A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
28 pág.
Semiologia da Mão - Luciana

Pré-visualização | Página 5 de 8

ósseo, o
Tubérculo de Lister. É neste tubérculo que
o tendão do extensor longo do polegar faz
uma verdadeira polia. Localizado distal-
mente ao processo estilóide do rádio e ao
tubérculo de Lister, notamos a tabaqueira
anatômica, que corresponde a um sulco
na face dorso-lateral do punho, cujos limi-
tes são: 
LATERAL, abdutor longo e extensor
curto do polegar; 
MEDIAL, extensor longo do polegar; 
PROXIMAL, extremidade distal do rádio.
Ulna – Na face dorso medial e distal
da ulna podemos palpar o processo esti-
lóide da ulna. Podemos notar que o pro-
cesso estilóide da ulna localiza-se em
média 5 a 8 mm mais proximal ao proces-
so estilóide do rádio. A palpação dessas
estruturas, como pontos de referência,
são particularmente importantes nas fra-
turas da extremidade distal do rádio e da
ulna. Essas fraturas são muito freqüentes
e podemos citar a fratura de Colles, onde
ocorre um encurtamento do rádio pelo
desvio característico, sendo a palpação
das apófises estilóides do rádio e da ulna
um parâmetro para verificação da redu-
ção.
O carpo é classicamente composto
por duas fileiras. Na fileira proximal, de
radial para ulnar, temos o escafóide, semi-
lunar, piramidal e pisiforme. A fileira distal
é composta também, de radial para ulnar,
pelos ossos trapézio, trapezóide, capitato
e hamato.
• Escafóide: é o maior osso da fileira
proximal e o mais suscetível à fratura por
sua posição quase que intercalar entre as
duas fileiras. O escafóide pode ser palpa-
do ao nível da tabaqueira anatômica, logo
distal ao processo estilóide do rádio,
como um assoalho convexo. Na posição
anatômica o escafóide mantém uma posi-
ção oblíqua em relação ao eixo do ante-
braço, de tal forma que sua porção distal
é mais ventral. O tubérculo do escafóide,
que corresponde a sua porção mais dis-
tal, pode ser palpado na base da eminên-
cia tenar. O desvio ulnar facilita a palpa-
ção do corpo do escafóide ao nível da
tabaqueira anatômica e, por outro lado,
leva à uma horizontalização do escafói-
de, fazendo com que seu tubérculo torne-
se menos saliente. O desvio radial do
punho leva a uma verticalização do esca-
fóide tornando sua tuberosidade mais
19
ATUALIZAÇÃO EM TRAUMATOLOGIA DO APARELHO LOCOMOTOR
Palpação do escafóide ao nível da tabaqueira ana-
tômica.
Palpação da superfície dorsal côncava do capitato na
região central e dorsal do punho em posição neutra.
Palpação do semilunar na região dorsal do punho
em flexão.
saliente ao nível da base da eminência
tenar.
• Trapézio: O trapézio também pode
ser palpado ao nível da tabaqueira anatô-
mica. É possível palpar e perceber que
logo após o escafóide, que possui uma
superfície convexa, aparece um sulco que
corresponde à articulação entre o escafói-
de e o trapézio. Após o sulco, palpamos o
trapézio, que possui uma superfície mais
plana. Um pouco mais distalmente, palpa-
mos outro sulco que corresponde a articu-
lação trapézio-metacarpiana, que é do
tipo selar.
• Capitato: é o maior dos ossos do
carpo. Se palparmos o tubérculo de Lister
e caminharmos distalmente na região
central do dorso do punho em posição
anatômica, notaremos que aparece uma
depressão. Essa depressão corresponde
à superfície dorsal côncava do capitato. O
semilunar, na posição anatômica, é dificil-
mente palpado por estar contido na fossa
articular do rádio. Ao realizar a flexão do
punho, a cabeça e o colo do capitato, bem
como o semilunar, tornam-se mais dorsais
e preenchem a cavidade ou depressão
dorsal. A articulação entre o capitato e a
base do terceiro metacarpiano também
pode ser palpada facilmente na região
dorsal.
• Semilunar: Com o punho fletido,
pode-se palpar o semilunar, que se proje-
ta distalmente, na superfície articular dor-
sal do punho. Sua face dorsal é convexa
e é seguida, distalmente, pela superfície
côncava do capitato.
• Complexo Ulno Carpal: Distalmente
ao processo estilóide da ulna pode-se pal-
par a presença um tecido de consistência
cartilaginosa na face medial do punho.
Sabemos que, nos humanos, a ulna não
se articula verdadeiramente com o carpo
e, nessa região entre a extremidade distal
da ulna e o carpo, encontramos uma série
de estruturas que formam o complexo
ulno carpal: fibrocartilagem triangular, e
ligamentos ulno carpais (ulno-semilunar e
ulno piramidal).
• Piramidal: distalmente ao complexo
ulno carpal, podemos palpar na face
medial do carpo o piramidal que possui
uma superfície convexa nessa região.
• Pisiforme: É facilmente palpável na
base da eminência hipotenar, na extremi-
dade do tendão flexor ulnar do carpo.
• Hamato: O hâmulo do hamato é ven-
tral e pode ser palpado distal e lateral-
mente ao pisiforme, ao nível da eminência
tenar. Entre o pisiforme e o hâmulo do
hamato localiza-se o canal de Guyon.
Neste canal, que possui como limite late-
20
Palpação do complexo ulno-carpal (fibrocartilagem
triangular) entre a apófise estilóide da ulna e o
piramidal.
Fratura-avulsão da falange distal causando perda da
ação motora do aparelho extensor.
Palpação do piramidal na região medial do punho.
ral o hamato e o medial o pisiforme, pas-
sam o nervo e a artéria ulnar.
• Metacarpos: Os metacarpos são
mais facilmente palpáveis na região dor-
sal já que, nessa região, a pele e o TCSC
são menos espessos e os tendões exten-
sores são mais finos. Podem ser palpa-
dos com facilidade a base, a diáfise, o
colo e a cabeça dos metacarpianos. Com
a articulação metacarpo-falangiana fleti-
da a cabeça pode ser palpada mais facil-
mente.
• Falanges: As falanges podem ser
palpadas facilmente, com exceção de sua
porção volar, devido a presença de ten-
21
ATUALIZAÇÃO EM TRAUMATOLOGIA DO APARELHO LOCOMOTOR
Dedo em botoeira por lesão do tendão extensor central.
Deformidade em pescoço de cisne.
dões flexores e do túnel osteofibroso. Deve-se observar simetria, sintomas dolorosos,
edema, comparando um dedo com os outros.
DEFORMIDADES TÍPICAS
• Dedo em Martelo: Ocorre por lesão do tendão extensor terminal em sua inserção na
Punho
Flexão: 80 graus
Extensão: 80 graus
Desvio Ulnar: 30 graus
Desvio Radial: 20 graus
Metacarpofalangianas
Extensão: 30 graus
Flexão: 100 graus
Adução: 20 graus
Abdução: 30 graus
Articulação Interfalangiana Proximal
Flexão: 100-110 graus
Extensão: 0 graus
Articulação Interfalangiana distal
Flexão: 90 graus
Extensão 15 graus
Carpo-Metacarpiana
2º dedo – praticamente imóvel
3º dedo – praticamente imóvel
4º dedo – 5 graus de flexão
– 5 graus de extensão
5º dedo – 10 graus de flexão
– 10 graus de extensão
falange distal. A incapacidade de extensão da IFD promove a deformidade em flexão dessa
articulação. O dedo em martelo pode ser conseqüência tanto de uma lesão tendinosa como
de uma fratura-avulsão do dorso da base da falange distal.
22
Polegar
A articulação trapézio-metacarpiana é uma articulação do tipo selar que permite
movimentos de:
Flexão: 20 graus Abdução: 20 graus
Extensão: 20 graus Rotação Interna: 40 graus
Abdução: 50 graus Rotação Externa: 20 graus
Articulação MF Flexão: 50 graus
Extensão: 0 graus
Articulação IF Flexão: 90 graus
Extensão: 15 graus
• Dedo em Botoeira: ocorre por lesão
do tendão extensor médio em sua inser-
ção na base da falange média. A incapaci-
dade de extensão da IFP promove a flexão
dessa articulação. As bandas laterais, por
perderem seus elementos de contenção,
deslocam-se, ventralmente, como se fosse
a casa de um botão (o botão seria a articu-
lação IFP).
• Deformidade em Pescoço de Cisne:
caracterizada por uma deformidade em
extensão da IFP com flexão do IFD. É
observada com freqüência na artrite reu-
matóide onde ocorre por lesão dos ele-
mentos contensores do aparelho exten-
sor. A deformidade em pescoço de cisne (-
swan neck) pode ainda ocorrer como con-
seqüência de uma deformidade em mar-
telo, onde toda a

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.