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@_MELORAPHA | MAE MED | JOSUÉ 1:9 – Modulo: Dor abdominal, diarreia, vômito e icterícia Anatomicamente, o abdômen é dividido em 9 re- giões e 4 quadrantes, que auxilia na descrição de sinais, sintomas e anormalidades anatômicas que podem estar presentes no paciente e ajudar a chegar em um diagnóstico. Anatomia + localização dos órgãos: A bexiga urinária, útero, tuba uterina e ová- rios, são considerados órgãos abdominais e pélvicos. DIVISÕES DO ABDOMEN Os quadrantes é representando em QSE, QSD, QIE e QID, cada região possui uma subdivisão. A cavidade abdominal comporta o estômago, fí- gado, vesícula biliar, pâncreas e ductos biliares, baço, intestino delgado e grosso, rins, glândulas suprarrenais e os vasos abdominais, que são ra- mificações da aorta abdominal. Imagens no Anexo I – quadrantes + localização dos órgãos. SINTOMAS Os principais sintomas nas doenças do peritônio e dos diferentes órgãos intra-abdominais é a DOR, que deve ser analisada a partir da patolo- gia de cada órgão e de cada doença em parti- cular. Os pacientes podem apresentar sintomas gas- trointestinais superiores (boca, esófago, estô- mago), como: Pirose; Azia, queimação; localização retroesternal as- cendente ou irradiação epigástrica; Náuseas; Sensação de mal-estar no estômago que vem acompanhada de ânsia de vômito. Disfagia; A dificuldade de deglutição \ engolir Odinofagia; Dor que surge com a ingestão de alimentos. Icterícia; Cor amarela na pele e olhos Regurgitação; Consiste no refluxo de comida do esôfago ou do estômago, sem náuseas nem contrações violen- tas dos músculos do abdômen. Vômito; Ato ou reflexo de expulsão de liquido gástrico pela boca Melena; Fezes negras @_MELORAPHA | MAE MED | JOSUÉ 1:9 Alguns exemplos de manifestações clinicas: Icterícia É uma enfermidade em que causa alteração de cor amarelada na pele e nos olhos, causada pelo excesso de bilirru- binas no sangue. Temos um quadro de icterícia quando em exa- mes laboratoriais o nível de bilirrubinas alcança entre 2 e 3 mg/l. Sintomas gastrointestinais inferiores (intestino delgado e grosso), temos: Alguns exemplos de manifestações clinicas: Distenção abdominal: Inchaço ou sensação de plenitude no abdômen. Muitas vezes é o resultado do acúmulo de gás no intestino. Causas; entre outros, comer demais, intolerân- cia à lactose e constipação. Esteatorreia É a presença de gordura nas fezes, indicio de uma má absorção de gordura pelo intestino. A principal característica estar associada a consequências de insuficiência pancreática. Observação!! A redução do fluxo biliar para o intestino del- gado interfere na absorção de gordura cau- sando esteatorreia nesses pacientes. A doença celíaca é uma enteropatia crônica au- toimune causada pelo glúten da dieta. DOR – classificações + características A dor é um sintoma mais importante em doen- ças abdominais, dividida em: VISCERAL, PARIE- TAL e REFERIDA. Dor Visceral O abdômen é uma cavidade que con- tém ór- gãos sólidos, tais como, fígado, baço pâncreas, rins e órgãos ocos (esôfago, estô- mago, intes- tino delgado, intestino grosso, reto, bexiga). A dor visceral estar associada a órgãos ocos, que se contraem de modo vigoroso ou se encon- tram distendidos ou estirados. Diarreia; Alteração na função intestinal, com um aumento no números de evacuações ou fe- zes líquidas ou amolecidas. Disquesia; Dificuldade ou forma dolorosa para eva- cuar; Constipação; Dificuldade para evacuar Alteração do ritmo intestinal; Hematoquezia; Eliminação de sangue nas fezes; Diferença entre: HEMOPTISE Secreção com raízes de sangue HEMATÊNESE Vômito preto ou borra de café Deve ser um alerta ao examinador de que pode haver doença do parênquima hepático ou alguma obstrução ao fluxo biliar. @_MELORAPHA | MAE MED | JOSUÉ 1:9 Os órgãos sólidos, como o fígado, também po- dem causar dor em casos de estiramento de sua cápsula. Manifesta-se na região da linha média do ab- dômen, sem localização precisa no epigástrio, região periumbilical ou mesogástrio, habitual- mente descrita como cólica e associa-se a náu- seas, vômitos, sudorese ou palidez. CARACTERISTICAS: A dor visceral pode ser difí- cil de ser localizada. Ela pode ser tipicamente descrita como persis- tente, em queimação ou dolorosa, corrosão, queimação, cólica ou até ser uma dor vaga e imprecisa. OBS: Quando intensa, podem ocorrer náusea, vômitos e sudorese. Segue a figura abaixo com as localizações es- pecificas de cada dor: 1- DOR EPIGÁSTRICA: proveniente do estô- mago, duodeno ou pâncreas. 2- DOR QSD, ou EPIGÁSTRICO: vias biliares e fígado; 3- DOR PERIUMBILICAL: intestino delgado, apêndice ou parte do colo; 4- DOR HIPOGÁSTRICA: colo, bexiga urinária ou útero. 5- DOR SUPRAPÚBICA OU SACRAL: reto OBS.: A isquemia também estimula as fibras de dor visceral A identificação do tipo e da localização da dor abdominal pode auxiliar no diagnóstico de di- versas doenças. Por exemplo: ● Dor visceral no QSD: As lesões mais frequentes são a colecistes crô- nica ou aguda, cólica biliar, câncer hepático. Uma possível distensão da cápsula hepática por diversas causas de hepatite – hepatite al- coólica. ● Dor visceral no QSD: Sugere a fase inicial da apendicite aguda, de- vido à distensão do apêndice inflamado. Na apendicite aguda, ocorre transição gradual da dor, que passa de visceral periumbilical para parietal no quadrante inferior direito, devido à inflamação secundária do peritônio parietal ad- jacente ao órgão. Dor Parietal Causada pela irritação do peritônio – peritonite e localiza-se na parede abdominal, local da le- são. É uma sensação de dor localizada, suas possíveis causas são: inflamações, perfurações, hemorra- gias, oclusões, traumas. Obs: esse tipo de dor tem como características o aumento ao movimentasse ou com tosse, os pacientes preferem ficar, em geral, deitados e imóveis. @_MELORAPHA | MAE MED | JOSUÉ 1:9 Dor Referida Caracterizada como danos em órgãos internos, a dor que você sente em uma parte do corpo é, na verdade, causada por uma lesão em outra parte. A dor pode ser um sintoma de condições graves. Em geral, a dor é localizada e pode ser pal- pada Exemplos de alterações na região abdominal que podem levar ao surgimento da dor referida em outros locais estão listados abaixo: • A dor de origem duodenal ou pancreática pode ser referida para o dorso. • A dor originada nas vias biliares, um paciente que está com a vesícula biliar inflamada (cole- cistite) pode acabar sentindo dor na escápula média ou no ombro. Além disso, alterações em outros locais no corpo podem provocar o surgimento da dor referida na região abdominal, como: • A dor pleurítica ou do IAM pode ser referida para a região epigástrica do abdome. Obs: Frequentemente, quando há ruptura de um órgão abdominal, a dor é sentida "difusamente em toda a barriga", sem localização em uma área específica. A dor que se origina do intestino del- gado comumente é percebida na re- gião umbilical ou epigástrica: por exemplo, a dor da apendicite se ini- cia no umbigo. • A dor causada por úlcera gástrica perfurada geralmente é descrita como "em queimação". • No aneurisma dissecante como "rasgante"; • Na obstrução intestinal como "em cólica"; Observação!! É necessário levar em conta e questionar ao paciente perguntas simples em relação a dor, como por exemplo: A = inicio, quando começou ? L = localização, em qual lugar ? I = irradiação, a dor é sentida oande ? C = caracteristica, tipo, quente, pulsante? I = intensidade, coloca nota de 0 a 10. A = atenuação, com oque aumenta ou comodiminuir? Exame Físico O exame físico da região abdominal também é composto por inspeção, palpação, percussão e ausculta. No abdômen a ordem muda e deve ser realizado da seguinte forma: 1. Inspeção 2. Ausculta 3. Percussão 4. Palpação Essa mudança ocorre porque, durante a palpa- ção abdominal, a disposição dos órgãos, do ar e dos fluidos presentes nas cavidades pode ser modificada, o que alteraria as características dos sons intestinais. @_MELORAPHA | MAE MED | JOSUÉ 1:9 INSPEÇÃO 1.1 – FORMAS DO ABDOME Existe diferentes formas de abdômen, que de- vemos levar em consideração a idade, relação peso e altura, estilo de vida (atleta ou seden- tário). Alterações presentes: tumores, ascite, meteo- rismo, massas. O paciente deve estar em decúbito dorsal e o examinador, ao lado direto do paciente, em que irá observar a superfície abdominal (forma e volume), temperatura, coloração (vermelhidão ou icterícia), cicatrizes, estrias. Tipos de abdômen: Normal ou atípico: é plano, sem alteração do vo- lume abdominal; Globuso ou protuberante: aumento do diâmetro anteroposterior, exemplos, gravidez, ascite, obesidade; Escavo: retração da parede abdominal, pessoas muito magras. Em avental: gordura na parede abdominal e so- bre as raízes das costas e coxas. Perpendicular: aspecto semelhante ao abdome em avental resultando da fraqueza da muscula- tura do abdome inferior. Algumas manifestações clinicas: Ascite, é um tipo de abdômen globu- loso. É um signo caracterizado pela insuficiência re- nal, cardíacas e hepáticas, certos tipos de cân- cer e algumas pancreatites. O liquido ascético fica na cavidade peritoneal da barriga e o redor dos órgãos intra-abdomi- nais. 1.2- ESTRIAS Estrias indicar estirão de crescimento caracte- rísticas de obesidade e gravidez passada. Estrias prateadas antigas são consideradas normais, mas estrias de coloração rosa-violácea podem indicar SÍNDROME DE CUSHING. Aparecimento de estrias largas e de cor violeta. SINDROME DE CUSHING É uma doença causada pela alta concentração de cortisol ou corticoide, estar síndrome causa obesidade centrípeta, ocorre na face e abdome. @_MELORAPHA | MAE MED | JOSUÉ 1:9 1.3- CICATRIZES O examinador observa as cicatrizes presentes no abdome, suas formas e localizações. 1.4 – ERUPÇÕES E EQUIMOSES O examinador deve procurar a presença de erupções cutâneas e equimoses. São sangramentos que infiltram os tecidos do corpo, como a pele, que resulta em machas ro- xas pelo corpo. Estar presente em locais específicos que resulta em algumas patologias como: Sinal de Cullen = Equimose periumbilical, resul- tante de hemorragia retro peritoneal. Pode sur- gir na pancreatite aguda ne na ruptura de gravidez ectópica. Sinal de Gray-Turner = Equimose dos flancos - em região abdominais, região lombar e peri- mumbilical 1.5- HERNIA / hérniação Deslocamento de um órgão ou tecido por meio de uma abertura anormal. Uma massa abdominal pode ser uma neoplasia ou uma hérnia. Uma hérnia abdominal ocorre quando há protrusão da cavidade peritoneal na qual há exteriorização do conteúdo perito- neal. 1.6- RETRAÇÃO AUSCULTA Na anamnese do abdômen a ausculta sempre deve ser realizada antes da percussão ou pal- pação, ao contrário da ordem usual no exame físico. A ausculta fornece informações importantes a respeito da motilidade de ar e líquidos no trato intestinal. Durante o exame, deve-se identificar ruídos hi- droaéreos normais, alterações nos sons e a pre- sença de sopros e atritos. Pode ocorrer na pancreatite necro- hemorrágica e in- dica grave compro- metimento da vís- cera. @_MELORAPHA | MAE MED | JOSUÉ 1:9 Para ouvir os RHA – ruídos hidroaéreos – basta posicionar o estetoscópio em áreas difusas do abdômen, permanecer cerca de 2mts em cada região. - Como os sons intestinais são amplamente transmitidos pelo abdômen, a aus- culta em um único ponto, como o QID, é, em geral sufici- ente. 2.1- RHA – ruídos hidroaéreos São sons normais dos intestinos que apresentam como BORBULHAMNETOS ou BORBORIGMOS. Ocorre pela presença de ar que se movimenta nas alças intestinais por intermédio dos movi- mentos peristálticos. Os sons normais consistem em estalidos e gor- golejos, – sons de água – que possui uma fre- quência estimada de 5 a 34 p/mts. Obs: os borborigmos – gorgolejos prolongados - provocados pela contração dos músculos gástri- cos e intestinais, fazem parte do processo natu- ral de digestão – é o estômago roncando. Então em condições normais a ausculta abdo- minal revela a presença de RHA. ALTERAÇÕES DOS RUÍDOS As alterações são caraterísticas de inflamações ou obstrução intestinal. Os sons com alteração são comuns em diarreia, na obstrução intestinal, no íleo paralítico e na peritonite. Existe 5 formas e classificação: - NORMAIS: gases sem líquidos, é o borborigmo, borbulhamentos prolongados e intensos. Ocorre a cada 5 e 10 segundos. - PERISTALTISMO AUSENTE: se após 2mts não possui nenhuma peristalse, será possível dizer que há “ausência de ruídos intestinais” – ÍLEO PARALITICO - decorrente de irritação perito- neal difusa, característica de peritonite. Obs: os ruídos desaparecem por completo – “ silêncio abdominal. ” - PERISTALTISMO AUMENTADO ou HIPERPERIS- TÁLTICO: acima de 34 ruídos p/mts, “peristalse de luta” – intestino tenta vencer uma obstru- ção. Ocorre na obstrução mecânica ou diarreia, com frequência mais intensas. - RUIDOS METÁLICOS: obstrução intestinal avançada. Obstrução: 1º sinal de obstrução: aumento dos ruídos hi- droaéreos 2º sinal de obstrução: presença de ruídos metá- licos (tentativa de luta dos movimentos peris- tálticos para vencer a obstrução) 3º sinal de obstrução: Íleo paralitico → não ausculta os ruídos hidroaéreos no abdome, a musculatura abdominal fica exau- rida/exausta sem conseguir contrair, por obs- trução ou causa metabólica, como hipocalcemia e hipomagnesemia. Outra hipótese é que o or- ganismo um meio de eliminar isso em forma de vômitos e fecalóides. - SOPROS ARTERIAIS: São ruídos vasculares se- melhantes a bulhas cardíacas. Elas podem ser auscultadas na aorta abdominal ou em outras artérias do abdome. A ausculta deve ser feita sobre a artéria aorta, artérias ilíacas e artérias femorais. @_MELORAPHA | MAE MED | JOSUÉ 1:9 Os locais onde o examinador faz a ausculta, pro- curar por sopros, que estão representados na imagem à baixo: Os sopros sugerem aneurismas e compressões arteriais. • Sopro Hepático (cirrose ou neoplasia hepática por neovascularização); O sopro hepático pode ser audível em qualquer ponto da área de projeção do fígado, na super- fície do abdômen – artéria renal –; indica fluxo arterial anormal, no local, como pode acontecer no aneurisma da artéria hepática, na cirrose e no carcinoma hepatocelular. • Sopro Aórtico/ Renal / Mesentérico (obstrução, placa de ateroma): sopros sistólicos; – artéria aorta – audíveis do apêndice xifoide até a cicatriz umbilical. • Esplênico (malária, leucemia, tumores esplêni- cos): sopro sistólico; Os sopros esplênicos são audíveis no hipocôn- drio esquerdo, em geral, entre as linhas hemi- clavicular e axilar, anterior, esquerdas. Podem ser encontrados no baço de pacientes com ma- lária, leucemia, cirrose hepática ou tumores es- plênicos • Sopro venoso periumbilical (sopro por circula- ção colateral): sopro contínuo e por vezes frê- mito (síndrome de Cruveillier-Baumgarten). Os sopros contínuos são venosos e o exemplo mais marcante é o audível sobre a circulação colateral, periumbilical, decorrente de hiperten- são portal.Os ruídos vasculares incluem os sopros que po- dem ser sistólicos ou contínuos. Os sopros sistólicos são originários de artérias abdominais, que apresentam alterações de seu fluxo a ponto de produzir o ruído característico. Os sopros sistólicos abdominais mais frequentes são os produzidos pelo aneurisma da aorta ab- dominal ou pelas artérias hepática e esplênica. No aneurisma da aorta, o turbilhonamento do sangue ocorre na parte em que a artéria de ca- libre normal se abre na parte bojuda. Os sopros do aneurisma da aorta são audíveis na linha mediana do abdômen. PERCUSSÃO É o terceiro passo do exame físico abdominal é a percussão. A percussão é usada para demonstrar a pre- sença de distensão gasosa e líquidos ou massas sólidas Avalia o volume e distribuição de gases no ab- dome, vísceras e nas massas (que podem ser só- lidas ou cheias de líquidos), e tamanho do fí- gado e baço. Durante o exame, deve-se percutir os 4 qua- drantes do abdome para determinar a distribui- ção do TIMPANISMO e da MACICEZ. @_MELORAPHA | MAE MED | JOSUÉ 1:9 As vísceras maciças, como o fígado e o baço, produzem SOM MACIÇO. Já as vísceras que contém ar produzem SOM TIMPÂNICO. A realização da percussão deve ser feita no sentido horário realizando dois golpes leves em cada ponto. A ordem que o examinador deve seguir na percussão é a seguinte: 1. Percutir os quatro quadrantes no sentido horário; 2. Percutir o espaço de Traube. 3. Percutir o Fígado (para avaliar hepatomegalia); As técnicas usadas é: - Dígito digital; - 2 Golpes por vez; Percussão Exploratória - Quatro tipos de sons podem ser encontrados na percussão abdominal: timpânico, maciço hipertimpâ- nico e submaciço. - Timpânico: AR DENTRO DAS VÍSCERAS, mais comum; Variações dependem das diferentes quantidades de ar e fezes; Mais nítido no ESPAÇO DE TRAUBE, consiste em um espaço semilunar do 6º ao 11º espaço intercostal. Seus limites são: gradeado costal, baço, pâncreas, cólon, rim e estômago. DELIMITAÇÕES: DIREITO – lobo esquerdo hepático ESQUERDA – linha axilar anterior esquerda SUPERIOR – diafragma e pulmão esquerdo INFERIROR – bordo costal esquerdo Significa que o Espaço de Traube resulta em um som timpânico, significa que o espaço se encontra “livre” – expressão “traube livre”, para indicar normalidade na percussão do espaço. Significa que o espaço estar preenchido. - Maciço: PROJEÇÃO DE VISCERAS As áreas de macicez podem indicar útero gravídico, tumor ovariano, distensão da bexiga, hepatome- galia ou esplenomegalia aumento do lobo esquerdo hepático, derrame pleural esquerdo. (AUEMNTO DO BAÇO) - Submacicez: INTERPOSIÇÃO DE VISCERA MACIÇA SOBRE ALÇA INTESTINAL - vísceras ocas - Hipertimpanismo: AUMENTO DE AR DENTRO DE UMA VISCERA OU CAVIDADE – pneumoperitônio Normal = timpânico ou livre Anormal = maciço ou ocupado @_MELORAPHA | MAE MED | JOSUÉ 1:9 . É a medida objetiva dos lobos hepáticos. Sua realização é feita traçando uma linha reta do diafragma ao bordo hepático – delimitação do tamanho do FÍGADO. O tamanho normal do fígado é de 6 a 12cm na linha hemiclavicular. Para realização da hepatimetria, o examinador deve delimitar a borda superior e inferior do fí- gado utilizando a percussão. Durante a percussão, o examinador perceberá a transição do som timpânico (que caracteriza o pulmão) para o som maciço (que caracteriza a borda superior do fígado). Para delimitar a borda inferior, o examinador deve percutir a região abdominal na linha he- miclavicular direita, iniciando no quadrante in- ferior direito e caminhando para o quadrante superior direito. Deve-se observar a transição do som timpânico (características do intestino) para o som maciço (que caracteriza a borda inferior do fígado). O examinador percutindo os espaços intercos- tais do tórax, à procura da borda superior do fígado: Já nesta imagem, podemos observar o examina- dor percutindo a região abdominal direita, à procura da borda inferior do fígado: Caso haja macicez em ambos os flancos, deve- se indicar uma investigação adicional de ascite. Obs: a imagem ao lado mostra o examinador percu- tindo o espaço semilunar, no paciente ÁREAS COM AUMENTO DA MACICEZ ÁREAS HIPERTIMPÃNICAS HEPATIMETRIA @_MELORAPHA | MAE MED | JOSUÉ 1:9 Um abdome protuberante e totalmente timpâ- nico sugere OBSTRUÇÃO INTESTINAL ou ÍLEO PA- RALÍTIVO. Percussões no HPOCÔNDRIO DIREITO produz um som MACIÇO, presença de órgãos – fígado. Em condições patológicas, a percussão produz um som TIMPÂNICO, característica do Sinal de Jo- bert. O sinal de Jobert é a presença de timpaniso na região hepática e geralmente é indicativo de PNEUMOPERITÔNIO, como mencionado a cima, ou INTERPOSIÇÃO DO CÓLON entre a parede abdominal e o fígado. É um signo para abdome com ASCITE. Piparote positivo ocorre quando fazemos uma percussão no abdome do paciente e notamos a propagação de uma onda de líquidos acumu- lado na região. A percussão deve ser feita na região dos flancos para observar a propagação da coluna de lí- quido para o lado oposto. Na imagem abaixo, podemos observar o paci- ente posicionando a parte lateral da mão na li- nha mediana: Na imagem a seguir, observamos o examinador percutindo o flando de um lado, enquanto observa a transmissão da onda de líquido com a mão espalmada no flanco do outro lado. É ultilizado na pesquisa de PIELONEFRITE ou LITÍASE RENAL. Para ser um sinal positivo para Giordano, deve ser realizado uma percussão com a mão em forma de punho no dorso do pacinete no nívl da 11º e 12 º costela, com uma mão realizando o amortecimento. A PIELONEFRITE é uma inflamação renal provo- cada pela ação de bactérias nos rins e nos ureteres. A LITÍASE RENAL, é a forma que se refere a “pedra nos rins”. PALPAÇÃO É a última etapa do exame físico abdominal. Durante a palpação, em condições fisiologias, não é possível palpar os seguintes órgãos: SINAL DE PIPAROT SINAL DE GIORDANO @_MELORAPHA | MAE MED | JOSUÉ 1:9 - Corpo e antro do estômago; - Duodeno; - Vesícula biliar; - Baço; - Alças jejunoileias; - Cólon ascendente e descendente; - Bexiga; - Útero; - Trompas e ovários. Durante a palpação, em condições fisiologias, é possível palpar os seguintes órgãos: - Borda inferior do fígado; - Piloro; - Cólon transverso; - Cólon sigmoide; - Polo inferior do rim direito (especialmente em mulheres).; - Aorta (em pacientes magros); A palpação é a melhor maneira de verificar e avaliar o estado da parede abdominal, reconhe- cer as condições físicas das vísceras abdominais e explorar a sensibilidade abdominal. O paciente deve estar em decúbito dorsal Deve-se palpar o abdome como um todo e pal- par cada órgão separadamente, existe técni- cas e manobras especiais para cada órgão in- tra-abdominais. A palpação abdominal é comumente dividida nas seguintes etapas: Palpação superficial Palpação profunda Palpação do fígado Palpação do baço Palpação dos rins 4.1 - Palpação superficial É realizada com apenas uma mão, é delicada e auxilia na identificação de sensibilidade dolo- rosa à palpação, espasmos musculares, tempe- ratura, espessura, além de identificação de al- guns órgãos ou massas superficiais. Na palpação superficial, os dedos devem estar juntos e retos sobre a superfície abdominal, e o abdome é palpado com movimentos descenden- tes leves e suaves. Todos os quadrantes devem ser palpados com movimentos suaves e uniformes, à procura de órgãos ou massas superficiais e de regiões de maior sensibilidade e rigidez à palpação. Durante a expiração,o músculo reto geralmente permanece relaxado e macio. Caso haja alguma alteração, diz ter presença de REIGIDEZ. A rigidez pode ser difusa, como ocorre na peri- tonite, ou localizada, como ocorre sobre um apêndice ou vesícula biliar inflamados. 4.2 – Palpação Profunda Forma de palpação superficial @_MELORAPHA | MAE MED | JOSUÉ 1:9 É usada para avaliar tamanho de órgãos e ve- rificar se há massas abdominais anormais, (tu- mores). Para realizar a palpação é necessário colocar a palma da mão direita sobre o abdome e a mão esquerda sobreposta à direita, exercendo pres- são sobre a região. Existe algumas formas de especiais de palpa- ção, como a verificação do fígado e baço. PALPAÇÃO DO FÍGADO A percussão do fígado é utilizada para estimar o tamanho – hepatimetria, como vimos acima. Os achados têm relação com a macicez hepática pode ser encontrar diminuída quando o fígado é pequeno ou quando existe ar livre abaixo do diafragma, ocorre na perfuração de vísceras ocas ou intestinais. Palpação do Fígado pode ser re- alizada de 3 técnicas: A) Mão estendida / LEMOS TORRES O examinador faz a palpação como mostra a imagem a seguir: O examinador coloca a mão esquerda por baixo do paciente (paralelamente à 11ª e 12ª cos- tela), realizando a tração anterior do fígado. A mão direita é posicionada ao lado direito do abdome do paciente, lateralmente ao músculo reto do abdome, com as pontas dos dedos bem abaixo da borda inferior da macicez hepática. Uma suave compressão para dentro e para cima deve ser aplicada sobre o órgão. Deve-se solicitar ao paciente que inspire pro- fundamente. Durante a inspiração, o fígado torna-se palpável cerca de 3 cm abaixo do re- bordo costal direito, na linha hemiclavicular. O examinador deve sentir a borda do fígado en- quanto ela desliza de encontro às pontas dos dedos da mão. A borda hepática normal apresenta uma sali- ência firme e regular, com superfície macia. Caso a borda hepática não seja percebida, re- pita a manobra após reajustar a mão direita próximo à margem costal. Caso o fígado apresente consistência firme ou endurecida, borda romba ou arredondada e su- perfície irregular, a suspeita de doença hepá- tica deve ser levantada. O aumento do tamanho do fígado resulta de congestão vascular, hepatite, neoplasia ou cir- rose. O examinador deve observar se o paciente sente dor durante a palpação. O fígado saudável pode ser discretamente doloroso à palpação, mas uma dor mais intensa deve ser investigada. Dor à palpação do fígado sugere inflamação, encontrada na hepatite ou na congestão da in- suficiência cardíaca. O examinador também deve se atentar a massas presentes na borda inferior do fígado. Mão estendida Mão em garra Mão em pinça @_MELORAPHA | MAE MED | JOSUÉ 1:9 A vesícula biliar, quando obstruída e distendida, pode fundir-se com o fígado, formando uma massa firme e oval abaixo da borda hepática e uma área maciça à percussão. B) Mão em garra/ MATHIEU É útil para palpação do fígado em pacientes OBESOS. Na imagem a seguir, temos o exemplo de como o examinador deve fazer a palpação. PALPAÇÃO DO BAÇO Manobras de SCHUSTER e MATHIEU Normalmente não é palpável, exceto quando atinge duas ou três vezes seu tamanho normal. Um baço normal tem menos de 13cm de compri- mento, e até 5cm de espessura, quando estar aumentado, significa de forma palpável, temos uma esplenomegalia, como mencionado acima. Na percussão, é comum a substituição do tim- panismo do estômago pela macicez de um órgão sólido, quando aumentado, o baço passa a ser palpável abaixo do rebordo costal. Duas técnicas podem ser realizadas para deter- minação do tamanho do órgão: é a percussão do Espaço de Traube e a pesquisa do sinal de percussão esplênica, como mencionado acima. A palpação é realizada em duas etapas: a pri- meira, com o paciente em decúbito dorsal e a segunda, com o paciente em decúbito lateral direito. O examinador deve coloque a mão esquerda por trás do abdome, até a 11o e a 12o costelas e faça força para cima para apoiar-se. Coloque a mão direita obliquamente sobre o quadrante superior esquerdo e abaixo do rebordo costal. Faça uma compressão profunda para baixo e sob o rebordo costal esquerdo, solicitando à pessoa para inspirar profundamente. O paciente é instruído a inspirar profundamente à medida que o examinador pressiona para den- tro com a mão direita. O examinador deve estar atento para perceber a ponta do baço quando ele desce durante a inspiração. A ponta do baço aumentado irá suspender as pontas dos dedos da mão direita O baço não é palpável em condições normais, mas ambas as técnicas devem ser usadas na tentativa de palpá-lo. O aumento do baço pode ser causado por hiperplasia, congestão, infec- ção ou infiltração por tumor ou elementos miel- oides. Uma esplenomegalia maciça em paciente com leucemia mieloide crônica é mostrada na figura abaixo. Espaço de Traube Percussão Esplênica Decúbito dorsal Decúbito lateral direito. @_MELORAPHA | MAE MED | JOSUÉ 1:9 AVALIAÇÃO DA VESÍCULA BILIAR Em condições normais a vesícula biliar não é um órgão palpável. Sinal de Courvoisier Terrier ocorre quando a ve- sícula biliar se torna palpável em um pacinete ictérico. O examinador percebe uma massa ovalada e in- dolor na região do hipocôndrio direito, que cor- responde à vesicular biliar distendida. Figura 1 - esplenomegalia, observe a chan- fradura esplênica. @_MELORAPHA | MAE MED | JOSUÉ 1:9 ANEXOS