Prévia do material em texto
LÍNGUA
PORTUGUESA
NÍVEL SUPERIOR
TODOS DIREITOS RESERVADOS. Proibida a reprodução, mesmo parcial e por qualquer
processo, sem autorização expressa dos autores e da editora Cia do Estudo.
Trabalhando pela sua conquista.
Português
2
1. Leitura e compreensão de textos. .............................................................................. 03
2.Assunto ................................................................................................................... 03
3 Estruturação do texto ................................................................................................ 06
4.Ideias principais e secundárias ................................................................................... 07
5.Relação entre ideias .................................................................................................. 07
6.Ideia Central e Intenção Comunicativa ........................................................................ 08
7.Efeitos de sentido ..................................................................................................... 09
8.Figuras de linguagem e linguagem figurada ................................................................. 10
9.Recursos de argumentação ........................................................................................ 15
10.Coesão e coerência textuais ..................................................................................... 16
11.Significação de palavras e expressões no texto ........................................................... 18
12.Substituição de palavras e de expressões no texto ...................................................... 22
13. Estrutura e formação de palavras (Valor dos Afixos e dos Radicais) .............................. 23
14.Fonologia: conceito de fonemas, Relações entre fonemas e grafias, Encontro
vocálicos e consonantais .............................................................................................. 24
15. Ortografia: sistema oficial vigente: Acentuação gráfica e acentuação tônica .................. 28
16. Classes de palavras: emprego e flexões. .................................................................. 33
17. Período simples e composto: colocação de termos e orações no período 36
18.coordenação e subordinação: emprego das locuções conjuntivas e pronomes
relativos ................................................................................................................. 37
19. Termos essenciais, integrantes e acessórios da oração .............................................. 41
20. Relações morfossintáticas ....................................................................................... 44
21. Orações reduzidas: classificação e expansão ............................................................. 45
22. Concordância nominal e verbal ................................................................................ 47
23. Regência nominal e verbal ...................................................................................... 54
24. Paralelismo de regência .......................................................................................... 59
25. Vozes verbais e sua conversão, Sintaxe de colocação, Emprego dos modos e
tempos verbais, Emprego do infinitivo ........................................................................ 60
26. Emprego do acento indicativo de crase ..................................................................... 62
27.Sinais de pontuação ................................................................................................ 63
28.Redação Oficial: Padrão Oficio .................................................................................. 64
COLETÂNEA DE PROVAS ATUAIS .............................................................................. 66
GABARITO ................................................................................................................ 75
Trabalhando pela sua conquista.
Português
3
1. LEITURA E ANÁLISE DE TEXTOS
2 ASSUNTO
A palavra texto, em seu sentido
etimológico, significa tecedura, contexto, trama. É
uma enunciação construída com coesão e
coerência. Envolve sempre uma intenção e, como
qualquer ato de comunicação, pressupõe um
emissor e um destinatário. Todo texto envolve um
enigma, e o seu entendimento decorre não
apenas da compreensão de seu conteúdo
temático, mas, de maneira decisiva, da
identificação de sua intenção. É nesse ponto que
se pode diferenciar aspectos envolvidos no ato de
ler e observar a diferença entre ler e interpretar.
Ler, lego em latim, significa colher tudo
quanto vem escrito. Interpretar é eleger (ex-
legere: escolher), ou seja, é selecionar os
elementos fundamentais para realizar o sentido
do texto. O leitor que interpreta deve saber
cumprir sua tarefa de decifrar, compreender,
escolher, traduzindo fielmente o mesmo,
Quando o leitor compreende e interpreta a
expressão escrita, torna-se um mediador que
decifra uma mensagem, um mediador que faz
uma co-enunciação resultante da possibilidade
simbólica do evento do texto.
O texto é obra humana, produto humano, e
se expressa através dos mais variados meios
simbólicos: peças de teatro, filmes, televisão,
pinturas, esculturas, literaturas, poesia, livros
científicos e filosóficos, artigos de revistas e
jornais etc.
O abrir-se ao texto pressupõe o diálogo
com o seu autor, exige o “ouvir” a sua palavra, o
seu mundo, a compreensão dos significados nele
implícitos. Compreender, interpretar, significa ir
além da simples dissecação a que se reduz o
formalismo das técnicas de leitura que
normalmente afastam, distanciam o leitor da obra.
Alguns tópicos a ser observados:
qual o assunto tratado?
qual o problema central levantado pelo
autor?
diante do problema levantado, qual a
posição assumida pelo autor?
quais os argumentos apresentados que
justificam a posição assumida pelo autor?
quais os argumentos secundários
apresentados pelo autor?
A elaboração do esquema se faz
necessária na primeira abordagem do texto,
quando o leitor necessita adquirir a visão de
conjunto dos temas e subtemas desenvolvidos
pelo autor. Pergunta-se: de que fala o
parágrafo? deve-se grifar as principais palavras,
fazendo um levantamento a partir das palavras-
chave elaborando um esquema das ideias.
A interpretação do texto é uma
reconstrução mais livre do tema abordado no
texto básico o que pressupõe o diálogo com o
autor, o questionamento das posições assumidas
e a relação destas com outras abordagens. É um
trabalho que consiste basicamente em apresentar
a palavra do leitor, a sua posição frente às
questões desenvolvidas, o que exige estudos
aprofundados e fundamentalmente olhos críticos
para o mundo.
A análise de texto, enfim, é o esforço por
descobrir lhe a estrutura, seu movimento interior,
o valor significativo de suas palavras e de seu
tema, tendo em mira a unidade Intrínseca de
todos esses elementos. Pressupõe o exame da
estrutura do trecho e da linguagem literária (o
vocabulário, o valor das categorias gramaticais
usadas), o tipo de figuras predominantes (símiles,
imagens, metáforas... ), o valor da sintaxe
predominante (frase ampla ou breve, tipos de
subordinação e coordenação, frases elípticas...),
a natureza dos substantivos escolhidos; tempos
ou modos de verbo, uso expressivo do artigo, da
conjunção, dos advérbios, das preposições, etc.,
tudo em função do significado essencial do todo.
Uma boa análise de texto, isto é, de fragmento só
pode ser realizada quando o todo, a que ele
pertence, tiver sido perfeitamente interpretado.
Veja os exemplos a seguir:
TEXTO I
O "brasil" com b minúsculo é apenas um objeto sem vida, autoconsciência ou pulsação interior, pedaço de
coisaque morre e não tem a menor condição de se reproduzir como sistema; como, aliás, queriam alguns teóricos
sociais do século XIX, que viam na terra - um pedaço perdido de Portugal e da Europa - um conjunto doentio e
condenado de raças que, misturando-se ao sabor de uma natureza exuberante e de um clima tropical, estariam
fadadas à degeneração e à morte biológica, psicológica e social. Mas o Brasil com B maiúsculo é algo muito mais
complexo. É país, cultura, local geográfico, fronteira e território reconhecidos internacionalmente, e também casa,
pedaço de chão calçado com o calor de nossos corpos, lar, memória e consciência de um lugar com o qual se tem uma
ligação especial, única, totalmente sagrada. É igualmente um tempo singular cujos eventos são exclusivamente
seus, e também temporalidade que pode ser acelerada na festa do carnaval; que pode ser detida na morte e na
memória e que pode ser trazida de volta na boa recordação da saudade. Tempo e temporalidade de ritmos
localizados e, assim, insubstituíveis.
Sociedade onde pessoas seguem certos valores e julgam as ações humanas dentro de um padrão somente seu.
Não se trata mais de algo inerte, mas de uma entidade viva, cheia de autorreflexão e consciência: algo que se soma
Trabalhando pela sua conquista.
Português
4
e se alarga para o futuro e para o passado, num movimento próprio que se chama História. Aqui, o Brasil é um ser
parte conhecido e parte misterioso, como um grande e poderoso espírito. Como um Deus que está em todos os lugares
e em nenhum, mas que também precisa dos homens para que possa se saber superior e onipotente. Onde quer que
haja um brasileiro adulto, existe com ele o Brasil e, no entanto - tal como acontece com as divindades - será preciso
produzir e provocar a sua manifestação para que se possa sentir sua concretude e seu poder. Caso contrário, sua
presença é tão inefável como a do ar que se respira e dela não se teria consciência a não ser pela comparação, pelo
contraste e pela percepção de algumas de suas manifestações mais contundentes.DAMATTA, Roberto. O que
faz o brasil, Brasil? Rio de Janeiro: Rocco, 1986, p. 11-12
01Na sua distinção entre "brasil" e "Brasil", o autor do texto I estabelece contraste entre ambos.
O contraste que corresponde ao texto é:
(A) brasil – um pedaço perdido de Portugal e da Europa / Brasil – um conjunto doentio e condenado de
raças
(B) brasil – sociedade onde as pessoas seguem certos valores / Brasil – entidade viva, cheia de
autorreflexão e consciência
(C) brasil – país com fronteira e território reconhecidos internacionalmente / Brasil – local com que os
brasileiros têm uma ligação especial
(D) brasil – objeto sem autoconsciência ou pulsação interior / Brasil – memória e consciência de um lugar
especial para os brasileiros
(E) brasil – um processo histórico contínuo / Brasil – uma forma sem vida
TEXTO II
CANÇÃO DO EXÍLIO
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá;
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho –, à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras
Onde canta o sabiá.
DIAS, Antonio Gonçalves. Poesia completa e prosa escolhida. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1959, p.103
Trabalhando pela sua conquista.
Português
5
TEXTO III
PAIVA, Miguel & SCHWARCZ, Lilia.Da colônia ao Império. Um Brasil para inglês ver.... São Paulo: Brasiliense,
1987, p. 11
02Nos textos II e III, há um distanciamento da terra natal.
Assinale a alternativa que não corresponde aos textos:
(A) No texto III, há a referência à chegada do colonizador, à miscigenação do branco com o negro e à
exploração da terra.
(B) No texto III, os elementos caracterizadores da terra natal se encontram na expressão linguística, nos
trajes e no meio de transporte.
(C) As terras natais do personagem do texto III e do eu-lírico do texto II são diferentes.
(D) Nos textos II e III, há o reconhecimento de que a terra estrangeira é pródiga e prazerosa.
(E) A terceira estrofe do texto II e a última oração do texto III traduzem sentimentos distintos.
RESPOSTA: 1. D 2. D
Quando se tratar de responder as questões
interpretativas, há alguns elementos que são comuns
aos textos e se apresentam, normalmente da
seguinte forma:
a) a ideia básica do texto:
O que o autor pretende provar com este texto?
Se você interpretar corretamente, a resposta
será a ideia básica. Ela pode estar claramente
estampada na frase-chave (se for um texto
dissertativo), ou, então pode ser depreendida através
da leitura de todo o texto.
b) os argumentos:
O autor usa a argumentação com o objetivo
de reforçar a ideia básica.
Os argumentos apresentam-se como
afirmações secundárias, ideias e afirmações que o
autor usa para convencer o leitor quanto a validade
de sua tese.
Muitas vezes, o autor também usa a
exemplificação e as citações de outros autores como
recurso argumentativo.
c) as objeções:
Normalmente, o autor já conhece a contra
argumentação e apresenta-a para então rebatê-la. É
como se o autor estivesse tentando adivinhar as
objeções que o leitor possa fazer quanto a validade
de seu pensamento. Através desse recurso, o
escritor pode tornar mais consistente e convincente a
argumentação.
Além disso, a melhor forma de realizar um
bom trabalho de interpretação é seguir estas etapas:
1 - Leitura atenta do texto, procurando
focalizar o seu núcleo, a sua ideia central.
2 - Reconhecimento dos argumentos que dão
sustentação à ideia básica.
3 - Levantamento das possíveis objeções à
ideia básica.
4 - Levantamento das possíveis
exemplificações usadas para reforçar a ideia
central.
A partir desse esquema, torna-se mais
fácil distinguir o essencial (a idéia
básica) do secundário (justificativas e
exemplificações).
Trabalhando pela sua conquista.
Português
6
3. ESTRUTURAÇÃO DO TEXTO E DOS PARÁGRAFOS
A estrutura e a composição do parágrafo se
relacionam com as ideias que queremos
expressar. Temos ideias reunidas num
parágrafo, quando elas se relacionam entre si
pelo seu sentido. Dentro do mesmo parágrafo
podemos ter diferentes ideias, desde que elas,
reunidas, formem uma ideia maior. São
qualidades principais do parágrafo, a unidade e
a coerência.
O período contém um pensamento
completo que, embora se relacionando com os
anteriores ou se ampliando nos posteriores,
forma um sentido completo.
Era uma borboleta. Passou roçando em
meus cabelos, e no primeiro instante pensei que
fosse uma bruxa ou outro qualquer desses
insetos que fazem vida urbana; mas, como
olhasse, vi que era uma borboleta amarela.
(Rubem Braga)
Temos aqui um parágrafo, com dois
períodos. O primeiro período tem apenas uma
ideia. O segundo, tem várias, mas forma um
todo. No total, o primeiro e o segundo período
formam um bloco homogêneo, o parágrafo.
O período pode ser simples (como, no
exemplo, a frase: “Era uma borboleta”) ou
composto (como a frase: “Passou roçando (...)
borboleta amarela”). No período simples temos
apenas uma oração, no período composto temos
várias orações articuladas entre si.
A predominância de períodos longos ou
curtos na composição de um texto depende
muito do estilo de quem escreve. Na linguagem
moderna predomina o uso de períodos curtos.
Depois, as coisas mudaram. Há duas
explicações para isso. Primeira, que nos
tornamos homens, isto é, bichos de menor
sensibilidade.Segunda, o governo, que mexeu
demais na pauta dos feriados, tirando-lhes o
caráter de balizas imutáveis e amenas na
estrada do ano... Multiplicaram-se os feriados
enrustidos, ou dispensas de ponto e de aula, e
perdemos, afinal, o espírito dos feriados.
(Carlos Drummond de Andrade)
Nesse parágrafo de Carlos Drummond de
Andrade, escritor brasileiro contemporâneo, os
períodos curtos predominam. Em escritores do
Romantismo, os períodos longos eram
frequentes e abundantes, como, por exemplo,
neste trecho de José de Alencar:
Felizmente todo o deserto tem seus
oásis, nos quais a natureza, por um faceiro
capricho, parece esmerar-se em criar um
pequeno berço de flores e de verdura
concentrando nesses cantinhos de terra
toda a força de seiva necessária para
fecundar as vastas planícies.
O uso de períodos curtos oferece a
vantagem de maior clareza de pensamento (e,
em última análise, de comunicação), evitando-se
o perigoso entrelaçamento de frases em que se
pode perder quem utiliza períodos muito longos.
No período composto os pensamentos
podem se articular por coordenação ou
subordinação.
introdução: apresentação do assunto (tese);
desenvolvimento: exposição de argumentos
(justificativas, exemplos e evidências factuais
que deem sustentação à tese);
conclusão: arremate das ideias.
Veja o seguinte texto:
No Brasil, criar paixões nacionais tornou-
se o viver e o vegetar de grupos de
comunicação.
Tomaremos por exemplo o caso das redes
de televisão. As maiores se digladiam em busca
de lançamentos, na maioria musicais, que não
precisam ser duradouros, nem necessitam ser
compromissadas com a cultura e com a
instrução de um povo todo.
Vemos a maior das redes de televisão do
país como uma verdadeira fábrica de paixões.
Não pesa que os protagonistas venham de onde
vierem, sejam explosivos. Seu clássico
jornalístico-cultural-domingueiro está para o
brasileiro desejoso de mudanças como o tempo
para o carro velho.
Vai-se somando um defeito e lá vem eles
com uma nova doença.
Novidades que são lançadas até dentro de
nossa sala, com rótulo de culturais, são na
realidade, nova injeção de capital nos cofres dos
grandes grupos. Ótimo se não saísse do
esvaziado, vilipendiado bolso popular.
São febres. Casos como a lambada, a
explosão baiana de Daniela Mércuri, a eleição
manipulada do letrado mocinho e seu posterior
afastamento atribuindo à pressão dos caras-
pintadas (só se for de palhaços crédulos e
usados), a morte da atriz, transformando na
Sexta novela diária, incluso no telejornal do
horário nobre global, o ouro olímpico dos
meninos-do-Brasil, e, finalmente da música
sertaneja, que na nossa modesta opinião B e
não imploramos adeptos- é sumariamente a
valorização da estética do feio.
Pegaram a meada inteira da enrolação e
da alienação de um povo.
Dizem que o brasileiro é apaixonado pelo
futebol. Discordo. O povo brasileiro ama o
futebol. Nenhuma paixão atravessaria tantas
dezenas de anos de alegrias e tristezas.”
Na Introdução o vestibulando já expôs,
diretamente, sua opinião sobre o tema: a
criação de paixões nacionais.
Trabalhando pela sua conquista.
Português
7
No Desenvolvimento:
Afunila a abordagem do tema, ou
seja, parte dos grupos de
comunicação e chega até a TV. No
outro parágrafo restringe ainda mais,
tocando na maior das redes.
Tece considerações sobre como a
mídia influencia na cultura do
brasileiro.
Na Conclusão exalta o futebol como
sendo um grande amor e não uma paixão!
Mereceu ter uma boa colocação!
4. IDEIAS PRINCIPAIS E SECUNDÁRIAS
Para compreendermos um texto é necessário
descobrir sua estrutura interna; nela
encontraremos ideias principais e secundárias e
precisamos descobrir como essas ideias se
relacionam.
As ideias principais giram em torno do tema
central, de um assunto-núcleo contida no texto; a
ela somam-se as secundárias, que só são
importantes enquanto corroboradas do tema
central.
Se há ideias principais e secundárias, como
ocorre relação entre elas?
Muitas vezes, a técnica usada é a de explanação
de ideias “em cadeia”; ocorre a explanação da
ideia básica e, a seguir, o desdobramento dessa
ideia nos parágrafos subsequentes, a fim de
discutir, aprofundar o assunto.
A clareza e a objetividade devem caracterizar a
estrutura do texto, para que as ideias nela
contidas possam atingir o propósito de sua
mensagem. Tal propósito, por sua vez, pode ser
alcançado através dos mecanismos linguísticos
que se associam às relações de coordenação e
subordinação de ideias-conjunções.
Vejamos, pois, como uma série de enunciados
simples, coordenados e relacionados pelo
sentido, pode articular-se para formar um período
complexo em que haverá uma ideia principal e
outras que lhe servirão de suporte:
Júlia chegou ao Chile em 1985.
Ela não contava ainda com seis anos.
Ela teve que acompanhar a família.
Após a chegada, matriculou-se logo numa escola
para estrangeiros.
Ideia mais importante: a chegada de Júlia.
Admitamos que o fato considerado mais
importante seja a chegada de Júlia ao Chile. A
versão do período poderia ser a seguinte:
„“Júlia, que não contava ainda com seis anos,
chegou em 1985 ao Chile, para onde ela teve de
acompanhar a família, matriculando-se numa
escola para estrangeiros”.
Da oração principal “Júlia chegou em 1985 ao
Chile” dependem as demais.
5. RELAÇÃO ENTRE IDEIAS
A construção textual deve ser a construção de um
todo compreensível aos olhos do leitor.
A coerência textual é o instrumento que o autor
vai usar para conseguir encaixar as “peças” do
texto e dar um sentido completo a ele.
Cada palavra tem seu sentido individual, quando
elas se relacionam elas montam um outro
sentido. O mesmo raciocínio vale para as frases,
os parágrafos e até os textos. Cada um desses
elementos tem um sentido individual e um tipo de
relacionamento com os demais. Caso estas
relações sejam feitas da maneira correta,
obtemos uma mensagem, um conteúdo
semântico compreensível.
O texto é escrito com uma intencionalidade, de
modo que ele tem uma repercussão sobre o
leitor, muitas vezes proposital.
Em uma redação, para que a coerência ocorra, as
ideias devem se completar. Uma deve ser a
continuação da outra. Caso não ocorra uma
concatenação de ideias entre as frases, elas
acabarão por se contradizerem ou por quebrarem
uma linha de raciocínio. Quando isso acontece,
dizemos que houve uma quebra de coerência
textual.
A coerência é um resultado da não contradição
entre as partes do texto e do texto com relação ao
mundo. Ela é também auxiliada pela coesão
http://www.infoescola.com/redacao/coesao-e-coerencia-textual/
Trabalhando pela sua conquista.
Português
8
textual, isto é, a compreensão de um texto
é melhor capturada com o auxílio de conectivos,
preposições, etc.
Vejamos alguns exemplos de falta de coerência
textual:
"No verão passado, quando estivemos na
capital do Ceará Fortaleza, não pudemos
aproveitar a praia, pois o frio era tanto que
chegou a nevar"
“Estão derrubando muitas árvores e por isso a
floresta consegue sobreviver.”
“Todo mundo viu o mico-leão, mas eu não
ouvi o sabiá cantar”
“Todo mundo destrói a natureza menos todo
mundo”
“Podemos notar claramente que a falta de
recursos para a escola pública é um problema
no país. O governo prometeu e cumpriu:
trouxe várias melhorias na educação e fez
com que os alunos que estavam fora da
escola voltassem a frequentá-la. Isso trouxe
várias melhoras para o país.”
A falta de coerência em um texto
é facilmente detectada por um falante da língua,
mas não é tão simples notá-la quando é você
quem escreve. A coerência é a correspondência
entre as ideias do texto de forma lógica.
Quando o entendimento de determinado texto é
comprometido, imediatamente alguém pode
afirmar que ele está incoerente. Na maioria das
vezes esta pessoa está certaao fazer esta
afirmação, mas não podemos achar que as
dificuldades de organização das ideias se
resumem à coerência ou a coesão. É certo que
elas facilitam bastante esse processo, mas não
são suficientes para resolver todos os problemas.
O que nos resta é nos atualizarmos
constantemente para podermos ter um maior
domínio do processo de produção textual.
6. IDEIA CENTRAL E INTENÇÃO COMUNICATIVA
IDEIA CENTRAL
Considera-se que uma ideia é o primeiro dos atos
do entendimento, limitando-se ao simples
conhecimento de algo. Uma ideia, por
conseguinte, é uma imagem mental de um objeto
ou o conhecimento racional que se gera a partir
das condições naturais do entendimento.
A noção de central, por outro lado, tem diversos
usos. Pode-se tratar do espaço onde convergem
ações coordenadas e daquilo que é o básico ou
essencial de algo.
A ideia central, por conseguinte, é o conteúdo
mais importante de uma obra, de uma proposta,
de um projeto, etc. Sem essa ideia central, a obra
não se entenderia ou perderia o seu valor.
Exemplos: “A ideia central do Capuchinho
Vermelho é que não se deve desobedecer aos
pais”, “Gostei do filme, mas não estou de acordo
com a sua ideia central”, “Senhor candidato,
queremos saber qual é a ideia central da sua
proposta para reduzir a taxa de desemprego”, “A
minha ideia central é deitar abaixo esta parede e
aumentar a sala de estar”.
Pode-se dizer que a ideia central é o mais
relevante de um texto ou de outra manifestação
do pensamento. Se pegarmos no caso concreto
dos textos, notaremos que são compostos por
diversos pensamentos ou ideias. Muitas destas
ideias são secundárias ou acessórias: ajudam a
criar um contexto e a reforçar o essencial, mas
pode-se prescindir delas sem alterar o significado
do texto. A ideia central, no entanto, é a base que
sustenta/defende o autor e que lhe permite contar
com o que deseja.
INTENÇÃO COMUNICATIVA:
O objetivo maior da Literatura é o ato da
comunicação, ou seja, a troca de informações,
mensagens. Isto se dá através de uma conversa,
leitura, mensagem visual ou escrita. Podemos
definir como intenção comunicativa todo e
qualquer ato ou pensamento que leve a uma
comunicação.
Para que haja uma comunicação são necessários
os elementos básicos: emissor, receptor, canal
e código, assim classificados:
Emissor: Ser que emite uma mensagem seja ela
escrita ou falada, ponto de partida da
comunicação.
Ex.: Escritor de um livro, falante de uma
conversa, autor de uma redação.
Receptor :Ser que recebe uma mensagem, seja
ela escrita ou falada.
Ex.: leitor de um livro, ouvinte em uma conversa.
Canal: Modo pelo qual à mensagem é enviada.
EX.: Livro, carta, e-mail, voz.
Código: Conteúdo de uma mensagem escrita ou
falada.
http://www.infoescola.com/redacao/coesao-e-coerencia-textual/
http://www.infoescola.com/redacao/coerencia-textual/
http://www.infoescola.com/redacao/coerencia-textual/
http://www.infoescola.com/redacao/coerencia-textual/
http://www.infoescola.com/redacao/coerencia-textual/
Trabalhando pela sua conquista.
Português
9
EX.: Assunto de uma conversa, livro ou carta.
FUNÇÃO COMUNICATIVA:
Sempre que elaboramos uma mensagem
escolhemos um modo para tal, a isso damos o
nome de função comunicativa, a escolha de como
elaborar uma mensagem escrita ou falada.
Existem as seguintes maneiras ou funções:
FUNÇÃO EMOTIVA:
Toda comunicação elaborada com uso opinativo,
linguagem lírica.
EX.: redações, poesias, biografias, tudo que
envolve uma linguagem onde afloram opiniões ou
sentimentos.
FUNÇÃO CONOTATIVA:
Essa talvez a mais usada
diariamente. Definida pela adaptação da
mensagem pelo emissor ao receptor, receptores.
EX.: Um médico dialogando com seu paciente e
com outros médicos, mesmo que o assunto seja o
mesmo, a maneira as palavras serão diferentes
devido à capacidade do paciente em entender
termos médicos; um advogado em júri ou falando
com seu cliente; político em plenária e falando ao
povo em comício.
FUNÇÃO METALINGUÍSTICA:
Função que estuda à gramática ou aspectos
ligados a uma Língua.
EX.: Gramática, dicionário, questões de
interpretação textuais.
FUNÇÃO FÁTICA:
Função que apresenta uma comunicação.
EX.: Introdução de uma redação, prefácio de uma
obra literária, início de um diálogo.
7. EFEITOS DE SENTIDO
Os estudos do discurso defendem a ideia
segundo a qual o sentido não se constitui apenas
pelo reconhecimento das palavras e dos
enunciados de uma língua, pois ela não é um
código a ser decifrado. Da mesma forma, o
sentido não é determinado pelo locutor e nem
pelo interlocutor, pois é necessário que as
expressões linguísticas sejam associadas aos
discursos, que são de natureza social e não
individual. Daí advém a tese de que há efeitos de
sentido na enunciação escrita ou oral, tendo em
vista que o sentido não tem origem nem nos
interlocutores e nem na língua, mas se constitui
na relação entre interlocutores no uso da língua,
frente às condições sociais de produção do
enunciado.
Vejamos um exemplo: em “Pedro tem um
coração grande”, podemos conceber pelo
menos três situações discursivas nas quais a
enunciação dessa frase configura efeitos de
sentido específicos. Na primeira, o enunciado é
associado ao diagnóstico de uma doença do
coração que faz aumentar o seu tamanho
(cardiomegalia). Os efeitos de sentido desse
enunciado podem ser compreendidos por
manifestações de pertinência discursiva na
interlocução do tipo “a medicina pode vir a curá-
lo”, ou “temos de nos preparar para um
afastamento dele na empresa” ou mesmo “nós
somos uma máquina muito frágil”. Na segunda
situação, o enunciado é relativo ao depoimento
de um amigo ressaltando as qualidades de Pedro.
Nesse caso, os efeitos de sentido do enunciado
podem ser vislumbrados por manifestações do
tipo “ele se dispõe a ajudar a todos que o
procuram” ou “ele perdoa até quem lhe quer mal”.
Por sua vez, numa terceira situação, o enunciado
poderia ser associado a um alerta sobre a
indicação de Pedro para presidir uma comissão
destinada a cortar despesas de uma instituição
em dificuldades financeiras. Os efeitos de
sentido do enunciado podem ser percebidos em
manifestações do tipo “ele não consegue ser
firme na decisão de dispensar funcionários” ou
“ele cede facilmente perante apelos emocionais”.
Dessa maneira, o sentido, concebido como efeito,
não é algo que advém do enunciado em si, mas
da relação de pertencimento que ele mantém com
sentidos já produzidos, reconhecidos socialmente
no âmbito de um diagnóstico médico, um
depoimento sobre virtudes pessoais, um alerta,
etc. Essas três regiões de discurso (diagnóstico,
depoimento e alerta) são capazes de absorve
refeitos de sentido diferentes para o enunciado
“Pedro tem um coração grande”.
Na prática pedagógica, esse conceito é
importante porque apresenta uma visão dinâmica
do funcionamento da linguagem. Com ele, o
professor, nas atividades de leitura e produção de
texto, pode mostrar ao aluno que a inserção
social do indivíduo na sociedade envolve o
conhecimento das regiões de discurso que se
constituem na sua comunidade com vistas a
produzir enunciados pertinentes.
8. FIGURAS DE LINGUAGEM E LINGUAGEM FIGURADA
Como a Linguagem Figurada usa um tipo de
discurso não convencional é comum que haja
confusões na sua interpretação, especialmente
quando ela depende do contexto de cada
indivíduo e não é fomentada pelo bom senso da
sociedade.
Em termos semânticos, podemos dizer que
as figuras de linguagem compõem a linguagem
figurada, transformando-a assim no oposto da
linguagem literal.
As figuras de linguagem são as seguintes:
Figuras de palavra;
Figuras de construção;
Figuras de pensamento;
Figuras de som.
FIGURAS DE LINGUAGEM
São recursos que tornam as mensagens que
emitimos mais expressivas. Subdividem-se
em figuras de som, figuras de
palavras, figuras de pensamentoe figuras de
construção.
Classificação das Figuras de Linguagem
Observe:
1) Fernanda acordou às sete horas,
Renata às nove horas, Paula às dez e
meia.
2) "Quando Deus fecha uma porta, abre
uma janela."
3) Seus olhos eram luzes brilhantes.
Nos exemplos acima, temos três tipos distintos de
figuras de linguagem:
Exemplo 1: há o uso de uma construção sintética
ao deixar subentendido, na segunda e na terceira
frase, um termo citado anteriormente - o
verbo acordar. Repare que a segunda e a última
frase do primeiro exemplo devem ser entendidas
da seguinte forma: "Renata acordou às nove
horas, Paula acordou às dez e meia. Dessa
forma, temos uma figura de construção ou de
sintaxe.
Exemplo 2: a ideia principal do ditado reside num
jogo conceitual entre as palavras fecha e abre,
que possuem significados opostos. Temos,
assim, uma figura de pensamento.
Exemplo 3: a força expressiva da frase está na
associação entre os elementos olhos e luzes
brilhantes. Essa associação nos permite uma
transferência de significados a ponto de
usarmos "olhos" por "luzes brilhantes". Temos,
então, uma figura de palavra.
FIGURA DE PALAVRA
A figura de palavra consiste na substituição de
uma palavra por outra, isto é, no
emprego figurado, simbólico, seja por uma
relação muito próxima (contiguidade), seja por
uma associação, uma comparação, uma
similaridade. Esses dois conceitos básicos -
contiguidade e similaridade - permitem-nos
reconhecer dois tipos de figuras de palavras:
a metáfora e a metonímia.
METÁFORA
A metáfora consiste em utilizar uma palavra ou
uma expressão em lugar de outra, sem que haja
uma relação real, mas em virtude da
circunstância de que o nosso espírito as associa
e depreende entre elas certas semelhanças. É
importante notar que a metáfora tem um
caráter subjetivo e momentâneo; se a metáfora
se cristalizar, deixará de ser metáfora e passará a
ser catacrese (é o que ocorre, por exemplo, com
"pé de alface", "perna da mesa", "braço da
cadeira").
Obs.: toda metáfora é uma espécie
de comparação implícita, em que o elemento
comparativo não aparece.
Observe a gradação no processo metafórico
abaixo:
Seus olhos são como luzes brilhantes.
O exemplo acima mostra
uma comparação evidente, através do emprego
da palavra como.
Observe agora:
Seus olhos são luzes brilhantes.
Nesse exemplo não há mais uma comparação
(note a ausência da partícula comparativa), e sim
um símile, ou seja, qualidade do que é
semelhante.
Por fim, no exemplo:
As luzes brilhantes olhavam-me.
Há substituição da palavra olhos por luzes
brilhantes. Essa é a verdadeira metáfora.
Observe outros exemplos:
1) "Meu pensamento é um rio subterrâneo."
(Fernando Pessoa)
Trabalhando pela sua conquista.
Português
11
Nesse caso, a metáfora é possível na medida em
que o poeta estabelece relações de semelhança
entre um rio subterrâneo e seu pensamento (pode
estar relacionando a fluidez, a profundidade, a
inatingibilidade, etc.).
2) Minha alma é uma estrada de terra que leva a
lugar algum.
Uma estrada de terra que leva a lugar algum é,
na frase acima, uma metáfora. Por trás do uso
dessa expressão que indica uma alma rústica e
abandonada (e angustiadamente inútil), há uma
comparação subentendida: Minha alma é tão
rústica, abandonada (e inútil) quanto uma estrada
de terra que leva a lugar algum.
METONÍMIA
A metonímia consiste em empregar um termo no
lugar de outro, havendo entre ambos estreita
afinidade ou relação de sentido. Observe os
exemplos abaixo:
1 - Autor pela obra: Gosto de ler Machado de
Assis. (= Gosto de ler a obra literária de
Machado de Assis.)
2 - Inventor pelo invento: Édson ilumina o mundo.
(= As lâmpadas iluminam o mundo.)
3 - Símbolo pelo objeto simbolizado: Não te
afastes da cruz. (= Não te afastes da religião.)
4 - Lugar pelo produto do lugar: Fumei um
saboroso havana. (= Fumei um
saboroso charuto.)
5 - Efeito pela causa: Sócrates bebeu a morte. (=
Sócrates tomou veneno.)
6 - Causa pelo efeito: Moro no campo e como
do meu trabalho. (= Moro no campo e como
o alimento que produzo.)
7 - Continente pelo conteúdo: Bebeu
o cálice todo. (= Bebeu todo o líquido que estava
no cálice.)
8 - Instrumento pela pessoa que utiliza:
Os microfones foram atrás dos jogadores. (=
Os repórteres foram atrás dos jogadores.)
9 - Parte pelo todo: Várias pernas passavam
apressadamente. (= Várias pessoas passavam
apressadamente.)
10 - Gênero pela espécie: Os mortais pensam e
sofrem nesse mundo. (= Os homens pensam e
sofrem nesse mundo.)
11 - Singular pelo plural: A mulher foi chamada
para ir às ruas na luta por seus direitos. (=
As mulheres foram chamadas, não apenas uma
mulher.)
12 - Marca pelo produto: Minha filha
adora danone. (= Minha filha adora o iogurte que
é da marca danone.)
13 - Espécie pelo indivíduo: O homem foi à Lua.
(= Alguns astronautas foram à Lua.)
14 - Símbolo pela coisa simbolizada:
A balança penderá para teu lado. (=
A justiça ficará do teu lado.)
Saiba que:
Atualmente, não se faz mais a distinção
entre metonímia e sinédoque (emprego de
um termo em lugar de outro), havendo entre
ambos relação de extensão. Por ser mais
abrangente, o conceito de metonímia
prevalece sobre o de sinédoque.
CATACRESE
Trata-se de uma metáfora que, dado seu uso
contínuo, cristalizou-se. A catacrese costuma
ocorrer quando, por falta de um termo
específico para designar um conceito, toma-se
outro "emprestado". Assim, passamos a
empregar algumas palavras fora de seu sentido
original.
Exemplos:
"asa da xícara" "batata da perna"
"maçã do rosto" "pé da mesa"
"braço da
cadeira"
"coroa do
abacaxi"
PERÍFRASE
Trata-se de uma expressão que designa um ser
através de alguma de suas características ou
atributos, ou de um fato que o celebrizou. Veja o
exemplo:
A Cidade Maravilhosa (= Rio de Janeiro)
continua atraindo visitantes do mundo todo.
Obs.: quando a perífrase indica uma pessoa,
recebe o nome de antonomásia.
Exemplos:
O Divino Mestre (= Jesus Cristo) passou a
vida praticando o bem.
O Poeta dos Escravos (= Castro Alves)
morreu muito jovem.
O Poeta da Vila (= Noel Rosa) compôs lindas
canções.
Trabalhando pela sua conquista.
Português
12
SINESTESIA
Consiste em mesclar, numa mesma expressão,
as sensações percebidas por diferentes órgãos
do sentido.
Exemplos:
Um grito áspero revelava tudo o que sentia.
(grito = auditivo; áspero = tátil)
No silêncio negro do seu quarto, aguardava os
acontecimentos. (silêncio = auditivo; negro =
visual)
Figuras de Pensamento
Dentre as figuras de pensamento, as mais
comuns são:
ANTÍTESE
Consiste na utilização de dois termos
que contrastam entre si. Ocorre quando há uma
aproximação de palavras ou expressões de
sentidos opostos. O contraste que se estabelece
serve, essencialmente, para dar uma ênfase aos
conceitos envolvidos que não se conseguiria com
a exposição isolada dos mesmos. Observe os
exemplos:
"O mito é o nada que é tudo." (Fernando
Pessoa)
O corpo é grande e a alma é pequena.
"Quando um muro separa, uma
ponte une."
"Desceu aos pântanos com os
tapires; subiu aos Andes com os
condores." (Castro Alves)
Felicidade e tristeza tomaram conta de
sua alma.
PARADOXO
Consiste numa proposição aparentemente
absurda, resultante da união de ideias
contraditórias. Veja o exemplo:
Na reunião, o funcionário afirmou que o
operário quanto mais trabalha mais tem
dificuldades econômicas.
EUFEMISMO
Consiste em empregar uma expressão mais
suave, mais nobre ou menos agressiva, para
comunicar alguma coisa áspera, desagradável ou
chocante.
Exemplos:
Depois de muito sofrimento, entregou a
alma ao Senhor. (= morreu)
O prefeito ficou rico por meios ilícitos. (=
roubou)
Fernando faltou com a verdade. (=
mentiu)
IRONIA
Consiste em dizer o contrário do que se
pretende ou em satirizar, questionar certo tipo de
pensamento com a intenção de ridicularizá-lo,ou
ainda em ressaltar algum aspecto passível de
crítica. A ironia deve ser muito bem construída
para que cumpra a sua finalidade; mal construída,
pode passar uma ideia exatamente oposta à
desejada pelo emissor. Veja os exemplos
abaixo:
Como você foi bem na última prova, não
tirou nem a nota mínima!
Parece um anjinho aquele menino, briga
com todos que estão por perto.
HIPÉRBOLE
É a expressão intencionalmente
exagerada com o intuito de realçar uma
ideia. Exemplos:
Faria isso milhões de vezes se fosse preciso.
"Rios te correrão dos olhos, se chorares." (Olavo
Bilac)
PROSOPOPEIA OU PERSONIFICAÇÃO
Consiste em atribuir ações ou qualidades de
seres animados a seres inanimados, ou
características humanas a seres não
humanos. Observe os exemplos:
As pedras andam vagarosamente.
O livro é um mudo que fala, um surdo
que ouve, um cego que guia.
A floresta gesticulava nervosamente
diante da serra.
O vento fazia promessas suaves a
quem o escutasse.
Chora, violão.
APÓSTROFE
Consiste na "invocação" de alguém ou de
alguma coisa personificada, de acordo com o
objetivo do discurso que pode ser poético,
sagrado ou profano. Caracteriza-se pelo
chamamento do receptor da mensagem, seja ele
imaginário ou não. A introdução da apóstrofe
interrompe a linha de pensamento do discurso,
destacando-se assim a entidade a que se dirige e
a ideia que se pretende pôr em evidência com tal
invocação. Realiza-se por meio do
vocativo. Exemplos:
Trabalhando pela sua conquista.
Português
13
Moça, que fazes aí parada?
"Pai Nosso, que estais no céu..."
"Liberdade, Liberdade,
Abre as asas sobre nós,
Das lutas, na tempestade,
Dá que ouçamos tua voz..." (Osório
Duque Estrada)
GRADAÇÃO
Consiste em dispor as ideias por meio de
palavras, sinônimas ou não, em ordem
crescente ou decrescente. Quando a
progressão é ascendente, temos o clímax;
quando é descendente, o anticlímax. Observe
este exemplo:
Havia o céu, havia a terra, muita gente e
mais Joana com seus olhos claros e
brincalhões...
O objetivo do narrador é mostrar a expressividade
dos olhos de Joana. Para chegar a esse detalhe,
ele se refere ao céu, à terra, às pessoas e,
finalmente, a Joana e seus olhos. Nota-se que o
pensamento foi expresso em ordem decrescente
de intensidade. Outros exemplos:
"Vive só para mim, só para a minha vida,
só para meu amor". (Olavo Bilac)
"O trigo... nasceu, cresceu, espigou,
amadureceu, colheu-se." (Padre Antônio
Vieira)
FIGURAS DE CONSTRUÇÃO OU SINTÁTICAS
As figuras de construção ocorrem quando
desejamos atribuir maior expressividade ao
significado. Assim, a lógica da frase é substituída
pela maior expressividade que se dá ao sentido.
ELIPSE
Consiste na omissão de um ou mais termos
numa oração que podem ser facilmente
identificados, tanto por elementos gramaticais
presentes na própria oração, quanto pelo
contexto. Exemplos:
1) A cada um o que é seu. (Deve se dar a
cada um o que é seu.)
2) Tenho duas filhas, um filho e amo
todos da mesma maneira. (Nesse
exemplo, as desinências verbais
de tenho e amo permitem-nos a
identificação do sujeito em elipse "eu".)
3) Regina estava atrasada. Preferiu ir
direto para o trabalho. (Ela, Regina,
preferiu ir direto para o trabalho, pois
estava atrasada.)
4) As rosas florescem em maio, as
margaridas em agosto. (As
margaridas florescem em agosto.)
ZEUGMA
Zeugma é uma forma de elipse. Ocorre quando é
feita a omissão de um termo já mencionado
anteriormente. Exemplos:
Ele gosta de geografia; eu, de português.
Na casa dela só havia móveis antigos; na
minha, só móveis modernos.
Ela gosta de natação; eu, de vôlei.
No céu há estrelas; na terra, você.
SILEPSE
A silepse é a concordância que se faz com o
termo que não está expresso no texto, mas sim
com a ideia que ele representa. É uma
concordância anormal, psicológica, espiritual,
latente, porque se faz com um termo oculto,
facilmente subentendido. Há três tipos de silepse:
de gênero, número e pessoa.
SILEPSE DE GÊNERO
Os gêneros são masculinos e femininos. Ocorre
a silepse de gênero quando a concordância se
faz com ideia que o termo comporta. Exemplos:
1) A bonita Porto Velho sofreu mais uma vez com
o calor intenso.
Nesse caso, o adjetivo bonita não está
concordando com o termo Porto Velho, que
gramaticalmente pertence ao gênero masculino,
mas com a ideia contida no termo (a cidade de
Porto Velho).
2) Vossa excelência está preocupado.
Nesse exemplo, o adjetivo preocupado concorda
com o sexo da pessoa, que nesse caso é
masculino, e não com o termo Vossa excelência.
SILEPSE DE NÚMERO
Os números são singulares e plurais. A silepse
de número ocorre quando o verbo da oração não
concorda gramaticalmente com o sujeito da
oração, mas com a ideia que nele está
contida. Exemplos:
A procissão saiu. Andaram por todas as ruas da
cidade de Salvador.
Como vai a turma? Estão bem?
O povo corria por todos os lados
e gritavam muito alto.
Note que nos exemplos acima, os
verbos andaram, estão e gritavam não
concordam gramaticalmente com os sujeitos das
orações (que se encontram no
singular, procissão, turma e povo,
respectivamente), mas com a ideia de pluralidade
que neles está contida. Procissão, turma e povo
dão a ideia de muita gente, por isso que os
verbos estão no plural.
Trabalhando pela sua conquista.
Português
14
SILEPSE DE PESSOA
Três são as pessoas gramaticais: a primeira, a
segunda e a terceira. A silepse de pessoa ocorre
quando há um desvio de concordância. O verbo,
mais uma vez, não concorda com o sujeito da
oração, mas sim com a pessoa que está inscrita
no sujeito.
Exemplos:
O que não compreendo é como
os brasileiros persistamos em aceitar essa
situação.
Os agricultores temos orgulho de nosso
trabalho.
"Dizem que os cariocas somos poucos dados
aos jardins públicos." (Machado de Assis)
Observe que os
verbos persistamos, temos e somos não
concordam gramaticalmente com os seus sujeitos
(brasileiros, agricultores e cariocas que estão
na terceira pessoa), mas com a ideia que neles
está contida (nós, os brasileiros, os agricultores e
os cariocas).
POLISSÍNDETO / ASSÍNDETO
Para estudarmos essas duas figuras de
construção, é necessário recordar um conceito
estudado em sintaxe sobre período composto. No
período composto por coordenação, podemos ter
orações sindéticas ou assindéticas. A oração
coordenada ligada por uma conjunção (conectivo)
é sindética; a oração que não apresenta
conectivo é assindética.
Recordado esse conceito, podemos definir as
duas figuras de construção:
1) POLISSÍNDETO
É uma figura caracterizada pela repetição
enfática dos conectivos. Observe o exemplo:
"Falta-lhe o solo aos pés: recua e corre,
vacila e grita,
luta e ensanguenta, e rola, e tomba, e se
espedaça, e morre." (Olavo Bilac)
"Deus criou o sol e a lua e as estrelas. E fez o
homem e deu-lhe inteligência e fê-lo chefe da
natureza.
2) ASSÍNDETO
É uma figura caracterizada pela ausência,
pela omissão das conjunções coordenativas,
resultando no uso de orações coordenadas
assindéticas. Exemplos:
Tens casa, tens roupa, tens amor, tens família.
"Vim, vi, venci." (Júlio César)
PLEONASMO
Consiste na repetição de um termo ou ideia, com
as mesmas palavras ou não. A finalidade do
pleonasmo é realçar a ideia, torná-la
mais expressiva. Veja este exemplo:
O problema da violência, é necessário resolvê-
lo logo.
Nesta oração, os termos "o problema da
violência" e "lo" exercem a mesma função
sintática: objeto direto. Assim, temos um
pleonasmo do objeto direto, sendo o
pronome "lo" classificado como objeto direto
pleonástico.
Outro exemplo:
Aos funcionários, não lhes interessam
tais medidas.
Aos funcionários, lhes = Objeto Indireto
Nesse caso, há um pleonasmo do objeto indireto,
e o pronome "lhes" exerce a função de objeto
indireto pleonástico.
Exemplos:
"Vi, claramente visto, o lumo vivo." (Luís
de Camões)
"Ó mar salgado, quanto do teusal são lágrimas
de Portugal." (Fernando Pessoa)
"E rir meu riso." (Vinícius de Moraes)
"O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem." (Manuel
Bandeira)
Observação: o pleonasmo só tem
razão de ser quando confere mais vigor à
frase; caso contrário, torna-se um pleonasmo
vicioso. Exemplos:
Vi aquela cena com meus próprios
olhos.
Vamos subir para cima.
ANÁFORA
É a repetição de uma ou mais palavras
no início de várias frases, criando assim, um
efeito de reforço e de coerência. Pela repetição, a
palavra ou expressão em causa é posta em
destaque, permitindo ao escritor valorizar
determinado elemento textual. Os termos
anafóricos podem muitas vezes ser substituídos
por pronomes relativos. Assim, observe o
exemplo abaixo:
Encontrei um amigo ontem. Ele disse-me
que te conhecia. O termo ele é um termo
Trabalhando pela sua conquista.
Português
15
anafórico, já que se refere a um
amigo anteriormente referido. Observe outro
exemplo:
"Se você gritasse
Se você gemesse,
Se você tocasse
a valsa vienense
Se você dormisse,
Se você cansasse,
Se você morresse...
Mas você não morre,
Você é duro José!" (Carlos Drummond de
Andrade)
ANACOLUTO
Consiste na mudança da construção
sintática no meio da frase, ficando alguns termos
desligados do resto do período. Veja o exemplo:
Esses alunos da escola, não se pode
duvidar deles.
A expressão "esses alunos da escola" deveria
exercer a função de sujeito. No entanto, há uma
interrupção da frase e essa expressão fica à
parte, não exercendo nenhuma função sintática.
O anacoluto também é chamado de "frase
quebrada", pois corresponde a uma interrupção
na sequência lógica do pensamento.
Exemplos:
O Alexandre, as coisas não lhe estão
indo muito bem.
A velha hipocrisia, recordo-me dela com
vergonha. (Camilo Castelo Branco)
Obs.: o anacoluto deve ser usado com
finalidade expressiva em casos muito
especiais. Em geral, deve-se evitá-lo.
HIPÉRBATO / INVERSÃO
É a inversão da estrutura frásica, isto é, a
inversão da ordem direta dos termos da
oração. Exemplos:
São como cristais as palavras. (Na ordem
direta seria: As palavras são como
cristais.)
Dos meus problemas cuido eu! (Na
ordem direta seria: Eu cuido dos meus
problemas.)
FIGURAS DE SOM
ALITERAÇÃO
Consiste na repetição de consoantes como
recurso para intensificação do ritmo ou como
efeito sonoro significativo. Exemplos:
Três pratos de trigo
para três tigres tristes.
O rato roeu a roupa do rei de Roma.
"Vozes veladas, veludosas vozes,
Volúpias dos violões, vozes veladas
Vagam nos velhos vórtices velozes
Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas."
Cruz e Souza
(Aliteração em "v")
ASSONÂNCIA
Consiste na repetição ordenada de sons
vocálicos idênticos. Exemplos:
"Sou um mulato nato no sentido lato
mulato democrático do litoral."
ONOMATOPEIA
Ocorre quando se tentam reproduzir na forma de
palavras os sons da realidade. Exemplos:
Os sinos faziam blem, blem, blem, blem.
Miau, miau. (Som emitido pelo gato)
Tic-tac, tic-tac fazia o relógio da sala de
jantar.
Cócórócócó, fez o galo às seis da
manhã.
9. RECURSOS DE ARGUMENTAÇÃO
Interpretar (coerentemente e relacionado todas
as informações), organizar (coesão, progressão
textual, encadeamento de ideias, evitar
digressões), relacionar (seu projeto de texto
defendendo seu ponto de vista – informações mal
articuladas podem gerar contradições ou parecer
aleatórias na construção dos argumentos).
Vejamos os recursos argumentativos que nos
ajudam a colocar essas habilidades em prática.
Um argumento é uma manifestação linguística
construída por enunciados que, relacionados,
conduzem a uma conclusão. Este argumento
deve ser elaborado de maneira que produza um
efeito de sentido de objetividade.
Argumento de autoridade
Significa basear uma afirmação no saber notório
de uma autoridade reconhecida em determinada
http://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2015/09/shield17.png
http://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2015/09/shield17.png
Trabalhando pela sua conquista.
Português
16
área de conhecimento. É uma maneira de trazer
para o enunciado a credibilidade da autoridade
citada.
Argumento de consenso
São enunciados que não exigem demonstração
ou provas porque seu conteúdo é aceito como
válido por consenso dentro de um espaço
sociocultural. Quando você afirma que “investir
em educação é necessário para a erradicação da
desigualdade social”, trata-se de um consenso,
pois todos pensam da mesma forma. Cabe
destacar que é preciso ser econômico ao usar
esse recurso, afinal, trata-se de argumentos que
“todos” já conhecem.
Argumento de provas concretas
É a comprovação pela experiência ou observação
por meio da apresentação de dados
documentados, informações que confirmam a
validade do que você afirma. Os textos
jornalísticos são os que mais utilizam esse
recurso. Esses dados podem vir de
levantamentos estatísticos, relatórios e
pesquisas. No entanto, para um argumento ter
força e credibilidade, a fonte usada deve ser
confiável. É um recurso com grande poder de
persuasão, pois relaciona o tema com fatos da
realidade e demonstra que o candidato tem
conhecimento.
Argumentos de ilustração
É o uso de exemplos para comprovar uma
afirmação. Aqui se demonstra que a ideia
apresentada não fica só na teoria, ela acontece
no mundo “real” de fato. No então, também é
preciso ser econômico e não fazer parágrafos
inteiros de exemplos, isso seria tangenciar o
tema. Reserve seus exemplos para o último
período do parágrafo.
Argumentação lógica
Baseia-se na operação de raciocínios lógicos,
como as implicações de causa e consequência,
analogia ou condição. Se você escreve, por
exemplo, uma redação sobre o aumento da
violência nos centros urbanos, podemos indicar a
pobreza e a desigualdade social como causas, e
a sensação de insegurança das classes mais
abastadas como consequência.
Argumentação de competência linguística
Trata-se de adequar as competências de
linguagem do enunciador para aproximar-se do
interlocutor ou público-alvo. Na redação do Enem,
por exemplo, é importante o domínio na língua
padrão.
10. COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAIS
Para que um texto tenha o seu sentido completo, ou seja, transmita a mensagem
pretendida, é necessário que esteja coerente e coeso. Para compreender um pouco melhor os conceitos
de Coerência textual e de Coesão textual, e também para distingui-los, vejamos:
O que é coesão textual?
Quando falamos de COESÃO textual, falamos a respeito dos mecanismos linguísticos que permitem uma
sequência lógico-semântica entre as partes de um texto, sejam elas palavras, frases, parágrafos, etc. Entre
os elementos que garantem a coesão de um texto, temos:
A. as referências e as reiterações: Este tipo de coesão acontece quando um termo faz referência a
outro dentro do texto, quando reitera algo que já foi dito antes ou quando uma palavra é substituída
por outra que possui com ela alguma relação semântica. Alguns destes termos só podem ser
http://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2015/09/standing75.png
http://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2015/09/verified9.png
http://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2015/09/drawing20.png
http://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2015/09/ensamble.png
http://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2015/09/english.png
http://www.infoescola.com/redacao/coesao-e-coerencia-textual/
http://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2015/09/standing75.png
http://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2015/09/verified9.png
http://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2015/09/drawing20.png
http://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2015/09/ensamble.png
http://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2015/09/english.png
http://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2015/09/standing75.png
http://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2015/09/verified9.pnghttp://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2015/09/drawing20.png
http://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2015/09/ensamble.png
http://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2015/09/english.png
http://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2015/09/standing75.png
http://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2015/09/verified9.png
http://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2015/09/drawing20.png
http://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2015/09/ensamble.png
http://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2015/09/english.png
http://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2015/09/standing75.png
http://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2015/09/verified9.png
http://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2015/09/drawing20.png
http://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2015/09/ensamble.png
http://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2015/09/english.png
http://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2015/09/standing75.png
http://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2015/09/verified9.png
http://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2015/09/drawing20.png
http://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2015/09/ensamble.png
http://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2015/09/english.png
Trabalhando pela sua conquista.
Português
17
compreendidos mediante estas relações com outros termos do texto, como é o caso da anáfora e
da catáfora.
B. as substituições lexicais (elementos que fazem a coesão lexical): este tipo de coesão acontece
quando um termo é substituído por outro dentro do texto, estabelecendo com ele uma relação de
sinonímia, antonímia, hiponímia ou hiperonímia, ou mesmo quando há a repetição da mesma
unidade lexical (mesma palavra).
C. os conectores (elementos que fazem a coesão interfrástica): Estes elementos coesivos
estabelecem as relações de dependência e ligação entre os termos, ou seja, são conjunções,
preposições e advérbios conectivos.
D. a correlação dos verbos (coesão temporal e aspetual): consiste na correta utilização dos tempos
verbais, ordenando assim os acontecimentos de uma forma lógica e linear, que irá permitir a
compreensão da sequência dos mesmos.
São os elementos coesivos de um texto que permitem as articulações e ligações entre suas diferentes
partes, bem como a sequenciação das ideias.
O que é coerência textual?
Quando falamos em COERÊNCIA textual, falamos acerca da significação do texto, e não mais dos
elementos estruturais que o compõem. Um texto pode estar perfeitamente coeso, porém incoerente. É o
caso do exemplo abaixo:
"As ruas estão molhadas porque não choveu"
Há elementos coesivos no texto acima, como a conjunção, a sequência lógica dos verbos, enfim, do ponto
de vista da COESÃO, o texto não tem nenhum problema. Contudo, ao ler o que diz o texto, percebemos
facilmente que há uma incoerência, pois se as ruas estão molhadas, é porque alguém molhou, ou a chuva,
ou algum outro evento. Não ter chovido não é o motivo de as ruas estarem molhadas. O texto
está incoerente.
Podemos entender melhor a coerência compreendendo os seus três princípios básicos:
1. Princípio da Não Contradição: em um texto não se pode ter situações ou ideias que se
contradizem entre si, ou seja, que quebram a lógica.
2. Princípio da Não Tautologia: Tautologia é um vício de linguagem que consiste n a repetição de
alguma ideia, utilizando palavras diferentes. Um texto coerente precisa transmitir alguma
informação, mas quando há repetição excessiva de palavras ou termos, o texto corre o risco de
não conseguir transmitir a informação. Caso ele não construa uma informação ou mensagem
completa, então ele será incoerente
3. Princípio da Relevância: Fragmentos de textos que falam de assuntos diferentes, e que não se
relacionam entre si, acabam tornando o texto incoerente, mesmo que suas partes contenham certa
coerência individual. Sendo assim, a representação de ideias ou fatos não relacionados entre si,
fere o princípio da relevância, e trazem incoerência ao texto.
Outros dois conceitos importantes para a construção da coerência textual são a CONTINUIDADE
TEMÁTICA e a PROGRESSÃO SEMÂNTICA.
Há quebra de continuidade temática quando não se faz a correlação entre uma e outras partes do texto
(quebrando também a coesão). A sensação é que se mudou o assunto (tema) sem avisar ao leitor.
Já a quebra da progressão semântica acontece quando não há a introdução de novas informações para dar
sequência a um todo significativo (que é o texto). A sensação do leitor é que o texto é demasiadamente
prolixo, e que não chega ao ponto que interessa, ao objetivo final da mensagem.
Em resumo, podemos dizer que a COESÃO trata da conexão harmoniosa entre as partes do texto, do
parágrafo, da frase. Ela permite a ligação entre as palavras e frases, fazendo com que um dê sequência
lógica ao outro. A COERÊNCIA, por sua vez, é a relação lógica entre as ideias, fazendo com que umas
complementem as outras, não se contradigam e formem um todo significativo que é o texto.
Vale salientar também que há muito para se estudar sobre coerência e coesão textuais, e que cada um dos
conceitos apresentados acima podem e devem ser melhor investigados para serem melhor compreendidos.
11. SIGNIFICAÇÃO DE PALAVRAS E EXPRESSÕES NO TEXTO
http://www.infoescola.com/portugues/anafora-e-catafora/
http://www.infoescola.com/portugues/anafora-e-catafora/
http://www.infoescola.com/portugues/tempos-verbais/
http://www.infoescola.com/portugues/tempos-verbais/
http://www.infoescola.com/redacao/coesao-e-coerencia-textual/
http://www.infoescola.com/redacao/coesao-e-coerencia-textual/
http://www.infoescola.com/redacao/coesao-e-coerencia-textual/
Entendemos por semântica, a ciência que estuda
o significado das palavras.
Quando analisamos algumas expressões
(considerando a concepção e bagagem cultural
de cada um), percebemos que há palavras que
possuem uma semântica muito intensa, ou seja,
com várias possibilidades de interpretações.
É importante frisar que mesmo elas possuindo
semelhança na grafia e nos sons, são divergentes
no sentido, deixando a diferenciação ser notada
apenas pelo contexto em que elas estão
envolvidas.
Significação das Palavras
Quanto à significação, as palavras são divididas
nas seguintes categorias:
Sinônimos
As palavras que possuem significados próximos
são chamadas sinônimos. Exemplos:
casa - lar - moradia - residência
longe - distante
delicioso - saboroso
carro - automóvel
Observe que o sentido dessas palavras
são próximos, mas não são exatamente
equivalentes. Dificilmente encontraremos um
sinônimo perfeito, uma palavra que signifique
exatamente a mesma coisa que outra.
Há uma pequena diferença de significado entre
palavras sinônimas. Veja que,
embora casa e lar sejam sinônimos, ficaria
estranho se falássemos a seguinte frase:
Comprei um novo lar.
Obs.: o uso de palavras sinônimas pode ser
de grande utilidade nos processos de
retomada de elementos que inter-relacionam
as partes dos textos.
Antônimos
São palavras que possuem significados opostos,
contrários. Exemplos:
mal / bem
ausência / presença
fraco / forte
claro / escuro
subir / descer
cheio / vazio
possível / impossível
Polissemia
Polissemia é a propriedade que uma mesma
palavra tem de apresentar mais de um significado
nos múltiplos contextos em que aparece. Veja
alguns exemplos de palavras polissêmicas:
cabo (posto militar, acidente geográfico,
cabo da vassoura, da faca)
banco (instituição comercial financeira,
assento)
manga (parte da roupa, fruta)
Homônimos
São palavras que possuem a mesma pronúncia (algumas vezes, a mesma grafia), mas significados
diferentes. Veja alguns exemplos no quadro abaixo:
acender (colocar fogo) ascender (subir)
acento (sinal gráfico) assento (local onde se senta)
acerto (ato de acertar) asserto (afirmação)
apreçar (ajustar o preço) apressar (tornar rápido)
bucheiro (tripeiro) buxeiro (pequeno arbusto)
bucho (estômago) buxo (arbusto)
caçar (perseguir animais) cassar (tornar sem efeito)cegar (deixar cego) segar (cortar, ceifar)
cela (pequeno quarto) sela (forma do verbo selar; arreio)
censo (recenseamento) senso (entendimento, juízo)
Trabalhando pela sua conquista.
Português
19
céptico (descrente) séptico (que causa infecção)
cerração (nevoeiro) serração (ato de serrar)
cerrar (fechar) serrar (cortar)
cervo (veado) servo (criado)
chá (bebida) xá (antigo soberano do Irã)
cheque (ordem de pagamento) xeque (lance no jogo de xadrez)
círio (vela) sírio (natural da Síria)
cito (forma do verbo citar) sito (situado)
concertar (ajustar, combinar) consertar (reparar, corrigir)
concerto (sessão musical) conserto (reparo)
coser (costurar) cozer (cozinhar)
esotérico (secreto) exotérico (que se expõe em público)
espectador (aquele que assiste)
expectador (aquele que tem esperança, que
espera)
esperto (perspicaz) experto (experiente, perito)
espiar (observar) expiar (pagar pena)
espirar (soprar, exalar) expirar (terminar)
estático (imóvel) extático (admirado)
esterno (osso do peito) externo (exterior)
estrato (camada) extrato (o que se extrai de algo)
estremar (demarcar) extremar (exaltar, sublimar)
incerto (não certo, impreciso) inserto (inserido, introduzido)
incipiente (principiante) insipiente (ignorante)
laço (nó) lasso (frouxo)
ruço (pardacento, grisalho) russo (natural da Rússia)
tacha (prego pequeno) taxa (imposto, tributo)
Trabalhando pela sua conquista.
Português
20
tachar (atribuir defeito a) taxar (fixar taxa)
Homônimos Perfeitos
Possuem a mesma grafia e o mesmo som.
Por Exemplo:
Eu cedo este lugar para a professora. (cedo =
verbo)
Cheguei cedo para a entrevista. (cedo = advérbio
de tempo)
Atenção:
Existem algumas palavras que possuem
a mesma escrita (grafia), mas a pronúncia e o
significado são sempre diferentes. Essas
palavras são chamadas de homógrafas e são
uma subclasse dos homônimos. Observe os
exemplos:
almoço (substantivo, nome da refeição)
almoço (forma do verbo almoçar na 1ª
pessoa do sing. do tempo presente do
modo indicativo)
gosto (substantivo)
gosto (forma do verbo gostar na 1ª
pessoa do sing. do tempo presente do
modo indicativo)
Parônimos
É a relação que se estabelece entre palavras que possuem significados diferentes, mas são muito
parecidas na pronúncia e na escrita. Veja alguns exemplos no quadro abaixo.
absolver (perdoar, inocentar) absorver (aspirar, sorver)
apóstrofe (figura de linguagem) apóstrofo (sinal gráfico)
aprender (tomar conhecimento) apreender (capturar, assimilar)
arrear (pôr arreios) arriar (descer, cair)
ascensão (subida) assunção (elevação a um cargo)
bebedor (aquele que bebe) bebedouro (local onde se bebe)
cavaleiro (que cavalga) cavalheiro (homem gentil)
comprimento (extensão) cumprimento (saudação)
deferir (atender) diferir (distinguir-se, divergir)
delatar (denunciar) dilatar (alargar)
descrição (ato de descrever) discrição (reserva, prudência)
descriminar (tirar a culpa) discriminar (distinguir)
despensa (local onde se guardam mantimentos) dispensa (ato de dispensar)
docente (relativo a professores) discente (relativo a alunos)
emigrar (deixar um país) imigrar (entrar num país)
Trabalhando pela sua conquista.
Português
21
eminência (elevado) iminência (qualidade do que está iminente)
eminente (elevado) iminente (prestes a ocorrer)
esbaforido (ofegante, apressado) espavorido (apavorado)
estada (permanência em um lugar) estadia (permanência temporária em um lugar)
flagrante (evidente) fragrante (perfumado)
fluir (transcorrer, decorrer) fruir (desfrutar)
fusível (aquilo que funde) fuzil (arma de fogo)
imergir (afundar) emergir (vir à tona)
inflação (alta dos preços) infração (violação)
infligir (aplicar pena) infringir (violar, desrespeitar)
mandado (ordem judicial) mandato (procuração)
peão (aquele que anda a pé, domador de
cavalos)
pião (tipo de brinquedo)
precedente (que vem antes) procedente (proveniente; que tem fundamento)
ratificar (confirmar) retificar (corrigir)
recrear (divertir) recriar (criar novamente)
soar (produzir som) suar (transpirar)
sortir (abastecer, misturar) surtir (produzir efeito)
sustar (suspender) suster (sustentar)
tráfego (trânsito) tráfico (comércio ilegal)
vadear (atravessar a vau) vadiar (andar ociosamente)
12. SUBSTITUIÇÃO DE PALAVRAS E DA EXPRESSÕES NO TEXTOS
Há diversas formas de se garantir a coesão entre
os elementos de uma frase ou de um texto:
1. Substituição de palavras com o emprego de
sinônimos, ou de palavras ou expressões do
mesmo campo associativo.
2. Normalização – emprego alternativo entre um
verbo, o substantivo ou o adjetivo correspondente
(desgastar / desgaste / desgastante).
3. Repetição na ligação semântica dos termos,
empregada como recurso estilístico de intenção
articulatória, e não uma redundância - resultado
Trabalhando pela sua conquista.
Português
22
da pobreza de vocabulário. Por exemplo,
“Grande no pensamento, grande na ação, grande
na glória, grande no infortúnio, ele morreu
desconhecido e só.” (Rocha Lima)
4. Uso de hipônimos – relação que se estabelece
com base na maior especificidade do significado
de um deles. Por exemplo, mesa (mais
específico) e móvel (mais genérico).
5. Emprego de hiperônimos - relações de um
termo de sentido mais amplo com outros de
sentido mais específico. Por exemplo, felino está
numa relação de hiperonímia com gato.
6. Substitutos universais, como os verbos vicários
(ex.: Necessito viajar, porém só o farei no ano
vindouro) A coesão apoiada na gramática dá-se
no uso de conectivos, como certos pronomes,
certos advérbios e expressões adverbiais,
conjunções, elipses, entre outros. A elipse se
justifica quando, ao remeter a um enunciado
anterior, a palavra elidida é facilmente
identificável (Ex.: O jovem recolheu-se cedo. ...
Sabia que ia necessitar de todas as suas forças.
O termo o jovem deixa de ser repetido e, assim,
estabelece a relação entre as duas orações.).
Dêiticos são elementos linguísticos que têm a
propriedade de fazer referência ao contexto
situacional ou ao próprio discurso. Exercem, por
excelência, essa função de progressão textual,
dada sua característica: são elementos que não
significam, apenas indicam, remetem aos
componentes da situação comunicativa.
Já os componentes concentram em si a
significação. Elisa Guimarães (2) nos ensina a
esse respeito:
“Os pronomes pessoais e as desinências verbais
indicam os participantes do ato do discurso. Os
pronomes demonstrativos, certas locuções
prepositivas e adverbiais, bem como os advérbios
de tempo, referenciam o momento da
enunciação, podendo indicar simultaneidade,
anterioridade ou posterioridade.
Assim: este, agora, hoje, neste momento
(presente); ultimamente, recentemente, ontem, há
alguns dias, antes de (pretérito); de agora em
diante, no próximo ano, depois de (futuro).”
Esse conceito será de grande valia quando
tratarmos do uso dos pronomes demonstrativos.
Somente a coesão, contudo, não é suficiente para
que haja sentido no texto, esse é o papel da
coerência, e coerência se relaciona intimamente a
contexto.
Como nosso intuito nesta página é a
apresentação de conceitos, sem aprofundá-los
em demasia, bastam-nos essas informações.
Vejamos como o examinador tem abordado o
assunto:
(PROVA AFTN/RN)
Assinale a opção em que a estrutura sugerida
para preenchimento da lacuna correspondente
provoca defeito de coesão e incoerência nos
sentidos do texto.
A violência no País há muito ultrapassou todos os
limites. ___1___ dados recentes mostram o Brasil
como um dos países mais violentos do mundo,
levando-se em conta o risco de morte por
homicídio.
Em 1980, tínhamos uma média de,
aproximadamente, doze homicídios por cem mil
habitantes. ___2___, nas duas décadas
seguintes, o grau de violência intencional
aumentou, chegando a mais do que o dobro do
índice verificado em1980 – 121,6% –, ___3___,
ao final dos anos 90 foi superado o patamar de 25
homicídios por cem mil habitantes. ___4___, o
PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu
26,4%, isto é, em média, a cada queda de 1% do
PIB a violência crescia mais do que 5% entre os
anos 1980 e 1990.
Estudos do Banco Interamericano de
Desenvolvimento mostram que os custos da
violência consumiram, apenas no setor saúde,
1,9% do PIB entre 1996 e 1997. ___5___ a
vitimização letal se distribui de forma desigual:
são, sobretudo, os jovens pobres e negros, do
sexo masculino, entre 15 e 24 anos, que têm
pago com a própria vida o preço da escalada da
violência no Brasil.
(Adaptado de http://www.brasil.gov.br/acoes.htm)
a) 1 – Tanto é assim que
b) 2 – Lamentavelmente
c) 3 – Ou seja
d) 4 – Simultaneamente
e) 5 – Se bem que
COMENTÁRIO: As lacunas no texto ocultam
palavras e expressões que atuam como
conectores – ligam orações estabelecendo
relações semânticas entre os períodos. A banca
sugere algumas opções de preenchimento.
Dessas, a única que não atende ao solicitado é a
de número 5, uma vez que a expressão “Se bem
que” deveria introduzir uma oração de valor
concessivo, estabelecendo, assim, ideia contrária
à que foi apresentada até então pelo texto.
Verifica-se, contudo, que o que se segue ratifica
as informações anteriores ao fornecer dados
complementares às estatísticas sobre homicídios.
Sendo aceita a sugestão da banca, a coerência
textual seria prejudicada. Por isso, o gabarito é a
opção E.
13. ESTRUTURA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS - VALOR DOS AFIXOS E DOS RADICAIS
Observe as seguintes palavras:
escol-a
escol-ar
escol-arização
escol-arizar
sub-escol-arização
Observando-as, percebemos que há um elemento
comum a todas elas: a forma escol-. Além disso,
em todas há elementos destacáveis,
responsáveis por algum detalhe de significação.
Compare, por exemplo, escola e escolar: partindo
de escola, formou-se escolar pelo acréscimo do
elemento destacável -ar.
Por meio desse trabalho de comparação entre as
diversas palavras que selecionamos, podemos
depreender a existência de diferentes elementos
formadores. Cada um desses elementos
formadores é uma unidade mínima de
significação, um elemento significativo
indecomponível, a que damos o nome de
morfema.
CLASSIFICAÇÃO DOS MORFEMAS:
Radical
Há um morfema comum a todas as palavras que
estamos analisando: escol-. É esse morfema
comum – o radical – que faz com que as
consideremos palavras de uma mesma família de
significação – os cognatos. O radical é a parte da
palavra responsável por sua significação
principal.
Afixos
Como vimos, o acréscimo do morfema –ar cria
uma nova palavra a partir de escola. De maneira
semelhante, o acréscimo dos morfemas sub- e –
arização à forma escol- criou subescolarização.
Esses morfemas recebem o nome de afixos.
Quando são colocados antes do radical, como
acontece com sub-, os afixos recebem o nome
deprefixos. Quando, como –arização, surgem
depois do radical os afixos são chamados
de sufixos. Prefixos e sufixos, além de operar
mudança de classe gramatical, são capazes de
introduzir modificações de significado no radical a
que são acrescentados.
Desinências
Quando se conjuga o verbo amar, obtêm-se
formas como amava, amavas, amava,
amávamos, amáveis, amavam. Essas
modificações ocorrem à medida que o verbo vai
sendo flexionado em número (singular e plural) e
pessoa (primeira, segunda ou terceira). Também
ocorrem se modificarmos o tempo e o modo do
verbo (amava, amara, amasse, por exemplo).
Podemos concluir, assim, que existem morfemas
que indicam as flexões das palavras. Esses
morfemas sempre surgem no fim das palavras
variáveis e recebem o nome de desinências. Há
desinências nominais e desinências verbais.
• Desinências nominais: indicam o gênero e o
número dos nomes. Para a indicação de gênero,
o português costuma opor as desinências -o/-a:
garoto/garota; menino/menina
Para a indicação de número, costuma-se utilizar o
morfema –s, que indica o plural em oposição à
ausência de morfema, que indica o singular:
garoto/garotos; garota/garotas; menino/meninos;
menina/meninas.
No caso dos nomes terminados em –r e –z, a
desinência de plural assume a forma -es:
mar/mares; revólver/revólveres; cruz/cruzes.
• Desinências verbais: em nossa língua, as
desinências verbais pertencem a dois tipos
distintos. Há aqueles que indicam o modo e o
tempo (desinências modo-temporais) e aquelas
que indicam o número e a pessoa dos verbos
(desinência número-pessoais):
cant-á-va-mos cant-á-sse-is
cant: radical
cant:
radical
-á-: vogal temática -á-: vogal temática
-va-:desinência modo-
temporal (caracteriza o
pretérito imperfeito do
indicativo)
-sse-:desinência
modo-temporal
(caracteriza o pretérito
imperfeito do
subjuntivo)
-mos:desinência
número-pessoal
(caracteriza a primeira
pessoa do plural)
-is: desinência
número-pessoal
(caracteriza a segunda
pessoa do plural)
Trabalhando pela sua conquista.
Português
24
Vogal temática
Observe que, entre o radical cant- e as
desinências verbais, surge sempre o morfema –a.
Esse morfema, que liga o radical às desinências,
é chamado de vogal temática. Sua função é
ligar-se ao radical, constituindo o chamado tema.
É ao tema (radical + vogal temática) que se
acrescentam as desinências. Tanto os verbos
como os nomes apresentam vogais temáticas.
• Vogais temáticas nominais: São -a, -e, e -o,
quando átonas finais, como em mesa, artista,
busca, perda, escola, triste, base, combate.
Nesses casos, não poderíamos pensar que essas
terminações são desinências indicadoras de
gênero, pois a mesa, escola, por exemplo, não
sofrem esse tipo de flexão. É a essas vogais
temáticas que se liga a desinência indicadora de
plural: mesa-s, escola-s, perda-s. Os nomes
terminados em vogais tônicas (sofá, café, cipó,
caqui, por exemplo) não apresentam vogal
temática.
• Vogais temáticas verbais: São -a, -e e -i, que
caracterizam três grupos de verbos a que se dá o
nome de conjugações. Assim, os verbos cuja
vogal temática é -a pertencem à primeira
conjugação; aqueles cuja vogal temática é -
e pertencem à segunda conjugação e os que têm
vogal temática -i pertencem à terceira
conjugação.
primeira
conjugação
segunda
conjugação
terceira
conjugação
govern-a-
va
estabelec-
e-sse
defin-i-ra
atac-a-va cr-e-ra
imped-i-
sse
realiz-a-
sse
mex-e-rá ag-i-mos
Vogal ou consoante de ligação
As vogais ou consoantes de ligação são
morfemas que surgem por motivos eufônicos, ou
seja, para facilitar ou mesmo possibilitar a leitura
de uma determinada palavra. Temos um exemplo
de vogal de ligação na palavra escolaridade: o -i-
entre os sufixos -ar- e -dade facilita a emissão
vocal da palavra. Outros exemplos: gasômetro,
alvinegro, tecnocracia, paulada, cafeteira,
chaleira, tricota.
14. FONOLOGIA: CONCEITO DE FONEMAS.
RELAÇÕES ENTRE FONEMAS E GRAFIAS
ENCONTRO VOCÁLICOS E CONSONANTAIS
A palavra fonologia é formada pelos elementos gregos fono ("som, voz") e log, logia ("estudo",
"conhecimento"). Significa literalmente "estudo dos sons" ou "estudo dos sons da voz".
O homem, ao falar, emite sons. Cada indivíduo tem uma maneira própria de realizar esses sons no ato da
fala. Essas particularidades na pronúncia de cada falante são estudadas pela fonética.
Dá-se o nome de fonema ao menor elemento sonoro capaz de estabelecer uma distinção de significado
entre as palavras. Observe, nos exemplos a seguir, os fonemas que marcam a distinção entre os pares
de palavras:
amor - ator
morro - corro
vento - cento
Cada segmento sonoro se refere a um dado da língua portuguesa que está em sua memória: a imagem
acústica que você, como falante de português, guarda de cada um deles. É essa imagem acústica, esse
referencial de padrão sonoro, que constitui o fonema. Os fonemas formam os significantes dos signoslinguísticos. Geralmente, aparecem representados entre barras. Assim: /m/, /b/, /a/, /v/, etc.
FONEMA E LETRA
1) O fonema não deve ser confundido com a letra. Na língua escrita, representamos os fonemas por meio
de sinais chamados letras. Portanto, letra é a representação gráfica do fonema. Na palavra sapo, por
exemplo, a letra s representa o fonema /s/ (lê-se sê); já na palavra brasa, a letra s representa o fonema
/z/ (lê-se zê).
Trabalhando pela sua conquista.
Português
25
2) Às vezes, o mesmo fonema pode ser representado por mais de uma letra do alfabeto. É o caso do
fonema /z/, que pode ser representado pelas letras z, s, x. Exemplos:
zebra
casamento
exílio
3) Em alguns casos, a mesma letra pode representar mais de um fonema. A letra x, por exemplo, pode
representar:
- o fonema sê: texto
- o fonema zê: exibir
- o fonema chê: enxame
- o grupo de sons ks: táxi
4) O número de letras nem sempre coincide com o número de fonemas.
Exemplos:
tóxico fonemas: /t/ó/k/s/i/c/o/ letras: t ó x i c o
1 2 3 4 5 6 7
1 2 3 4 5 6
galho fonemas: /g/a/lh/o/ letras: g a l h o
1 2 3 4
1 2 3 4 5
5) As letras m e n, em determinadas palavras, não representam fonemas. Observe os exemplos:
compra
conta
Nessas palavras, m e n indicam a nasalização das vogais que as antecedem.
Veja ainda:
nave: o /n/ é um fonema;
dança: o n não é um fonema; o fonema é /ã/, representado na escrita pelas letras a e n.
6) A letra h, ao iniciar uma palavra, não representa fonema. Exemplos:
hoje fonemas: ho / j / e / letras: h o j e
1 2 3
1 2 3 4
CLASSIFIAÇÃO
Veja a seguir como são classificados os fonemas da língua portuguesa.
VOGAIS
As vogais são os fonemas sonoros produzidos por uma corrente de ar que passa livremente pela boca.
Em nossa língua, desempenham o papel de núcleo das sílabas.
Assim, isso significa que em toda sílaba há necessariamente uma única vogal.
Na produção de vogais, a boca fica aberta ou entreaberta. As vogais podem ser:
a) Orais: quando o ar sai apenas pela boca. Por exemplo:
Trabalhando pela sua conquista.
Português
26
/a/, /e/, /i/, /o/, /u/.
b) Nasais: quando o ar sai pela boca e pelas fossas nasais. Por exemplo:
/ã/: fã, canto, tampa
/ /: dente, tempero
/ /: lindo, mim
/õ/ bonde, tombo
/ / nunca, algum
c) Átonas: pronunciadas com menor intensidade. Por exemplo: até, bola
d) Tônicas: pronunciadas com maior intensidade. Por exemplo: até, bola
Quanto ao timbre, as vogais podem ser:
Abertas
Exemplos: pé, lata, pó
Fechadas
Exemplos: mês, luta, amor
Reduzidas - Aparecem quase sempre no final das palavras.
Exemplos: dedo, ave, gente
Quanto à zona de articulação:
Anteriores ou palatais - A língua eleva-se em direção ao palato duro (céu da boca).
Exemplos: é, ê, i
Posteriores ou velares - A língua eleva-se em direção ao palato mole (véu palatino).
Exemplos: ó, ô, u
Médias - A língua fica baixa, quase em repouso.
Por exemplo: a
SEMIVOGAIS
Os fonemas /i/ e /u/, algumas vezes, não são vogais. Aparecem apoiados em uma vogal, formando com
ela uma só emissão de voz (uma sílaba). Nesse caso, esses fonemas são chamados de semivogais. A
diferença fundamental entre vogais e semivogais está no fato de que estas últimas não desempenham o
papel de núcleo silábico.
Observe a palavra papai. Ela é formada de duas sílabas: pa-pai. Na última sílaba, o fonema vocálico que
se destaca é o a. Ele é a vogal. O outro fonema vocálico i não é tão forte quanto ele. É a semivogal.
Outros exemplos: saudade, história, série.
Obs.: os fonemas /i/ e /u/ podem aparecer representados na escrita por "e", "o" ou "m".
Veja:
Trabalhando pela sua conquista.
Português
27
pães / pãis
mão / mãu/
cem /c i/
CONSOANTES
Para a produção das consoantes, a corrente de ar expirada pelos pulmões encontra obstáculos ao passar
pela cavidade bucal. Isso faz com que as consoantes sejam verdadeiros "ruídos", incapazes de atuar
como núcleos silábicos. Seu nome provém justamente desse fato, pois, em português, sempre consoam
("soam com") as vogais. Exemplos:
/b/, /t/, /d/, /v/, /l/, /m/, etc.
ENCONTRO VOCÁLICOS
Os encontros vocálicos são agrupamentos de vogais e semivogais, sem consoantes intermediárias.
É importante reconhecê-los para dividir corretamente os vocábulos em sílabas.
Existem três tipos de encontros: o ditongo, o tritongo e o hiato.
Ditongo
É o encontro de uma vogal e uma semivogal (ou vice-versa) numa mesma sílaba. Pode ser:
a) Crescente: quando a semivogal vem antes da vogal. Por exemplo:
sé-rie (i = semivogal, e = vogal)
b) Decrescente: quando a vogal vem antes da semivogal. Por exemplo:
pai (a = vogal, i = semivogal)
c) Oral: quando o ar sai apenas pela boca. Exemplos:
pai, série
d) Nasal: quando o ar sai pela boca e pelas fossas nasais. Por exemplo:
mãe
Tritongo
É a sequência formada por uma semivogal, uma vogal e uma semivogal, sempre nessa ordem, numa só
sílaba. Pode ser oral ou nasal. Exemplos:
Paraguai - Tritongo oral
quão - Tritongo nasal
Hiato
É a sequência de duas vogais numa mesma palavra que pertencem a sílabas diferentes, uma vez que
nunca há mais de uma vogal numa sílaba. Por exemplo:
saída (sa-í-da)
poesia (po-e-si-a)
Saiba que:
- Na terminação -em em palavras como ninguém, também, porém e na terminação -am em palavras
como amaram, falaram ocorrem ditongos nasais decrescentes.
- É tradicional considerar hiato o encontro entre uma semivogal e uma vogal ou entre uma vogal e uma
semivogal que pertencem a sílabas diferentes, como em ge-lei-a, io-iô.
15. ORTOGRAFIA: SISTEMA OFICIAL VIGENTE
Mudanças no alfabeto
O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w e y. O alfabeto completo passa a ser:
A B C D E F G H I J
K L M N O P Q R S
T U V W X Y Z
As letras k, w e y, que na verdade não tinham desaparecido da maioria dos dicionários da nossa língua, são usadas em
várias situações. Por exemplo:
a. na escrita de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma), W (watt);
b. na escrita de palavras e nomes estrangeiros (e seus derivados): show, playboy, playground, windsurf, kung fu, yin,
yang, William, kaiser, Kafka, kafkiano.
Trabalhando pela sua conquista.
Português
28
Trema
Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos
grupos gue, gui, que, qui.
Como era Como fica
agüentar aguentar
argüir arguir
bilíngüe bilíngue
cinqüenta cinquenta
delinqüente delinquente
eloqüente eloquente
ensangüentado ensanguentado
eqüestre equestre
freqüente frequente
lingüeta lingueta
lingüiça linguiça
qüinqüênio quinquênio
sagüi sagui
seqüência sequência
seqüestro sequestro
tranqüilo tranquilo
Mudanças nas regras de acentuação
1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento
tônico na penúltima sílaba).
Como era Como fica
alcalóide alcaloide
alcatéia alcateia
andróide androide
apóia (verbo apoiar)apoia
apóio (verbo apoiar)apoio
asteróide asteroide
bóia boia
celulóide celuloide
clarabóia claraboia
colméia colmeia
Coréia Coreia
debilóide debiloide
epopéia epopeia
estóico estoico
estréia estreia
estréio (verbo estrear) estreio
geléia geleia
heróico heroico
ideia ideia
jibóia jiboia
jóia joia
odisséia odisseia
Trabalhando pela sua conquista.
Português
29
paranóia paranoia
paranóico paranoico
platéia plateia
tramóia tramoia
Atenção:
essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas e os
monossílabos tônicos terminados em éis eói(s). Exemplos: papéis, herói, heróis, dói (verbo doer), sóis etc.
2. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo.
Como era Como fica
baiúca baiuca
bocaiúva bocaiuva*cauíla cauila**
* bacaiuva = certo tipo de palmeira
**cauila = avarento
Atenção:
a. se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos des), o acento permanece.
Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí;
b. se o i ou o u forem precedidos de ditongo crescente, o acento permanece. Exemplos: guaíba, Guaíra.
3. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo(s).
Como era Como fica
abençôo abençoo
crêem (verbo crer) creem
dêem (verbo dar) deem
dôo (verbo doar) doo
enjôo enjoo
lêem (verbo ler) leem
magôo (verbo magoar) magoo
perdôo (verbo perdoar) perdoo
povôo (verbo povoar) povoo
vêem (verbo ver) veem
vôos voos
zôo zoo
4. Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, péla(s)/pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s)
e pêra/pera.
Como era Como fica
Ele pára o carro. Ele para o carro.
Ele foi ao pólo Norte. Ele foi ao polo Norte.
Ele gosta de jogar pólo. Ele gosta de jogar polo.
Esse gato tem pêlos brancos. Esse gato tem pelos brancos.
Comi uma pêra. Comi uma pera.
Atenção:
- Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do
indicativo), na 3ª pessoa do singular. Pode é a forma do presente do indicativo, na 3ª pessoa do singular.
Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode.
- Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição. Exemplo: Vou pôr o livro na estante que
foi feita por mim.
Trabalhando pela sua conquista.
Português
30
- Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados
(manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.). Exemplos:
Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros.
Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba.
Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra.
Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes.
Ele detém o poder. / Eles detêm o poder.
Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas.
- É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento
deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?
5. Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do
indicativo dos verbos arguir e redarguir.
6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar, averiguar, apaziguar,
desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir etc. Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do
indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo. Veja:
a. se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas.
Exemplos:
verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem.
verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam.
b. se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas.
Exemplos (a vogal sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que as outras):
verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem.
verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem; delinqua, delinquas, delinquam.
Atenção: no Brasil, a pronúncia mais corrente é a primeira, aquela com a e itônicos.
Uso do hífen com compostos
1. Usa-se o hífen nas palavras compostas que não apresentam elementos de ligação. Exemplos: guarda-chuva, arco-
íris, boa-fé, segunda-feira, mesa-redonda, vaga-lume, joão-ninguém, porta-malas, porta-bandeira, pão-duro, bate-boca.
*Exceções: Não se usa o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição, como
girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista, paraquedismo.
2. Usa-se o hífen em compostos que têm palavras iguais ou quase iguais, sem elementos de ligação. Exemplos: reco-
reco, blá-blá-blá, zum-zum, tico-tico, tique-taque, cri-cri, glu-glu, rom-rom, pingue-pongue, zigue-zague, esconde-
esconde, pega-pega, corre-corre.
3. Não se usa o hífen em compostos que apresentam elementos de ligação. Exemplos: pé de moleque, pé de vento, pai
de todos, dia a dia, fim de semana, cor de vinho, ponto e vírgula, camisa de força, cara de pau, olho de sogra.
Incluem-se nesse caso os compostos de base oracional. Exemplos: maria vai com as outras, leva e traz, diz que diz
que, deus me livre, deus nos acuda, cor de burro quando foge, bicho de sete cabeças, faz de conta.
* Exceções: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa.
4. Usa-se o hífen nos compostos entre cujos elementos há o emprego do apóstrofo. Exemplos: gota-d'água, pé-d'água.
5. Usa-se o hífen nas palavras compostas derivadas de topônimos (nomes próprios de lugares), com ou sem elementos
de ligação. Exemplos:
Belo Horizonte - belo-horizontino
Porto Alegre - porto-alegrense
Mato Grosso do Sul - mato-grossense-do-sul
Rio Grande do Norte - rio-grandense-do-norte
Ãfrica do Sul - sul-africano
6. Usa-se o hífen nos compostos que designam espécies animais e botânicas (nomes de plantas, flores, frutos, raízes,
sementes), tenham ou não elementos de ligação. Exemplos: bem-te-vi, peixe-espada, peixe-do-paraíso, mico-leão-
dourado, andorinha-da-serra, lebre-da-patagônia, erva-doce, ervilha-de-cheiro, pimenta-do-reino, peroba-do-campo,
cravo-da-índia.
Obs.: não se usa o hífen, quando os compostos que designam espécies botânicas e zoológicas são empregados fora de
seu sentido original. Observe a diferença de sentido entre os pares:
a) bico-de-papagaio (espécie de planta ornamental) - bico de papagaio (deformação nas vértebras).
b) olho-de-boi (espécie de peixe) - olho de boi (espécie de selo postal).Uso do hífen com prefixos
As observações a seguir referem-se ao uso do hífen em palavras formadas por prefixos (anti, super, ultra, sub etc.) ou
por elementos que podem funcionar como prefixos (aero, agro, auto, eletro, geo, hidro, macro, micro, mini, multi, neo
etc.).
Casos gerais
1. Usa-se o hífen diante de palavra iniciada por h.
Exemplos:
anti-higiênico
anti-histórico
macro-história
Trabalhando pela sua conquista.
Português
31
mini-hotel
proto-história
sobre-humano
super-homem
ultra-humano
2. Usa-se o hÃfen se o prefixo terminar com a mesma
letra com que se inicia a outra palavra. Exemplos:
micro-ondas
anti-inflacionário
sub-bibliotecário
inter-regional
3. Não se usa o hífen se o prefixo terminar com letra
diferente daquela com que se inicia a outra palavra.
Exemplos:
autoescola
antiaéreo
intermunicipal
supersônico
superinteressante
agroindustrial
aeroespacial
semicírculo
* Se o prefixo terminar por vogal e a outra palavra
começar por r ou s, dobram-se essas letras.
Exemplos:
minissaia
antirracismo
ultrassom
semirreta
Casos particulares
1. Com os prefixos sub e sob, usa-se o hífen também
diante de palavra iniciada porr. Exemplos:
sub-região
sub-reitor
sub-regional
sob-roda
2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante
de palavra iniciada por m, ne vogal. Exemplos:
circum-murado
circum-navegação
pan-americano
3. Usa-se o hífen com os prefixos ex, sem, além,
aquém, recém, pós, pré, pró, vice. Exemplos:
além-mar
além-túmulo
aquém-mar
ex-aluno
ex-diretor
ex-hospedeiro
ex-prefeito
ex-presidente
pós-graduação
pré-história
pré-vestibular
pró-europeu
recém-casado
recém-nascido
sem-terra
vice-rei
4. O prefixo co junta-se com o segundo elemento,
mesmo quando este se inicia poro ou h. Neste último
caso, corta-se o h. Se a palavra seguinte começar
com r ou s, dobram-se essas letras. Exemplos:
coobrigação
coedição
coeducar
cofundador
coabitação
coerdeiro
corréu
corresponsável
cosseno
5. Com os prefixos pre e re, não se usa o hífen,
mesmo diante de palavras começadas por e.
Exemplos:
preexistente
preelaborarreescrever
reedição
6. Na formação de palavras com ab, ob e ad, usa-se o
hífen diante de palavra começada por b, d ou r.
Exemplos:
ad-digital
ad-renal
ob-rogar
ab-rogar
Outros casos do uso do hífen
1. Não se usa o hífen na formação de palavras
com não e quase. Exemplos:
(acordo de) não agressão
(isto é um) quase delito
2. Com mal*, usa-se o hífen quando a palavra seguinte
começar por vogal, h ou l. Exemplos:
mal-entendido
mal-estar
mal-humorado
mal-limpo
* Quando mal significa doença, usa-se o hífen se não
houver elemento de ligação. Exemplo: mal-francês. Se
houver elemento de ligação, escreve-se sem o hífen.
Exemplos: mal de lázaro, mal de sete dias.
3. Usa-se o hífen com sufixos de origem tupi-guarani
que representam formas adjetivas, como açu, guaçu,
mirim. Exemplos:
capim-açu
amoré-guaçu
anajá-mirim
4. Usa-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que
ocasionalmente se combinam, formando não
propriamente vocábulos, mas encadeamentos
vocabulares. Exemplos:
ponte Rio-Niterói
eixo Rio-São Paulo
5. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição
de uma palavra ou combinação de palavras coincidir
com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte.
Exemplos:
Na cidade, conta-
-se que ele foi viajar.
O diretor foi receber os ex-
-alunos.
Acentuação gráfica
Tipo de palavra
ou sílaba
Quando acentuar Exemplos (como
eram)
Observações (como ficaram)
Trabalhando pela sua conquista.
Português
32
Proparoxítonas sempre simpática, lúcido,
sólido, cômodo
Continua tudo igual ao que era antes da nova
ortografia. Observe: Pode-se usar acento
agudo ou circunflexo de acordo com a
pronúncia da região: acadêmico, fenômeno
(Brasil) académico, fenómeno (Portugal).
Paroxítonas Se terminadas em: R,
X, N, L, I, IS, UM,
UNS, US, PS, Ã, ÃS,
ÃO, ÃOS; ditongo oral,
seguido ou não de S
fácil, táxi, tênis,
hífen, próton,
álbum(ns), vírus,
caráter, látex,
bíceps, ímã, órfãs,
bênção, órfãos,
cárie, árduos,
pólen, éden.
Continua tudo igual. Observe: 1) Terminadas
em ENS não levam acento: hifens, polens. 2)
Usa-se indiferentemente agudo ou circunflexo
se houver variação de pronúncia: sêmen,
fêmur (Brasil) ou sémen, fémur (Portugal). 3)
Não ponha acento nos prefixos paroxítonos
que terminam em R nem nos que terminam em
I: inter-helênico, super-homem, anti-herói,
semi-internato.
Oxítonas Se terminadas em: A,
AS, E, ES, O, OS, EM,
ENS
vatapá, igarapé,
avô, avós, refém,
parabéns
Continua tudo igual. Observe: 1. terminadas
em I, IS, U, US não levam acento: tatu,
Morumbi, abacaxi. 2. Usa-se indiferentemente
agudo ou circunflexo se houver variação de
pronúncia: bebê, purê (Brasil); bebé, puré
(Portugal).
Monossílabos
tônicos (são
oxítonas
também)
terminados em A, AS,
E, ES, O,OS
vá, pás, pé, mês,
pó, pôs
Continua tudo igual. Atente para os acentos
nos verbos com formas oxítonas: adorá-lo,
debatê-lo, etc.
Í e Ú em palavras
oxítonas e
paroxítonas
Í e Ú levam acento se
estiverem sozinhos na
sílaba (hiato)
saída, saúde,
miúdo, aí, Araújo,
Esaú, Luís, Itaú,
baús, Piauí
1. Se o i e u forem seguidos de s, a regra se
mantém: balaústre, egoísmo, baús, jacuís. 2.
Não se acentuam i e u se depois vier 'nh':
rainha, tainha, moinho. 3. Esta regra é nova:
nas paroxítonas, o i e u não serão mais
acentuados se vierem depois de um ditongo:
baiuca, bocaiuva, feiura, saiinha (saia
pequena), cheiinho (cheio). 4. Mas, se, nas
oxítonas, mesmo com ditongo, o i e u
estiverem no final, haverá acento: tuiuiú, Piauí,
teiú.
Ditongos abertos
em palavras
paroxítonas
EI, OI ideia, colméia, bóia Esta regra desapareceu (para palavras
paroxítonas). Escreve-se agora: ideia, colmeia,
celuloide, boia. Observe: há casos em que a
palavra se enquadrará em outra regra de
acentuação. Por exemplo: contêiner, Méier,
destróier serão acentuados porque terminam
em R.
Ditongos abertos
em palavras
oxítonas
ÉIS, ÉU(S), ÓI(S) papéis, herói,
heróis, troféu, céu,
mói (moer)
Continua tudo igual (mas, cuidado: somente
para palavras oxítonas com uma ou mais
sílabas).
Verbos arguir e
redarguir (agora
sem trema)
arguir e redarguir
usavam acento agudo
em algumas pessoas
do indicativo, do
subjuntivo e do
imperativo afirmativo.
Esta regra desapareceu. Os verbos arguir e
redarguir perderam o acento agudo em várias
formas (rizotônicas): eu arguo (fale: ar-gú-o,
mas não acentue); ele argui (fale: ar-gúi), mas
não acentue.
Verbos
terminados em
guar, quar e quir
aguar enxaguar,
averiguar, apaziguar,
delinquir, obliquar
usavam acento agudo
Esta regra sofreu alteração. Observe:. Quando
o verbo admitir duas pronúncias diferentes,
usando a ou i tônicos, aí acentuamos estas
vogais: eu águo, eles águam e enxáguam a
Trabalhando pela sua conquista.
Português
33
em algumas pessoas
do indicativo, do
subjuntivo e do
imperativo afirmativo.
roupa (a tônico); eu delínquo, eles delínquem (í
tônico). Se a tônica, na pronúncia, cair sobre o
u, ele não será acentuado: Eu averiguo (diga
averi-gú-o, mas não acentue) o caso.
ôo, êe vôo, zôo, enjôo, vêem Esta regra desapareceu. Agora se escreve:
zoo, perdoo veem, magoo, voo.
Verbos ter e vir na terceira pessoa do
plural do presente do
indicativo
eles têm, eles vêm Continua tudo igual. Ele vem aqui; eles vêm
aqui. Eles têm sede; ela tem sede.
Derivados de ter
e vir (obter,
manter, intervir)
na terceira pessoa do
singular leva acento
agudo; na terceira
pessoa do plural do
presente levam
circunflexo
ele obtém, detém,
mantém; eles
obtêm, detêm,
mantêm
Continua tudo igual.
Acento
diferencial
Esta regra desapareceu, exceto para os
verbos: PODER (diferença entre passado e
presente. Ele não pôde ir ontem, mas pode ir
hoje. PÔR (diferença com a preposição por):
Vamos por um caminho novo, então vamos pôr
casacos; TER e VIR e seus compostos (ver
acima). Observe: 1) Perdem o acento as
palavras compostas com o verbo PARAR:
Para-raios, para-choque. 2) FÔRMA (de bolo):
O acento será opcional; se possível, deve-se
evitá-lo: Eis aqui a forma para pudim, cuja
forma de pagamento é parcelada.
16. CLASSES DE PALAVRAS: EMPREGO E FLEXÕES
FLEXÕES E EMPREGO DE CLASSES GRAMATICAIS
Em português, existem dez classes gramaticais, ou classes morfológicas, ou ainda classes de palavras. Destas,
seis são variáveis (isto é, se flexionam, indo ao plural, ou feminino, ou superlativo), e quatro são invariáveis.
As classes variáveis são: artigo, adjetivo, pronome, numeral, substantivo e verbo
EMPREGO DAS CLASSES GRAMATICAIS
Segundo um estudo morfológico da língua portuguesa, as palavras podem ser analisadas e catalogadas em
dez classes de palavras ou classes gramaticais distintas, sendo elas: substantivo, artigo, adjetivo,
pronome, numeral, verbo, advérbio, preposição, conjunção e interjeição.
SUBSTANTIVO
Substantivos são palavras que nomeiam seres,
lugares, qualidades, sentimentos, noções, entre
outros. Podem ser flexionados em gênero
(masculino e feminino), número (singular e plural)
e grau (diminutivo, normal, aumentativo).
Exercem sempre a função de núcleo das funções
sintáticas onde estão inseridos (sujeito, objeto
direto, objeto indireto e agente da passiva).
Podem ser classificados em:
Substantivos simples: casa, amor, roupa,
livro, felicidade, …
http://www.normaculta.com.br/tipos-de-substantivos/
Trabalhando pela sua conquista.
Português
34
Substantivos compostos: passatempo,
arco-íris, beija-flor, segunda-feira,
malmequer, …
Substantivos primitivos: folha, chuva,
algodão, pedra, quilo, …
Substantivos derivados: território, chuvada,
jardinagem, açucareiro, livraria, …
Substantivos próprios: Flávia, Brasil,
Carnaval, Nilo, Serra da Mantiqueira, …
Substantivos comuns: mãe, computador,
papagaio, uva, planeta, …
Substantivos coletivos: rebanho, cardume,
pomar, arquipélago, constelação, …
Substantivosconcretos: mesa, cachorro,
samambaia, chuva, Felipe, …
Substantivos abstratos: beleza, pobreza,
crescimento, amor, calor, …
Substantivos comuns de dois gêneros: o
estudante/a estudante, o jovem/a jovem, o
artista/a artista, …
Substantivos sobrecomuns: a vítima, a
pessoa, a criança, o gênio, o indivíduo, …
Substantivos epicenos: a formiga, o
crocodilo, a mosca, a baleia, o besouro, …
Substantivos de dois números: o lápis/os
lápis, o tórax/os tórax, a práxis/as práxis, …
ARTIGO
Artigos são palavras que antecedem os
substantivos, determinando a definição ou a
indefinição dos mesmos. Sendo flexionados em
gênero (masculino e feminino) e número (singular
e plural), indicam também o gênero e o número
dos substantivos que determinam.
Podem ser classificados em:
Artigos definidos: o, a, os, as.
Artigos indefinidos: um, uma, uns, umas.
ADJETIVO
Adjetivos são palavras que caracterizam um
substantivo, conferindo-lhe uma qualidade,
característica, aspecto ou estado. Podem ser
flexionados em gênero (masculino e feminino),
número (singular e plural) e grau (normal,
comparativo, superlativo).
Podem ser classificados em:
Adjetivos simples: vermelha, lindo,
zangada, branco, …
Adjetivos compostos: verde-escuro,
amarelo-canário, franco-brasileiro, mal-
educado, …
Adjetivo primitivo: feliz, bom, azul, triste,
grande, …
Adjetivo derivado: magrelo, avermelhado,
apaixonado, …
Adjetivos biformes: bonito, alta, rápido,
amarelas, simpática, …
Adjetivos uniformes: competente, fácil,
verdes, veloz, comum, …
Adjetivos pátrios: paulista, cearense,
brasileiro, italiano, romeno, …
PRONOME
Pronomes são palavras que substituem o
substantivo numa frase (pronomes substantivos)
ou que acompanham, determinam e modificam os
substantivos, atribuindo particularidades e
características aos mesmos (pronomes adjetivos).
Podem ser flexionados em gênero (masculino e
feminino), número (singular e plural) e pessoa
(1.ª, 2.ª ou 3.ª pessoa do discurso).
Podem ser classificados em:
Pronomes pessoais retos: eu, tu, ele, nós,
vós, eles, …
Pronomes pessoais oblíquos: me, mim,
comigo, o, a, se, conosco, vos, …
Pronomes pessoais de tratamento: você,
senhor, Vossa Excelência, Vossa Eminência,
…
Pronomes possessivos: meu, tua, seus,
nossas, vosso, sua, …
Pronomes demonstrativos: este, essa,
aquilo, o, a tal, …
Pronomes interrogativos: que, quem, qual,
quanto, …
Pronomes relativos: que, quem, onde, a
qual, cujo, quantas, …
Pronomes indefinidos: algum, nenhuma,
todos, muitas, nada, algo, …
NUMERAL
Numerais são palavras que indicam quantidades
de pessoas ou coisas, bem como a ordenação de
elementos numa série. Alguns numerais podem
ser flexionados em gênero (masculino e feminino)
e número (singular e plural), outros são
invariáveis.
Podem ser classificados em:
Numerais cardinais: um, sete, vinte e oito,
cento e noventa, mil, …
Numerais ordinais: primeiro, vigésimo
segundo, nonagésimo, milésimo, …
Numerais multiplicativos: duplo, triplo,
quádruplo, quíntuplo, …
Numerais fracionários: um meio, um terço,
três décimos, …
Numerais coletivos: dúzia, cento, dezena,
quinzena, …
http://www.normaculta.com.br/artigos/
http://www.normaculta.com.br/adjetivos/
http://www.normaculta.com.br/tipos-de-pronomes/
http://www.normaculta.com.br/numeral/
Trabalhando pela sua conquista.
Português
35
VERBO
Verbos são palavras que indicam,
principalmente, uma ação. Podem indicar também
uma ocorrência, um estado ou um fenômeno.
Podem ser flexionados em número (singular e
plural), pessoa (1.ª, 2.ª ou 3.ª pessoa do
discurso), modo (indicativo, subjuntivo e
imperativo), tempo (passado, presente e futuro),
aspecto (incoativo, cursivo e conclusivo) e voz
(ativa, passiva e reflexiva).
Podem ser classificados em:
Verbos regulares: cantar, amar, vender,
prender, partir, abrir, …
Verbos irregulares: medir, fazer, ouvir,
haver, poder, crer, …
Verbos anômalos: ser e ir.
Verbos principais: comer, dançar, saltar,
escorregar, sorrir, rir, …
Verbos auxiliares: ser, estar, ter, haver e ir.
Verbos de ligação: ser, estar, parecer, ficar,
tornar-se, continuar, andar e permanecer.
Verbos defectivos pessoais: falir, banir,
reaver, colorir, demolir, adequar, …
Verbos defectivos impessoais: haver,
fazer, chover, nevar, ventar, anoitecer,
escurecer, …
Verbos defectivos unipessoais: latir, miar,
cacarejar, mugir, convir, custar, acontecer, …
Verbos abundantes: aceitado/aceito,
ganhado/ganho, pagado/pago, …
Verbos pronominais essenciais:
arrepender-se, suicidar-se, zangar-se,
queixar-se, abster-se, dignar-se, …
Verbos pronominais acidentais:
pentear/pentear-se, sentar/sentar-se,
enganar/enganar-se, debater/debater-se, …
ADVÉRBIO
Advérbios são palavras que modificam um
verbo, um adjetivo ou um advérbio, indicando
uma circunstância (tempo, lugar, modo,
intensidade,). São invariáveis, não sendo
flexionadas em gênero e número. Contudo,
alguns advérbios podem ser flexionados em grau.
Podem ser classificados em:
Advérbio de lugar: aqui, ali, atrás, longe,
perto, embaixo, …
Advérbio de tempo: hoje, amanhã, nunca,
cedo, tarde, antes, …
Advérbio de modo: bem, mal, rapidamente,
devagar, calmamente, pior, …
Advérbio de afirmação: sim, certamente,
certo, decididamente, …
Advérbio de negação: não, nunca, jamais,
nem, tampouco, …
Advérbio de dúvida: talvez, quiçá,
possivelmente, provavelmente, porventura,
…
Advérbio de intensidade: muito, pouco, tão,
bastante, menos, quanto, …
Advérbio de exclusão: salvo, senão,
somente, só, unicamente, apenas, …
Advérbio de inclusão: inclusivamente,
também, mesmo, ainda, …
Advérbio de ordem: primeiramente,
ultimamente, depois, …
PREPOSIÇÃO
Preposições são palavras que estabelecem
conexões com vários sentidos entre dois termos
da oração. Através de preposições, o segundo
termo (termo consequente) explica o sentido do
primeiro termo (termo antecedente). São
invariáveis, não sendo flexionadas em gênero e
número.
Podem ser classificadas em:
Preposições simples essenciais: a, após,
até, com, de, em, entre, para, sobre, …
Preposições simples acidentais: como,
conforme, consoante, durante, exceto, fora,
mediante, salvo, segundo senão, …
Preposições compostas ou locuções
prepositivas: acima de, a fim de, apesar de,
através de, de acordo com, depois de, em
vez de, graças a, perto de, por causa de, …
CONJUNÇÃO
Conjunções são palavras utilizadas como
elementos de ligação entre duas orações ou entre
termos de uma mesma oração, estabelecendo
relações de coordenação ou de subordinação.
São invariáveis, não sendo flexionadas em
gênero e número.
Podem ser classificadas em:
Conjunções coordenativas aditivas: e,
nem, também, bem como, não só..., mas
também, …
Conjunções coordenativas adversativas:
mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no
entanto, não obstante, …
Conjunções coordenativas alternativas:
ou, ou...ou, já…já, ora...ora, quer...quer,
seja...seja, …
Conjunções coordenativas conclusivas:
logo, pois, portanto, assim, por isso, por
consequência, por conseguinte, …
Conjunções coordenativas explicativas:
que, porque, porquanto, pois, isto é, …
Conjunções subordinativas integrantes:
que, se.
http://www.normaculta.com.br/verbos/
http://www.normaculta.com.br/adverbio/
http://www.normaculta.com.br/preposicao/
http://www.normaculta.com.br/conjuncao/
Trabalhando pela sua conquista.
Português
36
Conjunções subordinativas adverbiais
causais: porque, que, porquanto, visto que,
uma vez que, já que, pois, que, como, …
Conjunções subordinativas adverbiais
concessivas: embora, conquanto, ainda
que, mesmo que, se bem que, posto que, …
Conjunções subordinativas adverbiais
condicionais: se, caso, desde, salvo se,
desde que, exceto se, contando que, …
Conjunções subordinativasadverbiais
conformativas: conforme, como, consoante,
segundo, …
Conjunções subordinativas adverbiais
finais: a fim de que, para que, que, …
Conjunções subordinativas adverbiais
proporcionais: à proporção que, à medida
que, ao passo que, quanto mais… mais, …
Conjunções subordinativas adverbiais
temporais: quando, enquanto, agora que,
logo que, desde que, assim que, tanto que,
apenas, …
Conjunções subordinativas adverbiais
comparativas: como, assim como, tal, qual,
tanto como, …
Conjunções subordinativas adverbiais
consecutivas: que, tanto que, tão que, tal
que, tamanho que, de forma que, de modo
que, de sorte que, de tal forma que, …
INTERJEIÇÃO
Interjeições são palavras que exprimem
emoções, sensações, estados de espírito. São
invariáveis e seu significado fica dependente da
forma como as mesmas são pronunciadas pelos
interlocutores.
Podem ser classificadas em:
Interjeições de alegria: Oh! Ah!, Oba!,
Viva!, Opa!,…
Interjeições de estímulo: Vamos! Força!,
Coragem!, Ânimo!, Adiante!,…
Interjeições de aprovação: Apoiado! Boa!,
Bravo!,…
Interjeições de desejo: Oh! Tomara!,
Oxalá!,…
Interjeições de dor: Ai! Ui!, Ah!, Oh!,…
Interjeições de surpresa: Nossa! Cruz!,
Caramba!, Opa!, Virgem! Vexe!…
Interjeições de impaciência: Diabo! Puxa!,
Pô!, Raios!, Ora!,…
Interjeições de silêncio: Psiu! Silêncio!,…
Interjeições de alívio: Uf! Ufa! Ah!…
Interjeições de medo: Credo! Cruzes!, Uh!,
Ui!,…
Interjeições de advertência: Cuidado!
Atenção!, Olha!, Alerta!, Sentido!,…
Interjeições de concordância: Claro!
Tá!Há-a!,…
Interjeições de desaprovação: Credo!
Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, Ora!,…
Interjeições de incredulidade: Hum!,Epa!,
Ora!, Qual!,…
Interjeições de socorro: Socorro! Aqui!,
Piedade!, Ajuda!,…
Interjeições de cumprimentos: Olá! Alô!,
Ei!, Tchau!, Adeus!,…
Interjeições de afastamento: Rua! Xô!,
Fora!, Passa!,…
17. PERÍODO SIMPLES E COMPOSTO: COLOCAÇÃO DE TERMOS E ORAÇÕES NO
PERÍODO
Frase: Todo e qualquer enunciado que contenha
em si um sentido, transmita uma mensagem.
Exemplo:
Fogo!
Silêncio!
*** O sentido é perfeitamente compreensível
apesar de a frase ser composta por apenas uma
palavra. É o mesmo caso do exemplo abaixo:
Oração: Enunciado que contém uma ação, um
verbo mais precisamente.
Exemplo:
Corram depressa!
João está à sua espera.
Período Simples: Enunciado de sentido
completo, que contém apenas uma ação verbal.
Exemplo:
O prédio está pegando fogo!
*** Apesar dos dois verbos, a ação verbal é uma
só, e por isso é período simples.
Período Composto: Enunciado de sentido
completo, que contém mais de uma ação verbal,
ou seja, mais de uma oração.
Exemplo:
Corram depressa e saiam pela direita!
Corram, pois o prédio está pegando fogo!
Período Simples
Quando uma declaração, um enunciado, é
composta apenas por uma oração, por uma ação
verbal, é chamada de ORAÇÃO ABSOLUTA ou
PERÍODO SIMPLES.
Exemplo:
Choveu muito esta manhã.
Lucas adoeceu repentinamente.
http://www.normaculta.com.br/interjeicao/
Trabalhando pela sua conquista.
Português
37
Período Composto
Quando uma declaração/ enunciado, contém
duas ou mais orações, este enunciado é
chamado de PERÍODO COMPOSTO.
Há dois tipos de período composto:
1. PERÍODO COMPOSTO POR
COORDENAÇÃO
Como o nome já diz, um período composto por
coordenação é formado por duas ou mais
orações coordenadas, ou seja, que não possuem
nenhum tipo de dependência uma das outras.
Exemplo:
Corram depressa e saiam pela direita!
Ele sabia a verdade mas ela negou tudo.
2. PERÍODO COMPOSTO POR
SUBORDINAÇÃO
Este tipo de período é formado por uma oração
principal que é complementada com uma ou mais
orações subordinadas. Estas orações poderão
exercer a função de sujeito, complemento
nominal, adjunto adverbial, adjunto adnominal,
etc, dentro da estrutura da oração principal.
Exemplo:
A polícia sabia que havia pessoas no prédio.
Quando eu voltar, farei o jantar.
Há também casos em que um mesmo período
é composto por COORDENAÇÃO E
SUBORDINAÇÃO.
Neste caso, o período possui dois tipos de
relação: subordinação e coordenação. No caso
abaixo, há uma oração principal, que possui duas
orações subordinadas a ela, e estas duas
orações são coordenadas entre si.
Observe:
É bom que ela venha amanhã e traga os livros.
Observe que a oração “que ela venha
amanhã” não possui nenhum tipo de dependência
com a oração “(que ela) traga os livros”. Contudo,
ambas são subordinadas à oração principal,
iniciada com “É bom que...”.
18. COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO: EMPREGO DAS LOCUÇÕES CONJUNTIVAS E
PRONOMES RELATIVOS
COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO
Na coordenação as orações são unidas sem que uma dependa da outra sintaticamente, isto é, são
orações independentes (completas sintaticamente) que vêm ligadas por conjunções ou simplesmente justapostas sem
qualquer conectivo.
(oração coordenada) + (oração coordenada)
Escrevi uma carta e a enviei para meu amor.
o Escrevi uma carta = oração coordenada assindética
(assindética pois não tem conjunção)
o e a enviei para meu amor = oração coordenada sindética
(sindética pois tem a conjunção e)
Escrevi uma carta é uma oração completa sintaticamente, pois apresenta um verbo transitivo direto (escrevi), um
sujeito oculto (eu) e um objeto direto (uma carta) que completa a transitividade do verbo.
e a enviei para meu amor é uma oração completa sintaticamente, pois apresenta um verbo transitivo direto e indireto
(enviei), um sujeito oculto (eu) e os objetos direto (a) e indireto (para meu amor) exigidos pela transitividade do verbo.
Na subordinação uma oração depende sintaticamente da outra, isto é, há uma oração principal, que é
incompleta sintaticamente, e há uma oração subordinada, que se liga à oração principal completando-a, ou seja, a
oração subordinada funciona como o termo que falta para completar sintaticamente a oração principal.
(oração principal) + (oração subordinada)
A mulher esperou que seu filho voltasse.
o A mulher esperou = oração principal
o que seu filho voltasse = oração subordinada
http://www.infoescola.com/portugues/adjunto-adverbial/
http://www.infoescola.com/portugues/adjunto-adnominal/
Trabalhando pela sua conquista.
Português
38
A mulher esperou é uma oração incompleta sintaticamente, pois apresenta um verbo transitivo direto (esperou), um
sujeito (a mulher), mas falta o objeto direto obrigatoriamente exigido pelo verbo transitivo direto.
que seu filho voltasse é uma oração que funciona no período como o objeto direto da oração principal. Veja: se
perguntarmos ao verbo da oração principal: ESPEROU O QUÊ? Resposta: que seu filho voltasse. A resposta para essa
pergunta é denominada objeto direto, logo a oração subordinada apresenta a função de um objeto direto e completa,
sintaticamente, a oração principal.
(oração subordinada) + (oração principal)
Quando o dia amanhecer, vou à praia.
o Quando o dia amanhecer = oração subordinada
o vou à praia = oração principal
vou à praia é uma oração composta por um verbo intransitivo que seleciona um adjunto adverbial de lugar (à praia) e,
de acordo com o contexto, seleciona também um adjunto adverbial de tempo que falta nesta oração.
Quando o dia amanhecer é uma oração subordinada que apresenta a função de um adjunto adverbial, isto é, trata-se de
uma oração que expressa a circunstância de tempo, completando sintaticamente a oração principal.
(oração principal) + (oração subordinada) +
(continuação da oração principal)
Uma pessoa que comete tal brutalidade não merece perdão.
o Uma pessoa não merece perdão = oração principal
o que comete tal brutalidade = oração subordinada
Uma pessoa não merece perdão é uma oração que apresenta um verbo transitivo direto (merece), um sujeito (umapessoa) e um objeto direto (perdão). Parece ser uma oração completa sintaticamente, porém o sujeito dessa oração não
é apenas a expressão uma pessoa, mas há um adjunto adnominal, isto é, um termo que caracteriza essa pessoa, que
não está presente na oração principal.
que comete tal brutalidade é uma oração subordinada que funciona no período como adjunto adnominal, fazendo
referência ao núcleo do sujeito, caracterizando-o.
>>> Como já vimos, a oração subordinada sempre funciona no período como um termo da oração. Podemos, então,
listar os seguintes termos:
sujeito
objeto direto
objeto indireto
complemento nominal
predicativo do sujeito
aposto
adjunto adnominal
adjunto adverbial
Cada um desses termos pode se apresentar, no período, em forma de oração subordinada. Assim, os tipos de orações
subordinadas são divididos em três:
Orações subordinadas substantivas
a oração será subordinada substantiva quando tiver função sintática de: sujeito, objeto direto, objeto indireto,
complemento nominal, predicativo do sujeito e aposto.
Orações subordinadas adjetivas
Trabalhando pela sua conquista.
Português
39
a oração será subordinada adjetiva quando tiver função sintática de: adjunto adnominal.
Orações subordinadas adverbiais
a oração será subordinada adverbial quando tiver função sintática de: adjunto adverbial.
LOCUÇÕES CONJUNTIVAS
Recebem o nome de locução conjuntiva os conjuntos de palavras que atuam como conjunção. Essas
locuções geralmente terminam em "que". Observe os exemplos:
visto que
desde que
ainda que
por mais que
à medida que
à proporção que
logo que
a fim de que
Atenção:
Muitas conjunções não têm classificação única, imutável, devendo, portanto, ser classificadas de acordo
com o sentido que apresentam no contexto. Assim, a conjunção que pode ser:
1. Aditiva ( = e)
Por exemplo:
Esfrega que esfrega, mas a mancha não sai.
2. Explicativa
Por exemplo:
Apressemo-nos, que chove.
3. Integrante
Por exemplo:
Diga-lhe que não irei.
4. Consecutiva
Por exemplo:
Onde estavas, que não te vi?
5. Comparativa
Por exemplo:
Ficou vermelho que nem brasa.
6. Concessiva
Por exemplo:
Beba, um pouco que seja.
7. Temporal
Por exemplo:
Chegados que fomos, dirigimo-nos ao hotel.
8. Final
Por exemplo:
Vendo o amigo à janela, fez sinal que descesse.
9. Causal
Por exemplo:
"Velho que sou, apenas conheço as flores do meu tempo." (V.Coaraci)
CONJUNÇÕES, LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS
O bom relacionamento entre as conjunções de um texto garante a perfeita estruturação de suas frases e
parágrafos, bem como a compreensão eficaz de seu conteúdo. Interagindo com palavras de outras
classes gramaticais essenciais ao inter-relacionamento das partes de frases e textos - como os pronomes,
preposições, alguns advérbios e numerais -, as conjunções fazem parte daquilo a que se pode chamar de
" a arquitetura textual", isto é, o conjunto das relações que garantem a coesão do enunciado. O sucesso
desse conjunto de relações depende do conhecimento do valor relacional das conjunções, uma vez que
Trabalhando pela sua conquista.
Português
40
estas interferem semanticamente no enunciado.
Dessa forma, deve-se dedicar atenção especial às conjunções tanto na leitura como na produção de
textos. Nos textos narrativos, elas estão muitas vezes ligadas à expressão de circunstâncias
fundamentais à condução da história, como as noções de tempo, finalidade, causa consequência. Nos
textos dissertativos, evidenciam muitas vezes a linha expositiva ou argumentativa adotada - é o caso das
exposições e argumentações construídas por meio de contrastes e oposições, que implicam o uso das
adversativas e concessivas.
PRONOMES RELATIVOS
São pronomes relativos aqueles que representam nomes já mencionados anteriormente e com os quais
se relacionam. Introduzem as orações subordinadas adjetivas. Por exemplo:
O racismo é um sistema que afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros.
(que afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros = oração subordinada adjetiva).
O pronome relativo "que" refere-se à palavra "sistema" e introduz uma oração subordinada. Diz-se que
a palavra "sistema" é antecedente do pronome relativo "que".
Os pronomes relativos "que" e "qual" podem ser antecedidos pelos pronomes demonstrativos "o", "a",
"os", "as" (quando esses equivalerem a "isto", "isso", "aquele(s)", "aquela(s)", "aquilo".). Por exemplo:
Não sei o que você está querendo dizer.
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem expresso. Por exemplo:
Quem casa, quer casa.
Observe o quadro abaixo:
Quadro dos Pronomes Relativos
Variáveis
Invariáveis
Masculino Feminino
o qual
cujo
quanto
os quais
cujos
quantos
a qual
cuja
quanta
as quais
cujas
quantas
quem
que
onde
Note que:
a) O pronome "que" é o relativo de mais largo emprego, sendo por isso chamado relativo universal.
Pode ser substituído por "o qual", "a qual", "os quais", "as quais" quando seu antecedente for um
substantivo. Por exemplo:
O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual)
A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual)
Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os quais)
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais)
b) O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente pronomes relativos: por isso, são utilizados
didaticamente para verificar se palavras como "que", "quem", "onde" (que podem ter várias
classificações) são pronomes relativos. Todos eles são usados com referência à pessoa ou coisa por
motivo de clareza ou depois de determinadas preposições. Por exemplo:
Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o qual me deixou encantado. (O uso de "que"
neste caso geraria ambiguidade.)
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas dúvidas? (Não se poderia usar "que" depois
de "sobre".)
c) O relativo "que" às vezes equivale a "o que", "coisa que" e se refere a uma oração. Por exemplo:
Trabalhando pela sua conquista.
Português
41
Não chegou a ser padre, mas deixou de ser poeta, que era a sua vocação natural.
Obs.: os pronomes relativos podem vir precedidos de preposição de acordo com a regência verbal dos
verbos da oração. Por exemplo:
Havia condições com que não concordávamos. (concordar com)
Havia condições de que desconfiávamos. (desconfiar de)
19. TERMOS ESSENCIAIS, INTEGRANTES E ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO
Além dos termos essenciais, as orações são também compostas por termos integrantes e termos
acessórios. Os termos integrantes da oração são o objeto direto, o objeto indireto, o complemento
nominal e o agente da passiva. ... Os termos acessórios da oração são o adjunto adnominal, o adjunto
adverbial e o aposto.
TERMOS ESSENCIAIS INTEGRANTES E ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO
TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO: SUJEITO E PREDICADO
As definições de sujeito e predicado:
Sujeito: é o termo sobre o qual se declara alguma coisa;
Predicado: é tudo aquilo que se declara do sujeito.
Vamos a um exemplo:
Tonico mora no interior de São Paulo.
Sujeito Predicado
Termos integrantes da oração: objeto
direto e indireto
Certos verbos ou nomes presentes numa oração não possuem sentido completo em si mesmos. Sua
significação só se completa com a presença de outros termos, chamados integrantes. São eles:
complementos verbais (objeto direto e objeto indireto);
complemento nominal;
agente da passiva.
Complementos Verbais
Completam o sentido de verbos transitivos diretos e transitivos indiretos. São eles:
1) Objeto Direto
É o termo que completa o sentido do verbo transitivo direto, ligando-se a ele sem o auxílio
necessário da preposição.
Por Exemplo:
Abri os braços ao vê-lo.
2) Objeto Indireto
É o termo que completa o sentido de um verbo transitivo indireto. Vem sempre regido de
preposição clara ousubentendida. Atuam como objeto indireto os pronomes: lhe, lhes, me te,
se, nos, vos.
Exemplos:
Não desobedeço a meus pais.
Objeto Indireto
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/sujeito-nucleo-e-classificacao.htm
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
Trabalhando pela sua conquista.
Português
42
Preciso de ajuda. (Preposição clara "de")
Objeto Indireto
Enviei-lhe um recado. (Enviei a ele - a preposição a está subentendida)
Objeto Indireto
Obs.: muitas vezes o objeto indireto inicia-se com crase (à, àquele, àquela, àquilo).
Isso ocorre quando o verbo exige a preposição "a", que acaba se contraindo com a
palavra seguinte.
Por Exemplo:
Entregaram à mãe o presente. (à = "a" preposição + "a" artigo definido)
Termos acessórios da oração: adjunto adverbial, adjunto adnominal e aposto
Existem termos que, apesar de dispensáveis na estrutura básica da oração, são importantes para
a compreensão do enunciado. Ao acrescentar informações novas, esses termos:
- caracterizam o ser;
- determinam os substantivos;
- exprimem circunstância.
São termos acessórios da oração: o adjunto adverbial, o adjunto adnominal e o aposto.
Vamos observar o exemplo:
Anoiteceu.
No exemplo acima, temos uma oração de predicado verbal formado por um verbo impessoal.
Trata-se de uma oração sem sujeito. O verbo anoiteceu é suficiente para transmitir a mensagem
enunciada. Poderíamos, no entanto, ampliar a gama de informações contidas nessa frase:
Por Exemplo:
Suavemente anoiteceu na cidade.
A ideia central continua contida no verbo da oração. Temos, agora, duas noções acessórias,
circunstanciais, ligadas ao processo verbal: o modo como anoiteceu (suavemente) e o lugar
onde anoiteceu (na cidade). A esses termos acessórios que indicam circunstâncias relativas ao
processo verbal damos o nome de adjuntos adverbiais.
Agora, observe o que ocorre ao expandirmos um pouco mais a oração acima:
Por Exemplo:
Suavemente anoiteceu na deserta cidade do planalto.
Surgiram termos que ser referem ao substantivo cidade, caracterizando-o, de limitando-lhe o
sentido. Trata-se de termos acessórios que se ligam a um nome, determinando-lhe o sentido.
São chamados adjuntos adnominais.
Por último, analise a frase abaixo:
Fernando Pessoa era português.
Nessa oração, o sujeito é determinado e simples: Fernando Pessoa. Há ainda um predicativo do
sujeito (português) relacionado ao sujeito pelo verbo de ligação (era). Trata-se, pois, de uma
oração com predicado nominal. Note que a frase é capaz de comunicar eficientemente uma
informação. Nada nos impede, no entanto, de enriquecer mais um pouco o conteúdo informativo.
Veja:
Fernando Pessoa, o criador de poetas, era português.
Agora, além do núcleo do sujeito (Fernando Pessoa) há um termo que explica, que enfatiza
esse núcleo: o criador de poetas. Esse termo é chamado de aposto.
Adjunto Adverbial
É o termo da oração que indica uma circunstância (dando ideia de tempo, lugar, modo, causa,
finalidade, etc.). O adjunto adverbial é o termo que modifica o sentido de um verbo, de
um adjetivo ou de um advérbio. Observe as frases abaixo:
Eles se respeitam muito.
Seu projeto é muito interessante.
O time jogou muito mal.
Nessas três orações, muito é adjunto adverbial de intensidade. No primeiro caso, intensifica
a forma verbal respeitam, que é núcleo do predicado verbal. No segundo, intensifica
o adjetivo interessante, que é o núcleo do predicativo do sujeito. Na terceira
oração, muito intensifica o advérbio mal, que é o núcleo do adjunto adverbial de modo.
Veja o exemplo abaixo:
Amanhã voltarei de bicicleta àquela velha praça.
Os termos em destaque estão indicando as seguintes circunstâncias:
amanhã indica tempo;
de bicicleta indica meio;
àquela velha praça indica lugar.
Sabendo que a classificação do adjunto adverbial se relaciona com a circunstância por ele
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
Trabalhando pela sua conquista.
Português
43
expressa, os termos acima podem ser classificados, respectivamente em: adjunto adverbial de
tempo, adjunto adverbial de meio e adjunto adverbial de lugar.
O adjunto adverbial pode ser expresso por:
1) Advérbio: O balão caiu longe.
2) Locução Adverbial: O balão caiu no mar.
3) Oração: Se o balão pegar fogo, avisem-me.
Observação: nem sempre é possível apontar com precisão a circunstância expressa por
um adjunto adverbial. Em alguns casos, as diferentes possibilidades de interpretação
dão origem a orações sugestivas.
Por Exemplo:
Entreguei-me calorosamente àquela causa.
É difícil precisar se calorosamente é um adjunto adverbial de modo ou de intensidade.
Na verdade, parece ser uma fórmula de expressar ao mesmo tempo as duas
circunstâncias. Por isso, é fundamental levar em conta o contexto em que surgem os
adjuntos adverbiais.
Adjunto Adnominal
É o termo que determina, especifica ou explica um substantivo. O adjunto adnominal
possui função adjetivada oração, a qual pode ser desempenhada por adjetivos, locuções
adjetivas, artigos, pronomes adjetivos enumerais adjetivos. Veja o exemplo a seguir:
O poeta inovador enviou dois longos trabalhos ao seu amigo de infância.
Sujeito
Núcleo do
Predicado Verbal
Objeto Direto Objeto Indireto
Na oração acima, os substantivos poeta, trabalhos e amigo são núcleos, respectivamente, do
sujeito determinado simples, do objeto direto e do objeto indireto. Ao redor de cada um desses
substantivos agrupam-se os adjuntos adnominais:
o artigo" o" e o adjetivo inovador referem-se a poeta;
o numeral dois e o adjetivo longos referem-se ao substantivo trabalhos;
o artigo" o" (em ao), o pronome adjetivo seu e a locução adjetiva de infância são adjuntos
adnominais de amigo
Observe como os adjuntos adnominais se prendem diretamente ao substantivo a que se referem,
sem qualquer participação do verbo. Isso é facilmente notável quando substituímos um
substantivo por um pronome: todos os adjuntos adnominais que estão ao redor do substantivo
têm de acompanhá-lo nessa substituição.
Por Exemplo:
O notável poeta português deixou uma obra originalíssima.
Ao substituirmos poeta pelo pronome ele, obteremos:
Ele deixou uma obra originalíssima.
As palavras "o", notável e português tiveram de acompanhar o substantivo poeta, por se
tratar de adjuntos adnominais. O mesmo aconteceria se substituíssemos o substantivo obra pelo
pronome a. Veja:
O notável poeta português deixou-a.
Saiba que:
A percepção de que o adjunto adnominal é sempre parte de um outro termo sintático
que tem como núcleo um substantivo é importante para diferenciá-lo do predicativo do
objeto. O predicativo do objeto é um termo que se liga ao objeto por intermédio de
um verbo. Portanto, se substituirmos o núcleo do objeto por um pronome, o predicativo
permanecerá na oração, pois é um termo que se refere ao objeto, mas não faz parte
dele. Observe:
Sua atitude deixou os amigos perplexos.
Nessa oração, perplexos é predicativo do objeto direto (seus amigos). Se
substituíssemos esse objeto direto por um pronome pessoal, obteríamos:
Sua atitude deixou-os perplexos.
Note que perplexos se refere ao objeto, mas não faz parte dele.
Distinção entre Adjunto Adnominal e Complemento Nominal
É comum confundir o adjunto adnominal na forma de locução adjetiva com complementonominal. Para evitar que isso ocorra, considere o seguinte:
a) Somente os substantivos podem ser acompanhados de adjuntos adnominais; já
os complementos nominais podem ligar-se a substantivos, adjetivos e advérbios. Assim,
fica claro que o termo ligado por preposição a um adjetivo ou a um advérbio só pode ser
complemento nominal. Quando não houver preposição ligando os termos, será um adjunto
adnominal.
b) O complemento nominal equivale a um complemento verbal, ou seja, só se relaciona a
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
Trabalhando pela sua conquista.
Português
44
substantivos cujos significados transitam. Portanto, seu valor é passivo, é sobre ele que recai a
ação. O adjunto adnominal tem sempre valor ativo. Observe os exemplos:
Exemplo 1: Camila tem muito amor à mãe.
A expressão "à mãe" classifica-se como complemento nominal, pois mãe é paciente de amar,
recebe a ação de amar.
Exemplo 2: Vera é um amor de mãe.
A expressão "de mãe" classifica-se como adjunto adnominal, pois mãe é agente de amar,
pratica a ação de amar.
Aposto
Aposto é um termo que se junta a outro de valor substantivo ou pronominal para explicá-lo ou
especificá-lo melhor. Vem separado dos demais termos da oração por vírgula, dois-pontos ou
travessão.
Por Exemplo:
Ontem, segunda-feira, passei o dia com dor de cabeça.
20. RELAÇÕES MORFOSSINTÁTICAS
Durante toda nossa trajetória enquanto seres aprendizes, passamos por determinadas etapas que
norteiam a prática da educação formal.
No que se restringe às disciplinas da grade curricular, mais especificamente à Língua Portuguesa,
apreendemos os conteúdos direcionados a cada série de uma forma específica. Como por exemplo, no 6º
ano estudamos todas as classes gramaticais, e nos anos seguintes, a ênfase é para a sintaxe e toda a
sua complexidade de temas.
Quando adentramos no ensino médio, começa uma fase revisional de tudo aquilo que já travamos
contato durante as séries anteriores.
E é justamente nesse período que nos deparamos com a chamada Morfossintaxe. Ela nada mais é, que
a junção da Morfologia, a qual estuda as palavras de acordo com sua classe gramatical, e
a Sintaxe, onde o estudo centra-se na posição desempenhada pelas palavras em meio ao contexto
linguístico.
Diante disso, torna-se essencial nos inteirarmos completamente sobre o assunto, pois o mesmo é muito
requisitado em provas de vestibulares e concursos de uma forma geral.
Ao falarmos sobre morfossintaxe, devemos levar em consideração que uma mesma palavra analisada sob
a ótica morfológica pode assumir diversificadas funções quando analisada de acordo com a sintaxe.
Com o objetivo de assimilarmos nossos conhecimentos de uma forma mais contundente, analisaremos as
seguintes orações:
O conhecimento é essencial a todos.
Logo, analisando o vocábulo “conhecimento” de acordo com a classe morfológica, estamos diante de um
substantivo abstrato.
Sintaticamente, o mesmo poderá exercer papéis divergentes. Observe:
Nessa oração ele é sujeito simples, por tratar-se de apenas um núcleo.
Já em:
Devemos priorizar o conhecimento, a palavra “conhecimento” funciona como objeto direto, pois o
verbo priorizar é transitivo, e, consequentemente, requer um complemento.
Os alunos necessitam de conhecimento para obter bons resultados. Nesse exemplo, o vocábulo
exerce a função de objeto direto como sendo um complemento do verbo necessitar, que, via de regra,
exige a presença de uma preposição.
Gostaria que você saciasse a minha ânsia por conhecimentos. A palavra” conhecimento” completa
o sentido de um nome - o substantivo “ânsia”, portanto, trata-se de um complemento nominal.
21. ORAÇÕES REDUZIDAS: CLASSIFICAÇÃO E EXPANSÃO
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
Trabalhando pela sua conquista.
Português
45
Ao terminar a prova, todo candidato deve aguardar.
Ouvimos uma criança chorando na praça.
Comprada a casa, a família mudou-se.
Veja que as orações em destaque não são introduzidas por conjunção. Além disso, os verbos estão em
suas formas nominais (infinitivo, gerúndio e particípio). As orações que apresentam essa forma recebem
o nome de Orações Reduzidas.
Para reconhecer mais facilmente o tipo de oração que está sob a forma reduzida, podemos desenvolvê-la
da seguinte maneira:
1) Substitui-se a forma nominal do verbo por um tempo do indicativo ou do subjuntivo;
2) Inicia-se a oração com um conectivo adequado (conjunção ou pronome relativo), de modo que apenas
a forma da frase seja alterada, e não o seu sentido.
Observe agora como seria o desenvolvimento das orações já vistas:
Ao terminar a prova, todo candidato deve aguardar.
Forma Desenvolvida: quando terminar a prova, todo candidato deve aguardar.
Análise da Oração: oração subordinada adverbial temporal reduzida de infinitivo.
Ouvimos uma criança chorando na praça.
Forma Desenvolvida: ouvimos uma criança que chorava na praça.
Análise da Oração: oração subordinada adjetiva restritiva reduzida de gerúndio.
Comprada a casa, a família mudou-se.
Forma Desenvolvida: Assim que comprou a casa, a família mudou-se.
Análise da Oração: oração subordinada adverbial temporal reduzida de particípio.
Obs.: dependendo do contexto, as orações reduzidas podem permitir mais de um tipo de
desenvolvimento.
Orações Reduzidas Fixas
Esteja atento às orações reduzidas fixas, pois não são passíveis de desdobramento.
Exemplos:
Tenho muita vontade de comprar este vestido.
Este homem enriqueceu vendendo pastéis.
ORAÇÕES REDUZIDAS DE INFINITIVO
Podem ser subordinadas substantivas, adjetivas ou adverbiais. A seguir, veremos exemplos de cada uma
delas.
Subordinadas Substantivas
a) Subjetivas:
Trabalhando pela sua conquista.
Português
46
Não é conveniente comprar todos estes materiais.
b) Objetivas Diretas:
Quanto ao José, dizem ter viajado para a Europa.
c) Objetivas Indiretas:
O sucesso da tua carreira depende de teres dedicação.
d) Predicativas:
A única alternativa é estudarmos no exterior.
e) Completivas Nominais:
Jorge tinha grande necessidade de passar no concurso.
f) Apositivas:
Diante deste vexame, só nos resta uma saída: ficarmos calados.
Subordinadas Adjetivas
Quando saí de casa, encontrei o vizinho a tropeçar no meio da rua.
Subordinadas Adverbiais
a) Causais:
Não te procurei novamente por encontrar-me doente.
b) Concessivas:
Apesar de ter chorado, sorriu a todos os convidados.
c) Consecutivas:
O professor se atrasou tanto a ponto de não termos aula naquele período.
d) Condicionais:
Meus filhos não ganham sobremesa sem almoçar direito.
e) Finais:
Estamos aqui para convidá-la para nossa festa.
f) Temporais:
Ao rever o amigo, deu-lhe um longo abraço.
ORAÇÕES REDUZIDAS DE GERÚNDIO
Podem ser:
1- Subordinadas Adjetivas
Encontramosalguns turistas andando perdidos pelo centro da cidade.
Trabalhando pela sua conquista.
Português
47
2 -Subordinadas Adverbiais
a) Temporais: Retornando ao museu, avise-me.
b) Causais: Notando seu desânimo, pensei em outra hipótese.
c) Concessivas: Mesmo cozinhando diariamente, o almoço não ficou bom.
d) Condicionais: Querendo uma amiga para conversar, conte comigo.
3 -Coordenadas Aditivas
Organizou os presentes, entregando-os às crianças carentes.
ORAÇÕES REDUZIDAS DE PARTICÍPIO
Podem ser:
1 -Subordinadas adjetivas
As orações subordinadas adjetivas podem ser consideradas simples adjuntos adnominais. Veja o
exemplo:
Os documentos trazidos pela secretária serão arquivados.
2 -Subordinadas Adverbiais
a) Causais: Assustado com a situação, liguei para a polícia.
b) Concessivas: Mesmo cansado, tentou cumprir os compromissos.
c) Condicionais: Desvendado este mistério, o problema será resolvido.
d)Temporais: Terminada a palestra, alunos e professores aplaudiram.
Observação: o infinitivo, o gerúndio e o particípio não constituem orações reduzidas quando fazem parte
de uma locução verbal.
Exemplos: Preciso estudar mais este semestre.
Os palhaços estão divertindo as crianças.
A viagem foi cancelada pela agência.
22. CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL
Observe:
As crianças estão animadas.
Crianças animadas.
No primeiro exemplo, o verbo estar se encontra na terceira pessoa do plural, concordando com o seu sujeito, as
crianças. No segundo exemplo, o adjetivo animada está concordando em gênero (feminino) e número (plural) com o
substantivo a que se refere: crianças. Nesses dois exemplos, as flexões de pessoa, número e gênero se correspondem.
Concordância é a correspondência de flexão entre dois termos, podendo ser verbal ou nominal.
CONCORDÂNCIA VERBAL
Ocorre quando o verbo se flexiona para concordar com seu sujeito.
a) Sujeito Simples
Regra Geral
O sujeito sendo simples, com ele concordará o verbo em número e pessoa. Veja os exemplos:
A orquestra tocou uma valsa longa.
3ª p. Singular 3ª p. Singular
Trabalhando pela sua conquista.
Português
48
Os pares que rodeavam a nós dançavam bem.
3ª p. Plural 3ª p. Plural
Casos Particulares
Há muitos casos em que o sujeito simples é constituído de formas que fazem o falante hesitar no momento de
estabelecer a concordância com o verbo. Às vezes, a concordância puramente gramatical é contaminada pelo
significado de expressões que nos transmitem noção de plural, apesar de terem forma de singular ou vice-versa. Por
isso, convém analisar com cuidado os casos a seguir.
1) Quando o sujeito é formado por uma expressão partitiva (parte de, uma porção de, o grosso de, metade de, a maioria
de, a maior parte de, grande parte de...) seguida de um substantivo ou pronome no plural, o verbo pode ficar
no singular ou no plural.
Por Exemplo:
A maioria dos jornalistas aprovou / aprovaram a ideia.
Metade dos candidatos não apresentou / apresentaram nenhuma proposta interessante.
Esse mesmo procedimento pode se aplicar aos casos dos coletivos, quando especificados:
Por Exemplo:
Um bando de vândalos destruiu / destruíram o monumento.
Obs.: nesses casos, o uso do verbo no singular enfatiza a unidade do conjunto; já a forma plural confere
destaque aos elementos que formam esse conjunto.
2) Quando o sujeito é formado por expressão que indica quantidade aproximada (cerca de, mais de, menos de, perto
de...) seguida de numeral e substantivo, o verbo concorda com o substantivo. Observe:
Cerca de mil pessoas participaram da manifestação.
Perto de quinhentos alunos compareceram à solenidade.
Mais de um atleta estabeleceu novo recorde nas últimas Olimpíadas.
Obs.: quando a expressão "mais de um" se associar a verbos que exprimem reciprocidade, o plural é
obrigatório:
Por Exemplo:
Mais de um colega se ofenderam na tumultuada discussão de ontem. (ofenderam um ao outro)
3) Quando se trata de nomes que só existem no plural, a concordância deve ser feita levando-se em conta a ausência
ou presença de artigo. Sem artigo, o verbo deve ficar no singular. Quando há artigo no plural, o verbo deve ficar
o plural.
Exemplos:
Os Estados Unidos possuem grandes universidades.
Alagoas impressiona pela beleza das praias.
As Minas Gerais são inesquecíveis.
Minas Gerais produz queijo e poesia de primeira.
Os Sertões imortalizaram Euclides da Cunha.
4) Quando o sujeito é um pronome interrogativo ou indefinido plural (quais, quantos, alguns, poucos, muitos, quaisquer,
vários) seguido por "de nós" ou "de vós", o verbo pode concordar com o primeiro pronome (na terceira pessoa do
plural) ou com o pronome pessoal. Veja:
Quais de nós são / somos capazes?
Alguns de vós sabiam / sabíeis do caso?
Vários de nós propuseram / propusemos sugestões inovadoras.
Obs.: veja que a opção por uma ou outra forma indica a inclusão ou a exclusão do emissor. Quando alguém diz
ou escreve "Alguns de nós sabíamos de tudo e nada fizemos", esta pessoa está se incluindo no grupo dos
omissos. Isso não ocorre quando alguém diz ou escreve "Alguns de nós sabiam de tudo e nada fizeram.", frase
que soa como uma denúncia.
Nos casos em que o interrogativo ou indefinido estiver no singular, o verbo ficará no singular.
Por Exemplo:
Qual de nós é capaz?
Algum de vós fez isso.
5) Quando o sujeito é formado por uma expressão que indica porcentagem seguida de substantivo, o verbo deve
concordar com o substantivo.
Exemplos:
25% do orçamento do país deve destinar-se à Educação.
85% dos entrevistados não aprovam a administração do prefeito.
1% do eleitorado aceita a mudança.
1% dos alunos faltaram à prova.
Quando a expressão que indica porcentagem não é seguida de substantivo, o verbo deve concordar com o
número. Veja:
25% querem a mudança.
1% conhece o assunto.
6) Quando o sujeito é o pronome relativo "que", a concordância em número e pessoa é feita com o antecedente do
pronome.
Exemplos:
Fui eu que paguei a conta.
Fomos nós que pintamos o muro.
És tu que me fazes ver o sentido da vida.
Ainda existem mulheres que ficam vermelhas na presença de um homem.
7) Com a expressão "um dos que", embora alguns gramáticos considerem a concordância facultativa, a preferência é
pelo uso verbo no plural, para concordar com a palavra que antecede o pronome relativo “que”.
Por Exemplo:
Trabalhando pela sua conquista.
Português
49
Ademir da Guia foi um dos jogadores que mais encantaram os poetas.
Se você é um dos que admiram o escritor, certamente lerá seu novo romance.
Atenção:
Na linguagem corrente, o que se ouve, efetivamente, são construções como:
"Ele foi um dos deputados que mais lutou para a aprovação da emenda".
Ao compararmos com um caso em que se use um adjetivo, temos:
"Ela é uma das alunas mais brilhante da sala."
Ao invertermos as frases, fica claro que o emprego das formas no plural está adequado:
"Das alunas mais brilhantes da sala, ela é uma."
"Dos deputados que mais lutaram pela aprovação da emenda, ele é um".
8) Quando o sujeito é o pronome relativo "quem", pode-se utilizar o verbo na terceira pessoa do singular ou em
concordância com o antecedente do pronome.
Exemplos:
Fui eu quem pagou a conta. / Fui eu quem paguei a conta.
Fomos nós quem pintou o muro. / Fomos nós quem pintamos o muro.
9) Quando o sujeito é um pronome de tratamento, o verbo fica na 3ª pessoa do singular ou plural.
Por Exemplo:
Vossa Excelência é diabética?
Vossas Excelências vão renunciar?
10) A concordância dos verbos bater, dar e soar se dá de acordo com o numeral.
Por Exemplo:
Deu uma hora no relógio da sala.
Deram cinco horas no relógio da sala.
Obs.: caso o sujeito da oração seja a palavra relógio, sino, torre, etc., o verbo concordará com esse sujeito.
Por Exemplo:
O tradicional relógio da praça matriz dá nove horas.
11) Verbos Impessoais: por não se referirem a nenhum sujeito, são usados sempre na 3ª pessoado singular. São
verbos impessoais:
Haver no sentido de existir;
Fazer indicando tempo;
Aqueles que indicam fenômenos da natureza.
Exemplos:
Havia muitas garotas na festa.
Faz dois meses que não vejo meu pai.
Chovia ontem à tarde.
b) Sujeito Composto
1) Quando o sujeito é composto e anteposto ao verbo, a concordância se faz no plural:
Exemplos:
Pai e filho conversavam longamente.
Sujeito
Pais e filhos devem conversar com frequência.
Sujeito
2) Nos sujeitos compostos formados por pessoas gramaticais diferentes, a concordância ocorre da seguinte maneira: a
primeira pessoa do plural prevalece sobre a segunda pessoa, que por sua vez, prevalece sobre a terceira. Veja:
Teus irmãos, tu e eu tomaremos a decisão.
Primeira Pessoa do Plural (Nós)
Tu e teus irmãos tomareis a decisão.
Segunda Pessoa do Plural (Vós)
Pais e filhos precisam respeitar-se.
Terceira Pessoa do Plural (Eles)
Obs.: quando o sujeito é composto, formado por um elemento da segunda pessoa e um da terceira, é possível
empregar o verbo na terceira pessoa do plural. Aceita-se, pois, a frase: "Tu e teus irmãos tomarão a decisão."
3) No caso do sujeito composto posposto ao verbo, passa a existir uma nova possibilidade de concordância: em vez de
concordar no plural com a totalidade do sujeito, o verbo pode estabelecer concordância com o núcleo do sujeito mais
próximo. Convém insistir que isso é uma opção, e não uma obrigação.
Por Exemplo:
Faltaram coragem e competência.
Faltou coragem e competência.
4) Quando ocorre ideia de reciprocidade, no entanto, a concordância é feita obrigatoriamente no plural. Observe:
Abraçaram-se vencedor e vencido.
Ofenderam-se o jogador e o árbitro.
Casos Particulares
1) Quando o sujeito composto é formado por núcleos sinônimos ou quase sinônimos, o verbo pode ficar no plural ou
no singular.
Por Exemplo:
Descaso e desprezo marcam / marca seu comportamento.
Trabalhando pela sua conquista.
Português
50
2) Quando o sujeito composto é formado por núcleos dispostos em gradação, o verbo pode ficar no plural ou concordar
com o último núcleo do sujeito.
Por Exemplo:
Com você, meu amor, uma hora, um minuto, um segundo me satisfazem / satisfaz.
No primeiro caso, o verbo no plural enfatiza a unidade de sentido que há na combinação. No segundo caso, o verbo
no singular enfatiza o último elemento da série gradativa.
3) Quando os núcleos do sujeito composto são unidos por "ou" ou "nem", o verbo deverá ficar no plural se a declaração
contida no predicado puder ser atribuída a todos os núcleos.
Por Exemplo:
Drummond ou Bandeira representam a essência da poesia brasileira.
Nem o professor nem o aluno acertaram a resposta.
Quando a declaração contida no predicado só puder ser atribuída a um dos núcleos do sujeito, ou seja, se os
núcleos forem excludentes, o verbo deverá ficar no singular.
Por Exemplo:
Roma ou Buenos Aires será a sede da próxima Olimpíada.
Você ou ele será escolhido. (Só será escolhido um)
4) Com as expressões "um ou outro" e "nem um nem outro", a concordância costuma ser feita no singular, embora o
plural também seja praticado.
Por Exemplo:
Um e outro compareceu / compareceram à festa.
Nem um nem outro saiu / saíram do colégio.
5) Quando os núcleos do sujeito são unidos por "com", o verbo pode ficar no plural. Nesse caso, os núcleos recebem
um mesmo grau de importância e a palavra "com" tem sentido muito próximo ao de "e". Veja:
O pai com o filho montaram o brinquedo.
O governador com o secretariado traçaram os planos para o próximo semestre.
Nesse mesmo caso, o verbo pode ficar no singular, se a ideia é enfatizar o primeiro elemento.
O pai com o filho montou o brinquedo.
O governador com o secretariado traçou os planos para o próximo semestre.
Obs.: com o verbo no singular, não se pode falar em sujeito composto. O sujeito é simples, uma vez que as
expressões "com o filho" e "com o secretariado" são adjuntos adverbiais de companhia. Na verdade, é como se
houvesse uma inversão da ordem. Veja:
"O pai montou o brinquedo com o filho."
"O governador traçou os planos para o próximo semestre com o secretariado."
6) Quando os núcleos do sujeito são unidos por expressões correlativas como: "não só...mas ainda", "não
somente"..., "não apenas...mas também", "tanto...quanto", o verbo concorda de preferência no plural.
Não só a seca, mas também o pouco caso castigam o Nordeste.
Tanto a mãe quanto o filho ficaram surpresos com a notícia.
7) Quando os elementos de um sujeito composto são resumidos por um aposto recapitulativo, a concordância é feita
com esse termo resumidor.
Por Exemplo:
Filmes, novelas, boas conversas, nada o tirava da apatia.
Trabalho, diversão, descanso, tudo é muito importante na vida das pessoas.
Outros Casos
1) O Verbo e a Palavra "SE"
Dentre as diversas funções exercidas pelo "se", há duas de particular interesse para a concordância verbal:
a) quando é índice de indeterminação do sujeito;
b) quando é partícula apassivadora.
Quando índice de indeterminação do sujeito, o "se" acompanha os verbos intransitivos, transitivos indiretos é
de ligação, que obrigatoriamente são conjugados na terceira pessoa do singular.
Exemplos:
Precisa-se de governantes interessados em civilizar o país.
Confia-se em teses absurdas.
Era-se mais feliz no passado.
Quando pronome apassivador, o "se" acompanha verbos transitivos diretos (VTD) e transitivos diretos e indiretos
(VTDI) na formação da voz passiva sintética. Nesse caso, o verbo deve concordar com o sujeito da oração.
Exemplos:
Construiu-se um posto de saúde.
Construíram-se novos postos de saúde.
Não se pouparam esforços para despoluir o rio.
Não se devem poupar esforços para despoluir o rio.
2) O Verbo "Ser"
A concordância verbal se dá sempre entre o verbo e o sujeito da oração. No caso do verbo ser, essa concordância pode
ocorrer também entre o verbo e o predicativo do sujeito.
O verbo ser concordará com o predicativo do sujeito:
a) Quando o sujeito for representado pelos pronomes - isto, isso, aquilo, tudo, o - e o predicativo estiver no plural.
Exemplos:
Isso são lembranças inesquecíveis.
Aquilo eram problemas gravíssimos.
O que eu admiro em você são os seus cabelos compridos.
b) Quando o sujeito estiver no singular e se referir a coisas, e o predicativo for um substantivo no plural.
Exemplos:
Trabalhando pela sua conquista.
Português
51
Nosso piquenique foram só guloseimas.
Sujeito Predicativo do Sujeito
Sua rotina eram só alegrias.
Sujeito Predicativo do Sujeito
Se o sujeito indicar pessoa, o verbo concorda com esse sujeito.
Por Exemplo:
Gustavo era só decepções.
Minhas alegrias é esta criança.
Obs.: admite-se a concordância no singular quando se deseja fazer prevalecer um elemento sobre o outro.
Por Exemplo:
A vida é ilusões.
c) Quando o sujeito for pronome interrogativo que ou quem.
Por Exemplo:
Que são esses papéis?
Quem são aquelas crianças?
d) Como impessoal na indicação de horas, dias e distâncias, o verbo ser concorda com o numeral.
Exemplos:
É uma hora.
São três da manhã.
Eram 25 de julho quando partimos.
Daqui até a padaria são dois quarteirões.
Saiba que:
Na indicação de dia, o verbo ser admite as seguintes concordâncias:
1) No singular: Concorda com a palavra explícita dia.
Por Exemplo: Hoje é dia quatro de março.
2) No plural: Concorda com o numeral, sem a palavra explícita dia.
Por Exemplo: Hoje são quatro de março.
3) No singular: Concorda com a ideia implícita de dia.
Por Exemplo: Hoje é quatro de março.
e) Quando o sujeito indicar peso, medida, quantidade e for seguido de palavras ou expressões como pouco, muito,
menos de, mais de, etc., o verbo ser fica no singular.
Exemplos:
Cinco quilos de açúcar é mais do que preciso.
Trêsmetros de tecido é pouco para fazer seu vestido.
Duas semanas de férias é muito para mim.
f) Quando um dos elementos (sujeito ou predicativo) for pronome pessoal do caso reto, com este concordará o verbo.
Por Exemplo: No meu setor, eu sou a única mulher.
Aqui os adultos somos nós.
Obs.: sendo ambos os termos (sujeito e predicativo) representados por pronomes pessoais, o verbo concorda
com o pronome sujeito.
Por Exemplo:
Eu não sou ela.
Ela não é eu.
g) Quando o sujeito for uma expressão de sentido partitivo ou coletivo e o predicativo estiver no plural, o verbo
ser concordará com o predicativo.
Por Exemplo:
A grande maioria no protesto eram jovens.
O resto foram atitudes imaturas.
3) O Verbo "Parecer"
O verbo parecer, quando seguido de infinitivo, admite duas concordâncias:
a) Ocorre variação do verbo parecer e não se flexiona o infinitivo.
Por Exemplo:
Alguns colegas pareciam chorar naquele momento.
b) A variação do verbo parecer não ocorre, o infinitivo sofre flexão.
Por Exemplo:
Alguns colegas parecia chorarem naquele momento.
Obs.: a primeira construção é considerada corrente, enquanto a segunda, literária.
Atenção:
Com orações desenvolvidas, o verbo parecer fica no singular.
Por Exemplo:
As paredes parece que têm ouvidos. (Parece que as paredes têm ouvidos.)
4) A Expressão "Haja Vista"
A expressão haja vista admite as seguintes construções:
a) A expressão fica invariável (seguida ou não de preposição).
Por Exemplo:
Haja vista as lições dadas por ele. ( = por exemplo)
Haja vista aos fatos explicados por esta teoria. ( = atente-se)
b) O verbo haver pode variar (desde que não seguido de preposição), considerando-se o termo seguinte como sujeito.
Por Exemplo:
Trabalhando pela sua conquista.
Português
52
Hajam vista os exemplos de sua dedicação. ( = vejam-se)
CONCORDÂNCIA NOMINAL
A concordância nominal se baseia na relação entre um substantivo (ou pronome, ou numeral substantivo) e as palavras
que a ele se ligam para caracterizá-lo (artigos, adjetivos, pronomes adjetivos, numerais adjetivos e particípios).
Basicamente, ocupa-se da relação entre nomes.
Lembre-se: normalmente, o substantivo funciona como núcleo de um termo da oração, e o adjetivo, como
adjunto adnominal.
A concordância do adjetivo ocorre de acordo com as seguintes regras gerais:
1) O adjetivo concorda em gênero e número quando se refere a um único substantivo.
Por Exemplo:
As mãos trêmulas denunciavam o que sentia.
2) Quando o adjetivo se refere a vários substantivos, a concordância pode variar. Podemos sistematizar essa flexão nos
seguintes casos:
a) Adjetivo anteposto aos substantivos:
- O adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo mais próximo.
Por Exemplo:
Encontramos caídas as roupas e os prendedores.
Encontramos caída a roupa e os prendedores.
Encontramos caído o prendedor e a roupa.
- Caso os substantivos sejam nomes próprios ou de parentesco, o adjetivo deve sempre concordar no plural.
Por Exemplo:
As adoráveis Fernanda e Cláudia vieram me visitar.
Encontrei os divertidos primos e primas na festa.
b) Adjetivo posposto aos substantivos:
- O adjetivo concorda com o substantivo mais próximo ou com todos eles (assumindo forma masculino plural se houver
substantivo feminino e masculino).
Exemplos:
A indústria oferece localização e atendimento perfeito.
A indústria oferece atendimento e localização perfeita.
A indústria oferece localização e atendimento perfeitos.
A indústria oferece atendimento e localização perfeitos.
Obs.: os dois últimos exemplos apresentam maior clareza, pois indicam que o adjetivo efetivamente se refere
aos dois substantivos. Nesses casos, o adjetivo foi flexionado no plural masculino, que é o gênero
predominante quando há substantivos de gêneros diferentes.
- Se os substantivos possuírem o mesmo gênero, o adjetivo fica no singular ou plural.
Exemplos:
A beleza e a inteligência feminina(s).
O carro e o iate novo(s).
3) Expressões formadas pelo verbo SER + adjetivo:
a) O adjetivo fica no masculino singular, se o substantivo não for acompanhado de nenhum modificador.
Por Exemplo:
Água é bom para saúde.
b) O adjetivo concorda com o substantivo, se este for modificado por um artigo ou qualquer outro determinativo.
Por Exemplo:
Esta água é boa para saúde.
4) O adjetivo concorda em gênero e número com os pronomes pessoais a que se refere.
Por Exemplo:
Juliana as viu ontem muito felizes.
5) Nas expressões formadas por pronome indefinido neutro (nada, algo, muito, tanto, etc.) + preposição DE + adjetivo,
este último geralmente é usado no masculino singular.
Por Exemplo:
Os jovens tinham algo de misterioso.
6) A palavra "só", quando equivale a "sozinho", tem função adjetiva e concorda normalmente com o nome a que se
refere.
Por Exemplo:
Cristina saiu só.
Cristina e Débora saíram sós.
Obs.: quando a palavra "só" equivale a "somente" ou "apenas", tem função adverbial, ficando, portanto,
invariável.
Por Exemplo:
Eles só desejam ganhar presentes.
7) Quando um único substantivo é modificado por dois ou mais adjetivos no singular, podem ser usadas as construções:
a) O substantivo permanece no singular e coloca-se o artigo antes do último adjetivo.
Por Exemplo:
Admiro a cultura espanhola e a portuguesa.
b) O substantivo vai para o plural e omite-se o artigo antes do adjetivo.
Por Exemplo:
Trabalhando pela sua conquista.
Português
53
Admiro as culturas espanhola e portuguesa.
Obs.: veja esta construção:
Estudo a cultura espanhola e portuguesa.
Note que ela provoca incerteza: trata-se de duas culturas distintas ou de uma única, espano-portuguesa?
Procure evitar construções desse tipo.
Casos Particulares
É proibido - É necessário - É bom - É preciso - É permitido
a) Essas expressões, formadas por um verbo mais um adjetivo, ficam invariáveis se o substantivo a que se
referem possuir sentido genérico (não vier precedido de artigo).
Exemplos:
É proibido entrada de crianças.
Em certos momentos, é necessário atenção.
No verão, melancia é bom.
É preciso cidadania.
Não é permitido saída pelas portas laterais.
b) Quando o sujeito dessas expressões estiver determinado por artigos, pronomes ou adjetivos, tanto o verbo
como o adjetivo concordam com ele.
Exemplos:
É proibida a entrada de crianças.
Esta salada é ótima.
A educação é necessária.
São precisas várias medidas na educação.
Anexo - Obrigado - Mesmo - Próprio - Incluso - Quite
Essas palavras adjetivas concordam em gênero e número com o substantivo ou pronome a que se referem.
Observe:
Seguem anexas as documentações requeridas.
A menina agradeceu: - Muito obrigada.
Muito obrigadas, disseram as senhoras, nós mesmas faremos isso.
Seguem inclusos os papéis solicitados.
Já lhe paguei o que estava devendo: estamos quites.
Bastante - Caro - Barato - Longe
Essas palavras são invariáveis quando funcionam como advérbios. Concordam com o nome a que se referem
quando funcionam como adjetivos, pronomes adjetivos, ou numerais.
Exemplos:
As jogadoras estavam bastante cansadas. (advérbio)
Há bastantes pessoas insatisfeitas com o trabalho. (pronome adjetivo)
Nunca pensei que o estudo fosse tão caro. (advérbio)
As casas estão caras. (adjetivo)
Achei barato este casaco.(advérbio)
Hoje as frutas estão baratas. (adjetivo)
"Vais ficando longe de mim como o sono, nas alvoradas." (Cecília Meireles) (advérbio)
"Levai-me a esses longes verdes, cavalos de vento!" (Cecília Meireles). (adjetivo)
Meio - Meia
a) A palavra "meio", quando empregada como adjetivo, concorda normalmente com o nome a que se refere.
Por Exemplo:
Pedi meia cerveja e meia porção de polentas.
b) Quando empregada como advérbio (modificando um adjetivo) permanece invariável.
Por Exemplo:
A noiva está meio nervosa.
Alerta - Menos
Essas palavras são advérbios, portanto, permanecem sempre invariáveis.
Por Exemplo:
Os escoteiros estão semprealerta.
Carolina tem menos bonecas que sua amiga.
23. REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL
Definição:
Dá-se o nome de regência à relação de subordinação que ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus complementos.
Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras, criando frases não ambíguas, que expressem efetivamente o
sentido desejado, que sejam corretas e claras.
REGÊNCIA VERBAL
Termo Regente: VERBO
A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre os verbos e os termos que os complementam(objetos
diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais).
Trabalhando pela sua conquista.
Português
54
O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de
conhecermos as diversas significações que um verbo pode assumir com a simples mudança ou retirada de uma
preposição. Observe:
A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar.
A mãe agrada ao filho. -> agradar significa "causar agrado ou prazer", satisfazer.
Logo, conclui-se que "agradar alguém" é diferente de "agradar a alguém".
Saiba que:
O conhecimento do uso adequado das preposições é um dos aspectos fundamentais do estudo da regência
verbal (e também nominal). As preposições são capazes de modificar completamente o sentido do que se está
sendo dito. Veja os exemplos:
Cheguei ao metrô.
Cheguei no metrô.
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A
oração "Cheguei no metrô", popularmente usada a fim de indicar o lugar a que se vai, possui, no padrão culto
da língua, sentido diferente. Aliás, é muito comum existirem divergências entre a regência coloquial, cotidiana
de alguns verbos, e a regência culta.
Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos de acordo com sua transitividade. A transitividade, porém, não é
um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes formas em frases distintas.
Verbos Intransitivos
Os verbos intransitivos não possuem complemento. É importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos
aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los.
a) Chegar, Ir
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adverbiais de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para
indicar destino ou direção são: a, para.
Exemplos:
Fui ao teatro.
Adjunto Adverbial de Lugar
Ricardo foi para a Espanha.
Adjunto Adverbial de Lugar
Obs.: "Ir para algum lugar" enfatiza a direção, a partida." Ir a algum lugar" sugere também o retorno.
Importante: reserva-se o uso de "em" para indicação de tempo ou meio. Veja:
Cheguei a Roma em outubro.
Adjunto Adverbial de Tempo
Chegamos no trem das dez.
Adjunto Adverbial de Meio
b) Comparecer
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido por em ou a.
Por Exemplo:
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o último jogo.
Verbos Transitivos Diretos
Os verbos transitivos diretos são complementados por objetos diretos. Isso significa que não exigem preposição para o
estabelecimento da relação de regência. Ao empregar esses verbos, devemos lembrar que os pronomes oblíquos o, a,
os, as atuam como objetos diretos. Esses pronomes podem assumir as formas lo, los, la, las (após formas verbais
terminadas em -r, -s ou -z) ou no, na, nos, nas (após formas verbais terminadas em sons nasais),
enquanto lhe e lhes são, quando complementos verbais, objetos indiretos.
São verbos transitivos diretos, dentre outros:
abandonar, abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, admirar, adorar, alegrar, ameaçar, amolar,
amparar, auxiliar, castigar, condenar, conhecer, conservar, convidar, defender, eleger, estimar, humilhar,
namorar, ouvir, prejudicar, prezar, proteger, respeitar, socorrer, suportar, ver, visitar.
Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente como o verbo amar:
Amo aquele rapaz. / Amo-o.
Amo aquela moça. / Amo-a.
Amam aquele rapaz. / Amam-no.
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la.
Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos para indicar posse (caso em que atuam como
adjuntos adnominais).
Exemplos:
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto)
Prejudicaram lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira)
Verbos Transitivos Indiretos
Os verbos transitivos indiretos são complementados por objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exigem uma
preposição para o estabelecimento da relação de regência. Os pronomes pessoais do caso oblíquo de terceira pessoa
que podem atuar como objetos indiretos são lhe, lhes (ambos para substituir pessoas). Não se utilizam os pronomes o,
os, a, as como complementos de verbos transitivos indiretos. Com os objetos indiretos que não representam pessoas,
usam-se pronomes oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos pronomes átonos lhe, lhes. São verbos
transitivos indiretos, dentre outros:
a) Consistir
Tem complemento introduzido pela preposição "em".
Por Exemplo:
Trabalhando pela sua conquista.
Português
55
A modernidade verdadeira consiste em direitos iguais para todos.
b) Obedecer e Desobedecer:
Possuem seus complementos introduzidos pela preposição "a".
Por Exemplo:
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais.
Eles desobedeceram às leis do trânsito.
c) Responder
Tem complemento introduzido pela preposição "a". Esse verbo pede objeto indireto para indicar "a quem" ou"ao
que" se responde.
Por Exemplo:
Respondi ao meu patrão.
Respondemos às perguntas.
Respondeu-lhe à altura.
Obs.: o verbo responder, apesar de transitivo indireto quando exprime aquilo a que se responde, admite voz
passiva analítica. Veja:
O questionário foi respondido corretamente.
Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente.
d) Simpatizar e Antipatizar
Possuem seus complementos introduzidos pela preposição "com".
Por Exemplo:
Antipatizo com aquela apresentadora.
Simpatizo com os que condenam os políticos que governam para uma minoria privilegiada.
Verbos Transitivos Diretos ou Indiretos
Há verbos que admitem duas construções, uma transitiva direta, outra indireta, sem que isso implique modificações de
sentido. Dentre os principais, temos:
Abdicar
Abdicou as vantagens do cargo. / Abdicou das vantagens do cargo.
Acreditar
Não acreditava a própria força. / Não acreditava na própria força.
Almejar
Almejamos a paz entre as nações. / Almejamos pela paz entre as nações.
Ansiar
Anseia respostas objetivas. / Anseia por respostas objetivas.
Anteceder
Sua partida antecedeu uma série de fatos estranhos. / Sua partida antecedeu a uma série de fatos estranhos.
Atender
Atendeu os meus pedidos. / Atendeu aos meus pedidos.
Atentar
Atente esta forma de digitar. / Atente nesta forma de digitar. / Atente para esta forma de digitar.
Cogitar
Cogitávamos uma nova estratégia. / Cogitávamos em uma nova estratégia.
Consentir
Os deputados consentiram a adoção de novas medidas econômicas. / Os deputados consentiram na adoção
de novas medidas econômicas.
Deparar
Deparamos uma bela paisagem em nossa trilha. / Deparamos com uma bela paisagem em nossa trilha.
Gozar
Gozava boa saúde. / Gozava de boa saúde.
Necessitar
Necessitamos algumas horas para preparar a apresentação. / Necessitamos de algumas horas para preparar a
apresentação.
Preceder
Intensas manifestações precederam a mudança de regime./ Intensas manifestações precederam à mudança de
regime.
Presidir
Ninguém presidia o encontro. / Ninguém presidia ao encontro.
Renunciar
Não renuncie o motivo de sua luta. / Não renuncie ao motivo de sua luta.
Satisfazer
Era difícil conseguir satisfazê-la. / Era difícil conseguir satisfazer-lhe.
Versar
Sua palestra versou o estilo dos modernistas. / Sua palestra versou sobre o estilo dos modernistas.
Verbos Transitivos Diretos e Indiretos
Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompanhados de um objeto diretoe um indireto. Merecem destaque,
nesse grupo:
Agradecer, Perdoar e Pagar
São verbos que apresentam objeto direto relacionado a coisas e objeto indireto relacionado a pessoas. Veja os
exemplos:
Agradeço aos ouvintes a audiência.
Objeto Indireto Objeto Direto
Cristo ensina que é preciso perdoar o pecado ao pecador.
Objeto Direto Objeto Indireto
Trabalhando pela sua conquista.
Português
56
Paguei o débito ao cobrador.
Objeto Direto Objeto Indireto
O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito com particular cuidado. Observe:
Agradeci o presente. / Agradeci-o.
Agradeço a você. / Agradeço-lhe.
Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
Paguei minhas contas. / Paguei-as.
Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.
Saiba que:
Com os verbos agradecer, perdoar e pagar a pessoa deve sempre aparecer como objeto indireto, mesmo que na
frase não haja objeto direto. Veja os exemplos:
A empresa não paga aos funcionários desde setembro.
Já perdoei aos que me acusaram.
Agradeço aos eleitores que confiaram em mim.
Informar
Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa.
Por Exemplo:
Informe os novos preços aos clientes.
Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos preços)
Na utilização de pronomes como complementos, veja as construções:
Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços.
Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou sobre eles)
Obs.: a mesma regência do verbo informar é usada para os seguintes: avisar, certificar, notificar, cientificar,
prevenir.
Comparar
Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as preposições "a" ou "com" para introduzir o complemento
indireto.
Por Exemplo:
Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma criança.
Pedir
Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na forma de oração subordinada substantiva) e indireto de pessoa.
Por Exemplo:
Pedi-lhe favores.
Objeto Indireto Objeto Direto
Pedi-lhe que se mantivesse em silêncio.
Objeto Indireto Oração Subordinada Substantiva
Objetiva Direta
Saiba que:
1) A construção "pedir para", muito comum na linguagem cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua
culta. No entanto, é considerada correta quando a palavra licença estiver subentendida.
Por Exemplo:
Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa.
Observe que, nesse caso, a preposição "para" introduz uma oração subordinada adverbial final reduzida de
infinitivo (para ir entregar-lhe os catálogos em casa).
2) A construção "dizer para", também muito usada popularmente, é igualmente considerada incorreta.
Preferir
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto indireto introduzido pela preposição "a".
Por Exemplo:
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais.
Prefiro trem a ônibus.
Obs.: na língua culta, o verbo "preferir" deve ser usado sem termos intensificadores, tais como: muito, antes,
mil vezes, um milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefixo existente no próprio verbo (pre).
Mudança de Transitividade versus Mudança de Significado
Há verbos que, de acordo com a mudança de transitividade, apresentam mudança de significado. O conhecimento
das diferentes regências desses verbos é um recurso linguístico muito importante, pois além de permitir a correta
interpretação de passagens escritas, oferece possibilidades expressivas a quem fala ou escreve. Dentre os principais,
estão:
AGRADAR
1) Agradar é transitivo direto no sentido de fazer carinhos, acariciar.
Por Exemplo:
Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada quando o revê.
Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. / Cláudia não perde oportunidade de agradá-lo.
2) Agradar é transitivo indireto no sentido de causar agrado a, satisfazer, ser agradável a. Rege complemento
introduzido pela preposição "a".
Por Exemplo:
O cantor não agradou aos presentes.
O cantor não lhes agradou.
ASPIRAR
Trabalhando pela sua conquista.
Português
57
1) Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar (o ar), inalar.
Por Exemplo:
Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o.)
2) Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar, ter como ambição.
Por Exemplo:
Aspirávamos a melhores condições de vida. (Aspirávamos a elas.)
Obs.: como o objeto indireto do verbo "aspirar" não é pessoa, mas coisa, não se usam as formas pronominais
átonas "lhe" e "lhes" e sim as formas tônicas "a ele (s)", " a ela (s)". Veja o exemplo:
Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam a ela.)
ASSISTIR
1) Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, prestar assistência a, auxiliar.
Por Exemplo:
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos.
As empresas de saúde negam-se a assisti-los.
2) Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presenciar, estar presente, caber, pertencer.
Exemplos:
Assistimos ao documentário.
Não assisti às últimas sessões.
Essa lei assiste ao inquilino.
Obs.: no sentido de morar, residir, o verbo "assistir" é intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de
lugar introduzido pela preposição "em".
Por Exemplo:
Assistimos numa conturbada cidade.
CHAMAR
1) Chamar é transitivo direto no sentido de convocar, solicitar a atenção ou a presença de.
Por exemplo:
Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá chamá-la.
Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes.
2) Chamar no sentido de denominar, apelidar pode apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere predicativo
preposicionado ou não.
Exemplos:
A torcida chamou o jogador mercenário.
A torcida chamou ao jogador mercenário.
A torcida chamou o jogador de mercenário.
A torcida chamou ao jogador de mercenário.
CUSTAR
1) Custar é intransitivo no sentido de ter determinado valor ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial.
Por exemplo:
Frutas e verduras não deveriam custar muito.
2) No sentido de ser difícil, penoso pode ser intransitivo ou transitivo indireto.
Por exemplo:
Muito custa viver tão longe da família.
Verbo Oração Subordinada Substantiva Subjetiva
Intransitivo Reduzida de Infinitivo
Custa-me (a mim) crer que tomou realmente aquela atitude.
Objeto Oração Subordinada Substantiva Subjetiva
Indireto Reduzida de Infinitivo
Obs.: a Gramática Normativa condena as construções que atribuem ao verbo "custar" um sujeito representado
por pessoa. Observe o exemplo abaixo:
Custei para entender o problema.
Forma correta: Custou-me entender o problema.
IMPLICAR
1) Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos:
a) Dar a entender, fazer supor, pressupor
Por exemplo:
Suas atitudes implicavam um firme propósito.
b) Ter como consequência, trazer como consequência, acarretar, provocar
Por exemplo:
Liberdade de escolha implica amadurecimento político de um povo.
2) Como transitivo direto e indireto, significa comprometer, envolver
Por exemplo:
Implicaram aquele jornalista em questões econômicas.
Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo indireto e rege com preposição "com".
Por Exemplo:
Implicava com quem não trabalhasse arduamente.
PROCEDER
1) Proceder é intransitivo no sentido de ter fundamento ou agir. Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado de
adjunto adverbial de modo.
Exemplos:
As afirmações da testemunha procediam, não havia como refutá-las.
Você procede muito mal.
Trabalhando pela sua conquista.
Português
58
2) Nos sentidos de ter origem ou dar início é transitivo indireto.
Exemplos:
O avião procede de Maceió.Procedeu-se aos exames.
O delegado procederá ao inquérito.
QUERER
1) Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter vontade de, cobiçar.
Querem melhor atendimento.
Queremos um país melhor.
2) Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição, estimar, amar.
Exemplos:
Quero muito aos meus amigos.
Ele quer bem à linda menina.
Despede-se o filho que muito lhe quer.
VISAR
1) Como transititvo direto, apresenta os sentidos de mirar, fazer pontaria e de pôr visto, rubricar.
Por Exemplo:
O homem visou o alvo. O gerente não quis visar o cheque.
2) No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição "a".
Exemplos:
O ensino deve sempre visar ao progresso social.
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar público.
REGÊNCIA NOMINAL
Regência Nominal é o nome da relação existente entre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos
regidos por esse nome. Essa relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo da regência nominal, é
preciso levar em conta que vários nomes apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que derivam.
Conhecer o regime de um verbo significa, nesses casos, conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo:
Verbo obedecer e os nomes correspondentes: todos regem complementos introduzidos pela preposição "a".Veja:
Obedecer a algo/ a alguém.
Obediente a algo/ a alguém.
Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados da preposição ou preposições que os regem. Observe-os
atentamente e procure, sempre que possível, associar esses nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você
conhece.
Substantivos
Admiração a, por Devoção a, para, com, por Medo de
Aversão a, para, por Doutor em Obediência a
Atentado a, contra Dúvida acerca de, em, sobre Ojeriza a, por
Bacharel em Horror a Proeminência sobre
Capacidade de, para Impaciência com Respeito a, com, para com, por
Adjetivos
Acessível a Entendido em Necessário a
Acostumado a, com Equivalente a Nocivo a
Agradável a Escasso de Paralelo a
Alheio a, de Essencial a, para Passível de
Análogo a Fácil de Preferível a
Ansioso de, para, por Fanático por Prejudicial a
Apto a, para Favorável a Prestes a
Ávido de Generoso com Propício a
Benéfico a Grato a, por Próximo a
Capaz de, para Hábil em Relacionado com
Compatível com Habituado a Relativo a
Contemporâneo a, de Idêntico a Satisfeito com, de, em, por
Contíguo a Impróprio para Semelhante a
Contrário a Indeciso em Sensível a
Descontente com Insensível a Sito em
Desejoso de Liberal com Suspeito de
Diferente de Natural de Vazio de
Advérbios
Trabalhando pela sua conquista.
Português
59
Longe de
Perto de
Obs.: os advérbios terminados em -mente tendem a seguir o regime dos adjetivos de que são formados:
paralela a; paralelamente a; relativa a; relativamente a.
24. PARALELISMO DE REGÊNCIA
Pode utilizar a seguinte frase: “vou à praia, o cinema e a aula”? Ou necessariamente deverá ser escrito
“vou à praia, ao cinema e à aula” ou “vou a praia, cinema e aula”.
Resposta
Um fator que deve ser um ponto de atenção na hora de escrever é o chamado paralelismo. Esse é o
nome que se dá ao uso de estruturas idênticas ou similares. Um texto bem construído deve prezar pelo
paralelismo, como forma de obter uma estrutura coerente e coesa. Dito isso, vamos analisar a dúvida do
leitor.
CASO 1 – Vou à praia, o cinema e a aula.
Aqui encontramos uma quebra do paralelismo, mais especificamente, do paralelismo sintático. O objeto
indireto deve sempre estar ligado ao verbo pela preposição. Isso se aplica também nos casos em que há
mais de um objeto direto. Então, o mais correto seria:
ex: Vou à praia, ao cinema e à aula.
Perceba que o usa da preposição „a‟ tem a função de mostrar que os substantivos „praia‟, „cinema‟ e „aula‟
estão ligados ao verbo „vou‟.
Temos ainda um outro problema. Perceba que, em “vou à praia”, utilizou-se o artigo „a‟ e a preposição
„a‟, como indica o uso da crase. Já em “o cinema e a aula”, temos somente o uso do artigo, o que quebra
o paralelismo.
Entenda melhor a crase no texto abaixo:
Crase e acento grave são coisas diferentes
CASO 2 – Vou a praia, cinema e aula
Essa construção é possível. Nesse caso, teríamos aqui o uso de uma elipse, que é a omissão de um
termo anteriormente mencionado. Ela serve para evitar repetições. Logo, a preposição „a‟ seria omitida
na frase.
Apesar de não estar errado, esse não é a forma mais indicada para se escrever a frase, pois pode tirar
clareza da sentença e gerar ambiguidade. Deve-se ter esse cuidado principalmente quando os
substantivos que complementam a transitividade verbal forem de gêneros diferentes („praia‟ e „aula‟ são
substantivos femininos e „cinema‟ é masculino).
Assim, como dito anteriormente, a melhor opção é: “vou à praia, ao cinema e à aula”.
25. VOZES VERBAIS E SUA CONVERSÃO, SINTAXE DE COLOCAÇÃO, EMPREGO DOS
MODOS E TEMPOS VERBAIS, EMPREGO DO INFINITIVO .
É sempre bom relembrarmos que o verbo pertence às dez classes gramaticais e é o termo que mais sofre
flexões, sejam estas de número, pessoa, tempo, gênero e modo.
Dentre as particularidades desta classe gramatical, estão as chamadas Vozes Verbais, nada mais é que a
relação existente entre o processo verbal e o sujeito desse processo.
Com o propósito de ampliarmos nossos conhecimentos sobre as vozes verbais, as estudaremos passo a
passo.
https://clubedoportugues.com.br/crase-e-acento-grave-sao-coisas-diferentes/
Trabalhando pela sua conquista.
Português
60
Voz Ativa - É quando o sujeito é o agente, isto é, o executor da ação verbal. Vejamos o exemplo:
Marcos feriu o animal
Sujeito Predicado Objeto Direto
(agente) (Verbo ativo) (paciente)
Voz Passiva - É quando o sujeito é paciente, ou seja, sofre a ação expressa pelo verbo. Observe:
Marcos foi ferido pelo animal
(sujeito paciente) (verbo passivo) agente
A voz passiva subdivide-se em:
Voz passiva sintética - Formada por um verbo transitivo direto (ou indireto) na terceira pessoa (singular ou
plural) mais o pronome “se” (apassivador).
Cantaram-se lindas melodias
(passiva sintética) (sujeito paciente)
Voz passiva analítica - Formada pelo verbo auxiliar (ser ou estar) mais o particípio de um verbo transitivo
direto ou direto e indireto.
Lindas melodias foram cantadas
(sujeito paciente) Verbo (ser) + particípio
Voz Reflexiva - É quando o sujeito é agente e paciente ao mesmo tempo. Neste caso temos:
Pedro machucou - se
(sujeito) verbo
(voz reflexiva) (objeto)
Chegamos à conclusão de que Pedro praticou a ação de tocar o objeto e recebeu a ação ao se machucar.
Dicas importantes:
Para se converter uma frase da voz passiva sintética para a voz passiva analítica, procedemos da
seguinte forma: Perceba o exemplo:
Não se destruiu o parque
Voz passiva
sintética
Não foi foi destruído o parque
Troca-se o pronome “se” pelo verbo auxiliar,
conjugado na mesma forma em que estava o
verbo da passiva sintética.
Passa-se o verbo da voz
passiva sintética para o
particípio.
Sujeito
(paciente em
ambos os
casos).
Para converter um verbo da voz ativa para a voz passiva analítica, coloca-se o verbo ativo no
particípio e conjuga-se o verbo auxiliar na mesma forma em que estava o verbo ativo, fazendo a
devida concordância com o sujeito. O sujeito da voz ativa passa a agente da passiva, e o objeto
direto da voz ativa passa a sujeito da passiva: Note:
Voz Ativa Os funcionários recusaram a proposta
Voz Passiva A proposta foi recusadapelos funcionários
EMPREGO DE TEMPOS VERBAIS:
Seria o tempo verbal, ou seja, se o verbo indica algo que já realizou, está realizando ou se ainda
realizará.
Temos três tempos verbais:
Trabalhando pela sua conquista.
Português
61
Passado ou pretérito, presente e futuro.
Pretérito ou passado: Aconteceu antes do instante que se fala.
Ex.: Ontem fui à academia mais cedo.
Presente: Acontece no instante da fala
Ex.: Eu treino nesta academia
Futuro: Acontecerá depois do instante da fala.
Ex.: Irei à academia daqui umas duas horas
O pretérito pode ser:
Pretérito perfeito: O fato passado foi concluído totalmente
Ex.: Ele estudou toda a matéria hoje de manhã.
Pretérito imperfeito: O fato passado não foi concluído totalmente.
Ex.: Ele conversava muito durante a aula.
Pretérito mais-que-perfeito: O fato passado é anterior a outro fato também passado e terminado.
Ex.: Quando eu cheguei na festa, ele já tinha saído
O futuro pode ser:
Futuro do presente: O fato acontece após o momento da fala, mas já terminado antes de outro fato
futuro.
Ex.: Quando sua mãe chegar, eu contarei tudo para ela.
Futuro do pretérito: Um fato futuro que pode ocorrer depois de um fato passado.
Ex.: Se eu tivesse os livros, estudaria nas férias.
Indicativo – mostra uma certeza. A pessoa que fala é precisa sobre o fato.
Ex.: Eu gosto de feijoada.
Subjuntivo – Mostra incerteza. A pessoa fala mostra dúvida sobre o fato
Ex.: Talvez eu viaje no final de semana.
Imperativo – mostra uma atitude de ordem ou solicitação
Ex.: Não jogue bola agora.
FORMAS NOMINAIS DO VERBO:
O verbo pode ter funções de nomes (nominais), como substantivo, adjetivo e advérbio.
Infinitivo impessoal (não flexiona o verbo): dá significado ao verbo de modo indefinido e vago. Ele
deve ser usado em locuções verbais, sem sujeito definido, com sentido imperativo e etc..
Ex.: É preciso amar
Trabalhando pela sua conquista.
Português
62
Infinitivo pessoal (flexiona o verbo): Ele deve ser usado com sujeito definido, quando desejar
determinar o sujeito, quando o sujeito da segunda oração for diferente e quando uma ação for
correspondente.
1ª pessoa do singular: sem desinências
2ª pessoa do singular: Radical + ES
3ª pessoa do singular: sem desinências
1ª pessoa do plural: Radical + MOS
2ª pessoa do plural: Radical + DES
3ª pessoa do plural: Radical + EM
Gerúndio: pode servir como adjetivo ou advérbio. A ação está acontecendo no momento que se fala.
Ex.: eu estou falando com você
Na escola havia meninos vendendo picolés (função de adjetivo)
Quando estava saindo de casa, vi um carro branco. (função de advérbio).
Particípio: Resultado de uma ação que terminou, podendo flexionar em gênero número e grau. È usado
na formação dos tempos compostos.
O João tem dormido cedo nas últimas semanas.
26. EMPREGO DO ACENTO INDICATIVO DE CRASE
O novo Acordo Ortográfico da língua portuguesa
entrou em vigor no ano de 2009, mas pouco alterou
o emprego do acento grave (acento indicador de
crase).
Atualmente o português é língua oficial de oito
países (Portugal, Brasil, Angola, Moçambique,
Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe,
Timor Leste). Apesar da incorporação de vocábulos
nativos e de modificações gramaticais e de
pronúncia próprias de cada país, as línguas mantêm
uma unidade com o português de Portugal.
Crase é uma palavra que em grego significa fusão.
É justamente a união de duas vogais idênticas. Essa
união é representada graficamente pelo acento
grave. Vamos recordar e saber identificar situações
em que a crase deve ou não ser empregada.
Em situações de lugares troque o destino pela
procedência. Se nesta troca aparecer a preposição
"da", ocorrerá crase. Fui a Brasília buscar uns
documentos. Sem crase, pois na troca (venho de
Brasília) não aparece a preposição "da". Fui à
Itália durante alguns dias da minha lua-de-mel. Com
crase, pois na troca (venho da Itália) aparece a
preposição "da".
Em palavras masculinas não ocorre crase (a
serviço, a cavalo etc), porém, se estiver
subentendida as expressões "à maneira de ou à
moda de", ocorrerá crase. Sempre assisto a peças
teatrais à Machado de Assis.
Se o "a" estiver no singular e a próxima palavra
estiver no plural, não ocorrerá crase. A palestra foi
muito útila pessoas que procuram retornar ao
mercado de trabalho. Neste caso, poderíamos
escrever "às pessoas", porém, jamais escreveríamos
"à pessoas".
Não há crase diante de palavras
repetidas. Gota a gota, cara a cara, dia a dia etc.
Não há crase antes de verbo no infinitivo. A
seguir, ouviremos a leitura da ata desta reunião. No
caso, nunca escreveríamos "à seguir”, pois o verbo
seguir está no infinitivo.
Emprega-se crase diante dos pronomes aquele
(a), aqueles (as) e aquilo quando houver fusão de
dois "as". Eles chegaram atrasados àquele lugar
porque o trânsito estava congestionado. No caso,
houve dois "as", pois quem chega atrasado, chega
atrasado a algum lugar, ou seja, houve junção da
preposição "a" com o pronome "aquele".
Já com a palavra distância, observe se há
formação da locução "à distância de", se assim
houver, use crase. Dias destes, identifiquei minha
colega de sala à distância de uns 200 metros,
Trabalhando pela sua conquista.
Português
63
aproximadamente.
Com a palavra casa, considera-se se há ou não
especificação, se tiver, terá emprego de
crase. Sempre retorno a casa de todos. Quem são
esses todos? Logo, não há especificação, portanto,
não haverá crase. Visitarei à casa de Pedro na
próxima semana, pois iniciarei minhas férias. No
caso, a casa a ser visitada foi especificada, portanto,
há emprego do acento indicador de crase.
Semelhantemente ocorre com a palavra terra, pois
quando Terra for planeta portará acento grave, e
quando se referir a chão, só terá crase se houver
especificação. O retorno dos astronautas à Terra foi
um verdadeiro sucesso. No caso, Terra refere-se ao
planeta. O meu retorno à casa de meus pais foi
motivo de grande alegria para todos os presentes
naquela ocasião. No caso, houve especificação da
casa que recebeu o retorno de alguém. Depois de
um lindo Cruzeiro Marítimo, nós estávamos ansiosos
pelo retorno a terra. No caso, terra significa chão
firme e não há especificação.
Fique atento, pois sempre ocorre crase nos casos
a seguir: às duas horas; à tarde; à direita; à
esquerda; às vezes; às pressas; à frente; à medida,
à vontade, à disposição, à moda de, à maneira de
etc.
27. SINAIS DE PONTUAÇÃO
SINAIS DE PONTUAÇÃO
Sinais de Pontuação são sinais gráficos que
contribuem para a coerência e a coesão de
textos, bem como têm a função de desempenhar
questões de ordem estilística.
São eles: o ponto (.), a vírgula (,), o ponto e
vírgula (;), os dois pontos (:), o ponto de
exclamação (!), o ponto de interrogação (?), as
reticências (...), as aspas (“”), os parênteses ( ( ) )
e o travessão (—).
Ponto (.)
O ponto, ou ponto final, é utilizado para terminar a
ideia ou discurso e indicar o final de um período.
O ponto é, ainda, utilizado nas abreviações.
Exemplos do uso de ponto final:
Acordei e logo pensei nela e na discussão que
tivemos. Depois, saí para trabalhar e resolvi
ligar e pedir perdão.
O filme recebeu várias indicações para o Oscar.
Esse acontecimento remonta ao ano 300 a.C.,
segundo afirmam os nossos historiadores.
Sr. João, lamentamos informar que o seu voo foi
cancelado.
Vírgula (,)
A vírgula indica uma pausa no discurso. Sua
utilização é tão importante que pode mudar o
significado quando não utilizada ou utilizada de
modo incorreto. A vírgula também serve para
separar termos com a mesma função sintática,
bem como para separar o aposto e o vocativo.
Exemplos do uso de vírgula:
Vou precisar de farinha, ovos, leite e açúcar.
Rose Maria, apresentadora do programa da
manhã, falou sobre as receitas vegetarianas.(aposto)
Desta maneira, Maria, não posso mais acreditar
em você. (vocativo)
Ponto e Vírgula (;)
O ponto e vírgula serve para separar várias
orações dentro de uma mesma frase e para
separar uma relação de elementos.
É um sinal que muitas vezes gera confusão nos
leitores, já que ora representa uma pausa mais
longa que a vírgula e ora mais breve que o ponto.
Exemplos do uso de ponto e vírgula:
Os empregados, que ganham pouco, reclamam;
os patrões, que não lucram, reclamam
igualmente.
Joaquim celebrou seu aniversário na praia; não
gosta do frio e nem das montanhas.
Os conteúdos da prova são: Geografia; História;
Português.
Dois Pontos (:)
Esse sinal gráfico é utilizado antes de uma
explicação, para introduzir uma fala ou para
iniciar uma enumeração.
Exemplos do uso de dois pontos:
Na matemática, as quatro operações essenciais
são: adição, subtração, multiplicação e divisão.
Joana explicou: — Não devemos pisar na
grama do parque.
Descobri onde estava o livro: na mochila.
Ponto de Exclamação (!)
O ponto de exclamação é utilizado para exclamar.
Assim, é colocado em frases que denotam
Trabalhando pela sua conquista.
Português
64
sentimentos como surpresa, desejo, susto,
ordem, entusiasmo, espanto.
Exemplos do uso de ponto de exclamação:
Que horror!
Ganhei!
Quieto!
Ponto de Interrogação (?)
O ponto de interrogação é utilizado para
interrogar, perguntar. Utiliza-se no final das frases
diretas ou indiretas-livre.
Exemplos do uso de ponto de interrogação:
Quer ir ao cinema comigo?
Será que eles preferem jornais ou revistas?
Entendeu?
Reticências (...)
As reticências servem para suprimir palavras,
textos ou até mesmo indicar que o sentido vai
muito mais além do que está expresso na frase.
Exemplos do uso de reticências:
Ana gosta de comprar sapatos, bolsas, calças…
Não sei… Preciso pensar no assunto.
"A vida é uma tempestade (...) Um dia você está
tomando sol e no dia seguinte o mar te lança
contra as rochas." (O Conde de Monte Cristo,
Alexandre Dumas)
Aspas (" ")
É utilizado para enfatizar palavras ou expressões,
bem como é usada para delimitar citações de
obras.
Exemplos do uso de aspas:
Satisfeito com o resultado do vestibular, se
sentia "o bom”.
Brás Cubas dedica suas memórias a um verme:
"Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do
meu cadáver dedico como saudosa lembrança
estas memórias póstumas."
É simplesmente "inacreditável" o que
aconteceu.
Parênteses ( ( ) )
Os parênteses são utilizados para isolar
explicações ou acrescentar informação acessória.
Exemplos do uso de parênteses:
O funcionário (o mais mal-humorado que já vi)
fez a troca dos artigos.
Cheguei à casa cansada, jantei (um sanduíche
e um suco) e adormeci no sofá.
Saiu às pressas (como sempre) e esqueceu o
lanche na cozinha.
Travessão (—)
O Travessão é utilizado no início de frases diretas
para indicar os diálogos do texto bem como para
substituir os parênteses ou dupla vírgula.
Exemplos:
Muito descontrolada, Paula gritou com o marido:
— Por favor, não faça isso agora, pois teremos
problemas mais tarde.
Perguntei: — Onde é o ponto de ônibus?
Maria - funcionária da prefeitura - aconselhou-
me que fizesse assim.
28. Redação Oficial: Padrão Oficio.
MODELO DE OFÍCIO:
(utilizar folha de 21,5 X 31,5 cm)
Sinete
Timbre da Ministério da Educação
Repartição Departamento Livro Didático
expedidora
Local e data
Número do Of. Nº 234/96 Porto Alegre, 21 de novembro de 1997.
documento
Ementa Assunto: Solicitação de Levantamento
3 espaços duplos
Trabalhando pela sua conquista.
Português
65
15 espaços
Vocativo Senhor Secretário
5 espaços
Texto
20 espaços
Os
parágrafos
entre o
inicial e o
final são
numerados
Fecho
A fim de averiguarmos as necessidades de fornecimento de livros
escolares gratuitos à rede de bibliotecas desse Estado, vimos solicitar-lhe que
providencie um levantamento completo dos títulos adotados e/ou recomendados
pelo professorado de 1º Grau, de modo que possamos planejar as quotas de
distribuição para o próximo biênio.
2. Tal levantamento deverá ser apresentado por série’disciplinas,
abrangendo todas as escolas públicas estaduais, com prazo de entrega a este
Departamento em 30 de outubro do corrente ano.
Certos da colaboração de sua Secretaria neste empreendimento,
reafirmamos-lhe nossa elevada consideração.
3 espaços duplos
Assinatura do requerente FULANO DE TAL
Cargo Diretor do DLD
Endereço Ao Ilmo. Sr. Beltrano de Tal,
do M.D. Secretário da Educação
destinatário Rua Tal nº tal.
Porto Alegre, RS
PM/RS 4 cm
Quanto ao Vocativo
Inicia a três espaços-padrão abaixo da data e a 2,5 cm da margem esquerda.
Consiste simplesmente da expressão “Senhor(es)” seguido de cargo ou função do
destinatário: Senhor Governador, Senhores Deputados, Senhor Gerente, Senhor Diretor-Geral,
Senhor Chefe, etc.
Não há unanimidade quanto à pontuação do vocativo, pode-se usar vírgula, ponto ou dois
pontos.
Quanto a Introdução
Inexistente. Vai-se direto ao que interessa: “Comunicamos...”, Solicitamos...”,
Encaminhamos...”, etc.
Quanto ao Texto
Consiste na exposição, de forma objetiva e polida, do assunto, fazendo seus parágrafos
necessários. Podendo ser numerados a partir do segundo.
Quanto ao Fecho
Modernamente, usam-se apenas “Atenciosamente” ou
“Respeitosamente”, seguidos de vírgula.
O alinhamento é o do parágrafo, ou coloca-se acima da assinatura. Não se numera.
Signatário
Nome e cargo do remetente, encimados pela assinatura,
sem traço, a direita do papel.
Caso o ofício ocupe mais de uma
folha, o destinatário permanece na
1ª folha indo para a última apenas
o signatário.
Podem ainda constar no ofício o
número de anexos e as iniciais do
redator e datilógrafo.
Trabalhando pela sua conquista.
Português
66
Destinatário
Deve coincidir com a extremidade inferior do papel, a 4 cm da borda inferior.
COLETÂNEA DE EXERCÍCIOS E PROVAS ANTERIORES.
RESOLVA EXERCÍCIOS DE PORTUGUÊS
SOBRE CONJUNÇÕES NA LÍNGUA
PORTUGUESA PARA CONCURSOS PÚBLICOS
COM GABARITO NO FINAL DA PÁGINA.
Conta-se que, um dia, Sócrates parou diante de
uma tenda do mercado em que estavam
expostas diversas mercadorias. Depois de algum
tempo, ele exclamou: "Vejam quantas coisas o
ateniense precisa para viver." Naturalmente ele
queria dizer com isto que ele próprio não
precisava de nada daquilo. Esta postura de
Sócrates foi o ponto de partida para a filosofia
cínica, fundada em Atenas por Antístenes - um
discípulo de Sócrates, por volta de 400 a. C. Os
cínicos diziam que a verdadeira felicidade não
depende de fatores externos, como o luxo, o
poder político e a boa saúde. Para eles, a
verdadeira felicidade consistia em se libertar
dessas coisas casuais e efêmeras. E justamente
porque a felicidade não estava nessas coisas, ela
podia ser alcançada por todos. E, uma vez
alcançada, não podia mais ser perdida.
(Jostein Gaarden, O Mundo de Sofia. São Paulo,
Cia. das Letras, 1995)
Atente-se ao emprego da conjunção
EXERCÍCIO DE CONJUNÇÃO 1.
Assinale a alternativa que introduz,
corretamente, de acordo com o sentido do texto,
uma conjunção na frase: E, uma vez alcançada,
não podia mais ser perdida.
a) E, por mais que alcançada, não podia mais
ser perdida.
b) E, ainda que alcançada, não podia mais ser
perdida.
c) E, quando alcançada, não podia mais ser
perdida.
d) E, para que alcançada, não podiamais ser
perdida.
e) E, nem alcançada, não podia mais ser
perdida.
Usos dos Porquês e Atividade com Gabarito
de Conjunção
EXERCÍCIO SOBRE O USO DOS PORQUÊS 2.
Assinale a alternativa correta quanto à grafia da
palavra porque.
a) Mas o futebol tem importância por quê? Você
sabe o motivo por que o brasileiro ama futebol?
Porque ele mexe com outras dimensões de
nossa natureza.
b) Mas o futebol tem importância porque? Você
sabe o motivo porque o brasileiro ama futebol?
Porque ele mexe com outras dimensões de
nossa natureza.
c) Mas o futebol tem importância por quê? Você
sabe o motivo porque o brasileiro ama futebol?
Por que ele mexe com outras dimensões de
nossa natureza.
d) Mas o futebol tem importância por quê? Você
sabe o motivo por que o brasileiro ama futebol?
Por que ele mexe com outras dimensões de
nossa natureza.
e) Mas o futebol tem importância por que? Você
sabe o motivo porque o brasileiro ama futebol?
Por que ele mexe com outras dimensões de
nossa natureza.
EXERCÍCIO DE CONJUNÇÃO 3.
Assinale as afirmações abaixo com V
(verdadeiro) ou F (falso), no que se refere ao
emprego de nexos do texto.
( ) A substituição de Se por Caso, em Se você
não está no Facebook e encontra aquele amor
antigo da escola ali exige que os verbos dessas
orações subordinadas sejam flexionados no
modo subjuntivo.
( ) No trecho E agora que ela faz parte da vida
de praticamente todo mundo há uma década, a
conjunção E poderia ser substituída pela
conjunção Mas, sem prejuízo do sentido original.
( ) A substituição de já que por por, em já que
elas mostram num mapa onde os usuários estão
a cada momento exigiria que o verbo mostrar
fosse flexionado no infinitivo.
( ) para, em para protestar contra aquela
mudança na configuração de privacidade poderia
ser substituído por a fim de, sem prejuízo do
sentido original.
A sequência que preenche corretamente os
parênteses, de cima para baixo, é
a) V - V - F - V.
b) F - F - V - F.
c) V - F - F - V.
d) V - F - V - V.
e) V - F - V - F.
Gabarito: 1.C 2.A 3.D
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS DE CONJUNÇÕES
COORDENATIVA E SUBORDINATIVA COM
GABARITO
1. No período "Os banqueiros já puderam
comemorar o investimento, pois o índice de
risco e de instabilidade do Brasil caiu", a
conjunção pois estabelece uma relação de:
a) explicação
Trabalhando pela sua conquista.
Português
67
b) oposição
c) condição
d) causa
e) comparação
2. Observe atentamente os segmentos
ainda não contidos pelo estigma de
improdutivos e ainda não constrangidos
pela impaciência. No contexto, eles
a) expressam ideias que estão unicamente
justapostas, sem nenhuma outra relação entre
elas.
b) expressam, respectivamente, uma causa e
uma consequência.
c) estão em relação de alternância.
d) expressam dois desejos, por isso estão
associados como se estivessem unidos pela
conjunção e.
e) expressam comparação entre dois fatos.
Gabarito: 1.A 2.B
EXERCÍCIOS DE PREPOSIÇÃO PARA
CONCURSOS COM GABARITO
Português para concursos
Exercício de Preposição 1.
É bom lembrar que a ciência cria modelos que
descrevem a realidade; esses modelos não são a
realidade, só nossas representações dela. As
"verdades" que tanto admiramos são
aproximações do que de fato ocorre. As
ocorrências do QUE no período acima classificam-
se corretamente como
a) conjunção - pronome relativo - pronome
relativo - pronome relativo
b) conjunção - pronome relativo - conjunção -
conjunção
c) conjunção - pronome relativo - pronome
relativo - conjunção
d) pronome relativo - conjunção - pronome
relativo - conjunção
e) pronome relativo - conjunção - pronome
relativo - pronome relativo
Gabarito: Alternativa A
Exercício de Preposição 2.
"A urbanização do Brasil deu à miséria certa
impessoalidade. Ela passou a apresentar-se como
um elemento da paisagem, algo para ser visto
pela janelinha do carro, ora esparramada sobre a
calçada, ora refugiada sob o viaduto. A
modernidade trouxe novas formas de contato com
a riqueza. Logo a miséria estava batendo, suja,
esfarrapada, no vidro de nosso carro."
Considerando a norma padrão da Língua
Portuguesa no fragmento acima, afirma-se
corretamente que
a) a supressão da preposição em "passou a
apresentar-se" prejudica a correção da frase.
b) a forma verbal correspondente a passou, no
plural, mantendo-se o tempo e o modo, é
"passam".
c) as conjunções ora.ora, no fragmento "ora
esparramada sobre a calçada, ora refugiada sob o
viaduto.", aditam duas ideias que expressam a
mesma noção de finalidade da ação.
d) o deslocamento do adjetivo "novas", com as
devidas alterações, produz "formas novas de
contato com a riqueza", com forte prejuízo do
sentido original.
e) o termo destacado na frase "A urbanização do
Brasil deu à miséria certa impessoalidade." exerce
a função de adjunto.
Gabarito: Alternativa A
Exercício de Preposição 3.
Assinale o item correto, quanto aos comentários
sintáticos.
a) Em "via até a ponta das barbas brancas de
Deus.", o emprego da preposição destacada
constitui caso de regência.
b) Nas passagens "...que pareciam confetes e
lantejoulas," e "se os países poluentes
continuarem sua obra sufocante.", os verbos
apresentam a mesma predicação.
c) Em "...onde nos esturricaremos todos...", a
colocação do pronome oblíquo justifica-se pela
exigência do pronome relativo.
d) Em "que ainda existiam naqueles tempos,",
substituindo- se o verbo existir pela locução
verbal dever haver, tem-se deviam haver.
e) Nas passagens "...só havia vento..." e "os
pescadores haviam aprendido...", os termos
destacados exercem a mesma função sintática.
Gabarito: Alternativa C
EXERCÍCIOS DE ORAÇÕES COORDENADAS E
SUBORDINADAS COM GABARITO PARA
CONCURSOS PÚBLICOS FEDERAIS.
Questões de Português e Atividades
Resolvidas com Gabarito de Língua
Portuguesa de Orações Coordenadas e
Subordinadas, Médio e Superior.
1. Na frase “E quando Larissa se agita, é
para desobedecer ao pai ou à mãe.”, temos
como incorreta:
a) Período composto por subordinação,
coordenado pela conjunção e ao anterior.
b) Oração subordinada adverbial temporal: ...
“quando Larissa se agita”.
c) Oração subordinada adverbial final reduzida de
infinitivo : para desobedecer ao pai ou à mãe.
d) Oração principal : é.
e) O período é composto por coordenação.
http://exercicios-de-portugues.blogspot.com/2010/11/exercicios-de-pronome-relativo.html
http://exercicios-de-portugues.blogspot.com/2011/04/exercicios-sobre-o-emprego-das.html
Trabalhando pela sua conquista.
Português
68
2) Em relação a orações coordenadas é correto
afirmar:
a) Sempre possui uma conjunção ligando uma a
outra;
b) Nunca possui conjunções, apenas vírgula
separando uma das outras;
c) Não possui sentido próprio, logo necessita de
outra oração para ter sentido.
d) São orações independentes, tem sentido
próprio.
3) Classifique a oração a seguir: “Pedro não
trabalhava, nem estudava.”
a) É uma oração coordenada assindética;
b) É uma oração coordenada sindética alternativa;
c) É uma oração coordenada sindética aditiva;
4) Na oração “PEDRO NÃO JOGA E NEM
ASSISTE”, temos a presença de uma oração
coordenada que pode ser classificada em:
a) Coordenada assindética;
b) Coordenada assindética aditiva;
c) Coordenada sindética alternativa;
d) Coordenada sindética aditiva.
5) Sobre as orações subordinadas é correto
afirmar:
a) São classificadas em substantivas – adjetivas –
adverbiais;
b) São orações que em suas estruturas sempre
necessitará de vírgula para ligar uma oração a
outra;
c) São orações que nunca precisam de sujeito.
d) São orações que utilizamos separadamente do
texto, para ensinar nossos alunos.
6) Em um período composto por subordinação, a
oração que não possui sujeito na oração principal,
dentro das orações subordinadas substantivas,
será classificada como:
a) Oraçãosubordinada substantiva predicativa;
b) Oração subordinada substantiva apositiva;
c) Oração subordinada subjetiva;
d) Oração subordinada objetiva direta.
7. Observe os versos seguintes: Fica decretado
que o homem não precisará nunca mais
duvidar do homem. Com relação à morfossintaxe
desse período, a segunda oração, de acordo com
a norma culta da
língua, é classificada como:
a) subordinada adjetiva restritiva.
b) subordinada substantiva completiva nominal.
c) subordinada adverbial causal.
d) subordinada substantiva objetiva direta.
e) subordinada substantiva subjetiva.
8. Há exemplo de oração subordinada em:
a) Empreender significa acreditar na capacidade
pessoal de iniciativa e de superação de
obstáculos.
b) A escola introduziu em seu currículo uma série
de medidas para o alcance de seus propósitos.
c) Entre os bons momentos da coleção figura uma
série de fotografias de Robert Doisneau que
registram o cotidiano das fábricas.
d) Não se importa com o dano, mas exige a
ilicitude da conduta.
e) Ele é defensor de posições severas em relação
às operadoras de planos e seguros de saúde e
sustenta sua utilização de maneira ampla em
ambas as modalidades, individual e coletiva.
9. “Voa, coração, que ele não deve demorar”, a
oração destacada é corretamente classificada
como:
a) Coordenada concessiva.
b) Subordinada adverbial temporal.
c) Coordenada explicativa.
d) Subordinada substantiva objetiva direta.
e) Coordenada consecutiva.
10. No trecho abaixo, as orações introduzidas
pelos termos grifados são classificadas, em
relação às imediatamente anteriores, como:
“Não há dúvida de que precisaremos curtir mais o
dia a dia, mas nunca à custa de nossos filhos...”
a) Oração subordinada substantiva objetiva
indireta e coordenada sindética adversativa;
b) Oração subordinada adjetiva restritiva e
coordenada sindética explicativa;
c) Oração subordinada adverbial conformativa e
subordinada adverbial concessiva;
d) Oração subordinada substantiva completiva
nominal e coordenada sindética adversativa;
e) Oração subordinada adjetiva restritiva e
subordinada adverbial concessiva.
Gabarito dos Exercícios de Orações
Coordenadas e Subordinadas:
1.E 2.D 3.C 4.D 5.A 6.C 7.E 8.C 9.C 10.D
EXERCÍCIOS DE COMPLEMENTO NOMINAL
COM GABARITO PARA CONCURSOS
PÚBLICOS FEDERAIS E QUESTÕES DE
COMPLEMENTO NOMINAL RESOLVIDAS
Exercícios de Complemento Nominal
Resolvido
1. A oração que apresenta complemento nominal
é:
a) Os pobres necessitam de ajuda.
b) Sejamos úteis à sociedade.
c) Os homens aspiram à paz.
d) Os pedidos foram feitos por nós.
e) A leitura amplia nossos conhecimentos.
2. Assinale a alternativa em que o termo grifado é
complemento nominal:
Trabalhando pela sua conquista.
Português
69
a) A enchente alagou a cidade.
b) Precisamos de mais informações.
c) A resposta ao aluno não foi convincente.
d) O professor não quis responder ao aluno.
e) Muitos caminhos foram abertos pelos
bandeirantes.
3. "A compreensão é a necessidade do fraco."
Temos aí:
a) predicado nominal e complemento nominal
b) sujeito simples e verbo transitivo
c) oração sem sujeito e complemento nominal
d) sujeito simples e objeto direto
e) n.d.a
4. A função sintática das palavras grifadas nos
períodos dos itens I, II e III é, respectivamente:
I -"(...) minha carne estremece na certeza de tua
vinda."
II - "(...) entretanto eu te diviso, ainda tímida,
inexperiente das luzes que vais acender."
III -"Havemos de amanhecer. O mundo se tinge
com as tintas da antemanhã (...)"
a) adjunto adnominal, objeto indireto,
complemento nominal
b) objeto indireto, objeto direto, adjunto
adnominal
c) complemento nominal, objeto direto, adjunto
adnominal
d) complemento nominal, objeto direto,
complemento nominal
e) objeto indireto, objeto indireto, complemento
nominal
Extraído para as Bancas CESPE, FCC, ESAF e
CESGRANRIO
Gabarito dos Exercícios:
1.B 2.C 3.E 4.C
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS DE
ORTOGRAFIA COM GABARITO PARA
CONCURSOS PÚBLICOS
1. Estão grafadas corretamente todas as
palavras da frase:
a) O mercado mais atraente é necessáriamente
aquele que possue mais produtos disponíveis.
b) Com o adivento da internet, deparamos com
uma imença cidade virtual, onde há os melhores
preços do mercado.
c) A escacês de mercadorias no campo foi
determinante para explicar o porque dos homens
se agru- parem nas cidades.
d) As empresas virtuais vêm se tornando
concorrentes desleais das que se encontram no
mundo físico.
e) O mercado de relacionamentos virtuais assistiu
a um avanço discomunal com a consolidassão da
internet.
Gabarito: Alternativa D
2. As palavras de uma língua podem ser
usadas com sentido próprio ou figurado,
dependendo do contexto de que fazem
parte. Tem-se uma palavra usada em
sentido figurado no fragmento:
a) “Sem perceber, fazemos publicidade
gratuitamente ao usar roupas, sapatos, bolsas e
outros objetos com etiquetas visíveis.”
b) “É preciso esclarecer que propaganda e
publicidade são dois termos que geralmente se
confundem.”
c) “Também chama a nossa atenção em bancos,
escritórios, hospitais, restaurantes, cinema e
outros lugares públicos.”
d) “..não teria sido possível sem que o
bombardeio incessante da publicidade tente nos
convencer...”
Gabarito: Alternativa D
3. Umas são arredondadas e cheias, aquelas
magras e angulosas, e todas têm ar próprio,
que não se presta a confusão.
A relação semântica existente entre as
expressões grifadas na afirmativa acima é
percebida também entre os dois elementos
grifados em:
a) que revela a ação de muitos dias e muitas
lavadeiras.
b) um ente especial, que se divide e se unifica ao
sabor do trabalho.
c) a pedra a acompanha em surdina... parece que
o canto murmurante vem da pedra.
d) e a lavadeira lhe dá volume e desenvolvimento.
e) as pedras são uma fortuna, joias que elas não
precisam levar para casa.
Gabarito: Alternativa E
4. Decerto que em muitos casos o uso do
véu é imposto pela família e pode ser um
símbolo de sujeição da mulher, mas basta
uma que o faça por vontade própria para
que a lei resulte em violação de seus
direitos.
Considerado o trecho acima, em seu
contexto, é legítimo afirmar:
a) O emprego de “Certamente”, no lugar de
Decerto, expressaria a ideia de certeza, não
encontrada no trecho.
b) Transpondo o uso do véu é imposto pela
família para a voz ativa, a forma verbal obtida é
“impõe”.
c) A ausência de vírgula após muitos casos
constitui deslize do autor, pois, nesse específico
contexto, ela é obrigatória.
d) Se, em vez de uma, fossem consideradas “duas
mulheres”, o segmento estaria correto assim “mas
basta duas que os faça...”.
Trabalhando pela sua conquista.
Português
70
e) A expressão para que introduz a finalidade de
uma ação, finalidade que o autor considera
desejável.
Gabarito: Alternativa B
5. A medida extrema só encontra explicação no
sentimento xenófobo que se dissemina pela
França. Vem a calhar para o presidente Nicolas
Sarkozy, que parece disposto a tudo para
melhorar seus índices de popularidade.
No que se refere ao trecho acima, em seu
contexto, é correto afirmar:
a) Substituindo só encontra explicação no
sentimento xenófobo por “só se explica pelo
sentimento xenófobo”, o sentido e a correção
originais são preservados.
b) A palavra xenófobo está grafada corretamente,
assim como ocorre com “xecar”.
c) O segmento que se dissemina pela França
corresponde à formulação “que a França
dissemina”.
d) O pronome seus remete à França.
e) Se em vez de para melhorar fosse usada a
forma “para que melhore”, a correção da frase
estaria garantida.
Gabarito: Alternativa A
Exercícios da Nova Ortografia
6. A palavra destacada que está empregada
corretamente é:
a) Diante de tantos abaixos-assinados, teve de
acatar a solicitação.b) Considerando os incontestáveis contra-
argumento, reconheceu a falha do projeto.
c) Ele é um dos mais antigos tabeliões deste
cartório.
d) Os guardas-costas do artista foram agressivos
com os jornalistas.
e) Os funcionários da manutenção já instalaram
os corrimãos.
Gabarito: Alternativa E
COLETÂNEA DE PROVAS E TESTES
OS LIVROS E SUAS VOZES
Se há uma pessoa que possa, a qualquer momento, arrancar da sua infância uma recordação maravilhosa, essa pessoa sou eu.
[...]
Tudo quanto, naquele tempo, vi, ouvi, toquei, senti, perdura em mim com uma intensidade poética inextinguível. Não saberia
dizer quais foram as minhas impressões maiores. Seria a que recebi dos adultos tão variados em suas ocupações e em seus aspectos?
Das outras crianças? Dos objetos? Do ambiente? Da natureza? [...]
Recordo céus estrelados, chuva nas flores, frutas maduras, casas fechadas, estátuas, negros, aleijados, bichos, suínos, realejos,
cores de tapete, bacia de anil, nervuras de tábuas, vidros de remédio, o limo dos tanques, a noite em cima das árvores, o mundo visto
através de um prisma de lustre, o encontro com o eco, essa música matinal dos sabiás, lagartixas pelos muros, enterros, borboletas, o
carnaval, retratos de álbum, o uivo dos cães, o cheiro do doce de goiaba, todos os tipos populares, a pajem que me contava com a
maior convicção histórias do Saci e da Mula-sem-cabeça( que ela conhecia pessoalmente); minha avó que me cantava rimances e me
ensinava parlendas... [...]
Mais tarde [...] os livros se abriram, e deixaram sair suas realidades e seus sonhos, em combinação tão harmoniosa que até
hoje não compreendo como se possa estabelecer uma separação entre esses dois tempos de vida, unidos como os fios de um pano. Foi
ainda nessa área que apareceram, um dia, os meus próprios livros, que não são mais do que o desenrolar natural de uma vida
encantada com todas as coisas [...]
Sempre gostei muito de livros e, além dos livros escolares, li os de histórias infantis, e os de adultos: mas estes não me
pareciam tão interessantes, a não ser, talvez, Os Três Mosqueteiros, numa edição monumental, muito ilustrada, que fora de meu avô.
Aquilo era uma história que não acabava nunca; e acho que esse era o seu principal encanto para mim. Descobri o Dicionário, uma
das invenções mais simples e mais formidáveis e também achei que era um livro maravilhoso, por muitas razões. [...]
Quando eu ainda não sabia ler, brincava com livros e imaginava-os cheios de vozes, contando o mundo.
Cecília Meireles.
1. Sobre o texto, assinale a alternativa correta:
a) a autora relata boas recordações de sua infância.
b) suas lembranças da infância são reveladas de maneira
negativa, tristes.
c) a autora afirma que nunca recebeu incentivo algum para
despertar seu interesse pelos livros.
d) seu gosto pela leitura nasceu sem a influência de outras
pessoas.
e) o relato pode ser considerado um tipo de texto, no qual a
autora não cita nenhuma experiência vivida.
2. A palavra, em negrito, no período que segue: “Tudo
(...) perdura em mim com uma intensidade poética
inextinguível”, de acordo com o texto tem um
significado. Assinale a alternativa correta:
a) o termo adquire um sentido de indiferença.
b) recordações que não podem ser esquecidas ou apagadas
da lembrança.
c) a palavra, no texto, dá ideia de abolição das lembranças.
d) inextinguível é o mesmo que dizer erradicar, deixar de
aparecer.
e) a palavra grifada é igualada ao sentido de esquecimento.
3. De acordo com os dois últimos parágrafos do texto,
assinale a alternativa correta:
a) os livros são, somente, objetos que representam a ideia de
algum (a) autor (a) e, deles, todos os leitores nada
depreendem.
b) a expressão “cheios de vozes” possui o mesmo significado
de ideias confusas, que nada dizem a todos os leitores.
c) em “(...) contando o mundo.”, a expressão, no texto, não tem
o mesmo sentido de falar ou escrever sobre as realidades ou
http://exercicios-de-portugues.blogspot.com/2011/10/exercicios-da-nova-ortografia.html
Trabalhando pela sua conquista.
Português
71
sonhos passados ou atuais.
d) as expressões “(...) cheios de vozes”, “contando o mundo.”,
neste texto, privilegiam, somente, uma maneira poética de
enfatizar a existência de que todos os seres humanos já se
tornaram bons leitores.
e) os livros são cheios de palavras, frases, histórias que se
transformam em vozes, as quais traduzem o que existe no
pensamento; uma forma diferente de falar o escrever sobre
qualquer assunto do mundo que nos cerca.
4. Existem palavras que servem como elementos de
coerência e coesão de um texto. Entre elas,
encontramos as classificadas, morfologicamente,
como conjunções.
“(...) li os livros de histórias infantis, e os de adultos: mas estes
não me pareciam tão interessantes(...)” No período, acima,
aparece a conjunção “mas”. Assinale a afirmativa correta,
conforme o seu significado no texto.
A. tem um sentido de adição.
B. significa uma junção, soma de ideias.
C. traduz uma ideia de contradição.
D. adquire um sentido de alternância ao externar o
pensamento.
E. não é uma conjunção adversativa.
5. No período: “Recordo céus estrelados, chuva nas
flores, frutas maduras, casas fechadas, estáticas (...)”,
as palavras, em negrito, devem ser consideradas, de
acordo com a sua classificação morfológica, na
seguinte sequência:
A. verbo, adjetivo, substantivo, pronome.
B. adjetivo, substantivo, preposição, advérbio.
C. verbo, substantivo, pronome, conjunção.
D. verbo, adjetivo, preposição, pronome.
E. verbo, substantivo, substantivo, adjetivo.
6. Indique a oração onde o verbo aparece erradamente
preposicionado:
a) As crianças se sumiram em meio à multidão de fiéis.
b) Os meus planos se goraram no dia em que perdi o
emprego.
c) Alunos e professores se confraternizaram depois da festa.
d) Após a tempestade, o relógio da praça se adiantou alguns
minutos.
e) A duplicata se vence no início do mês.
7. Assinale a alternativa na qual a frase está
redigida corretamente, de acordo com a gramática
normativa.
a) Mais de uma ONG são responsáveis pela preservação
da floresta.
b) A região amazônica está meia ocupada por brancos e
por índios.
c) Um elemento importante está ausente dos debates
sobre o futuro da floresta: o homem que vive na região.
d) Os habitantes, mantido à margem das discussões sobre
o futuro da Amazônia, é o protagonista da saga
amazônica.
e) Fazem muitos anos que Euclides da Cunha escreveu
seu livro sobre a Região Norte e ela continua em destaque
na mídia como um problema ainda sem solução
8. Leia as afirmativas abaixo.
I. A colocação do pronome em ênclise na oração “e de que
ainda há tempo de salvá-la.” justifica-se porque o verbo
está no infinitivo.
II. A frase “Na Amazônia o açaí, é mais do que um fruto, é
uma manifestação cultural. Ele faz parte da rotina e da
alimentação diária do povo da região.” está pontuada de
acordo com as regras de pontuação gráfica.
III. Na frase “Estranhamente, o único elemento mantido à
margem dessa equação é o protagonista da saga
amazônica” a crase é facultativa, porque a expressão
destacada pode ser substituída por “na margem”.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas
corretas.
a) Somente a afirmativa I está correta.
b) Somente a afirmativa II está correta.
c) Somente a afirmativa III está correta.
d) Somente as afirmativas I e II estão corretas.
e) Somente as afirmativas I e III estão corretas.
9. Que forma verbal se apresenta incorreta?
a) Comunicamo-lhes a data do nosso casamento.
b) Propunha-se-nos discutir claramente a questão.
c) Atribuiu-se-lhes pesada tarefa na padaria.
d) Oferecer-vo-lo-ei, com carinho.
e) Louve-se-te o amor que tens pelos teus filhos.
10. Onde há uma oração coordenada assindética?
a) "Reza, que Deus endireita tudo..."
b) "A casa dela era de pobre, mas estava às ordens."
c) "Não puderesistir, embora temesse a tentação."
d) "O galo cantou, o cachorro uivou, mas a moça não os
ouviu."
e) "Era pálida e fria, como vela de altar."
11. Identifique o erro:
a) os habite-se agílimos
b) os boas-noites sagradíssimos
c) as poucas-vergonhas publicíssimas
d) os social-democratas reacionariíssimos
e) os anos-luz velocíssimos
12. Ache o período inteiramente correto:
a) Antes de mais nada, mil reais não dá para comprar este
quebra-noz de ouro.
b) Adquiri um TV a cores para o meu cabelereiro.
c) As hemorróides de Manuel pioraram nos anos sessentas
quando ele era o lateral-direito do time.
d) Todo mundo sabe que a obrigação do pagamento dos
Monza e dos Golf ainda vigia.
e) Após exame apurado do caso, vimos que os animais
morreram de epidemia.
13. Indique a colocação indevida do pronome oblíquo:
a) Vou-te vendo.
b) Não convidar-te-ei desta vez.
c) Dais-vos clemência.
d) Aqui, trabalha-se.
e) Dize-lo primeiramente.
14. Indique o erro de pontuação:
a) Diga-me quantas horas são?
b) Dorme, que eu penso.
c) Os soldados agacharam-se, e ele saltou.
d) As nuvens, as folhas, os ventos não são deste mundo.
e) Fecho os meus olhos sobre o mundo - quanta luz!
15. Sobre os pronomes de tratamento é errado dizer que:
a) são certas palavras e locuções que valem por verdadeiros
pronomes pessoais;
b) levam o verbo para a 3.ª pessoa, embora designem a
pessoa a quem se fala (isto é, a 2.ª);
c) não admitem artigo (consequentemente crase), exceto
Senhor, Senhora e Senhorita;
d) exigem o pronome na 3.ª pessoa do singular, bem como
adjetivo e particípio concordando com o sexo da pessoa;
e) deve-se empregar Vossa para a pessoa de quem se fala, e
Sua para a pessoa com quem se fala.
16.Leia com atenção a tirinha abaixo para responder o que se segue:
Trabalhando pela sua conquista.
Língua Portuguesa
72
QUINO. Mafalda. In: NICOLA, José de, INFANTE, Ulisses. Português: São Paulo: Scipione, 1995. p. 132.
Segundo o texto, é correto afirmar:
1 Mafalda concorda com a ideia de que mãe só há uma.
2 A mãe de Mafalda apresenta apenas características não contraditórias.
3 Na visão da menina, a mãe apresenta somente características positivas.
4 A visão que a menina tem de sua mãe não é pessoal; isto é, qualquer um conseguiria identificar facilmente as “várias
mães” da menina.
5 A tirinha mostra que a nossa personalidade é variada e se define na relação com os outros.
17. A regra geral de concordância verbal do português é a seguinte: “O verbo concorda em número e pessoa com o(s)
núcleo(s) do sujeito da oração.” Marque a única alternativa na qual essa regra foi respeitada:
1 A pavimentação das rodovias estaduais demoraria ainda alguns meses.
2 Apareceu uns cinco ou seis interessados no apartamento.
3 Será adquirido novas caixas de som para o auditório.
4 Precisam-se de pedreiros.
5 Conserta-se pranchas de surfe.
18. Assinale a alternativa correta.
a) A formalidade, característica da redação oficial, diz respeito à burocracia, à legalidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual
cuida a comunicação.
b) A formalidade, característica da redação oficial, diz respeito à polidez, à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a
comunicação.
c) A formalidade, característica da redação oficial, diz respeito à rigidez, à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a
comunicação.
d) A formalidade, característica da redação oficial, diz respeito à polidez, à legalidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a
comunicação.
e) A formalidade, característica da redação oficial, diz respeito à legalidade, à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida
a comunicação.
TEXTO
Quem poderia imaginar que os Estados Unidos um dia reconheceriam ter alguma coisa a aprender com a democracia brasileira?
Depois do confuso resultado da última votação presidencial nos Estados Unidos, o jornal The New York Times buscou no Brasil um
modelo exemplar de eleição. „O Brasil, um país maior que a parte continental dos Estados Unidos, realizou a primeira eleição nacional
inteiramente eletrônica, com retumbante sucesso‟, escreveu em editorial o mais influente jornal americano. (Veja on-line)
19. Os termos retumbante e influente podem ser substituídos,
sem prejuízo para a compreensão do texto, respectivamente,
por:
A) muito / famoso
B) barulhento / insipiente
C) estrondoso / importante
D) duvidoso / maior
20. Em “O Brasil, um país maior que a parte continental dos
Estados Unidos, realizou..., a parte em destaque corresponde
a um:
A) sujeito simples C) aposto
B) vocativo D) predicativo
21. Assinale a alternativa que apresenta uma frase em que a
concordância verbal obedece à mesma regra gramatical de “os
Estados Unidos um dia reconheceriam”
A) Minas Gerais conta com uma paisagem de montanhas,
vales e grutas maravilhosas.
B) As Ilhas Cayman constituem um paraíso fiscal para lavagem
de dinheiro.
C) Os Estados do Paraná e de Santa Catarina não
enfrentaram, em 2001, problemas de produção de energia
elétrica.
D) Joinville, Blumenau e Brusque são algumas cidades
catarinenses de colonização alemã.
22. Marque a alternativa CORRETA quanto à concordância
verbal.
A) Deu três horas e o candidato não apareceu.
B) É precaríssima as condições físicas desse prédio.
C) Houveram fraudes nas eleições americanas.
D) Quarenta por cento dos americanos votaram nas últimas
eleições para a escolha de seu Presidente.
23. Assinale a alternativa em que há ERRO quanto à regência.
A) Aspiramos uma boa classificação neste concurso.
B) A confiança é indispensável à credibilidade de nosso
sistema.
C) Esqueci os documentos em casa.
Trabalhando pela sua conquista.
Língua Portuguesa
73
D) Esqueci-me dos documentos no escritório.
24. A classificação dos verbos, quanto à predicação, foi feita
corretamente, EXCETO em:
A) Os Estados Unidos recorreram ao Brasil. – verbo transitivo
indireto
B) A Justiça Eleitoral é a maior interessada nesse estudo. –
verbo intransitivo
C) Há, ainda, possibilidade de fraude? – verbo transitivo direto
D) O eleitorado continua confiante na eficiência da urna
eletrônica. – verbo de ligação
25. Assinale a alternativa em que as palavras recebem acento
agudo em obediência à mesma regra ortográfica de: última e
eletrônica.
A) trânsito – obediência – cidadãos
B) democrático – pântano – próximo
C) assembléia – necessário – série
D) abdômen – hífen – pólen
26.“Não importa o que você tenha: o BANCO XY tem o que
você precisa”.
Essa mensagem publicitária apresenta uma transgressão
gramatical. Assinale a alternativa que a indica.
A) “O que você tenha” não pode funcionar como oração
subordinada substantiva subjetiva.
B)O verbo ter se encontra duas vezes no mesmo tempo verbal.
C)A regência do verbo precisa está incorreta.
D)BANCO XY é sujeito e, por isso, não pode ser grafado em
maiúsculas.
27. “Embora nas últimas décadas as empresas de
comunicação tenham se transformado em gigantes
econômicos, o jornalismo segue uma profissão de risco, e não
só no Brasil.”
Substituindo-se o termo destacado por um sinônimo,
temos:
a) Desde que nas últimas décadas as empresas de
comunicação tenham se transformado em gigantes
econômicos, o jornalismo segue uma profissão de risco, e não
só no Brasil.
b) Conquanto nas últimas décadas as empresas de
comunicação tenham se transformado em gigantes
econômicos, o jornalismo segue uma profissão de risco, e não
só no Brasil.
c) Antes que nas últimas décadas as empresas de
comunicação tenham se transformado em gigantes
econômicos, o jornalismo segue uma profissão de risco, e não
só no Brasil.
d) Mal nas últimas décadas as empresas de comunicação
tenham se transformado em gigantes econômicos, o jornalismo
segue uma profissão de risco, e não só no Brasil.
28. Observe o seguinte trecho:
“Tim Lopes não desapareceu porque há violência no Rio de
Janeiro mas porquetinha uma vontade ainda maior de
descrevê-la para seus habitantes.”
Pontuando o referido texto, podemos considerar como a mais
correta:
a) “Tim Lopes, não desapareceu porque há violência no Rio
de Janeiro, mas porque tinha uma vontade ainda maior de
descrevê-la, para seus habitantes.”
b) “Tim Lopes não desapareceu, porque há violência no Rio
de Janeiro, mas porque tinha uma vontade ainda maior de
descrevê-la para seus habitantes.”
c) “Tim Lopes não desapareceu porque há violência no Rio de
Janeiro, mas porque tinha uma vontade ainda maior de
descrevê-la para seus habitantes.”
d) “Tim Lopes não desapareceu porque há violência no Rio de
Janeiro, mas, porque tinha uma vontade ainda maior de
descrevê-la, para seus habitantes.”
29. Observe o seguinte período:
“A CIA engavetou informações sobre o terrorista que cometeu
os atentados.”
Compare-o com o período que segue:
“A CIA engavetou informações sobre o terrorista, que cometeu
os atentados.”
Pode-se afirmar que:
a) O uso da vírgula em nada alterou o sentido dos períodos;
apenas serviu para enfatizar a oração subordinada.
b) Houve alteração de sentido, uma vez que, no primeiro
período, há apenas um terrorista envolvido e, no segundo, há
vários.
c) Houve alteração de sentido, uma vez que, no segundo
período, há apenas um terrorista envolvido e, no primeiro, há
vários.
d) A vírgula é apenas um recurso enfático, não sendo,
portanto, obrigatória para o bom entendimento do período.
30. Aponte a única alternativa na qual a pontuação não está
sendo corretamente justificada:
a) Faça seu trabalho; antes, porém, estude-o com cuidado.
(conjunção coordenativa adversativa, posposta a um dos
termos da oração: deve estar entre vírgulas.)
b) Todos os problemas, que encontramos na vida, devem ser
encarados com otimismo. (oração subordinada adjetiva
explicativa: deve estar entre vírgulas)
c) Os jogadores (ou talvez nosso técnico) deram-nos este
pentacampeonato. (parênteses usado para caracterizar uma
explicação acessória)
d) A verdade é uma grande arma, dizia meu pai, e não a
mentira.(aposto: deve estar entre vírgulas)
31. Segundo a sintaxe de regência verbal, aponte a única
alternativa que não está de acordo com a norma culta da
língua:
a) Eu me proponho a dar uma nova oportunidade aos meus
atletas durante o torneio de verão.
b) “Dinheiro não compra, mas financia a beleza.”
c) A nova concepção bancária não precisa nem exige o
comparecimento do cliente às suas agências.
d) A campanha contra o cigarro difunde seus malefícios e
contribui para o enfraque-cimento dessa máquina mortífera.
32. Crase é a fusão de duas vogais iguais. Levando-se em
conta esse conceito, aponte a única alternativa em que não
ocorre um erro quanto ao emprego do sinal indicativo de crase:
a) Jamais fizemos alusão à tão delicadas pessoas.
b) Quanto à mim, nada há para falar, todavia peço à todas as
pessoas que me perdoem.
c) À que me falou sempre a verdade, devo minha eterna
gratidão.
d) Qualquer conversa à respeito das eleições começa a
provocar controvérsias, todavia acreditamos que daqui a algum
tempo tudo voltará ao normal.
33. Concordância nominal é a dependência que o artigo, o
numeral, o adjetivo e o pronome adjetivo mantêm com o
substantivo referido, em gênero e número. Diante do exposto,
aponte a única alternativa em que há a correta concordância.
a) Aqui sempre foi proibido a colocação de cartazes políticos.
b) Parece-me que são livros e frutos saborosos.
c) Sós viajaram pai e filha.
d) Nunca encontrei meio medidas para suas atitudes.
34. Em todas as alternativas abaixo há problemas de
concordância, segundo a norma culta da linguagem, exceto
em:
a) A maioria das pessoas que compareceu ao Aeroporto não
se incomodou com o horário e homenageou a seleção
brasileira.
b) Mesmo que as eleições mudem a cara brasileira, não se
entende determinadas posições assumidas por nossos
políticos.
c) Deve existir por esse mundo preconceitos que caracterizam
Trabalhando pela sua conquista.
Língua Portuguesa
74
a triste imagem do ser humano.
d) Não haviam, sobretudo, rumores de que os culpados
seriam inocentados.
35. Desenvolvendo a oração reduzida: “Sendo um ótimo
jogador, Ronaldo levou o Brasil à vitória.” , temos:
a) Se fosse um bom jogador, Ronaldo levaria o Brasil à vitória.
b) Mesmo que seja um bom jogador, Ronaldo levaria o Brasil
à vitória.
c) Assim que for um bom jogador, Ronaldo levará o Brasil à
vitória.
d) Visto que é um bom jogador, Ronaldo levou o Brasil à
vitória.
36. Aponte a única alternativa em que há uma oração adjetiva:
a) Sempre que volto a casa, sinto-me feliz, pois cumpri minha
missão.
b) Adoraria se ele aceitasse meus presentes através dos
quais demonstro meu amor.
c) Não me parece muito importante que faça certas viagens.
d) Por mais que negasse, você sempre acreditou no Brasil.
37. “E acoplado a ele vem a web, com sua cacofonia de
informações, excessivas e desencontradas...”; cacofonia (neste
segmento usado figuradamente) é “qualquer efeito
desagradável ao ouvido em uma seqüência de palavras”
(Michaelis – Moderno dicionário da língua portuguesa, SP,
Melhoramentos, 1998).
O item abaixo que pode ser exemplo de cacofonia é:
(A) A liberdade, como a concebo, não se confunde com o
consumismo.
(B) Uma das liberdades modernas é a de ir e vir.
(C) A natureza humana se preocupa quando aparece algum
perigo.
(D) Quando não se pode desfrutar o luxo, começa-se a
desdenhar dele.
A liberdade foi corrompida pela sociedade de consumo.
Julgue os itens que se seguem, considerando as regras de
pontuação prescritas pela gramática.
38. O Livro de Ouro da Amazônia além de enriquecer a
consciência de muita gente, vai prestar amoroso serviço à vida
da nossa querida floresta, disse o escritor Thiago de Mello.
39. A floresta é retratada, no Livro de Ouro da Amazônia, com
suas dimensões, sua biodiversidade, os povos nativos e suas
ameaças: o desmatamento, a situação social, a pobreza e o
desemprego.
40 “É preciso investir na educação, no ecoturismo, na energia.
A boa notícia é que há muitas oportunidades de negócios para
salvar a Amazônia”, destaca João Meirelles Filho, o autor do
Livro de Ouro da Amazônia.
41. As lendas e crendices que fazem parte do universo da
região amazônica também são recontadas pelo autor, com um
capítulo especial dedicado aos professores: “Sugestões para a
Introdução aos Estudos Amazônicos”.
42. As palavras que melhor substituem “sessão musical, cortar
e acelerar” são:
A. concerto - segar - apressar.
B. concerto - cegar - apressar.
C. conserto - cegar - apressar.
D. concerto - segar - apreçar.
43. A melhor alternativa que completa a frase “ O _____
professor fez uma _____do fato” é:
A. iminente - discrição. C. eminente - discrição.
B. eminente - descrição. D. iminente - descrição.
44. A oração na qual a vírgula está devidamente usada é:
A. Ele, às três da tarde, saiu e comprou um livro.
B. Ele saiu e, comprou um livro.
C. Ele saiu e comprou, um livro.
D. Ele, saiu e comprou um livro.
45. Assinale a alternativa que apresenta uma palavra com
dígrafo e uma com encontro consonantal, sucessivamente:
A. clima - duplo. C. chapéu - clima.
B. pacto - clima. D. clima - chapéu.
46. Assinale a alternativa cuja palavra tenha hiato:
A. água. C. anônimo.
B. autêntica. D. sueco.
47. Assinale a alternativa em que ambas as palavras são
dissílabas:
A. caí - pão. C. saúde - caí.
B. roer - pão. D. caí - roer.
48. Sabendo-se que paroxítona é a palavra cujo acento tônico
recai na penúltima sílaba, assinale a alternativa em que todas
as palavras possuem essa característica:
A. árvore - escritor - maracujá.
B. montanha - lápis - mesa.
C. montanha - quilômetro - árvore.
D. montanha - lápis - árvore.
49. Assinale a alternativa que melhor completa a oração:
“_____ tarde, ela dizia____ ele que ____ deixasse”.
A. Toda - à - à. C. Toda - a - à.
B. Toda - a - a. D.Toda - à - a.
50. Assinale a alternativa correta quanto à regência verbal.
A. Este é o livro que eu gosto e o qual me referi.
B. Este é o livro o qual eu gosto e que me referi.
C. Este é o livro do qual eu gosto e do qual me referi.
D. Este é o livro de que eu gosto e ao qual me referi.
51. A frase em que a pontuação está correta é:
(A) Para fazer um bolo usamos: ovos açúcar farinha leite e
fermento.
(B) Para fazer um bolo usamos: ovos, açúcar, farinha, leite e
fermento.
(C) Para fazer um bolo usamos ovos, açúcar farinha leite e
fermento.
(D) Para fazer um bolo usamos: ovos açúcar, farinha leite e
fermento.
(E) Para fazer um bolo usamos ovos açúcar farinha, leite e
fermento.
52. Dadas as frases:
1) Frutas e legumes são alimentos perecíveis.
2) As verduras deve ser bem lavada antes do consumo
3) As latas de lixo deve ser conservadas tampadas
A concordância está correta em:
(A) 1 apenas (D) 2 e 3 apenas
(B) 1 e 2 apenas (E) 1 – 2 – 3
(C) 1 e 3 apenas
53. Assinale o substantivo que NÃO está acentuado
adequadamente.
a) fluído c) ruína
b) ateísmo d) juízes
54. Assinale a alternativa em que todas as palavras estão
acentuadas corretamente.
a) ítens – dígrafo – flúor – rubrica – núvem – pêsames – ânsia
b) juíz – juízes – têxtil – hífens – cárie – espontâneo – ônus
c) seminú – estética – eles veêm – elas têm – apêlo – reduzí-lo
d) dígito – biquíni – tênue – êxito – hífen – lingüística – difícil
e) pólen – gráfico – notícias – jóvens – cônscio – óxitona – pajé
55. Assinale a alternativa correta quanto à concordância do
verbo „ser‟.
a) Era duas da tarde quando a notícia foi veiculada.
b) Tudo foram desconfianças desnecessárias.
c) Nem tudo na vida é prazeres e ilusões.
d) Da minha casa até a de meu amigo é cinco quadras.
e) Isto será sonhos que jamais acontecerão.
56. Escolha a alternativa correta que permite a substituição dos
termos ou expressões em destaque, sem que haja alteração de
sentido da frase abaixo:
Trabalhando pela sua conquista.
Língua Portuguesa
75
Parecia estar prestes a acontecer a desclassificação, pois os
jogadores demonstraram usar métodos pouco sábios na
realização dos preparativos finais para a partida decisiva.
a) iminente - incipientes - conseqüência
b) eminente - incípidos - concecussão
c) eminente - insípidos - concecussão
d) iminente - insipientes - consecução
e) iminente - insipientes - conseqüência
57. Assinale a alternativa em que as duas frases estão
corretas quanto à regência verbal.
a) 1. Os amigos assistiram ao concerto de que você tanto
gostou.
2. Esta é a foto a que me referi dias atrás.
b) 1. Por ser orgulhoso, preferiu declarar falida a firma do que
aceitar qualquer ajuda.
2. Ele agia discretamente sempre visando lucros imediatos.
c) 1. Assiste ao trabalhador o direito de férias.
2. Eles lhe proibiram de participar da passeata.
d) 1. Naquele ambiente, aspirava-se a um ar carregado.
2. Perdoei-lhe as ofensas dirigidas contra a minha integridade
moral e ética.
e) 1. Paguei todos os valores devidos.
2. Esperava, ansioso, que se procedesse o sorteio.
58. Assinale a alternativa errada, quanto à acentuação gráfica.
a) São proparoxítonas as palavras víveres e água.
b) As palavras José e está recebem acento gráfico por serem
oxítonas.
c) São paroxítonas as palavras fórum, júri, vírus.
d) As palavras família e palácio recebem acento gráfico por
serem paroxítonas em ditongo átono.
e) As palavras crisântemo e pântano recebem acento gráfico
por serem proparoxítonas.
59. Assinale a frase com a pontuação CORRETA.
a) De que se queixa se sua vida, parece: um mar de rosas!
b) De que, se queixa, se sua vida parece um mar de rosas?
c) De que se queixa, se sua vida parece um mar de rosas?
d) De que se queixa se, sua vida parece, um mar de rosas?
60. Assinale a alternativa cujo termo destacado está
INCORRETAMENTE analisado:
a) Ele havia sido abandonado por todos os parentes.
(complemento nominal)
b) É preciso confiar em alguém (objeto indireto).
c) Todos estavam confiantes na vitória. (complemento
nominal)
d) Não há mais alunos na sala. (objeto direto).
G A B A R I T O
1. A 2. B 3. E 4. C 5. E 6. C 7. C 8. A 9. A 10. D
11. B 12. C 13. B 14. A 15. E 16. 5 17. 1 18. B 19. C 20. C
21. B 22. D 23. A 24. B 25. B 26. C 27. B 28. C 29. C 30. D
31. C 32. C 33. C 34. A 35. D 36. B 37. A 38. E 39. C 40. C
41. C 42. A 43. B 44. A 45. C 46. D 47. D 48. B 49. B 50. D
51. B 52. A 53. A 54. D 55. B 56. D 57. A 58. A 59. C 60. A