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Malária Plasmodium vivax e Plasmodium falciparum Importância • Doença tropical parasitária que mais causa problema sociais e econômicos no mundo • Uma criança morre a cada minuto com malária • 20% das mortes de crianças na África • 600 mil pessoas morrem com malária por ano • 40% da população tem risco de infecção • Na África predomina o P. falciparum • No Brasil toda a Amazônia legal, predominando o P. vivax. Existem alguns casos de malária na região serrana do estado do rio de Janeiro. • Além dessas espécies que vamos discorrer que infectam o homem, existem outras 22 espécies que infectar outros primatas, e 50 espécies capazes de infectar aves e repteis. Taxonomia Reino: Protista Sub-reino Protozoa Filo Apicomplexa Classe Sporozoa Ordem Hemosporidiida Família Plasmodidae Plasmodium falciparum Plasmodium vivax Parasitas intracelulares obrigatórios que invade células sanguíneas. Presença de complexo apical, organelas na região anterior envolvidas na invasão da célula hospedeira P. vivax só invade hemácias jovens e P. falciparum invade hemácias de qualquer idade, o que o torna mais agressivo. A espécie é fundamental para o sucesso do tratamento, por sua especificidade. Transmissão • Transfusão de sangue • Compartilhamento de seringa • Infecção congênita • Vetorial Vetorial Classe Insecta Ordem Diptera Família Culicidae Subfamília Anophelinae Anopheles sp São holometábolos. Os ovos são postos em águas límpidas, possuem flutuadores laterais. O ciclo leva de 3-4 semanas em condições ideais de temperatura e umidade. Forma evolutiva Esporozoíto • Infecta hepatócitos • Extremamente móveis • Alongado • Núcleo central e único e complexo apical Merozoitos • Infecta hemácias • Menores e mais arredondados que os esporozoítos • Moléculas da superfície da hemácia servem de receptores para ligantes presentes de merozoitos. Algumas dessas moléculas envolvendo a internalização são conhecidas e diferem de acordo com a espécie Ciclo pre eritrocítico/ Extra eritrocítico Antecede o ciclo sanguíneo e é assintomático, uma forma de escape do parasita que passa desapercebido. A infecção é intensificada no fígado, onde ocorre a maior produção de merozoitos (g). Uma vez que o Anopheles pica a pessoa infectada esses esporozoítos entram e, por meio de movimentos espirais, penetram várias células sem formar vacúolo até chegar no hepatócito para então formar o vacúolo parasitófago e estabelecer a infecção. Algumas pesquisas mostram que é necessário o esporozoíto atravessar várias células para então ativar proteínas de membrana para estabelecer a infecção. Forma- se o Esquizonte em um processo chamado esquizogônia, onde ocorre inicialmente a divisão do núcleo sem a divisão do citoplasma, depois vai ocorrer a separação do núcleo e do citoplasma proporcionando a individualização em merozoitos. Quando o hepatócito fica cheio de merozoitos ele libera merosomos aos poucos, vesículas cheias de merozoitos, isso não estimula o sistema imunológico demais além de passar desapercebidos pois estão protegidos pela membrana do hepatócito. Existe uma forma de resistência do parasita no fígado que chama Hipnozóitas, e depois de meses ou anos ocorre a reativação e se torna merozoitos. Ciclo eritrocítico Uma vez que o merozoitos infecta a hemácia (j) ele vai se diferenciar em trofozoíto jovem, depois ocorre a esquizogônia sanguínea formando o esquizonte sanguíneo. Ocorre divisão do núcleo e citoplasma e individualização dos merozoitos. (k). Na sequência o Merozoitos rompe a hemácia e leva ao desenvolvimento de sintomas. O Plasmodium vai se alimentar da hemoglobina das hemácias. O produto da sua degradação hemolítica é toxico, com isso o merozoitos, na tentativa de neutralização, forma hemozoína que são cristais pirogênicos. Esses cristais pirogênicos são liberado depois que a hemácia se rompe o que causa o desenvolvimento de febre. O DNA do parasita presente na superfície desses cristais é um dos fatores que desencadeia reações inflamatórias pois ativa o sistema imune inato. Pode acontecer, durante o ciclo, a formação do Gametócito no lugar do Esquizonte, e são os gametócitos que vão estabelecer a infecção no vetor, eles não vão invadir a hemácia e são o fim do ciclo do parasita no hospedeiro vertebrado. O Anopheles é o hospedeiro definitivo. Ao picar um humano infectado pode ingerir qualquer forma sanguínea (m), mas só o gametófito vai estabelecer em infecção (b). No intestino vão se diferenciar em micro e macro gametas flagelados. Ocorre a fecundação e formação do zigoto que é o oocineto, mais alongado (d). Esse zigoto tem a capacidade de penetrar as células intestinais e o encistamento ocorre no lado externo do tecido do intestino médio (e). Forma o oocisto que tem vários merozoitos dentro, depois ele se rompe, os milhares de merozoitos são liberado e vão se alojar nas glândulas salivares do mosquito (f). O mosquito é afetado pela infecção e pode colocar menos ovos, e ter uma taxa sobrevivência menor. Imunidade adquirida A mãe pode passar anticorpos para o feto, e, até seis meses de idade, a criança pode apresentar uma certa resistência a infecção pelos anticorpos adquiridos passivamente da mãe por meio da barreira placentária. Depois disso os anticorpos são eliminados e a criança pode apresentar um quadro mais grave de malária A partir da exposição a novas infecções por malária é que se adquire uma resposta imunológica mais eficiente. Uma pessoa em área endêmica se expõe muitas vezes ao longo da vida, e, depois de tanta exposição, ela acaba não desenvolvendo sintomas, então o problema realmente acaba sendo as crianças que não tem tanta imunidade adquirida. Patogenia Sintomas • Febre. Que ocorre pelo rompimento de hemácias, liberando hemozoína que tem atividade pirogênica. • Esplenomegalia. Baço aumentado devido a resposta inflamatória e pela resposta imunológica intensa. • Anemia. Pela destruição de hemácias pelo parasito. Ocorre também a lise de hemácias sadias por hemólise mediada por anticorpos desenvolvidos durante a infecção Acesso malárico • Frio intenso, tremores, acompanhado de náuseas e vomito • Calor intenso, dor de cabeça, náusea e vomito • Febre alta • Sudorese intensa, prostração e sono Citoaderência Formação dos knobs (PfEMPA1). Hemácia infectada pelo P. falciparum expõe proteínas secretadas pelo Plasmodium tornando-a aderente, consequentemente ela acaba aderindo a células endoteliais, endotélios profundos, podendo causar problemas sérios relacionados a malária grave como malária placentária e malária cerebral, e o acumulo de hemácias em vasos profundos, como do cérebro, pode levar a obstrução de vasos. O parasita faz isso para evitar que a hemácia circule e atinja o baço, porque, se isso ocorrer, ela vai ser reconhecida e destruída levando a morte do parasita. Acontece só no P. falciparum um dos fatores que torna ele agressivo. Todas as formas evolutivas fazem cito aderência, menos trofozoíto jovem e gametófito, isso torna as outras formas evolutivas menos visíveis em laboratório pois ficam aderidos a vasos profundos Outros fatores envolvendo patogenia Fatores para o parasita • Resistência a drogas • Taxa de multiplicação • Vias de invasão • Citoaderência • Polimorfismo antigênico • Toxina Fatores para hospedeiro • Imunidade • Citocinas pró inflamatória • Fatores genéticos • Idade • Gravidez • Acesso ao tratamento • Fatores econômicos e culturais • Estabilidade politica • Intensidade de transmissão Diagnostico A malária tem cura, baseada no tratamento e na identificação precoce. O diagnóstico é baseado frequentemente em analise do sangue periférico, masprecisam de técnicas treinadas para fazer o diagnostico do parasita. É importante fazer a identificação da espécie pois o tratamento é especifico e a cura e até a sobrevivência do paciente depende disso. No P. falciparum podemos encontrar poli parasitismo, outros parasitas dentro da mesma hemácia. Além disso ele pode ser bi nuclear, a hemácia infectada fica do mesmo tamanho que a não infectada e o gametófito em forma de foice, o que da o nome da espécie. No P. vivax a hemácia fica mais aumentada, cheia de grânulos e deformada, o parasita tem citoplasma mais irregular, e o gametófito é oval. Como podemos ver no gráfico, os programas de desenvolvimento da Amazônia e o aumento populacional na região resultou em um maior número de casos de malária. A infecção das duas espécies era praticamente a mesma, até que começou a se fazer o controle individualizado baseado no diagnostico e tratamento precoce, e o tratamento precoce no P. falciparum é mais fácil pois esse tem o período de incubação menor, em torno de 9 á 12 dias, enquanto no P. vivax é em média de 14 dias. E quando se detecta a infecção mais rápido se inicia o tratamento mais precocemente, possivelmente antes da formação do Gametócito, que são as formas que estabelecem a infecção no Anopheles sp. responsável pela transmissão vetorial. Tratamento O tratamento vai depender de qual é a espécie que está causando a infecção. E sempre é feito com mais de uma droga porque pode acontecer do Plasmodium sp. desenvolver resistência a droga. O tratamento pelo P. vivax é feito com cloroquina em 3 dias e primaquina em até 14 dias (primaquina é pra levar a morte de Hipnozóitas, formas dormentes) O tratamento pelo P. falciparum também é usado Primaquina, e uma combinação de Artemeter e Lumenfantrina nos 3 primeiros dias. O tratamento é mais curto pois não tem as formas de resistência no fígado Profilaxia • Detecção e tratamento precoce dos infectados • Evitar áreas de risco após o entardecer e ao amanhecer do dia • Uso de repelente, telas e mosquiteiros • Combate ao vetor • Estruturação do sistema de saúde • Desenvolvimento e aprimoramento de vacinas