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THAINARA STEFANELLI 
FRATURAS DE FRONTAL E NOE 
Pouco frequentes; 
- ocorre geralmente por colisões de automóveis 
ou motocicletas; 
- as fraturas NOE podem ocorrer isoladamente, 
mas em geral estão associadas a outras fraturas 
do terço médio da face 
FRATURA DE FRONTAL 
- Seios triangulares pares são encontrados dentro 
do osso frontal. Esses seios são assimétricos e 
separados por um septo frontal. 
- O osso frontal é mais delgado na região da 
glabela, na parede anterior e no assoalho do 
seio. O ducto do seio frontal drena para as 
células aéreas etmoidais do meato médio do 
nariz 
- raro em crianças e adolescentes 
Avaliação do seio frontal 
- tábua anterior, tábua posterior e ductos 
frontonasais 
- Lacerações, contusões, edema e equimose 
frontal ou periorbitária são sugestivas de lesão do 
seio frontal 
- se houver crepitação nas áreas frontal, 
supraorbitária ou nasofrontal, deve ponderar a 
possibilidade de lesão do seio frontal ou ducto 
nasofrontal; 
- além disso, avaliar para possível derrame do 
fluido cerebroespinhal secundário às fraturas de 
tábua posterior do seio, lâmina cribriforme ou 
fóvea etmoidal 
- testes para diagnostico FCE = beta2-transferina 
e beta-traço 
- avaliação neurológica + exame ocular 
A tábua anterior é mais suscetível a fratura 
devido à sua posição, porém, sua cortical é mais 
espessa do que a posterior. 
A tábua posterior é mais fina e fornece menos 
suporte; quando fraturada, pode levar a 
consequências mais significativas; qualquer força 
grande o suficiente pode levar a lesão 
intracraniana 
- é mais raro sua fratura isolada; 
Danos aos ductos frontonasais, o muco que é 
produzido e circulado não possui meios de ser 
drenado; comum seu dano em fraturas 
concomitantes, incluindo NOE e Le Fort 
-
 
 
 
 
 
 
 
 
 
THAINARA STEFANELLI 
FRATURAS DE FRONTAL E NOE 
 
Tratamento das lesões do seio frontal 
- Terapia antibiótica 
- Acesso à região fronto-orbital =Usamos o acesso 
coronal, mas existem outras incisões também 
 
- coronal, céu aberto, asa de gaivota, borboleta, 
sewall e ferimento corto-contuso 
Tratamento da tábua posterior 
- determinado pelo grau de envolvimento 
frontobasilar, pela condição de drenagem dos 
ductos frontonasais e pela quantidade de lesão 
cerebral concomitante; 
- cranialização 
Tratamento das fístulas do fluido 
cerebroespinhal 
- rinorréia traumática do FCE 
- medidas terapêuticas conservadoras como 
dreno lombar, reparo cirúrgico intra ou 
extracraniano e reparos endoscópicos 
transnasais 
Tratamento das fraturas do recesso frontal 
envolvendo o trato de drenagem 
frontonasal 
- Fraturas NOE, rebordo supraorbital e assoalho do 
seio frontal podem obstruir o trato de drenagem 
frontonasal; 
- usado como substituto para função do seio 
frontal, pois é teorizado que o dano ao sistema 
de drenagem nasofrontal e obstrução associada 
da drenagem do seio frontal aumenta risco de 
desenvolvimento de mucoceles e complicações 
inflamatórias p.o 
- de uma abordagem superior, solução salina e 
contrastes podem ser usados 
intraoperatoriamente para acessar patência do 
sistema de drenagem 
- se não tiver patente, tratamento cirúrgico 
aberto com obliteração = eliminação de toda 
mucosa sinusal, obstrução do sistema de 
drenagem e obliteração do espaço morto 
remanescente; 
Tratamento da tábua anterior 
- fraturas simples em galho verde ou 
minimamente deslocadas da tábua anterior não 
requerem tratamento cirúrgico 
- fraturas deslocadas e com múltiplos fragmentos 
podem requerer intervenção cirúrgica para 
acessar as deformidades do contorno e talvez 
diminuir o risco de formação de mucocele 
Complicações 
 
 
THAINARA STEFANELLI 
FRATURAS DE FRONTAL E NOE 
- Transoperatórias = sangramento intracraniano, 
convulsões, dano neurológico, fístula FCE, lesão 
oftalmológica, hematoma 
- Precoces – infecciosas, inflamatória e estéticas = 
pneumoencéfalo, sinusite, meningite, 
irregularidade estética 
- Tardias – infecciosas ou inflamatórias = 
mucocele, mucopiocele, sinusite frontal tardia, 
abcesso cerebral secundário 
 
 
 
 
 
FRATURA NOE 
- As fraturas do complexo NOE podem produzir os 
seguintes sinais: deformidade nasal, edema e 
equimose das pálpebras, hemorragia 
subconjuntival, fístula de líquido 
cefalorraquidiano (LCR), hiposmia, telecanto 
traumático, aumento dos ângulos cantais e 
cegueira 
Classificação 
 
Tipo I Tipo II Tipo III 
A base da região NOE é um conjunto de pares 
de pilares do terço médio da face que correm 
verticalmente da margem piriforme em direção à 
barra frontal, eles suportam a projeção nasal e 
inserção do tendão cantal medial (TCM) 
 
 
THAINARA STEFANELLI 
FRATURAS DE FRONTAL E NOE 
Avaliação clínica e radiográfica 
- exame digital completo em busca de 
mobilidade, crepitação e depressões 
frequentemente fornece a maioria das 
informações sobre a extensão da NOE 
- todo o nariz ou parte dele pode estar afundado 
 
O estado da inserção do TCM ao osso deve ser 
determinado clinicamente através do teste da 
“corda do arco”; 
- o canto lateral é apertado e deslocado 
lateralmente enquanto se observa e palpa a 
área cantal medial; 
- o deslocamento lateral da área cantal medial 
sugere inserção óssea comprometida; pode ser 
difícil realizar esse teste na presença de edema 
agudo e paciente consciente... 
Diagnóstico – classificação 
- Tipo I = fragmento central de segmento único 
- Tipo II = fragmento central cominuído c/ fraturas 
permanecendo externas à inserção do TCM 
- Tipo III = fragmento central cominuído com 
fraturas estendendo-se dentro do osso de suporte 
da inserção cantal 
 
 
 
 
 
 
 
THAINARA STEFANELLI 
FRATURAS DE FRONTAL E NOE 
Distância intercantal = aumentada, 
denominada telecanto; 
- maior que 40mm = fortemente relacionada a 
NOE 
 
Reparo do telecanto = o telecanto é 
causado pela ruptura da inserção do TCM, 
afrouxando todo aparato tarsal 
- após ruptura do TCM, a contração do m. 
orbicular do olho aumenta a distancia intercantal 
e causa deslocamento lateral e arredondamento 
da fissura palpebral medial 
- a mensuração da distancia de cada fissura 
palpebral à linha média facial distinguirá a lesão 
unilateral da bilateral 
 
Obstrução da drenagem nasofrontal = 
obstrução frontonasal é comum nas lesões de 
seio frontal + NOE; 
- 99% das complicações do seio frontal são 
resultado de drenagem nasofrontal inadequada 
Princípios de tratamento 
- Momento do reparo NOE = reparo precoce das 
lesões NOE oferece resultados superiores 
- Acesso cirúrgico e fixação = 
* tipo I = acesso transoral 
* tipo II e III = acesso coronal + abordagens 
acessórias (incisão transconjuntival ou subciliar e 
transoral) 
- Sequencia de reparo NOE e das lesões 
ósseas associadas = NOE frequentemente 
associada a trauma orbitário e seio frontal; é 
necessária a reconstrução precisa das paredes 
orbitárias 
- Projeção nasal = a enxertia do dorso nasal é 
frequentemente necessária para restabelecer o 
suporte de todo o nariz 
- PSEUDOTELECANTO = projeção adequada do 
dorso nasal pode mascarar o telecanto, 
enquanto a projeção dorsal inadequada 
realmente piora a aparência do telecanto 
 
- Cantopexia medial =exceto em casos de PAF 
ou NOE penetrante, o TCM permanece aderido a 
algum tipo de fragmento ósseo central de 
suporte cantal 
- redução + fixação do fragmento ósseo de 
sustentação do tendão cantal 
 
 
THAINARA STEFANELLI 
FRATURAS DE FRONTAL E NOE 
- se for grande o suficiente para reter parafusos, a 
fixação interna sozinha pode estabilizar o 
fragmento de sustentação cantal 
- se não for grande o suficiente, o TCM deve ser 
identificado, capturado e reduzido para restaurar 
a distancia intercantal (cantopexia medial) 
- o TCM deve ser direcionado superiormente e 
posteriormente a crista lacrimal posterior- usada para NOE severa 
- Rinorreia do fluido cerebroespinhal = 
quando estão presentes fraturas associadas da 
lamina cribriforme ou da base anterior do crânio, 
a rinorréia é presente 
 
 
NOE: 
- equimose periorbitária 
- telecanto traumático 
- enoftalmia/diplopia 
- epífora 
- afundamento nasal 
- fístula liquórica/rinorréia 
- desvio septo nasal 
- alterações neurossensoriais