A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
22 pág.
Resumo Teórico - Físico-Química EXP.

Pré-visualização | Página 3 de 5

do método Lineweaver-Burk, que utiliza o
fato de que o inverso da equação de uma hipérbole retangular é uma equação de reta:
e
Assim os coeficientes angular e linear da representação gráfica de 1/V0 versus 1/S serão,
respectivamente Km/Vmáx e 1/Vmáx. Para a determinação dos valores de V0 acompanha-se a reação por
meio de uma propriedade do reagente ou do produto que varie linearmente com a concentração
(absorbância, fluorescência, condutividade…).
Outro jeito de se determinar as incógnitas é com base no coeficiente angular da porção linear dos
gráficos de concentração versus tempo, obtém-se as velocidades iniciais. Fazendo-se a reação com
diferentes concentrações de substrato pode-se obter vários valores de V0 e assim determinar Km e
Vmáx.
POLIFENOLOXIDASE
É uma enzima do grupo de oxidação e redução que catalisa a remoção do hidrogênio de polifenóis (no
experimento usado, o catecol) passando-o para o oxigênio molecular, formando água e as quinonas
correspondentes:
A enzima a ser utilizada no experimento foi extraída de uma batata e na vida real tem como ação
indesejável o escurecimento de vegetais como da batata e da maçã. Para acompanhar a reação foi
usada a espectrofotometria pois a orto-benzoquinona absorve fortemente na região em torno de
458nm.
Inibidor enzimático: são moléculas que interferem na catálise diminuindo ou interrompendo as
reações enzimáticas de maneira reversível ou irreversível por mecanismos que não envolvem a
desnaturação da mesma. Podem ser classificados como competitivos e não-competitivos Os
competitivos possuem estrutura molecular semelhante à do substrato competindo com ele pelo sítio
ativo da enzima. Os inibidores não-competitivos ligam-se a sítios distintos do substrato sendo
possível uma ligação simultânea do inibidor e do substrato a enzima. Inibidores irreversíveis se
combinam, com um grupo funcional pertencente a molécula da enzima, e que seja essencial para a
atividade da mesma, às vezes este inibidor pode promover a destruição deste grupo funcional. As
enzimas têm sua atividade diminuída quando submetidas a pH’s extremos, temperaturas elevadas,
agitações mecânicas, solventes orgânicos, metais pesados e radiações UV. Estes fatores alteram a
conformação da enzima (desnaturando) prejudicando a sua função biológica.
Mudança de pH ou temperatura do meio reacional: cada enzima tem um pH característico no qual a
atividade é máxima. A atividade é reduzida em pH maior ou menor, pois as cadeias laterais de alguns
aminoácidos atuam como ácidos ou bases fracos e a mudança de pH pode protoná-los ou
desprotoná-los. A temperatura também afeta a atividade enzimática, com o aumento dela pode
inicialmente aumentar a velocidade da reação pois a energia cinética aumenta. Porém chega a um
determinado momento que ocorre a desnaturação da enzima e ela perde sua função catalítica.
Transferases: enzimas que tem como finalidade realizar a translocação de grupos funcionais como
agrupamento de amina, carbonila, carboxila, fosfato de uma molécula para outra. Por exemplo a
Quinase.
Liases: atuam na remoção da molécula de água, gás carbônico e amônia a partir da ruptura de ligações
covalentes. Um exemplo é a descarboxilase.
Exemplos de enzimas do grupo das polifenoloxidase: catecolase, tirosinase, catecol oxidase, creolase,
fenolase.
4. CONDUTIVIDADE DE SOLUÇÕES ELETROLÍTICAS
Soluções eletrolíticas são soluções que apresentam íons livres derivados de um eletrólito e com isso
possuem a capacidade de conduzir corrente elétrica. A condutância de uma solução iônica resulta na
soma da contribuição individual de cada íon da solução e depende do número de íons positivos e
negativos.
Ela pode ser de dois tipos, relativa e direta. A análise condutimétrica direta, a qual utilizamos neste
experimento, é quando a concentração do eletrólito é determinada através de uma única medição de
condutância da solução. Já a análise relativa é quando mede-se a variação de condutância no decorrer
da titulação e com esses dados estabelece-se o ponto final da titulação.
Já a condutância específica ou condutividade elétrica é a capacidade que uma solução apresenta de
produzir corrente elétrica. O mecanismo de condução elétrica em soluções eletrolíticas difere da dos
metais. Nos líquidos, a condução é feita pelo movimento de íons solvatados atraídos por um campo
elétrico e já nos metais, a corrente é composta apenas por elétrons livres.
Eletrólitos são substâncias que quando ionizadas ou dissolvidas originam íons positivos ou negativos
pela adição de um solvente ou aquecimento. Com isso existem duas classes de eletrólitos, os fracos e
os fortes. Eletrólitos fortes são os que estão completamente ionizados em solução e suas soluções
conduzem eletricidade melhor que o soluto puro. Já os eletrólitos fracos são substâncias parcialmente
ionizadas em solução, ou seja, possuem íons ou moléculas livres e a condutividade elétrica em
solução é menor que as soluções dos eletrólitos fortes.
Condutividade Molar: é definida como a condutividade de uma solução de eletrólito dividida pela
concentração molar do eletrólito, ou seja, é o valor de condutividade específica por 1 mol de
substância, assim mede a eficiência com a qual um dado eletrólito conduz eletricidade em solução.
Diluição Infinita: é um teste para a extrapolação. A concentração de soluta na verdade não é reduzida
a zero. Em vez disso, uma extrapolação, é determinada pelos pontos de diferentes concentrações de
soluto de dados para ver se qualquer propriedade dada desaparece na concentração de soluto zero. Se
assim for, então o alojamento é causado pelo soluto. Caso contrário ele é tomado como evidência de
que o efeito observado é devido a algo que não seja o soluto específico.
Tipos de Condutores: existem dois tipos de condutores, os de primeira classe ou eletrônicos e os de
segunda classe. Os de primeira classe podem ser os metais, as ligas metálicas ou semicondutores,
neste caso a condutividade é feita por elétrons e não envolve o transporte de matéria durante o
processo de corrente e não há alteração nas propriedades químicas do condutor. Já os de segunda
classe ou eletrolíticos são as soluções iônicas, neste caso a condução de eletricidade se dá a custo de
movimentos de íons em solução, ou seja, transporte de matéria. Na condutimetria só há interesse na
condutância dos condutores de segunda classe, e o condutor utilizado na experiência foi o ácido
clorídrico.
Condutividade Específica: é a condutividade que varia conforme a concentração dos eletrólitos, e
portanto não é a apropriada para comparar os mesmos.
Condutividade Molar: é determinada através da condutância específica (k) e da concentração C da
substância na solução eletrolítica conforme:
Λm = 1000 * k / C
A resistência R de um meio condutor uniforme com uma seção transversal é proporcional ao
comprimento l e inversamente proporcional a seção transversal da área A do condutor:
A constante do meio p, é conhecida como resistência específica e k é a condutância específica ou
condutividade. L é a condutância do meio.
p: para condutores metálicos
k: para eletrólitos em solução
ou
Ao medir a condutividade de uma solução, as dimensões (comprimento e área dos eletrodos) podem
ser determinadas. Entretanto o eletrodo geralmente é calibrado com uma solução de condutividade
conhecida e a razão da medida da condutividade a ser tabulada pela solução conhecida fornece a razão
do comprimento pela seção transversal do eletrodo, ou seja, l/A. Esta razão é conhecida como
constante de eletrodo e é determinada usando-se soluções de cloreto de potássio de condutividades
conhecidas.
Há uma dependência entre a concentração com a condutividade para um eletrólito forte de (KCl) e um
eletrólito fraco (ácido acético). Apesar das diferenças em ambos os casos, a condutividade aumenta
com a concentração de soluções.
Para uma melhor comparação da capacidade de conduzir corrente de diferentes eletrólitos usa-se a
condutividade molar Λmolar que seria a condutividade por mol. É determinada a partir da
condutividade,