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Prévia do material em texto

Educação Infantil: Currículo 
Responsável pelo Conteúdo:
Prof.ª Dr.ª Márcia Pereira Cabral
Revisão Textual:
Prof.ª Me. Sandra Regina Fonseca Moreira
Avaliação na Educação Infantil
Avaliação na Educação Infantil
 
 
• Apresentar os instrumentos de avaliação da Educação Infantil;
• Refletir sobre sua aplicabilidade prática, bem como o papel do professor nesse processo.
OBJETIVOS DE APRENDIZADO 
• Introdução;
• Refletindo sobre Avaliação;
• Momentos de Avaliação na Educação Infantil;
• Avaliação no Âmbito da Educação Infantil;
• Contexto Normativo Brasileiro;
• BNCC e Avaliação na Educação Infantil.
UNIDADE Avaliação na Educação Infantil
Introdução
Nesta unidade, vamos tratar da Avaliação na Educação Infantil (EI). Para que 
possamos entender como ela se processa nesse nível de ensino, é preciso, primeiro, 
entender o conceito de avaliação e o que os autores da área educacional pensam 
sobre o tema.
Figura 1
Fonte: Getty Images
Como a EI foi vista durante muito tempo como uma etapa sem ligação com a 
educação formal e com a aprendizagem efetiva, a avaliação nesse período era tida 
como desnecessária. Mesmo após mudanças nas perspectivas da EI, muitas pessoas 
ainda consideram a avaliação como um mecanismo de medição do conhecimento 
formal na forma de provas e testes.
A avaliação, contudo, não pode ser restrita somente a essa interpretação. É pre-
ciso refletir sobre as necessidades do processo avaliativo, seus objetivos e potenciali-
dades, para partir então para o contexto da Educação Infantil e suas possibilidades. 
Refletindo sobre Avaliação
Diversos autores discutem a questão da avaliação, trazendo, assim, diferentes defini-
ções para esse importante conceito na educação. Vejamos algumas dessas definições:
É um processo contínuo de pesquisas que visa interpretar os conheci-
mentos, habilidades e atitudes dos alunos, tendo em vista mudanças espe- 
radas no comportamento, propostas nos objetivos, a fim de que haja 
condições de decidir sobre alternativas do planejamento do trabalho do 
professor e da escola como um todo. (PILETTI, 2010, p. 190) 
8
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Avaliação é um processo de coleta e análise de dados, tendo em vista 
verificar se os objetivos propostos foram atingidos. No âmbito escolar, 
a avaliação se realiza em vários níveis: do processo ensino-aprendiza-
gem, do currículo, do funcionamento da escola como um todo. (HAYDT, 
2004, p. 288)
Os procedimentos de avaliação são um precioso e imprescindível elemento
para conhecer o que o sistema educativo desde o estabelecimento de 
políticas públicas até a realidade das classes pretende e obtém de seus 
alunos. (KRASILCHIK, in: CASTRO, 2002, p. 165) 
Podemos perceber que todos os autores citados remetem à avaliação como um 
processo cuja finalidade é verificar se o objetivo do ensino, a aprendizagem, está 
sendo alcançado.
Segundo Haydt (2004), a avaliação tem as seguintes funções:
• Diagnosticar: verificar o que o aluno já sabe e o que ainda não aprendeu, detec-
tando os conhecimentos prévios ou pré-requisitos para a aprendizagem. Realiza-
-se no início do período letivo ou de uma unidade de ensino. A autora relaciona 
esta função à Avaliação Diagnóstica;
• Controlar: acompanhar o processo de aprendizagem do aluno, assim como o 
ensino do professor, realizada ao longo do período letivo. Refere-se, segundo a 
autora, à Avaliação formativa;
• Classificar: destinada à promoção dos alunos; classifica os alunos de acordo 
com o nível de aproveitamento estabelecido e os resultados apresentados; rea-
lizada no final do período letivo ou de uma unidade de ensino. Denominada de 
Avaliação Somativa pela autora, mas a que alguns teóricos chamam de Avali-
ação Classificatória. 
O artigo “Avaliação da aprendizagem na perspectiva formativa e na classificatória” 
abrange a questão apresentada por Haydt. Disponível em: https://bit.ly/3eY2cCT
Para Hoffmann (1993), a avaliação tem que ser significativa, permitindo intervenções 
que favoreçam o relacionamento com os alunos e o diagnóstico da ocorrência ou não 
da aprendizagem, numa mediação constante. Por isso, defende o conceito de Avaliação 
Mediadora. A autora entende que avaliação é uma mediação que permite um diálogo 
com os alunos, querendo saber o que sabem, o que pensam, o que já construíram, para 
possibilitar o planejamento de ações que os tornem cada vez mais autônomos.
A avaliação tem o propósito de permitir que o professor conheça seus alunos, aper-
feiçoando o processo de ensino-aprendizagem para que seus objetivos possam ser alcan-
çados. Além disso, poderá diagnosticar prováveis dificuldades e promover seus alunos.
9
UNIDADE Avaliação na Educação Infantil
Figura 2
Fonte: Getty Images
A forma de encarar e realizar a avaliação reflete a atitude e a postura do professor, 
assim como suas relações com os alunos. Fica claro, desse modo, que a avaliação 
não possui um conceito único, nem acontece somente em um momento pré-deter-
minado, pois é formada por diversas ações estabelecidas pelos professores, com o 
intuito de diagnosticar as dificuldades de seus alunos, de procurar saná-las e também 
de diagnosticar o que eles já aprenderam ou já sabem.
Momentos de Avaliação 
na Educação Infantil
Bassedas (1999) propõe três diferentes momentos de avaliação na Educação 
Infantil. Suas sugestões coincidem com os conceitos de avaliação defendidos por 
Haydt (2004) e citados no início de nossos estudos. O primeiro momento é o que ela 
chama de “Avaliação Inicial”. A avaliação inicial é realizada com o objetivo de saber 
o que os alunos já sabem sobre o tema que será abordado, para que, desse modo, o 
professor possa modificar ou ajustar as atividades, assim podendo adequá-las visando 
à melhoria da aprendizagem e priorizando suas experiências fora da sala de aula.
A avaliação inicial compreende, desse modo, diversas funções: utiliza-se 
para externar informações sobre o que os meninos e as meninas de uma 
mesma turma sabem ou o que não sabem; é útil para planejar, programar 
e apresentar melhor a atividade ou a unidade a ser trabalhada, além de 
proporcionar às crianças a darem sentido ao que se faz na escola e envolve-
rem-se mais ativamente nas atividades da aula. (BASSEDAS, 1999, p. 175)
O segundo momento é a “Avaliação Formativa”. Essa avaliação é realizada de 
maneira progressiva e paralela às diferentes atividades que se desenvolvem em sala 
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de aula. Sua ferramenta principal é a observação, ou seja, durante as atividades, o 
professor observa seus alunos e coleta informações sobre o que eles aprenderam, 
em que tiveram dificuldades, possibilitando, assim, a adequação do planejamento de 
acordo com as possibilidades de cada criança. Sobre a observação, a autora diz:
A observação não é entendida como passiva, mas de uma maneira ativa: 
quando se está perguntando, ajudando-os, propondo coisas diferentes a 
diferentes crianças e detectando, dessa maneira, a sua capacidade de rece-
ber ajuda, de aceitá-la e de aproveitá-la.
Esse tipo de observação participativa produz-se quando se ajuda uma me-
nina a acabar um quebra-cabeças; quando se diz a um menino que está 
tentando fazer uma casa para observar um companheiro que também 
tenta fazer uma; quando se vai verbalizando as partes do corpo a uma 
criança que está fazendo o desenho de uma pessoa e em muitos outros 
momentos, nos quais se tenta verificar o que os alunos são capazes de 
fazer; quando são ajudados ou quando se faz uma atividade juntamente 
com eles. (BASSEDAS, 1999, p. 176)
Desse modo, a avaliação deve se constituir em uma possibilidade de conhecer as 
crianças e suas especificidades, através de uma observação e de uma escuta atenta; 
deve ser vista como observação e reflexão do cotidiano/de todos os elementos que 
compõem o trabalho pedagógico: gestão, práticas educativas, currículo, condições 
materiais, espaços e tempos, e, por fim, deve ser vista como um registro de experi-
ências vividas pelas crianças.
Figura 3
Fonte: Getty Images
O terceiro e último momento é a “AvaliaçãoSomativa”. Essa avaliação é realizada 
no final do processo de ensino-aprendizagem e possibilita ao professor saber o que 
definitivamente seus alunos aprenderam e, se for necessário, modificar a prática 
educativa, visando à melhoria do desenvolvimento das crianças.
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UNIDADE Avaliação na Educação Infantil
[...] também possui, evidentemente, uma função reguladora, pois serve 
para replanejar o processo de ensino que foi realizado. Pode, dessa ma-
neira, servir para modificar a unidade didática que se havia planejado, 
quando se avalia que não foram atingidos os objetivos previstos; ou pode 
alertar sobre a necessidade de retomar, em momentos posteriores, deter-
minados conteúdos trabalhados. (BASSEDAS, 1999, p. 177)
O artigo “Avaliação na educação infantil: desafios e perspectivas” abrange o tema dos 
momentos avaliativos e considera o contexto amplo da avaliação na EI de forma prática. 
Disponível em: https://bit.ly/3gTKfay
Avaliar abrange aquisição de conhecimentos decorrentes dos conteúdos curriculares, 
de habilidades, competências, interesses, atitudes, hábitos e ajustamento pessoal e social. 
É preciso frisar que alguns educadores renunciam às fichas por entenderem que 
marcar “x” em determinados itens não constitui avaliação, mas sim o cumprimento 
burocrático de algo que não leva à real visão da aprendizagem do aluno. Por isso, 
é muito importante deixar claro que a simples anotação, nas fichas de avaliação, da 
condição na qual a criança se encontra em termos de aprendizagem não constitui 
uma avaliação. 
Tirinha de Armadinho, satirizando as provas aplicadas na Educação Infantil. Disponível 
em: https://bit.ly/2yITDfU
Avaliar pressupõe a obtenção de conhecimento para verificar se o processo está 
ou não atingindo seus objetivos. Portanto, somente anotar e apresentar os resultados 
aos envolvidos com a educação da criança não terá valor se não houver uma reflexão 
por parte do professor, que fará com que haja mudanças naquilo que não está dando 
certo e manutenção do que está contribuindo para o crescimento da criança, inclusive 
com a utilização de diferentes práticas. 
Avaliação no Âmbito da Educação Infantil
A avaliação deve servir, basicamente, para intervir, modificar e melhorar a nossa 
prática, a evolução e a aprendizagem dos alunos. Assim sendo, é importante que 
os alunos sejam avaliados em diferentes momentos e não em uma única e exclusiva 
oportunidade, para que, desse modo, não ocorra o que chamamos de “rotulação”.
A avaliação é um elemento-chave através do qual dispomos de informa-
ções que servem para tomarmos decisões. Faz menos sentido pensar em 
avaliação unicamente com a finalidade de emitir um juízo ou de credi-
tar, o que pode incorrer no perigo de rotular e de condicionar muito as 
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possibilidades da criança. Ao contrário, devemos tentar proporcionar a 
todos os alunos a possibilidade de viverem experiências de sucesso, para 
que todas as crianças tenham vontade e confiança em aprender e crescer 
com o seu grupo de companheiros. (BASSEDAS, 1999, p. 174)
A participação e o entendimento do aluno no próprio processo avaliativo são 
muito importantes. É preciso que o aluno entenda que a avaliação não é algo ruim 
ou que deve ser visto como uma “rotulação”. A criança deve compreender que o pro-
cesso de avaliação faz parte de sua aprendizagem, e o professor, por sua vez, precisa 
proporcionar uma diversidade de situações de aprendizagem para poder avaliar o 
aluno e aproveitar toda a experiência que a criança carrega com ela.
Para entender o caminho percorrido pela avaliação na EI brasileira, vale a pena 
recorrer ao que consta no RCNEI, que aponta que a avaliação nessa etapa deve ser 
processual e destinada a auxiliar o processo de aprendizagem e fortalecendo a auto-
estima das crianças. Nesse documento a avaliação é entendida como: 
[...] um conjunto de ações que auxiliam o professor a refletir sobre as con-
dições de aprendizagem oferecidas e ajustar sua prática às necessidades 
colocadas pelas crianças. [...] Tem como função acompanhar, orientar, 
regular e redirecionar o processo educativo como um todo. (BRASIL, 
1998, p. 59)
Considerando o período correspondente à infância, Bassedas (1999) destaca que, em 
se tratando da Educação Infantil, ao se pensar na avaliação, deve-se entender que sua 
finalidade deve ser a intervenção e a tomada de decisões relacionadas à educação, a fim 
de que o professor possa observar o caminho percorrido pela criança, sua evolução e 
progresso. Com isso, o professor poderá planejar suas ações para verificar a necessidade 
de modificar situações, relações ou atividades desenvolvidas na sala de aula. Ele deve 
compreender que a avaliação não irá puni-lo, mas sim ajudar em sua formação.
Tirinha Chico Bento, disponível em: https://bit.ly/36HweIh
Para Hoffmann (1996), apesar da determinação legal, alguns professores da Edu-
cação Infantil se esquecem da questão processual e utilizam a avaliação somente no 
final do período letivo.
O modelo de avaliação classificatória se faz presente nas instituições de 
educação infantil quando, para elas, avaliar é registrar ao final de um 
semestre (periodicidade mais frequente na pré-escola) os “comportamentos 
que a criança apresentou”, utilizando-se, para isso, de listagens uniformes 
de comportamentos a serem classificados a partir de escalas comparativas. 
(HOFFMANN, 1996, p. 12)
Essa perspectiva vai ao encontro do contexto brasileiro, em que a restrição da 
visão avaliativa para as provas e testes acabar por invalidar, aos olhos de algumas 
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UNIDADE Avaliação na Educação Infantil
pessoas, avaliações mais qualitativas. Observar o comportamento dos alunos com 
base nas referências e bases estudadas nas unidades anteriores desta disciplina é, 
assim, fundamental para colocar em prática a avaliação educacional na EI.
Assista ao vídeo “Como avaliar o desenvolvimento da criança na Educação Infantil”, de 
Geraldo Peçanha de Almeida, que traz pontos importantes que devem ser observados na 
criança durante a EI. Disponível em: https://youtu.be/_kZcqO2j2NY
Contexto Normativo Brasileiro
Dessa forma, pergunta-se: que tipo de avaliação deve ser desenvolvido na Educação 
Infantil, de acordo com as normativas que regem a educação brasileira? 
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei 9394/96, assim orienta 
quanto à avaliação na Educação Infantil:
Art. 31. Na educação infantil a avaliação far-se-á mediante acompanha-
mento e registro do seu desenvolvimento, sem o objetivo de promoção, 
mesmo para o acesso ao ensino fundamental. (BRASIL, 1996)
Entende-se, portanto que, na Educação Infantil, a avaliação deve se constituir em um 
processo que auxilie a aprendizagem e fortaleça a autoestima das crianças. Com isso, 
elas serão capazes de acompanhar seus próprios avanços e conquistas, assim como as 
dificuldades encontradas em seu processo de aprendizagem. 
Note que a LDB destaca que a avaliação se dá por meio do registro do desen-
volvimento do aluno. Não se trata, portanto, de medidas classificatórias dos alunos, 
colocando notas ou parâmetros médios para avaliá-los. A ideia da avaliação no 
contexto infantil é a de entender como o aluno se comporta diante do processo de 
ensino-aprendizagem e verificar se ele está adaptado às propostas metodológicas 
apresentadas, ou se é preciso pensar em possibilidades que permitam melhores 
desenvolvimentos com ele. Da mesma maneira, uma visão geral da turma de alunos 
também possibilita verificar se os eventuais déficits são de natureza pessoal ou geral. 
A DCN (Diretrizes Curriculares Nacionais), de 2009, dispõe sobre a avaliação 
educacional a Educação Infantil em seu artigo 10º.
Art. 10. As instituições de Educação Infantil devem criar procedimentos 
para acompanhamento do trabalho pedagógico e para avaliação do desen- 
volvimento das crianças, sem objetivo de seleção, promoção ou classifi- 
cação, garantindo:
I – a observação crítica e criativa das atividades, das brincadeiras e intera-
ções das crianças no cotidiano;II – utilização de múltiplos registros realizados por adultos e crianças (rela-
tórios, fotografias, desenhos, álbuns etc);
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III – a continuidade dos processos de aprendizagens por meio da criação 
de estratégias adequadas aos diferentes momentos de transição vividos 
pela criança (transição casa/instituição de Educação Infantil, transições 
no interior da instituição, transição creche/pré-escola e transição pré-
-escola/Ensino Fundamental);
IV – documentação específica que permita às famílias conhecer o trabalho 
da instituição junto às crianças e os processos de desenvolvimento e apren-
dizagem da criança na Educação Infantil;
V – a não retenção das crianças na Educação Infantil. 
Em consonância com a LDB, a DCNEI afirma que a avaliação na Educação 
Infantil deve ter sempre em mente o acompanhamento do desenvolvimento do aluno,
e não a sua classificação por notas. Ou seja, o objetivo é entender e aperfeiçoar a 
aprendizagem em vez de categorizar o aluno.
Da mesma maneira, a avaliação na EI não visa reter o aluno nessa etapa do ensino.
É claro que obstáculos no desenvolvimento devem ser analisados como possíveis 
entraves para o avanço rumo ao Ensino Fundamental, mas o objetivo não é barrar o 
aluno, e sim transpor esse obstáculo. Como vimos, a avaliação deve ser contínua. Isso 
significa, na prática, que possíveis pontos fracos dos alunos devem ser trabalhados e 
considerados, mediante a criação ou adaptação das práticas pedagógicas, para que o 
aluno tenha as oportunidades necessárias para seu desenvolvimento.
BNCC e Avaliação na Educação Infantil
Conforme vimos em unidade anterior, a BNCC trabalha as competências que 
devem ser desenvolvidas ao longo da educação. Você deve ter percebido que a 
BNCC coloca o aluno como sujeito de sua aprendizagem – ou seja, ele é ativo 
no processo de construção do conhecimento. Da mesma maneira, ele deve ser 
igualmente protagonista de sua avaliação e ser capaz de compreender o que isso 
significa no contexto de sua formação.
A BNCC fundamenta-se em práticas reflexivas para professores e alunos. Sendo
assim, é preciso que ambos entendam os objetivos de suas atividades e o que se 
espera que seja extraído dela.
Assista ao vídeo “Base nacional comum curricular e avaliação”, produzido pela Universi-
dade Federal do Espírito Santo, uma parceria entre o Centro de Educação (Laufes), a TV Ufes 
e o Curso de Comunicação, fala sobre a BNCC no contexto avaliativo. 
Disponível em: https://youtu.be/6VLAQpo1jxI
Por exemplo: uma atividade de teatro pode ser desenvolvida com objetivos lúdi-
cos, de exploração da imaginação e linguagem (atingindo o campo de experiências 
da escuta, fala, pensamento e imaginação) e físicos, para desenvolver habilidades 
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UNIDADE Avaliação na Educação Infantil
de dança e atuação (acionando o campo de experiências de corpo, gestos e movi-
mentos). Nesse caso, o professor deve observar se a criança consegue entender o 
que é proposto na atividade e realizar as ações necessárias demonstrando desen- 
volvimento ao longo dela. A criança pode, por exemplo, imaginar cenários e criar 
coreografias, mas não conseguir entender seu momento de falar ou fazer as expres- 
sões faciais adequadas. Dessa maneira, o educador deve observar o que precisa 
ser desenvolvido e criar oportunidadespara que isso seja trabalhado em outros 
momentos. As habilidades já conquistadas, por sua vez, podem ser desenvolvidas 
e aprofundadas ainda mais em ocasiões futuras.
É preciso, porém, que o aluno entenda que é esperado que ele tente desenvolver 
certos aspectos. No exemplo acima, é preciso estimular todos a fazer o que se espera 
– muitos alunos podem até mesmo nunca ter tido o contato adequado com a atividade, 
precisando de explicações mais detalhadas ou demonstrações – apontando para eles 
possibilidades de ação.
Em Síntese
Nesta unidade, pudemos conhecer alguns aspectos relevantes da avaliação na Educação 
Infantil. Vimos que o professor possui diferentes alternativas para observar e acompanhar o 
desenvolvimento das crianças. Percebemos também a importância de registrar essas obser- 
vações para podermos apresentá-las aos envolvidos com a educação da criança, a fim de 
que todos possamos trabalhar por seu crescimento e desenvolvimento pleno.
Conforme se pode perceber, a avaliação na Educação Infantil depende da postura do pro-
fessor na construção de uma prática docente significativa, com base em pressupostos teó-
rico-metodológicos, na revisão de ensino e mediação na aprendizagem. Deve, no entanto, 
seguir sempre a premissa do desenvolvimento de aluno enquanto sujeito de sua educação 
e indivíduo em formação integral, conforme apresentado nos conteúdos normativos.
O desafio que se apresenta é que cada professor se comprometa com um ensino que 
auxilie as crianças na construção de conhecimentos que, de fato, as ajudem a crescer e 
avançar, cada vez mais, nos diferentes aspectos de seu desenvolvimento, utilizando a 
avalia ção na Educação Infantil como forma de promoção, crescimento e revisão de práti-
cas, e não de classificar os alunos como comumente vemos em muitas escolas.
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Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Sites
Educação Infantil
Caderno de Práticas para Educação Infantil da BNCC.
https://bit.ly/3dxp3Fc
Spotify
Podcast “Eu aprendo errando”.
https://spoti.fi/2Y1TOvq
 Leitura
Avaliação da Aprendizagem na Educação Infantil: Recurso para a Prática Pedagógica
https://bit.ly/2XAOMHn
5 Dicas para Trabalhar as Competências e Habilidades da BNCC
https://bit.ly/3eUWT7y
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UNIDADE Avaliação na Educação Infantil
Referências
BASSEDAS, E. et al. Aprender e ensinar na Educação Infantil. Porto Alegre: 
Artmed, 1999.
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei nº 9.394/96, de 
20 de dezembro de 1996.
________. Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil. Brasília: MEC/
SEF, 1998.
________. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. Disponível em: 
<http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versao 
final_site.pdf>. 
CASTRO, A. D. Ensinar a Ensinar: Didática Para a Escola Fundamental e Media. 
São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002.
HAYDT, R. C. C. Avaliação do Processo Ensino-Aprendizagem. 6. ed. São Paulo: 
Ática, 2004.
HOFFMANN, J. M. L. Avaliação na pré-escola: um olhar sensível e reflexivo sobre 
a criança. Porto Alegre: Mediação, 1996.
________. Avaliação Mediadora: Uma Prática da Construção da Pré-escola a 
Universidade. 17. ed. Porto Alegre: Mediação, 2000.
PILETTI, C. Didática Geral. 24 ed. São Paulo: Ática, 2010.
18

Mais conteúdos dessa disciplina