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Tipos de transporte celular: a) Passivo: por osmose e difusão. A favor do gradiente eletroquímico. b) Ativo: primário, gasto de energia direto por meio da hidrólise de ATP, e secundário/acoplado – cotransporte e contratransporte, cujo gasto energético é indireto, aproveitado do gasto do transporte primário. Contra o gradiente de concentração c) Pinocitose: englobamento de uma substância que acabe passando pela filtração, menos frequente e para partículas maiores. ➢ O transporte de várias substâncias do néfron é dependente da bomba de sódio- potássio, justamente devido à força motriz gerada para o transporte das substâncias. Nos néfrons ela fica na membrana basolateral, e o que foi filtrado passa no lúmen que possui a membrana apical voltada para si. ➢ O transporte de substâncias pode acontecer transcelularmente/dentro da célula ou paracelularmente/entre as células. Análise da composição do fluido tubular ➢ Alterações na razão FT/P se dá não só pelo transporte transepitelial de solutos, mas também de água. Túbulo contorcido proximal ➢ Com células cúbicas e elevada capacidade de reabsorção ativa e passiva (67% do filtrado), ele possui um grande número de mitocôndrias, ou seja, um alto metabolismo. Dividido em S1, que reabsorve fosfato e bicarbonato, e S2, que reabsorve cloreto. ➢ É a parte contorcida da área cortical dos rins com a sua parte reta iniciando a alça de Henle que menos sofre interferências hormonais para reabsorção. ➢ Muita coisa é reabsorvida, pois não deveria estar sendo removida, e secretada, substâncias em excesso que passaram pela filtração, desses túbulos. ➢ O que difere um segmento do outro é o que está sendo reabsorvido. ➢ Temos um canal antiporte de Na e H-, colocando o último para fora na luz tubular. Lá ele se junta a HCO3 e se dissocia em H2O e CO2, este é reabsorvido para regular o equilíbrio ácido-base, pois dentro da célula ele forma novamente o ácido carbônico. ➢ Existem diversas aquaporinas na membrana, já que temos um grande número de substâncias sendo reabsorvidas e secretadas, que acabam “arrastando” água junto para ser reabsorvida. ➢ Também é onde temos as proteínas transportadoras de cátions e ânions orgânicos que não são filtrados, entram pela arteríola aferente e sai pela eferente sem passar pela filtração no glomérulo, e sim sempre secretadas. Muitos deles gastamos energia para fazer essa secreção ➢ Como esses transportadores são poucos para a quantidade de substâncias que podem ser secretadas por eles, quando queremos administrar uma substância que é rapidamente metabolizada pelo indivíduo, nós podemos utilizar fármacos de substâncias que são cotransportadas com ela, fazendo com que compitam pelos transportadores, saturando-os, e aumentando a meia-vida da substância desejada Alça de Henle ➢ Não há muito gasto energético, pois suas paredes são finas, então seus transportes são passivos. Ramo descendente fino: ➢ Aqui só há permeabilidade de água, graças à presença de aquaporinas, e a pequenos solutos, como a ureia. Ramo ascendente fino: ➢ Apenas passagem de pequenos solutos, como a ureia, e impermeabilidade à água Porção ascendente espessa ➢ Segmento diluidor com impermeabilidade à água considerado como inicio do TCD. ➢ Alta atividade metabólica, possui gasto energético ➢ Local de ação dos diuréticos de alça – furosemida, bumetanida – que atuam inibindo o canal de 2Cl-, Na+ e K+ . ➢ Para não haver uma hiper reabsorção de potássio, existem canais de potássio na região basal da célula endotelial, permitindo a sua saída. Dessa forma, a concentração de cargas positivas no LEC é inferior quando comparada ao Lúmen tubular, isso permite a passagem de outros íons positivos, como Mg++, Ca++ ➢ Aqui o fluido tubular fica hiposmótico em relação ao plasma sanguíneo, pois saem mais sais e não está saindo água. ➢ Temos a bomba de sódio e potássio que dá a força motriz para o funcionamento do canal NCCK (Na+, 2Cl- e K+). O excesso de cloreto e potássio sai por canais de vazamento, mas existe canal de vazamento na lâmina apical e na basal, evitando que fique uma concentração alta de potássio no sangue. Chamamos esse processo de reciclagem do potássio. ➢ Os diuréticos de alça são fármacos que tentam evitar a reabsorção de sódio e de cloreto, aumentando a sua secreção. Eles buscam assim, reduzir a captação de osmóis, e tentar reduzir, num efeito final, a volemia do indivíduo e o líquido extracelular, tentando atenuar a pressão arterial, por meio do bloqueio do canal NCCK. Túbulo contorcido distal Parte inicial: segmento diluidor cortical ➢ Impermeável à água com alta atividade metabólica. ➢ É o local de ação dos diuréticos tiazídicos, que evitam a absorção de íons, bloqueando o transportador Na+/Cl-. Com isso, nós acabamos secretando mais desses íons na urina ➢ O cálcio reabsorvido, com a sua própria ATPase, é por meio do modelamento de PTH, responsável por uma pequena porcentagem. Enquanto na parte espessa da alça de Henle e no tubo contorcido proximal, a reabsorção de cálcio ocorre independente do Paratormônio. Tubulo contorcido distal final e ducto coletor cortical ➢ O ducto coletor é igual a túbulo coletor, e ambos têm as mesmas funções. ➢ Células principais reabsorvem NaCl, H2O e K+ ➢ Quando o ADH é liberado ele age nessa região, favorecendo o aumento da densidade e expressividade de aguaporinas na membrana apical dessa região, e modelando a reabsorção de água ➢ As células intercalares tipo alfa secretam ativamente H+, reabsorvem ativamente K+ e liberam HCO3- no interstício. Já as células do tipo beta fazem o contrário, secretam bicarbonato e absorvem H+. Essas ações vão depender do que está acontecendo no organismo, agindo em momentos distintos. ➢ Esse mecanismo é responsável por manter o equilíbrio do Ph sanguíneo via renal. Influências hormonais na atividade tubular a) Aldosterona: Provoca grande reabsorção de sódio em vários transportadores de sódio, como no túbulo contorcido distal e na alça de Henle porção ascendente, diluindo a urina. Também é aumentada a secreção de potássio e de prótons H+, pois esses canais são ativados. Deixando o fluido muito diluído graças a saída de sódio, assim é mais fácil a passagem de água, podendo gerar sede. b) PTH: Age no túbulo contorcido proximal, estimulando formação de calcitrol/vitamina D e inibindo reabsorção de fosfato inorgânico, evitando a formação de cristais. Age também nos túbulos coletores, aumentando a reabsorção de cálcio. Efeitos gerais: fosfatúria, natriúria, AMPc urinário, calcitrol, reabsorção de Ca2+ aumentadas.