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RESUMO GERAL DE ELETROCARDIOGRAMA E EMERGÊNCIAS (COMPLETO)

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onda T)→ massagem → adenosina 6 mg em bolus → ficou
10s em assistolia (sem batimento), cianótica, pele fria →
voltou. Prestar atenção na idade, pois o coração demora um
pouquinho para voltar
**Bolus: bem rápido / de uma vez
FIBRILAÇÃO ATRIAL
FC 120-220
INÍCIO SÚBITO
QRS ESTREITO E IRREGULAR
SEM ONDA P BEM DELIMITADA
● É a mais comum
● Fibrilação: tremendo, coração da pessoa não bate normal
● Atrial: o átrio do paciente não contrai adequadamente /
átrio está tremendo gerando FC em torno de 300
● Fibrilação atrial: vários focos no átrio quiseram achar que
poderiam mandar, gerando bagunça total, átrio não
consegue contrair direito → treme → gerando 2 problemas
● AE: responsável por 30% do enchimento ventricular, logo
o sangue que chega, 30% do que vai descer do ventrículo
para a válvula mitral acontece na hora da contração do
átrio
● FA: átrio não contrai, somente treme, as vezes é comum o
sangue voltar para o pulmão (congestão pulmonar)
● Frequência atrial em torno de 300 → se o ventrículo
fibrilar → paciente tem parada cardiorrespiratória. Isso não
acontece porque o nó AV bloqueia a maior parte dos
batimentos
● Frequência + comum: 150 bpm
● Não dá para fazer a frequência pelo método
tradicional, porque o ritmo é irregular
● No exame físico: os pulsos vão estar irregulares
● PODE ter frequência normal → ter FA → observar os
critérios de instabilidade hemodinâmica
É COMUM PACIENTE COM FA FAZER CONGESTÃO
PULMONAR (dispneia + crepitação na ausculta)
COMO RECONHECER:
1- O ritmo é IRREGULAR: porque tá vindo batimento de
vários locais bloqueando em momentos diferentes. Irregular=
distância são diferentes
2- NÃO TEM ONDA P BEM DELIMITADA: onda P é a
contração atrial (despolarização do átrio), na FA o átrio não
contrai e sim treme, logo não gera onda P certa, porque o átrio
não está contraindo. Ao tremer esta muito rapido e a onda P
não está tão bonitinha
OBS: NO LIVRO TRAZ QUE É AUSÊNCIA DE ONDA P E RITMO
IRREGULAR. CONTUDO NÃO TEM UMA ONDA P BEM
DELIMITADA, SE TIVER BEM DELIMITADA TEM CONTRAÇÃO, NA
FA NÃO TEM CONTRAÇÃO E SIM TREMORES
QUEM FAZ FA:
● ↑ de AE - principal causa
● Insuficiência cardíaca
● Chagas
● ICC
● Pós-operatório cirurgia cardíaca
● Hipertiroidismo
● Libação alcoólica
OBS: AE ↑ DE TAMANHO É CANDIDATO A TER UMA FA
PRINCIPAL PROBLEMA DA FA: átrio perde a contração (não
bombeia o sangue com força), ficando sangue enrolando e
demorando para descer (aprisionamento sanguíneo),
formando coágulos no atrio. Logo a FA é uma das grandes
condições que leva a AVC isquêmico.
EXEMPLO: vozinha com FA ninguém fez nada → formou
coágulo → AVC
CONDUTA:
EXEMPLO: vozinha com palpitação / coisa ruim / coração vai
sair pela boca, FC de 150, ritmo irregular, ECG indicativo de
FA, está estável hemodinamicamente
● exame físico: pulsos irregulares
● perguntar critérios de instabilidade: está rebaixada? não,
está com dor no peito? não, está com falta de ar? não, na
ausculta normal, PA 13x80 = não está instável
● se estiver instável = choque (cardioversão elétrica)
● perguntar quanto tempo tem o sintoma
NA FA É OBRIGATÓRIO PERGUNTAR QUANTO TEMPO
TEM O SINTOMA, maior probabilidade de formar trombo
/coágulo é quando o paciente tem FA depois de 2 dias
PACIENTE INSTÁVEL: critérios de instabilidade
Rebaixamento nível consciência (através da escala de
glasgow) / hiporresponsividade (chamar o paciente)
Hipotensão sintomática (síncope, pele fria,desmaio,tontura):
paciente hipotenso + sintomas
Dor precordial anginosa (maior consumo de O2): dor
iniciada durante o esforço ou episódio de stress que irradia
para braço, queixo ou mandíbula e melhora ao repouso
Congestão pulmonar + dispnéia: esteto com crepitação
(congesto) e o paciente com falta de ar
CONDUTA: deitar + sedação +
cardioversão elétrica (choque)
NÃO precisa se preocupar com o tempo de sintoma
PACIENTE ESTÁVEL: palpitação, mal estar, tontura
SINTOMAS >48h SINTOMAS <48h
Não tira arritmia somente ↓
a FC
Retira a arritmia
NÃO pode reverter a
arritmia quando os sintomas
forem mais do que 48h
DROGAS:
Somente controla
frequência + anticoagulante
1ª escolha: amiodarona
DROGAS CONTROLE DA
FC (betabloqueador)
metoprolol, cedilanide ou
amiodarona por 6 meses
2ª escolha: propafenona
DROGAS
ANTICOAGULAÇÃO:
xarelto ou marevan
ou cardioversão elétrica
(choque)
↑ probabilidade de trombo CONDUTA DE REVERSÃO
OBS: NÃO É TODA FA QUE TEM QUE ANTICOAGULAR
EXEMPLO: nunca teve arritmia, tem sintomas há 5 horas
indicado fazer REVERSÃO (remédio que pega FA e transforma
em ritmo sinusal) através da amiodarona ou propafenona ou
dar um choque
OBS: CONDUTA ERRADA TEM ↑ CHANCE DE AVC
EXEMPLO: moça na formatura ingeriu muita bebida alcoólica
(excesso de álcool estimula causar uma loucura no átrio) com
palpitação → FA por exagero de bebida alcoólica
● conduta: geralmente 48h
● amiodarona
● não precisa dar anticoagulante porque o coração é
normal, jovem, não tem DM, não tem HAS, nunca
teve AVC, não tem doenças cardiovasculares
● CHADS = 0
● motivo da FA: excesso de bebida alcoólica
EXEMPLO: dona Joana 80 anos, DM, HAS, já teve um AVC →
indicativo de anticoagulação
● motivo da FA: coração envelhecido que dilatou
OBS: é através da pontuação de CHADS que verifica se
coagula ou não
TAQUICARDIA VENTRICULAR MONOMÓRFICA
FC:100-250 bpm
QRS ALARGADO E REGULAR
QRS MESMA MORFOLOGIA
● É a única arritmia onde o QRS está ALARGADO, pois
está acontecendo algo tão grave que não manda o
estímulo normal.
● Fica alargado o batimento porque nasce no ventrículo
(parte muscular)
● Alargado: 3 ou mais quadradinhos
● geralmente FC ↑: 180-220
● Ritmo: regular
● Na maioria das vezes indicada doença GRAVE
EXEMPLO:
● miocardiopatia isquêmica (pessoa com ventrículo fraco,
pois todas as coronárias está com lesão). Paciente com
dor torácica anginosa → fez cateterismo → 3 artérias
entupidas. ECO com ventrículo bem fraco =
miocardiopatia devido a isquemia
● miocardiopatia chagas ou doença de chagas: bicho
barbeiro ao tentar atacar o microrganismo inflamou todo
coração → coração dilatado e fraco → risco de fazer
taquicardia ventricular
● qualquer causa de IC mais grave (quando força do
coração está com <30%)
● miocardite (inflamação do músculo) pós covid
** UM FOCO
LÁ EM BAIXO
QUE MANDA
O ESTÍMULO
→ FICANDO
ALARGADO.
CONDUTA: INVESTIGAR INSTABILIDADE
1. Amiodarona 300mg + SF0,9%-150ml EV em 30min
2. Sulfato de Magnésio 1-2g EV em bolus
3. Lidocaína (Xylocaína)
TAQUICARDIA VENTRICULAR POLIMÓRFICA
FC:100-250 bpm
QRS ALARGADO
QRS MORFOLOGIAS DIFERENTES
CASO CLÍNICO
Paciente de 68 anos, encaminhado ao PA da Santa Casa com
quadro de “batedeira no peito” há 12h, associado a pele fria e
pegajosa. PA de 70x50
1ª frequência: é irregular, logo não consegue fazer pelo
método tradicional
2º olhar D2 longo: 21 x 6: 126 = taquicárdico
3º conduta:
● avaliar instabilidade: hipotensão sintomática (pele
fria e pegajosa + pa ↓)
● instável deve agir logo
● cardioversão (choque) retirou a arritmia a pressão
voltou
● dar alta com amiodarona para evitar que faça FA tão
cedo
● FA: ritmo irregular e não tem onda P bem delimitada
● não precisa saber das 48h
CASO CLÍNICO
Paciente chega ao PA com quadro de dor intensa em região
lombar à direita. Realizou ECG e o médico plantonista solicita
avaliação da cardiologia
1ª frequência: 150 → taquicardia
2º olhar D2 longe: regular e estreito
3ª conduta:
● avaliar instabilidade
● estável hemodinamicamente
● porque não é supra: porque no D2 consegue ver
claramente a onda P, QRS e T
● resposta = taquicardia sinusal: onda P + em D1, D2,
AVF
● cólica renal → cálculo → dor → taquicardia sinusal →
buscopan, tramadol, morfina → ↓ FC
CASO CLÍNICO
Paciente 36 anos, chega ao PA com quadro de “palpitações e
mal estar” nega comorbidades prévias
1ª frequência: 250 → taquicardia
2º olhar D2 longe: não tem a onda P bonitinha, onda P dentro
da T
3ª conduta:
● paciente estável
● taquicardia supraventricular
● perguntar ao paciente: é a 1ª vez que tem isso? não já
tenho direto
● problema: tem dois caminhos, desde que nasceu,
sempre

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