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Aspectos Genéticos da Resistência 
Bacteriana
RESISTÊNCIA BACTERIANA -Definição
• Fenômeno genético relacionado à existência de
genes contidos no microorganismo, que codificam
diferentes mecanismos bioquímicos que impedem a
ação das drogas.
Resistência Natural ou Intrínseca
• Caracteriza uma determinada espécie bacteriana e compõe
a herança genética cromossômica do microorganismo. É um
caráter hereditário, transmitido verticalmente as células filhas.
Ex.: Ausência do receptor para a ação do antibiótico.
Resistência Adquirida
• Surgimento do fenômeno de resistência a um ou vários
antibióticos numa população bacteriana originalmente
sensível.
Mutação / Transferência (Cromossoma, plasmídeo, bacteriófago
ou transposons)
Resistência Induzida
• Desrepressão de genes responsáveis por uma determinada
característica
RESISTÊNCIA BACTERIANA -Definição
Penicilina, 1940, Segunda 
Guerra Mundial
Cenário atual- RM
• Em hospitais norte-americanos, pertencentes ao
sistema NNIS (National Nosocomial Infections
Surveillance), entre os microrganismos isolados
em UTIs:
– 89,1% dos Staphylococcus e 59,5% dos S.aureus
eram resistentes à meticilina;
– 28,5% dos enterococos eram resistentes à
vancomicina.
• A prevalência de MRSA em UTIs norte-
americanas, quase dobrou, passando de
36,0% para 62,0%, entre 1992 e 2002.
Cenário atual- RM
• Na publicação do sistema NNIS de 2004, 20,6% dos
isolados de Klebsiella spp. eram resistentes a
cefalosporina, significando um aumento de 47,0%, em
relação a um período anterior compreendendo cinco
anos.
• Entre os isolados de P.aeruginosa, 31,9% eram
resistentes a cefalosporina , 29,5% às fluorquinolonas e
21,1% aos carbapenens, com elevação da resistência
a estes antimicrobianos, respectivamente, de 20,0%,
9,0% e 15,0% em relação ao período anterior.
Cenário atual- RM
Cenário atual- Novos ATM- nenhum
para Pseudomonas MR
Cenário Atual
Cenário atual - RM
A história dos medicamentos
• 2.000 AC: agora, coma esta raiz
• 1.000 AC: aquela raiz é pagã. Agora, reze esta 
prece.
• 1.850 DC: aquela prece é superstição. Agora, beba 
esta poção
• 1.920 DC: aquela poção é óleo de serpente. Agora, 
tome esta pílula
• 1.945 DC: aquela pílula é ineficaz. Agora, leve esta 
penicilina
• 1955 DC: “oops”... Os micróbios mudaram! Agora, 
leve esta tetraciclina.
• 1960 - 1999: mais 39 “oops”... Agora, leve este 
antibiótico mais poderoso.
• 2.000 DC: os micróbios venceram! Agora, coma esta 
raiz.
Resistência Microbiana
• Estudos realizados por Mc Gowan, 2001,
indicam explicações para a disseminação da
RM:
– 30 a 40% das infecções por microrganismos
resistentes - transmissão cruzada-
– 20 a 25% - pressão de seleção do uso de ATM;
– 20 a 25% -introdução de novos microrganismos;
– 20% - outras causas.
http://www.cdc.gov/ncidod/eid/vol7no2/pdfs/mcgowan.pdf
Surgimento da Resistência
• O uso de ATM promove a adaptação ou a morte dos
microrganismos, em um fenômeno conhecido como
pressão de seleção. Os microrganismos que
sobrevivem possuem genes de resistência, que podem
ser transmitidos a outros microrganismos da mesma
espécie ou até mesmo, de outros espécies.
• Bactérias podem trocar ou transferir genes de
resistência entre elas por diferentes vias, sendo que
estas podem ocorrer independentemente da replicação
bacteriana
Microrganismo resistente
Emergência de resistência 
microbiana
Microrganismo sensível
MIcrorganismo resistente
Gene de transferência de resistência
Cepas resistentes
raras
Cepas resistentes 
Dominantes
Exposição ao
antibiótico
Seleção de cepas resistentes
MECANISMO DE AÇÃO DOS 
ANTIBIÓTICOS
Principais mecanismos de RM
Alteração de permeabilidade
• As bactérias utilizam esta estratégia na aquisição de resistência.
• Alteração específica da membrana celular externa.
Ex: Pseudomonas aeruginosa (gram negativa)
Imipenem
Principais mecanismos de RM
Bomba de efluxo
O bombeamento ativo de antimicrobianos do meio
intracelular para o extracelular, isto é, o seu efluxo ativo,
produz resistência bacteriana a determinados
antimicrobianos.
EX: A resistência às tetraciclinas codificada por plasmídeos em
Escherichia coli resulta deste efluxo ativo.
Principais mecanismos de RM
Mecanismo enzimático
- O mecanismo de resistência bacteriano mais importante e 
freqüente é a degradação do antimicrobiano por enzimas
Mecanismo Enzimático
Nas bactérias Gram-negativas, o papel das β-lactamases na 
resistência bacteriana é complexo e extenso:
• Verifica-se a presença de quantidades abundantes de enzimas;
• Muitas delas inativam vários ATM β-lactâmicos,
• Os genes que codificam essas β-lactamases estão sujeitos a 
mutações que expandem a atividade enzimática e que são 
transferidos de modo relativamente fácil.
• Além disso, as β-lactamases de bactérias Gram-negativas são 
secretadas no espaço periplasmático, onde atuam em conjunto 
com a barreira de permeabilidade da parede celular externa, 
produzindo resistência clinicamente significativa a antimicrobianos. 
Fatores envolvidos na disseminação da resistência 
microbiana
Resistência antimicrobiana:
estratégias para prevenção
Saber 
utilizar
ATB
Prevenir a
transmissão
Prevenir
Infecção
Diagnóstico
Tratamento
efetivos
PatógenoMicrorganismo resistente
Resistência
microbiana
Uso de 
antimicrobianos
Infecção
Campaign to Prevent Antimicrobial Resistance in Healthcare Settings
Microrganismo susceptível
• Contenção da resistência
http://www.who.org
OMS 
Estratégias para conter a resistência
Contenção da resistência
• Contenção da resistência
Contenção da resistência
http://www.cdc.gov/drugresistance/healthcare/ha/12steps_HA.htm
12 passos para a contenção da 
resistência
Prevenir infecções
Diagnóstico
Uso de antimicrobianos
Prevenir transmissão
Passos e estratégias para prevenção da resistência aos
antimicrobianos
Estratégia: PREVENIR INFECÇÃO
Passo 1: Vacinar os pacientes e profissionais de saúde
Passo 2: Retirar os cateteres precocemente
Estratégia: DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO EFETIVO DAS INFECÇÕES
Passo 3: Identificar o microrganismo
Passo 4: Consultar o infectologista
Estratégia: USO ADEQUADO DE ANTIMICROBIANOS
Passo 5: Praticar controle de antimicrobianos
Passo 6: Usar dados locais sobre perfil de resistência dos 
microrganismos
Passo 7: Tratar infecção, não contaminação
Passo 8: Tratar infecção, não colonização
Passo 9: Saber quando dizer “não” à vancomicina
Passo 10: Suspender os antimicrobianos quando a infecção for 
descartada ou tratada
Estratégia: PREVENIR TRANSMISSÃO
Passo 11: Isolar pacientes com microrganismos resistentes
Passo 12: Quebrar a cadeia de transmissão
Generalidades
QUIMIOTERÁPICOS x ANTIBIÓTICOS
► Origem dos principais antibióticos
Microrganismos 
Produtores
Antibiótico
Penicillium Penicilinas
Cephalosporium Cefalosporina
Streptomyces Estreptomicina, neomicina, canamicina, 
tobramicina, cloranfenicol, eritromicina, 
rifampicina, vancomicina, tienamicina
Micromonospora Gentamicina, sisomicina
Bacilus Polimixinas, bacitracina
Chromobacterium Aztreonam
Microbiologia de Bactérias Gram-positivas: Uma Abordagem Etnofarmacológica
Ação dos Antimicrobianos
► Bacteriostática
► Bactericida
Histórico
1928 – Alexander Fleming  Penicilina
1940 – Menos que 1% dos S. aureus  Resistentes a Penicilina
1935 – Gerhard Domark  Sulfa
1940 – II Guerra Mundial  Antibióticos “Balas Mágicas”
1946 – 60% Produtores de Penicilinases
► Estreptomicina, Tetraciclinas, Cloranfenicol, Eritromicina, 
Penicilinas semi-sintéticas
Resistência bacteriana a drogas
► Resistência natural  Ex. Escherichia coli  benzilpenicilina
► Resistência adquirida  Ex. E. coli  ampicilina
“O antibiótico não induz resistência. A resistência
adquirida é um fenômeno espontâneo da bactéria,
sendo os antimicrobianos apenas agentes seletores
de amostras resistentes.”
Bactérias que preocupam
Bactéria
Resistência a 
antimicrobianos
Doenças 
principais
Staphylococcus aureus Todos Infecçãode feridas, 
sistêmicas e 
endocardites
Enterococcus Vancomicina, 
aminoglicosídeos, 
cefalosporinas, penicilinas
Infecção de feridas, 
urinária, sistêmicas e 
endocardite
Mycobacterium 
tuberculosis
Aminoglicosídeos, 
isoniazina, rifamicina, 
pirazinamida
Tuberculose
Streptococcus 
pneumoniae
Aminoglicosídeos, 
penicilina, cefalosporinas, 
cloranfenicol, tetraciclina
Pneumonia, meningite
Haemophilus influenzae Cloranfenicol, penicilina, 
tetraciclina, trimetoprim
Meningite, pneumonia
Pseudomonas ssp. Imipenem, quase todos Pneumonia, infecções
As causas da resistência
► Capacidade de adaptação ao novo ambiente  Variabilidade 
genética gerada por mutação e mecanismos de transferência
● Condições que favorecem a seleção e disseminação de genes de 
resistência aos antibióticos
► Uso abusivo dos antimicrobianos nos hospitais
► Venda livre/Aquisição direta pelo doente (Automedicação)
► Indicação indiscriminada por médicos
► Uso como aditivo em ração animal
► Exposição a outros agentes seletivos como mercúrio
As causas da resistência
► Fatores atuais:
Maior imunodepressão (decorrente da AIDS, quimioterapia 
anticâncer e maior freqüência de transplantes)
► Modernos meios de transportes
► A tecnologia do DNA recombinante  organismos transgênicos 
vetores plasmídios
► Pressão seletiva natural de muitos antibióticos (fungos e 
bactérias)
Microbiologia de Bactérias Gram-positivas: Uma Abordagem Etnofarmacológica
Como salvar os antimicrobianos
► Medidas tecnológicas
● A busca de novos antimicrobianos
● Modificar ou rejuvenescer drogas já existentes
● Obtenção de vacinas por técnicas convencionais ou moleculares
► Medidas ecológicas
● Admitir que a resistência bacteriana é sério problema de SAÚDE 
PÚBLICA (F=G + A)
● Adotar ações que reduzam o uso dos antimicrobianos:
▬ Só usá-los se indispensável  Diagnóstico
▬ Realizar ANTIBIOGRAMAS
▬ Programas de vigilância hospitalar e comunitária
▬ Usar vacinas que aumentem as defesas do organismo e reduzam as 
necessidades de drogas
Microbiologia de Bactérias Gram-positivas: Uma Abordagem Etnofarmacológica
Controle infecção hospitalar
Microbiologia de Bactérias Gram-positivas: Uma Abordagem Etnofarmacológica
Seleção de linhagens 
resistentes as antimicrobianos
Transferência de genes de 
resistência para patógenos e 
não patógenos
Falha da droga e aumento 
do custo do tratamento
Microbiologia de Bactérias Gram-positivas: Uma Abordagem Etnofarmacológica
Controle laboratorial do tratamento das 
infecções bacterianas
► Determinação da sensibilidade das bactérias aos 
antimicrobianos
● Antibiograma com discos/Método de difusão em placas
● Determinação da concentração inibitória mínima (CIM ou MIC)
Placa ágar
Inóculo
24-48h
Discos
Plaqueamento

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