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Memória e Inteligência - AV1 Processos Psicológicos II

Material sobre memória, esquecimento, amnésia, Alzheimer e inteligência. Apresenta processos (codificação, armazenamento, recuperação), categorias (sensorial, curto/trabalho, longo: declarativa e não declarativa), causas do esquecimento, aspectos neurológicos, tipos de amnésia e quadro do Alzheimer.

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Memória:
Capacidade do sistema nervoso de manter e recuperar habilidades e conhecimentos
· É a capacidade de registrar, armazenar e recuperar lembranças de fatos ocorridos ou aprendidos;
· Pode ser influenciada pelas emoções e pela atenção;
CODIFICAR - processo inicial, ocorre o registro de informações que podem vir a ser usadas pela memória;
ARMAZENAR - manutenção do conteúdo registrado;
RECUPERAR - o material é levado à consciência para ser usado.
· Tipos: Sensorial, curto e longo prazo;
Sensorial:
Atua na parte da codificação;
Capta as informações do meio ambiente a partir dos órgãos dos sentidos (sensação);
Se esvai muito facilmente, em milésimos de segundos, ou seja, não permanece muito tempo na memória;
É a etapa em que a informação é recolhida e repassada;
Por ser sensorial, ela pode ter significados/atribuições diferentes para cada pessoa;
Curto prazo/trabalho:
Informações limitadas (até 7 itens) e por pouco tempo;
Guarda informações conscientes e acessíveis;
Longo prazo: (não declarativa e declarativa)
Recebe informações da de curto prazo e armazena;
Tem capacidade e tempo de armazenamento ilimitados;
Organiza e mantém a informação disponível por muito tempo;
· Dividida em:
Não declarativa - evocada por ações;
Lembrança de ações, habilidades que foram aprendidas e vai ser evocada a partir da realização dela
Exemplo - andar de bicicleta, dirigir um carro;
(não requer um resgate intencional, ocorre automaticamente).
Declarativa (episódica e semântica)
Evocada por imagens ou palavras;
Lida com fatos e especificidades 
Significados de palavras, cores, nomes datas
Dividida em: 
Episódica:
Fatos cotidianos e pessoais;
Dividida em prospectiva (lembrar-se de lembrar de algo) e retrospectiva (lembrar e evocar fatos anteriores, previamente aprendidos);
Semântica: 
Fatos gerais, conhecimentos e significados.
· Aspectos neurológicos da memória:
A memória está distribuída por muitas áreas do cérebro, incluindo o hipocampo, o lobo temporal medial e as áreas sensitivas corticais. (KARL LASHLEY, 1950);
Em 1949, o psicólogo Donald Hebb propôs que a memória resulta de alterações nas conexões sinápticas. No modelo de Hebb, as memórias são armazenadas em várias regiões do cérebro que estão ligadas por circuitos de memória. 
Esquecimento:
Por que esquecemos?
· Codificação ineficiente: 
A informação não avança da memória de curtíssimo prazo;
Relacionado às falhas na atenção (não há como esquecer algo que não foi aprendido/codificado).
· Deterioração:
Traços de memória desaparecem com o tempo, ela é fragmentada;
Remoção seletiva das memórias, pois não há como lembrar de tudo;
Quanto mais complexa a informação, mais fácil de esquecer.
· Interferência
Competição entre informações, umas se sobrepõem sobre outras;
Pode ser retroativa (afeta a capacidade de recordar memórias antigas) ou proativa (memórias antigas dificultam a formação de novas memórias).
· Falhas no resgate
Esquecimento associado a uma forma não eficiente de estimular a lembrança.
· Esquecimento motivado 
Esquecer coisas em que não se quer pensar (traumas, lembranças negativas) como mecanismo de defesa;
Repressão – expulsa memórias, ideias, sentimentos para o inconsciente;
Recalcamento – manutenção de pensamentos e sentimentos traumáticos enterrados no subconsciente.
Amnésia:
Causada por lesões, derrames, alcoolismo.
· Retrógrada 
Problema em acessar eventos que ocorreram no passado, antes da lesão/doença.
- Anterógrada
Incapacidade de lembrar de eventos cotidianos e adquirir novas informações, posteriores à amnésia.
Filme: “Como se fosse a primeira vez”
Alzheimer
Processo de adoecimento que gera amnésia;
Doença neuro degenerativa (atrofia do tecido cerebral, diminuição da massa encefálica e perda gradativa de funções cognitivas);
Déficit grave na memória episódica (fatos pessoais);
Sintomas: problemas com a linguagem (comunicação/vocabulário limitado), perder objetos, dificuldade em executar atividades diárias, mudanças na personalidade (se tornar agressivo, ou melancólico), dificuldade em absorver novas informações; 
Tratamento – fisioterapia, psicologia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, tratamento farmacológico.
Inteligência
Em geral:
· A capacidade da pessoa de mostrar inteligência está ligada a ter excelentes habilidades de raciocínio.
· A inteligência é a capacidade de usar os conhecimentos para argumentar, tomar decisões, dar sentido aos acontecimentos, resolver problemas, compreender ideias complexas, aprender rapidamente e adaptar-se aos desafios ambientais. 
· Como os ambientes diferem entre si, os desafios ambientais podem ser diferentes, ou seja, a inteligência é influenciada pela cultura (bem como pela hereditariedade, além de ter relação com fatores neurológicos).
A inteligência é medida com testes padronizados:
· Abordagem psicométrica: mede o desempenho da pessoa em testes padronizados que avaliam as habilidades mentais. 
· Examinam os conhecimentos e a habilidade de resolver problemas.
· Na resolução de problemas, superamos obstáculos para passar de um estado atual para um estado da meta desejada.
Escala de Inteligência de Binet-Simon:
· A escala Binet-Simon expressava a pontuação de uma criança nos termos de “nível mental” ou “idade mental”. 
· A idade mental de uma criança indicava que ela tinha a habilidade mental típica de uma criança daquela idade cronológica.
Lewis Terman – expansão e revisão do teste de Binet: Escala de Inteligência Stanford-Binet
· Quociente de inteligência (QI) é a idade mental da criança dividida pela idade cronológica, multiplicada por 100
· A proporção do QI colocava todas as crianças (independente da idade) na mesma escala, que foi centrada em 100 se a idade mental delas correspondesse à idade cronológica.
· O QI pode ser importante, mas é apenas um dos fatores que contribuem para o sucesso na sala de aula, no trabalho e na vida em geral.
· Por isso, pessoas de origens privilegiadas, por exemplo, tendem a ter um QI mais alto.
Inteligência fluida x inteligência cristalizada
· A inteligência fluida é ser capaz de entender as relações abstratas e pensar logicamente sem conhecimento prévio. Processa informações em circunstâncias novas ou complexas (raciocínio rápido). 
· A inteligência cristalizada envolve conhecimentos adquiridos por meio da experiência, como vocabulário e informações culturais, e a capacidade de usar esse conhecimento para resolver problemas.
· A inteligência cristalizada cresce de maneira constante ao longo da idade adulta, enquanto a inteligência fluida declina de maneira constante.

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