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Teste de Mcmurray Posição Inicial O teste é realizado com o paciente em decúbito dorsal relaxado. O joelho a ser testado deve ser totalmente flexionado. O examinador segura a sola do pé com uma das mãos e palpa a face medial ou lateral da articulação tibio-fibular. Este teste é usado para determinar danos ao menisco lateral ou medial. O examinador palpa o lado da articulação sendo testada. Ao testar o menisco medial, a tíbia inicia a manobra em rotação interna. Ao testar o menisco lateral, a tíbia inicia a manobra em rotação externa. Teste positivo Se a dor é sentida pelo sujeito ou se um ‘clique’ é sentido pelo sujeito ou examinador, o teste é considerado positivo. Teste de Apley Teste utilizado para pesquisa de lesões meniscais Realiza-se o teste com o paciente em decúbito ventral, joelho fletido 90º e quadril em extensão. Aplica-se uma força axial junto ao pé a medida em que se realiza-se rotação interna e externa da perna. As lesões são caracterizadas pela presença de dor ou estalidos junto às interlinhas articulares durante a fase de compressão de teste, para o menisco medial em rotação externa da perna e para o lateral em rotação interna. O teste de Apley pode ser duvidoso nos casos de acometimento da articulação femoropatelar. Teste Estalido Redutor O paciente em decúbito dorsal, o examinador segura-lhe o calcanhar e o pé com uma das mãos e o joelho com a outra de modo o polegar e os outros dedos toquem cada um dos lados da linha articular. O objetivo do procedimento do estalido redutor é o de trazer de volta a seu lugar a porção rota ou deslocada do menisco. Para fazê-lo, flexione o joelho enquanto ele é rodados interna e externamente. Em seguida, rode e estenda a perna até que o menisco deslize de volta a posição original, quando então você ouvirá o estalido característico. Este teste destravará o joelho que estiver fixo (resultante de ruptura do menisco) e permitirá a extensão completa da articulação. O Teste Patelar Avalia a ação do quadríceps sobre o movimento patelar. A manobra consiste na contração ativa do quadríceps enquanto o examinador. Avalia o deslocamento da patela. Normalmente, a patela desloca-se em igual proporção, cranial e lateralmente. Se o deslocamento lateral é superior ao cranial há predominância da ação lateral do quadríceps, caracterizando o teste positivo. No teste da compressão patelar, a patela é comprimida contra o sulco troclear com o joelho em extensão e em 30º de flexão. Dor e crepitação sugerem condromalácia, artrose ou instabilidade femoropatelar. Teste da Gaveta Avalia a integridade dos ligamentos cruzados. A gaveta posterior é caracterizada pelo deslocamento posterior da tíbia com relação ao fêmur que aparece com o movimento passivo do sentido posterior. Este sinal caracteriza a lesão do ligamento cruzado posterior (LCP). A gaveta póstero-lateral é o deslocamento posterior e rotatório do platô tibial lateral. Esse deslocamento é neutralizado quando se coloca a perna em rotação medial. A gaveta póstero-lateral traduz lesão do complexo ligamentar póstero-lateral. Teste do Estresse em Varo Auxilia na avaliação da lesão do pivô central (ligamentos cruzados) e dos ligamentos periféricos mediais. A manobra é realizada de forma análoga ao teste anterior, porém com aplicação do estresse em varo. A abertura da interlinha articular lateral em hipertensão sugere lesão ligamentar lateral associada a lesão do pivô central. A abertura a 0º e a 30º pode indicar lesão isolada dos ligamentos laterais. Teste do estresse em valgo Auxilia na avaliação as lesões ligamentares. A manobra é realizada através do estresse em valgo do joelho. A coxa deve estar apoiada e relaxada sobre a mesa de exame e com o quadril a 0º de extensão. A abertura da interlinha articular medial em hiperextensão pode significar lesão do LCP e do ligamento colateral medial. A abertura em 0º e em 30º geralmente indica lesão ligamentar medial isolada. Teste de Speed O teste de Speed é usado para testar o labrum glenoideu e o tendão bicipital, perante suspeita de lesões como ruturas no bordo superior do labrum glenoideu ou tendinite bicipital. Para executar o teste de Speed, o examinador coloca o braço do paciente em flexão de ombro, rotação externa, extensão completa do cotovelo e supinação do antebraço. Resistência manual é então aplicada pelo examinador no sentido descendente. O teste é considerado positivo se for reproduzida a dor no tendão bicipital ou sulco bicipital. Teste de Patte Descrição do teste: O paciente é instruído a realizar uma abdução de braço a 90º, flexão do cotovelo à 90º e, rotação externa do braço contra a resistência do terapeuta imposta na altura do punho do paciente. Esse teste será mais direcionado para o tendão do músculo infra-espinhoso. Sugere-se que o movimento inicie com o braço ainda em rotação interna e após realize o movimento de rotação externa contra resistência gradual do terapeuta. Sinais e sintomas: Se o teste for positivo, (lesão no tendão do músculo infra-espinhoso) o paciente sentirá uma dor na altura do ombro, que poderá descer pela face ântero-lateral do braço, ou ainda uma impotência funcional do membro superior em casos de ruptura do manguito rotador. Teste de impacto de Neer Posição do paciente: em pé e de costas para o avaliador. Descrição do teste: o teste clássico de Neer proporciona o choque ou impacto do tubérculo maior do úmero contra a face ântero-inferior do acrômio e com a presença de uma bursite ou inflamação do tendão supra-espinhoso, a manobra será dolorosa para o paciente. O terapeuta elevará passivamente o membro superior do paciente em toda a sua amplitude. Sinais e sintomas: com a elevação do membro superior o paciente sofre uma forte dor em toda a extensão da face ântero-lateral do ombro até o cotovelo.