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Análise de caso: Em relação ao caso da enfermeira Carmen, partimos do princípio ético e legal de sua profissão, segundo BABOSA; SILVA (2017) “O profissional enfermeiro estuda e tem essa preocupação de aprimorar as relações interpessoais, sendo assim, os profissionais da enfermagem podem contribuir com a bioética na busca do outro, o ato de olhar o outro como um ser integral, o preocupar-se com as necessidades do outro”. Partindo desse pressuposto, podemos afirmar seguramente que a enfermeira Carmem feriu diversos princípios que embasam sua profissão. No que tange as concepções bioéticas, infligiu os princípios da beneficência e da não maleficência, onde quebrou a ética profissional e infligiu possíveis danos a paciente. Dentro da não-maleficência praticou uma ação que causaria consequentemente o mal da paciente, prejudicando a mesma em seus direitos de sigilo e ampliando os efeitos indesejados do diagnóstico da paciente. Ao infligir o princípio da beneficência , deixou de promover o bem e o respeito a paciente, bem como não minimizou as consequências possíveis sobre o dano causado ao ferir o sigilo da mesma contando a seus colegas e a mãe e a irmã da paciente mesmo antes dela saber o resultado do seu delicado diagnóstico. Além destes dois princípios Carmem feriu também o princípio da justiça, quando não tratou sua paciente de forma moralmente correta e adequado, não atuando com imparcialidade sobre seu diagnóstico de HIV. Carmem não colocou em prática características fundamentais de humanização para os profissionais em saúde quando feriu os direitos da paciente, não considerando seus sentimentos, seus valores não tendo a paciente como o centro do cuidado e atenção. Também feriu princípios ao não apresentar a mesma seu diagnostico devidamente explicado, tal como não fornecer orientação digna sobre o tratamento; não demonstrando a com empatia e afetividade, não evitando uma futura dor da mesma com a quebra de sigilo. Koerich, Machado e Costa (2004) “Não basta apenas, que o profissional de saúde tenha boas intenções de não prejudicar o cliente. É preciso evitar qualquer situação que signifique riscos para o mesmo e verificar se o modo de agir não está prejudicando o cliente individual ou coletivamente, se determinada técnica não oferece risco e ainda, se existe outro modo de executar com menos riscos”. Ao usar sem autorização os dados da paciente como resposta do seu trabalho de pós graduação de curso, a enfermeira infringiu rígidos protocolos da bioética e também da humanização em saúde como a beneficência. O respeito a pessoa e a justiça. Como também não houve autorização de paciente consentimento livre e esclarecido e na avaliação também não houve aprovação anterior à execução do projeto por um Comitê de Ética bem como não foi garantido a privacidade e confidencialidade não assegurando utilização das informações em prejuízo da paciente. Mostrando assim que Carmen infringiu umas das leis que asseguram a segurança de segurança de informações do paciente. Lei esta de número 13.709’2018, conhecida como Lei Geral de Proteção de Dados, que determina o direito a segurança dos dados do paciente, que mostra ser imprescindível o consentimento qualificado do titular dos dados sensíveis para o seu tratamento, afim de salvaguardar os direitos fundamentais da pessoa. Esses aspectos evidenciam que Carmem não respeitou os valores éticos imprimidos em sua profissão nem agiu de acordo com os princípios em humanização e colocando em risco e gerando prejuízos a sua paciente.