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PPRREEPPAARRAAÇÇÃÃOO PPAARRAA OO EEXXAAMMEE ESCOLA DE AVIAÇÃO CONGONHAS SANTOS SSIISSTTEEMMAA DDEE AAVVIIAAÇÇÃÃOO CCIIVVIILL SSAACC www.eaconsantos.com EEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS SAC - Sistema de Aviação Civil Santos Dumont Alberto Santos-Dumont nasceu no dia 20 de julho de 1873 no sítio Cabangu, no Distrito de Palmira, em Barbacena, MG. Filho de Henrique Dumont, engenheiro civil de obras públicas e mais tarde cafeicultor em Ribeirão Preto, SP, e de Francisca Santos Dumont, filha de tradicional família portuguesa vinda para o Brasil com D. João em 1808. O pai Henrique, de ascendência francesa, teve papel fundamental na trajetória do filho Alberto, pois percebendo nele o fascínio pelas máquinas – que existiam em grande quantidade na fazenda Andreúva – direcionou os estudos do rapaz para a mecânica, a física, a química e a eletricidade, não fazendo questão que ele se formasse em engenharia, como foi o caso dos outros filhos. Em 1891, Alberto contando 18 anos, emancipado pelo pai, foi para Paris completar os estudos e perseguir o seu sonho de voar, surgido aos 15 anos com a visão, nos céus de São Paulo, de um balão livre (balões livres são aqueles que fazem sua ascensão sem possuir nenhum tipo de dirigibilidade, ficando ao sabor das correntes aéreas). Ao chegar em Paris, Alberto se admira com os motores de combustão interna a petróleo que começavam a aparecer impulsionando os primeiros automóveis e compra um para si, esquadrinhando todo o seu funcionamento. Logo estava promovendo e disputando as primeiras corridas de automóveis em Paris. SAC - 02BLOCO II http://www.fab.mil.br/fab/personalidades/sdumont/sdumont_acervo/acervo/sd1014.jpg http://www.fab.mil.br/fab/personalidades/sdumont/sdumont_acervo/acervo/sd1014.jpg http://www.fab.mil.br/fab/personalidades/sdumont/sdumont_acervo/biografia/sd1010.jpg http://www.fab.mil.br/fab/personalidades/sdumont/sdumont_acervo/biografia/sd1064.jpg http://www.fab.mil.br/fab/personalidades/sdumont/sdumont_acervo/biografia/sd1152.jpg Carvalho's Realce Carvalho's Realce EEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS Com a morte do pai um ano depois, o jovem Alberto sofre um duro golpe emocional, mas as palavras do velho Henrique não foram esquecidas. Alberto continua os estudos e não se deixa levar pelos encantos perigosos da Cidade-Luz. Em 1897 Alberto, já conhecido como Santos-Dumont pelos próximos, faz seu primeiro vôo num balão livre alugado. Um ano depois projeta e constrói, com a ajuda de operários e construtores de balões franceses, seu primeiro balão livre, o “Brasil” , homenageando sua pátria. Logo em seguida, associando os leves motores de combustão interna a petróleo a seus leves balões e construindo engenhosos lemes, Santos-Dumont inventa os balões dirigíveis: Balão 1, Balão 2, Balão 3, Balão 4, Balão 5, Balão 6, que se sucedem em prêmios no Aeroclube de França e sucesso na imprensa européia, imprensa norte-americana e no Brasil. O inventor agora é o centro das atenções, despertando o interesse militar para seus balões. Em 1905, na platéia de uma corrida de lanchas num quente verão em Cote D’Azur, Santos-Dumont avista uma potente lancha com motor Antoinette de 24 HP, e começa aí a planejar o mais-pesado-que-o-ar. Aproveitado o sucesso dos planadores e em especial o planador cubo de Hargraves, o inventor constrói o primeiro avião, o 14 bis, com o motor Antoinette, usando o balão nº 14 para testes de estabilidade. Já em 7 de setembro de 1906 o 14 Bis deu um primeiro salto no ar, mas faltou potência. Em 23 de outubro, com motor Antoinette de 50 HP, o 14 Bis voou, decolando, mantendo-se no ar por uma distância de 60 metros, a três metros de altura e aterrisou. Era o primeiro vôo homologado do mais-pesado-que-o-ar, para uma multidão de testemunhas eufóricas no campo de Bagatelle. Toda a imprensa francesa no dia seguinte louvou o fato histórico. Era o triunfo de um obstinado brasileiro e a conquista do prêmio Archdeacon oferecido pelo Aeroclube de França. O dinheiro do prêmio foi distribuído para seus operários e os pobres de Paris, como era o costume do inventor. Santos-Dumont recebeu diversas homenagens por toda a Europa, nos EUA e América Latina, em especial no Brasil, onde foi recebido com festas e euforia. Seus projetos foram aperfeiçoados por outros aviadores e projetistas, já que ele não os patenteava e não desejava adquirir bens materiais com suas invenções, mas idealizava dotar a Humanidade com meios de facilitar as comunicações, desgostando-se com o uso agressivo que o avião teve na I Guerra Mundial. Ainda projetando, vemos Santos- Dumont construir o avião n°19 e n°20, conhecido como Demoiselle, com grande sucesso. SAC - 03BLOCO II http://www.fab.mil.br/fab/personalidades/sdumont/sdumont_acervo/biografia/sd1064.jpg http://www.fab.mil.br/fab/personalidades/sdumont/sdumont_acervo/biografia/sd1132.jpg http://www.fab.mil.br/fab/personalidades/sdumont/sdumont_acervo/biografia/sd1087.jpg http://www.fab.mil.br/fab/personalidades/sdumont/sdumont_acervo/biografia/sd1107.jpg http://www.fab.mil.br/fab/personalidades/sdumont/sdumont_acervo/biografia/sd1121.jpg http://www.fab.mil.br/fab/personalidades/sdumont/sdumont_acervo/biografia/sd1191.jpg http://www.fab.mil.br/fab/personalidades/sdumont/sdumont_acervo/biografia/sd1228.jpg http://www.fab.mil.br/fab/personalidades/sdumont/sdumont_acervo/biografia/sd2_balao6.jpg http://www.fab.mil.br/fab/personalidades/sdumont/sdumont_acervo/biografia/sd1395.jpg http://www.fab.mil.br/fab/personalidades/sdumont/sdumont_acervo/biografia/sd1395.jpg http://www.fab.mil.br/fab/personalidades/sdumont/sdumont_acervo/acervo/sd1221.jpg Carvalho's Realce EEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS Em 1909, cansado e com a saúde já abalada por tantos perigos – afinal era projetista, financiador, construtor e piloto de testes de suas aeronaves – Santos-Dumont resolve deixar de lado os projetos aeronáuticos, recebendo, até a sua morte, em 23 de julho de 1932, muitas e merecidas homenagens no Brasil e no exterior, recebendo o justo epíteto de “o Pai da Aviação”. CONVENÇÃO DE PARIS - 1.919 Em 1919 o processo de internacionalização da Aviação Civil iniciava com a convenção de Paris. Principal cláusula: Definir o problema da caracterização da natureza jurídica do espaço aéreo, seus resultados foram importantes para a consagração da teoria da soberania do Estado sobre o espaço aéreo. O surgimento da CINA – COMISSÃO INTERNACIONAL DE NAVEGAÇÃO AÉREA é o principal embrião para a organização da Aviação Civil Internacional. Foi dissolvida por ocasião na criação da ICAO – Chicago 1.944. CONVENÇÃO DE VARSÓVIA – 1.929 Estabeleceu regras uniformes relativas à responsabilidade das empresas transportadoras aéreas no que se refere aos passageiros em caso de lesão ou morte em acidentes aéreos. Unificou regras relativas ao transporte internacional e criou os modelos de documentos necessários ao transporte: bilhetes de passagem e conhecimento aéreo. CONVENÇÃO DE CHICAGO – OACI – 07/12/1. 944. Dispõe sobre uniformidade da Aviação Civil Internacional em base de igualdade de oportunidades, economia, eficiência e segurança. SAC - 04BLOCO II http://www.fab.mil.br/fab/personalidades/sdumont/sdumont_acervo/biografia/sd1370.jpg Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce EEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS OACI-ICAO A Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), em inglês International Civil Aviation Organization (ICAO) tem sua sede em Montreal, no Canadá. Podem ser membros integrantes da OACI, os Estados que pertençam a ONU (Organização das Nações Unidas). A OACI prevê, no seu art. 44, os objetivos: desenvolver os princípios e técnicas denavegação aérea e estimular o planejamento e desenvolvimento do transporte aéreo internacional, de modo a torná-lo mais seguro, regular, eficiente e econômico. A OACI publica seu material informativo nos idiomas: inglês, espanhol, russo, francês, chinês e árabe. Finalidades Permitir o desenvolvimento da Aviação Civil Internacional de maneira segura e ordenada e que os serviços de transporte aéreo internacional possam ser estabelecidos sobre uma base de igualdade de oportunidade, sadia e econômica, tendo suas disposições aplicadas unicamente às aeronaves civis. Os 96 artigos da Convenção de Chicago estabeleceram as prerrogativas e restrições de Estados Contratantes e dispuseram sobre a adoção de normas internacionais, procedimentos internacionais e práticas recomendadas que viessem a regulamentar a navegação aérea. Aconselharam a implantação de instalações de navegação pelos Estados Contratantes e sugeriram a facilitação do transporte aéreo através da redução das formalidades de alfândega e imigração. A Convenção aceitou o princípio de que nenhum serviço aéreo regular internacional poderia operar sobre o território de um Estado membro sem seu prévio consentimento. Nesta Convenção, procurou-se obter acordos recíprocos em escala mundial, mas só conseguiram obter apenas a garantia das duas primeiras liberdades do ar, ou seja, de SOBREVÔO e de ESCALAS TÉCNICAS. Nessa conferência, ficou estabelecido que se dissolvesse a COMISSÃO INTERNACIONAL DE NAVEGAÇÃO AÉREA (CINA), criada pela Convenção de Paris de 1.919 e que era até então, o órgão aeronáutico internacional mais importante responsável pela elaboração das normas internacionais. SAC - 05BLOCO II Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce EEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS Com a extinção da CINA, institui-se, então, através da Convenção de Chicago, uma nova entidade, com os mesmos poderes da organização extinta, além de outros. A nova entidade (Art. 43 da Convenção) denominou-se ORGANIZAÇÃO DE AVIAÇÃO CIVIL INTERNACIONAL – OACI, oficialmente criada em 07 de Dezembro de 1.944, com sede em Montreal, Canadá. A Organização da Aviação Civil Internacional é um organismo no qual se fazem representar os governos de mais de 180 países, inclusive o Brasil. Prevê: -REPRESENTAÇÃO em todos os Estados contratantes; -FACILITAÇÃO E PADRONIZAÇÃO de operações do transporte aéreo; -DISSOLUÇÃO DA CINA; -REGULAMENTAÇÃO da soberania no espaço aéreo de todos os Estados contratantes. A sigla ICAO significa INTERNATIONAL CIVIL AVIATION ORGANIZATION e é composta de um órgão soberano chamado ASSEMBLÉIA, e outro executivo denominado CONSELHO. Todo Estado contratante ou associado tem a responsabilidade de cumprir e fazer cumprir as determinações, convenções, acordos, tratados, normas e recomendações emanadas da Associação, a menos que oficialmente formule uma justificativa sob o nome de DIFERENÇA. Os diversos departamentos da ICAO são chamados de ANEXOS e cada ANEXO trata de uma área específica. O Brasil adota, atualmente, 18 (dezoito) Anexos: 01 – Licença de pessoal; 02 – Regras do ar; 03 – Serviço Meteorológico para Navegação Aérea Internacional; 04 – Cartas Aeronáuticas; 05 – Unidades de Medidas; 06 – Operações de Aeronaves: 07 – Marcas de Nacionalidade e de matrícula das aeronaves; 08 – Aeronavegabilidade; 09 – Facilitação; 10 – Telecomunicações Aeronáuticas: 11 – Serviço de Tráfego Aéreo; 12 – Busca e salvamento; 13 – Investigação de Acidentes Aeronáuticos; 14 – Aeródromos 15 – Serviços de Informação Aeronáutica; SAC - 06BLOCO II Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce EEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS 16 – Proteção ao Meio Ambiente – ruído de aeronaves; 17 – Segurança Aérea; 18 – Cargas Perigosas. OACI – FUNCIONAMENTO Órgãos Permanentes: Conselho da OACI; Comissão de Navegação Aérea Comitê de Transporte Aéreo; Comitê Jurídico; Escritórios Regionais. Órgãos não permanentes: Assembléias; Conferências; Painéis; Grupo de Trabalho. A OACI funciona da seguinte forma: 01 – Diversas Comissões permanentes, formadas por diversos técnicos dos países membros, dedicam-se ao estudo, pesquisa e propostas de regulamentações de vários assuntos pertinentes à Aviação Civil Internacional. 02 – Estes Assuntos são encaminhados ao Conselho, que é o órgão permanente diretor da OACI, constituído por representantes de 30 países, entre os quais o Brasil participa até hoje. 03 - O Conselho submeterá todas as propostas à Assembléia Geral, que é o Órgão Soberano da OACI. COMISSÃO DE NAVEGAÇÃO AÉREA SAC - 07BLOCO II Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce EEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS A principal comissão a qual compete o desenvolvimento das normas internacionais é a COMISSÃO DE NAVEGAÇÃO AÉREA, responsável pela análise, coordenação e planejamento de todo o trabalho da OACI, no que se refere à Navegação Aérea. A Comissão é auxiliada pela Secretaria Técnica do Depto. de Navegação Aérea (AIR NAVEGATION BUREAU), formada por profissionais de todo o mundo. Assim, todas as recomendações e regulamentações que emanam da OACI resultam de uma decisão, se não unânime, pelo menos pela maioria dos 180 países. A comissão de Estudos de Navegação Aérea Internacional – CERNAI é o órgão de assessoramento da ANAC em assuntos relativos à navegação aérea internacional. - 1.945 Associação de Transporte Aéreo Internacional Histórico : As empresas aéreas se reuniram paralelamente e verificaram que havia necessidade de coordenar, de forma multilateral, sem redução de sua competência e personalidade, certos aspectos de interesse mútuo. Esse era o ano de 1944 e, no ano seguinte, em Abril, na cidade de Havana (Cuba), foi criada a IATA, que a partir de então se denominou Associação Internacional de Transporte Aéreo. A IATA possui, atualmente, mais de 150 membros, que são empresas representando mais de 100 bandeiras, e se qualifica a si própria como uma entidade privada internacional neutra. Não tem fins lucrativos, e sua manutenção está baseada nas quotas que as empresas pagam. Enquanto a OACI é uma entidade pública, a IATA é uma entidade privada. São as duas faces de uma mesma moeda. Os fins e objetivos da Associação, conforme o artigo III dos seus estatutos são: SAC - 08BLOCO II Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce EEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS 1) Promover o transporte aéreo em bases regulares, econômicos e seguras, em benefício dos povos do mundo; desenvolver o comércio aéreo e estudar os problemas relacionados; 2) Prover os meios de colaboração entre os transportadores aéreos engajados, direta ou indiretamente, nos serviços de transporte aéreo internacional; e 3) Cooperar com a Organização de Aviação Civil Internacional – OACI – e com as outras organizações internacionais. Para maior facilitação desse terceiro item, o Escritório Central da IATA será sempre na mesma cidade onde estiver a sede da Organização Civil Internacional (atualmente em Montreal, Canadá), e sua sede é em Genebra na Suíssa. ESTRUTURA: A estrutura da IATA no seu mais alto nível de decisão é representada pelo Comitê Executivo que é eleito para um mandatode três (03) anos. Ele é integrado por 21 presidentes de empresas aéreas, atendendo a uma representação regional e proporcional. Há também os denominados Comitês Permanentes que são: 1) Jurídico 2) Financeiro 3) Comercial ou de Tráfego 4) Operativo ou Técnico. Esses quatro Comitês Permanentes são integrados por membros das empresas aéreas filiadas a IATA e por elementos do secretariado da organização. A IATA não se ajusta ao conceito de um monopólio ou cartel, pois as empresas associadas mantêm suas identidades política e comercial, deliberam sobre seus equipamentos e podem vetar as decisões que prejudiquem seus interesses. Na área tarifária, todas as decisões tomadas têm de ser aprovadas pelos governos das empresas interessadas, antes de sua aplicação ao mercado. Composta de empresas voluntariamente associadas para estabelecerem o equilíbrio na competição e não se prejudicarem mutuamente, as empresas associadas à IATA acabam como fiscais de si próprias, sofrendo as sanções por todas fixadas quando, por ventura, faltosas. SAC - 09BLOCO II Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce EEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DE TRANSPORTE AÉREO LATINO-AMERICANA ALTA (anteriormente AITAL) É uma entidade privada sem fins lucrativos integrada pelas empresas aéreas latino-americanas, cujo objetivo é unir e coordenar os esforços dos seus Membros para facilitar o desenvolvimento do transporte aéreo da região latino-americana e estabelecer os canais de colaboração e comunicação existentes entre aqueles para benefício mútuo, da indústria e de seus usuários. O Poder Aeroespacial é a projeção do Poder Nacional que dispõe a Nação para controlar e utilizar o espaço aéreo com propósito definido. Com este objetivo foi criado em 1.941 o Ministério da Aeronáutica, uma instituição nacional permanente e regular, a qual cabe a responsabilidade do planejamento centralizado do poder aeroespacial brasileiro. Atualmente com a unificação dos três Ministérios passou a chamar-se Comando da Aeronáutica. O Poder Aeroespacial é composto por: - FAB - Força Aérea Brasileira; - Aviação Civil; - Infra-estrutura Aeronáutica; - Órgão Tecnológico e Científico Aeroespacial; - Indústria Aeronáutica. MINISTÉRIO DA DEFESA Decreto no 3.466, de 17 de maio de 2000. Ministério da Defesa O Ministério da Defesa, órgão da administração direta, tem a seu cargo a direção superior das Forças Armadas com vistas ao cumprimento de sua destinação constitucional e de suas atribuições subsidiárias. Comando da aeronáutica (COMAER) SAC - 010BLOCO II Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce EEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS Missão A missão do Comando da Aeronáutica alicerça-se, fundamentalmente, na Constituição da República Federativa do Brasil (Art. 142), na Lei Complementar nº 97, de 09 de junho de 1999 (Art. 18) e em outras legislações, como o Decreto nº 3.466, de 17 de maio de 2000 (Art. 33 da Estrutura Regimental do Ministério da Defesa). CENTRO TECNÓLOGICO AEROESPACIAL O Centro Técnico Aeroespacial - CTA, criado na década de 50, em São José dos Campos SP, é uma organização do Comando da Aeronáutica que tem por finalidade a realização das atividades técnico-científicas relacionadas com o ensino, a pesquisa e o desenvolvimento aeroespaciais de interesse do Ministério da Defesa. O CTA é composto por quatro institutos: Instituto Tecnológico de Aeronáutica - ITA Ministra a educação e o ensino, necessários à formação de profissionais de nível superior nos setores da Ciência e da Tecnologia, nas especialidades de interesse da aviação em geral e do Comando da Aeronáutica, em particular. O Instituto mantém cursos de graduação, de especialização e extensão universitária e de pós-graduação. Promove, através do ensino e da pesquisa, o progresso da Ciência e da Tecnologia, relacionados com as atividades do Setor Aeroespacial. SAC - 011BLOCO II http://www.ita.cta.br/� http://www.fab.mil.br/ http://www.fab.mil.br/ http://www.defesa.gov.br/ http://www.ita.cta.br/ Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce EEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS I Desenvolve atividades de pesquisa e desenvolvimento no cam aeroespacial. Com ênfase às áreas de materiais, foguetes de sondagem, sistemas bélicos, sistemas aeronáuticos, ciências atm nstituto de Aeronáutica e Espaço - IAE po osféricas, ensaios em vôo e ensaios de componentes aeroespaciais. I Desenvolve estudos e pesquisas em diversas áreas das ciências puras e aplicadas, tais como: física de alta energia, física nuclear, física de plasma, física molecular e atômica, física óptica, laser, de nstituto de Estudos Avançados - IEAv senvolvimento de software e eletrônica digital. I Atua em programas de apoio e de infra-estrutura industrial, para melhoria da qualidade e capacitação da indústria brasileira. O Instituto responde pela homologação e certificação dos produtos da indústria aeronáutica, cuidando de programas de padronização, metrologia, qualidade industrial e de transferência de tecnologia, além nstituto de Fomento e Coordenação Industrial - IFI de estar credenciado a fornecer às indústrias o certificado ISO 9000. SAC - 012BLOCO II http://www.iae.cta.br/� http://www.ieav.cta.br/� http://www.ifi.cta.br/� Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce EEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS O SAC (Sistema de Aviação Civil) foi criado pelo decreto nº 5.144 – 12/09/69. ISTEMA DE AVIAÇÃO CIVIL NACIONAL ivil Brasileira como uma reserva mobilizável do Poder Aéreo acional. 6 S O Sistema de Aviação Civil tem como objetivo proporcionar ao Comando da Aeronáutica uma condição de melhor coordenar e organizar a Aviação C N BLOCO II SAC - 013 DEPARTAMENTO DE AVIAÇÃO CIVIL – DAC a vigência da AGENCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL ). GENCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL – ANAC. O Departamento de Aviação Civil (DAC) era uma organização subordinada ao Comando da Aeronáutica – Ministério da Defesa, cuja missão era estudar, orientar, planejar, controlar, incentivar e apoiar as atividades da Aviação Civil pública e privada, além de manter o relacionamento com outros órgãos no trato dos assuntos de sua competência. Suas atividades foram encerradas no dia 17 de Março de 2006, com (ANAC A Depois de cinco anos tramitando no Congresso Nacional, a Lei 11.182 que criou a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) foi aprovada em 27 de setembro de 2005 e implantada em 20 de março de 2006. A diretoria colegiada, formada por cinco diretores, foi nomeada pelo Presidente da República e possui mandato de cinco anos. Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce EEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS A ANAC tem sua origem nas competências do DAC, que eram estabelecidas no art. 18 do Anexo I do Decreto nº 5.196, de 26 de agosto de 2004, que dispunha: “...ao Departamento de Aviação Civil compete planejar, gerenciar e controlar as atividades relacionadas com a aviação civil”. Portanto,em virtude dessa competência, o DAC qualificava-se como “autoridade aeronáutica”, exercendo, por via de conseqüência, as atividades relacionadas a essa função pelo Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986). Com o advento da Lei nº 11.182, de 2005, a atividade de autoridade aeronáutica foi transferida, com todas as suas responsabilidades, para a ANAC, pelo disposto no §2º do art. 8o desse dispositivo legal, confirmado pelo texto do art. 3o do Anexo I ao Decreto nº 5.731, de 20 de março de 2006. A existência da Agência Reguladora segue uma tendência mundial. Ela possui uma estrutura administrativa inovadora em relação ao modelo legal anterior, que regulava as atividades do DAC. Este era subordinado ao Comando da Aeronáutica, órgão militar integrante da estrutura do Ministério da Defesa. Já no caso da ANAC, a relação com o Ministério da Defesa é de vinculação. LEI 11.182 Cria a Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC, e dá outras providências. Art. 1º Fica criada a Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC, entidade integrante da Administração Pública Federal indireta, submetida a regime autárquico especial, vinculada ao Ministério da Defesa, com prazo de duração indeterminado. Parágrafo único. A ANAC terá sede e foro no Distrito Federal, podendo instalar unidades administrativas regionais. Art. 2º Compete à União, por intermédio da ANAC e nos termos das políticas estabelecidas pelos Poderes Executivo e Legislativo, regular e fiscalizar as atividades de aviação civil e de infra-estrutura aeronáutica e aeroportuária. Art. 5º A ANAC atuará como autoridade de aviação civil, assegurando- se-lhe, nos termos desta Lei, as prerrogativas necessárias ao exercício adequado de sua competência. Art. 8º Cabe à ANAC adotar as medidas necessárias para o atendimento do interesse público e para o desenvolvimento e fomento da aviação SAC - 014BLOCO II Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce EEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS civil, da infra-estrutura aeronáutica e aeroportuária do País, atuando com independência, legalidade, impessoalidade e publicidade, competindo-lhe: I – representar o País junto aos organismos internacionais de aviação civil, exceto nos assuntos relativos ao sistema de controle do espaço aéreo e ao sistema de investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos; II – realizar estudos, estabelecer normas, promover a implementação das normas e recomendações internacionais de aviação civil, observados os acordos, tratados e convenções internacionais de que seja parte a República Federativa do Brasil; III – regular as condições e a designação de empresa aérea brasileira para operar no exterior; IV – regular e fiscalizar os serviços aéreos, os produtos e processos aeronáuticos, a formação e o treinamento de pessoal especializado, os serviços auxiliares, a segurança da aviação civil, a facilitação do transporte aéreo, a habilitação de tripulantes, as emissões de poluentes e o ruído aeronáutico, os sistemas de reservas, a movimentação de passageiros e carga e as demais atividades de aviação civil; V – regular e fiscalizar as medidas a serem adotadas pelas empresas prestadoras de serviços aéreos, e exploradoras de infra-estrutura aeroportuária, para prevenção quanto ao uso por seus tripulantes ou pessoal técnico de manutenção e operação que tenha acesso às aeronaves, de substâncias entorpecentes ou psicotrópicas, que possam determinar dependência física ou psíquica, permanente ou transitória; VI – promover a apreensão de bens e produtos aeronáuticos de uso civil, que estejam em desacordo com as especificações; VII – administrar o Registro Aeronáutico Brasileiro; VIII – expedir certificados de aeronavegabilidade IX – homologar, registrar e cadastrar os aeródromos; § 8º O exercício das atribuições da ANAC, na esfera internacional, dar- se-á em coordenação com o Ministério das Relações Exteriores. SAC - 015BLOCO II Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce EEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS GER – GERÊNCIA REGIONAL Espalhados por todo Brasil, as GERs atuam como elo entre a ANAC e a comunidade aeronáutica, exercendo as funções de fiscalização e orientação nas diversas áreas de atuação do sistema de aviação. Na intenção de descentralizar as atividades que competem à ANAC, a maior parte das sete GERs foi criada há mais de 20 anos e atuam como uma ANAC regional, atendendo a comunidade da área. Subordinadas a estas GERs, existem as 64 Seções de Aviação Civil (SACs), localizadas nos principais aeroportos do país. Estas Seções têm como característica o atendimento ao público e a fiscalização das empresas e profissionais do setor. As GERs substituíram os Serviços Regionais de Aviação Civil-SERAC. Desde março de 2006, os SERACs são designados como GERs. BLOCO II SAC - 016 GER 01 – BELÉM GER 02 – RECIFE GER 03 – RIO DE JANEIRO GER 04 – SÃO PAULO GER 05 – PORTO ALEGRE GER 06 – BRASÍLIA GER 07 – MANAUS Superintendências da ANAC Superintendência de Administração e Finanças - SAF Superintendência de Estudos, Pesquisas e Capacitação para Aviação Civil - SEP http://www.anac.gov.br/fiscalizacao.asp http://www.anac.gov.br/anac/sac.asp http://www.anac.gov.br/anac/saf.asp http://www.anac.gov.br/sepc/sep.asp http://www.anac.gov.br/sepc/sep.asp Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce GERs - O gerenciamento das demais unidades da federação estão distribuídos assim: Pará, Maranhão, e Amapá estão sob a tutela da GER 1. Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba integram a GER2. Os estados do Rio, Espírito Santo e Minas Gerais participam da GER 3. GER 4 é responsável por São Paulo. GER 5 é responsável por Porto Alegre, Curitiba e Santa Catarina. Distrito Federal, Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul são gerenciados pela GER 6. Os parques aéreos do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima fazem parte da GER 7. Bahia, Sergipe e Alagoas são partes da recém-criada - mas ainda não implantada - GER 8. Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce EEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS BLOCO II SAC - 017 Superintendência Infra-Estrutura Aeroportuária - SIE Superintendência de Relações Internacionais - SRI Superintendência de Segurança Operacional - SSO Superintendência de Serviços Aéreos - SSA IAC - INSTITUTO DE AVIAÇÃO CIVIL O Instituto de Aviação Civil, criado pelo Decreto n° 92857, de 27 de junho de 1986, é uma organização do Comando da Aeronáutica. Tem por atribuições a coordenação dos assuntos relacionados ao Transporte Aéreo, a Infra-estrutura Aeroportuária e a Instrução Profissional. O IAC realiza numerosos projetos e estudos no âmbito do transporte aéreo e capacita uma quantidade crescente de profissionais em aviação civil, de modo que estejam aptos a colocar em prática os novos desafios impostos pela aviação. Com a sua vasta atuação no planejamento do transporte aéreo, da infra-estrutura aeroportuária e na orientação da formação profissional - inclusive com o desenvolvimento de Cursos baseados em princípios científico-pedagógicos atualizados para o aperfeiçoamento dos profissionais da aviação civil -, o IAC vem alavancando com sucesso o nível de qualidade do meio aeronáutico. A Embraer - Empresa Brasileirade Aeronáutica S.A. é uma das maiores empresas aeroespaciais do mundo, posição alcançada graças à busca permanente e determinada da plena satisfação de seus clientes. Com mais de 35 anos de experiência em projeto, fabricação, comercialização e pós-venda, a Empresa já produziu cerca de 3.600 aviões, que hoje operam em 58 países, nos cinco continentes. A Embraer tem uma base global de clientes e importantes parceiros de http://www.anac.gov.br/anac/sie.asp http://www.anac.gov.br/anac/sri/sri.asp http://www.anac.gov.br/anac/sso.asp http://www.anac.gov.br/anac/ssa.asp http://www.dac.gov.br/cursos/transp.asp http://www.dac.gov.br/cursos/transp.asp http://www.dac.gov.br/cursos/Infranew.asp http://www.dac.gov.br/cursos/centro.asp Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce EEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS renome mundial, o que resulta em uma significativa participação no mercado. A Embraer foi a maior exportadora brasileira entre os anos de 1999 e 2001, e foi a segunda maior empresa exportadora nos anos de 2002, 2003 e 2004. Atualmente sua força de trabalho totaliza mais de 14.500 empregados, 95% baseados no Brasil e contribui para a geração de mais de 3.000 empregos indiretos. EMPRESA BRASILEIRA DE INFRA- ESTRUTURA AEROPORTUÁRIA A INFRAERO é uma empresa pública com 30 anos de tradição e credibilidade no mercado. Vinculada ao Ministério da Defesa, administra 66 aeroportos, 81 unidades de apoio à navegação aérea e 32 terminais de logística de carga. A cada ano, cerca de 250 milhões de pessoas passam por estes aeroportos, sendo aproximadamente 82 milhões de passageiros. Em 2004, o número de operações foi de cerca de dois milhões de pousos e decolagens. A INFRAERO armazena e paletiza 1,3 milhão de toneladas de cargas aéreas por ano. O Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, o maior em número de passageiros da rede, gera nada menos do que 53 mil empregos diretos e indiretos. Tem um movimento diário superior a 100 mil pessoas e um movimento anual que chega a 13 milhões de passageiros. Para gerenciar estas operações com a máxima eficiência, a Infraero desenvolveu um plano de obras arrojado, que tem como objetivo modernizar a infra-estrutura aeroportuária brasileira para os próximos dez anos. A INFRAERO é uma empresa nacional acostumada com os diversos sotaques regionais. Administra desde os maiores aeroportos brasileiros até alguns tão pequenos que sequer recebem vôos comerciais regulares – caso de aeroportos cuja função é representar a soberania nacional em áreas longínquas. Além disso, opera aeroportos equipados para funcionar como plataforma de helicópteros e outros cuja vocação está na logística de carga e de manuseio de mercadorias perigosas. SAC - 018BLOCO II Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce EEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS Como empresa pública presente em todo o país, a Infraero tem consciência de que todas as suas ações devem ser guiadas pela responsabilidade social. Sendo assim, implementa e administra ações educativas e culturais voltadas, sobretudo, aos seus funcionários e aos moradores do entorno aeroportuário. A empresa também investe em meio-ambiente, com programas que englobam diversas necessidades ambientais. DIRENG – DIRETORIA DE ENGENHARIA AERONÁUTICA Pertencendo a estrutura do COMAER – Comando da Aeronáutica, a Diretoria de Engenharia Aeronáutica possui a finalidade de tratar dos assuntos inerentes a tecnologia de infra-estrutura aeroportuária, bem como as atualizações necessárias para o melhor desenvolvimento de projetos aeroportuários. COMISSÃO DE AEROPORTOS DA REGIÃO AMAZÔNICA Missão: Projetar, Construir, Equipar e Recuperar os Aeroportos da Região Amazônica ou em outras Regiões do País e Executar obras Civis para Órgãos da Administração Federal, Estadual ou Municipal mediante convênios, desde que sejam do interesse do Comando da Aeronáutica. Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) Uma das atividades da ANAC é o registro de todas as aeronaves civis brasileiras. Este controle é feito pelo Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), da ANAC, que, entre outras atividades, controla marcas de matrícula e nacionalidade, emite certificados de matrícula, nacionalidade e aeronavegabilidade, reconhece direitos reais e de uso, bem como a aquisição de domínio de transferência, além do cancelamento de matrículas, registros, inscrições, averbações e fornecimento de certidões. O funcionamento e as atividades do Registro Aeronáutico Brasileiro estão regulamentados pela NSMA 58-47 SAC - 019BLOCO II Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce EEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS DIRSA – DIRETORIA DE SAÚDE AERONÁUTICA Em 02 de dezembro de 1941 foi criado pelo Decreto-lei n° 3872 o Quadro de Saúde da Aeronáutica, com efetivo de 80 médicos e a constituição da Divisão de Saúde da Diretoria de Pessoal, com o Cel.- Méd. Godinho dos Santos como chefe, cargo que exerceu até 12 de dezembro de 1944, quando a Divisão de Saúde da Diretoria de Pessoal, passou à Diretoria de Saúde, de acordo com o Decreto-lei n° 7147 de 12 de Dezembro de 1944. Mais tarde foi se percebendo a necessidade não só de Médicos, como também dos outros profissionais de Saúde; exemplo disto foram os Decretos-lei n° 8380, de 17 de dezembro de 1945 e n° 5376 , de 07 de dezembro de 1967, que criaram respectivamente os Quadros de Farmacêuticos e de Dentistas do Ministério da Aeronáutica. CEMAL – CENTRO DE MEDICINA AEROESPACIAL É a organização de saúde da aeronáutica para as atividades periciais de saúde e para o atendimento aos recursos sobre julgamentos realizados pelas JUNTAS ESPECIAIS DE SAÚDE, em primeira instância, no que se relacione com a legislação contida no RBHA 67. Este órgão está localizado no Rio de Janeiro. Um exemplo de Junta Especial de saúde na cidade de São Paulo é o HASP – Hospital da Aeronáutica de São Paulo que realiza a inspeção médica dos aeronavegantes. Existem Juntas Especiais de saúde em todos os Estados brasileiros. SISTEMA DE CONTROLE DO ESPAÇO AÉREO BRASILEIRO SAC - 020BLOCO II Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce EEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS O SISCEAB (Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro) é conduzido pelo Comando da Aeronáutica, através do órgão central do Sistema, o DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), com Sede na cidade do Rio de Janeiro e localizado no Aeroporto Santos Dumont. O DECEA gerencia o espaço aéreo do Brasil através de seus múltiplos órgãos Regionais, destacando-se entre eles os CINDACTA'S (Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle do Espaço Aéreo), que têm como incumbência manter seguro e confiável o fluxo do tráfego aéreo nas áreas sob sua jurisdição. São quatro os CINDACTA'S: CINDACTA 1(BRASÍLIA): no quadrilátero Rio/São Paulo/Belo Horizonte e Brasília; CINDACTA 2(CURITIBA): abrangendo os Estados do Paraná/ Santa Catarina e Rio Grande do Sul; CINDACTA 3(RECIFE): do Sul da Bahia até o Maranhão, abarcando toda a região Nordeste e, em particular, a área oceânica, que separa o Continente Sul-americano da África e Europa; CINDACTA 4(MANAUS/BELÉM): instalado na Região Amazônica. SAC - 021BLOCO II Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's RealceEEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS Todos os 8,5 milhões de km² do território nacional são cobertos por uma extensa rede de radares e estações de telecomunicações que garantem ao Brasil permanente vigilância de seu espaço aéreo soberano, porém, a área de responsabilidade do SISCEAB, perante a OACI (Organização da Aviação Civil internacional) é bem maior, atingindo os 13 milhões de km², uma vez que abrange também a área oceânica, até o meridiano 10°, quase às costas da África. O Brasil é um dos poucos países do mundo que detém autonomia em "softwares" de controle do tráfego aéreo e defesa aérea e o pioneiro em possuir um sistema integrado que sob uma mesma gerência monitora, exerce controle e age, coordenadamente, tanto nos movimentos aéreos da aviação civil, como naqueles relativos às operações militares. O sistema integrado é uma "invenção" brasileira e seu êxito comprovado, após mais de 20 anos de atividade, passou a ser recomendado aos demais países pela própria OACI como modelo de sucesso a ser copiado. O SISCEAB adentra o Século XXI capitaneando tecnologias de ponta e perfeitamente ajustado às necessidades futuras de apoiar o transporte aéreo do mundo globalizado, reafirmando sua liderança no Continente Sul-americano. SAC - 022BLOCO II Carvalho's Realce Carvalho's Realce EEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS SIPAER I – Desde o primeiro vôo de um objeto mais pesado que o ar, em 1.906, a aviação ocupou a vanguarda do desenvolvimento tecnológico nos meios de transporte. Aeronaves cada vez mais complexas e cada vez maiores são desenvolvidas, exigindo, além de pesados investimentos, também meios que garantam o transporte seguro de um número cada vez maior de pessoas. O conhecimento científico que o homem domina não admite mais o espírito de aventureirismo que, noutras épocas, caracterizou a aviação, desprezando inteiramente qualquer ato que caracterize imprudência. Toda a filosofia de segurança de vôo e prevenção de acidentes foi desenvolvida e continua sendo aperfeiçoada, de tal modo que a aviação transformou-se rapidamente no setor que mais investe em pesquisa, prevenção e segurança. E toda essa mentalidade baseia-se em dois ditados populares simples, mas extremamente eficazes: “É melhor prevenir” e “tirar lições dos próprios erros”. Em outras palavras, podemos afirmar que esta prática traduz-se em usar de todos os meios conhecidos, no sentido de evitar acidentes e, quando fortuitamente eles ocorram, investigá-los e analisá-los exaustivamente, de maneira que, retirando as lições deixadas, evitar que os outros ocorram pelos mesmos motivos. No Brasil, o SIPAER (Sistema de Investigação de Prevenção de Acidentes), está regulamentado pelo Decreto no. 87.249, de 07 de junho de 1.982. II - Com o crescimento da aviação houve necessidade de que um organismo passasse a atuar, normalizar e padronizar a prevenção e investigação de acidentes a nível mundial para que fosse possível uma mesma linguagem quanto aos reportes, relatórios e procedimentos. A prática de investigação de Acidentes Aeronáuticos foi inicialmente adotada pelo conselho em 11 de abril de 1.951 (conforme Art. 37 da Convenção da OACI, em Chicago – 1.944 e foi designado “Anexo 13” após a 1a seção em fevereiro de 1.946, e na 2a seção em fevereiro de 1.947). SAC - 023BLOCO II Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce EEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS O Anexo 13 trata em todos os seus itens da uniformidade dos procedimentos na notificação, investigação e transcrição dos reportes de acidentes e incidentes quanto à principalmente um maior atendimento a nível mundial. Ele especifica também as responsabilidades dos Estados contratantes. III - Responsabilidade dos Estados contratantes quanto à Segurança de Vôo. Comprometem-se os Estados participantes a enviar reforços a fim de proporcionar infra-estrutura aeronáutica adequada de modo a garantir operações de vôo seguras. Operação de vôo segura compreende desde a fiscalização na formação de pessoal especializado, sistema adequado de controle de tráfego aéreo, sistema aeroportuário, até vigilância anti-terror, entre outros. É também responsabilidade dos Estados participantes facilitarem e apoiar a incorporação de inovações técnicas que visem o aperfeiçoamento das aeronaves e equipamento em uso, bem como a contínua revisão dos regulamentos de modo a adequá-los às modificações introduzidas. IV – Segurança de Vôo no âmbito do Comando da Aeronáutica. Para que a aviação no Brasil atingisse também os níveis de segurança e que permitisse uma uniformização em toda a área de prevenção e investigação de acidentes aeronáuticos foi criado através do Decreto o SIPAER – Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, cuja filosofia é a união de todos os esforços dirigidos principalmente para a prevenção, mas também voltados à investigação. Transcrevemos então este Decreto e partes do NSMA (Normas de Serviço do Ministério da Aeronáutica), que regulamenta este decreto e normaliza o sistema, visando uma melhor compreensão. (I) – LEGISLAÇÃO Decreto no. 87.249, de 07 de junho de 1.982. Dispõe sobre o Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos e de outras providências. Presidente da República, usando das atribuições que lhe confere o art. 81, item III da Constituição, e de acordo com o previsto nos arts. 30 e 31 do Decreto-Lei no. 200, de 25 de fevereiro de 1.967, alterado pelo Decreto-Lei no. 900, de 29 de setembro de 1.969. SAC - 024BLOCO II Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce EEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS DECRETA Art. 01 – O Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SIPAER), instituído pelo Decreto no. 69.565, de 19 de novembro de 1.971, tem a finalidade de planejar, orientar, coordenar e executar as atividades de investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos. §1o – Para efeito deste decreto, as atividades de investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos são as que envolvem as tarefas realizadas com a finalidade de evitar perdas de vidas e de material, decorrentes de acidentes aeronáuticos. § 2o – A prevenção de acidentes aeronáuticos é responsabilidade de todas as pessoas físicas e jurídicas envolvidas com a fabricação, manutenção, operação e circulação de aeronaves, bem como as atividades de apoio de infra-estrutura aeronáutica em território brasileiro. Art. 02 – O Órgão central do SIPAER é o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), que tem sua constituição e competência definida em regulamento próprio. A sede do CENIPA é na cidade de Brasília. Art. 03 – AO CENIPA compete: 01- A orientação normativa do sistema; 02- A supervisão técnica do desempenho da atividade sistêmica, através da análise dos relatórios e outros dados elaborados e encaminhados pelos Elos do Sistema; 03- O controle da atividade sistêmica dos órgãos e elementos executivos, diretamente ou através da participação nas inspeções realizadas pelo Estado Maior da Aeronáutica. SAC - 025BLOCO II Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce EEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS 04- O provimento aos Elos do Sistema pertencente à estrutura do Comando da Aeronáutica, direta ou indiretamente, dos itens específicos necessários ao desempenho de sua atividade de sistêmica; 05- O planejamento e a elaboração das propostas para os Orçamentos anuais de investigação – Programas Anuais, com base em levantamentodos recursos necessários ao desempenho das atividades do Sistema, no que for de sua competência, inclusive os necessários às indenizações a terceiros decorrentes de acidentes aeronáuticos com aeronaves do Comando da Aeronáutica; 06- Busca permanente do desenvolvimento e da atualização de técnicas a serem adotadas pelo Sistema, em face da constante evolução tecnológica da atividade aérea; 07- A elaboração, a utilização e a distribuição das normas do Sistema; 08- A formação de pessoal para o exercício da atividade Sistêmica. Art. 04 – Os órgãos e os elementos executivos, Elos de Sistema, estão localizados na estrutura do Comando da Aeronáutica, de acordo com as necessidades de realização da atividade Sistêmica, e têm sua constituição estabelecida nos Regulamentos Internos das organizações a que pertencem. Parágrafo Único – São também considerados Elos do SIPAER os Órgãos ou Elementos Executivos estranhos ao Comando da Aeronáutica que, pela natureza de suas atividades, sejam necessários ou se sejam envolvidos nos Programas de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos. Sua constituição é estabelecida por normas internas das entidades a que pertencem. Art. 05 – Aos Elos do SIPAER compete: 01- A execução das atividades que lhes forem cometidas, segundo as normas elaboradas pelo CENIPA: SAC - 026BLOCO II Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce EEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS 02 – A elaboração e o encaminhando ao CENIPA dos relatórios e outros documentos relativos ao desempenho da atividade, aos resultados obtidos, ao material empregado e aos demais assuntos pertinentes ao Sistema; 03 – A remessa para apreciação do CENIPA de sugestões que visem o aperfeiçoamento do Sistema; 04 – Quando localizados na estrutura do Comando da Aeronáutica, o fornecimento ao CENIPA dos dados necessários ao planejamento e a elaboração das propostas orçamentárias, com base nos recursos indispensáveis ao desempenho da atividade Sistêmica. Art. 06 – Fica instituído sob a direção e coordenação do CENIPA a criação das normas, e o Comitê Nacional de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos – CNPAA, ficou atribuído a finalidade reunir representantes de entidades nacionais envolvidas, direta ou indiretamente, com a atividade aérea, com o objetivo de estabelecer a discussão, em nível nacional, de soluções para problemas ligados à Segurança de Vôo. Art. 07 – Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, o Decreto 69.565, de 19 de Novembro de 1.971, o Decreto 70.050, de 25 de Janeiro de 1.972 e as demais disposições em contrário. (II) NSCA - NORMAS DE SERVIÇO DO COMANDO DA AERONÁUTICA Transcrevemos a seguir algumas normas de serviço do Comando da Aeronáutica, como conceituações de vocábulos, expressões e siglas de uso do SIPAER, estruturas e atribuições, Planos de Emergência de Aeródromos, bem como responsabilidades. A – O SIPAER Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos é constituído pelos seguintes Órgãos e Elementos: SAC - 027BLOCO II Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce EEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS CENIPA – Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos é o órgão central do Sistema que tem suas atribuições definidas em Regulamento e Regimento Próprios. DIPAA – Divisão de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos – É o órgão pertencente a estrutura da AGENCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL. (AGORA SERIPA) SIPAA – Seção de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos. Ligado ao GER, é o órgão pertencente a estrutura das Bases Aéreas, do CTA, da AFA, da EPCAR, da EEAR, dos Parques de Material Aeronáutico, do CINDACTA, do GICLA, do GEIV, dos GER’s e do 2o. Elo. B – OS ELOS DO SISTEMA EC – Elemento Credenciado (pode ser civil ou militar), pessoa que conclui um dos estágios de segurança de vôo ou módulo de Prevenção do curso de Segurança de Vôo, com cartão válido habilitada para realizar tarefas específicas na investigação e na prevenção de acidentes e incidentes aeronáuticos. ASV – Agente de Segurança de Vôo. É a pessoa civil da ativa nas Forças Armadas ou Forças Auxiliares Brasileiras que concluiu o curso de Segurança de Vôo nos seus dois módulos, com cartão SIPAER válido, habilitados para realizar as atividades de investigação e prevenção de Acidentes e Incidentes Aeronáuticos, tendo suas atribuições previstas na NSMA (Normas de Serviço do Ministério da Aeronáutica). Ao ASV compete entre outros: Elaborar com demais ASV e EC da empresa o programa de prevenção de acidentes aeronáuticos para a sua organização; SAC - 028BLOCO II http://www.cenipa.aer.mil.br/port/paginas/cartao.htm� Carvalho's Realce Serviços Regionais de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA) A Portaria nº2/ GC3, de 5 de janeiro de 2007, criou sete novas Organizações Militares denominadas Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA), encarregadas do planejamento, gerenciamento e execução das atividades de Segurança de Voo nas suas respectivas áreas de atuação. Distribuídos pelo território brasileiro, os SERIPA facilitaram a disseminação da doutrina de segurança de voo no país. Os SERIPA são subordinados, técnica e operacionalmente, ao CENIPA e, administrativamente, aos Comandos Aéreos Regionais (COMAR). Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce EEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS BLOCO II SAC - 029 Colaborar na elaboração dos Planos de Emergência Aeronáutica em Aeródromo, quando for o caso; Dar início, quando ASV, à investigação de acidente aeronáutico ocorrido no local ou setor para qual foi credenciado até a chegada da CIAA ou do OSV designado; Participar de CIAA, conforme interesse do operador envolvido quando solicitado pelo presidente da Comissão; Investigar ou solicitar a investigação dos incidentes aeronáuticos ocorridos com aeronaves de sua empresa; Comunicar a ocorrência de incidentes ocorridos em aeronaves de sua empresa; Analisar os relatórios de perigo de sua empresa. OSV (militar) – Oficial de Segurança de Vôo – É o oficial de Força Armada ou Auxiliar Brasileira que concluiu o curso de Segurança de Vôo em seus dois módulos, com cartão SIPAER válido habilitado para realizar as atividades de investigação e prevenção de acidentes e incidentes aeronáuticos. Validade e Controle As Credenciais SIPAER OSV, ASV e EC-PREV terão a validade de três anos. CIAA - Comissão de Investigação de Acidentes Aeronáuticos – Grupo de pessoas designadas para investigar um acidente aeronáutico, devendo ser adequados às características desse acidente. Tem prazo de 90 dias para a entrega de relatório ao CENIPA. CPAA – Comissão de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos – Grupo de pessoas designadas para o gerenciamento da segurança de vôo no âmbito de uma organização ou aeródromo. C - Documentos PEAA – Plano de Emergência Aeronáutica em Aeródromo. É o documento que estabelece os procedimentos e as responsabilidades previstas para o atendimento a uma situação de emergência aeronáutica, definindo as responsabilidades e atribuições de todo pessoal envolvido. Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce EEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS PPAA – Plano de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos. É o planejamento que procura sensibilizar cada um da importância e da necessidade de identificar e eliminaros pontos de atrito à segurança da atividade aérea que certamente poderão contribuir para a ocorrência de um acidente. D - Relatórios RP (Relatório Preliminar) - Documento formal destinado ao registro e divulgação de Informações preliminares referentes a um Acidente Aeronáutico. RELIN (Relatório de Incidente) – Documento formal resultante da coleta e da análise de fatos, dados e circunstâncias relacionadas a um Incidente Aeronáutico. RELIAA (Relatório de Investigação de Acidente Aeronáutico) – Documento formal resultante da coleta e da análise de fatos, dados e circunstâncias relacionadas a um Acidente Aeronáutico. RELPER (Relatório de Perigo) - O Relatório de Perigo ou Relatório de Ocorrência da Empresa é o relatório que contém fatos perigosos ou potencialmente perigosos para a atividade aérea e que permite à autoridade competente o conhecimento dessas situações com finalidade de adoção de medidas corretivas adequadas. É importante, pois permite a qualquer pessoa reportar alguma situação perigosa ou potencialmente perigosa. Pode ser anônimo ou destinar-se exclusivamente à prevenção de acidentes aeronáuticos. (poderá ter finalidade idêntica ao RCSV – RELATÓRIO CONFIDÊNCIAL DE SEGURANÇA DE VÔO) RF (Relatório Final) - É o documento destinado a divulgar a conclusão oficial do Comando da Aeronáutica com relação a ocorrência de um acidente aeronáutico e que baseado nos dados do relatório da CIAA (Investigação de Acidentes Aeronáuticos), contém o histórico do acidente, as conseqüências pessoais e materiais, os danos causados a terceiros, os fatores contribuintes, uma análise das circunstâncias do acidente e as recomendações de segurança. SAC - 030BLOCO II Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce EEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS Relatório Final referente a uma aeronave civil tem caráter ostensivo, e quando referente a uma aeronave militar, tem caráter sigiloso. E – Outras Investigações Quando, no curso de uma investigação de incidente ou de acidente aeronáutico, houver indícios de transgressão, crime ou contravenção, o comando investigado mandará instalar em paralelo, Sindicância, Inquérito Policial Militar ou Inquérito Administrativo ou, ainda, solicitará à autoridade civil a abertura de Inquérito Policial. As investigações previstas no parágrafo acima serão feitas em total independência e em separado da investigação de acidentes ou de incidentes aeronáuticos. As transgressões apuradas durante uma investigação de acidente aeronáutico serão punidas pelas autoridades competentes ou pelo DAC quando se tratar de autoridade civil. Os casos omissos serão solucionados pelo Comando da Aeronáutica. F - Responsabilidades Ao Comandante da aeronave ou ao membro mais graduado da tripulação que não estiver incapacitado, compete: Comunicar, pelo meio mais rápido, sobre o acidente à Organização do Comando da Aeronáutica mais próxima; Promover socorros imediatos, se possível, no próprio local; Relacionar testemunhas capazes de informar fatos relacionados com o acidente; Guarda dos bens destroços. G - É responsabilidade do proprietário ou operador da aeronave A guarda da aeronave ou seus destroços Resguardar a propriedade dos bens envolvidos. Remoção da Aeronave Acidentada É responsabilidade do operador transportar ou providenciar transporte de restos mortais. SAC - 031BLOCO II Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce EEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS BLOCO II SAC - 032 Comunicação ao Público ou Familiares Transporte de Sobreviventes H - Exceto para o efeito de salvar vidas restaurar a segurança da operação ou preservar a propriedade de terceiros, nenhuma aeronave acidentada, seus destroços ou coisas por ela transportadas podem ser removidos sem liberação do pessoal credenciado. (III) – INVESTIGAÇÃO 01 – Incidente com aeronave civil brasileira: A – Será investigado pelos operadores que possuem ASV credenciados pelo CENIPA. 02 – Acidente com aeronave civil brasileira ou estrangeira: A – Transporte aéreo regular - o comando investigador será o DAC. B – Aviação Geral – Comando investigador será o SERAC, em cuja área de responsabilidade tenha ocorrido o acidente. (IV) – ACIDENTE / INCIDENTE A – Acidente Aeronáutico – Toda a ocorrência relacionada com operação de uma aeronave, havida entre o período que uma pessoa nela embarca com a intenção de realizar um vôo, até o momento em que todas as pessoas tenham desembarcado e durante o qual, pelo menos uma das situações abaixo ocorra: 1- Qualquer pessoa sofra lesão grave ou morra como resultado de: Estar na aeronave; Estar em contato direto com qualquer parte da aeronave, incluindo aquelas que tenham se desprendido; Exposição direta ao sopro da hélice, motor ou escapamento de jato ou as suas conseqüências. Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce EEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS Obs. Exceção será feita quando as lesões resultarem de causas naturais, forem auto ou por terceiro infligidas, ou forem causadas a passageiros ou tripulantes. 2 – A aeronave sofra dano ou falha estrutural que: Afete adversamente a resistência estrutural da aeronave, o desempenho ou as características de vôo. Exija a substituição ou realização de grandes reparos no componente afetado. 3 – A aeronave seja considerada desaparecida ou o local onde se encontre seja absolutamente inacessível. B – Incidente Aeronáutico – Uma ocorrência, que não um acidente, associada à operação de uma aeronave que afete ou pudesse ter afetado a segurança. São classificados como incidentes, entre outros, e desde que não implique em outras conseqüências: Falha do motor, incluindo sua substituição, quando o dano limitou-se ao motor, suas carenagens e acessórios; Falha da hélice, danos a pontas de asas, antenas, pneus, freios, pequenos furos ou amassados na fuselagem; Alarme de fogo real ou falso ou ainda princípios de incêndio; Pouso não intencional em local não previsto ou inadequado; Vazamento do combustível, lubrificante ou outros fluídos, ou qualquer deficiência nos sistemas correlacionados; Falha nas comunicações, rádio, auxílios ou equipamentos de navegação, quando voando por instrumento ou quando julgados necessários; (V) – FATORES CONTRIBUINTES DE UM ACIDENTE AERONÁUTICO A – Fator Humano – Variáveis físicas, fisiológicas ou psicológicas; B – Fator Material – Deficiência de construção ou do projeto da aeronave; SAC - 033BLOCO II Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce Carvalho's Realce EEAACCOONN –– SSAANNTTOOSS BLOCO II SAC - 034 C – Fator Operacional – Deficiência de supervisão, instrução ou condições do tempo; “Prevenir acidentes é dever de todos, e todo acidente pode e deve ser evitado”. LEMA DO SIPAER Carvalho's Realce Carvalho's Realce CAPA interna_SAC SAC Santos Dumont CONVENÇÃO DE PARIS - 1.919 CONVENÇÃO DE VARSÓVIA – 1.929 CONVENÇÃO DE CHICAGO – OACI – 07/12/1. 944. COMISSÃO DE NAVEGAÇÃO AÉREA DEPARTAMENTO DE AVIAÇÃO CIVIL – DAC