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Paramentação
CURSO TÉCNICO DE ENFERMAGEM
ENF. JAKSON FARIAS
Enfermagem Cirúrgica II
Paramentação
A paramentação da equipe cirúrgica exige a realização de procedimentos específicos, executados em passos padronizados e com observação rigorosas dos princípios científicos. Estes procedimentos são: degermação das mãos e antebraço, vestir avental e roupa esterilizados e calçar luvas esterilizadas. 
Estes cuidados tem como finalidade, a formação de uma barreira microbiológica, contra a penetração de microrganismos no sítio cirúrgico do paciente, oriundos dele mesmo, dos profissionais, materiais, equipamentos e ar ambiente. 
Paramentação Cirúrgica e EPI
A paramentação corresponde à troca das vestes rotineiras por vestimentas adequadas antes do ato cirúrgico. 
Indicação: todas as pessoas envolvidas no trabalho do centro cirúrgico, principalmente dentro das salas de operação, devem usar roupas apropriadas. A importância da paramentação é proteger a área a ser operada da flora liberada pela equipe cirúrgica e esta da exposição às secreções dos pacientes. 
A troca de roupa (paramentação não estéril, gorro e propés) deverá ser feita no vestuário, que corresponde à zona de proteção do Centro Cirúrgico, sendo seguida da colocação do avental e das luvas estéreis após a escovação das mãos e entrada na sala cirúrgica, propriamente dita. 
PARAMENTAÇÃO CIRÚRGICA E EPI
Uniforme privativo: o uso do uniforme privativo feito de tecido com porosidade de 7 a 10 micra e o fechamento das calças no tornozelo pode reduzir a dispersão de bactérias. Tal uniforme nunca deve ser usado fora da área do Centro Cirúrgico.
Aventais cirúrgicos: os aventais convencionais devem ser confeccionados em material resistente à penetração de líquidos e microrganismos e ao desgaste e à deformação. Devem possuir uma única camada de tecido, geralmente algodão ou brim.
Máscara cirúrgica: o uso correto da máscara cirúrgica evita ou reduz a eliminação de microrganismos no ambiente e protege o profissional contra respingos de secreções oriundas do paciente. Apresentam vida útil de 2 horas. Deve ser usada por todos na sala de operações e cobrir boca e nariz e estar junto à face. São preferíveis as máscaras com dupla gaze de algodão ou de polipropileno ou poliéster.
Paramentação Cirúrgica e EPI
Gorros: sua utilização tem o intuito de evitar a contaminação do sítio cirúrgico por cabelo ou microbiota presente nele. O gorro deve ser bem adaptado, permitindo cobrir totalmente o cabelo na cabeça e face.
Óculos ou máscara protetora dos olhos: sua utilização é devido às doenças transmissíveis por substâncias orgânicas dos pacientes (a hepatite B, por exemplo). 
Propés: seu uso atualmente é uma questão muito polêmica. Esse procedimento consiste em proteger a equipe à exposição de sangue, fluidos corporais e materiais perfurocortantes. 
Paramentação com Roupas Estéreis
As roupas estéreis são utilizadas para prevenir a contaminação do campo operatório mediante contato direto do corpo do cirurgião com o do paciente. Todas as pessoas que entram em campo operatório, bem com aquelas que manipulam os materiais e instrumentais estéreis como é o caso do instrumentador cirúrgico, devem usar aventais e luvas estéreis.
Passo a passo:
1- Após a escovação das mãos secá-las na compressa esterilizada.
2- Segurar o capote esterilizado pelas dobraduras da gola e deixar que o restante dele se desdobre e fique esticado. Pela face interna introduza em um único movimento, ambas as mãos e antebraço pelas mangas do capote.
3- O circulante da sala, pela face interna do capote, ajusta-o e o amarra na sequência os cadarços da gola e da cintura. 
4- Calçar as luvas cirúrgicas.
Paramentação com Roupas Estéreis
SEGURANÇA DO PACIENTE
Segurança do Paciente
Segurança do Paciente... tema muito em alta atualmente, mas o que vem a ser Segurança do Paciente?
“Receber uma assistência à saúde de qualidade é um direito do indivíduo e os serviços de saúde devem oferecer uma atenção que seja efetiva, eficiente e segura, com a satisfação do paciente em todo o processo” (ANVISA, 2013).
Principais Erros e Incidentes Potencialmente Evitáveis
Infecções relacionadas à assistência.
Relacionados à cadeia e medicação.
Lesões Por pressão e outras lesões.
Detecção tardia de complicações.
Perda acidental ou obstrução de cateter e drenos.
Falhas na comunicação e na transferência de cuidados.
Identificação errada do paciente.
Principais Erros e Incidentes Potencialmente Evitáveis
Relacionados à cirurgia.
Relacionados à hemotransfusão.
Quedas e traumas.
Relacionados ao uso de equipamentos.
DEZ OBJETIVOS ESSENCIAIS PARA A CIRURGIA SEGURA
	Objetivo 01	A equipe operará o paciente certo e o sítio cirúrgico certo.
	Objetivo 02	A equipe usará métodos conhecidos para impedir danos na administração de anestésicos, enquanto protege o paciente da dor.
	Objetivo 03	A equipe reconhecerá e estará efetivamente preparada para perda de via aérea ou de função respiratória que ameace a vida.
	Objetivo 04	A equipe reconhecerá e estará efetivamente preparada para o risco de grandes perdas de sanguíneas. 
	Objetivo 05	A equipe evitará indução de reação adversa a drogas ou reação alérgica sabidamente de risco para o paciente.
	Objetivo 06	A equipe usará de maneira sistemática métodos conhecidos para minimizar o risco de infecção do sítio cirúrgico.
	Objetivo 07	A equipe impedirá a retenção inadvertida de compressas ou instrumentos nas feridas cirúrgicas.
	Objetivo 08	A equipe obterá com segurança todos os fragmentos e peças cirúrgicas coletadas e precisamente identificadas.
	Objetivo 09	A equipe se comunicará efetivamente e trocará informações críticas para a condução segura da operação. 
	Objetivo 10	Os hospitais e os sistemas de saúde pública estabelecerão vigilância de rotina sobre a capacidade, volume e resultados cirúrgicos obtidos
POSICIONAMENTO CIRURGICO DO PACIENTE
Posicionamento do paciente para cirurgia
Decúbito dorsal ou Supina:
O dorso do paciente e a coluna vertebral ficam repousados na superfície do colchão da mesa cirúrgica
A cabeça fica apoiada em travesseiro, retificando a coluna cervical
Os braços ficam ao longo do corpo ou abduzidos em apoios laterais, tipo braçadeiras
Exemplo: Cesariana
Decúbito ventral ou Prona:
O paciente fica deitado de abdome em contato com a superfície do colchão da mesa cirúrgica
Permite a abordagem da coluna cervical, área retal e das extremidades inferiores
Os braços devem ficar estendidos para frente e apoiados em talas
O sistema respiratório fica mais vulnerável
Exemplos: cirurgias de coluna (hérnia de disco)
DECÚBITO LATERAL
O paciente permanece em decúbito lateral, esquerdo ou direito
Oferece acesso à parte superior do tórax e região renal
Exemplo: cirurgias torácicas
Posição de litotomia ou Ginecológica:
O paciente permanece em decúbito dorsal, com as pernas flexionadas, afastadas e apoiadas em perneiras acolchoadas, e os braços estendidos e apoiados
Exemplo: Histerectomia vaginal
Posição Trendelenburgreverso ou Proclive:
Mantém as alças intestinais na parte inferior da cavidade abdominal
Reduz a pressão sanguínea cerebral
Exemplo: cirurgias de abdome superior e cranianas
Posição Trendelenburg:
Variação da posição de decúbito dorsal onde a parte superior do dorso é abaixada e os pés são elevados
Mantém as alças intestinais na parte superior da cavidade abdominal
Exemplo: Cirurgias pélvicas, laparatomiade abdome inferior
Posição Fowler ou Sentada:
O paciente é colocado em posição supina e o dorso da mesa é elevado, permanecendo semi-sentadona mesa de operação
Posição utilizada para conforto do paciente quando há dispneia
Exemplos: cirurgia de ombro
Posição de Canivete (kraske):
O paciente é colocado em decúbito ventral, em seguida, com o abdome em contato com o colchão da mesa cirúrgica, flexiona-se o corpo na região do quadril, de modo que o tórax, os membros superiores e os membros inferiores fiquem em posição mais baixa do que a região a ser operada
As regiões do quadril e do glúteo ficam em um plano mais elevado, em ângulode aproximadamente 90°
Exemplo: procedimentos proctológicos
POSICIONAMENTO DO PACIENTE PARA A CIRURGIA
Todos os membros da Equipe Cirúrgica (Cirurgião, Enfermeiro, Anestesista, Assistentes, Auxiliares, Circulante de Sala) são responsáveis pelo posicionamento correto do paciente e identificação dos riscos para garantir a segurança do paciente e proteger de traumas durante a cirurgia.
RECOMENDAÇÕES
1- Colocar o paciente na posição após a anestesia.
2- Colocar na posição adequada para a cirurgia respeitando a anatomia e fisiologia do paciente.
3- Manipular cuidadosamente o paciente.
4- Considerar idade, peso, condições físicas e limitações do paciente antes de iniciar o posicionamento.
RECOMENDAÇÕES
5- Evitar contato do corpo com superfícies metálicas para prevenir queimaduras com bisturi elétrico.
6- Evitar hiperextensão e compressões dos plexos musculares evitando lesões e paralisias locais.
7- Não deixar membros pendentes, apoiar ao longo do corpo eu em suporte sempre acolchoados.
8- Proteger proeminências ósseas, evitando úlceras por pressão, tromboses e outras complicações circulatórias.
RECOMENDAÇÕES
9- Regular faixas de proteção e fixação de modo que não comprometam as funções vitais.
10- Evitar instrumentais ou pressão sobre o paciente.
11- Se houver necessidade de mudança de posição durante o ato cirúrgico procure estabilizar cabeça, tronco e membros, substitua os campos cirúrgicos, revisar o tubo orotraqueal.
PLACA DISPERSIVA: CUIDADOS COM A PLACA DISPERSIVA – BISTURI ELÉTRICO
A responsabilidade de colocar a placa dispersiva no paciente é do circulante de sala.
1- Colocar a placa após o posicionamento cirúrgico.
2- Observar descolamento ou deslocamento durante a cirurgia.
3- Colocar a placa dispersiva mais próxima possível do sítio cirúrgico.
4- Sempre colocar em massa muscular como: panturrilha, coxa, glúteos, observando o contato uniforme da placa.
5- Evitar proeminências ósseas, pele não integra, local com muito pelo porque diminuem o contato da placa com a pele.
PLACA DISPERSIVA: CUIDADOS COM A PLACA DISPERSIVA – BISTURI ELÉTRICO
6- Se a placa for de metal utilizar fel condutor. As placas descartáveis já possuem gel e por este motivo não devem ser reutilizadas para manter a segurança do paciente.
7- Manter o paciente sem contato com superfícies metálicas.
8- Desligar bisturi elétrico quando for utilizar álcool na pele do paciente.
9- Atenção aos portadores de marcapasso, pois o bisturi pode causar interferência. Utilizar POP da instituição.
10- Inspecionar a pele do paciente para verificar a integridade.
PLACA DISPERSIVA: CUIDADOS COM A PLACA DISPERSIVA – BISTURI ELÉTRICO
O mal uso da placa dispersiva pode causar queimaduras graves. Isto pode ocorrer porque o bisturi elétrico é um aparelho de elevada intensidade de corrente elétrica em alta frequência para realizar incisões, remover tecidos orgânicos e promover hemostasia. A energia é aplicada entre dois eletrodos, um deles é o ativo (caneta de bisturi) e o outro é o neutro (placa dispersiva) este estabelece a circulação da corrente.
PLACA DISPERSIVA: CUIDADOS COM A PLACA DISPERSIVA – BISTURI ELÉTRICO
10 Objetivos Essenciais Para a Cirurgia Segura
	Objetivo 01	A equipe operará o paciente certo e o sítio cirúrgico certo.
	Objetivo 02	A equipe usará métodos conhecidos para impedir danos na administração de anestésicos, enquanto protege o paciente da dor.
	Objetivo 03	A equipe reconhecerá e estará efetivamente preparada para perda de via aérea ou de função respiratória que ameace a vida.
	Objetivo 04	A equipe reconhecerá e estará efetivamente preparada para o risco de grandes perdas de sanguíneas. 
	Objetivo 05	A equipe evitará indução de reação adversa a drogas ou reação alérgica sabidamente de risco para o paciente.
	Objetivo 06	A equipe usará de maneira sistemática métodos conhecidos para minimizar o risco de infecção do sítio cirúrgico.
	Objetivo 07	A equipe impedirá a retenção inadvertida de compressas ou instrumentos nas feridas cirúrgicas.
	Objetivo 08	A equipe obterá com segurança todos os fragmentos e peças cirúrgicas coletadas e precisamente identificadas.
	Objetivo 09	A equipe se comunicará efetivamente e trocará informações críticas para a condução segura da operação. 
	Objetivo 10	Os hospitais e os sistemas de saúde pública estabelecerão vigilância de rotina sobre a capacidade, volume e resultados cirúrgicos obtidos
ADMISSÃO DE ENFERMAGEM
EXERCICIO DE FIXAÇÃO
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