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Membrana plasmática:
estrutura, funções e
transporte
Profª Ana Montemezzo
Mestre em Biociências e Fisiopatologia
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Visão
Geral
A célula eucarionte
tem compartimentos
especializados que
desempenham
diferentes funções e
trabalham de forma
integrada.
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Membrana Plasmática
Estrutura que delimita o espaço
interno das células e promove o
intercâmbio de moléculas entre o
citoplasma e o meio extracelular.
Formada por bicamada lipídica
anfipática, com proteínas e cadeias
de carboidratos associadas a lipídios
e proteínas (mosaico fluido).
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Funções Gerais das Membranas Celulares
Compartimentalização
Delimita todos os tipos celulares
e cria subcompartimentos com
atividades especializadas.
Suporte Bioquímico
Contém moléculas que atuam no
metabolismo, como enzimas da
membrana mitocondrial, e
proteínas transportadoras.
Transporte de Substâncias
Regula o volume celular, mantém
o pH, concentra combustíveis
metabólicos e elimina substâncias
tóxicas.
Reconhecimento e Sinalização
Receptores reconhecem ligantes
específicos e desencadeiam
sinalização celular interna.
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Integrações
Celulares e Junções
As células se conectam por junções
celulares, que promovem adesão,
troca de sinais e passagem de
substâncias. Essas conexões
mantêm a organização dos tecidos e
permitem que as células atuem de
forma integrada.
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• Junções de adesão: mantêm as células unidas
e dão resistência aos tecidos.
• Junções de oclusão: vedam o espaço entre as
células, controlando a passagem de
substâncias.
• Junções comunicantes: formam pequenos
canais que permitem a troca de íons e sinais
entre células vizinhas.
Isso acontece por meio de proteínas presentes na membrana
plasmática, que formam diferentes tipos de junções:
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Proteínas
Responsáveis pelas
funções específicas:
transporte, enzimas,
receptores.
Lipídios
Componente
estrutural principal;
formam a bicamada
anfipática.
Carboidratos
Presentes em menor
proporção; formam
glicolipídeos e
glicoproteínas.
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Lipídios Anfipáticos
e a Bicamada
Eles se arranjam em bicamada, com
as cabeças hidrofílicas voltadas para
a periferia e as caudas hidrofóbicas
para o centro. Podem se organizar
também em micelas (uma cauda) ou
bicamadas planas (duas caudas).
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Principais Lipídios das Membranas Celulares
Fosfoglicerídeos
(Fosfolipídios)
Principais lipídios de
membrana. Regulam
a fluidez, a sinalização
e o reconhecimento
do estado celular.
Esfingolipídios
Abundantes na face
externa da membrana
e participam da
proteção, do
reconhecimento e da
comunicação celular.
Esteroides (Colesterol)
Encontra-se entre os
fosfolipídios e ajuda a
regular a fluidez e a
permeabilidade.
Também é precursor
de hormônios
esteroides, vitamina D
e ácidos biliares.
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Proteínas na
Membrana Plasmática
Apesar da bicamada lipídica
fornecer a estrutura básica, são as
proteínas de membrana que
desempenham a maioria das
funções específicas: transporte,
atividade enzimática, recepção de
sinais e ancoragem.
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Proteínas Periféricas
Associam-se à superfície da
membrana ou a proteínas integrais
por interações não covalentes. Não
atravessam o interior hidrofóbico
da bicamada e podem ser
removidas sem destruí-la.
Ex.: Espectrina, proteína do
citoesqueleto que forma uma rede
de sustentação na face interna da
membrana das hemácias.
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Proteínas
Transmembranas
Mergulhadas na bicamada,
estendem-se de um lado ao
outro. Exemplos: carreadoras,
canais iônicos e receptores.
Podem ser de passagem única
ou multipasso.
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Proteínas de passagem única:
atravessam apenas uma vez,
ficando com uma parte voltada
para o exterior e outra para o
citoplasma. Muitas atuam como
receptores ou proteínas de
adesão.
Proteínas multipasso: atravessam
a membrana várias vezes,
Frequentemente funcionam como
canais, transportadores, bombas
ou receptores.
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Açúcares de
Membrana
São pequenas cadeias de açúcares
ligadas a proteínas, formando
glicoproteínas, ou a lipídios,
formando glicolipídios. Eles ficam
expostos somente na face externa
da membrana e, em conjunto,
formam o glicocálix.
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Suas principais funções são:
• Proteger e lubrificar a superfície celular;
• Permitir o reconhecimento entre células;
• Participar da adesão e da comunicação celular;
• Atuar na resposta imunológica;
• Diferenciar células e tecidos.
Um exemplo é o sistema sanguíneo ABO, no qual os tipos A, B, AB e O
são determinados por diferentes carboidratos presentes na superfície
das hemácias.
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Organização do Glicocálix
O glicocálix é uma camada rica em carboidratos que recobre a face externa da
membrana plasmática. Ele é formado por cadeias de açúcares ligadas:
• Às proteínas, formando glicoproteínas e proteoglicanos;
• Aos lipídios, formando glicolipídios.
Essas cadeias ficam projetadas para o meio extracelular, como uma espécie de
“capa açucarada”. Sua composição varia entre os tipos celulares, funcionando
como uma identidade molecular que permite proteção, adesão, comunicação e
reconhecimento celular.
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Fonte: https://professor.ufrgs.br/tatianamontanari/files/livroatlasbiocel.pdf
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Fonte: https://professor.ufrgs.br/tatianamontanari/files/livroatlasbiocel.pdf
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Mosaico Fluido
O modelo do mosaico fluido descreve a organização da membrana plasmática.
• Fluido: os fosfolipídios e muitas proteínas conseguem se movimentar
lateralmente, tornando a membrana flexível e dinâmica.
• Mosaico: diferentes proteínas, lipídios e carboidratos ficam distribuídos pela
membrana, formando um conjunto variado, como peças de um mosaico.
Fluido não significa que a membrana seja líquida ou desorganizada; seus
componentes têm mobilidade, mas sua estrutura permanece estável.
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Fonte: https://br.pinterest.com/biodi_gital/
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Diapedese: Leucócitos do sangue para os tecidos
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Transporte Através
de Membranas
A membrana possui permeabilidade
seletiva, controlando a entrada e a
saída de substâncias essenciais à
manutenção do volume, do pH e da
composição celular.
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Transporte Ativo vs. Passivo
Transporte Passivo
Ocorre espontaneamente a favor
do gradiente de concentração ou,
no caso dos íons, do gradiente
eletroquímico. Não requer
fornecimento direto de energia.
Transporte Ativo
Move substância contra seu
gradiente. Pode utilizar ATP
diretamente ou a energia de
outro gradiente.
Se a substância tem carga elétrica, seu movimento é influenciado pelo
gradiente eletroquímico, combinação do gradiente de concentração e do
potencial de voltagem da membrana.
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Osmose
A osmose é o movimento
passivo daágua, geralmente
pelas aquaporinas, do meio
menos concentrado em
solutos para o mais
concentrado, buscando o
equilíbrio.
Não há gasto de ATP.
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Aquaporinas: Canais de Água
São proteínas canal inseridas na
bicamada lipídica que promovem a
passagem seletiva e rápida de água
pelas membranas celulares.
A estrutura estreita e seletiva da
aquaporina permite a passagem rápida
de água em fila única, mas bloqueia
íons e outras substâncias, sem
consumir ATP.
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Difusão Passiva:
Via bicamada
Moléculas hidrofóbicas
pequenas (benzeno), gases
(CO₂, O₂, N₂) e moléculas
polares sem carga (etanol,
ureia) atravessam
diretamente a bicamada
lipídica.
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Difusão Facilitada:
Via proteínas
Moléculas que não atravessam
facilmente a bicamada podem ser
transportadas por proteínas
específicas.
Canais: permitem a passagem de
íons a favor do gradiente
eletroquímico.
Carreadores: ligam-se à substância
e mudam de conformação.
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Proteínas Carreadoras vs. Proteínas Canal
Permeases (Carreadoras)
• Transportam moléculas grandes,
polares e/ou carregadas
• Mudam de conformação durante
o transporte
• Transporta menos moléculas por
segundo do que uma proteína
canal.
Proteínas Canal
• Transportam água e íons
rapidamente
• Seletivas para substâncias
específicas
• Alternância aberto/fechado
("gates") dependentes de
voltagem ou ligante
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Transporte Ativo: Contra
o Gradiente
Depende de proteínas carreadoras
Específicas para certas substâncias; o
fluxo ocorre contra gradiente químico ou
elétrico.
Requer energia
Sensível a distúrbios metabólicos; a
energia é fornecida por ATP (primário) ou
por gradientes iônicos (secundário).
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Transporte Ativo Primário: Bombas de ATP
É o transporte de substâncias através da
membrana contra o gradiente de
concentração ou eletroquímico, ou seja,
de onde há menor tendência de
movimento para onde há maior.
Para realizar esse trabalho, a proteína
utiliza diretamente a energia liberada pela
quebra do ATP.
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Transporte Ativo Primário: Bombas de ATP
• Bomba de Na⁺/K⁺: presente nas células animais; expulsa 3 Na⁺ e introduz 2 K⁺.
• Bombas de Ca²⁺: retiram Ca²⁺ do citoplasma ou o armazenam no retículo
endoplasmático.
• Bomba de H⁺/K⁺: encontrada no estômago; participa da produção do ácido
gástrico.
• Bombas de H⁺: acidificam lisossomos e outros compartimentos celulares.
• Transportadores ABC: usam ATP para transportar lipídios, medicamentos e
outras moléculas.
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Transporte Ativo Secundário: Acoplado
Ocorre quando o movimento de uma substância a favor do seu gradiente fornece
energia para transportar outra substância contra o gradiente.
A proteína transportadora não utiliza ATP diretamente. A energia vem
principalmente do gradiente de Na⁺ ou H⁺, criado anteriormente por bombas que
consomem ATP, como a bomba de Na⁺/K⁺.
Portanto, o transporte é considerado ativo porque uma das substâncias
se move contra seu gradiente, mas é chamado de secundário porque o
ATP não é utilizado diretamente pelo cotransportador.
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Simporte ou Cotransporte
As duas substâncias atravessam
a membrana na mesma
direção.
Exemplo: Na⁺/glicose (SGLT).
O Na⁺ entra na célula a favor do
seu gradiente. Essa energia
permite que a glicose entre
contra seu gradiente.
Ocorre principalmente no
intestino e nos rins.
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Antiporte ou Contratransporte
As substâncias atravessam a
membrana em direções
opostas: uma entra, outra sai.
Exemplo: Na⁺/Ca²⁺.
O Na⁺ entra a favor do seu
gradiente e essa energia
promove a saída de Ca²⁺ contra
seu gradiente. É importante
para controlar a concentração
de cálcio dentro das células.
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Bons estudos!
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Slide 2: Membrana plasmática: estrutura, funções e transporte
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Slide 4: Visão Geral
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Slide 7: Integrações Celulares e Junções
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Slide 10: Lipídios Anfipáticos e a Bicamada
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Slide 12: Proteínas na Membrana Plasmática
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Slide 16: Açúcares de Membrana
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Slide 18: Organização do Glicocálix
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Slide 21: Mosaico Fluido
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Slide 25: Diapedese: Leucócitos do sangue para os tecidos
Slide 26: Transporte Através de Membranas
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Slide 34: Transporte Ativo Primário: Bombas de ATP
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Slide 36: Transporte Ativo Primário: Bombas de ATP
Slide 37: Transporte Ativo Secundário: Acoplado
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