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TEAS TEODICEIA A religião como forma de conhecimento 1. Para Hessen (1999), o Deus da religião não é um ser, mas sim um valor. Segundo ele, como qualquer valor, Deus é dado exclusivamente de uma determinada forma. Desse modo, ele analisa a forma pela qual chega à condição do conhecimento da divindade como algo dado. Qual é a forma exclusiva pela qual o valor-Deus é dado, segundo Hessen? E. Experiência religiosa. 2. Para Hessen (1999) “ninguém se deixou até hoje torturar por uma hipótese metafísica; por outro lado, milhões de homens, tanto dentro quanto fora da cristandade, já deixaram sua última gota de sangue escorrer na areia por sua fé em Deus. Para qualquer pessoa imparcial, esse fato fala uma linguagem bastante clara.” Que tipo de linguagem se refere Hessen ao dizer que é bastante clara? C. O reconhecimento da religião como forma de conhecimento, que deve considerar a experiência religiosa, alicerçada em si mesma. 3. Ao buscar explicar as forças da natureza e a morte, o ser humano produz conhecimento. Nos primórdios da humanidade, as explicações eram dadas por meio dos mitos. Dessa forma, os fenômenos da natureza foram compreendidos por meio de explicações que os associavam às entidades míticas. As noções eram atribuídas a potências sobrenaturais. O conhecimento religioso, por sua vez, ao tentar dar explicações sobre os fenômenos da natureza e da morte, o fez de que forma? B. Forma dogmática. 4. Na teoria do conhecimento, a religião é uma forma de conhecimento na qual se baseia em uma certeza pré-lógica, ou seja, antes da articulação do pensamento, isto é, na experiência religiosa. Complete no texto a seguir, as palavras que permitem entender o local da religião no domínio dos valores autônomos. Segundo Hessen (1999), a religião se encontra no domínio dos valores autônomos, não se fundamentando em nenhum outro domínio, mas firmada “sobre seus próprios pés”, não se validando nem pela ______________, nem pela_________________. Ao contrário, a religião se firma em si mesma “na certeza imediata característica do pensamento _________________”. Hessen forneceu as bases epistemológicas para a autonomia da religião ao dar destaque ao tipo de conhecimento caracterizado de imediato e ________________ ao tratar do problema da intuição, que por sua vez dá reconhecimento ao conhecimento religioso, como sendo especial. Assinale a alterativa que identifica corretamente o domínio dos valores autônomos em que a religião está inserida. D. filosofia; metafísica; religioso; intuitivo. 5. Hierofania foi a palavra utilizada por Eliade na tentativa de compreensão da manifestação divina. É aquilo que se revela ao ser humano, tendo como origem o Sagrado. As múltiplas manifestações das hierofanias se encontram nas variadas manifestações dos fenômenos religiosos no tempo e no espaço, sendo interpretadas diferentemente. Essa manifestação pode aparecer em um objeto qualquer. Para os primitivos, não significava uma adoração ao objeto, pois para eles este revela algo cuja substância não é a pedra, mas o Sagrado. Assinale a alternativa que identifica corretamente o que acontece com o objeto quando há a manifestação do Sagrado. C. A sacralização do objeto, de forma que se torne um meio de contato com o Sagrado, não o próprio. Ciências da religião e história da religião 1. Segundo o teórico Bloch (2010), a consciência sobre a necessidade histórica por parte da religião é uma herança greco-romana. Assim, foi pelo desenvolvimento histórico, principalmente deixado por Heródoto (o pai da história), que o cristianismo desenvolveu, já no primeiro período da Idade Média, uma historiografia. De acordo com o pensamento de Bloch sobre a expressão histórica presente na Bíblia, assinale a alternativa correta. A. Para Bloch, a Bíblia expressa a narrativa de acordo com o que os cristãos aprenderam com os livros de história. 2. A expansão do território grego, empreendida por Alexandre, o Grande, aprofundou a relação de alteridade cultural, ou seja, foi no helenismo que as culturas tiveram maior contato entre si e, com elas, as religiões. Portanto, o conhecimento sobre o outro culturalmente se dá desde a Antiguidade. Sendo assim, é possível dizer que a expansão marítima no Renascimento fez surgir qual necessidade metodológica à historiografia? B. A necessidade de validação histórica da existência de outros povos, culturas e religiões. 3. A instituição da história é fundamental à humanidade, ou seja, até ser uma disciplina institucionalizada, possibilitou o acúmulo de conhecimentos sobre a humanidade. Sem ela, não seria possível pensar a sociedade tal como se desenvolveu até a contemporaneidade. De acordo com Usarski (2014), o que da história da religião fez com que surgisse a disciplina de ciência da religião? D. A história da religião se restringia à história do cristianismo. 4. Segundo a produção teórica da Escola Italiana de História das Religiões ao longo do século XX, é possível afirmar que as vertentes que se consolidaram dentro do campo de estudos das religiões se dão pelas abordagens de caráter sistemático ou fenomenológico. O que isso significa? A. A vertente sistemática é aquela de caráter estrutural-comparativo; já a vertente fenomenológica tem caráter essencialista. 5. A ciência da religião apresenta uma relação fundamental com a Antropologia e a Sociologia. Assim, pensar a religião em face à sociedade e às questões culturais se faz tão necessário quanto pensar as formações constitutivas das sociedades. Contudo, com a ascensão da história da religião e da ciência da religião, nota-se uma alteração no contexto acadêmico relativo às ciências humanas, qual é essa alteração? A. A autonomia da Sociologia e da Filosofia frente aos estudos religiosos. Ética filosófica e religião 1. O filósofo medieval, Santo Agostinho, participou durante nove anos da seita maniqueísta fundada por Mani. Para Agostinho, faltava aprofundamento filosófico à seita, uma vez que pregava que o mundo é dividido em duas potências antagônicas, bem e mal, luz e trevas. Portanto, cabe aos seres buscar o caminho das luzes. Nesse contexto, como os maniqueístas pensavam a existência do bem e do mal no mundo e como conciliavam isso com o poder divino? Assinale a resposta correta: A. Segundo os maniqueístas, o bem e o mal são ontológicos e Deus não é um ser supremo. 2. O Paradoxo de Epicuro argumenta logicamente sobre a existência do mal no mundo. De acordo com o filósofo grego, a existência do mal só é possível se Deus não tiver uma dessas características: 1) Se onipotente e onipresente, conhece o mal e não o elimina, portanto não é bom. 2) Se Deus é onipotente e benevolente, pode extinguir o mal, contudo não o faz porque não sabe de sua existência, pois não é onipresente. 3) Se for onipresente e bom, Deus sabe da existência do mal e deseja eliminá-lo, porém não é onipotente e não pode fazê-lo. Santo Agostinho acha uma saída para essa questão. Assinale a alternativa correta: B. Para Santo Agostinho, Deus é o sumo bem e o mal é a ausência de bem. 3. O teólogo Jürgen Moltmann causou uma grande polêmica ao questionar a existência da teologia após Auschwitz. Para o teólogo, o Holocausto nazista colocou em questão a fé na humanidade e também o papel da Igreja na sociedade. Após esse acontecimento traumático a nível mundial, o teólogo aponta a falência institucional da Igreja diante da ascensão totalitária. Nesse contexto, assinale a alternativa correta: C. Faltou à Igreja o tratamento exegético e histórico diante dos acontecimentos trágicos ocorridos anteriormente ao Holocausto. 4. O filósofo Slavoj Zizek, em sua obra O sofrimento de Deus: inversões do apocalipse, apresenta o argumento de um Deus que sofre com o que foi feito do cristianismo, principalmente na contemporaneidade. Nesse sentido, a história do cristianismo, da forma como ela foi construída e repassada ao longo dos séculos, permitiu o surgimento de grupos fundamentalistas. A partir do argumento de Zizek, assinale a alternativa correta: A. A falênciado cristianismo consiste na centralidade dada à crucificação de Jesus Cristo. 5. O processo de secularização ampla da sociedade ocidental teve seu início com a modernidade, mais especificamente com o movimento filosófico-iluminista. Nesse sentido, ocorreu a reformulação das instituições, inclusive metafísicas, que buscaram substituir o argumento religioso pelo racional. Que possibilidade de ética Luc Ferry compreende nesse deslocamento? Assinale a alternativa correta: B. Para Ferry, a ética laica moderna apenas reformula a moral e ética cristã. Deus e religião nos sistemas de pensamento das antiguidades clássica e helenística 1. Os filósofos pré-socráticos são considerados os primeiros filósofos ocidentais. Foram os primeiros a buscar, por um caminho racional, a explicação dos fenômenos da existência e do funcionamento do mundo. As filosofias de Parmênides e Heráclito são paradigmáticas desse período. Sobre a filosofia de Parmênides e Heráclito, analise as seguintes afirmações: I. Parmênides. II. Heráclito. ( ) O Ser é uno, imutável, eterno e não gerado. ( ) As mudanças percebidas por nossos sentidos nos entes são apenas ilusórias. ( ) Dois de seus fragmentos mais famosos são: I) que "nos mesmos rios entramos e não entramos, somos e não somos"; e II) "não é possível entrar duas vezes no mesmo rio". ( ) Em sua filosofia, o fogo é o elemento capaz de representar as características do Ser. Assinale a alternativa que preenche as lacunas de forma correta: A. I - I - II - II. 2. Platão é um dos principais filósofos da Antiguidade. As influências de suas concepções na filosofia e na teologia são diversas. A teoria das Ideias de Platão tem papel central em sua filosofia. Sobre a filosofia platônica, assinale a alternativa correta: C. Platão pode ser considerado o fundador da teologia ocidental ao pensar o suprassensível, possibilitando interpretar o divino como suprassensível. 3. Deus e as divindades são analisados na Metafísica de Aristóteles, filósofo que promoveu a primeira sistematização ocidental do saber. Sobre a filosofia aristotélica, analise as afirmações a seguir: I. Para Aristóteles, é necessário enumerar um número finito de causas para explicar o mundo do devir: a) causa formal, que se refere à forma da coisa/objeto; b) a causa material, que define a matéria da qual uma coisa é feita. II. Na metafísica aristotélica, o “sinolo” designa o conjunto da reunião entre matéria e forma. O sinolo exaure a substância. Por isso, pode ser considerado a substância por excelência. III. A matéria é considerada potência, isto é, tem a possibilidade ou a potencialidade de assumir ou receber determinada forma, enquanto a forma é o ato ou a concretização ou materialização da potência em ato. Assinale a alternativa que contém apenas a(s) afirmação(ões) correta(s): E. III. 4. O conceito de substância é essencial para compreender a metafísica aristotélica. Aristóteles considera a existência de substâncias suprassensíveis, como Deus, essenciais para a explicação da Teoria das Causas. Sobre esses conceitos, assinale a alternativa correta: C. O Deus aristotélico é amado pelos homens, mas não os ama individualmente, pois o amor é a tendência a possuir algo que não se detém e Deus não é privado de nada. Assim, é incapaz de amar qualquer coisa que não seja a si mesmo. 5. O estoicismo foi uma doutrina filosófica fundada por Zenão de Cítio, por volta do ano 301 a.C., que se manteve ativa por vários séculos, inclusive encontrou grandes expoentes no Império Romano. Dentre os mais notórios, estão Sêneca (04 a.C. - 65 d.C.) e o Imperador Marco Aurélio (121-180 d.C.). Sobre a filosofia estoica, analise as afirmativas a seguir: I. A doutrina estoica defende o caráter transcendental da divindade, acompanhando a tradição platônica. II. Trata-se de uma concepção materialista em que Deus e toda a realidade são considerados corpóreos. III. Os estoicos consideram que o mundo é gerado, não eterno e mutável. Por isso, acreditam que o fim do mundo se dará com uma conflagração universal, com posterir renascimento nas mesmas formas que a vida anterior, em um processo de conflagração e renascimento eterno. IV. Os estoicos têm uma concepção fatalista, creem no destino, do qual somente escapam os homens sábios por serem capazes de fazer escolhas livres. Assinale a alternativa que contém as afirmações corretas: D. II e III. Deus e religião nos sistemas de pensamento medievais: fé e razão na filosofia cristã 1. Santo Agostinho foi um dos maiores pensadores da Patrística. Um dos problemas tratados por ele foi o problema do Mal, no qual busca responder a seguinte questão: “se Deus é o Bem e tudo provém Dele, de onde provém o Mal?”. Sobre esse tema, Agostinho aprofunda a resposta em três níveis. Associe as duas colunas com base nesses níveis, suas definições e suas características. 1. Metafísico-ontológico. 2. Moral. 3. Físico. ( ) A morte é uma das consequências do pecado original. ( ) O que é interpretado como Mal, na realidade, é fruto de nossa ignorância e incapacidade de compreender o Universo em seu conjunto. ( ) O que aparenta ser substancialmente o Mal é, na verdade, uma escolha por um Bem hierarquicamente inferior, a um Bem menor. Assinale a alternativa com a ordem correta. D. 3 - 1 - 2. 2. Atrelado ao problema do Mal no pensamento de Santo Agostinho está o conceito de liberdade que, por sua vez, envolve outros conceitos relevantes em sua filosofia. Sobre a filosofia agostiniana e o problema da liberdade, analise as afirmações a seguir. I. O ser humano, dotado de inteligência e vontade livre, tende à Verdade absoluta e ao Bem infinito, uma vez que a inteligência não se contenta com os saberes limitados, a inteligência anseia conhecer a Verdade absoluta. Por isso, II. A razão e a vontade estão interligadas de tal modo que a liberdade é exercida na conjunção entre razão e vontade. Dada a esta ligação, para Santo Agostinho, aquele que conhece racionalmente o Bem não escolherá o Mal. Sobre essas afirmações apresentadas e a relação entre elas, decorrente da conjunção conclusiva "por isso", assinale a alternativa correta. C. A primeira afirmativa é verdadeira, e a segunda é falsa, por isso não estabelecem relação entre si. 3. A passagem da Patrística à Escolástica acompanha a passagem da Antiguidade para a Idade Média. A filosofia de Anselmo de Aosta ou Santo Anselmo é paradigmática desse período. Sobre esse autor, analise as alternativas a seguir e assinale a correta. C. A prova a priori se baseia em uma estrutura lógica, com argumentos racionais, por meio de exercício dialético puro, capaz de provar a existência divina. 4. Tomás de Aquino é um dos pensadores mais célebres da filosofia e de extrema importância no pensamento medieval. Na filosofia tomista, é possível verificar uma profunda relação entre filosofia e religião. Sobre a filosofia tomista e os caminhos da prova de Deus dessa filosofia, analise as afirmações a seguir. I. Tomás de Aquino considera que a filosofia e a teologia tratam de Deus, dos seres humanos e do mundo, o que exige a relação entre ambas, inexistindo autonomia entre filosofia e teologia e entre razão e fé. II. O caminho da contingência para a prova de Deus prescreve que deve existir um ser inteligente capaz de dirigir e guiar as coisas naturais a seus fins, pois, sem essa ordenação ou esse direcionamento, as coisas não poderiam por si só alcançar o fim que alcançam. III. O caminho da causa eficiente pressupõe duas premissas: a) que todas as causas eficientes foram causadas por outras causas; b) a necessidade da existência de uma causa eficiente incausada, ou seja, que é causa das outras, mas não teve origem em outra causa. Assinale a alternativa que contenha a(s) afirmação(ões) correta(s). E. III, apenas. 5. O pensamento moderno substituiu a predominância da filosofia escolástica de modo definitivo. No entanto, a ruptura com o pensamento escolástico não se deu de modo abrupto e se iniciou no século XIV, último século da Idade Média. Dois pensadoresdesse período foram Guilherme de Ockham e Mestre Eckhart. Sobre o pensamento desses autores, analise as alternativas a seguir e assinale a correta. A. A doutrina de Mestre Eckhart, que tem como ponto central a justificação da fé sem suporte na razão, sustenta a unidade entre Deus e os seres humanos, entre o sobrenatural e o natural. Deus e religião nos sistemas de pensamento medievais: a teodiceia nas filosofias medievais não cristãs 1. Entre os filósofos judaicos do período medievo, Saadia ben Josef, de Fayyum, ficou conhecido por conceber uma filosofia em que buscava unir a ciência e a religião, e a origem do mundo com a origem do tempo. Nesse sentido, identifica-se em suas teorias uma compreensão fundamental acerca da unidade. Em relação à compreensão de Deus, assinale a alternativa correta sobre o que argumenta Saadia. A. Deus é uno e a alma é concebida junto ao corpo. 2. Em 529 d.C. o imperador Justiniano ordenou que as escolas de Atenas fossem fechadas. Contudo, a filosofia greco-romana já havia se ramificado pelo Oriente, em especial na Mesopotâmia e na Síria. Muito disso devido à grande expansão cultural que se deu pelo helenismo. Assinale a alternativa que corresponde a outro fator determinante para a ascensão do pensamento filosófico grego na cultura islâmica nascente. B. As traduções gregas do Novo Testamento. 3. A religião e a cultura islâmicas se desenvolveram consideravelmente durante os séculos X e XII. As obras de Platão e Aristóteles eram lidas à luz da tradição árabe e contribuíram para o desenvolvimento filosófico sobre as revelações divinas do islamismo. Um dos grandes filósofos a pensar a figura de Deus nesse contexto foi Al Achari. Nesse contexto, assinale a alternativa correta. B. Al Achari compreendia Deus como dependente de seu poder. 4. Longe da oposição clássica, e por vezes maniqueísta, que predominou durante muito tempo na filosofia antiga e medieval, a teoria do filósofo Alfarabi conciliou de uma só vez a ontologia grega à existência, inclusive divina. Sua teoria ficou conhecida por compreender na mesma teoria os pressupostos platônicos e aristotélicos. Nesse contexto, assinale a alternativa correta. A. Alfarabi propõe a teoria da contingência. 5. O filósofo judeu Maimônides ficou conhecido por conseguir abordar as teorias aristotélicas de acordo com a sua epistemologia da profecia. Nesse sentido, é proposta uma concepção acerca do intelecto, segundo a qual a profecia não se dá em decorrência da capacidade imaginativa do profeta. Para tanto, a compreensão da temuná obedece a três sentidos. Assinale a alternativa correta sobre quais são esses três sentidos. C. Nos sentidos, na imaginação e no intelecto. Deus e religião nos sistemas de pensamento modernos 1. Blaise Pascal foi um matemático, filósofo e teólogo da modernidade nascido em 1623, na França, que assim como Descartes desenvolveu uma filosofia na qual o pensar é muito importante. Cristão, Pascal fundou a certeza na fé professada diante a mensagem bíblica. Nesse ponto, ele diverge de Descartes. Assinale a alternativa correta que mostra o fundamento da certeza filósofica do racionalismo cartesiano. E. O Cogito. 2. Leia atentamente o parágrafo a seguir a respeito do renascimento cultural no século XVI. O movimento renascentista manifestou em seus desdobramentos culturais, filosóficos e artísticos o rompimento com os padrões teocêntricos da cristandade por meio do __________, que reafirmou a autonomia do homem e a valorização de suas potencialidades, em um __________, que no auge do Renascimento foi decisivo para a recepção das __________ no âmbito religioso, modificando a relação de grande parte da Europa Ocidental com a questão do sagrado. Assinale a alternativa que completa corretamente os conceitos adequados ao texto: A. antropocentrismo - humanismo - reformas protestantes. 3. Leia atentamente a citação: "Mas o que sou eu? Uma substância que pensa. O que é uma substância que pensa? É uma coisa que duvida, que concebe, que afirma, que nega, que quer, que não quer, que imagina e que sente" (DESCARTES, 1973, Meditações, 2). Após duvidar de tudo por meio do seu método, Descartes descobriu a primeira certeza: penso, logo existo. Depois de esclarecer que ele existe, o filósofo se pergunta "quem sou eu?", ligando essa segunda verdade à existência de Deus, pois é Deus que garante as verdades matemáticas, suas aplicações e agir sobre o mundo. Diante disso, assinale a alternativa correta. D. Descartes prova a existência de Deus com um argumento ontológico, como ser perfeito. Deus é aquele que tem todas as perfeições, cuja essência é inata no homem. 4. No segundo momento da Reforma, liderado por João Calvino, surgiu em Genebra a Igreja Calvinista. Similar em muitos aspectos com o luteranismo, admitia o mundo dependente da absoluta liberalidade de Deus, estando os seres humanos sujeitos à predestinação: como pecadores por natureza, somente alguns estariam predestinados à salvação eterna. Além desse aspecto, sua reflexão religiosa indicava que os bens materiais e o sucesso econômico eram vontades divinas, incentivando o mérito e moralizando o trabalho e o lucro. É possível afirmar que essa teologia favoreceu qual visão de mundo? Assinale a alternativa correta. B. Capitalismo. 5. Representante da filosofia racionalista, Baruch Spinoza, filósofo holandês, construiu um pensamento filosófico com incidência na questão religiosa, ao integrar o conceito de Deus no conjunto do movimento da reflexão da Idade Moderna. Sobre o conceito de Deus, para Spinoza, o que é possível afirmar? Assinale a alternativa correta. A. Deus é imanente, substância, natureza, o mundo todo existe em Deus e tudo o que existe é parte de Deus. Deus e religião nos sistemas de pensamento contemporâneos: Iluminismo e racionalização da fé 1. Leia o trecho a seguir e responda. “Não sendo possível demonstrar a existência de Deus pela via da razão especulativa, Immanuel Kant explica que não somos capazes de juízos científicos sobre Deus, pois ele não ocorre no espaço e no tempo. Mas isso não significa a negação da existência de Deus. Kant está apenas respeitando os limites da razão”. Selecione a seguir qual conceito se relaciona à solução que Kant encontrou para o impasse da impossibilidade de demonstrar a existência de Deus. D. Razão prática. 2. Analise o trecho a seguir e responda. “Ao considerar que a razão é histórica, Hegel demonstra que a realidade é construída no tempo. Partindo da concepção de Kant de que a consciência interfere ativamente na construção da realidade, ele propõe uma filosofia do devir, ou seja, do ser em processo, como movimento, como vir a ser. Assim, o ser está em constante transformação. Hegel, desse modo, entende importante estabelecer uma lógica que tenha como fundamento o princípio de contradição e não de identidade”. Qual é a filosofia pela qual Hegel se pauta como a única forma possível de dar conta do real? C. Dialética. 3. Analise o trecho a seguir e responda: "Comte afirma que somente uma elite teria a capacidade de desenvolver a inteligência e os sentimentos morais. O restante dos seres humanos, dominados pela afetividade e, por isso, causadores da instabilidade social, deveria ser moldado e dirigido por essa elite em nome da harmonia e da ordem social, a fim de garantir o progresso dentro da ordem. Em oposição aos movimentos revolucionários que haviam abalado a ordem política na França, Comte enfatiza que essa ordem supõe a ausência de contestação". Assinale a alterativa que identifica corretamente a que estado se refere a proposição de Comte acima citada. D. Positivo. 4. Leia o trecho a seguir e responda: "A lógica de Marx não era somente interpretar (...) mas também transformar o processo histórico (...) onde o homem concreto substitui a consciência; o mundo não é abstrato, mas das relações sociais; o trabalho não é da consciência, mas prático; a superação se realiza na vida prática, e não somente no pensamento. Para Marx, na dialética, a sociedade capitalista gerou suanegação: o proletariado. E urge a necessidade de superação dessa sociedade classista para a sociedade sem classes e sem opressão. E, cessando a alienação, descarta-se a ideia de Deus (...). Para Marx, o ateísmo é a superação de Deus e afirmação do ser humano". Escolha, dentre as afirmações a seguir, aquela que explica, de modo mais preciso, a quem Marx se aliou para descartar a ideia de Deus. B. Religiosamente, Marx se opõe a Hegel e se alia a Feuerbach. 5. Leia o trecho a seguir e responda: “Nietzsche trabalha a consequência da morte de Deus, que é o nada infinito. 'O nada passa a ocupar o lugar de Deus. Todos os valores se desvalorizam. E o homem atual entra em agonia' (ZILLES, 1991, p.174). A isso, Nietzsche chama de niilismo. Para Nietzsche, o nada era evidente: não existe nada. Deus era apenas uma fachada para esconder o nada”. Assinale a alternativa que identifica corretamente como Nietzsche apresenta a solução para a descoberta da inexistência de Deus e da agonia do homem diante do nada. C. Substitui-se, aos poucos, a autoridade de Deus pela autoridade da consciência. Deus e religião nos sistemas de pensamento contemporâneos: filosofias religiosas nos séculos XIX e XX 1. Karl Jaspers e Gabriel Marcel são dois autores do século XX. Para ambos, Deus desempenha um papel importante em seus sistemas filosóficos, mas cada um apresenta uma concepção distinta apesar de serem enquadrados na mesma corrente filosófica. Sobre esses autores e a suas produções filosóficas, analise as afirmações a seguir e assinale a correta. B. Para Jaspers, a transcendência não é um dado que possa ser conceituado, podendo um movimento ‘ultrapassar’ os limites que determinam à existência humana, e chega a chamar a transcendência de Deus. 2. Duas importantes correntes filosóficas do século XX foram o personalismo, cujo mais notório expoente é Emmanuel Mounier, e a fenomenologia de vida, inaugurada por Michel Henry. Ambas correntes recolocam o debate de Deus e da religião em suas filosofias. Sobre essas correntes filosóficas e seus autores, analise as afirmações a seguir e assinale a correta. A. Segundo Mounier, o cristianismo deve se desligar de todas as “desordens” estabelecidas, como partidos, classes dirigentes, estruturas sociais, etc., bem como deve evitar que o mundo perca os valores cristãos. 3. A Escolástica foi um dos principais movimentos filosófico-teológicos da Idade Média, cujo principal e mais notório pensador foi Tomás de Aquino. Nos séculos XIX e XX, houve a retomada da escolástica no campo filosófico e teológico, em um movimento que ficou conhecido como neoescolástica. Sobre esse movimento e seus pensadores, analise as afirmações a seguir: I. O movimento neoescolástico surgiu como um movimento eclesiástico conservador a partir de suas encíclicas papais que acabam se estendendo à filosofia e teologia. II. G. K. Chesterton é um filósofo neoescolástico que retoma conceitos transcendentais da antiguidade e dá primazia ao conhecimento inteligível e racional diante do conhecimento obtido pelos sentidos. III. Jacques Maritain, autor neoescolástico, defende a construção de um humanismo integral no qual as instituições leigas tenham independência da Igreja, mas que o cristianismo seja a inspiração e motivação para formação desse humanismo. Assinale a alternativa que contenha a(s) afirmação(ões) correta(s): B. Afirmações I e III. 4. A filosofia analítica é um movimento filosófico iniciado no século XX a partir do que ficou conhecido como “virada linguística”. Essa filosofia foi fonte de diversos fundamentos para a filosofia da religião, sendo, inclusive, possível falar em uma filosofia analítica da religião. Sobre esse tema, analise as afirmações a seguir: E. Em Investigações Filosóficas, Wittgenstein não nega a validade da linguagem lógica, mas considera que ela é um dos tipos de jogo de linguagem possíveis no uso da linguagem. 5. Uma das tarefas da filosofia analítica da religião é não apenas defender o sentido da linguagem religiosa, mas a possibilidade de falar em Deus no sentido metafísico tradicional do teísmo e a racionalidade na crença em Deus. Sobre a filosofia de Alvin Plantinga, um dos pensadores dessa corrente, analise as assertivas a seguir: I. Sobre a crença cristã, Plantinga formulou uma teoria epistemológica alternativa em substituição à noção de racionalidade, na qual os conceitos de “garantia” (warrant) e de “função própria” (proper funcion) são essenciais, que acabou sendo denominada Epistemologia Reformada. Porém, II. O “funcionamento” de sua epistemologia pressupõe a existência de Deus e, ainda, que ele seja dotado das características do Deus judaico-cristão (onipotência, onisciência e onibenevolência). Sobre as afirmativas apresentadas e sobre a conjunção adversativa "porém", assinale a alternativa correta. A. Ambas as afirmativas são verdadeiras, e a segunda exprime uma ressalva da primeira. Espiritualidade e religião no ciberespaço 1. O filósofo francês Gilbert Simondon (1969) se ocupou em pensar o desenvolvimento tecnológico da sociedade. Nesse sentido, Simondon reconheceu o fenômeno que nomeou de tecnofobia, consistindo na reação humana frente à tecnologia: fobia causada pela introjeção de "vida" em um objeto inanimado ou pela ameaça de a máquina dominar a humanidade. Contudo, Simondon propôs uma terceira forma de lidar com o avanço tecnológico. Assinale a alternativa correta. C. Simondon acreditava que a alternativa à tecnofobia era a reflexão filosófica. 2. De acordo com Erick Felinto (2004), a cibercultura é constituída por uma estrutura semiótica, ideológica, cultural e histórica, relacionada à categoria de um imaginário constantemente estimulado e mutável. Nesse contexto, pode-se dizer que as noções de tempo, espaço e símbolos religiosos (ou não) são alteradas no ciberespaço. Assinale a alternativa correta em relação aos efeitos formativos dessa nova cultura. E. A tecnologia assume o monopólio formativo que também inclui a religião. 3. Uma das dificuldades das instituições religiosas consiste na ressignificação da religião no contexto tecnológico. Foi necessário que a igreja se desprendesse, de certa forma, de seu espaço físico e da materialidade contida na realidade analógica. Atualmente, os estudiosos da religião buscam pensar a rede como uma ferramenta a ser instrumentalizada em nome de Cristo. De acordo com John Zizioulas (1985), qual seria a ressignificação necessária à interpretação das mídias sociais? Assinale a alternativa correta. C. Zizioulas pensa que a comunhão deve ser a base para o uso da Web. 4. Em 2013, o Papa Francisco, por meio da publicação do documento Evangelli Gaudium, discorreu sobre a importância missionária da Igreja. Nesse contexto, foi ressaltada a importância da Internet como ferramenta necessária a essa missão nesse novo tempo: "as estradas digitais são um campo essencial na nova ‘saída’ missionária". Assinale a alternativa correta em relação à dificuldade ressaltada sobre o estabelecimento de uma cultura religiosa mais unitária nas redes. A. O maior desafio consiste na diferença etária na atualidade. 5. Na história econômica da humanidade, é possível encontrar diversas mudanças que afetaram o contexto social e, do mesmo modo, o contrário. Porém, as mudanças culturais e contextuais são resultados de uma série de alterações em várias esferas. Na atualidade, a esfera econômica é pensada em relação à sua movimentação nas redes, em que também inclui-se o mercado religioso. Assinale a alternativa correta em relação ao pensamento de Peter Berger (1985). C. Berger argumentava que o mercado religioso se encontrava submetido à lógica do mercado mundial.