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Universidade Potiguar- UNP
PM-SUS
Facilitadores: Averlândio e Ana Luíza 
Grupo da UBS: 7
Componentes:
Letícia Nascimento Vila;
Leticia Filgueira de Oliveira Lima;
Leticia Soares Costa;
Lorena Brasil Basquez;
Marcela Medeiros Dantas Teixeira;
Maria Clara Oliveira Nascimento;
Valeska Vitória Gomes de Brito.
Trabalho em equipe - UBS Passagem de Areia I
· HIERARQUIZAÇÃO 
-Ideal : “A ESF propõe um modelo de organização voltado para maiores aproximação e valorização da comunidade, em detrimento da centralização profissional, buscando sair de um padrão de atenção médico-centrado para uma proposta multidisciplinar, horizontalizada e integradora”. (https://www.scielo.br/j/reben/a/yrHLD76PtNLYxRG7Pxs5MyD/?lang=pt&format=pdf )
-Realidade: a realidade do trabalho em equipe na ESF ainda se distancia do que é preconizado para a efetivação de uma atividade multiprofissional e compartilhada. Conforme alertam Lanzoni e Meirelles (2012), há uma inexistência de responsabilidade coletiva entre os membros da equipe, o que gera descontinuidade entre as ações específicas de cada profissional e uma pobre interação entre eles frente às atividades trabalhistas. (https://www.google.com/url?sa=t&source=web&rct=j&url=https://scielosp.org/article/sdeb/2015.v39n107/1044-1052/pt/&ved=2ahUKEwj1pfuqlrr6AhVhu5UCHQdRBlEQFnoECA0QAQ&usg=AOvVaw0heavh57xRUQZmBDPH0sOd).
 De acordo com a visão do grupo, dentro do contexto vivenciado na UBS Passagem de Areia I, as relações de trabalho na atualidade local vem sendo modificadas, de modo que quem assume a liderança são os demais profissionais, além do médico. Dessa forma, temos visto enfermeiros e técnicos de enfermagem assumindo essa posição, ainda que haja certo atrito entre os profissionais componentes da equipe.
Técnica de enfermagem - A minha equipe é um caso muito sério de assédio moral por parte do enfermeiro (antiético). Mas o médico é muito bom assim como os demais funcionários.
ACS - Na minha equipe não. Quem tem mais hierarquia é o médico, mas ele é tranquilo. Mas, em outras equipes é notória uma hierarquia bem elevada.
· COMUNICAÇÃO ENTRE OS SETORES DA UBS:
-Ideal: “Para melhor atender aos usuários deste modelo, ganha destaque a Política Nacional de Humanização, a qual visa humanizar a atenção e a gestão do SUS, buscando autonomia, protagonismo dos sujeitos e corresponsabilidade no cuidado. Isto implica criar instrumentos para que a gestão e os profissionais de saúde caminhem juntos para assistir ao usuário integralmente. Portanto, o trabalho em equipe é uma das principais estratégias para a consecução da integralidade. Segundo Silveira, Sena, e Oliveira (2011), a realização do trabalho em equipe surge da necessidade de estabelecer objetivos comuns e um plano de ações bem definido, em que os integrantes da equipe possibilitem condições suficientes ao desenvolvimento individual e grupal para um cuidado centralizado no usuário e na comunidade onde operam”. ( Referência: PNAB)
-Realidade: “A realidade do trabalho em equipe na ESF ainda se distancia do que é preconizado para a efetivação de uma atividade multiprofissional e compartilhada. Conforme alertam Lanzoni e Meirelles (2012), há uma inexistência de responsabilidade coletiva entre os membros da equipe, o que gera descontinuidade entre as ações específicas de cada profissional e uma pobre interação entre eles frente às atividades trabalhistas”. (Referência: (https://www.google.com/url?sa=t&source=web&rct=j&url=https://scielosp.org/article/sdeb/2015.v39n107/1044-1052/pt/&ved=2ahUKEwj1pfuqlrr6AhVhu5UCHQdRBlEQFnoECA0QAQ&usg=AOvVaw0heavh57xRUQZmBDPH0sOd).
 De acordo com a visão do grupo, o trabalho em equipe na unidade não ocorre como deveria, pois os profissionais afirmam que são desvinculados de suas equipes e por isso acabam trabalhando mais individualmente nos seus setores do que na sua própria equipe. Além disso, de acordo com nossa entrevistada, a não cooperação entre os funcionários da unidade básica sobrecarrega todas as demais equipes. 
Técnica de enfermagem - “Acho que não há muito trabalho em equipe. Somos desvinculados da equipe, trabalhamos mais nos setores do que na equipe. Principalmente no caso dos técnicos de enfermagem. Além disso, resolvemos tudo de todas as equipes”.
ACS - “O trabalho em equipe (na minha) funciona, apesar de termos algumas deficiências em relação à unidade de saúde. Por exemplo: na comunicação com outras equipes da unidade”.
· ORGANIZAÇÃO DA UBS
-Ideal: “A saber, o acolhimento à demanda espontânea na Atenção Básica pode se constituir como:
Dispositivo de organização do processo de trabalho em equipe - a implantação do acolhimento pode provocar mudanças no modo de organização das equipes, relação entre trabalhadores e modo de cuidar. Para acolher a demanda espontânea com equidade e qualidade, não basta distribuir senhas em número limitado, nem é possível encaminhar todas as pessoas ao médico, aliás o acolhimento não deve se restringir à triagem clínica. Organizar a partir do acolhimento exige que a equipe reflita sobre o conjunto de ofertas que ela tem apresentado para lidar com as necessidades de saúde da população e território. Para isso é importante que a equipe defina quais profissionais vão receber o usuário que chega; como vai avaliar o risco e vulnerabilidade; fluxos e protocolos para encaminhamento; como organizar a agenda dos profissionais para o cuidado; etc.”
- Política Nacional de Atenção Básica
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt2436_22_09_2017.html 
-Realidade: Esse trecho da Política Nacional de Atenção Básica contrasta com o relatado pela técnica de enfermagem entrevistada na nossa UBS, em que relatava uma sobrecarga do trabalho das técnicas de enfermeiras que ficam na triagem deixando de resolver os trabalhos de sua equipe de trabalho designada, passando para resolver os problemas de toda UBS atrapalhando o fluxo e comunicação no trabalho entre sua equipe, já que essa UBS é de grande contingente populacional e possui 4 equipes de trabalho.
Uma sugestão de melhora para a organização da UBS feita por ela foi de contratar uma técnica só para a triagem, para assim as técnicas das equipes, possam focar em resolver os problemas e demandas daquela equipe.
 De acordo com a visão do grupo, há uma sobrecarga em relação à atuação das técnicas de enfermagem, principalmente as que realizam a triagem, considerando a alta demanda e por assumirem papéis que fogem da sua atuação. Dessa forma, concordamos com a sugestão dada pela profissional em relação a necessidade da presença de uma técnica exclusiva nesse setor.
Técnica de Enfermagem - Sugestão: “É ter uma técnica específica para a triagem para que as técnicas das equipes resolvam os problemas da equipe. O maior impedimento do fluxo é a alta demanda, não conseguimos fazer uma escuta inicial qualificada devido ao alto barulho, dificultando o fluxo. Além disso, é muita gente”. 
ACS - “Há necessidade de melhorar o atendimento na triagem e no médico. Profissionais precisam se colocar mais no lugar do paciente”.
· REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE
-Ideal: A Portaria no 4.279 de 2010 do Ministério da Saúde (MS) reafirma a responsabilidade do SUS por um cuidado integral, apresenta a estratégia de organização de Redes de Atenção à Saúde (RAS) e a define como “arranjos organizativos de ações e serviços de saúde, de diferentes densidades tecnológicas, que integradas por meio de sistemas de apoio técnico, logístico e de gestão, buscam garantir a integralidade do cuidado”
O sistema de referência e contrarreferência (RCR) se refere ao mecanismo para o estabelecimento da comunicação. Através desse sistema é possível perceber, nos serviços de saúde, que o usuário obtém a continuidade no cuidado ofertado, em que cada informação sobre o usuário, advinda por diferentes profissionais de saúde e por diferentes serviços, é sempre válida para continuidade do cuidado desse indivíduo, visto como um todo e recebendo atenção integral. 
-Realidade: Há uma tendência de organização dos serviços de saúde e dos processos de trabalho
Página12