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Tumores Malignos Não CEC

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Lara de Aquino Santos 
Tumores Malignos Não CEC 
 
TERMINOLOGIA DAS NEOPLASIAS MALIGNAS: 
→ Carcinoma: Neoplasia de tecido epitelial; 
→ Sarcoma: Neoplasia maligna de tecido conjuntivo; 
→ Linfomas: São derivados de células sanguíneas (linfócitos). 
CONSIDERAÇÕES GERAIS DOS TUMORES DE GLÂNDULAS SALIVARES MAIORES: 
→ A parótida é o sítio mais comum de tumores, porém só 15-30% são malignos; 
→ Submandibular 37-45% das neoplasias são malignas; 
→ Sublingual é raro, porém cerca de 70-90% dos casos são malignos. 
 
 Quanto menor a glândula, maior a probabilidade de malignidade; 
 Marcador para proliferação celular: Ki-67. 
 
CARCINOMA 
MUCOEPIDERMOIDE: 
 
→ É a neoplasia maligna de glândula salivar 
mais comum; 
→ Prevalente no sexo feminino e apresenta 
um potencial biológico variável, podendo 
acometer indivíduos de 10 até 60 anos; 
→ É a neoplasia de glândula salivar que mais 
acomete crianças; 
→ É um tumor relatado em pacientes que 
apresentam histórico de radioterapia na 
região de cabeça e pescoço. 
Características Clínicas: 
→ Predileção pela parótida, apresentando-
se como um aumento de volume 
assintomático; 
→ As glândulas salivares menores 
constituem a segunda localização 
preferencial, especialmente o palato; 
→ Apresenta coloração azulada a 
eritematosa; 
→ Podem ser flutuantes a palpação; 
→ Pode se desenvolver no lábio superior, 
assoalho de boca, língua ou trígono 
retromolar. 
Características Histopatológicas: 
→ Composto de uma mistura de células 
mucosas, células com diferenciação 
escamosa e células intermediárias; 
→ Baixo grau: Proeminente formação 
cística, mínima atipia celular e mitoses, 
com prevalência de células mucosas; 
→ Grau intermediário: Formação cística, 
atipia celular, células mucosas, 
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intermediarias e epidermoides 
equilibradas; 
→ Alto grau: Menor proeminência de 
formação cística, predominância de 
células intermediárias, mitoses e a atipia 
celular pode ou não ser observada. 
 Alto grau tende a causar dor e paralisia 
do nervo facial, além de apresentar um 
pior prognóstico. 
Tratamento: 
→ É determinado pela localização, pelo grau 
histopatológico e estágio clínico do 
tumor; 
→ Parótida: 
o Precoce: Parotidectomia subtotal + 
preservação do nervo facial; 
o Avançado: Parotidectomia total + 
remoção do nervo facial. 
 
→ Submandibular: Remoção total da 
glândula; 
 
→ Sublingual: 
o Baixo grau: Pequena margem de 
segurança; 
o Alto grau/grandes tumores: Ampla 
ressecção. Se houver envolvimento 
ósseo, este deve também ser excisado. 
 Em casos de evidência de metástase, 
tumores grandes ou tumores de alto grau 
é necessário realizar o esvaziamento 
cervical radial; 
 A radioterapia pós-operatória pode 
também ser usada para os mais 
agressivos. 
Prognóstico: 
→ Baixo grau: Bom (90% de cura); 
→ Alto grau: Reservado (30% de cura); 
→ Submandibular apresenta o pior 
prognóstico. 
CARCINOMA ADENÓIDE CÍSTICO 
 
→ Neoplasia maligna de glândula salivar 
relativamente comum; 
→ É bem reconhecida pelos patologistas, 
pois apresenta um padrão histológico 
particular; 
→ Acomete adultos de meia idade, sendo 
rara em indivíduos abaixo dos 20 anos. 
Características Clínicas: 
→ Pode ocorrer em qualquer glândula 
salivar, mas 50% se desenvolvem nas 
glândulas salivares menores. 
→ O palato é a localização mais comum das 
lesões de glândula salivar menor 
→ Se apresenta como um aumento de 
volume de crescimento lento; 
→ A dor é o achado clínico mais comum e 
mais importante, ocorrendo na fase 
precoce do curso da doença, antes que 
haja um aumento de volume clinicamente 
detectável; 
→ Os pacientes geralmente se queixam de 
dor incômoda, constante e de baixo grau, 
que aumenta de intensidade 
gradativamente; 
→ Pode exibir características 
radiográficas evidentes de destruição 
óssea; 
→ Possui tendência à invasão perineural 
(corresponde ao achado clínico de dor). 
Lara de Aquino Santos 
Características Histopatológicas: 
→ Composto por uma mistura de células 
mioepiteliais e células ductais que pode 
apresentar um arranjo variado; 
→ Padrão cribriforme: Presença de ilhas de 
células epiteliais basaloides que contêm 
múltiplos espaços cilíndricos, lembrando 
um queijo suíço; 
→ Padrão tubular: Se arranjam como 
múltiplos pequenos ductos ou túbulos 
dentro de um estroma hialinizado; 
→ Padrão sólido: Consiste em grandes ilhas 
ou lençóis celulares que demonstram 
pouca tendência para a formação de 
ductos ou cistos. 
 
 Pode ocorrer mais de um padrão em um 
mesmo corte histológico. 
Tratamento e Prognóstico: 
→ Excisão cirúrgica; 
→ Tende à recidiva local e eventual de 
metástase à distância; 
LINFOMAS: 
→ Doença maligna heterogênea 
caracterizada pela proliferação de 
células linfoides ou suas precursoras. 
Linfoma de Hodgkin: 
→ Quase sempre começa nos linfonodos, e 
qualquer grupo deles é suscetível; 
→ É raro ocorrer extranodal (1-4%); 
→ É caracterizado pela presença de célula 
de Reed Sternberg. 
Linfoma Não Hodgkin: 
 Mais comum; 
 É a segunda neoplasia mais comum em 
pacientes HIV+ (primeira é o sarcoma 
de Kaposi). 
 
→ Se desenvolve fora do sistema linfático 
(extranodal – 40%), e os sítios mais 
comuns incluem pulmões, fígado, sangue, 
medula óssea, rins, cérebro e medula 
espinhal; 
→ São aumentos de volume sólidos; 
→ A região de cabeça e pescoço 
caracteriza a 2° região de predileção (11-
33%); 
→ Apresenta mais de 20 subtipos; 
→ Alguns vírus podem estar envolvidos na 
patogênese da doença, como Epstein-
Barr, herpes vírus humano 8 e vírus tipo 
1 do linfoma T. 
Características Intraorais do LNH: 
 
→ Ulceração; 
→ Aumento de volume; 
→ Parestesia ou dor; 
→ Mobilidade dentária; 
→ O palato é uma localização frequente. 
Características Extraorais do LNH: 
 
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→ Assimetria facial; 
→ Linfadenopatia cervical, submandibular 
ou submentoniana. 
Diagnóstico Diferencial do LNH: 
→ Carcinoma adenoide cístico; 
→ Carcinoma mucoepidermóide; 
→ Adenoma pleomórfico. 
Tratamento do LNH: 
→ Baixo grau: A intervenção cirúrgica não é 
indicada (observar e aguardar). Pode-se 
utilizar anticorpos monoclonais contra 
antígeno de superfície de células B; 
→ Grau intermediário ou alto: É necessário 
a realização de radioterapia + 
quimioterapia. Se estiver em algum órgão 
é necessário a intervenção cirúrgica. A 
mortalidade é de 60% em 5 anos. 
SARCOMAS 
→ São tumores raros em região de cabeça 
e pescoço. 
Sarcoma de Kaposi: 
→ Neoplasia de origem vascular (células 
endoteliais); 
→ Afeta indivíduos idosos, HIV+ e 
imunossuprimidos; 
→ É causado pelo herpes-vírus humano 8; 
→ O HHV8 pode ser encontrado na saliva, 
plasma, swabs de orofaringe e liquido 
broncoalveolar; 
→ Estudos apontam que a cavidade oral 
possa ser um reservatório para o HHV8; 
→ Apresenta quatro formas clínicas: 
Clássica, endêmica (africana), 
iatrogênica (transplante) e relacionada a 
AIDS; 
→ É a neoplasia mais comum em pacientes 
HIV+ (15 a 20% desenvolvem); 
→ Todas as lesões de SK demonstram 
produtos gênicos de HHV8 nas células 
fusiformes, em macrófagos e nas células 
endoteliais de aparência normais; 
→ As células infectadas pelo HHV8 
produzem citocinas e fatores de 
crescimento; 
→ Pode acometer pele e linfonodos; 
→ Apresenta crescimento lento e 
assintomático; 
→ Na forma clássica tem o surgimento de 
múltiplas máculas e pápulas azul-
arroxeadas na pele das extremidades 
inferiores; 
→ É geralmente agressivo e fatal (25% dos 
casos tem envolvimento de órgãos); 
→ Cerca de 10% dos pacientes morrem 
devido a doença (o início da terapia 
antirretroviral já melhora o aspecto do 
tumor). 
Condrossarcoma; 
→ Neoplasia maligna na qual as células 
neoplásicas formam cartilagem, em vez 
de osso. 
Osteossarcoma: 
→ Neoplasia maligna de células 
mesenquimais que tem a capacidade de 
produzir osso imaturo ou osteoide;
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