução se dá de maneira gradativa, ocorre nesse processo de crescimento dos aprendizes genéticos, sendo que as mudanças são desarmônicas e sucessivas, de modo que quando se atinge os maiores pontos de desenvolvimento de uma geração, provavelmente nas seguintes exista uma constância de melhorias pequenas. No entanto, o especialista explica que, de agora em diante, os problemas começam a surgir. Então, conforme um elemento se aproxima de um maior aperfeiçoamento, a população em que ele está inserido, anteriormente aleatória e diversa, passa a ser composta por proles desse programa mais adaptado, diminuindo a abundância de genes e eliminando outros indivíduos que possam ser possíveis potenciais de adaptabilidade. Porém, ao mesmo tempo, intensifica-se a capacidade de produção de bons efeitos se combinado com diferentes materiais genéticos, sendo mais benéfico na seleção natural do que no machine learning. Esses obstáculos ainda não foram resolvidos pelos cientistas e estudiosos da área, deixando a dúvida se o sobrecruzamento ajuda ou atrapalha a evolução de algoritmos. Apesar de possuir uma linguagem, majoritariamente, clara, objetiva e exemplificada, o texto não deixa de ser denso, por causa da quantidade de conteúdo exposto, fazendo com que a leitura se torne cansativa. Além disso, existe a presença de alguns termos técnicos específicos do campo tecnológico, em que se faz necessário o leitor se deslocar do livro para uma plataforma de busca, já que nem todos conhecem essas supostas expressões utilizadas. Posto isso, se o interlocutor compreende ou cativa essa temática, a leitura pode-se tornar estimulante. Em contraponto, o assunto é bastante interessante, a biologia evolutiva envolvendo-se na ciência da computação, é admirável que duas faculdades distintas sejam, de um certo jeito, complementares. E assim, provoca um anseio em contribuir com esse mundo científico, convencendo a refletir sobre a probabilidade de se trabalhar com machine learning. E também, a curiosidade a respeito de como os problemas expostos serão resolvidos. Em suma, ao ler esse capítulo, emoções ambíguas aparecem, no sentido em que é plausível sentir-se “cansado” ou empolgado com o texto.