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DIÉRESE, HEMOSTASIA E SÍNTESE

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DIÉRESE, HEMOSTASIA E SÍNTESE 
 Tempos cirúrgicos: 
 TEMPO FUNÇÃO INSTRUMENTAL 
 DIÉRESE Criar vias de acesso Bisturis e tesouras 
 PREENSÃO Manipulação de estruturas Pinças de preensão 
 HEMOSTASIA Conter e prevenir 
 sangramentos 
 Pinças 
 Hemostáticas 
 EXPOSIÇÃO Expor o campo operatório Afastadores 
 SÍNTESE 
 Unir tecidos seccionados e 
 ressecados 
 Porta agulhas 
 DIÉRESE 
 Cruenta (promove sangramento): curetagem, 
 debridamento, escarificação, exérese ou ressecção, 
 punção, punção-incisão e incisão; 
 Incruenta (sem perda sanguínea ou perda 
 mínima): arrancamento, divulsão, esmagamento 
 linear, secção com bisturi elétrico ou laser 
 (cruenta ou não), criocirurgia, diérese óssea 
 (osteotomias) podendo ser cruenta ou não; 
 INCISÃO 
 Simples: único sentido e em movimento único; 
 trajetória pode ser reta ou curva; único plano 
 (longitudinal, transversal ou oblíquo); extensão 
 (longa ou curta) e profundidade (superficial ou 
 profunda); 
 Composta ou combinada: combinação de 
 incisões simples; 
 Ambos os tipos devem preferencialmente seguir as linhas 
 de tensão quando aborda a pele (direção de trajetos 
 pilosos) 
 Visualizar os tecidos incisados e ter cuidado com tecidos 
 vizinhos ou de outros planos próximos 
 INSTRUMENTOS DE DIÉRESE 
 BISTURI: 
 • Cabo 3 e 7 (mais longo): lâminas menores; 
 incisões mais delicadas, curtas, planos mais 
 superficiais, tecidos menos espessos, menor 
 espaço de acesso; 
 Tamanho da lâmina: 9 até 17; para 
 meniscectomias e regiões nobres; 
 • Cabo 4: lâminas maiores; incisões menos 
 delicadas, extensas, profundas, tecidos mais 
 espessos, maior espaço de acesso; 
 Tamanho da lâmina: 18 até 36; para incisões de 
 pele extensas; 
 Colocar e remover lâmina com auxílio de 
 pinça/porta-agulha 
 Forma da Lâmina: depende da extensão e 
 manobra de corte a ser desejada; 
 BISTURI ELÉTRICO: é bipolar, logo é 
 importante ter cuidado com nervos monopolares; 
 incisa e coagula ao mesmo tempo, promovendo 
 diérese e hemostasia; menor tempo cirúrgico; 
 menor sangramento; transmite a corrente através 
 de instrumentos (ex: pinças hemostáticas); 
 PUNCH: lâmina circular acoplada a tubo vazado 
 (biópsia, otohematoma e abcessos (drena conteúdo 
 flutuante e abre “janela” de drenagem); 
 • Técnica: aplicação de compressão e torque; 
 preparo para extravasamento do conteúdo; 
 TRÉPANO: similar ao punch; pode ser utilizado 
 em caso de biópsia óssea, trepanação; pode ser 
 acoplada a condutores manuais ou elétricos; 
 TESOURAS: função de incisar (corte com maior 
 dano tecidual que bisturi); divulsionar (afastar 
 estruturas) e dissecar (maior controle e 
 delimitação de plano); 
 Lâmina pode ser: 
 • Curva: mais manobrável e maior visualização; 
 • Reta: menos manobrável; interfere mais na 
 visualização; facilita corte retilíneo; 
 • Tamanho/Comprimento variam de acordo com o 
 procedimento a ser realizado; ponta pode ser 
 romba ou afiada; 
 Preferencialmente não feche a tesoura até término 
 completo do corte (evita bordas irregulares) 
 Sempre visualize as lâminas até as extremidades e 
 preferencialmente nunca abra em demasia trabalhando 
 com o corte na extremidade 
 Metzenbaum x Mayo: 
 Metzenbaum: delicada; mais fina; divulsão menos 
 traumática; tecidos mais delicados; perde corte 
 mais rápido se usada para fios de sutura; 
 Mayo: mais robusta; divulsão mais grosseira; 
 tecidos mais duros e espessos; mais resistente 
 para cortar fios de sutura; 
 Tesouras mais delicadas: 
 • Iris: estruturas menores; mais 
 precisa; 
 • Castroviejo: o�álmica 
 • Potts: cirurgias em cavidades 
 torácicas; 
 Manuseio tradicional: polegar e anelar através 
 das alças da empunhadura mantendo os ramos 
 livres internamente e um deles estabilizado pelo 
 médio; indicador próximo a articulação para dar 
 firmeza e precisão as lâminas; 
 Manuseio invertido: polegar e médio através das 
 alças da empunhadura mantendo os ramos livres 
 internamente e um deles apoiado pelo anelar; sem 
 a estabilização da articulação este corte é menos 
 preciso mas evita desperdiçar tempo de 
 posicionamento; 
 Tesoura de ponto ( Spencer e Littauer): uma 
 extremidade da lâmina em gancho; primeiro 
 cortar os pontos de sutura, e depois remover o fio; 
 Tesoura de curativos e bandagens: 
 • Lister: robusta, 
 extremidade romba 
 atraumática; resistente; 
 devido ao uso perde fio 
 rapidamente; para ataduras; 
 CURETAS: escavação e coleta de materiais 
 (extremidade côncava com fio; diversos tamanhos 
 e formas); utilizadas em enxertos ósseos, 
 denervação da cápsula articular (DCF), 
 laminectomia, procedimentos odontológicos; 
 RUGINAS: pinças com mandíbulas côncavas e 
 com lâmina; pode ser de ponta reta ou curva, 
 mono/biarticulada; 
 – Stille-Luer (romba) 
 – Riskin (afilada) 
 – Keirrison (deslizante) 
 SERRAS: serra oscilatória reta; tamanhos 
 variados em espessura e comprimento; irrigação 
 contínua; 
 OSTEÓTOMO: diversas configurações e 
 tamanhos; uso conjunto com o martelo; 
 • Técnica: uso de golpes duplos (fraco/forte); mão 
 firme sem deslizar, é o martelo que faz a 
 compressão; a inclinação em conjunto com a 
 geometria óssea é essencial para um bom corte; 
 risco maior de fraturas iatrogênicas; 
 HEMOSTASIA 
 São manobras manuais e instrumentais que visam 
 evitar, prevenir ou deter a hemorragia ou impedir 
 a circulação temporária em determinada área; 
 Finalidade: limpeza da área operatória (sangue 
 dificulta a visualização); evitar o choque e hipóxia 
 tecidual; evitar coágulos nas bordas das feridas 
 (meio de cultura para bactérias, retardando a 
 cicatrização); 
 Controle da hemorragia deve ser feito plano a plano 
 Classificação das hemorragias: 
 • Interna: aquela que não é visível, ou seja, todo o 
 sangue perdido se acumula nas cavidades do 
 organismo (crânio, abdominal, torácica, etc); 
 • Externa: arterial venosa e capilar; 
 Técnicas de hemostasia: 
 • Temporária: tamponamento com gaze; 
 aplicação de garrote; ligaduras falsas; compressão 
 digital; clamps vasculares; vasoconstritores; 
 • Definitiva: esponja de fibrina; aplicação de clips 
 metálicos; ligadura e sutura com fio; 
 tamponamento com cera óssea; bisturi elétrico; 
 Principais Técnicas de Hemostasia: tamponamento com 
 pressão de tampões; hemostasia definitiva com pinça 
 hemostática; 
 INSTRUMENTOS DE HEMOSTASIA 
 PINÇAS HEMOSTÁTICAS: 
 • Traumáticas: danos a parede de vasos; trombos; 
 ligadura permanente; serrilhas (transversais, 
 longitudinais, diagonais, cruzadas); tamanhos 
 variados; podem ser retas ou curvas; 
 • Atraumáticas: evita danos às paredes dos vasos 
 (ex: pinças cardiovasculares); hemostasia 
 temporária; 
 Usualmente lisas na face 
 interna ou com ranhuras 
 próprias para fazer 
 hemostasia mas não esmagar 
 o tecido; 
 Técnica: pinçamento em 
 ponto único sem tecido interposto; não exceder a 
 força de travamento; hemostasia temporária; 
 Clipes vasculares: controle de 
 hemorragias; agilizar a ligadura do 
 vaso; corpo estranho de maior 
 tamanho que o fio; 
 Manuseio das pinças: pinçar com a face côncava 
 da curvatura para cima, e preferencialmente com 
 a extremidade; pinçar com segurança observando 
 se o fechamento da pinça contempla somente as 
 estruturas desejadas; 
 • Evitar ficar pinçando e abrindo erroneamente,