Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

MARIA EDUARDA FREITAS 
17/2/22 
 
 Definição de asma 
➔ “ Distúrbio inflamatório crônico das vias 
aéreas que determina hiperresponsividade 
das mesmas e que leva a episódios 
recorrentes de sibilância, dispnéia, aperto 
no peito e tosse, particularmente à noite ou 
no início da manhã (justamente quando se 
tem a virada da temperatura). São 
associados geralmente a uma obstrução 
variável ao fluxo aéreo que é 
frequentemente reversível 
espontaneamente ou com tratamento " 
➔ Vão ter uma via aérea mais suscetível, 
logo, ela é mais hiper-responsiva, então vai 
ver que tem algum desencadeante onde 
essa via aérea vai estar sempre inflamada. 
➔ Sibilo: Via aérea fechando, e na hora que o 
ar vai passar por uma via aérea estreita, ele 
afiná-la e faz o som. 
➔ Dependendo do tamanho da obstrução, as 
vezes pode oscilar com a própria 
temperatura, então de manha ele fecha 
mais e a criança fica mais fechada e no fim 
do dia ele pode ficar melhor (ex). 
➔ Uma pessoa que tem asma, ela já tem uma 
via aérea inflamada, e com o ar-
condicionado (cheio de pó) e ela vai 
começar a chiar, mas na hora que sai do 
ambiente e as vezes sem medicação acaba 
resolve o problema, já que ela é muito 
responsiva ao ambiente. 
➔ O lactente sibilante é o meio do caminho 
entre crianças que tem bronquiolite e 
crianças asmáticas. Onde ele vai ter de 28 
dias até 2- até 3 anos; onde os critérios vão 
ser: uma sibilância persistente, o lactente 
sibilante está no meio do caminho (onde 
fica na dúvida se é uma bronquiolite ou se 
ele tem um pulmão hiper-responsivo e vai 
virar um asmático), a sibilância persistente 
durante 1 mês ou três episódios de 
broncoespasmo de sibilância por 2 meses 
consecutivos; 
➔ É muito importante saber se é um lactente 
sibilante, já que vai ter grande chance de 
desenvolver asma; normalmente o lactente 
sibilante pode cursar com dermatite atópica 
e rinite; ele vai responder ao beta2, já que 
ele tem um componente já asmático, ou 
seja, uma inflamação crônica, de um 
pulmão hiper-responsivo. 
 Por que é importante? 
➔ Prevalência elevada: 0,7 a 18,4% da 
população em geral. 
➔ 300 milhões de pessoas com a doença no 
mundo –aprox. - 20 milhões de asmáticos 
no Brasil. 
➔ Na américa do norte – 10 % população tem 
asma 
➔ A prevalência vem aumentando em 50 % a 
cada década→Já que ela é uma doença 
que depende do ambiente, onde o 
ambiente agora é mais poluído, variações 
abruptas de temperatura. 
 
Figura 1-Worldwide prevalence of clinical asthma. Reproduced 
with permission from Masoli et al. 
OBS: Não é que na África não tem asma, é que 
não tem dados. 
 
Figura 2-Asthma case fatality rates worldwide (deaths/100,000 
cases). Reproduced with permission from Masoli et al.4 
➔ A asma é uma doença que pode até 
reverter sem tratamento, mas ela é uma 
doença crônica, não tem cura e ela pode 
levar a morte; logo, além de ter uma taxa de 
MARIA EDUARDA FREITAS 
17/2/22 
 
prevalência, vai ter uma alta taxa de 
mortalidade. 
➔ Prevalência elevada: no Brasil - 350.000 
internações por asma/ano. 
➔ A mortalidade é crescente em algumas 
regiões, correspondendo a 5 a 10% das 
mortes por causas respiratórias nos países 
em desenvolvimento. 
 
 Incidência da gravidade 
 
 Situações de risco 
➔ Grande frequência de crises de asma 
grave. 
➔ Uma pergunta que sempre faz para a 
família é de quanto foi a crise no último 
mês, já que o tratamento ambulatorial de 
asma é como se fosse uma escadinha, 
onde sempre faz quatro perguntas: 
• 1- Nas duas últimas semanas, você 
precisou da bombinha? 
• 2-Nas duas últimas semanas, você 
acordou no meio da noite com falta de 
ar? 
• 3-Nas duas últimas semanas você teve 
sintoma (tosse, falta de ar, aperto no 
peito) 
• 4-Nas duas últimas semanas, você teve 
limitação da atividade física? 
Se responder sim para qualquer uma dessas 
perguntas, vai ter que instituir o tratamento crônico, 
se ela responder não, vai poder diminuir o 
corticoide. 
➔ Início súbito de broncoobstrução grave. 
➔ História familiar de asma (se os pais e avos 
tem asma, lembrando que rinite, asma e 
dermatite podem ser da mesma doença, 
então tem que ver se a família tem essas 
outras doenças 
➔ Idade menor que 3 anos (já que a via aérea 
é menor, onde pode acabar levando a um 
grau de obstrução maior) 
➔ Baixo nível sócio econômico e cultural (a 
asma se não trata direito, se não ensina e 
se não tem grande acesso aos hospitais 
pode ser relativamente grave. 
➔ Uso frequente ou redução de corticoterapia 
no mês prévio ao episódio atual. 
➔ Necessidade de internação prévia em UTI 
com ou sem necessidade de ventilação 
mecânica (é uma criança que toda vez que 
chegar com a crise vai ter que levantar um 
sinal de alarme, já que é uma situação de 
risco bem importante) 
 Diagnostico 
➔ 50 % das crianças terão 1 BCO 
(broncoespasmo que é a bronquiolite), 1º 
ano de vida. 
➔ Diagnostico, baseados em critérios clínicos 
antes dos 5 anos (difícil provas objetivas). 
Na criança ele é CLÍNICO, é muito difícil 
ficar fazendo prova de função pulmonar 
nelas. Logo, o diagnostico vai ser baseado 
em crises de broncoespasmos, história 
familiar, índice socioeconômico, 
necessidade de aerolin, como é o sintoma 
(se some, se precisa de medicação), como 
evolui a crise asmática desse paciente... 
• Sintomas / Evolução / Antecedentes / H. 
Familiar 
 Diagnostico diferencial 
• Rinossinusite 
• Broncodisplasia 
• Cardiopatias 
• Drge / fístulas t-e / disfagia 
• Fibrose cística / tuberculose 
• Corpo estranho 
MARIA EDUARDA FREITAS 
17/2/22 
 
• Tuberculose 
• Imunodeficiências 
• Síndrome do pânico 
• Neoplasias compressivas 
• Bronquiolite 
• Bronquiectasias 
• Hipertensão pulmonar 
• Sequestro pulmonares 
➔ Crianças chiadoras, pode ser por DRGE, já 
que ele vai ficar refluindo e faz 
broncoaspiração 
➔ Diferença bronquiolite de uma asma: 
Lembrando que a bronquiolite tem uma 
história natural bem definida começando 
com IVAS, chega no terceiro ao quinto dia 
vai chiar; já a asma no primeiro dia já 
começa e sabe que piora de manhã e à 
noite. E normalmente menor de 2 anos vai 
ser bronquiolite; 
➔ Asma é uma inflamação que começa e a 
partir dos 2/3 anos já vai ter uma mucosa 
toda inflamada, então a asma normalmente 
vai falar que é manifestada após essa 
idade. Ela não vai ter uma história definida, 
a criança já vai começar cansada e 
diferente da bronquiolite que não responde 
ao beta2, na asma vai responder muito bem 
(já que é uma inflamação crônica, então ele 
vai abrir a via aérea) 
➔ A bronquiolite responde ao VIRUS! 
➔ A asma que não dá beta2 ou corticoide, ela 
vai continuar inflamada e potencialmente 
grave, independente do dia. 
➔ Normalmente a bronquiolite o calibre 
diminui por excesso de secreção pelo vírus, 
já a asma é por inflamação crônica e hiper-
responsividade; onde o salbutamol a ideia é 
abrir o pulmão, deixando de chiar, já que o 
ar vai conseguir passar por um “buraco” 
maior. 
➔ Raio X: Na bronquiolite vai ver um bronco 
aéreo, o brônquio vai estar com um halo 
maior; na asma não tem como caracterizar 
o brônquio como característica de asma, 
mas nas asmas crônicas pode ter 
alterações (ex um asmático que nunca fez 
tratamento e o pulmão fibrosou, ele é mais 
hiper insuflado, onde ele vai acumulando o 
ar), mas na crise aguda não vai ter sinal no 
Raio-x. 
 Manifestações sugestivas de asma 
➔ (+) De 1 episódio bco ao mês 
➔ Tosse ou sibilos matutinos (quando 
aumenta a pressão: choro, riso, exercício) 
➔ Tosse não associada a ivas 
➔ Presença de rinite, dermatite 
atópica→Marcha atópica: progressão 
sequencial de condições alérgicas 
diferentes observada a partir dos primeiros 
anos de vida. Em geral, a dermatite atópica(DA) é a primeira manifestação clínica da 
marcha atópica, seguida de asma e/ou 
rinite alérgica. 
➔ Hx familiar de atopia / boa resposta a b2 
 Diagnóstico – critérios sugestivos 
➔ Critérios maiores 
• História de atopia 
• Diagnóstico de dermatite atópica 
➔ Critérios menores 
• Bco (broncoespasmos) sem ivas 
• Rinite sem ivas 
• Eosinofilia > 4 % no hemograma 
 Diagnostico-exame físico 
➔ Estertores – mv pouco audível, inaudível-> é 
o fino 
• A Pneumonia se der beta2 não 
muda o estertor, já a asma MUDA 
ou diminui com beta2 
➔ Presença de sibilos – ins e ou expiratórios→ 
O ar está com dificuldade de sair do 
pulmão, então vai ver uma criança fazendo 
uma pressão para tentar tirar o ar 
(lembrando que a asma é ar represado, 
pois não consegue sair por inflamação dos 
calibres) 
➔ Presença de esforço respiratório→tiragem 
inter-subcostal, 
➔ Tiragem ascendente ( TSC à TIC à TSE à 
ALETA) 
➔ Deterioração- bradipneia, cianose pausa, 
apneia 
MARIA EDUARDA FREITAS 
17/2/22 
 
 
 
OBS: Pode ter asma com desconforto e asma com 
insuficiência, logo, tem que saber diferenciar muito 
bem. Desconforto é quando a via aérea está 
aberta, ela vai estar taquipneica, aumento do 
esforço (tiragem, retração), pode ter batimento de 
asma; mas o fluxo de ar está entrando, 
taquicardíaca; já na insuficiência normalmente a via 
aérea não está preservada, ela vai estar Bradpnéia, 
apneica, o fluxo de ar não está entrando, ela vai 
estar letárgica. 
➔ O desconforto é uma evolução para a 
insuficiência respiratória. 
 FR normal por idade 
 
 Pico de fluxo expiratório- VEF1 
➔ A medida do pico de fluxo expiratório aos 
15 min na condução da asma aguda na 
emergência, é um instrumento útil na 
avaliação prognóstica. 
➔ PEF 1 > 40 % favorável 
➔ PEF 1 < 30 % desfavorável. 
 
 
Ex: saber o tipo da asma (como leve, moderada e 
grave) vai acabar mudando a conduta. 
➔ Chegou uma criança, com vários episódios 
em um mês, está com dor no peito, está 
sibilando, a partir disso vai ter que 
classificar ela; vai ter que ver o grau de 
dispneia dela, se ela está usando muito a 
musculatura acessória, como está a 
frequência cardíaca. 
 
 
 
 
 
 
MARIA EDUARDA FREITAS 
17/2/22 
 
Managing exacerbations in acute care settings 
 
 
Asma em crianças no OS- Jornal brasileiro de 
pneumologia 2012 
 
 
 
➔ Asma grave saturação abaixo de 94 
➔ Asma leve: saturação 96 
 Tratamento 
➔ Etapas 
• 1ª Broncodilatador inalatório com 
O2 
• 2ª Corticóide oral ou IV 
 
➔ Inaloterapia com B2 X Venoso 
• Baixas doses de broncodilatador 
• Menores efeitos adversos 
• Maior efeito terapêutico se pulmão 
aberto 
➔ Sempre vai preferir começar a inaloterapia 
com B2 não venoso, já que com baixas 
doses, menor vai ser o efeito adverso e 
maior o efeito terapêutico, então todas as 
vezes que está fazendo um tratamento de 
asma em uma criança, tem que tentar pelo 
menos inalar. 
➔ Broncoconstrição 
 
 B-Agonistas 
Uso: 
➔ Fenoterol 
• > efeitos colaterais = obsoleto - 
usado em países 3º mundo 
• Início de ação → 5min / Máximo → 
15-30min / Duração → 4 a 6 h 
• Mas ainda tem que saber as doses 
de fenoterol, já que as vezes no 
MARIA EDUARDA FREITAS 
17/2/22 
 
SUS só tem a opção desse 
medicamento. 
➔ Salbutamol → Seletivo 
• < Efeitos Colaterais (Taquicardia e 
tremores) 
• Início de ação → 5min / Máximo → 
15-30min / Duração → 4 a 6 h 
• Mesmo em adolescentes, é a 
melhor maneira. 
Ex: Chegou um paciente com uma crise asmática 
no pronto socorro, onde ele está chiando. Vai ter 
que começar a perguntas algumas coisas sobre 
ele, sendo a impressão inicial dele, paciente está 
com uma aparência letárgica e com alteração do 
nível de consciência; na respiração ele está 
taquidispneico, está com tiragem subcostal + 
retração de fúrcula; pulmão está hiperinsuflado; a 
circulação vai ver que ele está descorado/pálido. 
Para esse paciente, seria bom usar uma mascara 
reinalante. 
➔ Depois que se faz a impressão inicial, onde 
deduziu que é um asmático, a partir disso, 
tem que fazer a avaliação primaria 
(ABCDF): 
• A- via aérea, onde vai saber se a 
asma está obstruindo a via aérea. 
EX: A criança está com o pescoço 
caído, logo, a via aérea não vai 
estar boa, onde o paciente já é 
asmático e tem a dificuldade do ar 
sair, então, a primeira coisa que tem 
que fazer é reposicionar ela para 
abrir a via aérea, onde vai colocar 
um coxim interescapular. 
• B- são 5 parâmetros: Frequência 
respiratória (no ex a criança tem 65 
IMP, então esta taquipneico), 
saturação (estava por volta de 93% 
e na hora que reposicionou e 
ofereceu a mascara não reinalante 
foi para 98%); ausculta (murmúrios 
diminuídos bilateralmente com 
sibilos difusos bilaterais), 
expansibilidade (simétrico) e 
tiragem sub-intercostal, onde vai ter 
que realizar uma intervenção com o 
uso de salbutamol 
• Como vai ser a intervenção? Vai 
acoplar o salbutamol 100 mcg/kg; 
onde vai realizar 4 puff de 20 em 20 
minutos. 
➔ Impressão inicial é um parâmetro que se 
fala de respiração, aparência e circulação. 
➔ O que observar: se ele está caído ou não, 
se está com tônus muscular, sem tem 
resposta verbal, como está o esforço, se 
ele tem som respiratório audível, se ele está 
com a frequência respiratória, se está 
usando musculatura acessória, se ele está 
em uma posição tentando abrir a via aérea. 
 Inaloterapia 
 
➔ Tem duas formas de usar o B2, com soro o 
fenoterol ou usar o salbutamol que acopla 
na máscara e espaçador. Entre essas duas, 
o salbutamol é a melhor opção; 
➔ Quando a criança faz a inalação com 
fenoterol, o inalador de um lado e a criança 
do outro com ela chorando, ou seja, a 
medicação vai acabar não entrando, já que 
o B2 tem que estar no pulmão; já o 
salbutamol com asma, mesmo que a 
criança chore ele vai entrar, sendo até 
favorável esse choro, já que vai passar mais 
para o pulmão (desde que a mascara esteja 
bem vedada, na base nasal até o queixo) 
➔ Quando a criança é maior, vai colocar a 
boca direto no bocal, já em crianças 
menores vai colocar o bocal na máscara. É 
para respirar normal, nem mais rápido e 
nem devagar. 
MARIA EDUARDA FREITAS 
17/2/22 
 
 
Aerossol dosimetrado X NBZ na crise aguda de 
asma – Salbutamol 
 
Concentrações Plasmáticas de ß2- agonista na 
Asma Aguda 
➔ Dose de 0.15 mg / kg (nebulização) 
Vs 
➔ 1 puff /2 kg (spray) = 50 mcg/kg. Resultou 
nas mesmas concentrações plasmáticas de 
salbutamol (depois de 3 intervenções 
terapêuticas - 1 hora) 
➔ Resumindo: Vai fazer um ciclo de 
salbutamol, onde vai fazer 4 puffs de 20 em 
20 minutos. Em 20 minutos vai fazer 3 
vezes. Como é uma inflamação crônica, vai 
associar corticoide, já que vai tentar manter 
essa via aérea não tanto inflamada, 
podendo utilizar prednisolona. Depois que 
realiza os 4 puff de 100 a cada 20 minutos 
e vai reavaliar o paciente depois de 1h. 
 
 
 
 
 
 Inaloterapia 
 
➔ Salbutamol 100 mcg/jato 
➔ Uso: 100 a 400 ug (1 por vez – 5 ipm) 
➔ Em inalador dosimetrado (Aerocâmera ou 
peça bucal - 10”) a cada 20 min. Máx: 
1000 mcg por vez (casos graves) 
➔ Faz de 20 em 20 minutos, já que a 
concentração cai muito rápido 
 
➔ Dose do salbutamol varia com a idade: 
onde menor que 2 anos a capacidade de 
absorção é pequena e maior que 2 anos é 
maior 
MARIA EDUARDA FREITAS 
17/2/22 
 
 
➔ Ipratrópio-->diminui a chance de 
internação, logo, ele vai ser associado nas 
crises graves 
➔ Ipratropium é um Atrovent, que é um 
anticolinérgico; onde nas crises graves 
pode associar ele com o salbutamol. 
➔ O ipratropium diminui a chance de 
internação, onde a ideia é usar o 
broncodilatador para abrir o pulmão e o 
ipratropium para diminuira 
Hiperresponsividade. Se não melhorar vai 
associar o corticoide, que é a prednisolona 
e a metilprednisolona; e se no fim não 
melhorar vai utilizar o endovenoso 
 Tratamento hospitalar 
Emergência 
➔ Β2 Agonista ( Salbutamol) 
• 0,15 mg/kg/dose – 1gt / 2 Kg ( Mín 
3 Gotas / Máx: 5 mg/dose) de 20/20 
min → (até 6 vezes) - com oxigênio 
de 6 a 10 l/min Intervalo - 
reavaliações. 
Β – Agonistas via Nebulizador 
Uso: 
➔ Adquirir micronebulizador 
➔ Diluir dose da medicação em 3 ml de soro 
fisiológico 
➔ Conectar a uma fonte de o2 de 6 a 10 
litros/ min 
➔ Adaptar a máscara ao paciente e cobrir 
boca e narinas 
➔ Distâncias maiores que 2 cm perdem cerca 
de 50 % da dose→ OBS: O inalador se tem 
uma distância maiores que 2 cm. Por isso 
que quase não se faz fenoterol, já que 
geralmente vai dar mais que 2 cm e a 
medicação não chega no pulmão. 
➔ Orientar que os pacientes respirem 
normalmente (crianças maiores) 
15:20--> 4 puffs 
15:40--> 4 puffs 
16 h--> 4 puffs 
Isso tudo é um ciclo 
➔ Esse ciclo só pode realizar DUAS VEZES. 
Se reavaliar e tiver taquidispneico, 
respiração ruim que faz o segundo ciclo. 
➔ O tempo de beta 2 demora 60 min para a 
via aérea. 
➔ Após a inalação fazer o enxague bucal caso 
o medicamento tenha corticoide, pois pode 
causar candidíase bucal se não fizer o 
enxague. 
➔ Como está diante de um caso grave, entre 
esses 20 minutos vai associar um Atrovent; 
e depois de 1h vai ter que reavaliar o 
paciente. Vai reavaliar nesse tempo, já que 
é justamente o pico da ação. 
➔ Se começou 15:20 vai acabar 16:20 e ai vai 
ter que reavaliar o paciente e ver que ele 
não melhorou, vai repetir o mesmo ciclo 
que foi realizado 
➔ A nebulização não deve durar mais que 10 
minutos ( 80 % absorvida nos primeiros 5 
minutos ) 
➔ Intervalo de 20 min (à depende da 
gravidade) 
➔ Atentar para verificação de saturação ao 
menos nos intervalos das nebulizações 
para avaliar uso de Venturi se saturação 
menor que 95 % 
➔ Β2 Agonista - salbutamol 2,5 a 5 mg – 
casos refratários 
• Casos refratários ao inalador 
dosimetrado ou se dessaturação 
MARIA EDUARDA FREITAS 
17/2/22 
 
• 10 a 20 gotas – a cada 20 min - 
independente do peso – diluído em 
3 ml de SF 
• 3 ml SF 
➔ Associar brometo casos graves – nas 3 
NBZ 
 Anticolinérgicos- Brometo de ipratrópio 
➔ O efeito não é previsível ... Depende da 
cooperação, ... 
➔ “Melhores efeitos observados em doses 
acumuladas e frequentes : 3 inalações / 
hora“ 
➔ Principal Indicação → Asma grave ou asma 
por β - bloqueadores 
➔ Associação com β agonista → prolonga e 
potencializa ação 
➔ Indicado crises graves na série de 3 inicial / 
ou refratários (UTI)→ Só vai associar na 
primeira vez, já que a ideia é não internar o 
paciente. 
➔ Uso inalatório 
➔ Início de ação → 15 a 30min 
➔ Ação máxima → 2 horas 
➔ Duração → 4 horas 
➔ Em 1h é o pico de ação 
➔ Dose à 250-500 ug/dose – 125 /250/500 
ug(Peso de corte 10 –20 - 40 Kg) (10 / 20 / 
40 Gts) 
➔ Efeitos colaterais → raros 
➔ Ele serve para não internar o paciente, mas 
a partir do momento que o paciente está 
internado, NÃO SE USA MAIS ELE. 
➔ Crianças com uma exacerbação de asma 
grave apresentam menor risco de 
internação no hospital se forem tratados 
com a combinação de b 2 curta inalados 
associados a anticolinérgicos versus b2 
curta sozinhos. Eles também experimentam 
uma maior melhora na função pulmonar e 
menor risco de náusea e tremor. 
➔ São necessárias mais pesquisas para 
identificar as características das crianças 
que podem se beneficiar de uso 
anticolinérgico (por exemplo, idade e 
gravidade da asma, incluindo exacerbação 
leve e insuficiência respiratória iminente) e 
as modalidades de tratamento (dose, 
intensidade e duração) 
➔ Resumindo: 
• Brometo de Ipratrópio parece ser 
útil no tratamento inicial de 
episódios agudos moderados e 
graves de asma; 
• Diminui o risco de hospitalização ( 
Administração sequencial na 
primeira hora) 
• Uma vez o paciente hospitalizado, 
não influi na evolução clínica 
(duração da hospitalização, 
necessidade de o2 e admissão na 
uti). 
 Corticoide 
Emergência 
➔ Indicação: Iniciar corticosteróides se o 
paciente é córtico-dependente ou não 
responder ao tratamento com nebulização 
após 1ª SESSÃO DE 3 INALAÇÕES . 
➔ Corticóide→Se em uso ou sem resposta 
após 3ª dose de B2 
 
➔ Hidrocortisona: é de baixa potência 
➔ Vai ser usar mais a prednisolona (VO) e a 
metilprednisolona (endovenosa). 
➔ A diferença, é que o endovenoso tem efeito 
mais rápido, então se quer avaliar se o 
paciente vai sair da crise ou não vai usar 
ela. 
ATENÇÃO: O corticoide inalatório ele é para 
tratamento continuo, para crise NÃO SE USA. 
➔ O uso de corticosteroide por via oral ou 
endovenosa tem efeito equivalente. 
➔ Reduzem a necessidade de hospitalização, 
aceleram a recuperação e diminuem a 
mortalidade. Benefícios visíveis após 3 h do 
uso 
MARIA EDUARDA FREITAS 
17/2/22 
 
 
➔ Dose de ataque, onde vai dobrar a dose 
para tentar tirar o paciente da crise 
 
➔ Se o paciente está muito grave, então 
provavelmente vai estar por mais de 1:30 
com esse paciente na emergência, logo, o 
nível de consciência dele já pode estar 
baixando. 
 Crise leve 
➔ Paciente com alta: 
• Β2 agonista (5 a 7 dias)→ vai deixar 
4 puffs, +/- de 4h/4h ou de 6h/6h; 
vai ficar nesse período, já que uma 
vez que o pulmão entra em crise 
asmática, ele demora esse tempo 
para se restabelecer e não ficar 
nesse processo tão 
hiperresponsivo. 
• Corticóide oral (se fez uso – 3 a 7 
dias) 
 Crise moderada 
➔ Manter na emergência 
➔ Β2 agonista de 1/1 h ou 2/2 h→A cada 2h 
vai fazer 4 puff, não vai mais fazer aquele 
ciclo de 20 em 20, já que aquele ciclo é 
tudo ou nada. 
➔ Corticoide EV ou Oral→Lembrando que o 
que muda do EV para o VO é o grau de 
responsividade do paciente, mas em 
termos de potência ou até de efeito 
colateral, eles vão ser iguais 
➔ O2 se sat < 95 %-->Vai dar uma máscara 
não reinalante. 
➔ Após isso, observar por 3 a 6h→é o tempo 
que o beta2 e o corticoide tem para fazer 
efeito. 
 Se teve melhora 
➔ Β2 agonista de 1/1 h → 2/2 h → 4/4 h 
➔ Hidratação Parenteral (*K)→ essa 
hidratação vai pensar em pacientes mais 
graves, vai ter esse potássio já que o beta2 
aumenta potássio, então tem que 
monitorizar os pacientes de hora em hora o 
nível de potássio. 
➔ Corticóide 
➔ Manter oxigênio se Sat O2 < 95% * 
➔ Ponderar (Rx tórax e gasometria arterial)→ 
Vai pedir Raio-x se tiver febre persistente, 
se tem história de broncoaspiração 
➔ Continuou melhorando pode internar no 
quarto ou enfermaria e espaçar as 
medicações 
 Indicações de UTI 
➔ Exaustão ou bradipneia ou silêncio 
respiratório→fadiga da musculatura 
acessória, ficou por tanto tempo puxando o 
ar e fazendo esforço que chega em um 
momento que não aguenta mais e entra em 
colapso, logo, no lugar de aumentar a 
frequência respiratória, ele vai ficar 
Bradipneico. 
➔ Confusão ou sonolência 
➔ Inconsciência 
➔ Instabilidade cardiocirculatória / Choque ou 
PCR 
➔ Sat < 93 % ou pao2 < 60mmhg em FIO2 ≥ 
50% 
• A máscara não reinalante de FIO2 é 
quase 100%. 
• O cateter nasal dá um FIO2 de 
35%, onde o ar é de 21%, então 
quando coloca o cateter em um 
paciente com insuficiência 
respiratória não vai fazer sentido 
nenhum. 
• A máscara não reinalante, é uma 
máscara que não tem troca de O2 e 
CO2, vai conectar a fonte de 
oxigênio colocando de 10 a 15 
MARIA EDUARDA FREITAS 
17/2/22 
 
litros, indo oxigênio puro, o paciente 
vai inspirar e a válvula vai fechar 
para não ter mistura do CO2 fora, 
logo, vai ser quase 100%; isso 
significa que se tem um paciente 
que está taquidispneico, saturando 
92, mesmo com uma FIO2 quase100%, isso significa que algo está 
errado e ele não está bem 
• A bolsa válvula mascara, a principal 
indicação é quando o paciente 
fadiga, ou seja, não tem mais drive, 
ele não consegue mais ventilar sem 
uma pressão positiva 
➔ Paco2 > 45 mmhg (ph < 7,3) 
• O ideal é menor que 20, como o ar 
não está saindo e se isso acontece 
faz a troca no alvéolo, mas o CO2 
não consegue fazer a troca para 
entrar oxigênio, isso vai acidificando 
o sangue, tendo acidose respiratória 
que é uma causa de parada 
cardiorrespiratória 
➔ Hiperlactatemia→Está fadigando a 
musculatura (ácido láctico) 
➔ Gemência / Cianose 
 
 Exames complementares 
➔ GASOMETRIA 
• Após 3 doses de β2 agonista sem 
resposta terapêutica, Sat < 93 % 
➔ RAIO X DE TÓRAX → ausculta localizada, 
sem resposta terapêutica, febre persistente. 
➔ HEMOGRAMA – Não confiável (neutrofilia 
após 4 h do uso do CTC) 
➔ ELETRÓLITOS – K (principal) (altas doses 
de β2 agonista/disritmias) 
 Drogas de 2ª e 3ª escolha 
➔ São considerados como tratamento 
adicional ou alternativo nos pacientes com 
crise aguda de asma grave que não 
responderam à terapêutica inicial 
➔ Pacientes com crises graves, com 
avaliação funcional < 50 % do previsto, 
constituir-se-iam os melhores candidatos a 
essa terapêutica. 
➔ O paciente fez o primeiro ciclo e colocou 
ipratrópio, fez o segundo e colocou 
corticoide e não respondeu, vai internar 
esse paciente deixar com beta2 de 2h/2h e 
pode associar ao sulfato de magnésio. 
 Sulfato de magnésio 
➔ Indicações: 
• Má resposta a B2 agonista inalatório 
• Antes de Iniciar Beta 2 Venoso 
➔ Reduz a liberação de histamina 
➔ Reduz a liberação de acetilcolina 
(excitabilidade alveolar) 
➔ Antagonista do Cálcio à Aumenta a 
captação de Ca no Retículo 
sarcoplasmático à Relaxa musculatura lisa) 
➔ Ele é endovenoso, vai diluir no soro. 
Lembrando que o magnésio hiperreflexia, o 
paciente tem que estar monitorizado, tem 
que ver constantemente os reflexos e a PA 
já que pode dar hipotensão 
➔ Portanto: 
• Má resposta terapêutica 
broncodilatadora→melhores 
candidatos 
• Opção terapêutica para os 
pacientes graves e refratários . 
• Dose: 25-75 mg/kg, IV ( 20 a 30’ ). 
Dose máxima: 2 g. 
➔ Efeitos adversos principais: 
• Náuseas (geralmente durante a 
infusão), Fraqueza, arreflexia, 
depressão respiratória, hipotensão 
(níveis séricos> 12 mg / dl) 
➔ Resumindo - sulfato de magnésio é efetivo 
na redução de admissão hospitalar, com 
resultados melhores com doses de 
50mg/kg/h por 4 horas. 
MARIA EDUARDA FREITAS 
17/2/22 
 
➔ DOSE : 25 a 75 mg/kg/dose (máx: 2g), 
rediluir em SF a 0,9 % ou SG a 5 % (60 
mg/ml) EV em 30´ ou continuo por 4 h 
(Cuidados com FC e PA). 
➔ EFEITOS COLATERAIS: sedação, 
diminuição dos reflexos profundos, fraqueza 
muscular, depressão respiratória, 
alterações da condução cardíaca e 
hipotensão. 
➔ Sulfato de Magnésio 10 % ( 10 % = 1 ml = 
100 mg) 
➔ Sulfato de Magnésio 50 % ( 50 % = 1 ml = 
500 mg) 
 
 
 
 
Obs: VM é ventilação mecânica 
 
➔ Primeiro ciclo de beta2, vai fazer 3x de 20 
minutos 4 puff; se é moderada-grave vai 
associar ipratrópio nos intervalos, vai 
reavaliar depois de 1h e se não melhorar, 
vai fazer o segundo ciclo de beta2, sem 
ipratrópio, já que provavelmente vai 
internar; vai fazer uso de corticoide, onde 
se o paciente estiver grave vai usar a 
metilprednisolona; depois que passou mais 
1h (3 ciclos de 20 minutos); vai reavaliar o 
paciente mais uma vez. 
➔ Ele demorou das 16h às 17h para o 
primeiro, depois das 17h às 18h e se não 
melhorou, vai fazer o sulfato de magnésio. 
➔ Lembrando que depois dos dois primeiros 
ciclos, não se pode mais fazer isso, logo, o 
beta2 vai ter que ficar de 2h/2h ou 1h/1h. 
➔ E se depois de tudo isso não melhorar, vai 
usar o salbutamol endovenoso (terbutalina)-
->nesse momento já está na UTI 
➔ Beta2 de 2h/2h e o corticoide também fica 
continuo. 
MARIA EDUARDA FREITAS 
17/2/22 
 
➔ Quando o paciente vai pra casa, com 
salbutamol no período de 5 a 7 dias; 
associado ao uso de corticoide 3 a 7 dias. 
➔ Ex: Paciente já é asmático e faz tratamento 
continuo e toda vez que encontra ele em 
uma consulta, tem que se fazer 4 perguntas 
para ele, para saber em qual step ele está 
(etapa 1, 2, 3, 4 ou 5): 
• 1-Nas últimas semanas acordou 
com falta de ar a noite? 
• 2- Nas últimas semanas teve 
sintomas que se precisou de beta2? 
• 3-Teve limitação de alguma 
atividade física ? 
• 4- Teve sintomas diurnos por mais 
que 2 a 3 vezes por semana (tosse, 
sibilos, dor no peito) 
OBS: Todas as etapas deve fazer a receita de 
salbutamol em casa. 
➔ Se respondeu não para nenhuma pergunta: 
• Etapa 1: Ele não usa medicação 
continua e só vai deixar de 
tratamento de alivio, se alguma vez 
ele cansar, ele vai usar o beta2. É 
umas asma controlada. 
➔ Respondeu sim para qualquer uma dessas 
perguntas: 
• Etapa 2: É uma asma que não está 
controlada, vai usar corticoide 
inalatório (clenil A) de dose baixa 
(tratamento continuo). 
➔ Respondeu sim para várias dessas 
perguntas: 
• Etapa 3: Mantem o clenil A, mas vai 
associar um beta 2 de longa 
duração (todo beta 2 de salbutamol 
é de curta duração) como o 
formoterol. Tem bombinha que já 
vai ter os dois juntos. Porém é uma 
dose baixa do beta 2 
• Mesmo se não estiver controlando é 
uma asma muito grave- e etapa 4 
que faz dose média alta de 
corticoide inalatório e beta2 de 
longa duração e a etapa 5 faz um 
encaminhamento de tratamento 
adjuvante (Tiotrópio) Anti ige ou 
Anti-il5 Omalizumabe e 
Mepolizumabe e acrescentar dose 
baixa de corticoide oral 
➔ Respondeu sim para várias perguntas ou 
teve que ir na emergência várias vezes, vai 
aumentar a dose de corticoide e beta2 de 
longa duração e se mesmo assim não 
controlar vai ter que usar medicações que 
nem se tem no SUS. 
 Aminofilia 
OBS: não foi falado em aula 
➔ Utilização permanece controversa. 
➔ Fornece uma melhora clínica 
significantemente menor do que a inalação 
com os beta-2 agonistas. 
➔ Quando se administra adequadamente 
oxigênio, agonistas beta – adrenérgicos, 
anti colinérgicos e corticóides, teofilina, na 
maioria dos relatos de literatura, não 
acrescenta benefícios significativos. 
➔ Considerada terapêutica de terceira 
escolha nos pacientes com asma grave que 
não respondem a terapêutica, com 
broncodilatadores, corticoide e magnésio. 
 
 Teofilina- Mecanismo de ação 
 
➔ Independentemente da necessidade de 
uma base CIENTÍFICA maior para a 
resposta a essas questões: Durante anos, 
MARIA EDUARDA FREITAS 
17/2/22 
 
as xantinas foram consideradas, droga de 
primeira linha no tratamento de asma 
aguda..." 
➔ NÃO reduz sintomas, número de 
nebulizações e necessidade de internação 
hospitalar . Dados insuficientes para avaliar 
necessidade de oxigenação e a 
necessidade de UTI e VM. À Maior risco de 
vômito 
 
 
 Broncodilatador por via endovenosa 
➔ Ev → casos graves ou muito graves 
➔ Doses x efeitos terapêuticos 
➔ Efeitos colaterais / monitorização 
➔ Pode potencializar o efeito 
broncodilatador→ não tira o beta2 inalatório 
 Crise muito grave 
(Na admissão uti ou leite de parada ) 
➔ Oxigenoterapia - VENTURI ou MNR ou 
CNAF 
• Ela vai colocar uma pressão positiva 
no final das vias aéreas para os 
alvéolos não colapsarem, sendo 
mais eficiente que uma máscara 
não reinalante. 
• Paciente muito cansado, não vai dar 
nada na via oral, vai ser tudo 
parenteral e o corticoide vai ficar 
endovenoso sempre 
➔ B2 Via EV ataque 15 mcg/kg em 20 min – 
monitor cardíaco 
➔ Hidratação parenteral / expansão volêmica 
(*k) 
➔ Corticóide IV de horário * 
 
 Terapia com cânula nasal de alto fluxo 
 
➔ O que é? 
• É um sistema que oferta o2 
umidificado e aquecido com fio2 -21 a 100% com um fluxo elevado 
• Além de conseguir uma frequência 
de oxigênio alta, vai conseguir uma 
pressão positiva na via aérea, como 
não consegue sair o ar, a pressão 
diminui, mas se manter uma 
pressão positiva vai conseguir 
facilitar para a saída do ar. 
 
 
MARIA EDUARDA FREITAS 
17/2/22 
 
 
 Protocolo de alto fluxo 
 
➔ Vai sempre esperar e segurar bastante para 
intubar um paciente asmático, é o último 
recurso. 
 Ventilação mecânica não-invasiva ou invasiva 
 
 
 Erros mais Frequentes na Abordagem Terapêutica 
➔ Percepção inadequada da gravidade da 
crise 
➔ Uso de subdoses de β2 agonista inalatório * 
➔ Retardo na indicação de corticoterapia 
➔ Falta da suplementação de oxigênio entre 
as nebulizações 
➔ Uso rotineiro de antibióticos 
➔ Alta precoce e sem intensificação do 
tratamento 
➔ Uso de aminofilina como terapêutica 
principal 
➔ Hiper hidratação 
 Considerações finais 
➔ Apesar do conhecimento elevado na 
fisiopatologia da asma, há aumentos 
progressivos na prevalência de asma , 
assim como em sua morbidade e 
mortalidade . 
➔ O GINA demonstrou que os objetivos do 
manejo da asma não estão sendo 
alcançados, com subdiagnóstico 
considerável e tratamento inapropriado. 
MARIA EDUARDA FREITAS 
17/2/22 
 
➔ Para a maioria da população do mundo, a 
asma não é uma prioridade na saúde 
pública; 
➔ Há grande diversidade dos sistemas de 
saúde em todo o mundo - adaptação para 
as necessidades locais - grandes variações 
no acesso. 
 Realizando um atendimento 
Pedro, 4 anos, começou com história de tosse 
seca mais a noite, e apresentou piora, tem alergia a 
mofo e grama; foi realizada uma viagem para praia 
no final de semana e ele voltou mal. Na casa todos 
são fumantes e mãe tinha rinite; ele já foi internado 
umas 3x na UTI com o mesmo problema; ele fica 
mais cansado que as outras crianças; não faz uso 
de medicação continua; ele já teve uma dermatite 
atópica grave quando era bebe, pegou uma 
bronquiolite quando tinha +/- com 8 meses e ficou 
1 mês sibilando (Pedro foi um lactente sibilante); 
Na emergência, sua impressão inicial, a aparência 
ele estava meio abatido, letárgico, mas tem tônus; 
o esforço pode-se perceber que ele está 
taquidispneico com o uso de musculatura 
acessória, e ele está pálido/descorado. “Se 
acriança te comove, ganha MOV” = 
encaminhamento para sala de emergência + MOV. 
Vai fazer o uso de máscara não reinalante. 
Avaliação primaria: 
A- Via aérea pérvia e patente, tem como melhorar a 
partir da reposição + mascara não reinalante; 
B-Frequência respiratória: 40; saturação estava 
94%, mas na hora que reposicionou e colocou a 
máscara subiu para 97%; ausculta: murmúrio 
presente com sibilos difusos, tempo expiratório 
prolongado; tem retração de fúrcula + tiragem sub-
intercostal; 
Com todo o histórico, podemos induzir que é uma 
asma aguda, onde vai começar a intervenção: 
-Beta 2> 17:40 primeiro (4 puff), 18:00 segundo (4 
puff), 18:20 terceiro (4 puff) e vai intercalar o 
ipratrópio nos intervalos (Pedro tem 20kg, então vai 
usar 20 gotas); 
-Quando for 18:40 vai reavaliar se a via aérea 
continua pérvia e patente e todos os parâmetros da 
letra B; para saber se ele está com desconforto 
respiratório ou evoluindo para uma insuficiência. 
-Reavaliação: Ele não está evoluindo bem, 
frequência 55, saturação 95% (mesmo com a 
máscara), continua com sibilos, tempo expiratório 
está mais prolongado, tiragem inter-subcostal. 
-Vai começar uma nova sequência: 18:40 primeiro 
(4 puff), 19:00 segunda (4 puff) e 19:20 terceiro (4 
puff); vai associar com corticoide com 
metilprednisolona 
-Quando for 19:40 vai reavaliar ele e se ele 
continuar com o mesmo quadro, vai começar com 
o sulfato de magnésio (ele vai ter que estar 
monitorizado, tem que ver sinais de arreflexia, se 
ele tem ou não hipotensão); e se ele não melhorar 
com o sulfato, já vai para a UTI e vai fazer o beta 2 
endovenoso; 
-Se for acaso ele melhorar e for pra casa, vai 
passar salbutamol 100 mcg (4 puff de 4/4h) + 
prednisolona 1 mg de 3 a 5 dias. 
-Quando ele for no pneumo, vai ser realizada as 4 
perguntas e a partir delas, vai ver se Pedro vai ficar 
apenas com beta 2 de resgaste ou se ele vai 
precisar de corticoide inalatório.

Mais conteúdos dessa disciplina