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Resumo - Clínica Cirúrgica (Sabiston)

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É a catecolamina com efeito inotrópico e vasopressor mais potente. Alguns 
pacientes em fase avançada de choque só melhoram a PAM com a infusão de adrenalina - são 
os que têm um péssimo prognóstico. O principal problema da Adrenalina é o seu alto poder 
arritmogênico. 
*DOBUTAMINA: A sua principal indicação é no choque cardiogênico (de VE ou VD), uma 
vez que a PAM encontra-se acima de 70mmHg (ou a PA sistólica acima de 80mmHg). Não 
pode ser feita isoladamente no choque com PA abaixo desses valores, devido ao seu leve efeito 
arteriolodilatador. Dose: 3-20 microg/Kg/min. 
 
 
 
 
Autor: Rafael Amin M. Hassan 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Quintana) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NUTRIÇÃO PARENTERAL E ENTERAL 
POR: CAROLINA MOURA 
Nutrição parenteral e Enteral 
Por Carolina Moura 
 
A quantificação das reserva de nutrientes de um determinado indivíduo assume vital 
importância na avaliação da capacidade de este sobreviver a período de jejum, agravado ou não 
por estado hipercatabólico. A avaliação nutricional compreende as medidas antropométricas, 
determinações laboratoriais, avaliação imunológica e avaliação global subjetiva. 
 
• Medidas antropométricas 
A relação peso-altura reflete o estado nutricional como um todo. 
As pregas cutâneas são usadas para avaliação das reservas em gordura 
Circunferência braquial (ou do braço) serve para avaliar reservas de proteína somática 
 
• Proteínas plasmáticas 
As proteínas plasmáticas (dentre elas a albumina) são muito usadas, porém mostram-se 
insensíveis e inespecíficas como método de avaliação nutricional. A albumina, por exemplo, 
tem uma meia vida muito longa (21 dias) e seus níveis dependem tanto da síntese hepática como 
da degradação, tornando sua dosagem inespecífica nas fases inicias da desnutrição. Já a 
transferrina por ter meia vida mais curta, (8 dias) reflete melhor as alterações nutricionais mais 
recentes. 
 
• Avaliação imunológica 
Testes cutâneos de sensibilidade retardada a diversos antígenos, apresentam correlação com o 
estado nutricional. Os mais usados são: tuberculina, candidina, estreptoquinase-estreptodornase 
e tricofitina. A anergia a esses antígenos, significa alteração na imunidade celular, cuja causa 
mais comum é a desnutrição. 
 
• Avaliação global subjetiva 
Consiste numa avaliação clínica do paciente, com uma anamnese bem feita, abordando perda de 
peso nos últimos seis meses, história de ingestão alimentar, presença de sintomas 
gastrintestinais, realização exercícios físicos, além de investigar no que a doença atual altera no 
seu estado metabólico. 
Ao exame físico deve-se analisar: 
Perda de tela subcutânea na região do tríceps e subescapular 
Perda de massa muscular no quadríceps e deltóide 
Presença de edema em tornozelo e região sacral 
 
 
Numa cirurgia, assim como qualquer injúria ao organismo, há estímulo a produção de 
"hormônios de stress" e mediadores inflamatórios. Toda essa cascata leva ao catabolismo do 
glicogênio, gorduras, proteínas, ácidos graxos livres e aminoácidos. Para uma reabilitação do 
paciente ser considerada ótima, o organismo deve estar em estado anabólico. Sendo assim, a 
terapia nutricional no paciente hospitalizado exerce duas funções: 
1. Prover calorias e aminoácidos necessários para o anabolismo, juntamente com água, 
eletrólitos, vitaminas e oligoelementos necessários para o bom funcionamento do 
organismo. 
2. Estimulação da insulina-glucagon. 
A estimulação ou infusão da insulina mostrou-se altamente importante, já que estudos 
mostraram que quando a hiperglicemia no pós-operatório foi controlada, a morbidade e 
mortalidade caíram para mais da metade. 
 
Quando indicar a terapia nutricional? 
A terapia nutricional(TN) está em indicada para os pacientes que "não podem comer, não devem 
comer, não comem o suficiente ou não querem comer." 
A TN é de suma importância, visto que pacientes hospitalizados e desnutridos têm chances 
muito maiores de complicações sérias como infecções e falências orgânicas. A necessidade 
nutricional de cada paciente deve ser calculada de maneira individualizada , porém usa-se 
bastante a chamada "fórmula rápida": 
De 25 a 30 Kcal/Kg/dia 
E as necessidades protéicas vão de 0,8 a 2g/Kg/dia. 
O peso utilizado deve ser o atual, com exceção dos obesos(usa-se o peso ideal) e dos 
edemaciados(usa-se o peso prévio à enfermidade atual.) 
 
Nutrição Enteral ou Parenteral? 
Esta opção vai depender de fatores como: 
• Integridade do trato digestivo 
• Necessidades nutricionais do paciente e seu estado nutricional 
• Doença de base 
• Disponibilidade do hospital 
• Experiência do médico 
 
Atenção: Não se deve iniciar terapia nutricional em pacientes terminais, sem perspectiva de 
qualquer outro tratamento efetivo para sua doença. 
 
Nutrição Enteral 
 
A nutrição enteral sem dúvida é uma forma de terapia nutricional mais fisiológica que a 
parenteral e por isso, sempre que possível deve ser priorizada. Está indicada para pacientes com 
trato intestinal íntegro. 
Ela preserva a integridade tanto da massa quanto da função do intestino e órgãos anexos. 
Diversos estudos observaram redução da produção de enzimas digestivas, da reatividade 
linfocitária intestinal e de IgA secretória no intestino desfuncionalizado pela NPT. Além disso a 
Nutrição Enteral dispensa o uso de um cateter venoso, diminuindo o risco de complicações 
infecciosas. 
Está Contra-Indicada em pacientes com: 
• Obstrução intestinal 
• Íleo paralítico 
• Choque severo 
• Isquemia intestinal 
 
As soluções para uso da Nutrição Enteral são: 
• Dietas artesanais 
• Dietas modulares 
• Dietas poliméricas 
• Dietas oligo/monoméricas 
 
As poliméricas são as mais usadas e possuem macronutrientes nas suas formas complexas sendo 
apresentadas na forma líquida ou em pó. Geralmente são completas e apresentam todas as 
vitaminas e oligoelementos. 
As dietas oligo/ monométricas são constituídas por aminoácidos, glicose e monossacarídeos, di 
ou triglicérides, podendo ser utilizadas mesmo em pacientes com função intestinal 
comprometida, já que sua absorção é muito fácil. ( ex em pacientes com pancreatite e doenças 
inflamatórias intestinais) 
 
A composição química da nutrição enteral consiste principalmente em : 
• Proteínas 
• Lipídios 
• Carboidratos 
• Eletrólitos 
• Vitaminas 
• Fibras 
• Imunomoduladores (mais detalhados adiante) 
 
 
Complicações da Nutrição Enteral: 
Podem ser: 
• Mecânicas 
• Gastintestinais 
• Metabólicas 
 
Mecânicas: 
1. Oclusão da sonda 
2. Retirada acidental 
 
Gastrintestinais: 
1. Diarréia 
2. Núaseas 
3. Vômitos 
4. Distensão abdominal 
5. Cólicas 
6. DRGE( podendo levar a broncoaspiração) 
 
Metabólicas: 
 
Desidratação com uremia pré renal Secundária a hiperosmolaridade 
Coma 
 
A administração de água livre junto à dieta previne esta complicação. 
 
 
 
 
 
Nutrição Parenteral: 
 
Consiste na administração intravenosa de todos os nutrientes necessários para manter o estado 
nutricional de um indivíduo. É importante que as calorias sejam infundidas simultaneamente as 
proteínas, pois a administração seqüencial de ambas resulta em perda urinária significativa de 
nitrogênio.Além disso, a solução parenteral deve ser infundida lentamente no início, 
aumentando-se progressivamente. Eletrólitos e glicemia devem ser mensurados diariamente. 
A via de acesso venoso mais comumente utilizada é a central, com a punção da veia subclávia 
sendo a mais usada, pois permite soluções hiperosmolares

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