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Puericultura •Pedro de Alcantara, um dos organizadores da Pediatria como disciplina do curso médico no Brasil, afirmava: “o pediatra atua no ser em formação, contribuindo para a promoção e a preservação da saúde de uma criança, sua recuperação e habilitação quando doente, e sua integração na sociedade”. ⤷A pediatria propõe-se “à criação de indivíduos fisicamente sadios, psiquicamente equilibrados e socialmente úteis” → no discursos dos pediatras sempre esteve presente o ideal da atenção integral, reforçado sempre nas propostas de atendimento global e sustentado pela afirmação de que o seu objeto não é um órgão ou sistema, mas dirige-se à criança como um todo. •As altas taxas de morbidade e mortalidade nas crianças com idade inferior a 5 anos e, principalmente, abaixo de 1 ano de vida, sempre colocaram essas faixas etárias como grupos de alto risco e prioritários nas ações de saúde. •A consulta pediátrica possui diferenças que decorrem das características próprias da criança e das suas relações familiares e sociais → algumas dessas características incluem: a. As peculiaridades da criança, principalmente do lactente, enquanto um ser em desenvolvimento, apresentando acentuada imaturidade imunológica e no funcionamento de vários sistemas, traduzem-se principalmente na dificuldade em localizar os processos mórbidos → a consulta não pode limitar-se ao exame voltado apenas para o sistema ou aparelho no qual se localiza o sistema principal, mas é necessário o exame da criança na sua totalidade. b. A preocupação com a transmissão de normas e condutas no cuidado com as crianças, visando o seu pleno desenvolvimento e crescimento, confere uma sistemática própria à consulta em pediatria → além da anamnese clássica, do exame físico e das orientações de tratamento, grande parte da consulta pediátrica é despendida com informações e orientações sobre a alimentação, a vacinação, o desenvolvimento e os cuidados gerais. c. As consultas em pediatria acontecem, também sem que haja uma queixa específica de doença → em pediatria têm-se dois tipos de consultas: as para acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento e aquelas em função de uma queixa de doença. →A criança, por estar e, processo de crescimento e desenvolvimento, necessita de um seguimento mais frequente para que se identifiquem condições de risco ou desvios da normalidade nesse processo. d. A relação médico-paciente é bastante peculiar, tratando-se de uma relação à três: o médico, a criança e a mãe (ou o pai). •É importante ressaltar que a realização da anamnese está diretamente influenciada pela relação médico- paciente estabelecida, favorecendo ou dificultando a obtenção de informações → a comunicação entre o médico e o paciente é decisiva tanto para que o paciente compreenda aquilo que o médico necessita saber, como para que este último entenda o que o paciente lhe relata. •Para se tornar mais eficiente, a consulta pediátrica requer normalizações que lhe conferem a condição de um procedimento técnico → as bases da consulta pediátrica expressam-se nas ações que visam a: a. Acompanhar o processo de crescimento e desenvolvimento; b. Identificar situações de risco que vulnerabilizam a criança; c. Evidenciar processos mórbidos; d. Estabelecer condutas dentro de um plano mais geral de seguimento da criança. ⤷Em cada período de vida da criança, as características do processo de desenvolvimento e os riscos a que estão submetidas conferem diferentes graus de vulnerabilidade, determinando necessidades diferentes de atendimentos de rotina •Na consulta pediátrica identificamos quatro momentos: 1. Os pais ou a própria criança fornecem informações: anamnese. 2. A identificação de sinais pelo médico: exame físico. 3. Formulação do diagnóstico. 4. Elaboração do plano terapêutico. •No processo de conhecer a criança que traz uma queixa de sofrimento, o estado de saúde atual informa sobre as repercussões do agravo no organismo como um todo e, ainda, as condições que possam ter contribuído, direta ou indiretamente para aquele sofrimento → na avaliação do estado de saúde atual, inclui-se a situação nutricional, de imunização e do desenvolvimento. ⤷A avaliação nutricional tem início com a repercussão da história alimentar e a identificação do padrão alimentar atual e se completará no exame físico → a recuperação da história alimentar começa com a amamentação, indagando-se sobre sua condições, as dificuldades enfrentadas, os conhecimentos dos pais sobre a importância do leite materno e vantagens em amamentar, a idade de início e fim do desmame, enfim, procurando-se obter todas as informações possíveis sobre a alimentação daquela criança. →Um aspecto importante na dieta das crianças com idade inferior a 5 anos e com história de anemia é avaliar o teor lácteo da dieta → sabe-se que crianças com idade superior a 6 meses, que continuam com alimentação exclusivamente láctea ou que após os 12 meses mantêm um excesso de mamadeiras, desenvolvem, com frequência, deficiência de ferro, explicando o quadro anêmico que apresentam. ⤷A situação vacinal, com descrição dos tipos de vacinas e o número de doses recebidas de cada uma delas, indica o grau de proteção dessa criança aos agravos infecciosos para os quais se dispõe de vacinas → é importante conhecer as reações às vacinas e, nos casos de um esquema incompleto, esclarecer os motivos do eventual atraso ou ausência da vacinação. ⤷A avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor é fundamental, tanto nas consultas de rotina, como naquelas em que o pediatra conhece a criança na situação de uma queixa de doença. •Esses dados permitem conhecer as condições de saúde da criança naquele momento → essas condições, no entanto, são determinadas também por fatores que interferiam ou vêm interferindo desde momentos anteriores, havendo, portanto, a necessidade de conhecer o passado dessa criança, que compreende os antecedentes pessoais de saúde. ⤷As informações sobre o pré-natal devem abranger dados sobre o planejamento da gestação, agravos ocorridos durante a gestação e condições do parto. ⤷Ainda nos antecedentes pessoais, deve ser investigada a ocorrência de doenças, internações e acidentes. •Os antecedentes familiares permitem associar a queixa apresentada pela criança com doenças hereditárias apresentadas por pessoas da família. •O diagnóstico em pediatria deve obedecer aos princípios gerais da prática pediátrica, ou seja, deve abranger todos os setores do cuidado com a criança → haverá um diagnóstico global que sintetiza a condição geral da criança e diagnóstico específicos, correspondentes às queixas apresentadas ou aos achados da anamnese e exame físico. •Durante a consulta, o pediatra deve verificar a situação vacinal, investigar as rotinas de refeições e de sono e observar a dinâmica familiar, para avaliar a relação entre pais e filhos, os vínculos parentais, manifestações de afeto, estabelecimento de limites ou permissividade e sinais que possam sugerir estresse tóxico, o qual pode causar danos irreversíveis ao DNPM da criança e aumentar os riscos para doenças orgânicas. ⤷Para fins didáticos, o diagnóstico global pode ser decomposto em subitens que correspondem às grandes áreas da puericultura → é norma que se anotem, em todas as consultas, os quadro diagnósticos que cobrem os principais setores da criança. 1. Trofismo → monitorização do crescimento e desenvolvimento frente a proliferação celular. 2. Alimentação → avaliação do estado nutricional. 3. Desenvolvimento neuropsicomotor → avaliação de evolução frente ao ganho de capacidade motoras, cognitivas e socioafetivas. 4. Imunização → controle e promoção frente ao desenvolvimento imunológico adequado. →Em seguida, anotam-se os demais diagnósticos. →A cada diagnóstico devecorresponder a descrição das condutas referentes à investigação complementar e ao plano terapêutico. •A consulta em puericultura tem como objetivo acompanhar de forma criteriosa o crescimento e o desenvolvimento da criança pelo princípio da integralidade e da longitudinalidade, bem identificar as necessidades da criança → recomenda-se a frequência de 7 consultas no primeiro ano de vida da criança, preferencialmente em datas que coincidam com os períodos de imunização. •O acompanhamento ideal das crianças pré-termo exige a utilização de curvas específicas ou que se corrija a idade cronológica até que completem 2 anos de idade para a utilização das curvas-padrão → a idade corrigida (idade pós-concepção) traduz o ajuste da idade cronológica em função do grau de prematuridade. ⤷Considerando-se que o ideal seria nascer com 40 semanas de idade gestacional, deve-se descontar o número de semanas que faltaram para o feto atingir essa idade gestacional → para uma criança nascida com 36 semanas, o peso aos 2 meses será registrado na idade de um mês. •Para se obter um exame satisfatório, é aconselhável que o ambiente esteja em temperatura amena, o bebê acordado e sem choro, em torno de uma hora e meia após a mamada → pode-se obter melhores condições examinando, primeiramente seu contato com o meio e a cabeça, sem despir a criança. ⤷Ao despi-la utilizar o princípio da manipulação mínima, conforme orientação de Pretchtl: →Efetuar todas as manobras possíveis de investigação primeiramente com o bebê em decúbito dorsal, depois puxando-o para sentar-se, em seguida, erguendo-o ereto com apoio plantar no plano de exame → segue-se efetuando a manobra da suspensão ventral e, por fim, examinando-o em decúbito ventral. CRESCIMENTO •O crescimento é um processo dinâmico e contínuo, expresso pelo aumento do tamanho corporal → constitui um dos indicadores de saúde da criança. ⤷O processo de crescimento é influenciado por fatores intrínsecos (genéticos) e extrínsecos (ambientais, entre os quais se destacam a alimentação, a saúde, a higiene a habitação e os cuidados gerais com a criança, que atuam acelerando ou restringindo tal processo. ⤷O crescimento corresponde às alterações físicas (de tamanho, proporções e forma) que vão ocorrendo com a idade enquanto o desenvolvimento se refere à aquisição de novas funções e habilidades. •O acompanhamento sistemático do crescimento e do ganho de peso permite a identificação de crianças com maior risco de morbimortalidade por meio da sinalização precoce da subnutrição e da obesidade. ⤷Avaliar o crescimento e monitorar sua evolução é uma ação básica de saúde que deve sempre ser parte do atendimento à criança e ao adolescente. •Todo indivíduo nasce com um potencial ou alvo genético de crescimento, o qual está relacionado com a energia hereditária e o sistema neuroendócrina → no entanto, esse alvo pode ou não ser atingido, dependendo fortemente de questões ambientais, relacionadas à alimentação, condições socioeconômicas, geofísicas, de urbanização e da relação mãe-filho. •A variabilidade individual do crescimento acaba gerando dificuldades para a avaliação de sua normalidade, pois não se dispõe ainda de um instrumental capaz de identificar qual é o potencial de crescimento específico de cada ser humano → para superar essa dificuldade, o crescimento de uma criança ou adolescente acaba sendo comparado com a variabilidade de parâmetros antropométricos (peso, estatura, circunferência do crânio, índice de massa corporal e etc.), bem como de sua evolução com a idade, apresentados por seus pares, isto é, adolescentes saudáveis de mesmo sexo e idade. ⤷O instrumento que deve ser utilizado para este fim são as curvas de crescimento → são gráficos que representam a variabilidade considerada normal de medidas corporais como o peso, a estatura, o IMC etc., que se observa entre indivíduos saudáveis de mesmo sexo e idade. →O traçado das curvas indica a tendência de crescimento esperada em função da idade e de acordo com o porte físico da criança, seja ele microssômico, normossômico ou macrossômico. •Na rotina assistencial da criança e/ou do adolescente, o referencial apresentado nas curvas de crescimento é utilizado com três objetivos básicos: 1. Analisar a normalidade ou não de seu processo de crescimento → incluindo o crescimento alcançado e a velocidade de crescimento, estimada pela tendência observada na curva. 2. Compor o diagnóstico do estado nutricional e acompanhar a sua evolução com o tempo. 3. Mostrar e discutir com os pais ou responsáveis o crescimento e o estado nutricional de sua criança ou adolescente, fazendo com que possam melhor compreendê-los e, assim, colaborar adequadamente frente às orientações e/ou eventuais prescrições necessárias. ⤷Além disso, o registro nas curvas dos valores observados em avaliações sucessivas permitirá analisar a tendência de crescimento e/ou a evolução do estado nutricional daquela criança ou adolescente → para isso, a avaliação da tendência deverá ser feita com no mínimo três mensurações sucessivas, realizadas a intervalos de tempo compatíveis com a velocidade de crescimento que as crianças/adolescentes apresentam naquela faixa etária. •Nas curvas da OMS/MS, os valores dos dados antropométricos estão plotados nos gráficos de cada parâmetro (em percentis ou escores z), apresentando uma linha que espelha a tendência média, ou mediana, de crescimento de cada parâmetro e outras linhas ao seu redor, que indicam um maior ou menor afastamento dessa tendência central → os exores z indicam unidades do desvio-padrão do valor da mediana (escore z 0 ou linha verde), um ponto que não esteja entre as linhas vermelhas (escore z < +2 e > -2) indica um problema de crescimento. ⤷Cabe ressaltar que um maior risco de anormalidade não implica na certeza da existência de anormalidade. •A velocidade de crescimento pós-natal é especialmente elevada nos 2 primeiros anos de vida, com declínio acentuado até o final da fase pré-escolar → no 1° ano, a criança cresce em torno de 24 cm e ganha em torno de 6 kg. ⤷Após o nascimento há diminuição do peso em virtude da eliminação de urina e mecônio, na ordem de 10% por volta do 10° e por volta do 10° dia de vida o peso de nascimento é novamente atingido ⤷Admitem-se os 5° e 12° meses de vida, quando a criança dobra e triplica seu peso de nascimento → a partir do segundo ano de vida, o ganho médio e de cerca de 2 kg por ano até a idade de 8 anos. •A criança cresce em média 15cm no primeiro semestre e 10cm no segundo semestre, isto é, no final do primeiro ano de vida a criança cresceu 50% da altura ao nascimento. •O perímetro cefálico é uma medida importante, pois indica crescimento do cérebro, sendo um dos índices de menor variação para os diferentes grupos etários. •A medida do perímetro torácico deve ser feita passando a fita métrica pelos mamilos e no meio tempo entre a expiração e a inspiração → é uma medida útil para a classificação de desnutrição quando associada ao perímetro cefálico. ⤷É um indicador de reserva adiposa e massa muscular que tende a estar associada ao peso. →é utilizada isolada ou associada à circunferência cefálica. •Do nascimento até os seis meses de vida, a relação entre os perímetros torácico e cefálico (relação PT/PC) são aproximadamente iguais, resultando em uma relação PT/PC = 1. ⤷Dos seis meses aos cinco anos de idade, uma relação normal entre PT/PC é sempre maior que 1 → uma relação menor que 1 neste período é indicativo de desnutrição energética-proteica. •Puberdade é a fase final do crescimento estatural que consiste em um processo fisiológico de maturação hormonal e crescimento somático que torna o organismo apto a se reproduzir → nessa fase, acontece o estirão puberal, momento em que ocorreuma rápida velocidade de crescimento e várias mudanças corporais por um período de 3 e 5 anos. ⤷Nas meninas, a puberdade pode iniciar entre 8 e 13 anos de idade, com o aparecimento do broto mamário → a menarca acontece em até 5 anos após o início deste processo, geralmente entre 6 e 12 meses após o pico de crescimento estatural. ⤷Nos meninos, a puberdade começa entre 9 e 14 anos de idade, com o aumento do volume dos testículos, e termina 5 anos após → a semenarca ou espermarca ocorre no pico de velocidade de crescimento. ⤷A maturação sexual abrange o desenvolvimento das gônadas, órgãos de reprodução e caracteres sexuais secundários → deve-se observar o aparecimento de pelos e o crescimento da genitália. →A determinação do estadiamento da maturação sexual é feita utilizando-se os critérios de Tanner. •O mais comum é que os dentes decíduos (de leite) comecem a erupcionar em torno dos 6 meses, porém, é possível que haja retardo na erupção, o que não deve ser motivo de preocupação se ela acontecer até os 12 meses. ⤷Após um ano de idade da criança, se não ocorreu a erupção, é necessário investigar o caso, pois existe a possibilidade (rara) de ocorrer anadontia (ausência dos dentes). ⤷Por volta dos 18 meses aparecem os molares decíduos, o que vai exigir maiores cuidados de limpeza (introdução obrigatória da escova dental), pois estes dentes apresentam sulcos retentivos de placa bacteriana. •É importante realizar a limpeza da cavidade oral da criança utilizando uma gaze e água filtrada → a partir dos dois anos de idade a escovação contínua é responsabilidade dos pais ou responsáveis, mas à medida que a criança cresce, deve ser estimulada a fazer a escovação sozinha. ⤷Na medida do possível, crianças com menos de 06 anos devem fazer uso de dentifrício fluoretado sob supervisão de um adulto ciente dos riscos da ingestão do produto. nutrição •A Organização Mundial da Saúde, o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria recomendam que o aleitamento materno seja exclusivo até os 6 meses de vida e complementar até os 2 anos ou mais → o aleitamento materno promove um maior vínculo afetivo entre mãe e filho. ⤷Em relação ao leite materno, o leite de vaca possui diversas desvantagens → possui uma quantidade maior de solutos e de proteínas, podendo acarretar sobrecarga renal no lactente até 1 ano, principalmente até os 6 meses de vida; uma menor biodisponibilidade do ferro para absorção intestinal, favorecendo a ocorrência anemia ferropriva; e uma quantidade maior de gordura. •As fórmulas infantis, apesar de tentarem se aproximar da composição e das características do leite materno, não possuem as propriedades imunológicas que este último possui. •A técnica de amamentação, em especial o posicionamento da mãe e do bebê e a pega do bebê ao seio, é fundamental para a saída efetiva do leite durante a mamada e para a proteção dos mamilos da mãe. → alguns pontos-chave para uma boa técnica de amamentação incluem: a) Posicionar o rosto do bebê de frente para a mama, com o nariz em oposição ao mamilo; b) Corpo do bebê próximo da mãe; c) Bebê com cabeça e tronco alinhados; d) Aréola um pouco mais visível acima da boca do bebê; e) Boca bem aberta, lábio inferior virado para fora e queixo tocando a mama (BRASIL, 2012). ⤷Em relação à frequência, é comum um bebê em aleitamento materno exclusivo mamar de 8 a 12 vezes por dia → o ideal é recomendar o aleitamento materno livre demanda, ou seja, de acordo com a necessidade do bebê; isso favorece a “descida do leite”, a estabilização dos níveis de glicemia da criança e a recuperação mais rápida do peso de nascimento, lembrando que o recém- nascido pode perder até 10% de nascimento, devendo recuperá-lo até o décimo dia de vida ⤷É sempre importante frisar para a mãe que não existe leite fraco e lembrar também que o leite do final á o leite mais rico em calorias. •Para as crianças alimentadas exclusivamente ao seio materno, a introdução de alimentos complementares, em geral, se faz aos 6 meses de vida → se a alimentação é introduzida mais precocemente, antes dos 4 meses, esta pode acarretar mal aproveitamento dos nutrientes, devido à imaturidade do intestino, pode ocasionar sobrecarga de solutos e pode ter valor nutricional inferior ou maior que o necessário (BRASIL, 2004). •Na impossibilidade de se proporcionar aleitamento materno exclusivo no primeiro ano de vida, deve-se utilizar fórmulas infantis para lactentes, adequada para a idade do bebê, para substituir e/ou suplementar o aleitamento materno → o leite de vaca não é um alimento apropriado para a criança menor de 1 ano de idade. •Se a criança está em aleitamento materno exclusivo, não há necessidade de oferta de água → se a criança está em uso de fórmulas, a água deve ser oferecida nos intervalos das mamadas. •A quantidade de alimento que a criança deve ingerir é aquela que satisfaça seu desejo de se alimentar, isto é, seu apetite, e que promova seu bom crescimento e desenvolvimento, segundo sua dotação genética → a introdução de alimentos novos de modo progressivo visa a tatear a tolerância gastrintestinal e a sensibilidade alérgica, bem como o paladar. ⤷Deve-se equilibrar a tendência laxante e obstipante dos alimentos. •Com 6 meses, a maioria das crianças está preparada, do ponto de vista digestório, renal, imunológico e neurológico, para a ingestão segura de alimentos sólidos → nessa idade, ela passa a sentar sem apoio, pega objetos e os leva a boca, é capaz de fazer movimentos de mastigação mesmo antes de surgirem os primeiros dentes, demonstra interesse pelos alimentos e gosta de participar das refeições familiares. ⤷Como consequência de seu desenvolvimento, é comum a criança querer colocar as mãos na comida, por isso, é importante dar liberdade para que ela explore os alimentos → entender os sinais de maturidade do lactente (sinais de prontidão) para iniciar a introdução de alimentos sólidos é fundamental para uma introdução alimentar com sucesso. →São eles: sentar-se sem ou com mínimo apoio, apresentar interesse na comida da família, levar objetos à boca e ter diminuído o reflexo de protusão da língua. •Em relação ao preparo, usar temperos naturais (salsa, cebolinha, alho, cebola, alecrim, manjericão, tomate), bem como óleo vegetal, azeite ou manteiga para refogar → o sal não deve ser adicionado no preparo das refeições antes de 12 meses, assim como outros condimentos industrializados ricos em sódio. →O consumo exagerado desse mineral está associado ao desenvolvimento de hipertensão arterial na vida adulta •O açúcar deve ser evitado até 2 anos de idade, da mesma forma os preparados para pudim, gelatina, sucos em pó, refrigerantes, geleias industrializadas, leites fermentados, biscoitos, doces e guloseimas → outros alimentos desaconselháveis são aqueles pré-preparados, refrigerantes, café e embutidos. •No Brasil, embora a maioria da população resida em regiões de adequada exposição solar, a hipovitaminose D é um problema comum em lactentes, crianças e adolescentes ⤷A dose preventiva universal da vitamina D é de 400UI para lactentes de 0-12 meses e 600UI para os maiores de 1 ano → entretanto, a Academia Americana de Pediatria vem discutindo ultimamente a individualização das doses. ⤷Recomenda-se a prescrição isolada de vitamina D para podermos titular a dose; em regiões de comprovada deficiência de vitamina A se recomenda o Programa de Suplementação de vitamina A, do Ministério da Saúde, com utilização da megadose única para crianças de 6-12 meses, dose de 100.000UI, e para crianças de 12-72 meses, 200.000UI, lembrando a relação local/regional do risco-benefício: hipertensão intracraniana versus risco de mortalidade por pneumonia, diarreia e sarampo. •A anemia por deficiênciade ferro é a mais comum das carências nutricionais, com maior prevalência em crianças, principalmente nos países em desenvolvimento → aquelas com idade entre 6-24 meses apresentam risco duas vezes maior para desenvolver a doença do que aquelas entre 25-60 meses. ⤷As novas recomendações da SBP (2019) indicam a suplementação preventiva para recém-nascido de termo, de peso adequado para a idade gestacional, de 1mg de ferro elementar/kg de peso/dia, a partir do 3° mês (independentemente se em aleitamento materno exclusivo, misto ou somente fórmula infantil) até o 24° mês de vida Desenvolvimento neuropsicomotor •A monitorização do crescimento e do desenvolvimento provavelmente é a tarefa mais importante do pediatra → a exploração de determinados aspectos do desenvolvimento infantil e a avaliação de sua adequação à idade do paciente podem fazer toda a diferença na detecção precoce de dificuldades do desenvolvimento •O que se convenciona chamar de desenvolvimento é o resultado de muitos processos complexos e multifacetados que são influenciados direta e indiretamente por uma gama de fatores biológicos, genéticos, psíquicos, socioeconômicos e ambientais → a despeito dessa complexidade, a prática pediátrica permite formular um método de avaliação do desenvolvimento infantil. ⤷O desenvolvimento pode ser classificado pela conceituação mais abrangente proposta por Lissauer e Clayden no livro Illustrated Textbook of Paediatrics: a. Motor grosseiro. b. Motor refinado e visão. c. Fala, linguagem e audição. d. Social, emocional e comportamental. •A monitoração dos parâmetros do crescimento é relevante porque o atraso do crescimento pode denunciar um distúrbio que também afetará o desenvolvimento → o perímetro cefálico deve ser medido a cada consulta nos lactentes sadios. ⤷É fundamental registrar a medida encontrada em um gráfico do crescimento apropriado. •Quanto ao formato do crânio, avaliamos de acordo com a relação entre a distância biauricular (de uma inserção superior de uma orelha à outra) e anteroposterior (glabela-occipício), esperando resultado igual a 1 → diz braquicefálico, quando a medida biauricular é maior do que a anteroposterior e, dolicocefálico ou escafocéfalo, quando a medida biauricular é menor do que a anteroposterior, dando ao crânio um formato de quilha de navio. ⤷Essas formas podem ou não estar relacionadas ao fechamento precoce patológico de suturas (coronárias no caso de braquicefalia e sagital na escafocefalia). ⤷A trigonocefalia é sempre consequência do fechamento precoce patológico da sutura metópica •A presença dos reflexos primitivos, com atenção especial às idades em que eles aparecem e desaparecem, é uma boa medida da integridade do SNC no 1º semestre de vida e uma demonstração do estágio de desenvolvimento do recém-nascido e do lactente → ao longo do processo de mielinização e formação da circuitaria do SNC, os reflexos primitivos surgem em idades previsíveis e, após um determinado período, são suprimidos pela maturação da função dos níveis cerebrais superiores. •Reflexos primitivos são respostas automáticas e estereotipadas a um determinado estímulo externo → estão presentes ao nascimento mas devem ser inibidos ao longo dos primeiros meses, na medida em que surgem os reflexos posturais. ⤷Sua presença mostra integridade do sistema nervoso central, entretanto, sua persistência revela disfunção neurológica → os reflexos primitivos são mediados por mecanismos neuromusculares subcorticais, que se encontram desenvolvidos desde o período pré-natal. ⤷O desaparecimento desses está atribuído ao desenvolvimento de mecanismos corticais inibitórios dos lobos frontais à medida em que a criança se desenvolve pela maturação do cérebro, decorrente da mielinização, arborização e formação das sinapses nervosas, com crescente controle voluntário de cada uma das atividades relacionadas a estes reflexos → na criança, a falta de amadurecimento ou desaparecimento de tais reflexos pode indicar a existência de lesões cerebrais. •Reflexo de moro → surge com 28 a 32 semanas de idade gestacional, mas só é completo a termo. ⤷A idade limite para seu desaparecimento é aos 5 meses, porém, muitas crianças deixam de tê-lo mais cedo. ⤷Para suscitá-lo, mantêm-se o tronco do bebê em uma posição semiereta e, em seguida, permite-se que a cabeça caia, aparando a queda com a mão → a resposta completa consiste em extensão e abdução dos dedos das mãos e dos braços, seguidas por flexão dos braços. →Alguns bebês emitem um som agudo no início da resposta e, a maioria chora com o susto. ⤷A ausência de resposta em um dos braços significa, mais provavelmente, paralisia do plexo braquial por tocotraumatismo. ⤷A ausência do reflexo de Moro no recém-nascido a termo, em geral, reflete disfunção acentuada do SNC. •O reflexo de sucção está bem estabelecido com 34 semanas de idade gestacional e, para pesquisá-lo, basta colocar um dedo limpo na boca do recém-nascido. ⤷Complementar a este reflexo é o reflexo dos pontos cardeais, ou de voracidade → ao estimular delicadamente a região perioral com um dedo, o bebê procura abocanhá-lo. •O reflexo tônico-cervical assimétrico (Magnus e De Kleijin ou reflexo do esgrimista) começa a surgir por volta de 35 semanas de idade gestacional, mas só está completo ao 1° mês de vida → com o bebê em decúbito dorsal, gira-se a cabeça para um dos lados. ⤷A resposta consiste em extensão do braço e da perna ipsilaterais e flexão dos membros contralaterais. ⤷Costuma desaparecer aos 6 a 7 meses, mas mesmo quando presente, o lactente deve ser capaz de sair da “postura de esgrimista” que caracteriza sua resposta. ⤷No paciente que apresenta este reflexo em apenas um dos lados do corpo, a interpretação da anormalidade depende da idade → no 1° semestre de vida, o hemisfério cerebral contralateral ao lado em que o RTC está ausente é normal, porém, em crianças maiores, o hemisfério cerebral contralateral ao lado em que o RTC persiste é anormal. •O reflexo de preensão palmar surge com 28 semanas de idade gestacional e desaparece até 4 a 5 meses de idade → é pesquisado estimulando-se a palma aberta do bebê com um dedo, sendo a flexão dos dedos a resposta normal. •O reflexo de preensão plantar aparece ao nascimento e desaparece aos 9 a 12 meses → a estimulação da planta, próximo aos dedos, produz flexão plantar. •O reflexo de apoio plantar é desencadeado pelo apoio do pé do recém-nascido sobre uma superfície dura, estando este seguro pelas axilar, observando-se extensão total das pernas. •O reflexo da marcha reflexa é desencadeado por inclinação do tronco do recém-nascido após a obtenção do apoio plantar → deve-se observar cruzamento das perna, uma à frente da outra. •O reflexo de Galant (ou reflexo de encurvamento do tronco) é desencadeado por estímulo tátil na região do dorso lateral → resulta em encurvamento do tronco ipsilateral ao estímulo. •O reflexo de colocação (ou Placing) é desencadeado por estímulo tátil do dorso do pé estando o bebê seguro pelas axilas → tem como resposta a elevação do pé, como se estivesse subindo um degrau de escada. ⤷É o único reflexo primitivo com integração cortical. •O reflexo cutâneo-plantar é desencadeado por estímulo tátil na região lateral externa do pé, no sentido do calcanhar para o 2° e 3° podáctilos, resultando em extensão dos dedos até aproximadamente o 9° mês, podendo ser em extensão, flexão ou indiferente após o primeiro semestre de vida → após a aquisição da marcha, resulta sempre em flexão. •O reflexo de fuga à asfixia é desencadeado colocando- se o bebê em decúbito ventral no leito, com a face voltada para o colchão → em alguns segundo o recém- nascido deverá virar o rosto, liberando o nariz para respirar adequadamente.•De modo geral, a sucção reflexa e a marcha reflexa desaparecem por volta dos dois meses de vida e, os demais, devem desaparecer até no máximo 6 meses de idade, exceto os dois reflexos dos pés. •Os reflexos posturais substituem os reflexos primitivos, sendo movimentos automáticos que mantém a posição e equilíbrio do corpo durante repouso ou movimento, modulando a distribuição de tônus muscular nos membros e tronco → relacionado a harmonia do movimento. ⤷Reflexo de Landau → desencadeado quando o bebê é suspenso na posição prona observando a elevação da cabeça acima do tronco e em seguida o tronco fica retificado e as pernas estendidas. →Quando o examinador flete a cabeça do bebê, as pernas se fletem também (Landau II). →É um reflexo postural fundamental para sentar-se e andar, estando presente a partir de 4 ou 5 meses de idade. ⤷Apoio Lateral → desencadeado lateralizando-se o tronco do bebê sentado observando extensão do braço ipsilateral ao lado da queda, com apoio da palma da mão ao solo; presente a partir de 6 ou 8 meses de idade. •Manobra do paraquedas → desencadeado colocando a criança de ponta cabeça, observando a extensão dos braços para frente, como se fosse amparar a queda. ⤷É o último reflexo postural a aparecer, presente a partir de 8 a 9 meses de idade → deve estar obrigatoriamente presente aos 12 meses. •Boa parte da avaliação no 1º semestre de vida baseia-se no desenvolvimento da função motora, fruto da complexa interação do processo de mielinização, formação de sinapses, apoptose, nutrição, experiências e brincadeiras → a simples atitude do recém-nascido no leito já assinala eventuais insultos ao SNC. ⤷Assim, é importante inspecionar a postura e os movimentos espontâneos antes de realizar manobras de avaliação do tônus muscular. ⤷O tônus muscular é definido como a resistência que os músculos oferecem à movimentação passiva em repouso (componente estático) ou o grau de contração durante um dado movimento (componente fásico) e provavelmente é a melhor medida da integridade do SNC nos primeiros 6 meses de vida. •Durante o primeiro ano de vida o tônus muscular varia de flexor (no RN a termo) para hipotônico (entre 6 e 8 meses), até atingir valores normais no fim do primeiro ano de vida → o reflexo de Landau é muito útil para diferenciar a hipotonia fisiológica da hipotonia patológica. •Para avaliação da força muscular devemos observar principalmente se há alguma assimetria entre os membros através da manobra do rechaço → na avaliação da força muscular de membros inferiores, coloca-se o bebê na beira da cama e observa-se se ele consegue manter as pernas elevadas. •Fraqueza proximal, muitas vezes associada à doença neuromuscular, pode ser avaliada pela manobra de Gowers → nessa manobra pede-se que a criança sente no chão e levante. ⤷A manobra é positiva (sinalizando fraqueza muscular proximal) quando a criança se apoia no chão ou coxas para se levantar. •Estima-se que 11 a 20% das crianças nos Estados Unidos tenha algum distúrbio comportamental ou emocional, conforme definido na 5ª edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V); esta é a 5ª principal doença pediátrica crônica. ⤷O que tem sido observado é que exposições constantes a eventos estressantes, como violência, abuso sexual, álcool, drogas e negligência, comprometem a capacidade das crianças em regular seu sistema de resposta ao estresse de forma eficaz, podendo levar a mudanças estruturais e funcionais adversas de longo prazo no cérebro e em outras partes do corpo → possíveis consequências do estresse tóxico no comportamento infantil devem chamar a atenção do pediatra e são, por exemplo, hiperatividade, agressividade, personalidade introspectiva, distúrbio do sono, enurese, mudanças de comportamento, sentimento de incompetência, déficit de atenção e transtorno obsessivo compulsivo. •A Academia Americana de Pediatria sugere que sejam aplicados testes de triagem em relação ao comportamento infantil. ⤷Ages and Stages Questionnaire, 3.ed. (ASQ-3), que avalia os domínios de coordenação motora ampla e fina, comunicação, capacidade de resolução de problemas e relação pessoal/social. ⤷Denver Developmental Screening Test II, 2.ed. (DDST- II), que avalia 4 campos do desenvolvimento: motricidade grossa e fina, linguagem e competência pessoal-social. ⤷Swanson, Nolan and Pelham Scale (SNAP-IV), versão abreviada, que avalia a gravidade da desatenção e hiperatividade/impulsividade por meio de escores quantitativos. ⤷Strengths and Difficulties Questionnaire (SDQ), que rastreia 4 áreas de dificuldade da criança (sintomas emocionais, problemas de conduta, hiperatividade/desatenção e problemas no relacionamento com pares) e 1 área de capacidades da criança (comportamento pró-social). •A rotina para um sono tranquilo deve ser estabelecida para as crianças o mais cedo possível, uma vez que possui íntima relação com o desenvolvimento intelectual. ⤷É importante que, ao anoitecer, o movimento da casa seja modificado → menos barulho e menos iluminação são fundamentais para manter um ambiente mais sereno. →Pode-se introduzir também o que chamamos de “ritual para uma boa noite de sono”, que deve ser ocorrer diariamente. imunização •O sistema imunológico do recém-nascido apresenta habilidade limitada em montar uma resposta efetiva do ponto de vista quantitativo e qualitativo contra patógenos invasivos, implicando mais suscetibilidade a infecções → sabe-se que quanto menor o período gestacional, menos desenvolvido será o sistema imunológico ao nascimento, de forma que recém-nascidos prematuros extremos (<28 semanas) apresentam risco 5-10 vezes mais alto de infecção que o recém-nascido a termo. ⤷O neonato é altamente dependente da transferência materna passiva de anticorpos no início da vida fetal e neonatal → o desenvolvimento imunológico somente estará completo na infância tardia (por volta dos 12 anos de idade). →O leite materno é um exemplo importante de transferência de imunidade passiva no período pós-natal → ele possui funções antimicrobianas, anti-inflamatórias e imunorreguladoras. •É indiscutível o relevante papel de prevenção e promoção que as imunizações desempenham na Atenção Básica à Saúde → poucas ações são tão fortemente evidenciadas como capazes de proteger a saúde infantil e de impactar a incidência e a prevalência de doenças na infância. •A vacina penta de células inteiras (DTPw-HB/Hib) atua não prevenção do tétano, difteria, coqueluche, meningite por Hib e hepatite B. ⤷Trata-se de vacina inativada, indicada para crianças até 7 anos de idade. ⤷Contraindicações: a. Maiores de 7 anos de idade, com ou sem história de reação alérgica grave (anafilaxia) a algum componente da vacina. b. Crianças que apresentaram reações vacinais consideradas graves após a aplicação da vacina DTPw ou combinada a ela: o Episódio hipotônico-hiper-responsivo (EHH) nas primeiras 48 horas → esta reação em geral é precedida por irritabilidade e febre. A criança torna-se pálida, perde o tônus muscular e a consciência, e esse quadro pode durar desde alguns minutos até algumas horas. Apesar de muito angustiante, melhora sem deixar sequelas. Sua ocorrência não indica tendência de repetição quando da aplicação de doses subsequentes. o Convulsões nas primeiras 72 horas. o Reação anafilática nas primeiras duas horas. o Encefalopatia aguda nos sete dias após a vacinação. ⤷Pode provocar vários eventos adversos, quase sempre entre as primeiras 48 a 72 horas, sendo o componente pertussis o principal responsável → em geral, são eventos leves, que melhoram sem complicações ou sequelas e não contraindicam doses subsequentes. →Estes eventos são os mesmos e comfrequência semelhantes aos observados com a vacina tríplice bacteriana de células inteiras (DTPw). •A vacina rotavírus previne a doença diarreica causada por rotavírus → há dois tipos: 1. Vacina oral monovalente (VRH1) → contém um tipo de rotavírus vivo “enfraquecido”, além de sacarose, adipatodissódico, meio Eagle modificado Dulbecco (DMEM) e água estéril. 2. Vacina oral atenuada pentavalente (VRH5) → é composta por cinco tipos de rotavírus vivos “enfraquecidos”, sacarose, citrato de sódio, fosfato de sódio monobásico monoidratado, hidróxido de sódio, polissorbato 80, meios de cultura e traços de soro fetal bovino. ⤷É indicada para bebês de 6 semanas a 8 meses e 0 dia → a primeira dose deve ser obrigatoriamente aplicada até a idade de 3 meses e 15 dias, e a última dose até os 7 meses e 29 dias. ⤷Efeitos e eventos adversos: →VRH1 –em nosso país, verificou-se um pequeno aumento no risco de invaginação, na primeira semana após a segunda dose da vacina → a ocorrência é muito menor que o risco de hospitalização ou óbito decorrente de gastrenterite causada por rotavírus. →VRH5 – sintomas de gastrenterite ocorrem em menos de 10% dos vacinados. peculiaridades