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Uso dos artigos Chamamos de artigo a palavra variável que colocamos antes do substantivo para indicar, ao mesmo tempo, seu gênero e seu número. O artigo é basicamente demonstrativo. Sua função sintática principal é de adjunto dos substantivos. O artigo é classificado como: a) Definido: o, a, os, as; b) Indefinido: um, uma, uns, umas. Os artigos definidos determinam os substantivos de modo preciso e particular. Ao dizer "o livro", faz-se uma referência a um livro em particular. Já os indefinidos determinam os substantivos num aspecto vago, impreciso e geral. Quando se diz "um livro", menciona-se qualquer livro. Na língua portuguesa existe uma maneira de combinar os artigos com preposições. A combinação dos artigos definidos com as preposições a, de, em, por (per), resulta, respectivamente, em ao, do, no, pelo, à, da, na, pela, aos, dos, nos, pelos e às, das, nas, pelas. A combinação dos artigos indefinidos com a preposição em, e mais raramente a preposição de, resulta em: num, dum, numa, duma, nuns, duns, numas, dumas. O artigo transforma palavras de qualquer classe gramatical em substantivo. Exemplo: Ninguém sabe como será o amanhã. Também estabelece sua determinação ou indeterminação: Exemplos: Li o jornal ontem. Li um jornal ontem. No primeiro caso, está-se falando de um jornal em particular. No segundo, de qualquer jornal. Também distingue os homônimos e define seu significado. Exemplos: O rádio, a rádio; o capital, a capital; o moral, a moral. Emprego dos artigos De um modo geral, o artigo definido aplica-se para seres conhecidos ou já mencionados e o indefinido para seres desconhecidos, indeterminados ou que não se faz menção. Artigo definido 1) Dentre os nomes próprios geográficos, a língua distingue: a) os que repelem o artigo: Portugal, Roma, Atenas, Curitiba, São Paulo, Paris etc. Lembrar que estes nome de locais, quando acompanhados de adjetivos ou locução adjetiva, tornam obrigatório o uso do artigo: O velho Portugal, a Atenas de Péricles, etc. b) os que exigem o artigo: A Bahia, o Rio de Janeiro, a Amazônia, os Açores etc. c) alguns poucos que se usam, indiferentemente, como o artigo ou sem ele: Recife ou o Recife, Aracaju ou a Aracaju etc. 2) Nomes próprios de pessoas são determinados pelo artigo quando usados no plural. Os Maias, os Homeros, os Caxias, etc. Posto antes dos nomes de pessoas, o artigo denota intimidade e familiaridade. A Márcia estuda à noite. 3) O uso do artigo é facultativo diante de pronomes possessivos: Foi rápida a sua entrevista (ou sua entrevista). Omite-se o artigo definido a) antes dos pronomes de tratamento: Engana-se Vossa Senhoria, disse o rapaz. b) entre o pronome cujo e o substantivo imediato: Há animais cujo pêlo é liso (e não cujo o pêlo é liso). c) diante dos superlativos relativos: Ouvi os médicos mais competentes (e não os médicos os mais competentes). d) frequentemente nos provérbios e máximas: Tempo é dinheiro. e) antes de substantivos usados de uma maneira geral: Especialistas afirmam que mulher fica mais gripada que homem. f) diante da palavra casa, quando designa residência da pessoa que fala ou de quem se trata: Ficou em casa. Fui para casa. Todavia, se a palavra casa vier acompanhada de adjetivo ou locução adjetiva, deve ser anteposto, ordinariamente, o artigo: De tarde, a menina foi até a casa da avó. Artigo indefinido a) Apesar da imprecisão, o artigo indefinido transmite ao substantivo grande força expressiva: Em Estou com uma sede... o artigo indefinido denota a grande intensidade da sede que o emissor da frase sente. b) antepõe-se ao numeral quando não se pode precisá-lo: Ela deve ter uns 15 anos. c) antes de nomes próprios para acentuar a semelhança de alguém com um personagem célebre. Nesse caso o nome próprio passa a ser um nome comum: Revelou-se um Pavarotti. (um grande cantor) fonte: http://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/artigo-definicao-e-emprego.htm