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16/09/2022 14:32 Morfossintaxe da língua inglesa https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=DeUZ0VXh7mpxdCHN%2f5WNRQ%3d%3d&l=RQFemVwlyLz88xvEHP912Q%3d%3d&cd=… 1/17 MORFOSSINTAXE DA LÍNGUA INGLESA CAPI�TULO 1 - INTRODUÇA� O A� MORFOLOGIA DA LI�NGUA INGLESA Raquel Rossini 16/09/2022 14:32 Morfossintaxe da língua inglesa https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=DeUZ0VXh7mpxdCHN%2f5WNRQ%3d%3d&l=RQFemVwlyLz88xvEHP912Q%3d%3d&cd=… 2/17 Introdução Você saberia responder o que é a morfologia e quais são seus conceitos básicos? Qual é a origem da lı́ngua inglesa? Aliás, por que a lı́ngua inglesa tem tantas palavras de origem latina? Como se deu essa in�luência? Vamos começar este primeiro capı́tulo realizando um panorama da morfologia da lı́ngua inglesa. Dessa forma, iremos conceituar a morfologia, apresentando alguns de seus conceitos básicos, bem como a relação desse campo de estudo com outras áreas da linguı́stica, como a Semântica, a Sintaxe e a Fonologia. Depois, nos aprofundaremos a respeito da origem da lı́ngua inglesa e da in�luência do latim no idioma. Para tanto, iniciaremos com a abordagem do conceito de morfema enquanto unidade mı́nima de sentido, com a apresentação de importantes morfemas para a formação de palavras em lı́ngua inglesa. Em seguida, iremos prosseguir para a noção de lexema, que é fundamental para a compreensão das diferentes palavras e dos sentidos que elas têm em uma lı́ngua. Também vamos compreender como as palavras são classi�icadas em simples, complexas, compostas e derivadas. Por �im, iremos observar os mecanismos puramente semânticos, puramente formais, semânticos e formais que estruturam a formação de lexemas. Ao �inal da unidade, teremos o entendimento sobre as múltiplas origens do léxico do inglês, a importante in�luência do latim na lı́ngua inglesa e os diferentes sinônimos que coexistem nesse idioma. Vamos começar? Acompanhe o conteúdo com atenção! 1.1 Morfologia da língua inglesa Você já deve ter observado que nossa lı́ngua materna, o português, apresenta palavras diferentes para expressar um mesmo assunto, ou seja, os sinônimos. Além disso, também deve ter percebido que as palavras podem assumir formas distintas para expressar funções diferentes: verbos, substantivos, adjetivos, plural, singular, entre outras. No entanto, essa não seria uma caracterı́stica exclusiva da lı́ngua portuguesa, visto que outros idiomas também a possuem. Isso porque “[…] não há lı́nguas primitivas: todas as lı́nguas são altamente complexas em cada um de seus nı́veis estruturais” (FRANÇA; FERRARI; MAIA, 2016, p. 24). Na lı́ngua inglesa, por exemplo, o adjetivo “happy” (feliz, alegre) pode ser modi�icado e transformado no substantivo “happiness” (felicidade, alegria), no adjetivo “unhappy” (infeliz) ou, até, no advérbio “happily” (alegremente). Assim, para cada nova função gramatical assumida por “happy”, são acrescentados elementos que a marcam. Tais elementos são denominados a�ixos: -(i)ness em happiness, un em unhappy e -(i)ly em happily. Nesse sentido, você sabe como funciona a formação de palavras na lı́ngua inglesa? Quais seriam os conceitos básicos para a compreensão desse processo? Vamos responder a essas e outras perguntas sobre a formação de palavras na lı́ngua inglesa ao longo deste tópico. Vejamos! 1.1.1 O que é morfologia? Quando nos comunicamos, fazemos uso constante das palavras. Andrew Carstairs-McCarthy, em sua obra de introdução à morfologia da lı́ngua inglesa, intitulada “An introduction to english morphology”, nos explica que “[…] o termo ‘palavra’ é parte do vocabulário de todo mundo” (CARSTAIRS-MCCARTHY, 2002, p. 1, tradução nossa). 16/09/2022 14:32 Morfossintaxe da língua inglesa https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=DeUZ0VXh7mpxdCHN%2f5WNRQ%3d%3d&l=RQFemVwlyLz88xvEHP912Q%3d%3d&cd=… 3/17 Desse modo, temos que as palavras fazem parte do estágio inicial da comunicação humana. Quando um bebê aprende a falar, ele ainda não elabora estruturas complexas e se restringe ao uso de palavras. Já as sentenças, que se caracterizam por terem maior complexidade, começariam a surgir em momento posterior a esse processo de aprendizagem (CARSTAIRS-MCCARTHY, 2002). A área da gramática que estuda a estrutura das palavras e as relações entre elas é denominada morfologia. Ela tem origem no grego, com a palavra “morphe”, que signi�ica forma (CARSTAIRS-MCCARTHY, 2002). Há sinais de que o estudo e a análise das palavras — em relação à formação e combinação delas — tenha ocorrido por muitos séculos. Contudo, a morfologia pode abranger perspectivas de estudos diferentes. Uma primeira abordagem pode ser a análise da estrutura interna, dos componentes de uma palavra; enquanto outra possibilidade de investigação pode ser a morfologia da linguagem de uma década, por exemplo (DAIJO, 2017). No caso do português brasileiro, surgiram diversas palavras novas ao longo das duas primeiras décadas dos anos 2000, como a pro�issão de youtuber ou o ato de sensualizar em um vı́deo, uma foto ou rede social. Assim, esse objeto de estudo oferece uma dimensão mais ampla de análise, pois não se restringe somente à estrutura interna e ao processo de formação dessas palavras. Há, portanto, um contexto sociocultural que está relacionado ao surgimento e ao uso dessas palavras, que podem ter apresentado um impacto em nossa sociedade, re�letindo hábitos, mudanças e valores da sociedade contemporânea. Tal perspectiva de estudo torna a morfologia “[…] uma ciência que estuda o comportamento das palavras, que está diretamente ligado à história, às decisões polı́ticas e à sociedade” (DAIJO, 2017, p. 12). A morfologia não dialoga apenas com fatores contextuais. Ela também está em constante interação com outras áreas de estudo da linguagem, como a semântica, a sintaxe, a fonologia e a pragmática. E� interessante observar que os elementos relativos a cada uma dessas áreas de estudo gramatical ocorrem de forma simultânea nas lı́nguas, de modo que há abordagens que contemplem mais de uma das áreas. Há, por exemplo, estudos de natureza sintático-semântica, abordando ocorrências de natureza sintática e semântica; ou morfossintática, contemplando elementos relacionados à morfologia e sintaxe. Além disso, “[…] esses quatro componentes não esgotam tudo o que se pode estudar a respeito de uma lı́ngua. Não tratam, por exemplo, da história das formas linguı́sticas, nem do uso das mesmas em diferentes situações sociais” (PERINI, 2005, p. 50). 16/09/2022 14:32 Morfossintaxe da língua inglesa https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=DeUZ0VXh7mpxdCHN%2f5WNRQ%3d%3d&l=RQFemVwlyLz88xvEHP912Q%3d%3d&cd=… 4/17 Dessa maneira, podemos observar que “[…] fatores morfofonológicos, semântico-pragmáticos e discursivos in�luenciam a regra de número” (FRANÇA; FERRARI; MAIA, 2016, p. 96) na lı́ngua portuguesa. Por exemplo, nos itens em que o plural é marcado mais de uma vez, é provável que a concordância entre os elementos permaneça no plural. Para compreendermos melhor, vamos observar o seguinte exemplo: os meninos bonitos. E� muito comum, na oralidade, dependendo da região do paı́s, que essa frase seja dita da seguinte forma: os menino bonito. Assim, o -s, marcador de plural, é perdido nas palavras que vêm depois do artigo de�inido, no plural (os). Agora, vamos comparar esse exemplo a “novos papeizinhos”. Nesse caso, há uma ênfase ou saliência fônica na pronúncia de “novos e de papeizinhos”. Tal saliência, de natureza fonológica, torna mais provável a pronúncia das duas palavras no plural, diferentemente de palavras em que apenas o -s é acrescentado, como no caso de Figura 1 - Mapa das disciplinas e subdivisões da linguı́stica Fonte: WEEDWOOD (2002, p. 11 apud DAIJO, 2017, p. 13). 16/09/2022 14:32 Morfossintaxe da língua inglesa https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=DeUZ0VXh7mpxdCHN%2f5WNRQ%3d%3d&l=RQFemVwlyLz88xvEHP912Q%3d%3d&cd=…5/17 “os meninos bonitos” (FRANÇA; FERRARI; MAIA, 2016). Sendo assim, na lı́ngua falada, a caracterı́stica morfológica de marcação de plural pode estar relacionada a aspectos fonológicos. Dentro desse contexto, como as lı́nguas têm uma complexidade muito grande, os linguistas apresentaram diferentes nı́veis de análise, que seriam perspectivas diferentes de observação dos fenômenos gramaticais (PERINI, 2005). As distintas esferas de análise das lı́nguas seriam a morfologia, a fonologia, a semântica e a sintaxe. Segundo Perini (2005), a sentença “Ana desprezou Ricardo” poderia ser analisada de maneiras diferentes. Sob o ponto de vista da pronúncia, a letra “o” na palavra “Ricardo” seria pronunciada com som de /u/, em vez de /o/, por ser uma vogal em posição �inal em uma palavra. Dessa forma, a fonologia seria o campo da linguı́stica com a função de estudar regras de pronúncia. Essa mesma sentença poderia ser interpretada do ponto de vista das relações estabelecidas entre seus elementos constituintes, bem como as posições assumidas por eles na sentença. Por exemplo, o verbo “desprezar” está conjugado como “desprezou”, na terceira pessoa do singular, porque está relacionado ao elemento anterior, Ana. A área da linguı́stica em que esse assunto é estudado é a sintaxe. Outra perspectiva de análise gramatical está relacionada aos sentidos assumidos por elementos gramaticais em uma lı́ngua. Conforme Perini (2005, p. 50) nos explica, “Ana provavelmente designa uma mulher, e Ricardo um homem. […] a pessoa desprezada é Ricardo, e não Ana”. Ainda de acordo com o autor, esses tipos de signi�icados resultam de um conjunto de regras que pertencem à área de estudo da semântica. Por �im, “Ana desprezou Ricardo” pode ser objeto de um estudo que considere o modo como as palavras são constituı́das internamente. Dessa forma, a palavra “desprezou” é constituı́da por desprez- + -ou, enquanto desprez- é uma estrutura constituinte de outras palavras com sentidos relacionados, como “desprezo” e “desprezı́vel”, sendo que -ou indica tempo verbal de passado (pretérito perfeito) e conjugação de pessoa e número (terceira pessoa do singular). VOCÊ O CONHECE? O professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais e pesquisador Mário Alberto Perini oferece uma grande contribuição para os estudos linguıśticos no paıś. Ele é autor de diversas obras que são referência na área de linguıśtica, como “Sintaxe” (2019), “Gramática descritiva do português brasileiro” (2016), “Princıṕios de linguıśtica descritiva” (2006) e “Para uma nova gramática do português” (1985). Vale a pena conhecer melhor sobre esse autor! 16/09/2022 14:32 Morfossintaxe da língua inglesa https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=DeUZ0VXh7mpxdCHN%2f5WNRQ%3d%3d&l=RQFemVwlyLz88xvEHP912Q%3d%3d&cd=… 6/17 De acordo com Perini (2005), partes de palavras são morfemas e há um conjunto de regras que determinam a sua ocorrência. Assim, no caso de verbos como “fazer”, a forma gramatical adequada para o verbo combinado com a palavra “eu” seria “�iz”, na sentença “eu �iz o trabalho”, em vez de “eu fazi”, que seria uma frase agramatical não prevista pelo conjunto de regras da gramática da lı́ngua. O campo de estudo da linguı́stica voltado para essas regras gramaticais é a morfologia. Você acabou de estudar uma abordagem geral das quatro áreas básicas do estudo da gramática de uma lı́ngua. Além disso, observou alguns exemplos de análise morfológica na lı́ngua portuguesa. Entretanto, como esse tipo de estudo ocorre em lı́ngua inglesa? Vamos nos aprofundar sobre isso com o próximo item. 1.1.2 Morfologia aplicada na língua inglesa O professor Denilso de Lima, de lı́ngua inglesa, em sua obra “Gramática de uso da lı́ngua inglesa: a gramática do inglês na ponta da lı́ngua” (2010), discute dois conceitos básicos de gramática: a normativa e a de uso. Segundo o autor, a gramática normativa estaria relacionada às normas prescritas ao funcionamento de uma lı́ngua, ou seja, seriam as “[…] regras e os termos técnicos usados para descrever a lı́ngua. Em outras palavras, a gramática do certo e do errado, aquela do não escreva ou fale assim, pois está errado” (LIMA, 2010, p. 31). Já a gramática de uso seria a natural, funcional, utilizada naturalmente no dia a dia dos falantes nativos da lı́ngua. VOCÊ QUER LER? A obra “Estruturas morfológicas do português”, do pesquisador Luiz Carlos de Assis Rocha, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), apresenta um panorama do campo de estudo da morfologia, com conceitos básicos da área e regras de formação de palavras na lıńgua portuguesa. Apesar de não haver qualquer enfoque na morfologia da lıńgua inglesa, o livro permite um conhecimento dos princıṕios básicos desse campo de estudo, permitindo ao leitor a compreensão da área a partir da morfologia da sua lıńgua materna. 16/09/2022 14:32 Morfossintaxe da língua inglesa https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=DeUZ0VXh7mpxdCHN%2f5WNRQ%3d%3d&l=RQFemVwlyLz88xvEHP912Q%3d%3d&cd=… 7/17 A proposta de Lima (2010), de estudarmos a lı́ngua inglesa de acordo com o seu uso, sem teorias distantes da aplicabilidade das regras gramaticais, pode ser relacionada, de algum modo, à corrente teórica da Linguı́stica Funcional Centrada no Uso (LFCU) ou Usage-Based Linguistics, em inglês. Essa linha de estudo é derivada da área da Linguı́stica Funcional norte-americana, que se tornou conhecida a partir de 1970. Ela tem, entre seus representantes, pesquisadores como Talmy Givón, Wallace Chafe e Joan Bybee. As pesquisas funcionalistas têm o objetivo de “[…] analisar a lı́ngua do ponto de vista do contexto linguı́stico e da situação extralinguı́stica. A proposta é que o estudo do discurso e da gramática seja simultâneo, para que se possa entender como a lı́ngua se con�igura” (CUNHA; BISPO; SILVA, 2013, p. 14). Dessa forma, independentemente do tipo de estudo (fonologia, sintaxe, semântica ou morfologia), as lı́nguas podem ser analisadas conforme seus contextos de uso, a partir do modo e da frequência de utilização das suas estruturas gramaticais. Nesse sentido, agora que você já sabe que a lı́ngua inglesa pode ser estudada por diferentes correntes teóricas, mais conservadoras e prescritivas ou recentes e centradas no uso da lı́ngua, vamos focar um pouco no nosso objeto de estudo: a morfologia. A morfologia também pode ser abordada a partir das regras da gramática normativa ou da que emerge do uso da lı́ngua, mas como seria a morfologia da lı́ngua inglesa? A menor parte das palavras que possui função ou sentido gramatical é o morfema (DELAHUNTY; GARVEY, 2010). A área da gramática preocupada com a estrutura das palavras e com as relações entre palavras envolvendo os morfemas que as compõem é a morfologia. VOCÊ QUER VER? Denilso de Lima é autor de diversos livros que abordam a gramática da lıńgua inglesa. Ele também possui sua própria plataforma de aprendizagem (“Inglês na Ponta da Lıńgua”) e um canal o�icial no YouTube. Nesse canal, há vıd́eos sobre a gramática do inglês, mas um em especı�́ico, intitulado “Gramática de uso da lıńgua inglesa”, o autor explica o conceito da gramática de uso, que estaria relacionado a uma abordagem prática de elementos gramaticais em inglês. Veja o vıd́eo em: https://www.youtube.com/watch?v=TIlMNcJNabo (https://www.youtube.com/watch? v=TIlMNcJNabo). https://www.youtube.com/watch?v=TIlMNcJNabo 16/09/2022 14:32 Morfossintaxe da língua inglesa https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=DeUZ0VXh7mpxdCHN%2f5WNRQ%3d%3d&l=RQFemVwlyLz88xvEHP912Q%3d%3d&cd=… 8/17 Vamos considerar o caso da palavra, em inglês, “helpfulness”. Nela, temos a palavra “help” e os morfemas -ful e -ness. Tais morfemas não seriam aleatoriamente adicionados à palavra “help”. Em primeiro lugar, -ful é adicionado a “help”, formando o adjetivo “helpful”. Em seguida, é formado o substantivo “helpfulness”, com o acréscimo do morfema -ness ao adjetivo“helpful”. Vejamos o quadro a seguir para compreender um pouco mais a respeito desse assunto. Como podemos observar, diferentes tipos de morfemas podem ser acrescentados à palavra base ou à raiz (root, em inglês). Os morfemas acrescentados depois da raiz são os su�ixos. No caso da palavra “help”, os morfemas -ful (como em “helpful”), -less (como em “helpless”), -ness (como em “helpfulness”) e -er (como em “helper”) são su�ixos. Já quando o morfema se encontra antes da raiz, ele é denominado pre�ixo, como un- em “unhelpful”. VOCÊ SABIA? Na morfologia da lıńgua portuguesa, o elemento base de uma palavra, que não se altera, é denominado raiz (root, na morfologia inglesa). Por exemplo, no caso das palavras “ativo”, “ativar” e “ativação”, ativ- seria a raiz. Em inglês, as palavras e suas respectivas morfologias são diferentes, mas semelhantes caracterıśticas podem ser observadas. Por exemplo, no caso da palavra “helpfulness”, help seria a raiz. Quadro 1 - Exemplos de morfemas para formação de palavras em inglês Fonte: Elaborado pela autora, 2020. 16/09/2022 14:32 Morfossintaxe da língua inglesa https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=DeUZ0VXh7mpxdCHN%2f5WNRQ%3d%3d&l=RQFemVwlyLz88xvEHP912Q%3d%3d&cd=… 9/17 Conforme Carstairs-Mccarthy (2002), a lı́ngua inglesa se destaca por ter palavras com alto nı́vel de complexidade, como “helpfulness”. Nela, há mais de um su�ixo acrescentado, tratando-se de uma caracterı́stica bastante comum no idioma. Outra caracterı́stica comum na lı́ngua inglesa é a combinação entre morfemas livres e presos. Você já aprendeu que existe um elemento base de sentido da palavra, que é a raiz (root), que se repete nas palavras derivadas. Essa raiz também é considerada um morfema, que pode ser classi�icado de duas formas: morfema solto (free morpheme) e morfema preso (bound morpheme). Vamos analisar alguns exemplos desses tipos de morfemas no quadro a seguir. Observe! Assim, quando observamos palavras como “helpful”, “readable”, “performance” e “whiteness”, podemos perceber que elas apresentam uma palavra base completa. Temos, então, as palavras “help” + -ful, “read” + - able, “perform” + -ance e “white” + -ness como morfemas soltos. Já os morfemas presos são aqueles em que a raiz (root) não tem seu sentido completo sem outro morfema. Temos como exemplo o morfema magn, raiz das palavras “magnify” (magn + ify) e “magni�ic” (magn + i�ic), que necessita de outro morfema para a formação de uma palavra com unidade total de sentido. Apesar de os dois tipos de morfemas serem comuns na lı́ngua inglesa, os morfemas soltos têm recorrência maior no idioma. Essa seria uma caracterı́stica das origens germânicas do inglês (CARSTAIRS-MCCARTHY, 2002). Agora que aprendemos um pouco mais a respeito da morfologia da lı́ngua inglesa, vamos nos aprofundar na compreensão da formação de palavras. A�inal, o que seria um lexema? O que esse conceito tem a ver com a formação de palavras em inglês? Iremos responder essas perguntas no próximo tópico! Quadro 2 - Palavras inglesas com dois morfemas Fonte: Elaborado pela autora, baseado em CARSTAIRS-MCCARTHY (2002). 1.2 Léxico da língua inglesa: origem e desenvolvimento (parte 1) Você já observou que as pessoas utilizam determinado conjunto de palavras nas lı́nguas que falam? Algumas utilizam mais certas expressões de uma lı́ngua, enquanto outras pessoas podem preferir utilizar expressões distintas para uma mesma ideia. Os diferentes repertórios de vocabulário dos falantes podem depender de fatores contextuais, contato com linguagem escrita, regiões do paı́s, entre outros. Independentemente de suas escolhas de vocabulário, os falantes de uma lı́ngua têm um “dicionário mental” ou léxico em suas mentes (DAIJO, 2017). 16/09/2022 14:32 Morfossintaxe da língua inglesa https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=DeUZ0VXh7mpxdCHN%2f5WNRQ%3d%3d&l=RQFemVwlyLz88xvEHP912Q%3d%3d&cd… 10/17 De acordo com Daijo (2017, p. 15), “[…] as formas de palavras [...] são concretas e podem ser pronunciadas e usadas em escrita”, mas os lexemas, associados às palavras, seriam abstratos. Assim, ao longo deste tópico, estudaremos sobre os lexemas. Acompanhe! 1.2.1 O que é um lexema? Carstairs-Mccarthy (2002) de�ine como lexema um tipo mais abstrato de palavra. No entanto, o que, exatamente, seria essa forma abstrata? Vamos observar alguns exemplos para compreendermos melhor o conceito? Observe as seguintes sentenças: 1. “Everybody likes basically the same kind of rock' n' roll music […]”. 2. “I liked the project”. 3. “Guest speakers like Saturdays”. Como você pôde observar, nas duas primeiras sentenças o verbo “like” apresenta formas variantes: na primeira sentença, ele é acrescido de -s, enquanto na segunda é acrescido de -d. Já na terceira sentença não há qualquer tipo de modi�icação, pois o verbo está no tempo presente (present simple), precedido por “guest speakers” (sujeito na terceira pessoa do plural). Dessa forma, o verbo não deve apresentar variação, permanecendo semelhante à palavra abstrata. Por outro lado, Alexander Tokar (2012, p. 63, tradução nossa) de�ine um lexema como uma “[…] associação convencionalizada entre qualquer forma livre e algum tipo de sentido lexical em particular”. Por exemplo, no caso da palavra “cat” (gato), o lexema “cat” seria formado pela associação entre o signi�icante cat e o sentido lexical cat. Carstairs-Mccarthy (2002) complementa que esse conceito invariável de uma palavra, que não é �lexionado nas sentenças, seria o lexema. Outro exemplo, segundo o autor, seria o caso de “pianist”: a palavra “pianists” seria a forma no plural do lexema “pianist”. De acordo com Tokar (2012), o conceito de lexema seria estruturado por quatro componentes: signi�icante, signi�icado, sintaxe e sociolinguı́stica. Mas como poderı́amos veri�icar a interrelação entre esses quatro componentes? Para tanto, é importante notarmos que um lexema não consiste, necessariamente, em apenas uma palavra. Ele também pode ser constituı́do por uma expressão, como “kick the bucket”. Conforme apontado por Tokar (2012), tal lexema pode ser analisado assim: significante: kick the bucket; significado: morrer; sintaxe: “kick the bucket” é um sintagma verbal que pode estar na posição do predicado de uma oração; sociolinguística: “kick the bucket” seria uma expressão informal do conceito de morrer. As palavras que representam os lexemas podem ser classi�icadas em dois tipos: simples ou complexas. Na lı́ngua inglesa, palavras como “true”, “friend” e “stand”, que não possuem pre�ixos ou su�ixos, são exemplos de palavras simples. Por sua vez, as palavras complexas poderiam ser segmentadas em, pelo menos, dois morfemas, como em “understand”, “boyfriend” e “history” (TOKAR, 2012). As palavras complexas ainda podem ser divididas em dois grupos: compostas (compounds) ou derivadas (derived or af�ixed). • • • • 16/09/2022 14:32 Morfossintaxe da língua inglesa https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=DeUZ0VXh7mpxdCHN%2f5WNRQ%3d%3d&l=RQFemVwlyLz88xvEHP912Q%3d%3d&cd… 11/17 As palavras compostas possuem duas ou mais raı́zes (roots), como “boyfriend”, que apresenta a junção entre as raı́zes “boy” e “friend”. Já as palavras derivadas possuem, pelo menos, uma raiz e um a�ixo (pre�ixo ou su�ixo) derivacional, como em “untrue”. Nesse caso, é adicionado o pre�ixo un- à raiz “true”, formando a palavra “untrue”. Tokar (2012) também nos explica que a formação de lexemas ocorre por meio de três mecanismos, divididos nas seguintes categorias: mecanismos puramente semânticos, mecanismos puramente formais e “[…] mecanismos que envolvem modi�icações tanto semânticas quanto formais” (TOKAR, 2012, p. 80). Os mecanismos puramente semânticos são aqueles que envolvem alteração apenas no conteúdo semântico de um lexema, como no caso de “mouse”, em que há o lexema original, com o signi�icado de rato ou animal roedor; e há um segundo lexema, gerado por um processo de idiomatizaçãocompleta do primeiro lexema. Isto é, de maneira metafórica e idiomática, houve a geração de um segundo lexema com o sentido de um dispositivo de computadores. Já entre os mecanismos puramente formais, podemos destacar a formação do lexema (lexeme manufacturing), o empréstimo isomór�ico (isomorphic borrowing) e a a�ixação isomór�ica (isomorphic af�ixation). O primeiro mecanismo, de formação de lexemas, ocorreria de maneira arbitrária de um signi�icante que não existia anteriormente (TOKAR, 2012). Para entendermos melhor, vamos observar um lexema em lı́ngua portuguesa? Considere o lexema “sofá”. Ele não oferece qualquer indicação de que o seu criador (ou criadores) escolheu, deliberadamente, o signi�icante para expressar um signi�icado especı́�ico. Conforme Tokar (2012, p. 82, grifo do autor, tradução nossa), “[…] a formação arbitrária é, então, a criação de um signi�icante não- motivado, como table, que não oferece qualquer pista sobre por que aquele mesmo signi�icante foi escolhido por seu criador para expressar um certo signi�icado”. O empréstimo isomór�ico, por sua vez, ocorre quando um lexema de outra lı́ngua é apropriado sem qualquer alteração do sentido original. Por exemplo, Figura 2 - Classi�icação das palavras constituintes dos lexemas Fonte: Elaborada pela autora, 2020. 16/09/2022 14:32 Morfossintaxe da língua inglesa https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=DeUZ0VXh7mpxdCHN%2f5WNRQ%3d%3d&l=RQFemVwlyLz88xvEHP912Q%3d%3d&cd… 12/17 […] os falantes de inglês emprestaram o lexema KINDERGARTEN do alemão sem alterar o seu signi�icado: no momento do empréstimo (1852), o lexema alemão tinha o signi�icado semi- idiomático “uma escola para a instrução de crianças jovens de acordo com o método proposto por Friedrich Froebel [...]”. (TOKAR, 2012, p. 82, tradução nossa) Já na a�ixação isomór�ica, o lexema tem signi�icados representados diretamente pelos signi�icados dos seus constituintes. Por exemplo, no caso do lexema “untrue”, os signi�icados de falso ou não verdadeiro são dedutı́veis por meio dos signi�icados de seus constituintes: un-, que signi�ica not (não); e “true”, que signi�ica verdadeiro. Por �im, entre os mecanismos que envolvem modi�icações tanto semânticas quanto formais, encontram-se a composição (compounding)e a fusão (blending). O mecanismo de composição forma lexemas compostos. Eles podem ser segmentados em duas ou mais raı́zes (roots) e seus signi�icados não são representados completamente pelos signi�icados dos seus elementos constituintes (TOKAR, 2012). Mas como ocorre uma formação de lexema por composição? O exemplo seguinte ilustra o uso de um lexema composto: “it was two weeks before Chinese New Year, the spring festival that marks the end of winter”. Observe que o lexema “spring festival” “[…] não signi�ica ‘qualquer festival que tenha algo a ver com a primavera’” (TOKAR, 2012, p. 84, tradução nossa). Apesar de conter as raı́zes “spring” (primavera) e “festival” (festival), o lexema tem o signi�icado de “festival que ocorre na primavera”. Assim, por não se referir a qualquer festival relacionado à primavera, mas, sim, a um festival que ocorra no perı́odo da primavera, tal lexema tem, também em seu signi�icado, o sentido quase idiomático de ocorrer (no perı́odo da primavera). A fusão é a junção de lexemas diferentes para formar um novo. Por exemplo, o lexema “Brangelina” seria formado a partir da fusão dos lexemas “Brad Pitt” e “Angelina Jolie”, na referência ao casal (TOKAR, 2012). 1.3 Léxico da língua inglesa: origem e desenvolvimento (parte 2) E� comum observarmos, em inglês, palavras diferentes, com gra�ias e pronúncias distintas para designarem um mesmo signi�icado. As múltiplas origens do léxico na lı́ngua inglesa são uma explicação recorrente para essa questão. Lı́nguas como o latim, o francês e o holandês são apenas alguns exemplos das muitas que, ao longo dos séculos, exerceram in�luência semântica, morfológica e fonológica no inglês. Para compreender o porquê de a lı́ngua inglesa ter sofrido uma in�luência tão diversa em seu léxico, acompanhe este tópico de estudo! 1.3.1 Múltiplas origens do léxico do inglês Carstairs-Mccarthy (2002) menciona que o inglês é uma lı́ngua da famı́lia germânica ocidental (famı́lia linguı́stica do idioma indo-europeu). Ela teria originado lı́nguas como o alemão e o holandês. Ainda de acordo com o autor, o inglês se distancia um pouco das lı́nguas germânicas nórdicas, como o norueguês, o dinamarquês e o sueco. Apesar de ter origens muito próximas às do alemão, o inglês também tem semelhanças com o francês. Embora as duas lı́nguas tenham origens distintas, uma vez que a lı́ngua francesa apresenta origem latina; o território inglês foi dominado, após 1066, por um monarca que tinha uma variante do francês como lı́ngua materna (CARSTAIRS-MCCARTHY, 2002). O francês, assim como o português e o espanhol, é uma lı́ngua românica, derivada do latim. Muitas palavras emprestadas do idioma, utilizadas na lı́ngua inglesa, têm, na verdade, origem latina. 16/09/2022 14:32 Morfossintaxe da língua inglesa https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=DeUZ0VXh7mpxdCHN%2f5WNRQ%3d%3d&l=RQFemVwlyLz88xvEHP912Q%3d%3d&cd… 13/17 Ao longo dos anos, o inglês voltou a ser a lı́ngua de uso diário no território da Inglaterra, mas o francês ainda permaneceu como lı́ngua utilizada na Administração e no Direito. Dessa forma, a lı́ngua inglesa tem uma in�luência marcante da lı́ngua francesa em comparação às outras lı́nguas de origem germânica (CARSTAIRS- MCCARTHY, 2002). Temos, também, que há diversos pares de palavras do inglês que têm origem protoindo-europeia, lı́ngua que levou à derivação dos idiomas dos grupos germânico e românico, mas que foram emprestadas pela lı́ngua inglesa por fontes diferentes: francês e latim (CARSTAIRS-MCCARTHY, 2002). Vamos entender melhor como esses cognatos surgem na lı́ngua inglesa? Usemos como exemplo da palavra “heart”, que teve origem protoindo-europeia. De acordo com Carstairs- Mccarthy (2002), devido a alterações na pronúncia, a palavra se transformou em cord-, no latim, e cœur, no francês. Dela, formou-se a palavra “courage” por derivação, com o signi�icado metafórico de disposição ou coração. Por volta de 1300, “courage” foi emprestada ao inglês. Seu sentido moderno teria sido observado em 1375, mas a mesma raiz, em sua forma latina, cordial, foi emprestada por volta de 1400 (CARSTAIRS-MCCARTHY, 2002). No quadro na sequência podemos observar alguns a�ixos derivacionais de origens diferentes. Quadro 3 - Exemplos de palavras em inglês emprestadas de diferentes lı́nguas Fonte: Elaborado pela autora, baseado em CARSTAIRS-MCCARTHY (2002). 16/09/2022 14:32 Morfossintaxe da língua inglesa https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=DeUZ0VXh7mpxdCHN%2f5WNRQ%3d%3d&l=RQFemVwlyLz88xvEHP912Q%3d%3d&cd… 14/17 Entretanto, quais processos históricos justi�icariam essa in�luência? Como o latim estaria associado a certas áreas do conhecimento, em inglês, como a Medicina e o Direito, a um nı́vel de maior formalidade? Aprenderemos sobre isso no próximo tópico. Quadro 4 - A�ixos derivacionais de origens diferentes mais frequentes Fonte: Elaborado pela autora, baseado em CARSTAIRS-MCCARTHY (2002). 1.4 Influência do latim no inglês Como já sabemos, a lı́ngua inglesa possui morfemas e lexemas de origens não germânicas. Por exemplo, você já percebeu que há lexemas diretamente relacionados ao latim, como “bacterium” (singular) e “bacteria” (plural)? Casos como esse são bastante comuns na lı́ngua inglesa, principalmente em certas áreas do conhecimento, como as cientı́�icas ou com maior emprego de linguagem formal. Além disso, você já se perguntou sobre a coexistência de palavras sinônimas com gra�ias e pronúncias completamente diferentes, como “better” e “improve”, por exemplo? A in�luência latina no inglês também ocorreu de forma indireta, por meiode outras lı́nguas românicas, como o francês. Vamos, então, neste último tópico, entender como a in�luência cultural de diferentes governantes (diferentes reinos ou impérios) in�luenciou no intercâmbio linguı́stico entre a lı́ngua inglesa e outros idiomas. 1.4.1 Origens latinas da língua inglesa Em sua obra, intitulada “A history of the English language”, os pesquisadores Albert C. Baugh e Thomas Cable explicam as origens da lı́ngua inglesa e detalham a in�luência latina no idioma. De acordo com os autores, o latim também foi uma lı́ngua de grande in�luência na lı́ngua inglesa, emprestando vocabulário que permanece no idioma até os dias atuais. 16/09/2022 14:32 Morfossintaxe da língua inglesa https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=DeUZ0VXh7mpxdCHN%2f5WNRQ%3d%3d&l=RQFemVwlyLz88xvEHP912Q%3d%3d&cd… 15/17 Esse contato entre o inglês e o latim não teria ocorrido uma única vez, de maneira pontual. O processo de in�luência latina teria acontecido em três momentos diferentes no inglês antigo (old english): no contato das tribos germânicas anglo-saxãs que iriam ocupar a Inglaterra; no futuro, com os romanos, no contato militar e comercial da ilha correspondente à Grã-Bretanha de hoje com a civilização romana; e quando missionários reintroduziram o catolicismo na Inglaterra (BAUGH; CABLE, 2002). O afastamento dos romanos do território britânico, somado à invasão de tribos germânicas, resultou no desaparecimento quase completo das marcas latinas na lı́ngua inglesa daquela época (BAUGH; CABLE, 2002). Permaneceram apenas nomes de cidades originados da palavra latina “ceaster”, como “Chester, Colchester, Dorchester, Manchester, Winchester, Lancaster, Doncaster, Gloucester, Worcester e muitos outros” (BAUGH; CABLE, 2002, p. 74, grifos dos autores, tradução nossa). Além disso, grande onda de in�luência latina na lı́ngua inglesa aconteceu no perı́odo de conversão do território britânico ao Cristianismo, em 597 d.C. Agostinho de Cantuária, o primeiro arcebispo de Canterbury, desempenhou papel importante na disseminação da fé católica no território anglo-saxão (BAUGH; CABLE, 2002). Como a Igreja Católica utilizava o latim como principal idioma, diversas palavras latinas, de natureza religiosa, como “candle”, “organ”, “nun”, “priest” e “temple” foram incorporadas pelo inglês (BAUGH; CABLE, 2002). A terceira fase de in�luência surgiu durante o domı́nio da Normandia (atual França) sobre o território britânico, entre 1066 e 1250. Dessa vez, a in�luência latina na lı́ngua inglesa se deu por meio do francês falado na época. No perı́odo, o francês era falado pela realeza e pelos nobres, que possuı́am ascendência francesa; CASO Imagine que uma escola brasileira reestruturou seu currıćulo para se tornar bilıńgue devido às novas demandas de mercado. A equipe pedagógica percebeu que os alunos, em transição do modelo monolıńgue para o novo, tinham muita di�iculdade de adaptação às aulas de inglês, em tempo integral. Entre os principais problemas relatados pelos professores estavam a falta de interesse e a di�iculdade de os estudantes relacionarem o idioma à realidade deles. Após várias reuniões para solucionar o problema, a equipe decidiu incorporar novas práticas ao currıćulo e à agenda escolar, com a justi�icativa teórica de que o latim e a cultura romana in�luenciaram a lıńgua inglesa com caracterıśticas que permanecem até os dias atuais. Nas aulas, os professores passaram a relacionar as origens e semelhanças entre o português e o inglês para sensibilizar os alunos para a lıńgua estrangeira. Além disso, a escola criou feiras e mostras culturais anuais para discussão e imersão nas culturas dos paıśes falantes desses idiomas. 16/09/2022 14:32 Morfossintaxe da língua inglesa https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=DeUZ0VXh7mpxdCHN%2f5WNRQ%3d%3d&l=RQFemVwlyLz88xvEHP912Q%3d%3d&cd… 16/17 enquanto o inglês era a lı́ngua das pessoas comuns (BAUGH; CABLE, 2002). Devido a esse contexto histórico de uso de diferentes lı́nguas em nı́veis sociais distintos e, consequentemente, contextos de formalidade, as lı́nguas românicas, como o latim (utilizado pelo clero) e o francês (falado pela realeza), estavam associadas a contextos de maior formalidade, como textos acadêmicos. Dessa forma, conseguimos compreender como áreas como a Medicina e o Direito possuem tantas expressões latinas (KURATH, 1972). Como pudemos perceber, então, a lı́ngua inglesa não á apenas uma lı́ngua franca, falada ao redor do mundo atualmente. O idioma também apresenta uma caracterı́stica muito especial: sofreu in�luência de uma grande quantidade de lı́nguas, como o francês, o latim, o holandês, o alemão, entre outras. Conclusão Chegamos ao �im do primeiro capı́tulo da disciplina de Morfossintaxe da Lı́ngua Inglesa, em que introduzimos sobre os princı́pios básicos relacionados. Agora, você já conhece os conceitos essenciais de morfologia e sabe que a formação do léxico na lı́ngua possui origens muito diversas. Nesta unidade, você teve a oportunidade de: compreender o objeto de estudo da área de Morfologia; aprender os conceitos de morfema e lexema, bem como a aplicação de ambos na área de Morfologia; identificar as origens latinas de lexemas em língua inglesa; aprender a história de formação da língua inglesa. • • • • Bibliografia BAUGH, A. C.; CABLE, T. A history of the english language. Londres: Routledge, 2002. BERLITZ, C. As línguas do mundo. São Paulo: Cı́rculo do Livro, 1982. CARSTAIRS-MCCARTHY, A. An introduction to english morphology. Edinburgh: Edinburgh University Press, 2002. CUNHA, M. A. F. da; BISPO, E. B.; SILVA, J. R. Linguı́stica funcional centrado no uso: conceitos básicos e categorias analı́ticas. In: CEZARIO, M. M; CUNHA, M. A. F. da (org.). Linguística centrada no uso: uma homenagem a Mário Martelotta. Rio de Janeiro: Mauad, 2013. DAIJO, J. Morfologia da língua inglesa. Porto Alegre: SAGAH, 2017. DELAHUNTY, G. P.; GARVEY, J. J. The English Language: from sound to sense. Fort Collins, Colorado: The WAC Clearinghouse and Parlor Press, 2010. FRANÇA, A. I.; FERRARI, L.; MAIA, M. A linguística no século XXI: convergências e divergências no estudo da linguagem. São Paulo: Contexto, 2016. 16/09/2022 14:32 Morfossintaxe da língua inglesa https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=DeUZ0VXh7mpxdCHN%2f5WNRQ%3d%3d&l=RQFemVwlyLz88xvEHP912Q%3d%3d&cd… 17/17 INGLE�S na Ponta da Lı́ngua. Gramática de uso da língua inglesa. [S. l.], 5 dez. 2016. 1 vı́deo (7 min). Disponı́vel em: https://www.youtube.com/watch?v=TIlMNcJNabo (https://www.youtube.com/watch? v=TIlMNcJNabo). Acesso em: 2 jan. 2020. KURATH, H. Alguns aspectos da história da lı́ngua inglesa. In: HILL, A. A. (org.). Aspectos da linguística moderna. São Paulo: Cultrix, 1972. LIMA, D. de. Gramática de uso da língua inglesa: a gramática do inglês na ponta da lı́ngua. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010. PERINI, M. Gramática descritiva do português. São Paulo: A� tica, 2005. ROCHA, L. C. A. Estruturas morfológicas do português. São Paulo: Martins Fontes, 2008. TOKAR, A. Introduction to english morphology. Frankfurt: Peter Lang, 2012. https://www.youtube.com/watch?v=TIlMNcJNabo