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EXAME GINECOLÓGICO • Diagnóstico; • Preventivos; • Custo x benefício; • Validação científica; • Acurácia; • Menor para maior complexidade; SEQUÊNCIAS DIAGNÓSTICO ENDOMETRIOSE - Queixa: dismenorreia e dispareunia Exame físico -> US transvaginal com preparo -> US de pelve -> videolaparoscopia EXAME FISICO GINECOLOGICO • Peso e estatura; • Exame cardiovascular; • Mamas; • Abdome; • Inspeção vulvar; • Especular; • Toque vaginal; • Membros inferiores; EXAME GENITÁLIA EXTERNA – INSPEÇÃO VULVAR • Posição de litotomia • Retirar toda a roupa, incluindo as íntimas. • Colocar avental com abertura para frente • Recomendado que o exame seja acompanhado de uma enfermeira ou técnica de enfermagem TODOS OS PASSOS DO EXAME DEVEM SER AVISADOS ANTES DE SEREM EXECUTADOS • Condições anatômicas, distribuição pilosa e o trofismo da pele • Lábios maiores (grandes lábios) e Lábios menores (pequenos lábios ou ninfas) • Clitóris (prepúcio e frênulo) • Hiperandrogenismo* • Vestíbulo da vagina, glândulas vestibulares maiores (glândulas de Bartholin) e vestibulares menores (glândulas de Skene) • Meato uretral, hímen ou suas carúnculas, fúrcula, região perineal e perianal e inguinal • Lesões existentes no tegumento vulvar: tipo, número, localização, dimensões, cor, mobilidade e sensibilidade 1. ULCERA GENITAL: • Tempo e forma de evolução; • Descrever a localização precisa. • Preferencialmente, dividir a vulva em terços • Aspecto (tamanho, profundidade, grau de inflamação). • Presença de linfoadenomegalia regional e/ou à distância. • Aparecimento concomitante de outras lesões no corpo e na boca. • Se houve algum fator desencadeante (trauma, uso de medicamentos, outras pessoas com o mesmo quadro). HERPES GENITAL • Ardor, prurido, formigamento e adenomegalia que pode anteceder a erupção cutânea; • Hiperemia aparece e, alguns dias após, evolui para vesículas agrupadas, que se rompem fomando exulceração dolorosa, seguida de cicatrização • Diagnóstico é clínico SÍFILIS PRIMÁRIA • Lesão única, com bordos endurecidos (cancro duro) • É mais comum ser visível no homem, no sulco bálano prepucial, do que na mulheres • Se não for tratado, pode persistir por 30 a 90 dias, involuindo espontaneamente. • Adenopatia satélite ocorre e é bilateral (inguinal), indolor e não inflamatória. • Em todas as fases da Sífilis, pode-se usar a sorologia para fazer o diagnóstico. ABSCESSO X CISTO DE BARTHOLIN • Sinais flogísticos • Recorrência • Sinais de infecção sistêmica • Tratamento: Calor local, Antibióticos e Drenagem/marsupialização PROLAPSO GENITAL • Manobra de Valsalva • Prolapso anterior: Bexiga • Prolapso apical: útero ou cúpula (se histerectomia) • Prolapso posterior: Reto EXAME GENITÁLIA INTERNA EXAME ESPECULAR = O espéculo é introduzido fechado seguindo-se o eixo vaginal, até o seu fundo, quando então são abertas as valvas, centrando-se o colo uterino. a. Vagina - Fórnices ou fundo de saco (anterior, posterior, laterais), pregueamento das paredes, cor, elasticidade e presença de lesões. b. Secreção Vaginal - Aspecto, quantidade, odor c. Colo do útero - Lesões , orifício cervical externo Colo do útero - Mede 3-4 cm de comprimento e 2,5cm de diâmetro. Varia de tamanho e forma dependendo da idade e paridade - ECTOCÉRVICE: porção mais facilmente visível. Composta pelo epitélio escamoso estratificado, com várias camadas de células - ENDOCÉRVICE: grande parte invisível para dentro do canal cervical. Localiza-se próxima ao orifício cervical externo. Composta pelo epitélio colunar, com uma única camada de células - Localização da JEC – junção escamo-colunar – varia conforme a idade, estado menstrual, gestação, uso de contraceptivos. - ECTOPIA corresponde a eversão do epitélio colunar sobre a ectocérvica, ocorrendo mais sob influencia do estrogênio, após a menarca e durante a gestação - Metaplasia escamosa indica a substituição fisiológica do epitélio colunar evertido na ectocérvice por epitélio escamoso recém formado ! Zona de Transformação. A da zona de transformação é de grande importância na colposcopia, visto que quase todas as manifestações da carcinogênese cervical ocorrem nessa zona. identificação CONDIÇÕES COMUNS NA GENITÁLIA INTERNA LEUCORRÉIAS CANDIDÍASE = Prurido, disúria, dispareunia. • Inspeção vulvar: hiperemia, edema, fissuras e escoriações • Especular: hiperemia de mucosa vaginal, secreção esbranquiçada espessa ou flocular, podendo estar aderidas às paredes VAGINOSE BACTERIANA • Intensidade variável, acompanhado de odor vaginal fétido (“odor de peixe”), que piora com o intercurso sexual desprotegido e durante a menstruação. • Especular: conteúdo vaginal homogêneo, em quantidade variável, com coloração esbranquiçada, branco-acinzentada ou amarelada. CRITÉRIOS DE AMSEL (3 de 4): 1) corrimento vaginal branco-acinzentado homogêneo aderente às paredes vaginais; 2) medida do pH vaginal maior do que 4,5; 3) teste das aminas (whiff test) positivo 4) presença de clue cells TRICOMONÍASE = Leucorréia, acompanhada de ardor genital, sensação de queimação, disúria e dispareunia; • Especular: conteúdo vaginal de coloração amarelada ou amarelo-esverdeada, por vezes, acompanhado de pequenas bolhas; • As paredes vaginais e a ectocérvice apresentam-se hiperemiadas, observando-se ocasionalmente o “colo uterino com aspecto de morango” TOQUE VAGINAL BIMANUAL Os dedos indicador e médio da mão dominante são inseridos logo abaixo do colo. A outra mão é posicionada logo acima da sínfise púbica e gentilmente pressionada para baixo para determinar tamanho, posição e consistência do útero e, se possível, dos ovários; Avaliar mobilidade uterina, dor a mobilização, se existem nodulações em fundo de saco. Normalmente, o útero tem cerca de 6 cm por 4 cm e se direciona anteriormente (anteversão), mas pode estar vertido posteriormente (retroversão) EXAMES COMPLEMENTARES EM GINECOLOGIA CITOPATOLÓGICO DE COLO UTERINO = Preventivo / Papanicolau / pré-cancer; Æ Visualização completa do colo a. COLETA ECTOCÉRVICE = Espátula de Ayre: encaixe a ponta mais longa no orifício cervical e gire 360o, até que toda a região periorificial tenha sido raspada. b. COLETA ENDOCÉRVICE = Citobrush: introduzir a escova no orifício cervical, em torno de 2cm, e realize 3-5 giros completos (orientar paciente sobre possível cólica durante a coleta e secreção sanguinolenta após). • Pelo M.S, coleta dos 25 aos 64 anos • Se dois exame negativos, pode coletar em 3 anos • Gestante coletar normalmente • Imunodeprimidas ! iniciar logo após a relação, coletar 6/6m por 1 ano, após coleta anual • Histerectomia total – se cirurgia por alteração benigna e paciente sem história de lesão em colo uterino, não é necessário coletar mais. E QUANDO VEM ALTERADO? COLPOSCOPIA INDICAÇÕES Æ - Alterações no exame de screening (CP) Æ - Colo suspeito ao exame Æ - Acompanhamento de lesões pós tratamento (conização, histerectomia) EVITAR SE: Æ - Inflamação excessiva Æ – Atrofia Æ - Paciente menstruada ÁCIDO ACÉTICO (3-5%) • - Atua precipitando/coagulando proteínas • - Células anormais: núcleo maior > precipitação aparente > coloração branca • - Quanto maior o grau de lesão - maior conteúdo proteico - mais densa a lesão • - Epitélio acetobranco: LUGOL/IODO 5% - Teste de Schiller • - Cora epitélio escamoso maduro, que contém glicogênio • - Aplicação da solução resulta na captação do iodo pelo epitélio que contém glicogênio – marrom escuro • - Células com pouco ou nenhum glicogênio não coram – amareladas. • EPITELIO ATROFICO, DISPLASICO, GLANDULAR; • Schiller positivo = Biópsia ULTRASSONOGRAFIA TRANSVAGINAL • Ondas que sofrem reflexão ao encontrarem determinada estrutura (Ecos) > Hiperecóico (Branco) – Ex. Osso > Hipoecóico (Escalade cinza) – Ex. Tecidos > Anecóico (Preto) – Ex. Fluidos • - Útero ! Tamanho, posição miomas, heterogeneidade • - Endométrio! Espessura, pólipos, acúmulo líquido • - Ovários! Tamanho, cistos, vascularização • US pélvico • Também pode ser feito por via abdominal HISTEROSCOPIA DIAGNÓSTICA Padrão-ouro para investigação cavidade uterina • Indicações: SUA • Avalia: Canal cervical: perviedade, posição, trofismo, lesões endocervicais e amostra endometrial • Cavidade: formato, presença de septos, sinéquias, pólipos, miomas submucosos • Endométrio: compatibilidade com ciclo, espessura, endometrite, biópsia • Ostios tubários INDICAÇÕES: • SUA • Amenorréia • Infertilidade • Necessidade de amostra endometrial HISTEROSSALPINGOGRAFIA Injeção de contraste radiopaco pelo canal cervical Avalia: • - Enchimento/formato uterino • Permeabilidade tubária • Passa contraste = prova de Cotte positiva RESSONÂNCIA MAGNÉTICA • - Padrão ouro investigação da pelve • - Altamente específica, mas cara. • - Contraste não iodado (gadolíneo) - Liberada na gestação