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05.04 – Terça-feira Exercício avaliação morfológica vaca leiteira – Interação dos fatores herança e ambiente Genótipo + Ambiente = Fenótipo ou Herança + Manejo = Produtividade · Mais produtivo o animal, mais exigente ele vai ser, a resposta do animal vai estar na dependência do ambiente com o gene. · Quando der uma assistência deve começar pelo problema mais simples e que não gere tanto custo ao proprietário. Maior impacto no contexto, mostrando a importância da sua orientação. · Destacar características positivas e mostrar o que deve melhorar. Não criticar o proprietário e nem detonar o que o proprietário tem. Modelo 1 – O que olhar no animal? Primeiramente: harmonia ou equilíbrio do animal (beleza, simetria), queremos ossatura ovalada achatada, descarnado. · O que poderia ser melhor? Vaca teria mais harmonia se fosse: cabeça mais feminina (mais fina e delineada), representasse mais aptidão leiteira, que fosse mais descarnada do que já é tendo maior aptidão leiteira, para vaca holandesa está um pouco pesada para uma vaca de aptidão leiteira. · A linha de dorso que queremos é um pouco mais reta, arqueamento de costela poderia ser um pouco melhor, profundidade corporal está muito boa, nota de força não será muito alta (7), membros anteriores bem-posicionados, posteriores com ângulo de perna bom (nota máxima), cascos bem-posicionados (bom ângulo), bacia está numa angulosidade boa. Úbere muito bom (posterior, poderia ser ainda maior) Palpação úbere devido às glândulas mamárias (tecido de secreção) · Tomar cuidado com linha de dorso, sempre que possível uma linha bem reta cuidado com imagens ou que estamos avaliando (cuidado com maquiagem). Imagem 2 – Cuidado pois o animal está em movimento, este animal deve ter problema na pata (aprumo), perna muito angulosa, casco achinelado, não é harmônica, cabeça pesada e pescoço fino, se projetar linha reta a distância será pequena em relação ao peitoral até o dorso, bacia invertida, perna angulosa, glândula mamária (vazia na foto) sem desenvolvimento de glândula. Imagem 3 – Avaliar: largura de bacia, pernas vista posterior, altura e largura úbere posterior, ligamento central Se fosse escolher uma das 3: do meio, boa inserção úbere posterior, úbere bojudo, perna parece ter ficado ruim na foto, pois apenas uma está torta. Imagem 4 – Qualquer uma das 3 têm nota excelente (padrão de posterior excepcional). A terceira tem úbere alto Imagem 5 – Foto ruim. Vaca jovem deve-se avaliar o que ela tem no momento e deve-se projetar o que ela ganhará ainda. Vaca de 3ª a 5ª cria temos um animal maduro, na primeira cria é animal jovem ainda terá crescimento e desenvolvimento ainda. Ver aprumos, aptidão leiteira, harmonia, porém glândula mamária em vaca de primeira cria é difícil de julgar. Imagem 6 – Harmonia pequena (cabeça grande, pescoço pequeno e inserção de pescoço ruim), dorso bom, profundidade poderia ser melhor. Boa amplitude de peito, mas poderia ser mais harmônica, boa profundidade. Problema de harmonia no anterior. Pernas anteriores retas, posterior bom ângulo. Bacia um pouco escorrida. Úbere anterior muito bojudo, não têm aparecimento do úbere posterior (ligamento rompido ou inserção superbaixa). Imagem 7 – Animal jovem, cabeça pesada, profundidade pequena, dorso arqueado, bacia invertida, pernas boas, frente do anima bastante pesada, glândula mamária não desenvolvida. Não tem boa harmonia. Imagem 8 – Animal pouco descarnado animal tosco (musculoso), não queremos uma vaca da raça holandesa tosca, queremos descarnada e feminina. Holandesa com genética (Frisian) Imagem 9 – Foto é montagem para valorizar a glândula mamária. Glândula excepcional, ótima, nota máxima em todos os critérios. Úbere enorme na linha do jarrete. Ângulo de perna perfeito, inclinação da bacia nota 10, todo posterior é hipervalorizado (muito bom). Não se tem noção do anterior devido a posição da foto, não conseguimos avaliar a harmonia do animal. Imagem 10 – Pouca inserção de úbere anterior, úbere posterior altura ruim e pouco desenvolvido, tetos grandes e compridos. Tetos muito juntos devido ao pouco desenvolvimento do úbere posterior. Base do úbere na linha do jarrete (úbere pequeno). Muita coisa para corrigir. Imagem 11 – Base do teto pouco abaixo da altura do jarrete, inserção anterior excelente, posterior inserção um pouco baixa (deveria levantar e por mais forca no ligamento suspensório forte). Profundidade boa, linha de dorso boa, bacia com ângulo correto, pernas nota máxima, altura dos talões (casco) bons. Imagem 12 – Novilha recém-parida. Parece um retângulo (isso que queremos num animal jovem), parece estar bem para um animal jovem. Glândula mamária pouco desenvolvida (provavelmente foi emprenhada muito cedo) Deixar fêmea jovem ciclar (chance de ser um ótimo animal produtor). Holandesa a partir 14 meses de idade 360kg e 3 ciclos estrais visíveis. Imagem 13 – Vaca jovem, segunda cria (finalizado desenvolvimento) animal harmonioso. Boas pernas, descarnada, escore corporal muito bom (visualizar costelas, escore correto), membros nota boa perna levemente mais angulosa, úbere anterior bom mas poderia ser mais projetado no abdômen, posterior altura boa. Imagem 14 – Úbere bem aderido, perna descarnada, ângulo perfeito, bojo posterior a vista, vaca de segunda cria desenvolverá mais o úbere (completa desenvolvimento na 3ª lactação), bacia boa, profundidade excelente, bastante descarnada. Imagem 15 – Profundidade boa, bacia boa inclinação, pernas ângulo perfeito, úbere anterior bem inserido, úbere posterior ligamento suspensório rompido. Escore corporal elevado (não é tosca pois visualizamos as costelas). · Tetos em contato com sujidade mastite, investir em touros com ligamento suspensórios ótimos (mínimo 2 gerações para corrigir esse defeito, resultado dentro de 4/5 anos de seleção). Imagem 16 – Linha de dorso não é reta, gir com bacia mais escorrida. Aprumos bons, úbere anterior é bem desenvolvido e bastante aderido e posterior é um pouco mais baixo, com tetos mais volumosos quanto calibrosos e compridos se comparados com holandesa e Jersey. Prega oriunda do umbigo. De forma geral esse animal está muito bom, mais comum hoje é animais mestiços holandês com gir ou padrão racial definido de raça composta denominado girolando. Imagem 17 – Girolando Animal mais profundo, não tão descarnado quanto a holandesa, glândula mamaria mais desenvolvida, animal mais rústico ao ambiente seja por questão de temperatura e parasitose e conversão alimentar (converte melhor carboidratos estruturais em AGV aproveitamento da pastagem melhor). Excelente padrão girolando. Imagem 18 – Holandesa vermelho e branco Julgamos com padrão da holandesa. Boa profundidade, boa linha de dorso, bacia escorrida, bem descarnada, perna boa, úbere anterior excelente, posterior bom, base do úbere boa, tamanho de teto bom, animal bem equilibrado. Cabeça bem feminina. Imagem 19 – Girolando Base do úbere inclinado (ligamento distendido), inserção anterior excelente, volume de glândula excelente. Pernas boas, pouco descarnado. Imagem 20 – Girolando primeira cria Boa profundidade, bacia intermediaria, boas pernas, glândula mamária em bom desenvolvimento. Imagem 21 – Caracterização vaca leiteira melhor na 1, vaca 2 mais tosca. Imagem 22 – Jersey Raça pequena, raça bastante equilibrada e bastante feminina. Raça bastante harmoniosa. As duas tem coisas positivas diferentes primeira com mais caracterização leiteira (glândula mamária, bacia e perna nota máxima), segunda mais pesada (+ feminina e harmoniosa do que a primeira, úbere ruim/perna e bacia). Imagem 23, 24 e 25 – Padrão excelente. Não podemos corrigir o defeito inserindo outro defeito. Características Produtivas a serem selecionadas – · Produção de leite, gordura e proteína (importante para setor de laticínios) · Reprodução é uma característica essencial para a reprodução animal, retirar animais com baixa fertilidade no rebanho (porque a característica é transmitida) · Complexo IBR, IBVD (importação da animais,controle sanitário), estresse térmico animal se estressa e aparecem os problemas. · Tipo e conformação, cada raça possui um padrão racial. · Longevidade produtiva. · Idade da vaca · Correção e ajustes (duração da lactação): · De 305 para 365 dias = *1,70 · De 363 para 305 dias = * 0,85 4 a 5 dias após o parto já eliminou o colostro e já é leite (consideramos produção). Em média 45 dias após o parto esse animal tem que fazer um cio fértil e ser inseminado e ficar prenhe (pode ser prolongado até 60 dias), ou seja, pariu hoje de 45 a 60 dias após o parto ela deve voltar a ciclar ser inseminada e iniciar uma nova gestação. 9 meses depois ocorre um novo parto vaca não da leite ate o dia do parto, fazemos o manejo da vaca seca ou forçar o animal a parar de dar leite para que no final da gestação ela faça algumas coisas: 1º motivo para que direcione mais nutrientes para o feto, 2º motivo para que consiga recuperar escore corporal que perdeu no inicio e percurso da lactação (TODA FÊMEA mamífera perde peso corporal no início da lactação, quanto mais produtora de leite for, mais peso perderá) preparar uma reserva para que não queime massa muscular (fazer com que o animal queime gordura aumenta resposta em relação a fertilidade, não se deve fazer engordar demais). 3º motivo, dar tempo para que a glândula mamária (tecido secretor da glândula) se renove, seja descamado e venha novas células produtoras de leite, dando descanso no final da gestação para animal da produção de leite. Qual é o tempo ideal para fazermos período de vaca seca? 45 a 60 dias antes da data prevista para o parto. Portanto, qual é o período de lactação? Corresponde ao dia do parto até o período de início da vaca seca. · Intervalo de parto: 9 meses + 45 dias, 10 meses e meio. · Vida real: em torno de uma cria por ano, intervalo maiores, nem sempre consigo de 45-60 dias, normalmente mais próximo de 60 dias, sendo 11 meses. Aceitável zootecnicamente 1 cria a cada 12 meses. · Questão é, se tem 11 meses de lactação, tenho que lembrar que tem o intervalo da vaca seca. Proprietários de vacas muito produtoras diminuem intervalo de vaca seca para 30 dias para aproveitar mais lactação. · Contabilizamos 305 dias de lactação mas depende do manejo. · Pico de lactação 8ª semana, vaca boa produtora de leite com genética bem selecionada tenta-se realizar uma curva que caia mais lentamente, vaca com pouca genética depois que chega no pico de lactação ela cai rapidamente. · Quanto antes inseminar, quanto antes parirem melhor, vender genética para vender leite. · FISIOLOGIA DE LACTACAO E PRODUCAO LEITEIRA********* Fator de correção e ajustes: Número de ordenhas diárias: 1 ordenha diária é diferente de 2 ordenhas diárias que é diferente de 3 ordenhas diárias onde o animal se alimenta mais, por exemplo. Média de 2 ordenhas diárias. · Incomodo devido ao acúmulo de leite na glândula mamária (desconforto desse animal em poucas ordenhas) Agrupamentos: todas características são importantes, mas algumas características morfológicas são direcionadas para determinada função. · 1ª Força leiteira (22%) avaliar: estatura animal, característica leiteira, força (largura do peito), profundidade corporal. · 2ª Garupa (10%) avaliar: largura da garupa e ângulo da garupa · 3ª Pernas e pés (26%) avaliar: pernas vista lateral, posterior, ângulo do casco e conjunto pernas e pés. Dá harmonia ao animal. · 4ª Sistema Mamário (42%) avaliar: úbere anterior, altura e largura úbere posterior, profundidade úbere, ligamento, colocação tetos anteriores e posteriores e comprimento dos tetos. **Sempre tentar corrigir glândula mamária** *Corrigir local com pontuação maior, por exemplo: força. Pontuações parecidas como força e pernas e pés deve-se corrigir o que está pior. Correção prioridades: glândulas mamárias, pernas e pés, forca leiteira e garupa. Glândula mamária: diferenças entre espécies: (tabela) Porca de produção parir no mínimo 14 leitões vivos, excelente produtora de leite. Correção e ajustes: intervalo entre partos e duração do período seco.