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● Atividades Avaliativas
Opção 2. Qual a importância do cirurgião-dentista saber se o paciente fez/faz tratamento para câncer, como quimioterapia e/ou
radioterapia?
Sabe-se que a radioterapia de cabeça e pescoço é responsável por complicações durante ou, até mesmo, após o tratamento
radioterápico. Destaca-se entre tais complicações a mucosite oral e a xerostomia, essa responsável pela diminuição do fluxo salivar e,
portanto, a sensação de boca seca e aquela por mudanças epiteliais que tornam-a mais sensível a infecções bacterianas e fomentam dor
ao paciente oncológico. Diante, do exposto, portanto, nota-se a relevância do cirurgião dentista em realizar uma boa e detalhada
anamnese em seu paciente, pois a partir do histórico médico é possível identificar o tratamento radioterápico/quimioterápico e propor
medidas preventivas ou tratar tais comorbidades já estabelecidas como, por exemplo, por meio do uso de bochechos, antibióticos,
anestésicos e laserterapia, sendo que a utilização do laser diminui a gravidade e dor proveniente da mucosite oral, ademais, esses
procedimentos devem ser sempre acompanhados de uma boa higiene oral. Por fim, se reforça a primordialidade do acompanhamento
odontológico ao paciente oncológico nas fases de pré, trans e pós-tratamento quimioterápico/radioterápico e da realização de uma
detalhada anamnese para proporcionar uma boa reabilitação oral
Opção 2. O que são linfonodos e quais são as cadeias de maior relevância para o cirurgião-dentista?
É primordial ressaltar que cabe ao cirurgião dentista a realização de um bom exame clínico com coleta de dados que serão utilizados
para o diagnóstico preciso e tratamento adequado do paciente. Tal exame é constituído de anamnese e exame físico, esse objetiva a
pesquisa de sintomas e sinais de alterações patológicas por meio da palpação, inspeção visual, percussão, olfato e auscultação e aquele
busca entender a história evolutiva da doença. Destaca-se que no exame físico extrabucal, um ponto de grande valor de diagnóstico é
a presença ou não de linfonodos palpáveis na região de cabeça e pescoço, visto que o sistema linfático envolve-se com doenças
sistêmicas e locais. Logo, os linfonodos, órgãos do tamanho de feijões que são constituídos principalmente de linfócitos e estão
ligados por um sistema de vasos linfáticos, funcionam como barreiras de defesa, sendo que, normalmente, um linfonodo não é
palpável, mede cerca de 0,5 cm e é flácido, esse só é palpável quando está acometido por alterações patológicas. Os distúrbios
patológicos no sistema linfático podem ser primários ou secundários, os primários são raros e geralmente tumorais. Já o acometimento
secundário pode ser inflamatório ou até mesmo tumoral. Um linfonodo inflamado ou infectado apresenta como característica o
aumento de volume, processo doloroso, lisura, mobilidade e de temperatura elevada, já os linfonodos de metástases se apresentam
com aumento de volume, indolores, duros, de superfície irregular, fixos. Para análise desses linfonodos, as
cadeias linfáticas de principal relevância para o cirurgião dentista são aquelas da região de cabeça e pescoço: Parotídea, região anterior
da orelha; Submandibular, sob a borda inferior interna da mandíbula; Submentual, abaixo e atrás do mento; Espinal acessória, curso
dos nervos espinais acessórios; Jugular interna, curso da veia jugular interna. Conclui-se que a palpação de cadeias de linfonodos é
fundamental para a realização de um exame clínico bom e completo, entretanto, segundo a pesquisa científica intitulada como
“Avaliação da importância do exame clínico para os alunos do curso de graduação da Faculdade de Odontologia de São José dos
Campos - UNESP” realizada pela UNESP, a palpação de linfonodos e glândulas são as menos executadas durante o exame físico
devido aos graduandos de Odontologia não considerarem relevante, como também, foram relatadas dificuldades na realização desse
procedimento. Diante do exposto, portanto, é possível concluir a necessidade de identificar, formular e corrigir as áreas que se
encontram deficientes para a realização de um exame físico eficiente dos nódulos linfáticos.
Opção 2. Como se realiza a ordenha das glândulas parótidas?
Sabe-se que o diagnóstico de diversas doenças das glândulas salivares dependem de: queixa principal, história da doença atual e do
exame clínico das glândulas. Para o exame físico das glândulas salivares maiores (parótida, submandibulares e sublinguais),
realizam-se frequentemente a palpação do tipo ordenha e a inspeção do efluente salivar. A ordenha consiste no ato de comprimir
dinamicamente as glândulas para a carúncula, percorrendo, assim, o ducto no sentido póstero-anterior das glândulas salivares e seus
ductos, de tal maneira, provocando a eliminação de saliva para, então, avaliar a quantidade, qualidade, alterações físicas e eventuais
elementos associados como por exemplo pus e sangue que podem emergir do orifício de saída. Outros detalhes a serem investigados
são: aumento de volume, hipertermia e/ou calafrios e sinais logísticos, alterações qualitativas e quantitativas do fluxo salivar e
paralisia facial (se a glândula afetada for a parótida). Nesse último dado é relevante pois o nervo facial passa através da glândula
parótida e, às vezes, a paralisia é o sinal inicial de uma neoplasia parotídea maligna infiltrando esse nervo, sendo raro a paralisia facial
ocorrer devido a tumores benigno
Opção 3. Quais são as características (consistência, inserção, sintomatologia...) de linfonodos relacionados a neoplasias malignas?
Os distúrbios patológicos no sistema linfático podem ser primários ou secundários, os primários são raros e geralmente tumorais. Já o
acometimento secundário pode ser inflamatório ou até mesmo tumoral. Um linfonodo inflamado ou infectado apresenta como
característica o aumento de volume, processo doloroso, lisura, mobilidade e de temperatura elevada, já os linfonodos de metástases se
apresentam com aumento de volume, indolores na maioria dos casos, duros a palpação, de superfície irregular e normalmente fixo em
decorrência da proliferação das células tumorais romper sua cápsula e fixar-se as estruturas próximas. Contudo, é primordial ressaltar
que inicialmente todo linfonodo metastático passa por um processo semelhante a vigência de uma inflamação crônica ou aguda e que
apenas em estágios posteriores apresentam as características previamente citadas. Os linfomas normalmente manifestam-se
inicialmente em linfonodos localizados no pescoço e apresentam volume aumentado, consistência elástica e podem ser únicos,
múltiplos ou coalescentes.
Opção 2. O que são lesões fundamentais, em quais dois grupos elas são classificadas e cite 3 exemplos de lesões fundamentais de
cada grupo.
As lesões fundamentais são alterações morfológicas que conduzem a lesões nos tegumentos cutâneos,ou seja, na pela , como também,
na mucosa bucal causadas por processos patológicos. As lesões são frequentemente divididas em lesões primária e secundárias, sendo
essa derivada das primárias e assim seriam encontradas clinicamente
Todo diagnóstico realizado norteia-se pela história e pelas características clínicas da lesão, que se enquadram dentro de algum tipo de
lesão fundamental (mácula ou mancha, placa, erosão, úlcera ou ulceração, vesícula e bolha, pápula, nódulo). A lesão devem ser
analisadas algumas características: início, duração, sintomatologia, formato, localização, limites, cor, tamanho, base, consistência,
superfície, textura, contorno ou borda, número.As manobras semiotécnicas são essenciais na avaliação das lesões, entre elas: inspeção
visual, palpação, percussão, raspagem, auscultação, olfação e a vitropressão. Para se descrever uma lesão fundamental é preciso estar
atento a todos os detalhes das lesões, procurando sempre o máximo de precisão e detalhes.
Opção 5. Qual a diferença e semelhança entre pápula e nódulo? Cite 1 exemplo para cada.
Pápulas são pequenas lesões sólidas, circunscritas, elevadas, cujo diâmetro não ultrapassa 5mm. Tais, podem ser de superfícielisa,
rugosa ou verrucosa, ademais, únicas ou múltiplas de formato arredondado ou oval, como também, pontiagudas ou achatadas.
Diferenciam-se dos nódulos quando são pápulas únicas apenas pelo tamanho, pois os nódulos possuem mais de 5mm. Destaca-se que
o nódulo foi uma pápula em uma determinada época de sua evolução. Os exemplos de Pápulas são: grânulos de Fordyce e lesões
papulares do líquen plano. Já os nódulos são lesões sólidas circunscritas, com localização superficial ou profunda, formada por tecido
epitelial, conjuntivo ou até mesmo misto. Essas são pedunculadas ou sésseis. Ademais, são caracterizados de acordo com sua origem,
se tal é conjuntiva a superfície geralmente será recoberta por epitélio de aspecto normal, exceto em áreas de irritação ou traumas. Os
nódulos de origem epitelial podem apresentar superfície papilar, verrucosa ou mesmo lisa. Já as lesões decorrentes de tumores de
glândulas salivares menores normalmente apresentam uma superfície lobulada. Os exemplos de nódulos são: lipoma, granuloma
piogênico e papilomas
consist
ência
tamanho superfície tipos
Pápulas sólida até 5mm lisa,
verrucosa,
rugosa
Grânulos de Fordyce Líquen Plano
Nódulos sólida mais de
5mm
lisa ,
papilar ,
verrucosa,
Lobulados
Lipoma
Papiloma
Opção 6. Qual a diferença e semelhança entre erosão e úlcera? Cite 1 exemplo para cada.
A erosão representa a perda parcial do epitélio, entretanto, não há exposição do tecido conjuntivo adjacente. Essas surgem a partir de
variados processos patológicos que produzem atrofia da mucosa bucal, logo, essa torna-se fina, plana e de aparência frágil como na
língua geográfica ou glossite migratória. Já as úlceras são lesões as quais ocorre perda da continuidade do epitélio e exposição do
tecido conjuntivo adjacente como observado na afta vulgar e no pênfigo . Destaca-se que as úlceras apresentam uma série de aspectos
semiológicos que devem ser minuciosamente considerados como localização, forma, tamanho, cor, conformação das bordas, aspecto
do fundo da lesão, profundidade, consistência à palpação, sensibilidade dolorosa, aderência a planos profundos, números de lesões,
duração, fenômenos associados e história anterior, pois esses serão de extrema relevância para a elaboração de hipóteses de
diagnóstico
epitélio tipos
Erosão perda parcial
sem exposição
do TC
Língua
geográfica
Glossite
migratória
Úlceras perda com
exposição do
TC
Afta Vulgar
Pênfigo