Prévia do material em texto
www.portaleducacao.com.br 1 PROF: RAQUEL TINOCO Treinamento Funcional | Portal Educação Gestão de equipes www.portaleducacao.com.br www.portaleducacao.com.br 2 Treinamento Funcional | Portal Educação Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este Programa de Educação Continuada. É proibida qualquer forma de comercialização ou distribuição do mesmo sem a autorização expressa do Portal Educação. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores descritos nas Referências Bibliográficas. Gestão de equipes www.portaleducacao.com.br SUMÁRIO MÓDULO I 1 DIFERENÇA ENTRE GRUPO E EQUIPE 1.1 CONCEITO DE GRUPO 1.2 DEFINIÇÃO DE EQUIPE 1.2.1 Como formar uma Equipe 1.2.2 Transformando um Grupo em Equipe 1.2.3 Condições favoráveis para o desenvolvimento das Equipes 1.3 VANTAGENS DE SE FORMAR UMA EQUIPE 1.3.1 Principais vantagens no trabalho em Equipe 1.3.2 Quais são os cuidados do trabalho em Equipe 1.4 CICLO DE VIDA DE UMA EQUIPE 1.4.1 Definição de ciclo de vida da Equipe 1.4.2 Diferentes estágios do ciclo de vida da Equipe MÓDULO II 2 PRINCIPAIS PROBLEMAS EM UMA EQUIPE 2.1 TÁTICAS PARA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS 2.2 CONHEÇA OS MEMBROS DA EQUIPE 2.3 DESCOBRIR OS TALENTOS NA EQUIPE 2.4 INCENTIVAR OS MEMBROS DA EQUIPE 2.5 LIDERANÇA DE UMA EQUIPE 2.5.1 Qual é o melhor perfil do líder da Equipe? 2.6 O QUE UMA EQUIPE ESPERA DE UM LÍDER MÓDULO III 3 COMO FAZER DA EQUIPE UM SUCESSO 3.1 PROCESSO DE SELEÇÃO DE UMA EQUIPE 3.2 ETAPAS DO PROCESSO DE SELEÇÃO 3.3 TÉCNICAS DE SELEÇÃO (TIPOS DE ENTREVISTAS) 3.4 RECRUTAMENTO INTERNO 3.5 RECRUTAMENTO EXTERNO 3.6 AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO E INCENTIVOS MÓDULO IV 4 ADMINISTRAÇÃO DE TEMPO DA EQUIPE 4.1 SOLUÇÕES PRÁTICAS PARA ECONOMIZAR TEMPO 4.2 DICAS PARA ECONOMIZAR TEMPO 4.3 COMUNICAÇÃO DA EQUIPE 4.4. COMO MANTER A MOTIVAÇÃO DA EQUIPE 4.5 COMO INFLUENCIAR A EQUIPE 4.6 LUCROS, EMPRESAS E EQUIPES 4.6.1 Como lidar com esses conceitos 4.6.2 É possível ter lucro para a equipe? 4.7 CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS MÓDULO I 1 DIFERENÇA ENTRE GRUPO E EQUIPE O mercado de trabalho é um “celeiro” de formas de trabalho, metodologias e procedimentos organizacionais. Mas o principal desafio das organizações é como lidar com o seu pessoal, funcionários, fornecedores, clientes ou qualquer outra reunião de pessoas. Viver atualmente é algo complicado, mas conviver em sociedade é muito complicado. Sabendo disso as organizações buscam a todo instante fazer com que o trabalho torne-se algo prazeroso, num ambiente sadio, sem competições desleais e com um absoluto companheirismo. E o estágio mais alto de uma organização é quando o trabalho coletivo transforma-se em trabalho em equipe, mas antes vamos conhecer os estágios iniciais até chegarmos a equipe. O desenvolvimento de equipe, que passa por diversos estágios e é um processo de socialização de indivíduos orientado no sentido da obtenção de resultados comuns. Assim quanto maior o grau de desenvolvimento, maior a sinergia resultante do trabalho coletivo. Em um primeiro estágio, há apenas um agrupamento de pessoas que não se relacionam entre si. É o estágio denominado SÉRIE DE INDIVÍDUOS. A fila que se forma na frente do caixa de um banco é um exemplo dessa fase. A segunda fase de organização surge na medida em que começa a estabelecer-se entre os indivíduos do mesmo conjunto alguma espécie de interação, que se verificam segundo regras, rotinas de trabalhos e organização estereotipada das interações funcionais. A característica mais marcante desta fase, que se denomina HIERARQUIA DE TRABALHO, é a falta de interação entre funcionários do mesmo nível hierárquico e setores de uma mesma Unidade. A linha de montagem de uma fábrica é um exemplo dessa fase. Na terceira fase da organização, chamada GRUPO DE TRABALHO, existe maior grau de complexidade na integração dos componentes do grupo, em virtude do aumento do número de ligações funcionais e de sua maior flexibilidade. A maioria das Organizações estrutura-se nesta fase do trabalho coletivo. A quarta fase da organização do trabalho coletivo constitui a EQUIPE DE TRABALHO que se caracteriza basicamente pelo alto grau de participação e envolvimento de todos os componentes em torno de objetivos. Aliás, o objetivo compartilhado constitui a própria essência da equipe, ao lado da forte vinculação entre os participantes a nível emocional e valorativo, traduzida no conhecido "espírito de corpo" ou no sentimento de vestir a camisa. Por tudo isso, precisamos então entender um pouco mais sobre equipe e grupo, descobrindo assim porque é importante que as organizações busquem a integração das pessoas, criem instrumentos para a socialização dos funcionários, pratiquem a motivação e utilizem inúmeros outros requisitos necessários para formação de equipes. Vamos então ao entendimento de Grupo e Equipe e consequentemente apontarmos as diferenças. 1.1 CONCEITO DE GRUPO Desde que nascemos, fazemos parte de um grupo, grupos pequenos como a família, a qual se considera a primeira experiência, e outros grandes como: escolas, instituições e organizações. Em um grupo, as pessoas se reúnem para estudos, diversão ou para realizar uma tarefa por um tempo determinado. O tipo de grupo depende da interação dos seus membros. Os grupos possuem um estágio de desenvolvimento e maturação, todavia é preciso uma considerável quantidade de tempo, de experimentação, de provação e de muito trabalho em comum, é preciso juntar forças para que o grupo amadureça. No grupo há uma constante troca de experiências e todos se ajudam mutuamente, na verdade constitui-se no primeiro passo para as pessoas se conhecerem, fortalecer laços e daí transformar um grupo aparentemente, simples, frágil e definitivo em uma equipe de sucesso, que veremos a seguir. Em um grupo, geralmente, a liderança pode ou não, estar consolidada. O estilo de liderança tende a mudar de acordo com a situação. As pessoas vivem sobre inúmeras influências de sentimentos, ansiedades, desejos etc., no entanto, elas não se dão conta do quanto esses fatores interferem na sua maneira de agir e relacionar-se. O grupo procura concentrar-se mais nas tarefas desenvolvidas do que na forma como elas são executadas, ou seja, o objetivo maior é vencer, cumprindo as tarefas. O trabalho individualizado é que tem valor. Quando o trabalho é realizado por um grupo que apenas quer desempenhar tarefas, as pessoas inseridas tendem a se preocupar não com a superação das dificuldades a partir do trabalho de todos, mas com uma competição desenfreada, fazendo uma seleção dos competentes e dos não competentes. Desse modo, aqueles que porventura não conseguirem desempenhar suas atividades são descartados, como um perdedor. Diante de tais situações percebe-se que muitos grupos que não definem seus objetivos, não planejam ações coletivas, não se comunicam, tendem a não se comprometer com o dia a dia da organização, podendo ocorrer falta de motivação, integração, interesse e compromisso. Para sobreviver em um grupo vencedor e integrado, é necessário considerar um conjunto de procedimentos, normas, regras e valores que apesar de não terem sido desenvolvidos pelo grupo como um todo, norteia a vida de todos que o compõe. Os grupos organizacionais podem ser de dois tipos, formais e informais. Grupos formais são os criados pela própria organização, como por exemplo, os grupos funcionais, grupos de projeto e comitês. Grupos funcionais, às vezes chamados de grupos de tarefa, são compostos de indivíduos que trabalham juntos em uma base regular. Grupos de projeto são constituídos de indivíduos de departamentos diferentes ou áreas que foram reunidas para buscar uma meta comum. Depois que aquela metaé alcançada, o grupo é desmanchado. Comitês podem ser grupos que se reúnem normalmente por um longo período de tempo, ou “ad hoc” (eventual ou motivação externa), quando são temporários em sua natureza e desaparecem quando o seu propósito foi atingido. Grupos informais, diferentemente dos grupos formais, são criados pelos próprios participantes. Nesse caso, a participação é decidida pelos interesses coletivos comuns. 1.2 DEFINIÇÃO DE EQUIPE A palavra “equipe” origina-se da França, derivando do termo “esquif”, o qual, por uma estranha coincidência, significa: “uma fila de barcos amarrados uns aos outros, junto ao cais e que estivessem sendo puxados por um grupo de homens e cavalos”. Essa visão de um grupo despendendo esforço em conjunto para alcançar um objetivo, foi uma das ideias precursoras do que hoje chamamos de “trabalho em equipe”. A definição que mais acho apropriada a palavra Equipe é a de Glenn M. PARKER (escritor de best-seller, tipo “O Poder das Equipes”), que diz que quando “Um grupo de pessoas com alto grau de interdependência está direcionado para a realização de uma meta ou para a conclusão de uma tarefa, cria-se o conceito de Equipe. Em outras palavras, membros de uma equipe concordam com uma meta e concordam que a única maneira de alcançar essa meta é trabalhar em conjunto“. Já Fela MOSCOVICI (psicóloga, consultora e escritora de livros, como: “A organização atrás do espelho” e “Equipes dão certo: a multiplicação do talento humano”) acrescenta e diz que “Um grupo transforma-se em equipe quando passa a prestar atenção à sua própria forma de operar e procura resolver os problemas que afetam o seu funcionamento”. Após seu auge no mundo dos esportes, a palavra “equipe” passou a ser divulgada e utilizada no contexto empresarial. Em uma equipe, o contato entre as pessoas tem o objetivo de gerar sinergia, que usualmente envolve os participantes na busca de objetivos/metas/resultados comuns e positivos a todos. Todos sabem a importância e responsabilidade de suas funções, bem como, as atividades desempenhadas por outros, podendo substituí-lo em caso de necessidade. Na equipe o que agrega valor é o “resultado do conjunto”. Portanto, podemos observar que saber trabalhar em equipe é tarefa difícil, lenta e progressiva que demanda esforço, paciência, persistência e tolerância. Todo trabalho que necessita de espírito cooperativo, compartilhamento de informações, divisão de tarefas, e que esteja sujeito a derrotas e vitórias, exige de todo profissional uma compreensão significativa do comportamento humano e da interação entre as pessoas. Muitas vezes, equipes possuem objetivos claros, mas que geram dificuldades, conflitos, ambiente tenso e comunicação nebulosa ao longo do processo. Um dos pilares para a obtenção de resultados organizacionais relevantes e concretos é a definição de pessoas que possam liderar equipes, atentando para aspectos que formam o tripé: produtividade, qualidade e satisfação pessoal. Esses três requisitos estão interligados, sendo fonte de fomento em qualquer equipe que busque o êxito. Dessa forma, a figura do líder é de suma importância, cabendo a ele a tarefa de lapidar o ego dos componentes da equipe, bem como, obter resultados por meio destes. Consenso e divergências são regras em uma equipe que busca a excelência, cabendo ao líder à decisão (voto de Minerva) de seguir ou não em frente, avaliando de forma imparcial as consequências desta. Por isso a escolha do líder, é peça-chave no quebra-cabeça organizacional, evitando a vinculação da escolha deste aos limitados parâmetros tais como: tempo de casa, experiência, amizade com os colegas. Devido à complexidade e responsabilidade das atribuições, tornam-se características imprescindíveis aos líderes: aguçada capacidade interpessoal, equilíbrio quando sob pressão, bom senso na tomada de decisões, poder de influência (carisma), capacidade de ouvir, ser flexível, inspirar seus liderados. Nas equipes com desempenho excelente, o interesse do coletivo está acima dos interesses particulares. Para que os resultados sejam constantes faz- se necessária a presença de empatia, cada membro da equipe se colocando no lugar do outro, agindo de modo flexível, principalmente em momentos de conflito, gerado inevitavelmente pela diversidade de ideias, formação e personalidade distintas. O conflito deve ser um gerador de crescimento, devendo o líder estar atento para situações que venham a extrapolar o nível de tensão normal aceitável. Sabemos que a total falta de conflito é impossível em grupos ecléticos, e que o contrário também não é salutar. O mais importante é que todos os integrantes sejam “camaleões”, tendo a capacidade de adaptarem-se a movimentos constantes, tanto na presença ou ausência de situações extremas. Da mesma forma que os avanços técnicos tiveram uma evolução gigantesca nas últimas décadas, o mesmo se espera dos relacionamentos entre pessoas nas organizações. Para tanto, os exemplos vislumbrados no mundo empresarial de disputa do poder, rixas e intolerâncias as mais diversas, devem ser suplantadas em favor do foco principal: resultados, pessoas e organizações vivem e sobrevivem em função dos resultados positivos alcançados. Esses resultados e tudo o que nos cerca, é criação de cada indivíduo, pois são pessoas que fazem os resultados acontecerem, gerando um ambiente cooperativo, em que todos possam crescer. Por isso a capacidade de “aceitar o diferente”, é fundamental para o crescimento do conjunto, pois equipe sintonizada é aquela que convive com fraquezas e forças individuais de forma harmônica, sem fazer uso de julgamentos discriminatórios. A comunicação aberta, torna-se ferramenta indispensável, tendo como objetivo a exclusão da sonegação de informações. O melhor exemplo para demonstrarmos a força de uma verdadeira equipe são as formigas, cada qual em sua função, mas, instintivamente preocupadas com o bem comum. A união de todas, gera muita força, força esta, muitas vezes, maior do que sua capacidade individualizada. O conceito de equipe é superior às formas de gestão tradicionalmente utilizadas, mas, exige uma grande dose de esforço inicial, apoio incondicional e ininterrupto da cúpula organizacional e tempo para que o processo se solidifique. Em resumo: Pessoas precisam sentir-se integradas e estimuladas; Organizações necessitam resultados positivos (lucro); Pessoas desejam trabalhos desafiadores. Organizações funcionam somente por meio de pessoas. Figura 1 FONTE: Robbins, Stephen P. Comportamento Organizacional. 8a. ed., Rio de Janeiro: LTC–Livros Técnicos e Científicos Editora, 1999. p. 182. 1.2.1 Como formar uma Equipe Antes de tudo, precisamos entender a evolução de uma equipe e quais são os tipos mapeados atualmente. PARKER (1995) dividiu as equipes em três tipos específicos, cada qual com as suas características, vamos a eles: A equipe funcional é formada por um chefe e seus subordinados diretos e tem sido a marca da empresa moderna. Questões como autoridade, relações, tomada de decisão, liderança e gerenciamento demarcado são simples e claras. A equipe autogerenciável é um grupo íntegro de colaboradores responsáveis por todo um processo ou segmento de trabalho, que oferece um produto ou serviço a um cliente interno ou externo. Em diferentes instâncias, os membros da equipe trabalham em conjunto para melhorar as suas operações, lidar com os problemas do dia a dia e planejar e controlar as suas atividades. E a equipe interfuncional, às vezes chamada equipe multidisciplinar, faz parte da silenciosa revolução que atualmente vem assolando as organizações. PARKER (1995) diz que “...as possibilidades para esse tipo de equipe parecem ser ilimitadas. Encontro-asnos mais diversos ramos de atividade, desempenhando uma gama de funções igualmente amplas, até então praticadas isoladamente.” Ainda sob o enfoque de PARKER (1995), “...equipes interfuncionais estão ajudando a agilizar o processo de desenvolvimento de produtos, melhorar o enfoque dado ao cliente, aumentar a capacidade criativa da empresa, oferecer um fórum para o aprendizado organizacional e servir de ponto único de contato para clientes, fornecedores e outros envolvidos”. Não existe tipo melhor ou pior, tudo vai depender da organização em que a equipe está inserida. Veremos a seguir como conseguiremos transformar um grupo em equipe. 1.2.2 Transformando um Grupo em Equipe A transformação de grupo em equipe é um grande desafio, pois existem diversas razões que dificultam, exigindo um planejamento bastante amplo para o Programa de Desenvolvimento de Equipes. Para construir uma equipe de sucesso, as pessoas devem estar dispostas a percorrer um longo caminho, já que todas as equipes passam por estágios de desenvolvimento. Mas para passar por estas fases, a equipe deve conhecer sua missão, objetivos e responsabilidades. Esse processo pode ser comparado com as etapas da escalada de uma montanha, ou seja, antes de escalar a montanha devem-se planejar estratégias de como chegar ao topo. Não é uma tarefa fácil, mas se houver trabalho, determinação, o objetivo será alcançado. A formação de uma equipe de sucesso inclui quatro fases principais de desenvolvimento: DIRIGIR Nesta fase, a equipe está na busca de uma identidade já que os membros não se conhecem direito. É uma etapa cheia de ansiedades e expectativas. O trabalho é concentrado na missão e no estabelecimento de metas e prioridades para iniciar a escalada. TRABALHAR Na fase do trabalho, são esclarecidas as funções e responsabilidades de todos os membros da equipe. Alguns obstáculos serão encontrados no caminho, mas como o trabalho está sendo desenvolvido pela equipe, certamente ela estará preparada para enfrentar os desafios. AVANÇAR Depois de estabelecer à missão, as metas, as diretrizes da equipe e se esclarecer as funções e responsabilidades dos seus membros, agora é a fase em que a produção deverá ser intensa. Nessa fase as pessoas estarão experimentando o trabalho em equipe, no entanto, será preciso saber dominar os conflitos, oferecer “feedback” e tomar decisões. ATINGIR A chegada ao topo da montanha será temporária, pois para conseguir manter a conquista, a equipe deverá contar com o contínuo comprometimento dos seus membros. Figura 2 Adaptação do quadro “Principais fases do desenvolvimento de uma equipe”, página 28. CHANG, Richard Y. Construindo uma equipe de sucesso. São Paulo: Futura, 1999. Segundo Moscovici (2003), um Programa de Desenvolvimento de Equipes se constitui de quatro fases: Fase Preliminar: Os objetivos desta fase são sensibilização e motivação do grupo e coleta de dados. Inicia-se a investigação da situação do grupo, por meio de instrumentos específicos, para análise da indicação do Desenvolvimento de Equipes. A mobilização das pessoas para o fornecimento de informações alerta e sensibiliza o grupo para o problema. A sensibilização para o problema desperta a motivação para enfrentá-lo e resolvê-lo, sob pena de risco de deteriorização crescente. Fase Introdutória: Marca o início oficial do programa que pode ser uma reunião introdutória ou um seminário. Atende as várias necessidades psicológicas e organizacionais. “O valor simbólico está na demarcação de uma linha divisória entre o passado e o...., um ritual de iniciação de mudança individual e grupal dentro da empresa”. Fase de Desenvolvimento de Habilidades: O conhecimento intelectual dos problemas do grupo não basta para transformá-lo em equipe. É preciso passar da teoria para a prática. “O exercício bem dosado e orientado conduz à melhoria do desempenho”. A aprendizagem vivencial mostra-se superior à simples aprendizagem cognitiva, no que diz respeito à difícil transferência da aprendizagem da teoria à prática. Fase de Consolidação e Acompanhamento: “os processos de aprendizagem, crescimento e desenvolvimento humano não têm fim enquanto se vive“. O Desenvolvimento de Equipe, sendo um processo educacional de pessoas em grupo, também não. “A equipe desenvolvida caracteriza-se pela consolidação das habilidades interpessoais e de tarefas, constantemente praticadas no dia a dia, em busca de integração interna e do aperfeiçoamento criativo das modalidades de interação e de trabalho”. 1.2.3 Condições favoráveis para o desenvolvimento das Equipes A motivação dos membros do grupo-alvo é, sem dúvida, a primeira condição decisiva para pensar em Desenvolvimento das Equipes. O nível de motivação do líder e os demais membros do grupo influirão decisivamente no grau de disponibilidade psicológica para as atividades e no engajamento de cada um e de todos. A motivação individual elevada reforça a motivação do grupo, e os objetivos comuns passam a ser compartilhados com mais energia para as tarefas, com entusiasmo e confiança para enfrentar desafios e transtornos. Outra condição interdependente é a necessidade sentida pelos membros de melhoria do funcionamento grupal. A conscientização de carências do grupo pelo próprio grupo é um dos mais influentes fatores motivacionais. O grupo quer realmente superar suas falhas e melhorar seu funcionamento, se a decisão decorre de uma análise que foi feita internamente, entre seus membros. Esse processo é muito diferente de uma indicação ou decisão externa ao grupo para que este “melhore” sua maneira de trabalhar em conjunto. Quando alguém com autoridade manda melhorar o desempenho, como reagem usualmente as pessoas? Na maioria das vezes uma decisão superior externa repercute desfavoravelmente, porquanto as pessoas hoje desejam maior liberdade, autodeterminação, responsabilidade por seus atos e escolhas, bem como maior participação nas decisões que afetam sua vida de trabalho. A indisponibilidade de tempo tem sido frequentemente invocada como fator restritivo de atividades de treinamento e desenvolvimento. O tempo é uma dimensão estratégica no planejamento de mudanças organizacionais, e como tal deve ser tratado. As pessoas precisam dispor de tempo para seu desenvolvimento profissional. A organização precisa alocar tempo para este fim. A falta de tempo tem servido de desculpa de ambas as partes para o não cumprimento desta obrigação vital em nossos dias. Há sempre tarefas mais importantes e urgentes a serem executadas. O desenvolvimento de pessoas e grupos pode esperar, sendo adiado, continuamente, pela organização e pelas próprias pessoas. Sabe- se, no entanto, que, havendo motivação, o tempo é redescoberto, recuperado e bem utilizado. Qual o momento oportuno para o desenvolvimento? Quando é chegada a hora de viver plenamente daquela maneira sonhada, para a qual se trabalha com tanto empenho o tempo todo, sem tempo para mais nada? O dilema filosófico em termos de qualidade de vida: a realidade do “aqui e agora” versus a utopia da idealização do futuro. Adiar indefinidamente a qualidade de vida tem um alto preço psicológico, conhecido por todos nós. Algumas organizações mais sensíveis a esse dilema têm alocado tempo razoável para programas de desenvolvimento que consideram estratégicos. As pessoas descobrem que podem cumprir seus afazeres e, ao mesmo tempo, dedicar-se a atividades de desenvolvimento. Descobrem também o prazer de crescerem como pessoas e profissionais; descobrem, ainda, que o tempo parece aumentar quando se está motivado. Pessoas motivadas conseguem fazer mais coisas no mesmo tempo que, antes, considerava insuficiente, e até usam o seu tempo pessoal em autodesenvolvimento, dentro ou fora da empresa. Além da disponibilidade de tempo,é preciso haver disponibilidade de recursos técnicos e, principalmente, de recursos financeiros. O programa de desenvolvimento de equipe é, sem dúvida, um investimento de retorno em longo prazo. A empresa deve dispor-se a despender recursos financeiros substanciais e suficientes para prover as condições técnicas adequadas à realização plena do programa, abrangendo infraestrutura e custos não desembolsáveis do afastamento temporário das pessoas de suas funções cotidianas. Como em todo programa educacional, essa alocação de recursos financeiros deve necessariamente ser considerada um investimento estratégico de longo prazo e não simples despesa supérflua. A decisão de investimento estratégico faz parte da filosofia empresarial de gestão. A alta administração concorre extraordinariamente para facilitar ou não a implantação do programa de desenvolvimento de equipe. A cúpula administrativa envia mensagens diversas por meio de seu discurso e de suas ações. Se há congruência entre o discurso da diretoria e suas ações, haverá credibilidade no programa de desenvolvimento de equipe. A postura de apoio da alta administração, que se revela no comprometimento e comportamento dos diretores, mais do que nas palavras, constitui um elemento concreto sinalizador da provável continuidade do programa e do seu êxito. A experiência brasileira tem mostrado que programas de mudança organizacional, por mais bem planejados e implementados que sejam, sofrem vários reveses, e até fracassam, em função de mudanças de dirigentes na cúpula, quando os programas organizacionais em andamento ficam seriamente ameaçados de descontinuidade. Um programa de longo prazo, como o desenvolvimento da equipe, não pode ficar à mercê de mudanças políticas. Se o programa estiver em etapas iniciais e a nova diretoria ordenar uma parada para revisão e avaliação posterior (“oportunamente”), é inevitável a ocorrência de frustração e enfraquecimento motivacional. Todavia, se as fases iniciais principais já foram vencidas pelo grupo, este terá condições de continuar de maneira autônoma, pois o processo, uma vez internalizado, torna-se irreversível. Aquilo que o grupo já conquistou em termos de desenvolvimento interpessoal e de equipe fica incorporado à sua dinâmica, e pode ser praticado e aprimorado pelo próprio grupo em processo de autodesenvolvimento. Quando a implantação do programa de desenvolvimento de equipe é bem feita, pode-se esperar que o processo prossiga com as próprias forças do grupo. A estratégia de implantação do programa desenvolvimento de equipe pode ser comparada à construção dos alicerces de uma obra de grande vulto: se bem realizada, haverá firmeza, segurança e confiança na capacidade de autodesenvolvimento, apesar de chuvas e trovoadas, instabilidade de clima e condições adversas de ambiente físico e social. As organizações que não tomarem consciência de que trabalhar com equipes é muito mais vantajoso e produtivo do que trabalhar apenas com grupos, estarão deixando de acompanhar tendências e muito provavelmente estarão ficando para trás na concorrência, pois o maior patrimônio de uma empresa são as pessoas. 1.3 VANTAGENS DE SE FORMAR UMA EQUIPE Os recursos de que uma equipe dispõe são inúmeros, principalmente pelo fato de que a equipe não é a soma aritmética de seus componentes individuais. A equipe dispõe de um recurso não encontrado no Indivíduo, na Série, na Hierarquia ou no Grupo: a SINERGIA, que constitui um efeito de ampliação da energia dos indivíduos, decorrente da confrontação, complementação e adição de ideias emitidas em situação de elevado envolvimento. Do mesmo modo que, ao se unirem dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio obtém-se um conjunto dotado de propriedades completamente diversas das de seus componentes, tomados individualmente, forma-se uma EQUIPE unindo-se dois ou mais indivíduos. Todas as vezes que uma equipe apresentar resultados que poderiam ser obtidos pelos indivíduos trabalhando isoladamente, podemos concluir que a sinergia é nula e que a maneira como os talentos individuais estão sendo combinados não está sendo administrada adequadamente. Um caso extremo da ausência de sinergia ocorre quando os membros de uma equipe atrapalham-se mais do que se ajudam, gerando resultados ainda menores do que seriam obtidos pelos indivíduos trabalhando isoladamente. Dizemos, neste caso, que a equipe está em um processo de entropia, que pode variar de um grau mínimo até o ponto máximo, em que os resultados obtidos são iguais a zero. Aos administradores e líderes cabe diagnosticar o grau de desenvolvimento e sinergia de suas equipes. Do correto diagnóstico e consequente ação administrativa dependem os resultados obtidos pela equipe, que espelham, em última análise, o próprio desempenho do gestor. Abaixo estão os elementos que são ampliados e melhor aproveitados devido ao efeito sinérgico da equipe. As informações; As experiências Os interesses; As aptidões; A inteligência; Os objetivos; Os valores. Desse modo, é natural que o trabalho em equipe ofereça vantagens sobre o trabalho individual, veremos as principais vantagens a seguir. 1.3.1 Principais vantagens no trabalho em Equipe Robbins e Finley (1997, p. 8) resumem da seguinte forma as principais vantagens do trabalho em equipe: Aumentam a produtividade; Melhoram a comunicação; Realizam tarefas que grupos comuns não podem fazer; Fazem melhor uso dos recursos; São mais criativas na resolução de problemas; Tomam decisões de alta qualidade; Resultam em melhores produtos e serviços; Apresentam processos melhorados e diferenciam enquanto integram. Por outro lado, a equipe não constitui, em todas as circunstâncias, o meio mais eficaz de trabalho. Em alguns momentos, fatores como a natureza dos serviços, a disponibilidade de tempo, o nível de conhecimento e experiência necessária, o risco envolvido etc., recomendam que dado trabalho seja executado individualmente. Porém, tais situações não constituem a regra, pois, o trabalho, na maioria das organizações, exige a participação de conjuntos humanos. Mas não podemos esquecer que lidar com pessoas é extremamente complicado e o custo muitas vezes é altíssimo com relação ao benefício. A seguir vamos identificar cuidados que precisamos estar atentos na Gestão de Equipe. 1.3.2 Quais são os cuidados do trabalho em Equipe Se trabalhar em equipe é uma das competências pessoais mais estimuladas nos dias de hoje, por que poucas pessoas conseguem efetivamente colocar isso em prática? Por que é tão difícil trabalhar em equipe? Muitas vezes, isto ocorre porque uma equipe, mesmo reunindo excelentes profissionais, com experiências, valores e opiniões diferentes, pode também cair na rotina, ficar desestimulada, ter reuniões improdutivas, perder o foco do trabalho e criar uma série de dificuldades no trabalho em equipe, podendo principalmente ter disputas de egos e “estrelismos”. É nesse momento que entra o papel do líder. O líder é capaz de manter o foco, identificar riscos a equipe e orientar quando necessário. Vamos aos principais riscos e consequentemente cuidados que o trabalho em equipe possui: O primeiro cuidado são as reuniões. Para muitos trabalhar em equipe significa ter reuniões, e muitas. Além de muitos terem a impressão de perda de tempo, ocorrem conflitos durante as mesmas que repercutem na equipe. Vou listar alguns pontos que reuniões geram negativamente para a equipe: pessoas que se atrasam, reuniões que ultrapassam o prazo estabelecido, reuniões chatas, pessoas que não contribuem muito para a discussão, o primeiro item da pauta leva uma eternidade para ser tratado e, portanto, os itens posteriores precisam ser tratados rapidamente, em uma corrida contra o tempo,pessoas que se sentem frustradas, irritadas, cansadas ou deprimidas após as reuniões, pessoas que deveriam estar presentes acabam por se ausentar (e as justificativas são de uma criatividade...!), uma ou duas pessoas dominam a reunião o tempo todo, as reuniões são utilizadas como fórum para resolver problemas pessoais e decisões arbitrariamente impostas pelo líder da equipe, por não se chegar a conclusão alguma. A solução para não nos submetermos a esses possíveis problemas seria “disciplinar as reuniões”, com ações do tipo: gerar a pauta da reunião para os participantes e os documentos devem circular com bastante antecedência, as reuniões devem começar e terminar no tempo preestabelecido (dica, marquem se possível para terminar perto da hora do almoço, pois o organismo faz com que a reunião acabe), quem preside a reunião deve fazê-lo com disciplina e eficiência, são estabelecidos pontos claros de ação, a serem revistos na reunião seguinte (próximos passos), as atas devem circular dois dias após a reunião (no máximo), antes do encerramento, faz-se uma revisão de dez minutos sobre a eficiência da reunião. A seguir temos que ter cuidado exatamente com o contrário do primeiro cuidado citado. Estranho não, mas é isso mesmo. O assunto continua sendo reuniões, mas o cuidado reside no fato de que as reuniões são ágeis, com grande participação de todos e divertidas. Elas geram um enorme número de ideias e as decisões são tomadas por meio de um processo grupal verdadeiro, dentro de uma ordem de assuntos. O cuidado é que entre as reuniões, porém, nada acontece. Ninguém toma a iniciativa. As pessoas não focam o que foi decidido nas reuniões. O líder e os membros mais participativos tendem a jogar a culpa nos outros sempre que surge algum problema. O raciocínio é tal que quanto mais severamente os indivíduos forem punidos por falhas de realização de tarefas no passado, mais provavelmente irão repeti-las no futuro. Com relação à solução desse problema, é fazer “follow-up” (acompanhamento) do que foi decidido em ata, controlando junto aos responsáveis os andamentos dos passos e decisões tomadas durante as reuniões. O terceiro cuidado parece utópico e muitos afirmam que não existe, mas na realidade existe e muito. O fato é que poucos admitem, é a rivalidade entre equipes (podem-se entender também departamentos ou setores). É claro que existe a competição sadia e que inclusive traz resultados significativos positivamente para a organização. Então estamos nos referindo a rivalidade negativa ou também chamada de problemática. Os sintomas de rivalidade problemática entre equipes são os seguintes: o trabalho não é feito: uma equipe joga a culpa na outra, as informações fluem entre as equipes de forma imprevisível ou lenta, até mesmo quando essas informações são consideradas importantes, Quando uma equipe pede o auxílio de outra, recebe como resposta: “Isso é problema seu”, geralmente as tarefas que precisam da ação conjunta de equipes passam por dificuldades sérias. Dois tipos de iniciativas ajudam a superar a rivalidade inadequada entre equipes. O primeiro é fazer algo que agrupe todas as equipes, ou pelo menos parte delas. Podemos citar: eventos sociais, “misturando” equipes de trabalho, convidar membros de outras equipes para participar de suas reuniões; identificar os problemas comuns entre você e as outras equipes, definindo grupos que realizarão tarefas, formados por componentes de diversas equipes, a fim de solucionar esses problemas. O segundo tipo de iniciativa proveitosa é apresentar formas de medir a eficácia das equipes que incluam a observação de até que ponto uma equipe proporciona um serviço para as equipes de colegas. Citamos como exemplos: pedir às equipes de colegas informações sobre o que sua equipe faz que possa ajudar outras equipes, e o que poderiam fazer de modo diverso a fim de auxiliá- los ainda mais, distribuir um questionário sobre “satisfação do consumidor” de sua equipe para outras com as quais interage, convidar uma pessoa em cargo bastante importante dentro da empresa para conversar com sua equipe a respeito e suas opiniões sobre até que ponto a equipe presta um auxílio eficiente para as outras. O quarto cuidado e talvez um dos mais sérios - os conflitos na equipe. Certos tipos de conflitos podem ser apenas “um estágio pela qual uma equipe esteja atravessando”. Se for apenas uma questão de se lutar para conseguir lucidez, batalhar para desenvolver uma forma por meio da qual a equipe vai realizar suas tarefas, então não quer dizer que o conflito será destrutivo. Mas como saber se o conflito interno é um problema e não um estágio de desenvolvimento da equipe? Simples, se qualquer um dos itens a seguir for verdadeiro, o conflito pelo qual sua equipe está passando é, de fato, um problema: o conflito é repetitivo, as pessoas se magoam, ele não resolve problema algum, pode haver um tom pessoal ou amargo nele, você se envergonha dele ou por causa dele, as pessoas abandonam a equipe. Mas o que podemos fazer para evitar esses tipos de conflito? Devemos Estruturar melhor o trabalho em equipe, para proteger as pessoas. Faça reuniões mais concisas, deixe bem claro quais os papéis e as responsabilidades, estabeleça limites entre as pessoas, tarefas e eventos, peça a uma pessoa “de fora”, porém hábil, que trabalhe com a equipe durante um período limitado, especificamente para resolver o conflito. O quinto e último cuidado que citaremos (existem vários outros, mas esses são os que julgam principais) é o confronto de personalidades (podemos também entender como briga de “egos” de “estrelismos” ou de dominação sobre os outros membros da equipe). Algumas vezes, dois membros de uma equipe têm profunda antipatia um pelo outro, não sabem conversar sem que um irrite o outro, ou precisam de ambientes de equipe de trabalho completamente diferentes. Exemplos, um quer estrutura, outro deseja espontaneidade, um deles se desenvolve no barulho e na discussão, o outro com muita reflexão. Entretanto, os dois indivíduos são necessários como parte da mesma equipe. A primeira medida que você, o líder da equipe, deve tomar é verificar se não há um conflito de interesses ou um conflito histórico que esteja causando o problema. Se, ficar diagnosticado que se trata de incompatibilidade de gênios, tente o seguinte: converse com os dois em separado sobre o problema (fora do contexto da equipe), e veja quais sugestões oferecem, defina os papéis e responsabilidades de cada um deles o mais clara e separadamente possível, certifique-se de que eles possam manter distância um do outro (caso não se chegue num acordo) de forma a não desequilibrar a equipe e comece com etapas práticas, como garantir que as mesas de cada um não fiquem muito próximas ou que, durante os eventos sociais, não haja nada que force a intimidade. Como disse existem outros cuidados como comunicação na equipe, centralização de tarefas e muitas outras, mas sendo observador, agindo com liderança e cuidando sempre pelo bem-estar de sua equipe, todos os problemas serão evitados. No segundo módulo desse curso desenvolveremos mais sobre os principais conflitos e a forma de como temos que nos portar com relação a cada um deles. Os conflitos interpessoais e intergrupais são os principais problemas de quando trabalhamos em equipe. A administração desses conflitos e suas soluções serão detalhadas no próximo módulo. 1.4 CICLO DE VIDA DE UMA EQUIPE Assim como é útil entender a diferença entre equipe e grupo, também é proveitoso conhecer os diferentes estágios pelos quais as equipes passam quando trabalham juntas. Isso nos ajuda a reconhecer as equipes dentro do ambiente de trabalho e mais do que isso, a identificar em que estágio uma determinada equipe se encontra. Auxilia-nos também a ver o que todas as equipesapresentam em comum, mesmo quando parecerem ser bastante diferentes. Após passar por várias transformações de grupos em equipes, acompanhando os ciclos de vida das equipes, o líder passar a ter um “know- how” de como se portar com a equipe e a ter mais ou menos expectativas perante as equipes. Pois após a identificação do estágio da equipe, pode-se exigir o que realmente a equipe pode nos dar. O líder sabe que o ciclo de vida da equipe é progressivo e exigível. Sendo assim, respeitará o processo natural de avanço entre os estágios, não acelerando mais do que pode e cobrando mais do que se tem, quando o retorno for abaixo do estágio da equipe. 1.4.1 Definição de ciclo de vida da Equipe Assim que um grupo de pessoas tem um ou mais objetivos comuns, começa a organizar-se de modo a alcançar tais objetivos. Entretanto, a equipe não pode iniciar o trabalho de imediato. É preciso que se tome cuidado com determinadas características básicas da interação humana. Há um conjunto de estágios previsíveis, conhecido como o “ciclo de vida da equipe”. Esses estágios são progressivos e de fundamental importância a passagem por cada estágio. Podemos nos atrever a dizer que é impossível um grupo transformar-se numa “verdadeira equipe” não passando por cada um desses estágios. 1.4.2 Diferentes estágios do ciclo de vida da Equipe Estágio 1 Características da Equipe: Não está desenvolvida, está em formação e preocupa-se em dividir tarefas. Indicadores que nos ajudam a perceber as características da fase: Cortesia, consciência, constrangimento, entusiasmo, comunicação “artificial”, uma sensação de “lua de mel” e não há muitos progressos em relação ao trabalho. Estágio 2 Características da Equipe: Fase de experimentações, o “tumulto” prevalece e a preocupação frequente é “como poderemos trabalhar juntos”. Indicadores que nos ajudam a perceber as características da fase: Conflito, debates e discussões animadas, experimentam-se modos diferentes de trabalhar em equipe e algumas tarefas começam a ser realizadas em equipe. Estágio 3 Características da Equipe: A equipe adquire maturidade, já são executadas a maioria das tarefas e preocupa-se em atingir seus objetivos. Indicadores que nos ajudam a perceber as características da fase: Atmosfera sem tensão e que apresenta finalidades, sensação de confiança no trabalho e na equipe, a maior parte das conversas é a respeito do trabalho e os objetivos estão sendo alcançados. Estágio 4 Características da Equipe: Sensação de dever cumprido, “Lamenta- se” e buscam-se novas tarefas e/ou projetos. Indicadores que nos ajudam a perceber as características da fase: Começam a faltar tarefas para toda a equipe, aparecem comemorações de realizações e há a sensação de tristeza. Resumindo esse módulo, podemos afirmar que Grupos e equipes não são a mesma coisa. Enquanto um grupo é formado por pessoas que interagem basicamente no compartilhamento de informações e tomada de decisões, sendo seu desempenho o somatório das contribuições individuais; na equipe existe uma sinergia positiva mediante o esforço coordenado, o que resulta em um nível de desempenho maior do que a soma das contribuições individuais. A transformação de grupo em equipe pressupõe a coragem de assumir que, mesmo com todas as dificuldades que existem no convívio diário, ainda é mais produtiva a construção de uma equipe para desenvolver trabalhos coletivos, isso porque o somatório e a dinâmica do coletivo possibilitam outros olhares sobre as pessoas e o contexto onde estas estão inseridas. O trabalhar em equipe exige mais que habilidades e é muito mais produtivo, pois as pessoas se complementam em seus conhecimentos, capacidades e experiências. Para encerrar o módulo vou recorrer novamente a Moscovici (2001), que afirma que a interação humana nas organizações acontece em dois níveis distintos, que são concomitantes e interdependentes: o nível da tarefa e o nível socioemocional. O nível da tarefa é aquele das atividades visíveis, observadas, acordadas. Já o nível socioemocional é o das sensações e dos sentimentos, existentes ou gerados pela própria convivência e atividades, facilitando ou dificultando o nível da tarefa, dependendo se estes são positivos ou negativos, esse nível é o mais complicado e complexo no trabalho em equipe. O gestor tem que ficar atento. No próximo módulo abordaremos com mais detalhes os principais problemas em uma Equipe, táticas para resolução de conflitos e falaremos sobre os seguintes tópicos: Conheça os membros da Equipe, descobrir os talentos na Equipe, Incentivar os membros da Equipe e a Liderança de uma Equipe. Até lá. MÓDULO II 2 PRINCIPAIS PROBLEMAS EM UMA EQUIPE Vimos no módulo I os principais cuidados que devemos ter na equipe, pois caso não estejamos atentos a esses cuidados, podemos ter desavenças e prejudicar o ambiente, causando assim diversos conflitos. Vamos lembrar os cuidados citados no módulo I: O primeiro cuidado são as reuniões, tem-se impressão de perda de tempo, ocorrem conflitos durante as mesmas que repercutem na equipe; o segundo cuidado são as próprias reuniões, mas com o aspecto de “nada acontece, ninguém toma a iniciativa após as reuniões”; o terceiro cuidado é a rivalidade entre equipes; o quarto cuidado e talvez um dos mais sérios são os conflitos na equipe e por fim o quinto cuidado que é o confronto de personalidades (podemos também entender como briga de “egos” de “estrelismos” ou de dominação sobre os outros membros da equipe). Mas o que precisamos atentar é que seja qual for o motivo, gera sempre os mesmos efeitos, ou seja, desavenças, discórdias e intrigas, ou seja, conflitos. No papel de gestor, você já teve oportunidade de perceber que o conflito é um fenômeno natural e inerente às relações interpessoais ou interfuncionais e intergrupais, com reflexos diretos sobre as atividades desenvolvidas dentro das organizações. Contudo, poucas pessoas se dão conta de que, antes de negativo, o conflito pode ser utilizado como força propulsora na solução de problemas. O conflito surge da dissonância ou divergência entre dois ou mais elementos, seja de natureza subjetiva, seja de natureza objetiva. O conteúdo desses conflitos é o mais diversificado possível, destacando- se, por exemplo, os de: Informações; Ideias; Objetivos; Valores; Métodos; Concepções ou crenças. Os conflitos interpessoais e intergrupais, por sua relevância no contexto organizacional, merecem ser vistos mais detalhadamente, pois constituem grande preocupação para a maioria dos gerentes devido às repercussões que eles podem produzir no desempenho do setor de trabalho, em nível das relações interpessoais, dos procedimentos de trabalho, dos resultados finais e da própria imagem pública da equipe. Para administrar de modo eficaz os conflitos, o gerente precisa melhor visualizá-los. Nesse sentido, apresentamos o esquema abaixo: Eficazmente; Administrado; Percebido Ineficazmente; Conflito Não-Administrado; Não-Percebido. Você como gestor, tem percebido e administrado eficazmente os conflitos existentes em sua Equipe? É importante saber que conflitos, ainda que não percebidos, podem desestruturar a equipe por meio de seus efeitos comprometedores sobre: Moral do grupo; Processo decisório; Exercício da autoridade; A motivação; A qualidade e produtividade dos serviços. Em sua equipe, têm-se explorado de modo produtivo os conflitos, extraindo-se de sua ocorrência novas ideias, enfoques, posições ou procedimentos de trabalho? Outro aspecto que precisa ser identificado pelo gestor, como condição para administrar eficazmente os conflitos interpessoais e intergrupais, é a atitude mantida pelas partes envolvidas acerca de seusrespectivos benefícios finais. Há quatro atitudes sobre os conflitos, principalmente aqueles que envolvem relações de poder entre os participantes: Eu ganho - você perde; Eu perco - você ganha; Eu perco - você perde; Eu ganho - você ganha. As atitudes "ganha-perde", "perde-ganha" e "perde-perde" tendem a criar entre as partes, motivações perniciosas ao clima e aos objetivos organizacionais. No primeiro e segundo casos (atitudes "ganha-perde" e "perde-ganha"), pode ocorrer exacerbação do espírito competitivo entre os funcionários, ampliando-se, pela emoção, a importância de questões específicas e particulares e desviando suas energias dos problemas, das necessidades e dos objetivos maiores da Unidade e da própria Empresa. No terceiro caso, na atitude "perde-perde", cria-se no grupo um sentimento generalizado de lassidão, descomprometimento e apatia, gerando produção de baixa qualidade e marasmo no ambiente de trabalho. Finalmente, a atitude "ganha-ganha" dá aos conflitos sua dimensão mais nobre, qual seja a de criar novas alternativas de ação, novos objetivos, novos motivos para o trabalho. Quando, por exemplo, dois funcionários reconhecem a divergência de seus pontos de vista sobre determinada matéria e ao invés de minimizarem ou ocultarem suas diferenças, discutem-na de forma aberta, franca, adulta e assertiva (atitude "ganha-ganha"), indivíduos e organização saem beneficiados, uma vez que do conflito surgem novas energias para o trabalho e para o desenvolvimento profissional e pessoal de seus funcionários. Você como gestor, tem conseguido criar as condições necessárias para o surgimento da atitude "ganha-ganha", durante os conflitos que se manifestam em sua Equipe? 2.1 TÁTICAS PARA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS Vale lembrar, finalmente, que existem várias formas de administração de conflitos utilizadas pelos gestores, de acordo com a situação. Embora a integração seja considerada a forma ideal de administração de conflitos, conforme destacado adiante, não se aplica a todas as situações nem a todas as pessoas. É necessário que o gerente tenha sensibilidade para perceber cada situação e flexibilidade para optar pela forma mais adequada a cada caso. Entre as opções existentes para abordagem do conflito, podemos destacar as seguintes: Rejeição: Consiste em afastar a existência do conflito, em uma postura de recusar-se a admiti-lo. Sabe-se, porém, que, na maioria das vezes, o conflito "rejeitado" tende a reaparecer de forma bem mais intensa. Embora essa seja uma forma em geral inadequada de se tratar o conflito, alguns gestores optam por ela quando as consequências decorrentes são insignificantes; Disfarce: Consiste em minimizar ou descaracterizar a existência do conflito. Também, nesse caso, a causa do conflito não desaparece, pois essa forma de encará-lo visa apenas a preservar as aparências com respeito ao relacionamento interpessoal. A opção por essa maneira de lidar com o conflito acaba por gerar consequências prejudiciais ao trabalho. Dominação: Consiste em utilizar-se da autoridade formal para "abafar" a existência de conflitos no contexto organizacional. Sua principal desvantagem reside no fato de as pessoas em desacordo se sentirem ressentidas e insatisfeitas, caindo o nível de participação e comprometimento com o trabalho; Acordo: Consiste, na verdade, numa troca (barganha) em que as partes envolvidas abrem mão de posições, de ideias ou de valores em benefício de ganhos imediatos. Essa forma de atuação pode tornar-se ineficaz em função do baixo nível de comprometimento de cada parte em relação à outra ou ao assunto; Integração: Consiste no reconhecimento do conflito e no desejo comum de resolvê-lo, ao invés de se ficar defendendo posições particulares ou de facções do grupo. Essa opção é viável quando todos estão dispostos a modificar ou rever pontos de vista, a fim de propiciar a melhor resolução dos problemas. Nesse tipo de administração de conflito, a ênfase situa-se não só na solução do problema, mas também na criação de um clima que permita aceitação e expressão de sentimentos, ideias e percepções. Essa é considerada pelos especialistas a forma ideal de tratar conflitos. De tudo que se disse sobre conflito pode parecer que ele seja fator negativo ou desagregador de equipes de trabalho, sendo preferível que não exista nas organizações. Nada mais falso. Em verdade, perpassando todo o complexo da dinâmica pessoal e social, o conflito de ideias constitui uma das forças mais poderosas de que o sistema gerencial pode dispor, a fim de impulsionar os indivíduos e as organizações ao desenvolvimento. Entretanto, como conflitos dessa espécie constituem um fator sobre o qual o gestor deve enfocar suas energias, de modo a administrá-los eficazmente, não há sentido nos comportamentos e atitudes de fuga ou negação de sua ocorrência. Aliás, o momento político que a sociedade brasileira vive, pautado nos preceitos do regime democrático, é o terreno mais fértil para a ocorrência de conflitos entre pessoas e grupos. Será que não ocorre o mesmo em nível de organizações? Aceitar os conflitos como parte da vida real e administrá-los são ações que integram o dia a dia do administrador brasileiro, tanto em suas relações com seus superiores, colegas e subordinados, no contexto da organização, quanto nas interações com ambiente (associações de classe, comunidade, fornecedores, clientes etc.). O conflito representa, certamente, um fenômeno paradoxal, de vez que pode trazer benefícios ou prejuízos à organização, dependendo, de um lado, de como são administrados pelo gestor e, de outro, de sua própria intensidade e natureza. Quanto à intensidade, constata-se que, depois de certo nível, o conflito tende a tornar-se destrutivo, devido à exagerada carga de tensão emocional que produz nas pessoas envolvidas. Os conflitos, cujo conteúdo predominante é a divergência de informações ou conceitos, tendem a ser de menor intensidade do que aqueles baseados em divergências de ideias, de objetivos, de poder e, principalmente, de valores. Os valores constituem, sem dúvida, o conteúdo de maior carga emocional, tornando os conflitos muito difíceis de serem administrados. Isso porque, neste nível, os conflitos tendem a produzir: Maior rigidez e repetição de atitudes e comportamentos; Redução das dimensões do raciocínio, resultando em percepções mais simples e inacabadas; Redução do número de objetivos importantes, Redução das alternativas de solução; Aumento de sentimento de ameaça; Tendência ao uso de poder coercitivo e da violência. A principal característica positiva do conflito consiste em sua capacidade de romper a inércia em que tendem a permanecer as pessoas e as organizações. Rompendo o equilíbrio, o conflito obriga à readaptação de "forças", de modo a estabelecer-se novo patamar de estabilidade, conduzindo a mudanças, crescimento e progresso. Frente a isso, o importante, pois, é que o gestor desenvolva habilidade suficiente para lidar com as forças desencadeadas pelos conflitos, coordenando- as na direção das mudanças desejadas pela sociedade, pelas organizações, pelas equipes de trabalho etc. 2.2 CONHEÇA OS MEMBROS DA EQUIPE Para quem lidera equipes, fica sempre a pergunta: qual a melhor forma de conciliar diferentes perfis? Tendo consciência de que todos possuem pontos fortes e fracos de personalidade, o interessante é com o tempo e alguma experiência na gestão de pessoal, identificar em sua equipe as características que atrapalham ou contribuem para a manutenção de um bom ambiente de trabalho. É fundamental que os líderes de equipes e gestores conheçam os membros de sua equipe. Cada membro tem características, ideologias, pensamentos e objetivos individuais diferentes e por isso precisam ser tratados de formadiferente. O primeiro ponto é o líder acompanhar um pouco mais de perto o seu funcionário, e procurar avaliar suas metas, sua forma de encarar o trabalho e suas prioridades, por exemplo. Nesse caso, o que poderia ser uma falta de entendimento para a execução de uma tarefa pode significar, na verdade, uma grande carência de motivação ou mesmo de interesse. Por isso, se você não procurar acompanhar algumas situações de perto, poderá realmente fazer observações equivocadas. É claro, e mais do que compreensível, que você não tenha tempo para isso. Nesse caso, destaque alguém de sua confiança para a tarefa. Caso sua empresa seja bastante pequena e não possua ainda uma estrutura organizada neste sentido, programe-se para dar os primeiros passos. Vale lembrar que, dentro deste processo de observação, você perceberá aspectos e situações mais difíceis de reverter, onde o perfil de seu funcionário poderá beirar o desinteresse completo. Sendo assim, caberá a você, a decisão de investir, ou não, energias neste assunto. Uma das principais habilidades do líder é identificar os mais diferentes perfis e saber tratar cada membro da equipe explorando o que tem de melhor no seu perfil, veja a seguir: Caso exista na equipe pessoas mais novas e menos experientes, procure ajudá-las a utilizar algumas características marcantes de personalidade ao seu favor. Isso significa, por exemplo, que a timidez nem sempre representa um bloqueio à expansão profissional. Pode ser uma grande vantagem para a execução de tarefas de maior concentração, por exemplo. E isto vale para todos os aspectos de um perfil. Porém, não se sinta culpado se não conseguir remediar algumas situações e compreenda que existem alguns caminhos tortuosos que podem prejudicar o ambiente de trabalho, caso você não saiba equilibrar as forças. Um funcionário altamente ansioso pode lhe ajudar muito no curto prazo, em razão de sua alta carga de responsabilidade. Porém, pela extrema preocupação diante de situações cotidianas ou mesmo diante de problemas, este funcionário está "condenado" a perder suas energias, muito rápido. Isso significa que o empenho absurdo apresentado no primeiro mês poderá se transformar em completa exaustão e apatia em um futuro bem próximo. Por isso, vá com calma ao perceber este perfil em alguém de sua equipe. Caberá a você "treinar" este funcionário como dosar melhor sua carga emocional. Por outro lado, existem casos em que, por mais que você tente, a situação não se reverte. Trata-se da inércia, característica comum a profissionais que deixam as coisas acontecerem e esperam que alguém sempre resolva seus problemas. Infelizmente, você só poderá conhecer perfis como estes no dia a dia, ou seja, depois de contratado o empregado. Neste caso, não se intimide em cobrar além do necessário, puxando-o a uma postura mais forte. Lembre-se: vá até onde achar que deve. Mas também existem características, anseios, vontades e desejos comuns a todos os integrantes de uma equipe. Segue abaixo algumas características comuns aos membros de uma equipe e que nunca poderão ser esquecidas. São as chamadas Reflexões sobre comportamento dos membros de uma equipe: Pessoas querem ser ouvidas; Pessoas têm opiniões próprias; Pessoas querem sugerir mudanças; Pessoas gostam de recomendar o que gostam, o que lhes cai bem; Pessoas têm necessidade de rejeitar aquilo do que não gostam; Pessoas têm necessidade de rejeitar aquilo que não lhes agrega valor; Pessoas gostam de sentir orgulho do que fazem; Pessoas sentem-se com motivação para ajudar; Pessoas tendem a ser solidárias no que acreditam; Pessoas gostam de conhecer o ambiente onde vivem; Empregados gostam de ser percebidos como clientes; Empregados gostam de receber informações sobre seu ambiente de trabalho; Empregados gostam da sensação de ter contribuído para a consecução de um objetivo institucional. É importante também que os líderes e gestores de uma organização competitiva estejam atentos a algumas variáveis, tais como: Percepções: como as pessoas percebem a empresa; Valores: o que é importante para elas; Sentimentos: qual é o seu em relação à empresa; Interações informais: o nível de relacionamento interno; Atitudes: como agem em relação à empresa; Normas do grupo: como convivem em equipe. Mediante ao que foi apresentado quanto ao conhecimento da equipe, é fundamental que os líderes e gestores entendam que na medida em que o membro da equipe entende o seu ambiente, na medida em que ele percebe os sinais que estão valendo (as regras, os procedimentos, as políticas organizacionais), na medida em que ele identifica o seu horizonte (seu futuro, sua carreira, sua vida pessoal e sua vida na empresa), ele reavalia sua capacidade de contribuição (o que pode fazer pela empresa), redimensiona sua força (procura aprender mais e melhor), reescreve seu manual de operações individual que nem sempre está claro para todos, mas que ele, pessoalmente compreende muito bem (ele sabe o que representa para ele seu trabalho e o que ele representa para a empresa). Os membros da equipe bem informados participam, colaboram, resolvem problemas, apontam soluções alternativas, enfim, vivem mais intensamente suas vidas na organização. Eles são capazes de alterar suas posturas de atuação na equipe e consequentemente na organização. Com esta mudança começam a perceber que, engajados com os objetivos da organização provocam espaços para crescimento e junto o crescimento da equipe. Edward Lawler afirma que as pessoas devem ser acompanhadas no sentido de que as organizações percebam o impacto que as ações delas provocam em seus desempenhos e na qualidade de seus resultados. (FROM THE GROUND UP, Jossey Bass Publishers, SF, 1996.) Esse tópico se resume em “conhecendo melhor o perfil dos membros da equipe, o líder poderá utilizar as características marcantes de forma bastante estratégica, compondo, depois de certo tempo, o time dos seus sonhos, contrabalanceando erros e acertos, defeitos e qualidades”. Nesse caso, observação e proximidade são extremamente importantes, e auxiliarão a desempenhar esta missão. Para finalizar esse tópico, vale registrar que quanto mais o líder conhece a equipe, mais fácil é reconhecer o que incentiva cada membro da equipe. 2.3 DESCOBRIR OS TALENTOS NA EQUIPE Um fator muito importante e que está além da integração e motivação da equipe é o treinamento e investimento nos membros da equipe. Muitos empreendedores julgam que treinar gera custos, mas na realidade a real interpretação é “investimento”. A organização deve ter consciência de que tem feito um trabalho de desenvolvimento de seus talentos. Isso significa identificar dentro do grupo pessoas com potencial para o aprendizado, interesse pela atividade, boa postura e perfil para o crescimento. Após a identificação dos membros com potencial de alcançar cargos mais altos, então é investir e começar a treiná-los! A tarefa, que em um primeiro momento parece simples, demanda tempo e esforço de ambas as partes: em relação à empresa, muitas horas serão investidas neste projeto, que envolve muito diálogo, observação e acompanhamento. Já por parte do talento em questão, pode significar, em algum momento, uma cobrança maior por resultados, que na verdade tem apenas o objetivo de direcioná-lo da melhor forma. Pense no futuro. É importante que a empresa planeje a trajetória de seus funcionários. Isso significa apostar nos talentos de hoje e nos de amanhã também. O trabalho não é fácil, mas deve ser iniciado o quanto antes. Deve ser evitada, mesmo em empresas pequenas, a estratégia de depositar toda a expectativa e confiança em apenas um membro de sua equipe. É preciso identificar novas potencialidades e desenvolvê-las. Isso proporciona aos funcionárioschances de crescimento dentro da organização, aumentando o grau de motivação. Afinal, responda: quem, no emprego, gosta de ficar parado na mesma posição, sem chances de evoluir na carreira? Focando-se nos talentos de hoje e nas "promessas" para o futuro, a organização consegue realizar um planejamento melhor do trabalho no longo prazo. Qualquer mudança súbita em seu quadro de funcionários será mais bem administrada pela equipe, que se sentirá mais forte para superar os momentos de crise. E quando se pensa em talento, o que lhe vem à mente? Preparar um novo líder. É importante analisar bem o perfil de seus funcionários, e isto significa proximidade: acompanhar de perto o trabalho desenvolvido, a forma como cada integrante do grupo encara os desafios e soluciona problemas e, principalmente, sua relação com a equipe. Tudo isso compõe a liderança. Especialistas em Recursos Humanos têm destacado a mudança quanto à definição de líder, que não deve mais ser vinculado somente aos cargos de chefia. Ser um líder, hoje, significa ser capaz de obter bons resultados com a participação de outras pessoas, ou seja, assumindo um papel importante na motivação do grupo e na realização das tarefas, impulsionando cada funcionário a dar o seu melhor, estimulando a criatividade e a inovação. Para isso, o envolvimento no trabalho é característica primordial neste novo líder. A sua paixão pelo que faz contamina os outros da equipe que, sem qualquer necessidade de pressão ou cobrança, serão conduzidos aos resultados. Este é o ideal de qualquer grupo de trabalho, ter espaço para desenvolver suas tarefas sem se sentir oprimido com isso, certo? Pois bem, conhecidas as vantagens, é preciso que a empresa esteja alinhada com os seus objetivos, ou seja, saiba que está fazendo a coisa certa e que toda esta dedicação tem um propósito, que demanda tempo e esforço. Mais uma vez, não se trata de perda, mas sim de investimento. É necessário também preparar bem os profissionais envolvidos nesta missão. Os que ocupam hoje funções de coordenação, por exemplo, devem acompanhar de perto o processo e precisam ter perfil para isso. Identificar um talento em seu setor não deve significar uma ameaça, mas sim a oportunidade de compartilhar experiências e promover o aprendizado. O exercício não é fácil e não se resolve de um dia para o outro. Entretanto, o resultado valerá a pena e é isto que se deve ter em mente. Trata- se de uma troca, onde funcionário e empresa precisam fazer sua parte. O trabalhador, correspondendo às expectativas e encarando os novos desafios, e a companhia, independente do seu porte, oferecendo ao novo talento elementos que o motivem a apostar neste caminho. 2.4 INCENTIVAR OS MEMBROS DA EQUIPE Nesse tópico precisamos esclarecer o que é incentivar ou motivar para que possamos perceber a evolução desse conceito ao longo do tempo e entendermos o que realmente incentiva e motiva uma equipe. Os estudos sobre incentivo/motivação e liderança já acontecem há muito tempo nas organizações. A Administração Científica de Taylor e seus seguidores baseavam-se no “homo economicus”, cujo estudo tinha como base apenas o comportamento do homem motivado pelo dinheiro, recompensas salariais e materiais do trabalho. Assim sendo, toda abordagem clássica da Administração era voltada para este modelo de motivação. Os trabalhadores já não são meros assalariados, vivendo em função do salário que chega ao fim do mês. Os trabalhadores são pessoas com sentimentos, desejos e ambições. Ninguém pode negar que luta por uma estabilidade econômica e financeira, mas as pessoas também se esforçam para conseguir realizarem-se profissionalmente. Mais importante que o pagamento no final do mês, é a satisfação que se pode levar para casa, ao final de cada dia, sabendo que se desempenharam bem as funções que estavam atribuídas, e que esse desempenho irá ser reconhecido. É este o melhor prêmio que o trabalhador pode levar para casa. Idealmente, a remuneração deveria acompanhar o bom desempenho, como forma de recompensa e reconhecimento. Mas mesmo que tal não aconteça, o trabalhador tem consciência das suas capacidades e habilitações, o que faz com que não desanime, pois tem sempre a possibilidade de oferecer os seus serviços a outras organizações que se disponha a valorizar as suas capacidades. As empresas que de alguma maneira já conseguiram descobrir a origem da motivação dos seus colaboradores, devem trabalhar no sentido de mantê-la e incrementar, de forma a maximizar as potencialidades dos seus mais importantes recursos: as pessoas. Um bom líder é aquele que consegue gerir as aptidões e competências que se movem na empresa, mantendo constante a motivação. Se o líder adaptar os seus métodos de gestão às capacidades e talentos revelados pelos seus colaboradores, haverá uma resposta muito mais positiva por parte dos mesmos. Convém não esquecer que trabalhadores motivados e reconhecidos, aumentam o nível de qualidade e quantidade de desempenho, e consequentemente, aumenta a produção. Figura 3 Comparação das características das Teorias da Administrações. Antes de tudo o princípio fundamental para qualquer organização é conseguirmos funcionários comprometidos, mas qual o conceito de comprometido? Qual a diferença com estar envolvido? No livro de James Hunter, ele cita um exemplo que reflete muito bem esses conceitos. Em um café da manhã, recebemos Bacon com Ovos. E quem nos forneceu os ingredientes do nosso café da manhã? O bacon vem do porco e os ovos da galinha, nesse exemplo, a galinha está envolvida, mas o porco está comprometido. Por quê? Porque com certeza a galinha “colocará” outros ovos para outros cafés da manhã, mas o porco nunca mais fornecerá bacon para outros cafés da manhã, pois ele teve que ser morto para produzir o café da manhã. Isso é envolvimento e comprometimento. Por isso temos que perseguir que o comprometimento seja implantado em nossa equipe. Estar comprometido, interessado, inteiro no que se faz, assim como sentir-se desafiado, isso é motivação ou incentivo. E como criamos condições para a motivação? Abaixo seguem os principais itens que precisamos desenvolver como líderes. Identificar as necessidades e anseios dos membros da equipe. Buscar o trabalho que mais atrai ao membro da equipe. Reconhecer o bom desempenho. Facilitar o desenvolvimento do membro da equipe. Projetar o trabalho de modo a torná-lo atraente. Adotar um sistema de recompensas ligado ao desempenho. Garantir meios para o "feedback" positivo. Aperfeiçoar continuamente as práticas gerenciais. E “olhando” pelo lado do membro da equipe, o que normalmente motiva? Quais são os pontos que se abordados poderão gerar motivação e incentivarão a uma maior produtividade? Reconhecimento; Ser tratado como pessoa; Ser tratado de modo justo; Ser ouvido; Desafios; Novas oportunidades; Orgulho do próprio trabalho; Condições de trabalho adequadas; Sensação de ser útil; Ser aceito como é. Mas precisamos como líderes ter um cuidado muito especial, pois os fatores que levam uma pessoa a caminhar em determinada direção podem-lhe ser intrínsecos ou extrínsecos. Quando são intrínsecos, há motivação; quando são extrínsecos, há apenas movimento. É fato que muitas vezes, uma pessoa sente-se levada a fazer algo para evitar uma punição ou para conquistar uma recompensa. Entretanto, em ambos os casos, a iniciativa para a realização da tarefa não partiu da própria pessoa, mas de um terceiro, que a “estimulou” de alguma forma para que ela se movimentasse em direção ao objetivo pretendido, perceba que disse estimulou e não incentivou ou motivou. O estímulo pode ser positivo ou negativo. Positivo quando se liga a motivação e ao incentivo, negativo quandoestá ligado a um “castigo”, punição ou até mesmo de uma recompensa (que num primeiro momento pode parecer positivo). A pessoa não teria caminhado em direção ao objetivo caso não houvesse a punição ou a recompensa. As pessoas podem, também, agirem levadas por um impulso interno, por uma necessidade interior. Nesse caso, existe vontade própria para alcançar o objetivo, existe motivação ou incentivo, que pode ser transformada em movimento permanente por meio da doutrinação. Aliás, é isso que as organizações produtivas buscam. Porém, na maioria das vezes, o que se vê é a aplicação de técnicas de estímulo ao movimento imediatista. O movimento é uma situação passageira. Só dura enquanto persistirem os estímulos que o geraram. Além disso, a eliminação dos estímulos normalmente provoca insatisfação e um comportamento indesejável. 2.5 LIDERANÇA DE UMA EQUIPE A forma mais útil de se pensar a respeito das qualidades e características que se exigem de um bom líder de equipe está relacionada às principais responsabilidades que ele possui. Embora eu deva identificar, para cada responsabilidade, uma característica de personalidade que beneficia alguns de modo particularmente bom para assumirem tal responsabilidade, não quero dizer que isso implica que determinados tipos de personalidades fazem com que pessoas, inevitavelmente, venham a ser bons líderes e outras criem líderes ruins. Apesar de ser difícil ou impossível modificar uma personalidade, não é impossível mudar o comportamento. Muitos líderes eficientes de equipes que conheci modificaram conscientemente seus comportamentos, de modo a exercer melhor suas atividades. Por exemplo, trabalhei com uma equipe liderada pela pessoa mais absurdamente introvertida que já tinha conhecido. Apesar disso, ele aprendeu como conduzir reuniões com eficiência e fazer com que as discussões fluíssem. Na verdade, sua tendência natural de espectador silencioso era um ponto forte quando se tratava do papel de líder. A fim de alcançar essa responsabilidade, o líder precisará de uma abordagem estruturada e boas habilidades de planejamento. “A responsabilidade acaba aqui.” Para certificar-se de que a produção da equipe é boa o bastante e alcança seus objetivos com a devida rapidez, o líder deve medir a eficácia da equipe, dando a esta um retorno. Ele deve, também, procurar pelo próprio retorno e responder a si mesmo (a partir dos membros da equipe), “consumidores” da equipe, e outras equipes com as quais interage. Melhor ainda se ele tiver suficiente autoconfiança para aprender a partir dos erros e deficiências, assim como ter resistência, de forma que ele não venha a desistir se começarem a criticá-lo ou à sua equipe. Durante o desenvolvimento da equipe, será estabelecido algo diferente de seu líder. Por exemplo, no início do trabalho, ela terá os benefícios de uma grande quantidade de informações e proximidade de supervisão. Quando ela se torna “madura”, irá trabalhar melhor se o líder não ficar tão presente. A fim de ajudar a equipe a atravessar os estágios de desenvolvimento da maneira mais suave possível, o líder precisa de flexibilidade. Se este for rígido com relação ao modo como as coisas são executadas, a equipe não saberá para onde ir. Toda equipe apresenta uma tendência natural para olhar para dentro de si mesma, concentrar sua atenção em si própria e em seu próprio trabalho, e esquecer o resto da empresa, ou mesmo competir com ela. O líder tem uma responsabilidade especial para garantir que isso não chegue a níveis extremos, e manter em mente os objetivos mais amplos, a partir dos quais a equipe deve atingir seus objetivos particulares. Assim, o líder precisa daquilo que, em determinadas empresas com as quais trabalhei, é denominado habilidade de helicóptero: uma combinação de amplitude de visão e imparcialidade. “O líder de uma equipe é o responsável pela interação da equipe com a empresa”. 2.5.1 Qual é o melhor perfil do líder da Equipe? O estilo ideal de liderança é qualquer um que melhor se adapte à equipe. Os líderes mais eficientes de equipes já apresentam um estilo natural que é o certo para a equipe com a qual estão trabalhando no momento, ou têm a capacidade de modificar seu estilo natural para adaptar-se a equipes diferentes, ou a uma equipe em estágios diferentes. O mais importante para um líder de equipe é conhecer seu estilo natural e que outros estilos poderiam funcionar melhor: ficando atento a seus pontos fortes e fracos, ele será capaz de modificar seu comportamento de acordo com a situação. Abaixo fornecemos um resumo de quatro estilos mais comuns, com suas principais características. Talvez você aprecie identificar qual dos estilos é o mais natural para você. O estilo diretivo: é útil para equipes que estão iniciando, ou quando seus membros ainda têm muito que aprender sobre a tarefa. O líder apresenta um alto índice de interação com a equipe. A maior parte da comunicação do líder é composta por informações e direções. O líder preside reuniões, delega tarefas e é a fonte principal de retorno para a equipe. Os membros o respeitam e confiam nele. O estilo delegante: é útil em equipes muito competentes e com larga experiência. O líder apresenta um baixo índice de interação com a equipe. A maior parte da comunicação do líder é responder às propostas e sugestões da equipe. Os membros presidem as reuniões, delegam tarefas, dão o retorno uns aos outros e procuram por retorno diretamente fora da equipe. Os membros da equipe sentem-se respeitados pelo líder. O estilo apoiador: é bom para equipes desanimadas, inseguras, em especial aquelas que trabalham em uma empresa que se mostra hostil ou que as critica; é mais apropriado quando a equipe é razoavelmente competente. O líder apresenta um alto índice de interação com a equipe. A maior parte da comunicação vinda do líder é um retorno positivo e apoio emocional; o líder irá proteger a equipe contra ataques, e suportar pessoalmente o impacto das críticas da empresa. Os membros da equipe presidem as reuniões, embora o líder possa tomar para si essa função caso os outros estejam muito ocupados ou sofrendo pressão. Os membros da equipe confiam no líder. O estilo inspirador/carismático: é útil para as equipes competentes, em situação de alto risco. O índice de interação do líder com a equipe sofre grande variação - O líder pode estar supervisionando ou ficar mais distante. A maior parte da comunicação do líder é visionária, motivacional e genérica; o líder representa a equipe dentro da empresa, e possui credibilidade e impacto pessoal muito forte. O líder pode ou não presidir as reuniões; ele tende a não se envolver nos detalhes de cada tarefa. Os membros da equipe o admiram. Seis importantes habilidades para líderes e instrutores de equipe Os líderes e os instrutores de equipes têm funções que se sobrepõem. Em diversas equipes o líder também é o instrutor (considera-se mais proveitoso que haja um instrutor separado quando o líder precisa de um alto nível de apoio pessoal). Se você deseja aprimorar seu desempenho tanto como líder quanto como instrutor de equipe, aqui estão as aptidões mais importantes que você precisará desenvolver: Sensibilidade quanto aos medos, preocupações e esperanças não exprimidos pelas pessoas; Atenção cuidadosa e apurada para observar e escutar; Habilidade para conduzir revisões de modo positivo e construtivo; Treinar pessoas e equipes em novas formas de trabalho; Apoiar indivíduos e equipes nos momentos de fracasso ou dificuldade; Auxiliar os membros da equipe de modo que deem retorno uns aos outros. 2.6 O QUE UMA EQUIPE ESPERA DE UM LÍDER a) Manter a relevância e o significado do propósito, das metas, da missão e da abordagem daequipe: Embora o líder deva ser um participante plenamente envolvido com o trabalho da equipe, possa e deva contribuir, ele deverá manter certa distância em virtude de ter sido escolhido para função de líder. As equipes esperam que seus líderes possam fazer uso dessa perspectiva e distância para ajudá-las a esclarecer e se comprometer com sua missão, suas metas e abordagem. Dessa forma, geralmente preferem que seus líderes não ultrapassem este limite. Certamente, na qualidade de participante habitual da equipe, um líder tem o direito de fazer quaisquer sugestões, de caráter geral ou específico. Atuando como líder, comentários e sugestões de outros membros poderão ser entendidos como comandos, pois isso ocorre no contexto empresarial onde os subordinados estão condicionados a ouvir ordens quando se trata da palavra de um chefe. Se os líderes fizerem muitas especificações a respeito do propósito, metas e abordagem estarão utilizando a distância da equipe segundo os moldes hierárquicos, em vez de utilizar os moldes de equipe. Porém ao fazê-lo, obterão o cumprimento dos “seus” propósitos e estarão perdendo o senso de compromisso em relação ao propósito da equipe. Isto ocorre principalmente durante a fase inicial dos trabalhos de equipes potenciais, quando todos os olhos e ouvidos estão voltados à forma de como o líder utilizará sua autoridade para construir uma equipe. b) Construir senso de compromisso e confiança: Como função de líder de equipe é preciso trabalhar no sentido de construir o senso de compromisso e confiança de cada participante e da equipe como um todo. Existe uma diferença importante entre senso de compromisso, responsabilidade individual e senso de responsabilidade mútua. O líder deve procurar dar a sua equipe e aos indivíduos um reforço positivo e construtivo, evitando as intimidações. No contexto organizacional é fácil coagir as pessoas, porém com o decorrer do tempo, este tipo de liderança torna-se saturada, fazendo com que as pessoas percam o entusiasmo e a iniciativa, prejudicando a si e a equipe. O reforço positivo e construtivo impulsiona o senso de responsabilidade e confiança mútua, essencial para a performance da equipe. c) Fortalecer o conjunto e o nível de conhecimentos: Equipes flexíveis e de alta performance devem ser compostas por pessoas com todos os conhecimentos necessários relativos a assuntos técnicos, funcionais, solução de problemas, tomada de decisões, relacionamento interpessoal e teamwork. Portanto, os líderes devem encorajar os participantes a assumir os riscos fundamentais para o crescimento e desenvolvimento. Devem também desafiar continuamente os membros da equipe mediante mudanças em suas atribuições e seus papéis. Nenhuma equipe alcança suas metas tendo uma grande lacuna de conhecimentos em relação ao seu objetivo de performance. d) Gerenciar relacionamentos com pessoas de fora, inclusive removendo obstáculos: Pessoas dentro e fora das equipes esperam que seus líderes atuem no gerenciamento de grande parte dos contatos e relacionamentos da equipe com o restante da organização. Isso requer que os líderes sejam capazes de comunicar com eficácia o propósito, as metas e a abordagem da equipe. e) Criar oportunidades para outros: O líder não deve aproveitar as melhores oportunidades, atribuições e créditos para si. De fato, o ponto crucial do desafio do líder é criar oportunidades de performance para a equipe, bem como para seus participantes. Entretanto, sair do caminho para proporcionar oportunidades para outros significa abdicar de responsabilidades pela direção, pelo monitoramento e pelo controle. f) Realizar trabalho real: Todos os participantes de uma equipe real, inclusive seu líder, executam trabalho real em quantidades aproximadamente equivalentes. Líderes de equipes mantêm certa distância do grupo em função da sua posição, mas não fazem uso desta distância “para simplesmente se acomodar e tomar decisões”. Os líderes devem contribuir da forma que o grupo necessitar, exatamente como qualquer um dos seus participantes. Além disso, líderes de equipes não delegam trabalhos desagradáveis aos outros. Quando riscos pessoais são altos ou se torna necessária à execução de um “trabalho braçal”, o líder da equipe deve tomar à dianteira. Como líder, procure buscar atender as expectativas de sua equipe. Assim, você estará em sinergia e com absoluta certeza terá a “equipe em suas mãos”. No módulo III veremos os seguintes tópicos: Como fazer da Equipe um sucesso, o Processo de seleção de uma Equipe, etapas do processo de seleção, técnicas de seleção (tipos de entrevistas), recrutamento interno, recrutamento externo e avaliação de desempenho e incentivos. Até lá. MÓDULO III 3 COMO FAZER DA EQUIPE UM SUCESSO O trabalho em equipe já é algo complexo e com variáveis das mais diversas naturezas, mas existe algum caminho a se trilhar? Podemos seguir determinados procedimentos que façam que a consequência seja o sucesso da equipe? As equipes de sucesso são extremamente eficazes. As equipes altamente eficazes têm propósitos e objetivos claros e seus membros se comunicam abertamente em um clima de respeito mútuo e confiança, os membros das equipes de alto desempenho são seguros sobre a razão da sua existência, sabem o que estão fazendo e a importância de fazê-lo com responsabilidade e eficiência. Embora essas equipes possam ter um líder, as responsabilidades da liderança são compartilhadas entre seus membros e variam de tarefa para tarefa, e percebam que mencionamos as responsabilidades da liderança, mas nunca a própria liderança, que precisa ser muito bem definida. As tarefas e responsabilidades obedecem às aptidões e disponibilidade de cada um, sem centralização de atividades. Todos se ajudam mutuamente a fim de adquirirem novas habilidades/competências. A equipe trabalha junta, unindo forças, dividindo angústias, aflições, alegrias, esperanças e somando resultados, assim ao final o sucesso é de todos. As equipes de alto desempenho devem possuir procedimentos eficientes para implementar novas decisões, compartilhar recursos, incentivar a criatividade de seus membros, trazer problemas à tona a fim de resolvê-los. Uma sinergia deve ser estabelecida com base nas diferenças existentes entre os membros da equipe. Nesse contexto deve haver flexibilidade, adaptação fácil às mudanças e disposição para estarem continuamente aprendendo e se aperfeiçoando. Algumas características devem ser observadas para se constituir verdadeiramente uma equipe de alto desempenho e de sucesso, e ao analisá- las é importante ter em mente que elas estão inter-relacionadas. Vamos inicialmente conhecer as características de uma equipe de sucesso. Características A comunicação é a base do trabalho em equipe e, para tanto, ela deve ser aberta, clara e honesta. A comunicação possui papel importantíssimo em qualquer trabalho em equipe. Ela é responsável pela ciência das informações, pela troca de informações, pelas soluções e não podemos nos esquecer das desavenças. As desavenças são fruto de uma má comunicação, ou de uma comunicação dúbia ou até mesmo de uma falta de comunicação. Pois, quando as pessoas não conseguem expressar seus sentimentos e pensamentos, as decisões serão tomadas com base em dados incompletos, assim, não deve haver ruídos na comunicação, fofocas, sentimentos ruins ou coisa parecida. Quando os problemas não são trazidos à tona e resolvidos, gera- se empecilho para o alcance do sucesso. Como nos diz Lenilson Naveira e Silva em seu livro Líder Sábio “... sem o “feedback” cuidadoso e honesto as pessoas, os indivíduos e a equipe não aprendem e não se aperfeiçoam” (1998, p. 81). Nós temos a obrigação de procurar saber se a comunicação foi bem recebida e mais, se foi bem entendida, pois como aprendemosdesde nossos tempos de escola, quando alguém não entende uma mensagem ou informação, o problema não é de quem ouviu, mas sim de quem falou. Então tome cuidado e faça uso do feedback, já que, por meio dele conseguiremos identificar falhas, má interpretação e até mesmo de não entendimentos. Por incrível que pareça, a vergonha dos membros de uma equipe tem papel determinante do não entendimento. Estranho não? Mas essa é uma afirmação verdadeira. Por muitas vezes, as pessoas têm vergonha de reconhecer que não entenderam e não questionam, não indagam, não expõe sua dúvida. Isso causa um transtorno enorme e pode gerar impactos negativos em uma equipe. Então quando não entender ou até mesmo julgar que entendeu, confirme com o emissor da mensagem se é isso mesmo, como por exemplo, questione algo do tipo: “...Deixa eu ver se entendi.. é isso... ?” Só assim poderemos ter certeza do entendimento da mensagem. E você que emitiu a mensagem ou informação, peça ao receptor que repita o que entendeu, só assim teremos a certeza de que o entendimento é o que gostaríamos que tivesse ocorrido. Como podem ver o “feedback” é vital nesse processo de comunicação. A participação de todos ativamente deve ser estimulada pelo líder e as discussões providas devem ser desprovidas de preconceitos. Toda contribuição é importante e deve ser valorizada, pois mesmo aquela aparentemente boba e sem sentido pode ser mais tarde a solução para algum conflito. A escuta ativa deve ser o grande aliado da comunicação eficaz. O respeito às diferenças deve ser uma das regras estabelecidas para garantir a condução harmoniosa dos trabalhos. É preciso rever toda uma cultura e novos valores para entender que nada deve ser feito às escuras, às escondidas e sim, exposto à apreciação de todos com objetivo de análise. O conflito, porventura, existente deve ser referente a ideias e não, a pessoas. A liderança compartilhada não é imposta por “status” ou posição hierárquica, até porque não seria liderança e sim seria poder. O líder, nesse contexto, atua como facilitador entre os membros da equipe, delegando poderes e tarefas em uma rotatividade quando diferentes membros assumem de forma transitória e circunstancial a liderança, dependendo da tarefa a ser desempenhada e das necessidades emergentes. Para Lenilson Naveira e Silva “... liderança compartilhada significa que todos os membros da equipe são responsáveis por todas as seguintes práticas de liderança: inspirando uma visão compartilhada; desafiando o processo; capacitando os outros a agirem; encorajando a emoção e modelando o caminho” (1998, p.82). Toda equipe possui uma missão e visão compartilhadas, traduzidas em objetivos específicos. Todos os membros devem estar voltados para o interesse coletivo, garantindo o compromisso, a perseverança e a persistência entre eles, já que, a equipe foi traçada em conjunto. Os líderes devem certificar-se do verdadeiro envolvimento dos membros na definição dos objetivos. As funções e responsabilidades de cada membro tais como: desempenhar com eficiência a sua função e conhecer bem a função de seu colega para entender como funciona o processo; oferecer suporte quando necessário, e identificar a importância do seu papel para o andamento do ciclo, devem não só ser esclarecidas a todos, como também, ser baseadas nas potencialidades individuais. Outro ponto relevante em uma equipe é a organização. A organização constitui um elemento de fundamental importância para uma equipe de alto desempenho. Todos seus protocolos, procedimentos e políticas devem ser definidos desde o começo. Uma estrutura organizada permitirá que seja possível atender às exigências de qualquer tarefa que se tenha de executar. Como se trata de trabalho envolvendo pessoas diferentes, de culturas e valores diferenciados e que possuem opinião própria, poderão surgir discordâncias, o que não significa ser ruim ou destrutivo. A equipe deve lidar com os conflitos existentes abertamente, deve reconhecê-lo e tentar resolvê-lo, por meio de uma discussão honesta, envolvida pela confiança mútua. Na verdade, a equipe de sucesso tem entre seus membros, encorajamento mútuo à exposição a riscos, além de assumirem juntos os resultados, também aprendem com seus erros. No ambiente atual de mudanças e transformações, os membros das equipes precisam pensar, avaliar e concordar antes de agir, assim, estarão aprendendo com suas ações e se aperfeiçoando cada vez mais. É da diferença que vem o movimento. É do movimento que vem a evolução. A equipe deve sempre funcionar de forma criativa para aproveitar novos membros, com o objetivo de preencher lacunas que surgir em no decorrer do processo, aproveitando novas habilidades. Nesse contexto os membros das equipes compartilham responsabilidades e desempenham funções diferentes quando necessário. Também assumem riscos calculados, experimentando novas fórmulas e procedimentos com o objetivo de dinamizar os trabalhos de forma eficiente, preparados, para o difícil percurso a seguir, e empenhados em acertar. Para tanto, deve haver uma grande concentração na busca dos resultados e todos devem oferecer “feedback” mútuo e estimular-se constantemente. Todos devem ser flexíveis quando discutirem problemas, procedimentos e resultados na tomada de decisões. A visão comum e a concentração nos resultados, aliadas a objetivos claros e bem definidos, fornecem respaldo para a definição de prioridades e tomada de decisões. Os resultados devem ultrapassar as expectativas dos membros referentes ao tempo, orçamento e à qualidade. Toda equipe de sucesso deve estar, constantemente, autoanalisando- se a fim de perceber o andamento das atividades, e os problemas de desempenho e operacionais. O aperfeiçoamento contínuo e o gerenciamento são elementos fundamentais para norteamento do trabalho. A identificação do problema é o primeiro passo para a equipe unir forças, interagir e progredir superando os desafios. ELEMENTOS QUE CARACTERIZAM UMA EQUIPE DE SUCESSO Missão e metas claras; Riscos calculados; Resultados obtidos; Funções e responsabilidades; Organização; Potencialidades individuais; Liderança; Criatividade; Comunicação clara; Solução dos conflitos; Decisões objetivas e transparentes; Autoavaliação. Requisitos básicos que uma empresa deve fornecer às suas equipes Ter um conjunto de objetivos claramente definidos; Passar uma mensagem consistente sobre o que se espera que cumpram; Basear o sistema de premiações (estímulo) no desempenho da equipe, bem como no desempenho individual (“sistema de premiações” significa os prêmios menos tangíveis, como elogios, perspectivas de promoção e a oportunidade de exercer influência, assim como dinheiro); Dar retorno sobre o desempenho da equipe. O tempo todo, de modo honesto e positivo; Levar em conta o impacto no funcionamento da equipe antes de deslocar ou substituir as pessoas; Garantir que a equipe mais experiente (também a diretoria e a equipe administrativa) dê bons exemplos de trabalho em grupo; Fornecer os recursos solicitados pela equipe para atingir suas metas; Apoiar os líderes da equipe; Oferecer treinamento quando necessário; Criar canais de comunicação formais para que se evite a “fofoca”, que corrobora bastante com a desunião das equipes. Há várias técnicas para nos auxiliar na transformação da nossa equipe em uma equipe de sucesso, como por exemplo: a técnica do “brainstorming”, processo estruturado de resolução de problemas/tomada de decisões, geração de planos de ação, geração de um plano de desempenho eficiente (PDE), “flipcharts” e murais. Todas as técnicas são importantes e têm finalidades bem específicas, vamos nos ater a duas delas, a do processo estruturado de resolução de problemas /tomada de decisões e aoPDE. O processo estruturado de resolução de problemas /tomada de decisões tem por finalidade determinar procedimentos na condução de conflitos ou problemas na equipe. Há uma infinidade de formas e composições do processo, mas na grande maioria das empresas e de equipes encontramos os seguintes estágios: Estágio Um: Definição do problema Um enorme esforço de pessoas diferentes é desperdiçado na equipe, com diferentes percepções sobre qual é, de fato, o problema. É bastante útil pedir a todos para parafrasearem as instruções que o líder forneceu sobre o problema. Desse modo, os mal-entendidos e as novas perspectivas são colocados para que todos possam analisa-los. Estágio Dois: Apresentação da base Nessa fase, todos devem disponibilizar as informações de experiências que achem importantes para o problema. Muito do que se apresenta pode ter aparecido antes da sessão de resolução de problemas. Considera-se de particular importância aqui qualquer tipo de restrição ao processo de resolução de problemas, por exemplo: a solução deve ser de baixo custo ou ser capaz de ser implantada imediatamente. Estágio Três: Criação de ideias Este é o estágio do brainstorming, uma das técnicas citadas acima, que em linhas gerais é a criação do maior número de ideias o mais rapidamente possível, por um grupo de pessoas. Existem mais detalhes, mas não citaremos nesse curso, apesar de ser extremamente importante, vale a leitura. Estágio Quatro: Agrupamento de ideias Isso será mais bem executado por um ou dois componentes da equipe, e posteriormente reapresentado a todos. Essencialmente, trata-se de fazer com que o brainstorming sem estruturação torne-se um conjunto de opções ordenadas e coerentes. Estágio Cinco: escolha da(s) ideia(s) Nesse ponto, a tarefa da equipe consiste em avaliar as ideias de maneira lógica, uma vez dadas todas as informações, e selecionar uma ou mais ideias que os membros considerem como soluções práticas e efetivas. Devem ser determinados os prós e os contras de cada ideia. O processo será a combinação entre eliminar as soluções inválidas e destacar as promissoras. A vantagem desse estágio, do ponto de vista da preparação de uma equipe, é que fornece um espaço para discussões separadas, durante as quais os membros da equipe compreendem mais sobre as perspectivas, habilidades e estilo de raciocínio de cada um. Também incentiva a abertura de argumentos, assim como o debate de assuntos em vez de personalidades. A fim de alcançar esses benefícios, (para todas as equipes, exceto as mais maduras), ela precisa ser bem presidida ou orientada. Estágio Seis: compromisso de verificação Assim que houver uma pequena lista de ideias, a equipe precisa reservar tempo em separado, a fim de considerar até que ponto existe compromisso dentro da equipe com relação a cada ideia, e também como irão reagir às pessoas externas ao grupo. As vantagens do estágio seis, do ponto de vista da preparação de uma equipe, é que incentiva a equipe a reconhecer os sentimentos e ajuda a evitar pautas ocultas, que, com frequência, têm raízes nos sentimentos das pessoas. 3.1 PROCESSO DE SELEÇÃO DE UMA EQUIPE É por meio do processo de recrutamento e seleção que as empresas conseguem efetivamente verificar se um candidato tem ou não o perfil necessário para preencher uma vaga de trabalho na empresa e consequentemente fazer parte da equipe. Em outras palavras, o objetivo do processo de seleção deve ser o de "contratar a pessoa certa para o lugar certo". Exatamente por isto é importante que o processo de entrevistas e seleção de candidatos seja tratado com bastante seriedade e atenção. Um processo de seleção ineficiente pode acabar não aproveitando potenciais talentos e pode não ser capaz de identificar falha na qualificação do profissional. Isso sem falar que o erro na contratação pode acarretar aumento da rotatividade na equipe, o que, por sua vez, implica em custos para a empresa. Outro aspecto e que o processo de seleção tem participação ativa no novo possível membro da equipe é que, o processo de seleção funciona como um cartão de visita da empresa. Quanto mais profissional for o processo de seleção, melhor será a imagem da empresa perante os candidatos. É bem verdade que o mercado de trabalho está bastante competitivo, mas isto vale também para os empregadores, visto que os bons profissionais são disputados de forma cada vez mais agressiva pelas empresas. 3.2 ETAPAS DO PROCESSO DE SELEÇÃO A seguir temos o fluxo das etapas do processo de seleção. Podem existir variações para maior ou para menor no fluxo, mas essas são as etapas tradicionais em um processo de seleção. A primeira etapa de um Processo Seletivo envolve o Recrutamento, pelo qual a organização comunica e divulga oportunidades de emprego e atrai os candidatos em potencial para o processo seletivo. O Recrutamento envolve um conjunto de técnicas que visa atrair candidatos potencialmente qualificados, dentre os quais serão selecionados os futuros participantes da organização, com base na descrição e análise de cargos. O Recrutamento pode ser interno, externo ou envolver ambos. Logo após faz-se uma triagem, por meio de entrevistas e análises curriculares. Os candidatos que passarem dessa fase fazem provas específicas, genéricas e de teor psicológico. Os aprovados irão se submeter a uma dinâmica de grupo, que por sinal “é o calcanhar de aquiles” de muitos candidatos. Finalmente os aprovados farão exames médicos, será pesquisada a vida passada do candidato para identificar alguma restrição, verificando inclusive referências pessoais e não tendo nenhuma negativa os candidatos irão ao RH da empresa para efetuar a admissão com a apresentação de uma lista de documentos solicitados pelo RH. Figura 4 FONTE: Manual de Gestão Empresarial. 3.3 TÉCNICAS DE SELEÇÃO (TIPOS DE ENTREVISTAS) São inúmeras as técnicas e testes que podem ser utilizados em um processo seletivo, estando entre eles: Provas ou testes de conhecimentos ou de capacidades: visam avaliar de forma mais objetiva o grau de noções, conhecimentos e habilidades adquiridos por meio do estudo, da prática ou do exercício. Podem ser orais, escritos ou de realização (por meio da execução de um trabalho). Quanto à área de conhecimentos abrangidos, podem ser gerais, quando são destinados a verificar o grau de cultura geral necessário à ocupação ou generalidades de conhecimento ou específicos, quando avaliam conhecimentos técnicos e específicos diretamente relacionados ao cargo em referência. Especificamente quanto à forma, quando são realizados por intermédio da linguagem escrita, podem ser classificados em tradicionais, do tipo dissertativo expositivo; objetivos, por meio de testes objetivos, ou mistos, quando empregam tanto a forma tradicional quanto a mista. Testes Psicométricos: são medidas objetivas e padronizadas de amostras de comportamento. Geralmente referem-se a: capacidades (habilidade atual da pessoa em determinadas atividades ou comportamentos, adquirida a partir do desenvolvimento de uma aptidão por meio do treino ou da prática); aptidões (potencialidade ou predisposição da pessoa em aprender determinada habilidade ou comportamento, sendo inata, portanto); interesses ou características de comportamento humano envolvendo a determinação do quanto isto é, da quantidade de presença daquelas aptidões, interesses ou características de comportamento no candidato. Baseiam-se nas diferenças individuais, que podem ser físicas, intelectuais e de personalidade, buscando analisar o que varia e quanto varia na aptidão do indivíduo em relação ao conjunto de indivíduos tomados como padrão. A característica principal é a comparação dos perfis individuais. Testes de Personalidade: visam analisar os diversos traços determinadospelo caráter (traços adquiridos) e pelo temperamento (traços inatos). São genéricos quando revelam os traços gerais de personalidade em uma síntese global, sendo também chamados de psicodiagnósticos. São específicos quando avaliam determinados traços ou aspectos da personalidade, como equilíbrio emocional, interesses, frustrações, ansiedade, agressividade, nível motivacional, adaptabilidade ao tipo de função e de ambiente. Técnicas de Simulação: consistem em dramatizar a situação com a qual a pessoa irá se deparar quando estiver trabalhando, bem como em provas situacionais, em que se observa o indivíduo durante a execução de determinadas tarefas, previamente selecionadas. Entrevistas de Seleção: consiste em uma fonte coletora de fatos aparentes e fatos passados. É a técnica que mais influencia a decisão final, devendo, portanto, ser conduzida com bastante habilidade e tato, a fim de que possa produzir os resultados esperados. A entrevista pode ser dirigida ou estruturada (com roteiro), não dirigida ou não estruturada (sem roteiro) ou mista (mescla de perguntas estruturadas e não estruturadas). A entrevista tem dois objetivos fundamentais: a informação e o esclarecimento. É importante perceber a dinâmica e a funcionalidade do entrevistado, a fim de triar as informações essenciais. 3.4 RECRUTAMENTO INTERNO Recrutamento interno é um processo de aproveitamento do capital humano interno e serve também como fonte de retenção e motivação dos profissionais dentro da empresa. O processo de recrutamento interno geralmente contempla as seguintes etapas: Divulgação da vaga por meio de murais, intranet e/ou outros meios utilizados pela empresa; Inscrição dos candidatos interessados e entrega de formulários de preenchimento; Prova técnica e/ou estudo de casos; Dinâmica de grupo (se houver muitos participantes); Entrevista com RH e, por final, com gestor da área requisitante; Feedback do processo para os candidatos. Vantagens do recrutamento interno: Mais econômico, pois dispensa o trabalho de empresas de recrutamento. Melhor aceitação da Política de pessoal – constitui um incentivo importante para os funcionários. O funcionário está mais integrado na empresa e é desenvolvido um espírito sadio de competição e crescimento entre o pessoal. Desvantagens do recrutamento interno: A expectativa da pessoa ao novo cargo pode diminuir seu rendimento no cargo atual, devido à expectativa gerada. Podem gerar conflito entre os funcionários e atitudes negativas a aqueles que não são promovidos, e podemos ter gerentes ressentidos pela perda de um bom funcionário. O bom desempenho de um funcionário em uma função não garante seu sucesso em outra atividade. Falta de “sangue novo” na equipe. 3.5 RECRUTAMENTO EXTERNO Esse tipo de recrutamento só é feito quando se esgotam os recursos humanos internos da Empresa. É o preenchimento de uma vaga por meio da contratação de uma pessoa de fora da empresa. Vantagens do recrutamento externo: Maior leque de escolha; Maior facilidade de aprendizagem; Possibilidade de seleção mais exigente; Experiências novas para a organização - Renova e enriquece os recursos da organização (oxigena a organização), agrega capacidades ainda inexistentes na equipe; Mão de obra sazonal, ou seja, terceirização para trabalhos temporários. Desvantagens do recrutamento externo: Pode reduzir a lealdade da empresa; É um processo demorado e lento e pode-se afetar a política salarial da empresa (quando o novo funcionário é admitido com salário mais elevado); Insatisfação na equipe existente e desmotivação dos funcionários que aguardavam uma oportunidade para ser promovido; No caso da mão de obra sazonal, a inteligência de o trabalho estar nas mãos de funcionário de outra empresa (terceira). Mas existe uma forma de contemplar os dois tipos de recrutamento, ou seja, que seja ao mesmo interno e externo, chamado de misto ou composto. Essa forma de recrutamento ocorre quando uma empresa divulga internamente a abertura de uma vaga na equipe, disponibilizando na intranet, fixando cartazes, enviando e-mail ou qualquer outra forma de comunicação interna para que o quadro de funcionários tome conhecimento da abertura da vaga. Ao mesmo tempo é solicitado que o RH busque no mercado um profissional que atenda as características desejadas para o preenchimento da vaga. Não há prioridade de nenhum dos lados quanto ao preenchimento da vaga, ou seja, ingressa na vaga o profissional mais competente e que reúna maiores condições para atender as expectativas. 3.6 AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO E INCENTIVOS São técnicas utilizadas com a finalidade de obter informações sobre o comportamento profissional do funcionário, face ao posto de trabalho que ocupa na empresa. Um programa de avaliação do desempenho bem planejado traz benefícios a curto, médio e longo prazos. Os principais beneficiários são: o funcionário (avaliado), o líder (avaliador), a organização e a equipe. Benefícios para o líder: Melhor forma de avaliar o desempenho e comportamento do subordinado; Propor medidas para melhorar o padrão de desempenho e comportamento; Facilitar o diálogo entre líderes e funcionários membros da equipe a respeito de desempenho e formas de melhoria. Benefícios para o funcionário: Tomar conhecimento dos aspectos de comportamento e desempenho que a organização mais valoriza; Descobrir as expectativas de seu líder a respeito de seu desempenho; Conhecer seus pontos fortes e fracos segundo o seu líder; Cobrar as providências do seu líder para a melhoria de seu desempenho (programas, treinamentos, estágios, etc.) e seus planos pessoais de melhorias (autocorreção). Benefícios para a organização: Ter condições de avaliar seu potencial humano a curto, médio e longo prazos; Poder identificar os funcionários que necessitam de reciclagem e/ou aperfeiçoamento (treinamento); Poder selecionar os funcionários com condições de promoção ou transferências; Poder dinamizar sua política de recursos humanos. Benefícios para a equipe: Harmonizar a equipe devido à identificação das deficiências individuais por meio dos treinamentos e posturas. Troca de experiências sobre pontos fortes e pontos fracos. Avaliação 360 graus Por conta das pressões advindas da competitividade após os anos 90, várias empresas têm buscado alternativas ou modelos de avaliação de desempenho mais condizentes com as atuais necessidades organizacionais e do público interno. Percebe-se, claramente, a necessidade de propiciar um ambiente de trabalho mais desafiador e estimulador, descentralizando e delegando responsabilidades, otimizando os sistemas de remuneração e propiciando benefícios flexíveis. Para fazer frente às expectativas organizacionais, procuram-se, assim, pessoas com certo grau de autoconhecimento pessoal e profissional e que possuam competência interpessoal, atuando de maneira assertiva em suas relações de trabalho. É bem pouco provável que uma pessoa consiga obter autoconhecimento pessoal e profissional, bem como a habilidade da assertividade, se não receber feedback a respeito de seu comportamento na empresa, ou seja, sobre o que faz de correto e sobre os pontos em que necessita de ajustes. Nesse contexto, faz-se necessário criar instrumento para auxiliar a pessoa a se reposicionar, e a Avaliação 360 Graus poderá servir para atingir este objetivo. Entende-se por Avaliação de Desempenho 360 graus aquela que pressupõe uma comparação entre a percepção dos pares no trabalho, do superior imediato, dos subordinados diretos, clientes, fornecedores, e a percepção que o ocupante do cargo tem de si mesmo, no exercício das atividades, fechando, assim, um círculode 360 graus. Contudo, esse instrumento não deve estar dissociado de outras práticas de gestão de pessoas em uma empresa. Processos como remuneração, seleção e desenvolvimento e avaliação de desempenho devem estar integrados e focados para a realização das estratégias organizacionais. Cabe à área de Recursos Humanos fazer uma análise dos dados obtidos na avaliação e iniciar o processo de feedback, em que cada participante terá conhecimento da sua avaliação. Tal feedback consiste na autoavaliação e nos resultados dos questionários de avaliação respondidos pelas pessoas que estabelecem contato com o avaliado. Por meio de um relatório individual são demonstrados os gaps existentes entre a sua autopercepção e a percepção das pessoas pesquisadas. Os objetivos principais do Sistema de Avaliação 360 Graus são: Propiciar um feedback objetivo e cuidadoso, que possa identificar e desenvolver competências, habilidades e comportamentos de um empregado ou de vários; Melhorar a comunicação entre as pessoas da equipe, estimular o líder ou facilitador, bem como fornecer sustentação para o trabalho em equipe; Contribuir com informações relevantes para os processos de promoção dos empregados, plano de carreira e sucessão; Estimular a busca pelo conhecimento, maximizando as atividades de treinamento e reciclagem dos empregados; Provocar mudanças na cultura organizacional da empresa; Estimular o empregado à busca de melhoria contínua, principalmente quando a avaliação fizer parte de um sistema integrado de desenvolvimento profissional, premiações, bônus ou promoções. A partir desse ponto entram em cena os incentivos, que muitos utilizam outras definições, itens motivacionais, estímulos, prêmios... Não podemos confundir motivação com incentivo que tem a conotação de prêmio. A avaliação normalmente está atrelada a algum tipo de incentivo financeiro, ou seja, remuneração. Já a parte motivacional está ligada a parte de elogios, reconhecimentos, promoções ou até mesmo a incentivos financeiros, mas vale deixar registrado que não é a única forma de motivação. Veremos então os tipos de remuneração que tem valor de incentivos. Há o método tradicional que é a remuneração por cargo, e os dois métodos que estão ganhando seu espaço e tornando-se realidades nas empresas, são as remunerações por competência e remunerações por habilidade. Remuneração por Cargo é a forma mais tradicional utilizada pelas empresas para recompensar seus empregados pelo trabalho realizado. Contudo, tem as seguintes limitações: Apresenta pouca objetividade: na operacionalização do sistema observa-se certa racionalidade, porém esta reduz a realidade da empresa a estruturas departamentalizadas; Tem pouca flexibilidade: tende a tratar os cargos diferentes como iguais, muitas vezes, engessando a empresa; Aplica técnicas estatísticas complexas, dificultando a compreensão dos empregados e dos líderes de equipe ou gerentes; Dificulta a adoção de estilos gerenciais participativos e consultivos, prevalecendo os estilos autoritários e paternalistas; Reforça o conservadorismo, a estrutura burocrática, linhas de comando e componentes formais da empresa; Dificulta a evolução do processo de mudança; Mostra pouca visão de futuro e orientação estratégica, focando a realidade do cargo no “aqui e agora”; Apresenta custo elevado na manutenção do sistema, em função da constante necessidade de revisão, decorrente das mudanças ambientais e da complexidade inerente ao sistema; Apresenta pouca confiabilidade das informações obtidas por meio de pesquisa salarial, decorrente das titulações dos cargos e funções e da multifuncionalidade. Torna-se cada vez mais complexo buscar informações salariais no mercado, pois as empresas estão se diferenciando mais acentuadamente em termos de tecnologia, formas de gestão, mudanças na estrutura (fusões, aquisições, downsizing) e negociação trabalhista, entre outros aspectos. Tais limitações do método de remuneração por meio simplesmente dos cargos colocam as atividades desenvolvidas pelos funcionários como o único parâmetro para a definição de seus salários. E esse critério tem mostrado injustiças e descontentamentos, por isso o mercado caminhou no sentido de criar opções que atendam as expectativas dos funcionários com um grau maior de justiça quanto ao incentivo/remuneração. Sendo assim, foram criados os métodos de remuneração por habilidade e por competência. Na remuneração por competência existe um problema anterior ao fato de remunerar, que é a definição de competência. Vamos adotar a seguinte definição, que quero deixar claro que não é a única nem tão pouca a mais correta, mas a que julgo que melhor retrata competência. Então competência é um conjunto de conhecimentos, capacidades, e características pessoais que distinguem os profissionais de alto desempenho daqueles de desempenho regular em determinada função. E que pode ser medido segundo padrões preestabelecidos e que pode ser alterado e melhorado por meio de treinamento e desenvolvimento. Esses padrões variam de empresa para empresa, pois quem estabelece o padrão é a própria empresa. Vejamos algumas vantagens da utilização da remuneração por competências: Direciona o foco para as pessoas e não para os cargos ou responsabilidades; Remunera o empregado com uma parcela fixa do salário a cada competência adquirida; Garante o reconhecimento aos empregados pela parcela de contribuição especializada disponibilizada à empresa; Mantém o nível de profissionalização e especialização dos empregados compatível com a competitividade; Encoraja as pessoas a ter responsabilidades plenas e à busca contínua do desenvolvimento profissional; Melhora a produtividade e a qualidade dos produtos e serviços prestados pela empresa; Facilita a seleção e a contratação de talentos humanos adequados aos requisitos do cargo; Aumenta a motivação dos empregados, uma vez que estes percebem claramente a relação de sua performance com os aumentos salariais. Para implantarmos o método de remuneração por competência precisamos alterar alguns procedimentos na empresa para que possamos ter sucesso na forma de remunerar. Devemos antes de qualquer coisa procurar não vincular o sistema de remuneração ao modelo de estrutura organizacional adotado pela empresa, pois sempre que houver alteração na estrutura o sistema sofrerá impacto, tornando-o pouco flexível. Algo que agrega muito no processo de transição é utilizar uma metodologia participativa na construção do sistema de remuneração, a integração entre as áreas possibilita legitimar e obter o comprometimento de todos. Nunca se esquecer de divulgar o processo, em qualquer área de uma empresa a comunicação deve ser clara, direta e objetiva. Temos que garantir que todos, sem exceção, estão cientes do processo e percebidos o novo método. O método de remuneração por competência surgiu nos anos 80 e ganhou força na década de 90, sendo implantado na maioria das empresas. Mas durante a década de 90, também surgiu uma nova forma de incentivar os funcionários. Surgiu o método de remuneração por habilidade. Algumas empresas passaram a adotar o método de remuneração por habilidade, para estimular e remunerar seus empregados, tendo em vista que o empregado especialista começa a desaparecer, surgindo em seu lugar o generalista. A remuneração por habilidade é salutar nos cargos de nível operacional, uma vez que as pessoas realizam atividades bem definidas, ligadas a processos relativamente estáveis. Além disso, tais atividades são passíveis de mensuração, observação, identificação, treinamento e certificação. A utilização do sistema de remuneração por habilidade requer a adoção de alguns conceitos, tais como: desenvolvimento de carreira, blocosde habilidades, certificação e habilitação das habilidades, treinamento e desenvolvimento e a evolução e controle dos custos na folha de pagamento. Nessa forma de remuneração, é fundamental que destaquemos as seguintes características: O Foco da avaliação não está na função, e sim na pessoa, o que faz com que o empregado procure cada vez mais adquirir habilidades, preocupando-se com o desenvolvimento contínuo. A área de recursos humanos passa a assumir um papel mais estratégico e menos operacional, integrando de forma mais significativa os programas de treinamento às necessidades da empresa. Permite custo variável na folha de pagamento. Os funcionários com diversas especialidades, também conhecidos como multiespecializados, ajustam-se mais facilmente às mudanças no processo produtivo, gerando maior flexibilidade. Vale deixar registrado que para adotarmos alguma dessas formas de remuneração temos que também avaliar no formato adequado ao tipo de remuneração que vamos implantar então se deve ficar atento ao que avaliar. Os critérios, pontos, abordagens e assuntos são diferentes. Mas quem define isso são as empresas, sendo assim podemos ter variações de empresa para empresa do que será avaliado, mas de uma forma geral o profissional é avaliado segundo aspectos pessoais e profissionais. Percebe-se nitidamente a preocupação constante das empresas pela parte pessoal dos membros da equipe, porque o que vale é o profissional ser um excepcional técnico ou gerente e seu lado pessoal deixa a desejar, gerando insatisfação e discórdias na equipe? As empresas já perceberam isso e procuram cada vez mais incentivar o desenvolvimento pessoal da equipe com integrações, projetos e eventos sociais para que a parceria entre os membros da equipe seja cada vez mais consolidado, gerando resultados positivos para o dia a dia da própria equipe e consequentemente da empresa, gerando resultado e lucro. Um ponto que não posso me furtar de mencionar é a interatividade do processo de avaliação e até mesmo a autoavaliação. Os membros da equipe encaram que o processo de avaliação por vezes é injusto e subjetivo. Para solucionar esse ponto é que solicitamos que o funcionário se avalie respondendo exatamente aos mesmos itens que ele será avaliado e logo depois o avaliador faz a sua avaliação do avaliado. Nesse processo, o próximo passo é o de comparar a autoavaliação com a avaliação feita pelo avaliador e discutir ponto a ponto. Isso traz um clima de justiça e satisfação ao avaliado, evitando assim que saia do processo se sentido injustiçado e “contaminando” outros membros da equipe com essa opinião. No próximo e último módulo abordaremos os seguintes assuntos: Administração de Tempo da Equipe, Soluções práticas para economizar tempo, Dicas para economizar tempo, Comunicação da Equipe, Como manter a Motivação da Equipe, Como influenciar a Equipe e falaremos também sobre Lucros, Empresas e Equipes. Como lidar com esses conceitos e como é possível ter lucros para a equipe. MÓDULO IV 4 ADMINISTRAÇÃO DE TEMPO DA EQUIPE Antes de qualquer raciocínio sobre o tema, vamos entender um pouco o que é tempo, e não estou me referindo ao conceito meteorológico e sim ao conceito de grandeza cronológica. O tempo é algo limitado, transitório e efêmero — e por isso mesmo, difícil de ser controlado. Vamos a uma situação prática do nosso dia a dia. De modo quase que inevitável, as pessoas percebem que atualmente (o hoje) dispõem de bem pouco tempo para realizar tarefas, contudo, imagina que amanhã (o dia seguinte), o tempo será suficiente. Mas quando o amanhã chega é que percebemos que o tempo parece tão escasso ou até mais escasso que no dia anterior. Se você puder identificar e eliminar as atividades que geram desperdício de tempo (ou, pelo menos, reduzi-las consideravelmente), irá encontrar um modo de controlar o seu próprio tempo. Em uma época em que a competitividade global determina a capacidade que a empresa terá para sobreviver num mercado de múltiplas escolhas, a racional gestão do tempo resultará em dias menos estressantes, equipes mais centradas com um clima e ambiente de trabalho mais adequado, prazos cumpridos e metas alcançadas, gerando uma perfeita sintonia entre a vida pessoal e profissional. Lendo esse parágrafo, parece fácil, não é mesmo? Mas é! Depende apenas de como você age e se planeja, pois se deixarmos o dia acontecer sem que sejamos proativos e de forma planejada, torna-se não só difícil, mas impossível. O grande segredo é assumir as rédeas da situação e conduzir o processo para se conquistar a autonomia. O que devemos fazer para sermos bem-sucedidos no uso que damos ao nosso “pouco” tempo é planejar. E planejar significa, na prática, identificar eventos futuros e trazê-los para o presente, de forma que possamos fazer alguma coisa agora. Na realidade, não podemos controlar tudo, mas podemos ter influência sobre a maioria das coisas se cumprirmos um processo de forma correta, com início, meio e fim. Nesse aspecto, o planejamento minucioso é o ponto de partida para um sistema eficiente de administração do tempo. Para começar, não perca tempo com coisas que vão empatar seu desenvolvimento profissional e, no segundo momento, frustrá-lo. Gerenciar o tempo só dá certo quando o mais importante for feito em primeiro lugar. Porém, aqui há uma armadilha: prioritário não é o mesmo que urgente. Vale ressaltar que o urgente pode incomodar e normalmente não é importante. Já o prioritário, consequentemente, está relacionado com a busca de objetivos e metas que, por sua vez, pavimentam o crescimento e o aperfeiçoamento individual. O domínio desta ferramenta passa pela definição que se deseja dar à carreira aliada à vida pessoal. Trata-se do caminho perfeito em busca da felicidade. Lembre-se de que a eficácia com que se usa o gerenciamento do tempo pode construir ou destruir negócios, tendo ainda um impacto tremendo em nossa vida. Portanto, pense e aja imediatamente! Figura 5 4.1 SOLUÇÕES PRÁTICAS PARA ECONOMIZAR TEMPO O passo inicial para podermos economizar nosso tempo, sendo mais produtivo, objetivo, sem perder a qualidade e o foco é conhecermos nossas tarefas. Precisamos primeiro conhecer “contra o que estamos” lidando. Sendo assim, inicialmente, devemos estar seguros de que conhecemos nossos objetivos pessoais, os objetivos da nossa equipe e os objetivos da empresa, de forma a saber o que vamos priorizar para fazer e onde vamos fazer. Organize um registro diário, que chamaremos de “Lista Mestra”, que mostre como você atualmente despende seu tempo durante um determinado período. Faça uma avaliação desse tempo: se o estão utilizando de forma sensata e correta, marcando os pontos em que poderiam ser implementadas as melhorias. Essa é a melhor forma de conhecer “o monstro” com que estaremos nos deparando. Se possível, organize sua lista mestra numa folha em separado, com letra grande e utilize um tempo (sem desespero e pressa) olhando e analisando minuciosamente as tarefas, atividades e compromissos. Figura 6 Pode parecer que não, mas o simples fato de fazer essa lista mestra, mesmo que não façamos mais nada além de gerar a lista mestra, já traz um resultado surpreendente. Se você não quiser fazer nada além da lista mestra, faça o seguinte: gere a lista mestra numa folha em separado, como falamos anteriormente, coloque-a num lugar bem visível para que você durante o dia consiga visualizá-la a qualquer instante e cada vez que você finalizar algum item da lista mestra, risque o item da lista, “nunca apague” e sim risque, dando a sensação de “tarefa cumprida, menos uma”. O nosso psicológico é influenciado por esse simples fato e causa um efeitode motivação por estarmos conseguindo cumprir nossas obrigações. Mas o ideal é que não só geremos essa lista mestra, mas também continuemos com o processo de administração de tempo como tem que ser feito. Para tal, precisamos executar os próximos passos que serão esclarecidos a seguir. O próximo passo, fruto da análise de nossa lista mestra é um planejamento e uma priorização, que mais adiante ensinaremos como fazer. Vamos inicialmente falar do Planejamento e das dificuldades de fazê-lo. A implementação de um planejamento de administração do tempo não se faz de modo fácil. Mas é inevitável. As formas mais práticas de analisar suas cargas de trabalho, como organizar-se, delegar tarefas etc., são difíceis por si mesmas, especialmente se você não deu a máxima atenção a essas atividades antes. Além disso, há outros obstáculos a serem encarados, tais como: Atitude Esse ponto é importante e seu reconhecimento é muito difícil. A atitude é algo que precisa ser mudada. Quando digo que é difícil, estou me referindo em ser humilde e reconhecer que sempre ou quase sempre agimos de forma errada e bastante amadora. Deverá ocorrer uma mudança total quanto às atitudes de um indivíduo, uma reavaliação completa em tudo o que se realizou antes, talvez incluindo também a possibilidade de que, até agora, o desempenho tem sido fraco ou que há uma falha completa em alguns casos. Economizar e aproveitar o tempo ao máximo tem de se tornar uma prioridade. Hábitos A expressão “cultivar hábitos antigos é como vestir roupa velha” revela- se bastante apropriada, no que diz respeito à administração do tempo. Um planejamento não pode ser aplicado genericamente a todas as ocasiões, mas deve ser reformulado continuadamente. Os maus hábitos tendem a reaparecer depois de algum tempo, e com maior frequência do que se imagina. Se por meio do planejamento conseguimos sucesso, não podemos deixar de executar tarefa alguma desse planejamento, pois a tendência será o de confiar mais na memória do que nas agendas ou na lista mestra. Se não tiver a disciplina que se exige, em pouco tempo uma quantidade de papéis é deixada para ser vista no dia seguinte e, novamente, as pausas para o café estendem- se. Hábitos novos e um planejamento de tempo devem ser desenvolvidos e mantidos. Cargas de Trabalho Às vezes, as cargas de trabalho de uma pessoa parecem tão pesadas, diversificadas e intermináveis que, reestruturá-las dentro de uma administração do tempo, parece uma tarefa impossível. A agenda está sempre lotada! Ninguém pode realizar o trabalho de forma correta, ninguém dá conta de toda a papelada, ninguém consegue participar de tantas reuniões e assim por diante. Mas não importa qual a natureza ou nível do montante de trabalho. O desenvolvimento de um planejamento adequado irá, sem dúvida, melhorar a situação. Cultura da Empresa O modo pelo qual a empresa é estruturada e dirigida pode, em geral, ser um problema para o líder da equipe que tem consciência da limitação do tempo. Talvez ele precise trabalhar como parte da equipe e fique na dependência de que outros completem suas tarefas antes que ele possa efetuar as próprias. Possivelmente, as tarefas não são previsíveis e não podem entrar no cronograma até a última hora, e que mudanças inesperadas tenham de ser feitas continuamente, todas elas dificultando o planejamento, mas nunca serão impossíveis, caso haja um planejamento em vigor. Bem, falamos até agora de forma bastante simplificada da nossa lista mestra, mas quais os passos para termos uma lista mestra com qualidade e que contemple tudo que é necessário para depois priorizarmos? Precisamos focar os seguintes itens na geração da nossa lista mestra: Registrar as atividades É o passo inicial, no qual listamos as nossas atividades, tarefas e compromissos sem nos preocuparmos com quanto tempo precisaremos para executá-las e se a sua realização depende de alguma outra tarefa ou de alguma pessoa. Estimar a duração do tempo de trabalho Nesse ponto, precisaremos estimar a duração das atividades da nossa lista mestra. Reparem que mencionei estimar e não dizer com exatidão o tempo que levaremos para executar a tarefa. Estimativa tem o objetivo de balizar o tempo. O nosso banco histórico de realização de tarefas e as experiências anteriores farão com que cada vez mais sejamos precisos nas estimativas. Atribuir dependências E por fim precisaremos registrar as dependências entre as atividades e as dependências entre recursos. Esse procedimento é extremamente necessário, mas existe um ponto que não pode ser desconsiderado, o desperdício. Na geração de nossa lista mestra, consideramos, por exemplo, que nosso dia possui em média oito horas por dia de disponibilidade para serem dedicadas à realização de tarefas. Mas esse pode ser um dos principais motivos para não conseguirmos finalizar as tarefas que planejamos. Para tal, precisamos mapear esses desperdícios. Veremos a seguir como mapearmos esses desperdícios. Adquira o hábito de passar alguns momentos ao final de cada hora anotando exatamente o que você fez na hora que acabou de passar. Talvez você ache mais fácil registrar em códigos cada atividade em particular, por exemplo: R para reuniões, I para impressos, C para pausas para o cafezinho, A para o almoço, e assim por diante. Tente anotar tudo, até as interrupções, com “T”! Estabeleça uma rotina de anotações regulares em vez de ficar contando com a sua memória, pois isso torna seu trabalho seletivo e impreciso. Esse procedimento só trará visibilidade em aproximadamente duas semanas, que é quando faremos uma análise dos tempos gastos e com quais atividades. Ao reavaliar o seu tempo, você deve somar o número exato de horas trabalhadas, retirando os desperdícios. Você perceberá que o seu “dia útil” é inferior ao que julgava anteriormente (8 horas) e talvez essa seja a explicação de sua lista mestra não diminuir e, muitas vezes, inclusive aumentar. Para que possamos ter um dia mais produtivo precisaremos eliminar gradativamente os desperdícios. Isso será nossa meta. Após ter analisado seu volume de trabalho, de um modo amplo e minucioso, você pode começar a atuar no sentido de organizar-se. A fim de fazer isso de maneira adequada, é preciso priorizar as tarefas que você estará executando pessoalmente, e pensar na possibilidade de utilizar um plano diário e, ao mesmo tempo, elaborar planos para oferecer assistência adicional, se e quando necessário. Ao estabelecer prioridades há três providências a serem tomadas, destacando: Atividades Urgentes Ao fazer o levantamento de todas as suas atividades, coloque uma marca (U) ao lado daquelas que necessitem ser executadas com maior urgência. Por exemplo: pode ser urgente atender de imediato ao telefonema de um cliente, ou dar um retorno o mais breve possível. Talvez seja útil classificar cada atividade em uma escala de 1 a 5, sendo 5 a mais urgente. Atividades Importantes Do mesmo modo, você pode em seguida, nesse mesmo levantamento, assinalar com (I) as atividades que tenham particular importância. Por exemplo: pode ser importante que você termine um relatório sobre um programa de treinamento do qual você participou. Também aqui é interessante classificar cada atividade dentro de uma escala de 1 a 5, sendo 5 a mais importante. O equilíbrio entre urgência e importância Neste ponto, é útil colocar suas atividades dentro de um “raio de prioridades” como mostra a figura abaixo. As que forem colocadas no ângulo superior direito são muito urgentes e muito importantes ao mesmo tempo, sendo essas as que devem ser executadas em primeiro lugar (1). No ângulo inferior direito, as tarefas que forem muito importantes, mas não urgentes, vêm em segundo lugar (2). As atividades colocadas no ângulo superior esquerdo não são importantes, mas sãomuito urgentes, e talvez você as realize em terceiro lugar (3). Por fim, as tarefas no ângulo inferior esquerdo não são importantes e nem urgentes, e ficam por último (4). Figura 7 Muito Urgentes Não Muito Importantes Importantes Não Urgentes FONTE: Arquivo pessoal do autor. 4.2 DICAS PARA ECONOMIZAR TEMPO Algumas dicas que temos que sempre ter em mente e que nos ajudará e muito com a equipe. Planejamento: Toda hora aplicada em planejamento eficiente poupa três ou quatro horas na execução, e produz melhores resultados. Delegação de poderes ou Empowerment: É a chave da administração eficaz. Atribuir tarefas para outras pessoas a fim de liberar o tempo para tarefas mais importantes. Organização: A organização é outro fator facilitador na execução das tarefas. A organização deve existir principalmente nas informações. Recursos Tecnológicos: Use-os para evitar deslocamento desnecessário, podemos citar como exemplo a “conference call”. Comunicação: A linguagem simples, concisa e isenta de ambiguidades assegura a compreensão e poupa o tempo com mal- 1 4 2 3 entendidos. Falaremos mais adiante de forma detalhada sobre comunicação. Tomada de decisões: A análise de decisão tem que ser precisa e baseada em informações seguras para que o problema possa ser atacado de forma imediata. Concentração: Tempo mínimo (anterior à ação) que se julgar necessário para conseguir progresso em menos tempo. Figura 8 FONTE: Arquivo pessoal do autor. E não custa lembrar os tópicos abaixo como vitais para uma excelente administração de tempo, tanto pessoal quanto da equipe: Estabeleça metas: anuais, mensais, semanais e diárias. Programe as tarefas e atividades da semana e do dia, em função das metas. Identifique as atividades que levem aos resultados e concentre-se nelas. Faça as coisas em ordem de prioridade. Controle, diariamente, as atividades realizadas e os resultados alcançados. Saiba onde seu tempo é realmente empregado. Estabeleça data e hora para início e fim de cada atividade. Elimine desperdiçadores de tempo. Melhore suas rotinas e hábitos de trabalho. 4.3 COMUNICAÇÃO DA EQUIPE Um dos processos fundamentais que constitui a base para quase todas as atividades nas equipes e nas organizações, é a comunicação. É o processo pelo qual as vidas são conduzidas. Dentro de um contexto empresarial, a importância da comunicação é demonstrada pelo fato de que os líderes passam mais de 75% do tempo se comunicando. Para que uma comunicação seja bem-sucedida é preciso ter um retorno positivo e para isso é necessário traçar alguns parâmetros antes de se iniciar a comunicação. É preciso ressaltar que o processo de comunicação envolve alguns elementos como o emissor, codificação, mensagem, canal, decodificação e o receptor. O emissor é o agente ativo que faz a emissão da mensagem. Mensagem esta que é emitida por um código de linguagem, no caso a codificação da mensagem, que será interpretada ou traduzida pelo receptor, processo de decodificação. Esta mensagem é enviada ao receptor por meio de um canal de comunicação, que faz o transporte da informação. Identificar o receptor da mensagem é um fator primordial para uma boa comunicação. Saber com quem está se comunicando possibilita traçar a forma de realizar essa comunicação. Um elemento essencial na comunicação e dentro de uma equipe é o feedback. Mas e o que é o feedback? É o conjunto de sinais perceptíveis que permitem conhecer o resultado da mensagem, é o processo de se dizer a uma pessoa como você se sente em função do que ela fez ou disse. Para isso, é necessário fazer perguntas e obter as respostas, a fim de verificar se a mensagem foi recebida ou não, e mais do que isso, o que a pessoa entendeu. As equipes e organizações, para serem viáveis, precisam possuir e utilizar os meios adequados para enviar e conseguir informações sobre o ambiente que a cerca e além das informações a respeito dela mesma. Para se manter firme no mercado é preciso usufruir bastante do processo de informação. Saber o que fazer com a informação obtida é outro passo importante para o sucesso de qualquer organização. Figura 9 FONTE: Arquivo pessoal do autor. Sendo assim, é fundamental trabalhar a comunicação na equipe e na empresa. A velocidade com que as informações são conseguidas e administradas pode marcar a linha de vida de uma equipe e de uma empresa. As novas tecnologias (como e-mail, por exemplo) propiciam, cada vez mais, o grande volume e a grande velocidade do tráfego de informações. Não é qualquer um que realiza uma boa comunicação nas equipes e nas empresas. O processo de comunicar exige mais do que um simples envio de mensagem para os receptores. “Comunicação exige inteligência, reflexão, estudos de casos, processos, disciplina, bom senso, velocidade, trabalho em grupo, etc. É ciência e técnica” (NEVES, 2000, p. 30). Mas, infelizmente existem alguns tipos que são destrutivos em uma equipe e consequentemente a uma empresa, vejamos alguns exemplos: Rebaixador: tende a humilhar os outros. Vejamos algumas frases típicas: 1) “Esse tipo de sugestão fora da realidade é algo bem seu, Sérgio”. 2) “Você está brincando, não?” Incitador: Tende a aumentar a ansiedade. Frases típicas: 1) “Enquanto falamos a respeito, sua equipe ainda não atendeu aos pedidos que precisamos...”. 2) “Eu não gostaria de estar em seu lugar.” 3) “Que pretensão, hem?” Cínico: Não se compromete, tende a fugir das responsabilidades. Algumas frases típicas: 1) “Já vimos tudo isso antes.” 2) “Ai de você se fizer, e ai de você se não fizer.” Censor: Tende a se achar superior. Abaixo, frases típicas: 1) “Não acredito que você esteja falando sério sobre isso...” 2) “Você quer dizer ‘e’, não ‘mas’!” 4.4. COMO MANTER A MOTIVAÇÃO DA EQUIPE Os estudos sobre motivação e liderança já acontecem há muito tempo nas organizações. A Administração Científica de Taylor (considerado “pai” da administração científica e escritor de livros como “O Princípio da Administração Científica”) e seus seguidores baseavam-se no “homo economicus”, cujo estudo tinha como base apenas o comportamento do homem motivado pelo dinheiro, recompensas salariais e materiais do trabalho. Assim sendo, toda abordagem clássica da Administração era voltada para este modelo de motivação. Mas, segundo Chiavenato (autor de “Introdução a Teoria Geral da Administração” e “Gerenciando com Pessoas”), a experiência de Hawthorne (ocorreu na Western Electric Company, à partir de 1927, para determinar qual a relação existente entre a intensidade da iluminação e a eficiência dos operários, ou seja, sua produtividade), veio demonstrar que o pagamento ou salário, mesmo quando generoso, não é o único fator decisivo na satisfação do trabalhador dentro da situação de trabalho. Com a teoria das Relações Humanas, passou-se a estudar a influência da motivação no comportamento das pessoas. A partir daí percebeu-se a diferença básica entre incentivo ou gratificação e motivação. O incentivo ou gratificação tem a conotação de estímulo, ou seja, o funcionário trabalha baseado numa meta para atingir com a finalidade de ter direito a gratificação. O que ocorre nesse ponto é que ao atingir a meta, o objetivo, o funcionário esmorece e compromete a produtividade, até que se fixe nova meta ou novo objetivo. Não quer dizer que não seja uma forma de motivar, mas é apenas uma delas e podemos nos arriscar a dizer que não é a principal. Já a motivação é um sentimento de comprometimento e de vontade frequente de desempenhar as tarefas e de se doar para um bem comum. A responsabilidade, o comprometimento e o profissionalismo estão acima de tudo.É muito difícil conseguirmos que a equipe chegue nesse ponto de amadurecimento, mas o mais importante e difícil, é que a equipe permaneça nesse ponto. Vale deixarmos registrado que a motivação é contagiante, e que toda a equipe pode vir a estar motivada quando conseguimos motivar alguns membros da equipe. Mas o contrário também é verdade, ou seja, a desmotivação também é contagiante, então cuidado e atenção. O líder sempre tem que estar atento às insatisfações da equipe, às dúvidas e aos pontos de desacordo. O líder precisa atuar sempre que necessário, a reunião com a equipe é uma excelente postura e ajuda a identificar esses riscos, como sugestão, faça com alguma frequência e dê um nome sugestivo a essas reuniões, do tipo “Canal Livre”. FIGURA 10 Elogiar, a principal motivação: Como o trabalho de motivação é bastante difícil, o líder não deve esquecer-se de elogiar as pessoas. Duas dicas são importantes: “Elogie em público e Corrija em particular” e “Encontre maneiras de elogiar todo seu pessoal não privilegiando apenas um integrante da equipe”. Dessa forma, os membros do grupo estarão tendo o retorno do que fazem e poderão corrigir os erros durante a implementação das ações, deixando-os bastante à vontade para discussões e participações efetivas. 4.5 COMO INFLUENCIAR A EQUIPE A influência é uma característica que deve ser desenvolvida pelo líder e é por meio da influência que conseguimos fazer com que a equipe faça o que tenha que ser feito. Devemos considerar três fatores que influenciam a equipe: o ambiente, a própria equipe e o indivíduo. A equipe é inicialmente influenciada pelo ambiente onde está inserida, recebendo influência do tipo de organização na qual está inserida, das definições estratégicas e operacionais. A equipe que recebe ou deixa de receber da administração, das facilidades (ou dificuldades) materiais e psicológicas que tem para trabalhar, e de outros fatores que podem vir a afetá-la positiva ou negativamente. Na maioria das vezes, essas influências têm raízes nas decisões gerenciais. A equipe também recebe influência de si mesmo, pois apresenta peculiaridades próprias como: tamanho, idade, ideologia e tipo de missão entre outras. Pesquisas demonstram que o tamanho da equipe interfere no resultado, equipes menores conseguem atingir um consenso mais rapidamente que um com muitos participantes. A equipe é afetada ainda pelo indivíduo, com suas características, interesses e valores, que na interação com os demais, gera um determinado resultado para a equipe. James Hunter em seu livro “O Monge e o Executivo” diz categoricamente que “liderança era a capacidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente na busca dos objetivos identificados como sendo para o bem comum”. Hunter também compara influência com autoridade e afirma que a autoridade é “a habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que você quer por causa de sua influência pessoal”. Mas como construir influência sobre as pessoas? Como conseguir que as pessoas realizem de bom grado o nosso desejo? Como envolver as pessoas e fazer com que se comprometam com o que você diz? Sobre o que se constrói a autoridade? Fico de novo com o posicionamento de Hunter na liderança servidora, que diz que para influenciar as pessoas e consequentemente a equipe e consequentemente alcançar a autoridade devemos servir e nos sacrificar em prol da equipe. O líder deve identificar e satisfazer as necessidades legítimas do indivíduo e da equipe. Hunter compara o “servir” com a lei da colheita, que todos os fazendeiros conhecem. Você colhe o que planta. Você me serve, eu servirei você. Você se arrisca por mim, eu me arrisco por você. Quando alguém nos faz um favor, nós não nos sentimos naturalmente devedores? É assim que conseguimos ter o comprometimento de todos na equipe. A autoridade é construída dia após dia, atitude após atitude. Mas temos que ter cuidado com a “influência”, isso porque alguns “líderes” podem utilizar a sua influência e domínio que possui sobre uma equipe para influenciar pessoas para benefício pessoal, e isso deixa de ser simples influência e recebe o nome de “manipulação”. Aos membros da equipe viram verdadeiras marionetes nas mãos do “líder”. É preciso estar atento ao interesse que tem por trás da influência que o “líder” está exercendo, na liderança honesta e que pensa em favor da equipe a razão da influência sempre será a busca de um benefício mútuo, ou seja, para “líder”, mas também para toda a equipe. Então, o trabalho em equipe demanda certo grau de empatia por parte dos líderes, levando-os assim, ao conhecimento das necessidades dos indivíduos e da equipe, de forma que eles possam buscar a satisfação de todos. A busca por essa empatia requer algumas atividades por parte dos líderes, como a disponibilização de tempo para conversar, negociar, ouvir e aceitar sugestões, de forma a garantir o bom desenvolvimento da equipe. Aproveitando a oportunidade, quero deixar claro que muitas pessoas ainda confundem empatia com simpatia. A empatia é uma condição psicológica que permite a uma pessoa sentir o que sentiria caso estivesse na situação e circunstância experimentada por outra pessoa. E é isso mesmo. Ver o mundo com os olhos de nosso interlocutor. Inclusive ver a nós mesmos. A simpatia pressupõe solidariedade, a empatia pressupõe compreensão. A simpatia cria um envolvimento emocional, que pode prejudicar o julgamento. A empatia estabelece comunicação eficiente. Bem, não podemos esquecer que a liderança vem com a influência e a autoridade, e elas são conquistadas sempre por meio de ações, nunca por omissões ou por acharmos que sendo “chefe” de alguma equipe por si só já teremos respeito, admiração e autoridade. Você terá poder, o que é necessário, mas não um elemento vital para construir a liderança da equipe. Como já sabemos, não precisamos ser “chefes” para ser líderes. 4.6 LUCROS, EMPRESAS E EQUIPES Motivar os funcionários da empresa, além de melhorar os resultados, gera mais lucro para todos. A mão de obra é o principal fator de melhoria de competitividade das empresas. Já vimos durante o curso que o principal tipo de motivação não é o salário, não é essa a forma de motivar que surte mais efeito e faz com que nossa equipe encarne o espírito e senso de equipe, mas não é por isso que vamos nos esquecer de recompensar financeiramente a nossa equipe. 4.6.1 Como lidar com esses conceitos O lucro é o objetivo mais importante para a sobrevivência das empresas, contudo não é o fator único de resultados. Existem vários fatores que determinam o grau de desempenho de uma empresa, porém o fator essencial é a participação dos funcionários na vida dela. Quem só recebe ordens fica infeliz e não se motiva no trabalho. Para que o funcionário sinta que comanda pelo menos parte da sua vida profissional, é necessário criar mecanismos de estímulos à sua atuação, por meio de uma política moderna de gestão de equipe, observando os princípios, já consagrados, de justiça social em empresas localizadas em países mais adiantados. A descentralização, o aprimoramento contínuo dos recursos humanos, o envolvimento intenso e livre do pessoal nas decisões, além de constituírem princípios de competitividade, são fatores que aumentam substancialmente à eficácia das empresas, a produtividade, a qualidade dos produtos, a alegria de seus funcionários, reduzindo a burocracia existente. Deixar que os funcionários tenham mais responsabilidades nas suas decisões, disseminando o poder hierárquico nos escalões abaixo, torna-os mais felizes interiormente, sabendo que o seu trabalho será considerado, pois sentem-se mais satisfeitos profissionalmente. A criatividade cresce com sugestões novas, ficam mais capazes de trabalharem equipe e em esquema de cooperação, mais produtivos e com responsabilidades na eficiência da gestão do segmento onde atuam. Outro fator que estimula o funcionário a assumir mais responsabilidades, a decidir rápido e corretamente, é o acompanhamento mais brando e mais ameno das falhas involuntárias ocorridas no trabalho. Quando ocorre uma falha, a melhor maneira é a verificação das causas, com a respectiva análise e correção dos problemas, e não taxar as consequências. É mais fácil o funcionário aceitar as críticas e procurar corrigir as falhas sabendo que seu trabalho é importante. Mas, ao mesmo tempo, um erro com características de omissão ou desleixo por parte de algum funcionário pode ter como causa uma sobrecarga de trabalho muito grande no setor. É importante localizarmos a procedência deste erro, verificando exaustivamente as causas, chegando à melhor solução para evitar, no futuro, fatos idênticos. Os funcionários motivados, com a satisfação de afeição, crescem em autoconfiança, tendo maiores estímulos para o trabalho, deixando de ser “tarefeiros”, passando a participar da empresa, sabendo quem são os clientes e quais os resultados. Ficam mais participativos e quem ganha com isso é a equipe, mas mais ainda quem ganha é a empresa, pois aumentam as ideias, aumenta a produtividade e consequentemente aumentam os lucros. Poucos empresários atualmente perceberam que dar treinamento, criar bem-estar para os funcionários, gerar incentivos financeiros e de formação e principalmente motivar sua equipe são investimentos e não gastos. Poucos veem o valor empregado com essas atitudes como parte de um processo de consolidação no mercado e de posterior ascensão da empresa. 4.6.2 É possível ter lucro para a equipe? As equipes de alto desempenho não surgem por acaso, nem por fatalidade. São extremamente orientadas por Indicadores de Desempenho e Gestão e a todo o momento comparam seu desempenho efetivo com parâmetros previamente acordados e estabelecidos, corrigindo seus desvios em prol do sucesso da operação. Nem sempre as empresas têm as melhores práticas, mas é necessário trabalhar para que isso aconteça. E os responsáveis por fazer as mudanças são os gestores de cada equipe. Já está comprovado que a capacidade dos líderes influenciarem positivamente sua equipe tem papel determinante nos resultados financeiros de cada área. Assim, de acordo com estudos realizados durante 25 anos pela Gallup Organization com empresas do mundo todo, unidades diferentes da mesma empresa têm produtividade e lucratividade diferentes porque a percepção dos funcionários muda de acordo com a gestão local de equipe. As empresas têm alguns instrumentos para incentivar os funcionários e consequentemente as equipes, por meio de metas alcançadas e participação de lucros. Nesse sistema de recompensa todos ganham: o funcionário, a equipe e a empresa. O maior problema que as empresas se deparam no processo de distribuição de lucros e que sempre é motivo de questionamento é o critério de avaliação. Já abordamos sobre o processo de avaliação, mas também sabemos que se o processo não estiver muito bem definido, com critérios bem estabelecidos e sem margens para dúbias interpretações, podem causar confusões e insatisfações. Então um processo que deveria ter um efeito positivo pode ter um efeito contrário e causar um mal-estar na equipe, então cuidado ao definir o processo de distribuição de lucros. Defina muito bem o processo, tanto com relação aos critérios de avaliação quanto ao processo propriamente dito. Vejamos um exemplo de como poderemos ter um processo de participação de lucros, desde sua avaliação, critérios e finalmente o direito da participação. FASE I - Divulgando o Projeto A empresa deverá divulgar aos seus colaboradores a necessidade da elaboração/criação do Programa de Participação de Lucros (PPL), expondo que o mesmo é lei e que é previsto em Convenção Coletiva (se for o caso). Dicas: Poderá ser divulgado por meio de reuniões, ou aviso em murais. Cuidados: A empresa deverá esclarecer que o programa será benéfico para ambas às partes, pois se os funcionários não acreditarem neste processo haverá desmotivação, portanto, causará prejuízos tanto para a empresa como para funcionários. Isso sem falar no boicote que pode ocorrer caso o Programa seja implantado “na marra”. FASE II - Formando a Comissão Mista do PPL Escolha de representantes dos funcionários por votação secreta que farão parte da comissão mista juntamente com os representantes da empresa para definição do Programa (PPL). FASE III - Reuniões de Desenvolvimento do Plano pela Comissão Mista Esta fase envolve num primeiro momento, somente a comissão mista empossada, podendo os representantes dos funcionários, convocarem reuniões com os demais funcionários sempre que acharem necessário obterem respaldo para suas reivindicações e esclarecerem pontos que numa primeira análise julgaram negativa para os funcionários. Dicas: Para a elaboração de metas, parâmetros, bem como para outras definições, os membros da comissão deverão reunir-se o maior número de vezes possíveis, sempre se recomenda em reuniões de até uma hora de duração, podendo os membros representantes dos funcionários reunirem-se sem a presença do representante da empresa, desde que se assim acharem necessário. No caso de impasse nas negociações a comissão mista de comum acordo deverá indicar um mediador e independentemente da opção por este escolhida deverá ser acatada pela comissão. Cuidados: Todas as metas ao serem definidas deverão ser embasadas documentalmente, analisando-se o histórico da empresa dos últimos anos. Portanto, as metas deverão ser balanceadas, sempre com nítidas possibilidades de serem atingidas. FASE IV - Encerrando o Desenvolvimento do Plano (PPL) Esta fase encerra oficialmente as negociações da comissão mista, ou seja, todas as metas e parâmetros foram negociados e acordados. Se necessária for alguma alteração no plano, a comissão mista deverá reunir-se, contudo, antes de algum acordo oficial, o representante dos funcionários deverá reunir-se com os mesmos (funcionários) obtendo o aval para a(s) mudança(s). Dicas: No caso de qualquer mudança no plano a partir desta fase, estas deverão estar amparadas legalmente com atas de reuniões e/ou assembleias, notificando inicialmente a comissão mista, tendo de acordo, notificando posteriormente toda a empresa, por meio de comunicados oficiais. Cuidados: As atas e/ou Assembleias deverão estar assinadas sempre por 100% dos participantes da comissão mista e pela maioria dos funcionários. Se um ou mais representante(s) dos funcionários se desligar da empresa, deverá haver nova eleição para substituição imediata na comissão. FASE V - Realizando a aferição de Atingimento do Resultado das Metas e Divulgando o Resultado Utilizando-se da periodicidade preestabelecida na Fase III a comissão mista deverá reunir-se e analisar o atingimento das metas. Dicas: A comissão poderá reunir todos os funcionários de uma só vez ou em pequenos grupos e apresentar os resultados, salientando os pontos positivos e negativos, o que deverá/poderá ser feito para melhorar o plano para próxima edição. Cuidados: A empresa/Comissão Mista deverá, após as reuniões de acompanhamento das metas, divulgar conforme preestabelecido no plano os índices de atingimento; permitindo assim aos funcionários que avaliem os resultados obtidos no período para que possa ser verificada/avaliada a necessidade de eventuais ajustes, objetivando o atingimento das metas. A não divulgação conforme acima poderá acarretar a nulidade da meta, sendo a mesma considerada plenamente atingida e realizada pelos funcionários. Divulgar os resultados do plano para todos os funcionários via correio eletrônico e murais da empresa.Este é apenas um passo a passo de exemplo para entendermos que o processo existe, tem uma abrangência e finalidade enorme, mas precisa ter-se extremo cuidado, pois podem gerar problemas que como falamos anteriormente não é o objetivo da participação de Lucros. 4.7 CONCLUSÃO Como podemos constatar durante todo o curso, o trabalho em equipe é primordial para o funcionário, para o líder e para a empresa. O líder tem papel importantíssimo na seleção, formação e manutenção da equipe. Obtendo autoridade por meio da influência e fazendo com que toda a sua equipe esteja numa perfeita sintonia em busca dos objetivos comuns atingindo as metas e alcançando o desenvolvimento contínuo. O trabalho do líder não é fácil, precisamos abdicar de muita coisa, e em certos momentos anularmos objetivos pessoais em prol da equipe. Uma grande equipe começa na seleção dos integrantes, depois na formação, com treinamento, comprometimento, valorização dos membros da equipe e avaliação de desempenho constante gerando retorno para a equipe. E não se esqueça: a capacidade de ser líder perante um grupo de pessoas transformando-as em uma equipe de sucesso pode ser alcançada por meio de treinamento. O líder pode ser formado, engana-se quem pensa que os líderes já nascem líderes. Então, mãos a obra para entender todos os conceitos, técnicas e metodologias da liderança. Integre também esse seleto grupo de líderes que estimulam o trabalho em equipe, os ganhos serão de todos. Bom trabalho e se possível, em equipe. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CHANG, Richard Y. Construindo uma equipe de sucesso. São Paulo: Futura, 1999. CHIAVENATO, Idalberto. Teoria Geral da Administração. São Paulo: Makron Books, 1993. DAVEL, Eduardo. VERGARA, Sylvia Constant. Gestão com Pessoas e Subjetividade. São Paulo: Atlas, 2001. EQUIPE COOPERS&LYBRAND (Coord. Vicente Picarelli Filho). Remuneração por habilidade e por competências: preparando a organização para a era das empresas de conhecimento intensivo. São Paulo: Atlas, 1999. GIBSON, Jane. Whitney. The supervisory challenge. 2. ed. Prentice-Hall, 1990. HARDINNGHAM, Alison. Trabalho em Equipe. Rio de Janeiro: Nobel, 1995. ARAUJO, Luis César G. de. Gestão de Pessoas: Estratégias e Integração Organizacional. São Paulo: Atlas, 2005. MAGINN, Michael D. Eficiência no Trabalho em Equipe. Tradução de Lúcia Leite Rosa. São Paulo: Nobel, 1996. PARKER, Glenn M. O poder das equipes: guia prático para implementar equipes interfuncionais de alto desempenho. Rio de Janeiro: Campus, 1994. PARKER, Glenn M. Team Players & Teamwork: a equipe e seus Integrantes – A nova estratégia competitiva. São Paulo: Pioneira, 1994. www.portaleducacao.com.br 1 PROF: RAQUEL TINOCO Treinamento Funcional | Portal Educação GESTÃO DE EQUIPES www.portaleducacao.com.br