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EXAME RETAL 
É a fase final do exame abdominal de rotina, sendo que o 
paciente deve ser instruído a esvaziar a bexiga e o intestino 
antes do exame começar. 
Lembrar de: 
1. Cumprimentar o paciente 
2. Explicar como será realizado o exame e sua 
importância além de explicar que o paciente poderá 
sentir alguns impulsos (vontade urinar ou defecar), 
mas que isso não ira ocorrer 
3. Colocar o paciente na posição correta 
POSIÇÃO DO PACIENTE 
Litotomia 
modificada 
– para 
pacientes 
que não 
conseguem 
ficar de pé 
ou não se 
precisa fazer 
um exame 
detalhado 
 
Posição de 
Sims 
 
 
Pode-se usar ainda a posição com o paciente em pé, 
inclinado, com os ombros e cotovelos apoiados na mesa de 
exame → É mais utilizada principalmente pelos homens e 
permite uma melhor inspeção do ânus e palpação do reto 
 
INSPEÇÃO ANAL 
Com o paciente em posição adequada, o médico utilizando 
os polegares enluvados deverá afastar as nádegas do 
paciente com delicadeza. 
O ânus normalmente encontra-se fechado, com pregas 
cutâneas suaves dirigidas radialmente para o orifício anal. A 
pele perineal é geralmente mais pigmentada. 
ALTERAÇÕES MAIS COMUNS 
1. Lesões elementares da pele e sinais inflamatórios 
2. Anomalias congênitas 
3. Plicomas anais (pregas excedentes de pele na 
margem anal) 
4. Escoriações decorrentes do prurido anal 
5. Hemorroidas 
6. Fissuras 
7. Condilomas e abcessos 
8. Fístulas 
9. Neoplasias. 
Na região sacrococcígea podemos encontrar os cistos 
dermoides. 
 
 
 Condiloma anal 
Devemos ainda solicitar ao paciente que “faça força para 
baixo, como se estivesse fazendo coco” no sentido de 
exteriorizar hemorroidas internas ocultas, pólipos e 
prolapso de mucosa retal. 
TOQUE ANORRETAL 
Técnica: 
▪ É feito com o dedo indicador da mão direita 
usando-se luva ou dedeira, enquanto a mão 
esquerda afasta as nádegas do paciente 
▪ Após lubrificar o dedo adequadamente (com 
vaselina ou xilocaína gel), encosta-se a polpa digital 
sobre o orifício anal fazendo uma leve compressão 
no sentido de relaxar e vencer a resistência do 
esfíncter externo do ânus, introduzindo o dedo com 
leve movimento de rotação. 
▪ Geralmente, consegue-se examinar até 10 
centímetros além da borda anal. 
▪ Deve-se avaliar o canal anal e o reto 
CANAL ANAL 
No canal anal, avalia-se: 
1. Tônus do esfíncter anal (normotônico, hipotônico 
ou hipertônico) 
2. Sensibilidade (doloroso ou indolor) 
3. Elasticidade (normal, diminuída ou inelástico) 
4. “Tumorações” (trombos hemorroidários, papilas 
hipertróficas, neoplasias benignas e malignas). 
 
O toque anorretal doloroso na hipertonia do esfíncter 
quase sempre indica fissura anal, processos inflamatórios 
e/ou lesões estenosantes do canal anal (papilites, criptites, 
neoplasias), além de trombose hemorroidária e abscessos. 
O esfíncter hipotônico ocorre nas pessoas idosas, na doença 
hemorroidária, na ressecção do esfíncter. 
RETO 
A ampola retal normalmente está vazia, tem paredes lisas, 
depressíveis, ligeiramente móveis e indolores. Além disso, o 
reto é constituído pelas paredes posterior, lateral e anterior. 
A parede anterior do reto apresenta características especiais 
em cada sexo: 
▪ Homem: palpam-se a próstata, as vesículas 
seminais – quando acometidas por processo 
inflamatório ou neoplásico –, o fundo de saco 
retovesical e a válvula de Houston inferior. 
▪ Mulher: palpam-se a parede retovaginal, o colo 
uterino, o corpo do útero, o fundo de saco de 
Douglas e a válvula de Houston inferior. 
O encontro de abaulamento do fundo de saco de Douglas, 
na mulher, ou do fundo retovesical, no homem, torna 
possível o diagnóstico precoce da ascite e, quando se 
apresentam dolorosos, sugerem a presença de abscesso, 
anexite e apendicite, bem como outros processos 
inflamatórios dos órgãos e estruturas pélvicas. 
Na bolsa de Douglas é possível encontrar ainda o sinal 
prateleira de Blumer → tumor com metástase geralmente 
do pulmão, pâncreas e estomago sendo percebida como 
uma estrutura endurecida na região 
Ao toque das faces laterais e posterior da parede retal, 
pode-se perceber a espinha ilíaca, cóccix e a região sacral 
inferior. Essas paredes são palpáveis em busca de pólipos 
(sésseis – aderidas por uma base – ou pedunculados). 
Podem-se ainda reconhecer pelo toque retal os fecalomas, 
frequentes no megacólon chagásico. 
A única maneira de examinar toda a circunferência da 
parede retal é virar de costas para o paciente, fazendo uma 
hiperpronação da mão do examinador (Avaliar a posição de 
12 e 3h da porção retal) 
 
Após a retirada do dedo, ao finalizar o toque retal, convém 
examinar o material que costuma aderir a ele (pus, sangue 
ou fezes), cuja presença pode oferecer subsídio para o 
diagnóstico. 
 
O reto anterior apresenta uma superfície peritoneal, 
sendo assim, o exame do toque retal pode revelar dor 
caso haja inflamação peritoneal 
PALPAÇÃO DA GLANDULA PROSTÁTICA 
As características semiológicas a analisar são: 
▪ Tamanho (noz e simétrica) 
▪ Consistência (elástica, regular e depressível) 
▪ Superfície (lisa) 
▪ Contornos (precisos) 
▪ Sulco mediano 
▪ Mobilidade da próstata (discretamente móvel) 
 
ANUSCOPIA /COLPOSCOPIA ANAL OU CANAL ANAL 
Observa-se o canal anal e a parte final do reto inferior, não 
sendo feito de forma rotineira no clínico geral. 
Detecta: hemorroidas internas e categorizar o grau, 
laceração, fissura, pólipo no canal anal ou reto inferior além 
de ver inflamações, câncer nessas localidades. 
Geralmente, é feito a partir dos 40 anos ou pessoas com 
sintomas (sangramento, dor, muco) 
TÉCNICA 
Introduz o anuscopico com o mandril, depois de inserido, o 
mandril é retirado, sendo assim, torna-se possível observar 
todo o canal anal 
Pode colocar um anestésico para diminuir a dor do paciente

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