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RESUMO GERAL DE ELETROCARDIOGRAMA E EMERGÊNCIAS (COMPLETO)

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sinusal, sendo uma resposta fisiológica do organismo nesse
caso frente a uma hipoglicemia (20) somente realizar glicose
CASO CLÍNICO: PROVA
Paciente atendido com quadro de mal-estar e sudorese há 3
horas - Realizado ECG abaixo. Conduta?
● FC: +/- 200 bpm (entre 300 e 150 bpm) → taquiarritmias
● Ritmo regular sem ondas P visíveis: taquicardia
supraventricular
● Sem critérios de instabilidade hemodinâmica
● Droga de escolha indicada = adenosina
● Caso não haja sucesso com terapia medicamentosa =
indicado cardioversão elétrica com 150 J
CASO CLÍNICO
Paciente atendido com “batedeira no peito” e tontura há 24h.–
Realizado ECG abaixo. Conduta?
● FC : aproximadamente 156 bpm
● Ritmo irregular sem ondas P bem delimitadas:
provável fibrilação atrial com 24h de evolução
● Sem critérios de instabilidade hemodinâmica
● Droga de escolha indicada: amiodarona
● Caso não haja sucesso com terapia medicamentosa –
indicado cardioversão elétrica com 150J.
CASO CLÍNICO
Paciente atendido com quadro desconforto torácico tipo
aperto com irradiação para região de mandíbula há 2 horas..
– Realizado ECG abaixo. Conduta?
● FC : aproximadamente 180bpm (entre150 e 300bpm
● Ritmo regular sem ondas P bem aparentes (não é
possível localizar ondas P e T): provável taquicardia
ventricular
● Com critérios de instabilidade hemodinâmica: dor
torácica anginosa
● Conduta indicada: cardioversão elétrica com 150J.
CASO CLÍNICO: não fez esse
Paciente portador de ICC vem ao hospital com queixa de
“coração acelerado” – edema MMII, PA: 90/50 mmHg
Realizado ECG abaixo. Conduta?
● FC : aproximadamente 150 bpm
● Ritmo regular com QRS alargado – provável
taquicardia ventricular
● Sem critérios de instabilidade hemodinâmica
● Conduta: Amiodarona EV
CASO CLÍNICO: não fez esse
Paciente portador de ICC vem ao hospital com queixa de
“dispnéia intensa– edema MMII, crepitações pulmonares
difusas. Realizado ECG abaixo. Conduta?
● FC : aproximadamente 150 bpm
● Ritmo regular com QRS alargado: provável
taquicardia ventricular
● Sem critérios de instabilidade hemodinâmica
● Conduta – Cardioversão elétrica
-----------*---------❤ PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA (PCR) NO ADULTO ❤ ----------------
INTRODUÇÃO
● médico precisa determinar as causas da parada
● Se não entender qual o motivo da parada o paciente
não volta
● ex: se a parada for por hipoglicemia → não tem que
dar choque → continua a massagem, se em nenhum
momento entender que a parada foi por hipoglicemia
às massagem continuará e o paciente vai a óbito
● ex: paciente na enfermaria internou por DM estava
usando insulina → hipoglicemia a causa da PCR
● ex: paciente com dor no peito + sudoreico e parou →
principal suspeita da parada é infarto
RITMOS NA PARADA
TODA vez que tiver diante de uma parada cardíaca só vai
existir 4 ritmo possíveis
RITMOS NÃO CHOCÁVEIS: RITMOS CHOCÁVEIS:
AESP FIBRILAÇÃO VENTRICULAR
ASSISTOLIA TAQUICARDIA VENTRICULAR
+ ambientes hospitalares
(paciente com sepse ou
oncológico)
+ ambientes
extrahospitalarias (samu)
(paciente bem e evolui para
PCR)
+ graves
chance de voltar da PCR é ↓
causas + aguda
chance ↑ de reverter a PCR
conduta: ciclo de massagem
+ ventilação + pensar sobre
as causas da parada
(TEP, Infarto, Dissecção de
aorta)
conduta: choque
COMO FAZ DIAGNÓSTICO
Quando o paciente está em PCR significa que o coração não
está contraindo, é errôneo dizer que o coração está parado, e
correto que o coração não consegue contrair. Como não
consegue contrair, não vai sair sangue pela aorta logo não vai
ter pulso; uma vez que é o sangue caminhando nas artérias
que gera os pulsos.
Para determinar que o paciente está em PCR deve checar
PULSO CAROTÍDEO OU FEMORAL (pulsos CENTRAIS)
Ao colocar o dedo no pulso carotídeo 3s e não sentir nada até
que se prove ao contrário o paciente está em parada cardíaca.
OBS: PACIENTE ACORDADO NÃO PODE ESTAR EM PCR,
pois tem sangue suficiente saindo do coração e indo para o
cérebro para manter ele vigil
PCR INDICA QUE O CORAÇÃO ESTÁ PARADO?
NÃO NECESSARIAMENTE
Quando se pensar em PCR deve lembrar do pulso CENTRAL, ou
seja, das grandes artérias, pois tem menor chance de errar.
RADIAL NÃO É PULSO CENTRAL:
porque é uma artéria menos calibrosa
1- AVALIAR RESPONSIVIDADE DO PACIENTE: chamar o
paciente
★ se responder: não esta parado, esta por exemplo
sonolento
★ se não responder → checar o pulso
2- CHECAR O PULSO CAROTÍDEO (5-10s): verificar
respiração
★ se não tiver pulso → está em PCR → coração não
está bombeando sangue
3- CHAMAR AJUDA e SOLICITAR CARRINHO DE
EMERGÊNCIA para saber qual é o ritmo; a depender do ritmo
vai chocar ou iniciar as compressões
4- CHEGOU O CARRINHO → COLOCA AS PÁS (esterno e
ápice) → IDENTIFICAR RITMO DO PACIENTE
chamou / abordou o paciente → não respondeu → checar
pulso → ausente ou suspeito → coração não está conseguindo
contrair, ou seja, não está indo sangue para (cérebro, rim,
fígado,intestino etc) → gritar “parada, traz carrinho de
emergência" → carrinho é importante para saber qual é o
ritmo do paciente
DEPOIS QUE DETERMINO QUE O PACIENTE ESTÁ
PARADO se demorar para retornar a circulação de cada órgão
vai parar / morrer. Assim que determinar que o paciente parou
O QUE PODE FAZER PARA QUE PELO MENOS O SANGUE
CIRCULE UM POUQUINHO: iniciar COMPRESSÕES. Ao
comprir o coração, o sangue que está lá dentro espirra para
frente conseguindo um pouco de DC e mantém cérebro vivo /
órgãos minimamente funcionando
COMO REALIZAR COMPRESSÃO
● Colocar uma mão sob a outra na região precordial
● Com braço reto (90°) sobre o tórax do paciente
● Jogar o seu peso em cima dele
● Importante colocar a escadinha devido a altura
● Contar o nº de compressões alto
● Massagens efetivas: abaixar 5cm tórax do paciente e
100 -110 de FC
● Só olha o ritmo depois de checar o pulso. Não olhar
ritmo durante a massagem
PACIENTE NÃO ESTÁ ENTUBADO: 30 COMPRESSÕES + 2
VENTILAÇÕES. Considera-se 1 ciclo = 2 minutos geralmente
equivalente a 4 compressões
PACIENTE UTI ENTUBADO: COMPRESSÕES
CONTINUAMENTE ATÉ CHEGAR 2 MINUTOS = 1 ciclo
RITMOS
RITMO NÃO CHOCÁVEL: RITMO CHOCÁVEL
ASSISTOLIA:
uma linha reta, sem
atividade elétrica
TAQUICARDIA VENTRICULAR
(QRS largo e regular)
AESP:
atividade elétrica sem pulso.
EX: sinusal, FA, Taqui supra,
pode ser qualquer ritmo
menos as 3
FIBRILAÇÃO VENTRICULAR:
ritmo desorganizado
FAZ DESFIBRILAÇÃO
(não aperta sincronização)
conduta: medicações
(adrenalina)
conduta: coloca pás no
doente + selecionar a carga
a cada 3 minutos fazer
adrenalina
grande chance de após o
choque coração bater de
novo, interrompendo a
parada, salvando o doente
**na hora que termina 1 ciclo → parar → para verificar se o
paciente voltou (coração voltou a bater). COMO FAÇO PARA
SABER SE O PACIENTE VOLTOU? checar o pulso, está
errado olhar no monitor para ver o ritmo.
NÃO TEM COMO DIZER QUE O PACIENTE VOLTOU DA
PARADA SEM COLOCAR A MÃO, OU SEJA, SEM CHECAR
O PULSO. Para confirmar que o paciente voltou deve sentir
que o sangue está passando pelas artérias através da
checagem dos pulsos
O QUE DIFERENCIA O RITMO SINUSAL DE AESP: é o pulso
● sinusal com pulso = normal
● sinusal sem pulso = AESP
DROGAS USADAS NA PCR ADULTO
★ Adrenalina / Epinefrina: 1mg EV a 3/3min
★ Amiodarona: só usa depois do 2º choque
- 300mg EV - 1°dose
- 150mg EV - 2° dose
★ Lidocaína: quando não tem adrenalina
- 1,0 a 1,5mg/kg - 1° dose
- 0,5 a 0,75mg/kg/kg - 2° dose
ESQUEMA DO RCP
**RCP: 1 ciclo completo
É POSSÍVEL QUE APÓS 1 CICLO MUDE O RITMO DO
PACIENTE POR ISSO, APÓS 1 CICLO → CHECAR PULSO →
OLHAR VISOR PARA VER SE O RITMO CONTINUA O
MESMO OU MUDOU
FV / TV → APÓS FAZER O CHOQUE →
CONTINUAR AS COMPRESSÕES (+ 1 CICLO)
DROGAS NA PCR
● Amiodarona ou lidocaína devem ser considerada como
antiarrítmicos de 1ª escolha para FV / TV que não
responde a RCP, desfibrilação e vasopressor
● ATROPINA não é recomendada no tratamento da PCR
● A colocação de marca-passa durante a PCR não é
recomendada
● SE O RITMO FOR ASSISTOLIA OU AESP: A CADA 3
MINUTOS FAZER ADRENALINA
CAUSAS DA PCR: 5H e 5T
HIPOVOLEMIA
queimaduras

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