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1. CTPS fora do prazo - Danos Morais h.ex.

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EXMº. SR. DR. JUIZ FEDERAL DA _____ VARA DO TRABALHO DA CIDADE DE DUQUE DE CAXIAS - RJ.
 , vem propor RECLAMAÇÃO TRABALHISTA, NO RITO ORDINÁRIO, em face de PREDITEC COMÉRCIO E MANUTENÇÃO PREDIAL LTDA, CNPJ n. 05.734.858/0001-52, situada na Av. Presidente Vargas, n. 542, sala 1205, centro, Rio de Janeiro – RJ – CEP: 20071-000, com base nos seguintes fundamentos:
PRELIMINARMENTE
1. COMISSÃO PRÉVIA
Com base no parágrafo 3º do artigo 625-D, da Lei 9.958/2012, esclarece o Reclamante que não foi instituído no âmbito de sua empresa, nem tampouco no seu Sindicato representativo as comissões de que trata a referida Lei.
Além do mais, entende o Reclamante que não está obrigado a transacionar seus créditos, sendo inconstitucional a Lei que instituiu a Comissão de Conciliação Prévia.
 A jurisprudência é a favor do Reclamante, senão vejamos:
EMENTA: COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA – VIOLAÇÃODO ART. 625-D – DA CLTA INOCORRÊNCIA. A submissão da reclamação trabalhista à Comissão de Conciliação Prévia não constitui pressuposto processual, estando o exercício do direito de ação subordinado ao preenchimento das seguintes 
condições: LEGITIMIDADE DAS PARTES PARA A CAUSA, INTERESSE DE AGIR e POSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO. Logo, não é possível a extinção do processo, sem julgamento de mérito, sob o fundamento de falta de interesse processual, se a parte não se submeter à tentativa conciliatória introduzida pelo Lei n. 9958/2012. “ (TRT 3ª Região - MG – RO 4665/01 Ac. 5ª Turma, Relatora Juíza Emília Facchini – DJMG 19/6/2012, p. 18).
(Grifos nossos)
2. DO CONTRATO DE TRABALHO
2.1 DA ADMISSÃO e DISPENSA
O reclamante foi admitido em 25/10/2012, porém, a Reclamada LEVOU À REGISTRO O CONTRATO DE TRABALHO POR PRAZO INDETERMINADO somente em 01/02/2012, sendo dispensado, sem justo motivo, em 06/05/2012. Contudo, foi obrigado a assinar o pedido de dispensa, sem que na realidade expressasse sua vontade. Destarte, requer, na forma do art. 9º da CLT , seja declarado a nulidade do ato praticado, bem ainda condenada a reclamada a lhe pagar todas as verbas a seguir mencionadas na forma de dispensa sem justo motivo.
2.2. DO VÍNCULO EMPREGATÍCIO
A Reclamada a seu bel prazer deixou de efetuar o registro em sua Carteira de Trabalho e Previdência Social do seu contrato de trabalho. Assim agindo, infringiu o art. 13, seus parágrafos e art. 29, ambos da CLT. Assim deve ser penalizada ao art. 55 da CLT:
DO ILÍCITO PENAL
A partir do advento da lei 9.983 de 14 de Julho de 2.000, a ausência de registro em CTPS passou a constar como ilícito penal, vez que inseriu o parágrafo 4º ao art. 297 do Código Penal Brasileiro, conforme a seguir transcrito:
FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO
Art. 297. Falsificar, no todo ou em parte, documento público, ou alterar documento público verdadeiro:
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.
§ 4º Nas mesmas penas incorre quem omite, nos documentos mencionados no § 3º, nome do segurado e seus dados pessoais, a remuneração, a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços.
(Parágrafos 3º e 4º acrescentados pela Lei n.º 9.983 de 14 de julho de 2.000).
Pelo exposto, requer seja declarado por sentença, o vínculo empregatício referente ao período de 25/10/2012 a 30/01/2012 e conseqüente anotação e baixa da CTPS do reclamante integrando o mencionado período para todos os efeitos legais no contrato de trabalho e nas verbas resilitórias. 
Uma vez provado o vínculo empregatício, requer, na forma da Lei, que seja oficiado os seguintes órgãos: Ofícios ao Ministério do Trabalho, Departamento da Receita Federal, INSS, CEF, Delegacia Regional do Trabalho, Ministério Público do Trabalho, Autoridade Policial para aplicação das cominações legais.
2.3 DO PEDIDO DE DISPENSA
O reclamante foi dispensado, sem justo motivo, em 06/05/2012. Contudo, foi obrigado a assinar o pedido de dispensa, sem que na realidade expressasse sua vontade. Destarte, requer, na forma do art. 9º da CLT c/c os arts. 151 e 402 ambos do CCP , seja declarado a nulidade do ato praticado, por vício de consentimento, bem ainda condenada a reclamada a lhe pagar todas as verbas a seguir mencionadas na forma de dispensa sem justo motivo.
3. DA FUNÇÃO E REMUNERAÇÃO
Durante todo o pacto do trabalho o reclamante exerceu a função de pedreiro percebendo o salário mensal de R$ 540,00 (quinhentos e quarenta reais). 
 
4. DA JORNADA
Durante todo o contrato de trabalho cumpria jornada de segunda-feira a sábado de 07:30 h às 19:00 h, com intervalo intrajornada de 01 (uma) hora.
As HORAS EXTRAS prestadas de FORMA HABITUAL eram pagas de forma parcial, sendo certo que percebia sem qualquer registro nos recibos salariais a importância que variava de R$ 150,00 a 180,00 causando prejuízos nas verbas do contrato de trabalho e rescisórias.
A Reclamada NÃO MANTINHA CONTROLE DE FREQUÊNCIA embora mantivesse em seu quadro de empregados mais de 10 empregados, tinha o dever de manter controle de freqüência na forma do art. 74 da CLT. Destarte, requer seja condenada a Reclamada a pagar as horas extras laboradas e não pagas nos moldes do pedido visto que independe da prova apresentada pelo Reclamante, devendo ser acolhido por presunção de veracidade a jornada apontada visto que não pode a Reclamada ser premiada com a obrigatoriedade do Reclamante fazer a prova testemunhal quando foi ela própria que praticou a TORPEZA. 
Deverá ser utilizado par ao cálculo das horas extras os percentuais apontados a seguir, conforme previsto nos instrumentos normativos (docs. anexos):
Na hipótese de PROCEDÊNCIA DO PEDIDO DE HORAS EXTRAS, requer seja a Reclamada condenada a pagar as mesmas, observando o período sem anotação da CTPS, integrando-as nas verbas do contrato de trabalho e rescisórias, quais sejam: RSR, com a inteligência que emana do E. 172 do C. TST e seus reflexos; FGTS de todo o período laborado (com ou sem CTPS anotada), inclusive com a multa de 40% pela dispensa imotivada, saldo de 06 dias laborados no mês da dispensa; aviso prévio devido e não pago; 2/12 de 13º salário proporcional de 2012, 5/12 de 13º salário de 2012, 7/12 de férias proporcionais, com 1/3, referente ao período aquisitivo de 2012/05 (já incluído o período sem anotação da CPTS). 
5. DAS VERBAS RESCISÓRIAS
O reclamante foi, NA REALIDADE, DISPENSADO na data de 06/05/2012, porém, não lhe foi pago as verbas rescisórias, quais sejam: FGTS do mês da dispensa, multa de 40% pela dispensa imotivada, saldo de 06 dias laborados no mês da dispensa; aviso prévio devido e não pago; 2/12 de 13º salário proporcional de 2012, 5/12 de 13º salário de 2012, 7/12 de férias proporcionais, com 1/3, referente ao período aquisitivo de 2012/05 (já incluído o período sem anotação da CPTS e aviso prévio indenizado). 
 
6. DO TRCT e da COMUNIÇÃO DE DISPENSA 
6.1 Em sendo acolhido o pedido de declaração da nulidade do pedido de dispensa, então, seja determinado à reclamada entregar as guias do TRCT, com código 01, sob penas de multa diária que deverá ser de pelo menos 1/30 sobre sua remuneração, pelo descumprimento de obrigação de fazer, a fim de que o reclamante possa efetuar o levantamento dos depósitos já efetuados, independente da condenação, em espécie, referente a projeção das horas extras devidas e não pagas, adicional de periculosidade devido e não pago e período sem anotação do contrato de trabalho FGTS do reclamante. 
Não sendo acolhido o pedido de OBRIGAÇÃO DE FAZER A ENTREGA DO TRCT. com código 01, então deverá ser EXPEDIDO PELO JUÍZO ALVARÁ para que o reclamante levante os depósitos já efetuados os quais são de cunho alimentar. 
A reclamada deverá ser ainda condenada a pagar as seguintes verbas:
FGTS referente ao mês da dispensa, multa de 40% pela dispensa imotivada, saldo de 06 dias

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