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COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO - Apanhadão Questões Objetivas (2022)

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COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO 
Apanhadão Objetivas 
EFT 11/10/2022 
 
1. Foi solicitado a um aluno a paráfrase do trecho a seguir, de um ensaio 
do professor e crítico literário Antônio Cândido. Considere o texto original 
e a paráfrase feita pelo estudante e analise as afirmativas. 
 
Texto original: 
 
A composição da obra literária 
 
(ANTÔNIO CÂNDIDO, 1965) 
 
Antes procurava-se mostrar que valor e o significado de uma obra dependiam de 
ela exprimir ou não certo aspecto da realidade, e que este aspecto constituía o 
que ele tinha de essencial. Depois, chegou-se à posição oposta procurando-se 
mostrar que a matéria de uma obra é secundária, e que a sua importância deriva 
das operações formais postos em jogo, conferindo-lhe uma peculiaridade que a 
torna de fato independente de quaisquer condicionamentos, sobretudo social, 
considerando inoperante como elemento de compreensão. Hoje sabemos que a 
integridade da obra não permite adotar nenhuma dessas visões dissociadas; e 
que só a podemos entender fundindo texto e contexto numa interpretação 
dialeticamente íntegra, em que tanto o velho ponto de vista que explicava pelos 
fatores externos, quanto o outro, norteado pela convicção de que estrutura é 
virtualmente independente, se combinam como momentos necessários do 
processo interpretativo. Sabemos, ainda, que o externo (no caso, o social) 
importa, não como causa, nem como significado, mas como elemento que 
desempenha um certo papel da constituição da estrutura tornando-se, portanto, 
interno. 
 
Paráfrase feita pelo aluno: 
 
“Segundo Antônio Cândido 1965, o valor e o significado de uma obra depende 
de seu grau de realidade, pois os aspectos externos são incorporados pelo texto. 
Sem a compreensão dos fatores sociais, a obra é inoperante, embora mantenha 
integridade. No plano virtual do texto, a estrutura é independente e necessária 
ao processo interpretativo. 
 
I. A paráfrase expressa corretamente as ideias apresentadas no trecho, e o aluno 
preocupou-se adequadamente com a referência ao autor. 
II. O aluno procurou usar algumas palavras presentes no trecho, mas não soube 
compreender e expressar corretamente as ideias do autor. 
III. O aluno comete um erro de concordância verbal na primeira linha, o correto 
seria “dependem”. 
 
É correto o que se afirma somente em: 
 
A) I. 
B) II. 
C) III. 
D) I e III. 
E) II e III. 
 
2. Leia o texto abaixo, que é um fragmento extraído de um vídeo 
protagonizado pelo dramaturgo Plínio Marcos e exibido na casa de 
detenção de São Paulo, para ensinar aos detentos formas de prevenção 
contra Aids. Em seguida analise as afirmativas. 
 
“Aqui é bandido: Plínio Marcos. Atenção, malandrage! Eu num vô pedir nada, vô 
te dar um alô! Te liga aí: Aids é uma praga que rói até os mais fortes, e rói 
devagarinho. Deixa o corpo sem defesa contra a doença. Quem pegá essa praga 
está ralado de verde e amarelo, de primeiro ao quinto, e sem vaselina. Num tem 
dotô que dê jeito, nem reza brava, nem choro, nem vela, nem ai, Jesus. Pegou 
Aids, foi pro brejo! Agora sente o aroma da perpétua: Aids pega pelo esperma e 
pelo sangue, entendeu? Pelo esperma e pelo sangue! [...] Então já viu: transá, 
só de acordo com o parceiro e de camisinha!” 
 
I. O trecho tem estrutura narrativa com enredo personagens e narrador em 
primeira pessoa 
II. O nível de linguagem utilizado é um recurso do enunciador para deixar seu 
texto mais persuasivo, pois leva em consideração o universo do público-alvo. 
III. O texto dirige-se diretamente ao receptor e apresenta marcas de oralidade. 
 
É correto o que se afirma somente em: 
 
A) I e II. 
B) II e III. 
C) II. 
D) I. 
E) III. 
 
3. Considere a charge abaixo e analise as afirmativas: 
 
I. Humor dos quadrinhos é construído pela ambiguidade presente na segunda 
pergunta formulada por Hagar no primeiro quadrinho. 
II. O outro personagem, Edge, interpretou a pergunta como se o referente do 
advérbio “aqui” fosse o bar. 
III. Há um erro na grafia do “porque” no último quadrinho, pois, como se trata de 
uma pergunta, o correto é “por que”. 
 
É correto o que se afirma em: 
 
A) I, II e III. 
B) II e III, apenas. 
C) II, apenas. 
D) I e III, apenas. 
E) I e II, apenas. 
 
4. Leia os quadrinhos e analise as asserções e a relação proposta entre 
elas: 
 
I. Humor dos quadrinhos é provocado pela incoerência entre a proposta e a 
intenção expressas pelo primeiro personagem. 
 
Porque 
 
II. Sua proposta para reduzir a violência do mundo é violenta. 
 
Assinale a alternativa correta: 
 
A) As duas asserções são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira. 
B) As duas asserções são verdadeiras, e a segunda não justifica a primeira. 
C) A primeira asserção é verdadeira, e a segunda é falsa. 
D) A primeira asserção é falsa, e a segunda é verdadeira. 
E) As duas asserções são falsas. 
 
5. (Enade – letras – 2014) os casos de interpretação ambígua em textos 
jornalísticos ocorrem as vezes porque o leitor só lê a manchete não o texto 
total. 
Considerando o exposto, avalie as manchetes transcritas a seguir: 
 
I. Jovem tenta assaltar PM com arma de brinquedo e é baleado na zona sul de 
São Paulo. 
II. A ONU está à procura de um técnico para ocupar o cargo de diretor daquele 
centro de estudos sobre o que vai se instalar no Rio. 
III. Macarrão levou Eliza Samudio para ser morta por amar Bruno, diz advogado 
do goleiro. 
IV. Governo inclui vacina contra hepatite A no calendário de vacinação do sul. 
 
É correto afirmar que há ambiguidade apenas em: 
 
A) I e IV. 
B) II e a III. 
C) III e IV. 
D) I, II e III. 
E) I, II e IV. 
 
6. Observe o texto e analise as afirmativas: 
 
I. O gênero a que pertence o texto, o meme, trabalha com linguagem não verbal 
e verbal e utiliza o nível informal de linguagem. 
II. No meme do enunciado, há um erro de concordância verbal, o correto, pela 
norma culta é “sobraram”. 
III. O humor é uma das principais características desse gênero textual. 
 
Assinale a alternativa correta: 
 
A) Apenas a afirmativa I é correta. 
B) Apenas a afirmativa II é correta. 
C) Apenas as afirmativas I e III são corretas. 
D) Apenas as afirmativas I e II são corretas. 
E) Todas afirmativas são corretas. 
 
7. Considere o anúncio e analise as afirmativas. 
 
I. No alto da página à esquerda, os pontos finais não obedecem às regras da 
norma culta, pois a intenção é representar, por meio deles, as pausas para 
mudanças de marcha. 
II. Na página direita, deveria haver uma, depois de “dirigir”, mas ela foi suprimida 
para não indicar pausa no movimento do carro. 
III. Há um erro de regência verbal com o uso de preposição “em que”. 
 
É correto o que se afirma em: 
A) I, II e III. 
B) I e II, apenas. 
C) II e III, apenas. 
D) I e III, apenas. 
E) I, apenas. 
 
8. Leia o texto e analise as afirmativas. 
 
Texto verbal: Desde pequena eu já sabia o que eu queria. Eu me lembro até 
hoje, eu e minha melhor amiga num domingo ensolarado. A gente tinha uns 11 
anos. “O que você quer fazer?”, ela perguntou. “Quero casar, quero ter dois filhos 
lindos, quero um apartamento na cidade, uma casa na praia ou no campo, mas 
tudo com louças e metais Deca, tudo lindo... quero aquele banheiro que é uma 
casa, que você entra e não quer mais sair, aquelas torneiras que parecem 
esculturas, aquela louça branquinha, tudo novo, desde o banheiro até a área de 
serviço”. E ela respondeu: “Hoje, Paulinha... Eu perguntei o que você quer fazer 
hoje, não daqui a 15 anos!” 
 
I. O texto tem narrador em primeira pessoa. 
II. Há um erro ortográfico, pois o correto é “daqui há 15 anos”. 
III. Trata-se um anúncio publicitário, com estrutura argumentativa, pois a 
intenção é vender os produtos. 
 
É o correto o que se afirma em: 
 
A) I, II e III. 
B) I e II, apenas. 
C) II e III, apenas. 
D) I e III, apenas. 
E) I, apenas. 
 
9. Considere o título jornalístico e as afirmativas. 
 
AlinneAraújo, famosa blogueira, comete suicídio após ser abandonada 
pelo noivo e ataques na internet. 
 
I. Há um problema de falta de paralelismo na construção do título. 
II. O problema do título seria consertado se fosse acrescentado o verbo “sofrer” 
antes de “ataques na internet”. 
III. O erro de pontuação provoca ambiguidade no título. 
 
É correto o que se afirma em: 
 
A) I, II e III. 
B) II e II, apenas. 
C) I e II, apenas. 
D) I e III, apenas. 
E) II, apenas. 
 
10. Considere o cartaz e as afirmativas a seguir: 
 
I. A mensagem é bem construída e compreensível, pois o cartaz cumpre o seu 
papel de comunicação. 
II. Há falta de paralelismo entre os itens que são proibidos no local. 
III. A expressão “sem camisa” parece referir-se a “animais”, o que causa 
problema na mensagem. 
IV. Se a ordem dos itens fosse “sem camisa, animais, fumar” o texto não 
apresentaria nenhum problema de construção. 
 
É correto o que se afirma somente em: 
 
A) I e IV. 
B) II, III e IV. 
C) II e III. 
D) I, II e III. 
E) III e IV. 
 
11. Considere os raciocínios expressos nos enunciados I e II: 
 
I. Todo italiano gosta de vinho. Pedro gosta de vinho. Logo, Pedro é italiano. 
II. Meu namorado é negro e nunca foi alvo de preconceitos. Logo, o racismo 
não existe no Brasil. 
 
Assinale a alternativa correta: 
 
A) O raciocínio expresso em I é um exemplo de silogismo com dedução correta 
em relação às premissas. 
B) Em I, aplica-se o raciocínio por analogia e parte-se de uma premissa 
consensual. 
C) Os enunciados I e II apresentam falhas argumentativas. Em I, a 
conclusão não é válida em relação às premissas e, em II, faz-se uma 
afirmação geral com base apenas na experiência pessoal. 
D) Os enunciados I e II apresentam raciocínios válidos, consistentes do ponto de 
vista da lógica. 
E) Em II, aplica-se corretamente o raciocínio dedutivo, em forma de silogismo. 
 
12. Leia o texto e analise as afirmativas: 
 
Coringa 
 
POR EM PAUTA – PUBLICADO EM 13/10/2019 
 
Por Graça Vignolo de Siqueira 
 
“Arthur Fleck (Joaquin Phoenix) trabalha como palhaço para uma agência de 
talentos e, toda semana, precisa comparecer a uma agente social, devido aos 
seus conhecidos problemas mentais. Após ser demitido, Fleck reage mal à 
gozação de três homens em pleno metrô e os mata. Os assassinatos iniciam um 
movimento popular contra a elite de Gotham City, da qual Thomas Wayne (Brett 
Cullen) é seu maior representante.” 
Aguardado há algum tempo, Coringa chega com muitas filas e sessões lotadas 
nos cinemas. Mas não espere ver um filme de super-herói tradicional. Nada de 
ficção. Muita realidade, numa cidade sem regras, com um povo transgressor e 
censura de 16 anos. 
Toddy Phillips, o diretor, nos apresenta um filme tenso, com trilha sonora, ora em 
violoncelo dissonante, ora em música pura. E alta. Penetrante. Não há quem 
saia indiferente a Joaquin Phoenix e sua entrega. Ele é o Coringa. 
Sem qualquer referência aos outros filmes, essa é uma história original. Em que 
você é jogado na vida de Arthur com tanta precisão, que fica preso a ela por 
2h02. Sem perceber. 
A começar com a risada, incontrolável de Arthur. Que mesmo lutando, não tem 
qualquer controle sobre isso. E o mais importante: a risada evolui. Até que ele 
mesmo se sinta confortável com ela. Um trabalho artístico impressionante. 
Assisti a cópia dublada, infelizmente as sessões legendadas estavam lotadas, e 
adorei que as páginas do diário de Arthur, em que ele anota suas piadas e 
sentimentos, são todas em português. Não me lembro de já ter visto isso antes. 
Ajudem aí, por favor, citando outro filme em que isso aconteça. 
A construção de Arthur em Coringa é um exemplo do que um bom roteiro é capaz 
de fazer. Ele não nasceu pronto. A vida, a doença e a realidade o transformam, 
pouco a pouco, de palhaço a assassino. Suas reações nos fazem a todo o 
momento perguntar: ele já está Coringa? 
Outro aspecto positivo do filme é a admirável ambientação de época, anos 70. 
Tudo perfeito. E um elenco competente, inclusive com o astro Robert de Niro, 
aqui completamente ofuscado pelo brilho de Phoenix. 
Aos poucos somos levados ao início de Batman, pois o candidato à Prefeitura 
de Gothan, provocador do levante do povo oprimido, é nada mais nada menos 
do que Thomas Wayne, pai de Bruce. 
Coringa é muito real. Sua transformação poderia acontecer em qualquer cidade, 
de qualquer país. Seu estado psicológico demente cresce conforme as respostas 
às reações que provoca. 
Talvez muitos se lembrem do personagem na pele de Jack Nicholson ou do 
memorável Heath Ledger. Para mim, Joaquin está em igual condição à Heath. 
Ou até melhor. O físico, a risada, a dança, os trejeitos… Tudo está perfeito. 
Atentem para a cena no banheiro. Emblemática. Era uma cena simples, em que 
ele se olharia no espelho e tiraria a maquiagem. Faltava algo. Então, após uma 
hora com toda a equipe esperando, Toddy Phillips mostra à Phoenix um trecho 
de uma das composições de Hildur Gudnadottir. O ator simplesmente começou 
a dançar, dando origem à cena. 
Coringa é perturbador. Comovente. Fantástico. O melhor trabalho de Joaquin 
Phoenix. Não é sorumbático somente (palavras usadas por meu irmão), mas é 
um prêmio para nós espectadores (nas palavras de meu primo). 
Não há previsão de sequência, pois o diretor informou antes da estreia que 
“apresentei para a Warner Bros. a ideia de um filme. Ele existe no seu próprio 
mundo. É isso”. Mas o público quer mais. 
No fim de semana de estreia, nos EUA, arrecadou mais de US$ 93 milhões. E lá 
tem um público limitado, pois a censura é 18 anos. Por aqui vai lotando sessões. 
Vá logo, confira, mas deixe as crianças em casa! 
 
Disponível em: https://wp.ufpel.edu.br/empauta/resenha-coringa/ Acesso em: 26 fev. 2020 
 
I. O texto é uma resenha crítica do filme Coringa e tem como objetivo apresentar 
e defender um ponto de vista sobre a obra. 
II. A sinopse, apresentada no início do texto, tem estrutura narrativa. 
III. O texto tem caráter argumentativo, com efeito de objetividade, marcado pelo 
pouco uso de palavras valorativas. 
 
É correto o que se afirma em: 
 
A) I, II e III. 
B) I e II, apenas. 
C) I e III, apenas. 
D) II e III, apenas. 
E) I, apenas. 
 
13. Considere os períodos a seguir e assinale a alternativa correta: 
 
I. O chefe quis saber por que o funcionário estava atrasado. 
II. Se não fosse a chuva, ele não teria chego atrasado. 
III. Faziam dois meses que ele não se atrasava. 
 
A) Apenas o período I está de acordo com a norma culta. 
B) Apenas o período III está de acordo com a norma culta. 
C) Apenas os períodos II e III estão de acordo com a norma culta. 
D) Apenas os períodos I e III estão de acordo com a norma culta. 
E) Apenas os períodos I e II estão de acordo com a norma culta. 
 
14. Considere o texto e as afirmativas. 
 
Caro Paulo boa tarde! 
Escrevo para confirmar a minha presença na reunião da próxima quinta-feira, às 
15h. 
Segue anexo as cópias dos documentos solicitados. 
Atenciosamente, 
Ricardo. 
 
I. O texto apresenta elementos constitutivos do gênero, como vocativo, 
despedida e assinatura. 
II. Há problemas de pontuação no texto, como a falta de vírgula depois de 
“Paulo”. 
III. Há erro de concordância, pois o correto é “seguem anexas”. 
 
É correto o que se afirma em: 
 
A) I, II e III. 
B) I e II, apenas. 
C) II e III, apenas. 
D) I e III, apenas. 
E) I, apenas. 
 
15. Considere o resumo do texto publicado na revista Ouvindo Racionais 
MC’S 
 
Walter Garcia 
 
RESUMO 
A violência que estrutura a sociedade brasileira é o tema fundamental do 
Racionais MC’s Seus raps são narrativas construídas a partir do ponto de vista 
da periferia, sem que se aceite a já histórica humilhação imposta ao negro pobre 
e com pouca instrução escolar. O principal valor artístico do grupo está na 
adequação entre a técnica de feitura da obra e o tema cantado. Da escolha daspalavras a difusão, todos os elementos do trabalho provocam no ouvinte não 
apenas sentimentos e sensações, mas reflexão crítica sobre as Origens 
econômicas (capitalismo e generalização da forma mercadoria) e sociais 
(preconceito e segregação racial) dessa violência e sobre a sua consequência 
inevitável (a morte). 
 
Palavras-chave: Racionais MC’s, Música Popular Brasileira, rap, composição 
 
Garcia W Ouvindo Racionais MC’s Teresa, n. 4-5 p.166-180, 2003. Disponível em 
http://www.revistas.usp.br/teresa/article/view/116377 
 
I. O texto apresenta elementos constitutivos de um artigo científico, como resumo 
e palavras-chave. 
II. A linguagem do discurso acadêmico deve ser formal como se observa no texto 
apresentado no enunciado. 
III. No resumo observa-se o predomínio da função emotiva da linguagem com o 
uso da primeira pessoa. 
 
É correto o que se afirma em: 
A) I, II e III. 
B) I e II. 
C) II e III. 
D) I e III. 
E) II. 
 
16. Leia o trecho a seguir, do livro A Hora da Estrela, de Clarice Lispector, 
e analise as afirmativas: 
 
Quando Olímpico lhe dissera que terminaria deputado pelo Estado da Paraíba, 
ela ficou boquiaberta e pensou: quando nos casarmos então serei uma 
deputada? Não queria, pois deputada parecia nome feio. (Como eu disse, essa 
não é uma história de pensamentos. Depois provavelmente voltarei para as 
inominadas sensações, até sensações de Deus. Mas a história de Macabéa tem 
que sair senão eu estouro.) 
As poucas conversas entre os namorados versavam sobre farinha, carne-de-sol, 
carne-seca, rapadura, melado. Pois esse era o passado de ambos e eles 
esqueciam o amargor da infância porque esta, já que passou, é sempre acre-
doce e dá até nostalgia. Pareciam por demais irmãos, coisa que — só agora 
estou percebendo — não dá para casar. Mas eu não sei se eles sabiam disso. 
Casariam ou não? 
Ainda não sei, só sei que eram de algum modo inocentes e pouca sombra faziam 
no chão. 
Não, menti, agora vi tudo: ele não era inocente coisa alguma, apesar de ser uma 
vítima geral do mundo. Tinha, descobri agora, dentro de si a dura semente do 
mal, gostava de se vingar, este era o seu grande prazer e o que lhe dava força 
de vida. Mais do que ela que não tinha anjo da guarda. 
Enfim o que fosse acontecer, aconteceria. E por enquanto nada acontecia, os 
dois não sabiam inventar acontecimentos. Sentavam-se no que é de graça: 
banco de praça pública. E ali acomodados, nada os distinguia do resto do nada. 
Para a grande glória de Deus. 
Ele: – Pois é. 
Ela: – Pois é o quê? 
Ele: – Eu só disse pois é! 
Ela: – Mas “pois é” o quê? 
Ele: – Melhor mudar de conversa porque você não me entende. 
Ela: – Entender o quê? 
Ele: – Santa Virgem, Macabéa, vamos mudar de assunto e já! 
Ela: – Falar então de quê? 
Ele: – Por exemplo, de você. 
Ela: – Eu?! 
Ele: – Por que esse espanto? Você não é gente? Gente fala de gente. 
Ela: – Desculpe mas não acho que sou muito gente. 
Ele: – Mas todo mundo é gente, meu Deus! 
Ela: – É que não me habituei. 
Ele: – Não se habituou com quê? 
Ela: – Ah, não sei explicar. 
Ele: – E então? 
Ela: – Então o quê? 
Ele: – Olhe, eu vou embora porque você é impossível! 
 
I. A função fática da linguagem na conversa do casal é importante para mostrar 
a incapacidade da personagem em estabelecer, com desenvoltura, um diálogo. 
II. O texto tem estrutura narrativa, com narrador em terceira pessoa, que observa 
o comportamento dos personagens. 
III. Há vários elementos no texto que permitem que o leitor trace um perfil dos 
personagens. 
 
É correto o que se afirma somente em: 
 
A) I. 
B) II. 
C) III. 
D) I e II. 
E) I e III. 
 
17. Considere os quadrinhos e analise as afirmativas. 
 
Disponível em: http://revide.blogspot.com/2015/03/charge-para-incoerencia-diaria.html. Acesso 
em: 26 fev. 2020. 
 
I. Os quadrinhos evidenciam e criticam a falta de compatibilidade entre o discurso 
e a prática de algumas pessoas. 
II. Os quadrinhos são incoerentes porque se oferece suborno ao guarda ao 
mesmo tempo que se defende o fim da corrupção. 
III. Os quadrinhos apresentam problema de coesão, pois os personagens 
adultos, que mantêm o diálogo, não estão inteiramente representados. 
 
É correto o que se afirma somente em: 
 
A) I. 
B) II. 
C) III. 
D) I e II. 
E) I e III. 
 
18. Leia o texto da filósofa Marilena Chauí e analise as afirmativas. 
O antropólogo Claude Lévi-Strauss estudou o “pensamento selvagem” para 
mostrar que os chamados selvagens não são atrasados nem primitivos, mas 
operam com o pensamento mítico. O mito e o rito, escreve Lévi-Strauss, não são 
lendas nem fabulações, mas uma organização da realidade a partir da 
experiência sensível enquanto tal. Para explicar a composição de um mito, Lévi-
Strauss refere-se a uma atividade que existe em nossa sociedade e que, em 
francês, se chama bricolage. O que faz um bricoleur, ou seja, quem pratica 
bricolage? Produz um objeto novo a partir de pedaços e fragmentos de outros 
objetos. Vai reunindo, sem um plano muito rígido, tudo o que encontra e que 
serve para o objeto que está compondo. O pensamento mítico faz exatamente a 
mesma coisa, isto é, vai reunindo as experiências, as narrativas, os relatos, até 
compor um mito geral. Com esses materiais heterogêneos, produz a explicação 
sobre a origem e a forma das coisas, suas funções e suas finalidades, os 
poderes divinos sobre a Natureza e sobre os humanos. O mito possui, assim, 
três características principais, citadas a seguir. 
1. Função explicativa: o presente é explicado por alguma ação passada cujos 
efeitos permaneceram no tempo. Por exemplo, uma constelação existe porque, 
no passado, crianças fugitivas e famintas morreram na floresta e foram levadas 
ao céu por uma deusa que as transformou em estrelas; as chuvas existem 
porque, nos tempos passados, uma deusa apaixonou-se por um humano e, não 
podendo unir-se a ele diretamente, uniu-se pela tristeza, fazendo suas lágrimas 
caírem sobre o mundo etc. 
2. Função organizativa: o mito organiza as relações sociais (de parentesco, de 
alianças, de trocas, de sexo, de idade, de poder etc.) de modo a legitimar e 
garantir a permanência de um sistema complexo de proibições e permissões. 
Por exemplo, um mito como o de Édipo existe (com narrativas diferentes) em 
quase todas as sociedades selvagens e tem a função de garantir a proibição do 
incesto, sem a qual o sistema sociopolítico, baseado nas leis de parentesco e de 
alianças, não pode ser mantido. 
3. Função compensatória: o mito narra uma situação passada, que é a negação 
do presente e que serve tanto para compensar os humanos de alguma perda 
como para garantir-lhes que um erro passado foi corrigido no presente, de modo 
a oferecer uma visão estabilizada e regularizada da Natureza e da vida 
comunitária. Por exemplo, entre os mitos gregos, encontra-se o da origem do 
fogo, que Prometeu roubou do Olimpo para entregar aos mortais e permitir-lhes 
o desenvolvimento das técnicas. Numa das versões desse mito, narra-se que 
Prometeu disse aos homens que se protegessem da cólera de Zeus realizando 
o sacrifício de um boi, mas que se mostrassem mais astutos do que esse deus, 
comendo as carnes e enviando-lhe as tripas e gorduras. Zeus descobriu a 
artimanha e os homens seriam punidos com a perda do fogo se Prometeu não 
lhes ensinasse uma nova artimanha: colocar perfumes e incenso nas partes 
dedicadas ao deus. 
 
CHAUÍ, M. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 1994. Adaptado. 
 
I. De acordo com o antropólogo Levi Strauss, os mitos são fabulações que 
correspondem a uma explicação racional e verdadeira do universo e, por isso, 
não se pode considerar que os povos indígenas são atrasados. 
II. O texto tem como tema os mitos e seus objetivos é expor uma visão 
antropológica deles. 
III. No trecho “entre os mitos gregos, encontra-se o da origem do fogo, que 
Prometeu roubou do Olimpo para entregar aos mortais e permitir-lheso 
desenvolvimento das técnicas”, há um problema de concordância, pois o 
pronome “lhes” deveria estar no singular. 
 
Assinale a alternativa correta: 
 
A) Nenhuma afirmativa é correta. 
B) Apenas a afirmativa II é correta. 
C)Apenas as afirmativas II e III são corretas. 
D)Apenas as afirmativas I e II são corretas. 
E) Todas as afirmativas são corretas. 
 
19. Considere os quadrinhos. 
 
O humor dos quadrinhos é construído: 
 
A) Pelo uso de uma máquina de escrever no século XXI. 
B) Pela inadequação da linguagem e da estrutura textual em uma 
declaração de amor. 
C) Pelo simples fato de alguém fazer uma declaração de amor na pós-
modernidade. 
D) Pelo teor burocrático e pelo nível coloquial de linguagem na declaração. 
E) Pela estrutura narrativa e pelo narrador em primeira pessoa. 
 
20. Leia o título e o subtítulo jornalísticos a seguir e analise as afirmativas. 
Bloco de carnaval não é lugar para mulher direita, diz 49% dos homens em 
pesquisa 
Estudo feito sobre o que pensam os homens acerca das mulheres que vão 
ao carnaval surpreende. 
Disponível em: https://br.blastingnews.com/brasil/2016/02/bloco-de-carnaval-nao-e-lugar-para-
mulher-direita-diz-49-dos-homens-em-pesquisa-00777277.html. Acesso em: 25 jun. 2016. 
 
I. Há um erro de concordância verbal no título, pois o correto é “dizem” no lugar 
de “diz”. 
II. Há um erro ortográfico em “acerca”. 
III. Há um erro de pontuação no subtítulo, pois deveria haver uma vírgula depois 
de carnaval. 
 
É correto o que se afirma em: 
 
A) I e III, apenas. 
B) I, apenas. 
C) II e III, apenas. 
D) I e II, apenas. 
E) I, II e III. 
 
21. Considere o aviso a seguir e analise as afirmativas. 
 
O mês de novembro finalizará com uma missa cantada por todos os defuntos da 
paróquia. 
 
I. A mensagem apresenta ambiguidade porque falta uma vírgula após “missa”. 
II. O sentido que causa estranheza refere-se ao fato de associarmos o termo “por 
todos os defuntos da paróquia” como agentes de “cantada”. 
III. Uma possível redação para eliminar a ambiguidade é “O mês de novembro 
finalizará com uma missa cantada em homenagem a todos os defuntos da 
paróquia”. 
 
A) II e III, apenas. 
B) I e II, apenas. 
C) I e III, apenas. 
D) III, apenas. 
E) I, II e III. 
 
22. Leia o texto e analise as afirmativas. 
 
Hora de dormir 
Fernando Sabino 
 
— Por que não posso ficar vendo televisão? 
— Porque você tem de dormir. 
— Por quê? 
— Porque está na hora, ora essa. 
— Hora essa? 
— Além do mais, isso não é programa para menino. 
— Por quê? 
— Porque é assunto de gente grande, que você não entende. 
 
— Estou entendendo tudo. 
— Mas não serve para você. É impróprio. 
— Vai ter mulher pelada? 
— Que bobagem é essa? Ande, vá dormir que você tem colégio amanhã cedo. 
— Todo dia eu tenho. 
— Está bem, todo dia você tem. Agora desligue isso e vá dormir. 
— Espera um pouquinho. 
— Não espero não. 
— Você vai ficar aí vendo e eu não vou. 
— Fico vendo não, pode desligar. Tenho horror de televisão. Vamos, obedeça a 
seu pai. 
— Os outros meninos todos dormem tarde, só eu que durmo cedo. 
 
— Não tenho nada ver com os outros meninos: tenho que ver com meu filho. Já 
para a cama. 
 
— Também eu vou para a cama e não durmo, pronto. Fico acordado a noite toda. 
— Não comece com coisa não, que eu perco a paciência. 
— Pode perder. 
— Deixe de ser malcriado. 
— Você mesmo que me criou. 
— O quê? Isso é maneira de falar com seu pai? 
— Falo como quiser, pronto. 
— Não fique respondendo não: cale essa boca. 
— Não calo. A boca é minha. 
— Olha que eu ponho de castigo. 
— Pode pôr. 
— Venha cá! Se der mais um pio, vai levar umas palmadas. 
— ... 
— Quem é que anda ensinando esses modos? Você está ficando é muito 
insolente. 
— Ficando o quê? 
— Atrevido, malcriado. Eu com sua idade já sabia obedecer. Quando é que eu 
teria coragem de responder a meu pai como você faz. Ele me descia o braço, 
não tinha conversa. Eu porque sou muito mole, você fica abusando... Quando 
ele falava está na hora de dormir, estava na hora de dormir. 
— Naquele tempo não tinha televisão. 
— Mas tinha outras coisas. 
— Que outras coisas? 
— Ora, deixe de conversa. Vamos desligar esse negócio. Pronto, acabou-se. 
Agora é tratar de dormir. 
— Chato. 
— Tome, para você aprender. E amanhã fica de castigo, está ouvindo? Para 
aprender a ter respeito a seu pai. 
—... 
— E não adianta ficar aí chorando feito bobo. Venha cá. 
— Amanhã eu não vou ao colégio. 
— Vai sim senhor. E não adianta ficar fazendo essa carinha, não pense que me 
comove. Anda, venha cá. 
— Você me bateu... 
— Bati porque você mereceu. Já acabou, pare de chorar. Foi de leve, não doeu 
nem nada. Peça perdão a seu pai e vá dormir. 
—... 
— Por que você é assim, meu filho? Só para me aborrecer. Sou tão bom para 
você, você não reconhece. Faço tudo que você me pede, os maiores sacrifícios. 
Todo dia trago para você uma coisa da rua. Trabalho o dia todo por sua causa 
mesmo, e quando chego em casa para descansar um pouco, você vem com 
essas coisas. Então é assim que se faz? 
—... 
— Então você não tem pena do seu pai? Vamos! Tome a bênção e vá dormir. 
— Papai. 
— Que é? 
— Me desculpe. 
— Está desculpado. Deus te abençoe. Agora vai. 
— Por que não posso ficar vendo televisão? 
 
I. O texto tem estrutura dissertativo-argumentativa, uma vez que o pai tenta 
convencer o filho a dormir. 
II. O texto trabalha com elementos concretos e, por isso, é figurativo. 
III. O texto apresenta trechos predominantemente descritivos, que embasam o 
enredo. 
 
É correto o que se afirma em: 
 
A) I, II e III. 
B) II e III, apenas. 
C) II, apenas. 
D) I e III, apenas. 
E) I e II, apenas. 
 
23. O anúncio abaixo segue o padrão coloquial da linguagem, pois procura 
estabelecer um contato mais próximo com o consumidor. Leia-o e assinale 
a alternativa que apresenta uma reformulação que esteja de acordo com a 
norma culta. 
 
Aqui você tem o dinheiro que precisa. 
 
A) Aqui você tem o dinheiro o qual precisa. 
B) Aqui você tem o dinheiro de que precisa. 
C) Aqui você tem o dinheiro no qual precisa. 
D) Aqui você tem o dinheiro onde precisa. 
E) Aqui você tem o dinheiro na qual precisa. 
 
24. Leia o fragmento do texto “Direito ao delírio”, de Eduardo Galeano. 
A publicidade manda consumir e a economia proíbe. As ordens de consumo, 
obrigatórias para todos, mas impossíveis para a maioria, são convites ao delito. 
Sobre as contradições de nosso tempo, as páginas policiais dos jornais ensinam 
mais do que as páginas de informação política e economia. 
Esse mundo, que oferece o banquete a todos e fecha a porta no nariz de tantos, 
é ao mesmo tempo igualador de desigual: igualador nas ideias e nos costumes 
que impõem e desigual nas oportunidades que proporciona. 
 
Disponível em: https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Galeano-na-Carta-
Maior/4/15005. Acesso em: 26 fev. 2020. 
 
Assinale a alternativa que expressa corretamente a ideia do trecho: 
 
A) As páginas policiais dos jornais têm mais qualidade do que as que abordam 
política ou economia porque a sociedade de hoje é marcada pelo crime e pelo 
descrédito nos governos. 
B) A globalização permite que todos tenham acesso ao banquete do consumo, 
embora haja desigualdades. 
C) A publicidade tem mais força que a lei e impõe o consumo; essa é a causa de 
todos os crimes praticados. 
D) A sociedade atual é marcada pela igualdade nas ideias e nos costumes, 
reforçados pela publicidade, e pela desigualdade socioeconômica, que 
impede o acesso de muitos a diversos bens e gera crimes. 
E) O acesso aos bens de consumo é oferecido a todos, mas é necessário mérito 
para ter um bom padrão de vida, o que não acontece para a maioria da 
população. 
 
25.Leia a letra da canção e analise as afirmativas. 
 
Um dia ele chegou tão diferente 
Do seu jeito de sempre chegar 
Olhou-a de um jeito muito mais quente 
Do que sempre costumavaolhar 
E não maldisse a vida 
Tanto quanto era seu jeito de sempre falar 
E nem deixou-a só num canto 
Pra seu grande espanto convidou-a pra rodar 
 
Então, ela se fez bonita 
Como há muito tempo não queria ousar 
Com seu vestido decotado 
Cheirando a guardado de tanto esperar 
Depois o dois deram-se os braços 
Como há muito tempo não se usava dar 
E cheios de ternura e graça 
Foram para a praça e começaram a se abraçar 
 
E ali dançaram tanta dança 
Que a vizinhança toda despertou 
E foi tanta felicidade 
Que toda cidade se iluminou 
E foram tantos beijos loucos 
Tantos gritos roucos como não se ouvia mais 
Que o mundo compreendeu 
E o dia amanheceu em paz 
 
Disponível em: https://www.letras.mus.br/chico-buarque/45186/. Acesso em: 12 jul. 2019. 
 
I. No texto, predomina a função apelativa da linguagem, pois o compositor apela 
para o sentimento do leitor. 
II. A letra apresenta uma narrativa que aborda a quebra de rotina na vida de um 
casal. 
III. Trata-se de um texto predominantemente temático, pois trabalha o tema do 
amor. 
 
É correto o que se afirma em: 
 
A) I, II e III. 
B) II e III, apenas. 
C) I e III, apenas. 
D) I e II, apenas. 
E) II, apenas. 
 
26. Considere o texto abaixo e analise as afirmativas. 
“Doutor: temos um tipo de operação que vai fazer muito bem ao senhor.” 
 
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I. Trata-se de um anúncio publicitário, com estrutura narrativa e narrador em 
segunda pessoa. 
II. O texto usa como argumento básico a analogia. 
III. Há um erro de regência verbal no texto. 
 
Assinale a alternativa correta: 
 
A) Nenhuma afirmativa está correta. 
B) Apenas a afirmativa III está correta. 
C) Apenas as afirmativas II e III estão corretas. 
D) Apenas as afirmativas I e II estão corretas. 
E) Todas as afirmativas estão corretas. 
 
27. Considere o post e as afirmativas: 
 
“Sempre se bate no que está mais reto. Os tortos, normalmente são deixados de 
lado.” 
 
I. O post baseia-se no raciocínio por analogia para defender sua ideia. 
II. Há um erro de concordância verbal. 
III. O post vale-se de elementos abstratos para sugerir que os indivíduos bem 
adaptados são os mais prejudicados. 
 
É correto o que se afirma em: 
 
A) I, II e III. 
B) I e II, apenas. 
C) I e III, apenas. 
D) I, apenas. 
E) III, apenas. 
 
28. Leia o texto e analise as afirmativas. 
 
O fim do trabalho? 
Thomaz Wood Jr. 
 
O trabalho é ideia milenar nem sempre muito apreciada. A Grécia antiga não o 
tinha em grande conta e o considerava um inimigo da virtude, a cercear os 
homens de suas mais nobres aptidões, as quais deveriam ser desenvolvidas na 
filosofia e na política. As sociedades industrializadas modernas, contrariamente 
aos gregos, celebram o trabalho como valor central, algo capaz de gerar riqueza 
e bem-estar, beneficiando o indivíduo e a sociedade. 
Algumas tendências em curso sinalizam, entretanto, o declínio dos empregos 
estáveis, de tempo integral. A crise econômica do fim dos anos 2000 e a presente 
recessão brasileira nos levam a relembrar o drama do desemprego. Quando 
cortam quadros ou encerram atividades, as empresas projetam uma sombra 
sobre as comunidades. A arrecadação diminui, o consumo cai, os serviços 
básicos são afetados, a coesão cultural é enfraquecida e multiplicam-se 
patologias sociais e dramas pessoais. 
Os últimos séculos foram marcados por reinvenções sucessivas do trabalho, da 
agricultura para a indústria e desta para os serviços. As transições foram 
traumáticas, mas cada estado final representou uma evolução em relação ao seu 
ponto de partida, com mais empregos e mais riqueza. As tendências atuais 
apontam, entretanto, para a criação de uma massa paralela de destituídos, sem 
emprego ou competências para subsistir em um mundo intensivo em tecnologia. 
Podemos identificar três grandes tendências. A primeira delas é a superação do 
trabalho pelo capital. Desde os anos 1980, as empresas investiram em 
reestruturações e em automação industrial, na busca de formas eficientes para 
organizar o trabalho e automatizar seus processos. O resultado foi o 
enxugamento dos quadros e uma perda progressiva do poder de barganha do 
trabalho diante do capital. A segunda tendência é o desaparecimento 
progressivo do trabalhador. Estatísticas norte-americanas indicam um aumento 
inexorável do porcentual de homens que não estão trabalhando ou procurando 
por trabalho. A terceira tendência relaciona-se ao avanço das tecnologias de 
informação e comunicação. Os impactos de mudanças tecnológicas podem 
demorar anos para se manifestar, mas, quando ocorrem, são contundentes. 
Vendedores, caixas, atendentes e funcionários de escritórios são os primeiros 
na linha de fogo. 
O trabalho preenche três funções sociais: é uma forma pela qual a economia 
produz bens, um meio de as pessoas garantirem seu sustento e uma atividade 
que provê sentido e propósito à vida das pessoas. O que ocorrerá se as 
tendências acima mencionadas se aprofundarem? A primeira função social 
parece cada vez menos dependente de trabalhadores. A economia poderá 
continuar produzindo bens, com menor número de empregos. Mas sem salários, 
quem irá consumi-los? A terceira função social poderá ser substituída, uma vez 
que há outras atividades passíveis de prover sentido e propósito para os 
indivíduos. Mas o que ocorrerá com a segunda função social? Como continuar a 
garantir o sustento sem uma oferta condizente de empregos? 
Muitas pessoas detestam sua profissão, seu emprego ou ambos. Porém perder 
o ganha-pão pode ser trágico. Nos países desenvolvidos, a infraestrutura 
madura e as redes de proteção social, aliadas a certa criatividade individual e 
doses crescentes de empreendedorismo, poderão tornar a vida na informalidade 
laboral passável, até recompensadora. Nos países em desenvolvimento, a 
transição poderá ser mais dura e trágica. Entretanto, o pessimismo necessário 
deve ser temperado com doses homeopáticas de otimismo. Trabalhos estáveis 
e de tempo integral talvez sejam vistos no futuro como peculiaridade de uma 
época. Os nostálgicos talvez lamentem seu desaparecimento. Outros talvez 
celebrem seu declínio, como uma porta aberta para o cultivo das virtudes, como 
desejavam os antigos gregos. 
 
Disponível em http://www.cartacapital.com.br/revista/860/o-fim-do-trabalho-5512.html. Acesso 
em 3 ago. 2015. Adaptado. 
 
Com base na leitura, analise as afirmativas. 
 
I. Segundo o texto, as novas tecnologias melhoram a produção e a vida dos 
trabalhadores, que poderão se dedicar a outras atividades mais virtuosas. 
II. Depreende-se do texto que a virtude humana sempre esteve associada ao 
trabalho e à produtividade, uma vez que o trabalho enobrece e dignifica o 
homem. 
III. O texto tem estrutura narrativo-descritiva, pois tem como objetivo contar a 
história do trabalho ao longo da história. 
 
Assinale a alternativa correta: 
 
A) Apenas a afirmativa I é correta. 
B) Apenas a afirmativa III é correta. 
C) Apenas a afirmativa II e III são corretas. 
D) Nenhuma afirmativa é correta. 
E) Apenas as afirmativas I e II são corretas. 
 
29. Leia o texto e a charge. 
 
Certas expressões populares se tornam de tal forma parte de nosso vocabulário 
e repertório que é como se sempre tivessem existido. Dor de cotovelo, chorar as 
pitangas, dar com os burros n’água, engolir um sapo ou salvo pelo gongo, tudo 
é dito como se fosse a coisa mais natural e normal do mundo. 
Mas se mesmo as palavras mais corriqueiras têm uma história e sua própria 
árvore etimológica, naturalmente que toda e qualquer expressão popular,das 
mais sábias e profundas às mais bestas e sem sentido, tem uma origem, ora 
curiosa e interessante, ora sombria e simbólica de um passado sinistro. 
Pois muitas das expressões que usamos no dia a dia e que hoje comunicam 
somente seu sentido funcional – aquilo que atualmente a frase “quer dizer” – são 
originárias de um vergonhoso e longo período da história do Brasil: a escravidão. 
Ainda que os sentidos originais tenham se diluído em algo trivial, essa origem 
permanece, como em toda palavra ou frase comum, feito um DNA marcando 
nossa própria história. 
O Brasil foi o país que mais recebeu escravos no mundo, e o último país 
independente do continente americano a abolir a escravidão. Conhecer o sentido 
original e a história de uma expressão é saber, afinal, o que é que estamos 
falando. Por isso, esta seleção de expressões populares criadas durante o 
período da escravidão no Brasil – uma época que faz parte de nosso passado, 
mas que exerce ainda forte influência sobre nossa realidade atual. 
Tem caroço nesse angu 
A expressão, que significa que alguém estaria escondendo algo, tem sua origem 
em um truque realizado pelos escravos para melhor se alimentarem. Se 
geralmente o prato servido era composto exclusivamente de uma porção de 
angu de fubá, a escrava que lhes servia por vezes conseguia dar um jeito de 
esconder um pedaço de carne ou alguns torresmos embaixo do angu. A 
expressão nasceu do comentário de um ou outro escravo a respeito de certo 
prato que lhe parecesse suspeito. 
Para inglês ver 
Essa expressão tem sua origem na escravidão e também no mau hábito ainda 
atual brasileiro de aprovar leis que não “pegam” (que ninguém cumpre e nem é 
punido por isso). Em 1830, a Inglaterra exigiu que o Brasil criasse um esforço 
para acabar com o tráfico de escravos e impusesse enfim leis que coibissem tal 
prática. O Brasil acatou a exigência inglesa, mas as autoridades daqui sabiam 
que tal lei simplesmente não seria cumprida –eram leis existentes somente em 
um papel, “para inglês ver”. 
Bucho cheio ou encher o bucho 
Expressões mais comuns em Minas, eram usadas tanto pelos escravos quanto 
por seus exploradores, evidentemente que com outra conotação da que se usa 
hoje. Atualmente significam estar bem alimentado, de barriga cheia; na época, 
significavam a obrigação que os escravos que trabalhavam nas minas de ouro 
tinham de preencher com ouro um buraco na parede, conhecido como “bucho”, 
para só então receber sua tigela de comida. 
Meia tigela 
A partir da expressão anterior, a história segue, dando origem à expressão “meia 
tigela”, que significa algo sem valor, medíocre, desimportante. Quando o escravo 
não conseguia preencher o “bucho” da mina com ouro, ele só recebia metade de 
uma tigela de comida. Muitas vezes, o escravo que com frequência não 
conseguia alcançar essa “meta” ganhava esse apelido. Tais hábitos não eram, 
porém, restritos às minas, e a punição de retirar parte da comida era comum na 
maioria das obrigações dos escravos. 
Lavei a égua 
Por fim, a expressão “lavar a égua”, que quer dizer aproveitar, se dar bem, se 
redimir em algo, vem também da exploração do ouro, quando os escravos mais 
corajosos tentavam esconder algumas pepitas debaixo da crina do animal, ou 
esfregavam ouro em pó em sua pele. Depois pediam para lavar o animal e, com 
isso, recuperar o ouro escondido para, quem sabe, comprar sua própria 
liberdade. Os que eram descobertos, porém, poderiam ser açoitados até a morte. 
 
Disponível em: https://www.hypeness.com.br/2016/09/9-expressoes-populares-com-origens-
ligadas-a-escravidao-e-voce-nem-imaginava/. Acesso em: 26 fev. 2020. Adaptado. 
 
 
Disponível em: http://proximap.blogspot.com/2008/02/porque-me-ufano-de-ribeiro-ou-o-que-
bom.html. Acesso em: 26 fev. 2020. 
 
I. Na charge, a expressão “lavar a égua” não pode ser compreendida com o 
sentido explicado no texto. 
II. O texto mostra a origem escravocrata de expressões populares e atribui a 
alteração de sentido delas ao fim do racismo na sociedade brasileira. 
III. A charge é uma crítica a políticos que agem de forma antiética e se beneficiam 
financeiramente de obras públicas, como no caso da transposição do rio São 
Francisco. 
 
É correto o que se afirma somente em: 
 
A) I. 
B) II. 
C) III. 
D) I e III 
E) II e III. 
 
30. Considere o post veiculado em rede social e analise as afirmativas. 
 
I. Infere-se que o interlocutor intencionava que “linda” fosse vocativo, mas a 
moça compreendeu como um predicativo seu. 
II. A falta de vírgula antes de “linda” na pergunta torna possível a interpretação 
da moça. 
III. Trata-se de uma conversa por meio de um aplicativo, marcada pelo uso do 
nível informal de linguagem. 
 
É correto o que se afirma em: 
 
A) I, II e III. 
B) I e II, apenas. 
C) II e III, apenas. 
D) I e III, apenas. 
E) III, apenas. 
 
31. Leia um trecho da notícia a seguir e analise as afirmativas. 
 
A Vai-Vai e a Acadêmicos do Tucuruvi não conseguiram se manter no Grupo 
Especial do Carnaval e desfilarão no grupo de acesso no ano que vem. A 
apuração das notas dos desfiles das escolas de São Paulo ocorreu hoje no 
Sambódromo do Anhembi. 
(...) 
Apesar de elogiada por suas alegorias e energia na avenida, a escola teve um 
mau desempenho no quesito comissão de frente, onde obteve duas notas 9,7. A 
escola também perdeu pontos no quesito fantasia. 
 
Disponível em: https://noticias.uol.com.br/carnaval/2019/noticias/redacao/2019/03/05/vai-vai-e-
tom-maior-sao-rebaixadas-para-o-grupo-de-acesso-em-sao-paulo.htm?cmpid. Acesso em: 5 
mar. 2019. 
 
I. O texto tem estrutura argumentativa, com uso de dados numéricos na defesa 
da tese. 
II. O conectivo “onde” está empregado corretamente, de acordo com a norma 
culta. 
III. A expressão “apesar de elogiada” pode ser substituída, sem alteração de 
sentido, por “embora tenha sido elogiada”. 
 
É correto o que se afirma somente em: 
 
A) I. 
B) II. 
C) III. 
D) I e II. 
E) II e III. 
 
32. Considere a placa e as afirmativas. 
 
Disponível em https://brainly.com.br/tarefa/12774389. Acesso em: 26 fev. 2020. 
 
I. O texto é bem redigido, pois expressa claramente a mensagem. 
II. A expressão “sem alvará” deveria ser deslocada para depois de “ambulante”. 
III. O texto apresenta problema de concordância. 
 
É correto o que se afirma em: 
 
B) II. 
 
33. Considere o período e as afirmativas. 
 
O acúmulo de placas de gordura nas paredes das artérias levam ao 
estreitamento das mesmas, já que facilita o aparecimento de hipertensão, onde 
ocasiona problemas ao indivíduo. 
 
I. Há um erro de concordância verbal – o correto é “leva”. 
II. O conectivo “já que”, que indica relação de causa, é adequado no período. 
III. O conectivo “onde” está empregado de forma adequada. 
 
É correto o que se afirma em: 
 
A) I, II e III. 
B) I e II, apenas. 
C) I e III, apenas. 
D) II, apenas. 
E) I, apenas. 
 
34. Considere os quadrinhos e analise as afirmativas. 
 
Disponível em: https://descomplica.com.br/artigo/saiba-tudo-sobre-
ambiguidade-polissemia-tipos-de-discursos-e-intertrxtualidade/4kG/. Acesso 
em: 26 fev. 2020. 
 
I. O humor dos quadrinhos é construído pela ambiguidade do verbo “vendo”, que 
pode ser entendido como o presente de “vender” e como o gerúndio de “ver”. 
II. O fato de o menino segurar uma placa contribui para a interpretação do adulto 
que mostra curiosidade sobre a venda. 
III. O objetivo dos quadrinhos é demonstrar que as pessoas não sabem se 
expressar corretamente e isso provoca mal-entendidos. 
 
É correto o que se afirma em: 
 
A) I, II e III. 
B) II e III, apenas. 
C) I e III, apenas. 
D) I e II, apenas. 
E) II, apenas. 
 
35. Considere os anúncios a seguir, publicados no século XIX, ainda na 
época da escravidão. 
 
Texto 1 
 
Escravo á venda 
Para fora da capital vende-se um, robusto, de 18 annos, perfeito copeiro, cosinha 
o trivial e bom pagem, preferindotodo e qualquer serviço de lavoura. Rua da 
Constituição, 72. 
 
Escravo fugido 
A 24 de Novembro de 1877, fugiu da fazenda de S. José em Taubaté, 
propriedade de João Francisco Malta, o escravo Gregório, pardo, edade 32 
annos mais ou menos, altura mais que regular, corpo reforçado, falla 
descançada, bons dentes, olhos grandes e sanguíneos, quando quer mover-se 
depressa; porém, seu natural é pesado, pouca barba. 
Occupação, roça, porém, faz qualquer serviço como carrear, etc. Gosta de lidar 
com animaes, como cães, espingarda e caçar. Também gosta de batuque. 
 
Com base na leitura, analise as afirmativas. 
 
I. O texto 2 tem estrutura descritiva, com o objetivo de que o escravo fugitivo 
fosse identificado. 
II. As características do escravo, no texto 2, são apresentadas de forma 
totalmente objetiva, com ausência de subjetividade. 
III. O escravo é apresentado, no texto 1, como uma mercadoria a ser 
comercializada. 
IV. O texto 1 tem estrutura narrativa, com narrador em terceira pessoa. 
 
É correto o que se afirma somente em: 
 
A) I, II e III. 
B) II, III e IV. 
C) II e III. 
D) I e III. 
E) I, II e IV. 
 
36. (SEDUC-SP-2013) 
 
Todos os pinguins são em preto e branco. 
Alguns programas antigos de TV são em preto e branco. 
Logo, alguns pinguins são programas de TV antigos. 
 
A charge acima se refere com humor à estrutura do silogismo aristotélico, 
com um tipo de argumento: 
 
A) Dedutivo válido e correto. 
B) Indutivo correto. 
C) Dedutivo válido e incorreto. 
D) Indutivo inválido. 
E) Dedutivo inválido. 
 
37. O diretor de uma gráfica enviou para um fornecedor o seguinte. No 
campo “assunto”, ele escreveu “Contato”. 
 
Prezado José Gomes, 
 
Venho solicitar o documento onde consta os novos valores da resma de 500 
folhas de papel sulfite, pois houveram divergências entre o que foi acordado e o 
que está sendo cobrado. 
 
Atenciosamente, 
 
Paulo Fernandes 
Diretor da PF Gráfica. 
 
Sobre o e-mail, analise as afirmativas. 
 
I. O e-mail escrito pelo diretor apresenta elementos composicionais do gênero, 
como vocativo, despedida e assinatura. 
II. O e-mail escrito pelo diretor apresenta erros de concordância verbal. 
III. O campo “assunto”, apesar de estar preenchido, é pouco específico em 
relação ao que é tratado na mensagem. 
 
É correto o que se afirma em: 
 
A) I, II e III. 
B) I e II apenas. 
C) I e III apenas. 
D) II e III apenas. 
E) III, apenas. 
 
38. Mesmo após morte, moradores de BH são flagrados andando de 
patinete sem equipamentos de segurança. 
 
I. Predomina no título a função referencial da linguagem. 
II. O título não é claro, pois permite compreender que mortos-vivos estão 
andando de patinete em Belo Horizonte. 
III. Há um erro ortográfico em “flagrados”. 
 
É correto o que se afirma em: 
 
A) I, II e III. 
B) II, apenas. 
C) II e III, apenas. 
D) I e II, apenas. 
E) I e III, apenas. 
 
39. Leia a história em quadrinhos e analise as asserções e a relação 
proposta entre elas. 
 
 
 
I. O garoto consegue dar uma boa desculpa ao adulto para atingir seu objetivo, 
comer goiabas, sem, no entanto, desobedecer ao que está escrito literalmente 
no aviso pregado na árvore. 
 
PORQUE 
 
II. A fala do garoto demonstra que ele não domina a norma culta da língua 
portuguesa, motivo pelo qual ele não foi capaz de entender o aviso pregado na 
árvore. 
 
Assinale a alternativa correta: 
 
A) As duas asserções são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira. 
B) As duas asserções são verdadeiras, e a segunda não justifica a primeira. 
C) A primeira asserção é verdadeira, e a segunda é falsa. 
D) A primeira asserção é falsa, e a segunda é verdadeira. 
E) As duas asserções são falsas. 
 
40. Considere os textos 1 e 2 e analise as afirmativas. 
 
Texto 1 
De frente Pro Crime 
João Bosco 
 
'Tá lá o corpo estendido no chão 
Em vez de rosto, uma foto de um gol 
Em vez de reza, uma praga de alguém 
E um silêncio servindo de amém 
 
O bar mais perto depressa lotou 
Malandro junto com trabalhador 
Um homem subiu na mesa do bar 
E fez discurso pra vereador 
 
Veio o camelô vender 
Anel, cordão, perfume barato 
Baiana pra fazer 
Pastel e um bom churrasco de gato 
 
Quatro horas da manhã 
Baixou o santo na porta-bandeira 
E a moçada resolveu 
Parar, e então 
Sem pressa, foi cada um pro seu lado 
Pensando numa mulher ou no time 
Olhei o corpo no chão e fechei 
Minha janela de frente pro crime 
 
Disponível em: https://www.letras.mus.br/joao-bosco/46513/. Acesso em: 8 jul. 2019. 
 
Texto 2 
Os altos índices de violência no Brasil têm como um dos seus efeitos a 
banalização da morte. Segundo o Atlas da Violência de 2018, elaborado pelo 
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de 
Segurança Pública (FBSP), foram cometidos 62.571 assassinatos no país em 
2016. Só na última década, 563 mil brasileiros foram vítimas de homicídios. 
Esse cenário faz com que, infelizmente, muitas pessoas, incluindo jovens e 
crianças, habituem-se a presenciar agressões e mortes no cotidiano. 
 
I. Os dois textos abordam a banalização da morte e pertencem ao mesmo gênero 
textual. 
II. O texto 2 apresenta, como argumento, dados estatísticos. 
III. No texto 1, as ações das pessoas que se reúnem em torno do cadáver, 
contradizem a ideia defendida no texto 2. 
 
É correto o que se afirma somente em: 
 
A) I e II. 
B) II e III. 
C) II. 
D) I e III. 
E) I. 
 
41. Considere os textos a seguir: 
 
O homem nasce bom. 
Mas as mensagens do WhatsApp o corrompe. 
 
Amigaaaaa vc nem vai acreditar 
 
Fala?? 
 
Nossa que seca 
Nem vou mais falar tbm 
 
I. No texto 1, observa-se um erro de concordância verbal – o correto, de acordo 
com a norma culta, é (...) 
II. O gênero a que pertence o texto 1, o meme, trabalha com linguagem não 
verbal e verbal e utiliza o nível informal de linguagem. 
III. No texto 2, o prolongamento da letra “a” tem como objetivo reproduzir 
graficamente a entonação da fala. 
IV. O mau isso da pontuação no texto 2 é uma característica comum no gênero 
textual em questão e, no caso, impede a compreensão adequada da mensagem. 
 
É correto o que se afirma em: 
 
A) I, II, III e IV. 
B) I, II e III, apenas. 
C) II e II, apenas. 
D) I, III e IV, apenas. 
E) I e IV, apenas. 
 
42. Veja a charge a seguir: 
 
Disponível em: https://cdn.estuda.com/sis_questoes/posts/298359_pre.jpg?1530274357. 
Acesso em: 03 dez. 2019. 
 
A respeito da charge, podemos afirmar que: 
 
A) Ela busca mostrar as diferenças entre o conhecimento com base na 
razão e o conhecimento com base nas crenças e nas opiniões. 
B) Ela busca evidenciar a subjetividade do pensamento racional. 
C) Ela pretende mostrar a lógica e a consciência do senso comum. 
D) Ela mostra que não há possibilidade de diálogo entre o conhecimento racional 
e o senso comum. 
E) Ela comprova que não há diferença alguma entre o conhecimento racional e 
o senso comum. 
 
43.O professor Paulo Artaxo, do Instituto de Física da USP, publicou em 
fevereiro de 2019, o seguinte texto: 
 
O recente movimento global “anticiência”, do qual o presidente Trump é um dos 
expoentes, tenta colocar a ciência em xeque, quando os resultados científicos 
não apoiam seus interesses. Com a questão das mudanças climáticas não 
poderia ser diferente. Portanto, pode-se afirmar, de antemão, que as 
manifestações “anticiência” não são questionamentos científicos propriamente 
ditos, mas uma clara investida no sentido de desconstruir discursivamente a 
credibilidade científica com o objetivo de defender posições econômicas, 
políticas ou até religiosas próprias. Assim, qualquer tentativa de trazer ao debate 
o método científico nesta discussão é inócua. 
 
Disponível em https://jornal.usp.br/artigos/a-quem-interessa-atacar-a-ciencia-e-por-que/ Acesso 
em: 3 ago 2020. 
 
Segundo o professor: 
 
I. Em tempos recentes, a questão das mudançasclimáticas não está sendo 
debatida em função de critérios única e exclusivamente científicos. 
II. Posições econômicas e políticas podem interferir no julgamento de métodos 
e resultados científicos. 
III. A crítica aos métodos e resultados científicos sobre as mudanças climáticas 
tem ocorrido em função de a comunidade cientifica não ter qualquer consenso a 
respeito do significado de ciência. 
 
Está correto apenas o que se afirma em: 
 
A) II. 
B) III. 
C) I e II. 
D) II e III. 
E) I e III. 
 
44. Leia o trecho a seguir. 
 
“As universidades têm procurado coibir a prática do plágio por meio de uma 
adequada formação discente e docente e com a oferta de softwares que 
identificam coincidência de texto publicados na internet.” 
(LEME-SILVA. 2010, p. 32) 
 
O trecho acima corresponde a: 
 
A) Uma citação direta, com dois autores inseridos. 
B) Uma citação direta, com dois autores não inseridos. 
C) Uma citação indireta, com dois autores inseridos. 
D) Uma citação indireta, com dois autores não inseridos. 
E) Uma paráfrase, sem autores inseridos. 
 
45. Leia o texto abaixo. 
 
Publicado no Jornal GGN, em 14 de fevereiro de 2017 
 
A Rede de Pesquisa Empírica em Direito (REED), associação civil que reúne 
pesquisadoras e pesquisadores em direito de todo o Brasil, à luz de seu dever 
estatutário de promover as melhores práticas metodológicas e éticas em 
pesquisa, diante do debate público recente sobre uso de trechos de decisões 
judiciais e outros textos não protegidos por direito autoral, vem a público 
manifestar-se nos seguintes termos: 
 
1. A integral observância dos parâmetros éticos na pesquisa e redação 
científicas é fundamental à qualidade e reputação da academia jurídica 
brasileira. Alunas e alunos de direito de nosso país aprendem os princípios 
básicos da ética acadêmica em cursos de graduação e pós-graduação, tendo 
dever incontornável de cumpri-los. 
 
2. O plágio acadêmico é uma violação ética de enorme gravidade. O uso de 
ideias e frases de terceiros deve ser indicado com precisão na parte textual de 
um texto acadêmico. Isso é indispensável para que o leitor possa distinguir o 
pensamento do autor do texto daquele que venha de outras fontes. A entrada 
bibliográfica pós-textual, na lista de referências, não supre este dever. 
 
3. Caso o autor do texto científico se valha da forma textual de expressão da 
ideia alheia, é imperioso que assim o indique por meio de aspas ou pelo 
alargamento da margem esquerda, a depender da extensão do trecho citado, 
nos termos da Norma Brasileira de Referência (NBR) 10.520, da Associação 
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Tal norma é bastante simples, 
largamente conhecida e facilmente consultável em bibliotecas universitárias de 
todo país. 
 
4. Enquanto violação ética, o plágio acadêmico não se restringe às hipóteses em 
que também possa ser caracterizado como violação ao direito autoral, quer na 
esfera cível, quer na criminal. Apropriar-se indevidamente do texto de quaisquer 
registros administrativos, tais como decisões judiciais ou documentos públicos, 
configura plágio acadêmico, mesmo quando não constitua violação ao direito 
autoral. Trata-se, ainda, de má prática metodológica, ao confundir o texto 
produzido pela pesquisadora ou pesquisador com os textos que são objeto de 
sua investigação. 
 
5. Deve-se reconhecer que a organização do trabalho atualmente vigente na 
redação acadêmica e na prática do direito vem gerando condições propícias à 
disseminação do plágio, mas essa realidade não autoriza sua naturalização, que 
deve ser diuturnamente combatida por todos profissionais sérios. 
6. O plágio é eticamente reprovável em face da autora ou do autor do texto 
plagiado, por deixar de reconhecer-lhe o trabalho. É também eticamente 
reprovável em face do leitor, por privar-lhe do direito de saber com precisão a 
autoria daquilo que lê. Finalmente, é eticamente reprovável em face de todas as 
pesquisadoras e pesquisadores em direito do Brasil, pelos prejuízos 
reputacionais gerados ao campo acadêmico ao qual dedicam seu labor, com 
integridade e responsabilidade. 
 
Disponível em: https://jornalggn.com.br/analise/associacao-de-pesquisadores-em-nota-
condena-plagio-academico/. Acesso em: 03 dez. 2019. 
 
A respeito do texto, podemos afirmar que: 
 
I. A citação de texto de outrem não se configura como plágio, caso o autor tenha 
sido referenciado conforme as normas previstas pela ABNT. 
II. As inovações tecnológicas existentes facilitam a prática do plágio. 
III. Apenas os alunos estão sujeitos a sanções no caso de plágio; isso não ocorre 
com os professores. 
 
Está correto apenas o que se afirma em: 
 
A) I. 
B) II. 
C) III. 
D) I e II. 
E) II e III. 
 
46. Analise a charge a seguir: 
 
 
 
A respeito da charge, podemos afirmar que: 
 
A) Ela mostra os conflitos existentes entre o contexto do senso comum e 
o contexto do conhecimento científico. 
B) Ela busca defender a ideia de que não há opiniões, mas somente as certezas 
produzidas pela ciência. 
C) Ela insinua que devem ser levadas em conta apenas as opiniões dos 
cientistas. 
D) Ela mostra que pessoas que fazem uso constante da internet não acreditam 
na ciência. 
E) Ela comprova que a internet não divulga conhecimento científico. 
 
47. A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) conceitua 
normalização da seguinte forma: 
 
Atividade que estabelece, em relação a problemas existentes ou potenciais, 
prescrições destinadas à utilização comum e repetitiva com vistas à obtenção do 
grau ótimo de ordem em um dado contexto. Consiste, em particular, na 
elaboração, difusão e implementação das Normas. 
A normalização é, assim, o processo de formulação e aplicação de regras para 
a solução ou prevenção de problemas, com a cooperação de todos os 
interessados, e, em particular, para a promoção da economia global. No 
estabelecimento dessas regras recorre-se à tecnologia como o instrumento para 
estabelecer, de forma objetiva e neutra, as condições que possibilitem que o 
produto, projeto, processo, sistema, pessoa, bem ou serviço atendam às 
finalidades a que se destinam, sem se esquecer dos aspectos de segurança. 
Norma é o documento estabelecido por consenso e aprovado por um organismo 
reconhecido, que fornece regras, diretrizes ou características mínimas para 
atividades ou para seus resultados, visando à obtenção de um grau ótimo de 
ordenação em um dado contexto. 
A norma é, por princípio, de uso voluntário, mas quase sempre é usada por 
representar o consenso sobre o estado da arte de determinado assunto, obtido 
entre especialistas das partes interessadas. 
 
Disponível em: http://www.abnt.org.br/normalizacao/o-que-e/o-que-e. Acesso em: 3 ago. 2020 
 
Caso apliquemos o conteúdo acima ao contexto do trabalho acadêmico, 
podemos concluir que: 
 
I. As normas para a elaboração de um texto acadêmico devem obedecer às 
necessidades e preferencias de cada grupo de pesquisa ou instituição, não 
sendo necessária à sua aceitação consensual pela sociedade. 
II. As normas para realização de um texto acadêmico podem ser utilizadas ou 
adaptadas conforme critérios próprios do pesquisador e essas mudanças devem 
ser aceitas pela sociedade de forma obrigatória. 
III. A ABNT é uma entidade reconhecida pela comunidade científica brasileira e 
suas normas dizem respeito a regras e diretrizes para a realização e publicação 
de trabalhos acadêmicos. 
 
Está correto o que se afirma em: 
 
A) I. 
B) II. 
C) III. 
D) II e III. 
E) I e II. 
 
48. Em seu trabalho, o aluno Bastos Ferreira incluiu a citação a seguir: 
 
“Em relação à teoria política, qual a natureza do Estado moderno segundo o 
Novo Desenvolvimentismo? Nos países ricos, ele começou absolutista, 
transformou-se no Estado liberal e no Estado liberal-democrático, à medida que 
seus povos conquistavam o direito ao sufrágio universal. Um pouco mais adiante, 
com apressão popular por menor desigualdade, mudou novamente, 
transformando-se no Estado social.” 
(BRESSER-EREIRA, 2016, p. 241). 
 
Segundo a norma ABNT: 
 
A) O texto e a ideia são de autoria de Bastos Ferreira, autor por Bresser-Pereira. 
B) Apenas a ideia é de Bresser-Pereira, sendo o texto de autoria de Bastos 
Ferreira. 
C) Apenas o texto é de Bresser-Pereira, sendo a ideia de autoria de Bastos 
Ferreira. 
D) O texto e a ideia são de Bresser-Pereira, autor citado por Bastos Ferreira. 
E) Segundo as normas disponibilizadas pela ABNT, não há como identificar o 
autor da ideia, tampouco do texto citado por Bastos Ferreira. 
 
49. No texto abaixo, a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) 
explica como funcionam os processos de elaboração de normas técnicas. 
 
O processo de elaboração de um Documento Técnico ABNT é iniciado a partir 
de uma demanda, que pode ser apresentada por qualquer pessoa, empresa, 
entidade ou organismo regulamentador, que estejam envolvidos com o assunto 
a ser normalizado. 
 
A pertinência da demanda é analisada pela ABNT e, sendo viável, o tema (ou o 
assunto) é levado ao Comitê Técnico correspondente para inserção no 
Programa de Normalização Setorial (PNS) respectivo. Caso não exista Comitê 
Técnico relacionado ao assunto, a ABNT propõe a criação de um novo Comitê 
Técnico, que pode ser uma Comissão de Estudo Especial (ABNT/CEE). 
 
O assunto é discutido amplamente pelas Comissões de Estudo dos Comitês 
Técnicos, com a participação aberta a qualquer interessado, independentemente 
de ser associado à ABNT, até atingir um consenso, gerando um Projeto de 
Norma. 
Disponível em: http://www.abnt.org.br/normalizacao/elaboracao-e-participacao/como-se-
elaboram. Acesso em: 3 ago. 2020. 
 
Quando do contexto do trabalho acadêmico, e com base no texto acima, 
podemos afirmar que: 
 
I. As regras ABNT para elaboração de trabalhos acadêmicos existem em função 
de demandas existentes na comunidade em relação às formas de realização e 
publicação de textos acadêmicos. 
II. As regras da ABNT para a realização e publicação de textos acadêmicos são 
fruto de debates e consultas à comunidade acadêmica de forma geral, e são 
definidas a partir do consenso entre os interessados. 
III. As regras para a inclusão de normas a respeito do trabalho acadêmico são 
simples, bastando que, para sua vigência, seja realizado um requerimento formal 
a qualquer instituição ou organismo de normalização. 
 
Está correto apenas o que se afirma em: 
 
D) I e II. 
 
 
50. Segundo Lima (2002, p. 45), “as mídias sociais devem assumir um papel 
responsável enquanto disseminadores de conhecimento”. 
 
O trecho acima corresponde a: 
 
A) Uma citação direta, com autor inserido. 
B) Uma citação direta, sem autor inserido. 
C) Uma citação indireta, com autor inserido. 
D) Uma citação indireta, sem autor inserido. 
E) Uma paráfrase, com autor inserido. 
 
51. (UFRJ 2014, com modificações) O conhecimento científico distingue-se 
do conhecimento de senso comum sob muitos aspectos. Sob a perspectiva 
científica, é correto afirmar que: 
 
A) A tradição e os costumes são as principais fontes do conhecimento confiável. 
B) A obtenção de evidência empíricas é um método para obtenção do 
conhecimento científico. 
C) Todo o conhecimento confiável provém do conhecimento filosófico. Sem a 
colaboração do arsenal filosófico, não há como realizar pesquisas, em especial 
as experiências. 
D) O conhecimento bem estabelecido em um dado momento não está sujeito a 
críticas. 
E) No campo do conhecimento científico prevalece a existência de dogmas, isto 
é, verdades definitivas que podem, mas não devem ser críticas. 
 
52. Considere a charge abaixo e analise as afirmativas: 
 
 
 
I. O humor dos quadrinhos é construído pela ambiguidade presente pela 
segunda frase formulada por Hagar no primeiro quadrinho. 
II. O outro personagem, Eddie, interpretou a pergunta como se o referente 
advérbio “aqui” fosse o bar. 
III. Há erro na grafia do “porque” no último quadrinho, pois, como se trata de uma 
pergunta, o correto é “por que”. 
 
É correto o que se afirma em: 
 
A) I, II e III. 
B) II e III, apenas. 
C) II, apenas. 
D) I e III, apenas. 
E) I e II, apenas. 
 
53. Leia os quadrinhos e analise as afirmativas e a relação proposta entre 
elas: 
 
 
Disponível em: https://escolakids.uol.com.br/portugues/funcao-fatica.htm. Acesso em 12 jul. 
2019. 
 
I. A fala de Calvin é um exemplo do uso da função fática da linguagem. 
 
PORQUE 
 
II. Na situação de apresentada, o foco encontra-se em manter ativo o canal de 
comunicação. 
Assinale a alternativa correta: 
 
A) As afirmativas I e II são verdadeiras e a II justifica a I. 
B) As afirmativas I e II são verdadeiras e a II não justifica a I. 
C) A afirmativa I é verdadeira e a II é falsa. 
D) A afirmativa II é falsa e a I é verdadeira. 
E) As afirmativas I e II são falsas. 
 
54. Nós acessamos a internet constantemente e fazemos leitura de 
diversos textos e, como leitores experientes, sabemos reconhecer os 
objetivos do produtor do texto. Assinale o único texto cujo objetivo é 
informar, e não vender algum produto. 
 
A) Senhores usuários, não é permitido ocupar os elevadores comendo 
lanches ou ingerindo líquidos, como água, refrigerantes ou café. Nosso 
objetivo é manter os elevadores limpos e, também, evitar possíveis 
acidentes desagradáveis provocados por esbarrões. Agradecemos a 
colaboração. O síndico. 
B) Nossa confecção atua há dez anos no mercado, com duas lojas situadas no 
coração do atacado da moda de São Paulo, o Bom Retiro. Trabalha no sistema 
de pronta entrega de moda jovem feminina, lançando constantemente o que está 
no auge da moda, seja em tecidos planos, malhas, tricô etc. O sistema de vendas 
é com cadastros automáticos e prazo de pagamento. Regularmente nossos 
artigos são divulgados nas revistas de moda de maior circulação do país, como 
Claudia, Toda Teen, Nova etc. 
C) Cestas de café da manhã, Anna’s Cestas & Telemensagens nasceu de um 
momento de inspiração em busca de algo que satisfizesse o prazer pelo trabalho. 
Sua criadora foi em busca de levar alegria e prazer para seu público-alvo: 
aniversariantes, pessoas apaixonadas, comemoração de datas festivas, como 
Dia das mães, Dia dos pais, Dia dos namorados, Natal, Páscoa etc. 
D) Tele Sena Completa: em um sorteio único, são sorteadas tantas dezenas 
quantas forem necessárias, até que alguém complete o quadro referente a essa 
modalidade de premiação. Você pode ganhar até R$ 400 mil. Se houver mais de 
um ganhador, os prêmios serão divididos em partes iguais. 
E) Fique linda neste verão sem gastar uma fortuna! Por tempo limitado, o Clara 
Hair está dando a clientes novos, 25% de desconto em todos os serviços de 
cabeleireiro e 30% de desconto em todos os produtos. Agende um horário antes 
de 29 de novembro e economize! 
 
55. Leia o fragmento da pesquisa, realizada por Tania Maas, as afirmações 
sobre ele, e assinale a alternativa correta. 
 
Estresse é definido por Smeltzer e Bare (199 8, p. 93) como “um estado 
produzido por uma mudança no ambiente que é percebido como desafiador, 
ameaçador ou perigoso para o balanço ou equilíbrio dinâmico da pessoa”. Há 
um desequilíbrio real ou percebido na capacidade da pessoa de atender às 
demandas da nova situação. Nesse caso, o estressor é o que gera a mudança, 
a doença crônica e as sucessivas hospitalizações. 
 
I. No tocante à intertextualidade, há referência explícita de outro texto por meio 
de aspas. 
II. No tocante à intertextualidade, verifica-se a presença de outro text o, mas não 
ocorre referência explícita a esse outro texto. 
III. No tocante à intertextualidade, há referência explícita a outro texto cuja ideia 
é refutada por Maas. 
 
A) Apenas a I é verdadeira. 
B) Apenas a I e II são verdadeiras. 
C) Apenas a III é verdadeira. 
D) Apenas a II e I II são verdadeiras. 
E) Todas asafirmativas são verdadeiras. 
 
56. Durante o desenvolvimento do texto, o produtor lança um referente e, 
para evitar repetição, retoma o referente, substituindo-se por outros termos 
da língua. Identifique os termos que retomam, respectivamente, os 
referentes grifados: 
 
Entre os hebreus há relatos com suspeita da ocorrência do diabetes gestacional. 
No entanto, somente cerca de 2000 mil anos depois, por volta de 70 d.C., o 
médico Areteu da Capadócia, na Grécia, conseguiu descrever o diabetes. Areteu 
observou que aquele silencioso problema desenvolvia quatro complicações: 
muita fome (polifagia), muita sede (polidipsia), muita urina (poliúria) e fraqueza 
(poliastenia). Areteu observou também que, quase sempre, as pessoas com 
esses sintomas entravam em coma antes da morte. 
 
A) Areteu; polifagia. 
B) Polifagia; Areteu. 
C) Aquele problema silencioso; hebreus. 
D) Polifagia; hebreus. 
E) Aquele problema silencioso; Areteu. 
 
57. Apesar de a oralidade e a escrita permitirem a construção de textos 
coesos e coerentes, são duas modalidades da língua com características 
próprias. Leia a seguir o fragmento do texto “A vaguidão específica”, de 
Millôr Fernandes, e assinale a alternativa INCORRETA. 
 
“– Maria, ponha isso lá fora em qualquer parte. 
– Junto com as outras? 
– Não ponha junto com as outras, não. Senão pode vir alguém e querer fazer 
coisas com elas. Ponha no lugar do outro dia.” 
 
A) Trata-se de um texto escrito cujos referentes – “isso”, “lá fora”, “qualquer 
parte”, “as outras” etc. – não são possíveis de serem recuperados pelo leitor. 
B) O texto de Millôr Fernandes é um ótimo exemplo de características da 
oralidade na produção escrita. 
C) Se fosse um texto oral, os referentes seriam recuperáveis na própria situação 
discursiva, bastando, por exemplo, apontar para eles. 
D) O texto de Millôr Fernandes não tem coerência, pois não se pode saber 
se ele é de ficção ou não; se tem humor ou não, fatores (ficção e humor) 
que dariam coerência a ele. 
E) Apesar de as referencias de “isso”, “lá fora”, “qualquer parte”, “as outras” etc. 
não serem recuperadas pelo leitor, o texto é coerente devido ao humor com que 
foi escrito. 
 
58. Segundo Ernani Terra: 
 
“Numa situação de caráter informal, como num bate-papo descontraído 
entre amigos, é ‘certo’, isto é, é adequado que se utilize a língua de maneira 
espontânea, em seu nível coloquial, portanto. Já numa situação formal, 
como num discurso de formatura, por exemplo, não seria ‘certo’, isto é, não 
seria adequado utilizar-se a língua em sua forma coloquial. Tal situação 
exige não somente uma vestimenta, mas também uma linguagem 
adequada”. 
 
Conclui-se, diante do exposto, que cada situação comunicativa é 
necessário selecionar um uso da língua portuguesa. Assinale a alternativa 
que cumpre essa necessidade de adequar a língua a uma determinada 
situação. 
 
A) Seu doutor, o patuá é o seguinte: depois de um gelo da coitadinha, resolvi 
esquiar e caçar outra cabrocha. Plantando como um poste na quebrada da rua, 
veio uma paraquedas se abrindo. Eu dei a dica, ela bolou... chutei.” 
B) Cara progenitora, gostaria de lhe solicitar que por obséquio trouxesse-me o 
produto da ordenha de um mamífero ruminante, conhecido como vaca.” 
C) Gerente: “Boa tarde. Em que posso ajudá-lo?” Cliente: “Estou 
interessado em financiamento para compra de veículo.” 
D) “Sou seu pai, por isso perdoar-lhe-ei”, diz o pai em conversa com o filho. 
E) Então disse o professor em aula: “A gente já tá cheio de tanta corrupção.” 
 
59. Para entender a fala do primeiro pinheiro, na tira abaixo, é preciso que 
o leitor deduza que: 
 
Ufa... O Natal passou! 
A) Pela expressão feliz do pinheiro, ele não gosta de época natalina. 
B) Pela distância entre os pinheiros que conversam e os outros no fundo da tira, 
os pinheiros que conversam são contrários aos outros pinheiros, que gostam do 
Natal. 
C) Pelos cortes dos pinheiros, o pinheiro que fala está aliviado por não ter 
sido cortado para se tornar árvore de Natal. 
D) Pela expressão feliz do pinheiro, ele gosta da época natalina, apesar de ser 
uma época cansativa devido a tantos preparativos. 
E) Pela imagem, há muitos pinheiros no local. 
 
60. As frases a seguir são da famosa escritora Raquel de Queiroz, em cuja 
linguagem impera a metáfora. Assim, encontraram-se inúmeros 
pensamentos metafóricos e raros não metafóricos. Assinale a opção que 
não apresenta metáfora: 
 
A) Lembrar é um inferno de curvas e derrapagens, a gente não sabe se já caiu 
ou se ainda vai se esborrachar (Raquel de Queiroz). 
B) Não estou certa de que se trate de um processo, mas suspeito que o tempo, 
único juiz de coisas dessa natureza, não está nunca do lado de quem tenta 
driblá-lo (Raquel de Queiroz). 
C) Na ficção, ele pelo menos está neutro, ali cabe ao autor decidir que ida é, se 
chove, se faz sol. No memorialismo tudo é mais vago: a mente é pintora, não é 
boa fotógrafa (Raquel de Queiroz). 
D) Mas voltando ao assunto da vocação literária: para escrever, tem que 
haver o dom da escrita, tal como para o cantor é preciso o dom da voz 
(Raquel de Queiroz). 
E) É o coração que faz o caráter (Raquel de Queiroz). 
 
61. O operador de coesão grifado no texto abaixo pode ser substituído por 
qual outro do mesmo sentido? 
 
Em algum lugar do Oriente, onde o clima é ameno e não são necessárias muitas 
roupas, havia um homem que resolveu desistir de todas as questões materiais e 
retirou-se para a floresta, onde construiu uma choça para morar. 
 
A) Mas. 
B) Para. 
C) Como também. 
D) Que. 
E) Até mesmo. 
 
62. Leia os enunciados que seguem e assinale a alternativa em que ocorre 
incoerência: 
 
A) Daniel é um adolescente encantado por filosofia e contra todas as 
terapias alternativas. Quando trouxe uma fotografia de seu quarto para que 
seus professores o conhecessem, esta revelava a presença de amuletos, 
cristais, pirâmides e pêndulos. 
B) Mário foi à solenidade; todavia, não fora convidado. 
C) Prezado cliente, solicitamos sua presença para acerto de seus débitos. 
D) Aninha era uma menina que sonhava em ter um patinete, sempre que via 
Paula brincando com o dela. 
E) “Não só de repolhos, nabos e batatas viverá o homem, mas também de 
violetas, orquídeas e rosas.” (Rubem Alves) 
 
63. No primeiro quadrinho, o garoto diz que não se casaria com a menina 
da tira a menos que ela fosse a última garota na Terra. De acordo com a 
continuidade da conversa entre eles, NÃO podemos considerar: 
 
 
 
A) A expressão “a menos que” tem sentido oposto de “se”. 
B) A menina sabe o significado dos termos “a menos que” e “se”. 
C) A fala final deixa implícita a possibilidade de casamento entre ambos. 
D) A menina não fica ofendida com a resposta (do 1º quadrinho) do garoto. 
E) O termo “esperança”, no último quadrinho, torna o texto incoerente, 
porque não tem ligação com o restante da história. 
 
64. Considere o texto de Rubem Alves e analise as afirmativas. 
 
Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas. 
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do 
voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono 
pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. 
Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo. 
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são 
pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o 
voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O 
voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado. 
 
I. O texto tem como tema o aprisionamento das aves em cativeiros. 
II. O autor defende um ponto de vista sobre o papel da escola: ela deve estimular 
o desenvolvimento do aluno, sem aprisioná-lo. 
III. A argumentação do texto baseia-se na comparação do ensino com elementos 
concretos, como gaiolas e asas.

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