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1 6º MÓDULO – ALIMENTAÇÃO LÚDICA HOSPITALAR Uma iniciativa do Sabará Hospital Infantil em parceria com a Sodexo tornou as refeições mais divertidas e atraentes para as crianças usando alimentos saudáveis que atendem às suas necessidades nutricionais. Implantada no fim de 2014, a iniciativa oferece uma apresentação lúdica dos pratos servidos às crianças em período intra-hospitalar, com aparência alegre e divertida. Foto: reprodução O projeto, chamado de Kids by Sodexo, uma oferta pioneira no segmento de Saúde no Brasil, é voltada para crianças entre 2 e 7 anos e possui 15 diferentes pratos elaborados por cozinheiros que recebem treinamento específico e preparam as refeições com base na prescrição médica de cada paciente. A nutricionista clínica da Sodexo visita cada criança, identifica as preferências alimentares junto aos pais e o cardápio é adequado e definido conforme as informações recebidas. As refeições são servidas sempre no desjejum, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. No caso dos lanches, as crianças recebem as Caixinhas Kids, que revelam o personagem desenhado no alimento apenas quando aberta. 2 Ingredientes selecionados Feitos com pãezinhos, verduras, legumes, arroz, omeletes e hambúrgueres, entre outros ingredientes, o menu pode ser apresentado em formato de girafa, carrinho, boneco, jardim encantado, coelho, balão e até personagens de desenhos animados. “As divertidas preparações estimulam a aceitação da criança, fazendo com que o momento da alimentação funcione como um recurso terapêutico, já que apresentamos novos ingredientes e sabores que se relacionam com a aparência do prato. Assim como nós, as crianças também ‘comem com os olhos’”, explica Fernanda Rabelo dos Santos, supervisora de nutrição do Hospital. Integrando a proposta lúdica do projeto, as copeiras da Sodexo, responsáveis pela entrega das refeições, usam uniformes e utensílios coloridos e leves, além de bandejas com desenhos e pinturas no fundo que despertam o interesse da criança. “Nosso objetivo é despertar o interesse em experimentar um novo alimento, mesmo durante um período de internação curto”, analisa Regina Menezes, coordenadora técnica da área de Saúde da Sodexo O cuidado do Kids by Sodexo se estende ao período pós-internação pois, no momento da alta da criança, os pais recebem orientação para que os cuidados alimentares se prolonguem em casa. Para complementar a abordagem de nutrição, o Sabará e a Sodexo planejam evoluir com o projeto fazendo a sua interação com outras atividades como teatro, fantoches e músicas. A ideia é o estímulo por hábitos mais saudáveis no dia a dia das crianças. Autor: Equipe Sabará. https://www.hospitalinfantilsabara.org.br/rede-de-humanizacao/alimentacao-ludica/ Extraído em 06/11/2020. TERAPIA NUTRICIONAL EM PEDIATRIA A desnutrição infantil ainda é uma realidade que está mais próxima do que imaginamos, e os números são assustadores: de acordo com a Organização Pan- 3 Americana da Saúde (OPAS), mais de 200 mil crianças morrem nas Américas antes de completar cinco anos em decorrência da desnutrição. Se trouxermos estes dados para o Brasil, dentro dos hospitais, a mortalidade de crianças por desnutrição chega a 50%, enquanto o valor recomendado deveria permanecer inferior a 5%, conforme uma revisão de 67 estudos publicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo Eliana Barbosa, nutricionista clínica do Hospital Infantil Joana de Gusmão, de Florianópolis - SC, uma criança internada com quadro de desnutrição apresenta um maior risco de complicações clínicas e infecciosas, com aumento do tempo de internação e dos gastos relacionados à sua recuperação, além de maior risco de mortalidade. De acordo com a nutricionista, dados recentes de um estudo feito em 2014, apontaram que, de 72 crianças internadas na UTI do Hospital Joana de Gusmão em um período de nove meses, com idade média de 21 meses, apresentaram alta prevalência de desnutrição no momento da admissão, sendo: 33,9% de acordo com indicador peso para idade, 41,1 % de acordo com estatura para idade e 22,1% de acordo com IMC (índice de massa corporal). Além disso, o quadro de desnutrição esteve associado com maior tempo em ventilação mecânica para este grupo de pacientes. Conforme outro trabalho realizado em 2008 no mesmo hospital, das 144 crianças avaliadas com idade média de 21 meses, após 48 horas de internação, 29% estavam desnutridas, sendo as doenças do aparelho respiratório o diagnóstico mais frequente nesta população. Neste estudo, o quadro de desnutrição esteve associado com maior utilização de medicamentos. Desta forma, a detecção precoce dos pacientes que apresentam desnutrição ou que estejam em risco nutricional é de extrema importância no âmbito hospitalar para podermos planejar a terapia nutricional mais adequada e prevenir ou tratar os déficits nutricionais o mais breve possível, pondera. Terapia Nutricional Assim como os adultos, as crianças podem receber diferentes tipos de terapia nutricional (TN), podendo-se optar pela: terapia nutricional oral (NO), nutrição enteral (NE)por meio de sondas ou ainda nutrição parenteral (NP), dependendo da situação clínica de cada paciente. De acordo com Eliana, a NE poderá ser indicada de forma parcial quando a ingestão alimentar por via oral for insuficiente, ou ainda de forma completa, quando a ingestão alimentar por via oral for inviável. A indicação da NE só será realizada quando o trato digestivo estiver funcionante. Já a NP, será indicada em pacientes com o trato digestivo não funcionante ou quando não tolerar a NE. Poderá 4 ser de NP total quando a NE for contraindicada; ou parcial, se a NE for tolerada parcialmente. A TN deve fornecer aporte nutricional adequado para que a criança cresça e desenvolva todo seu potencial. Além disso, cada faixa etária e sexo apresentam diferentes necessidades nutricionais, que variam se a criança está saudável ou em ambiente hospitalar, explica. Exemplificando o que a nutricionista disse, um menino de três anos saudável necessita de uma quantidade de nutrientes diária diferente de outro menino da mesma idade, mas em estado crítico no hospital. Outra questão avaliada, de acordo com a nutricionista, é a escolha do tipo de dieta na NE, que deverá ser precedida de uma avaliação criteriosa dos seguintes itens: faixa etária, desenvolvimento neuropsicomotor, estado nutricional e metabólico, capacidade digestiva e absortiva do trato gastrointestinal, necessidades nutricionais específicas de acordo com a situação clínica de cada paciente, necessidade de restrição hídrica e da via de administração. “A nutrição enteral é um procedimento útil na manutenção ou recuperação nutricional, com baixo risco em relação à via parenteral, desde que adequadamente planejada, executada e monitorada, pontua Eliana. Segundo a profissional, os cuidados com os “pequenos” pacientes são desafios diários a serem enfrentados, pois monitorar a TN em pediatria é diferente de fazer o mesmo em pacientes adultos. “Como a comunicação com a criança é mais difícil, é necessário um melhor envolvimento com a família, além de maior observação. Outra questão importante é o preparo da família para a alta hospitalar. As mães, durante a internação contam com a ajuda de toda uma equipe no cuidado geral do seu filho e podem ter dificuldades com a terapia nutricional em nível domiciliar, principalmente se for NE (via sonda). Sendo assim, antes da alta hospitalar, elas devem ser orientadas e treinadas à respeito dos cuidados com a dieta, desde a importância da higiene, modo de preparo, armazenamento e modo de infusão. O tratamento nutricional que começamos no hospital, muitas vezes é necessário que se mantenha em casa para que a criança recupere na íntegra o seu estado nutricional, finaliza. Fonte:https://prodiet.com.br/blog/2014/09/29/terapia-nutricional-em-pediatria/ COZINHA DE HOSPITAL PREPARA PRATOS CRIATIVOS PARA CRIANÇAS INTERNADAS 5 Convencer uma criança a se alimentar corretamente nem sempre é uma tarefa fácil, principalmente, naqueles momentos em que eles estão adoentados. A empreitada fica ainda mais complicada dentro do ambiente hospitalar, quando, além da renúncia normal aos alimentos saudáveis ou desconhecidos, ainda há o desconforto da doença. Por tudo isso, a equipe de nutrição do Hospital e Maternidade Jaraguá, em parceria com os profissionais da cozinha da unidade, encontrou na criatividade uma maneira de mudar essa situação. Com pratos divertidos, as refeições oferecidas aos pacientes da ala infantil estão estimulando a alimentação saudável e, ao mesmo tempo, distribuindo alegria. Foto: Reprodução Conforme a nutricionista Tatiana Schena Bandeira, a ideia tem gerado resultados bastante positivos. Ela explica que crianças pequenas, com problemas sérios de saúde, incluindo pacientes com autismo, acabam tendo dificuldades de se alimentar e ficando suscetíveis à oferta de guloseimas. “Eles ficam preocupados, mas se os filhos não comerem corretamente, também não ficarão saudáveis, não vão se curar mais rápido”, esclarece. De olho nessa dificuldade, a cozinha passou a criar pratos diferentes, decorados com arroz, feijão, frutas. “Pesquisamos e, agora, a equipe está fazendo preparações em forma de borboletas, palhaços, peixe, tudo para trazer o lúdico à alimentação”, complementa. 6 Paralelamente, a nutricionista também vem conversando com as famílias para sensibilizá-las em relação à importância das boas escolhas à mesa, buscando, assim, melhorias que podem ser levadas para fora do hospital, garantindo mais saúde ao longo de toda a vida. De acordo com Sara Constantino Zanoni, mãe da menina Nicole Constantino Santos, paciente de apenas um ano e 11 meses internada há cerca de três semanas por causa de uma pneumonia, a novidade vem fazendo diferença na recuperação da filha. “Ela começou a comer por causa disso”, comentou. Já o médico Rodrigo Ferreira de Souza, destaca que a alimentação é parte do tratamento. Por isso, na opinião dele, iniciativas que incentivam os pequenos a comer melhor aumentam as chances de uma alta precoce, fortalecendo o organismo mais rapidamente. Criatividade na cozinha A rotina na cozinha do HMJ é intensa. Todos os dias, a cozinheira Avanilda Moreira Zimmermann prepara cerca de cem refeições. Mas, nem a correria impede a criatividade. Desde que a ideia de oferecer pratos lúdicos às crianças surgiu, ela vem se dedicando a aprimorar os desenhos, sempre com novos formatos pesquisados na internet, após o expediente. “É tão gratificante saber que estamos ajudando, fico emocionada quando uma mãe diz que o meu trabalho fez a diferença na recuperação”, confessa. Atualmente, três cozinheiros do hospital são responsáveis pelas preparações especiais. Fonte: Por Dyovana Koiwaski. https://ocp.news/geral/cozinha-do-hospital-jaragua-esta-preparando-pratos-criativos-para-criancas- internadas Extraído em 06/11/2020.