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LÍNGUA 
PORTUGUESA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NÍVEL SUPERIOR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TODOS DIREITOS RESERVADOS. Proibida a reprodução, mesmo parcial e por qualquer 
processo, sem autorização expressa dos autores e da editora Cia do Estudo. 
 
 
 
 
 
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Português 
2 
 
1. Leitura e compreensão de textos. .............................................................................. 03 
2.Assunto ................................................................................................................... 03 
3 Estruturação do texto ................................................................................................ 06 
4.Ideias principais e secundárias ................................................................................... 07 
5.Relação entre ideias .................................................................................................. 07 
6.Ideia Central e Intenção Comunicativa ........................................................................ 08 
7.Efeitos de sentido ..................................................................................................... 09 
8.Figuras de linguagem e linguagem figurada ................................................................. 10 
9.Recursos de argumentação ........................................................................................ 15 
10.Coesão e coerência textuais ..................................................................................... 16 
11.Significação de palavras e expressões no texto ........................................................... 18 
12.Substituição de palavras e de expressões no texto ...................................................... 22 
13. Estrutura e formação de palavras (Valor dos Afixos e dos Radicais) .............................. 23 
14.Fonologia: conceito de fonemas, Relações entre fonemas e grafias, Encontro 
vocálicos e consonantais .............................................................................................. 24 
15. Ortografia: sistema oficial vigente: Acentuação gráfica e acentuação tônica .................. 28 
16. Classes de palavras: emprego e flexões. .................................................................. 33 
 17. Período simples e composto: colocação de termos e orações no período 36 
18.coordenação e subordinação: emprego das locuções conjuntivas e pronomes 
relativos ................................................................................................................. 37 
19. Termos essenciais, integrantes e acessórios da oração .............................................. 41 
20. Relações morfossintáticas ....................................................................................... 44 
21. Orações reduzidas: classificação e expansão ............................................................. 45 
22. Concordância nominal e verbal ................................................................................ 47 
23. Regência nominal e verbal ...................................................................................... 54 
24. Paralelismo de regência .......................................................................................... 59 
25. Vozes verbais e sua conversão, Sintaxe de colocação, Emprego dos modos e 
tempos verbais, Emprego do infinitivo ........................................................................ 60 
26. Emprego do acento indicativo de crase ..................................................................... 62 
27.Sinais de pontuação ................................................................................................ 63 
28.Redação Oficial: Padrão Oficio .................................................................................. 64 
 
 
 
COLETÂNEA DE PROVAS ATUAIS .............................................................................. 66 
GABARITO ................................................................................................................ 75 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Português 
3 
1. LEITURA E ANÁLISE DE TEXTOS 
2 ASSUNTO 
 
A palavra texto, em seu sentido 
etimológico, significa tecedura, contexto, trama. É 
uma enunciação construída com coesão e 
coerência. Envolve sempre uma intenção e, como 
qualquer ato de comunicação, pressupõe um 
emissor e um destinatário. Todo texto envolve um 
enigma, e o seu entendimento decorre não 
apenas da compreensão de seu conteúdo 
temático, mas, de maneira decisiva, da 
identificação de sua intenção. É nesse ponto que 
se pode diferenciar aspectos envolvidos no ato de 
ler e observar a diferença entre ler e interpretar. 
Ler, lego em latim, significa colher tudo 
quanto vem escrito. Interpretar é eleger (ex-
legere: escolher), ou seja, é selecionar os 
elementos fundamentais para realizar o sentido 
do texto. O leitor que interpreta deve saber 
cumprir sua tarefa de decifrar, compreender, 
escolher, traduzindo fielmente o mesmo, 
Quando o leitor compreende e interpreta a 
expressão escrita, torna-se um mediador que 
decifra uma mensagem, um mediador que faz 
uma co-enunciação resultante da possibilidade 
simbólica do evento do texto. 
O texto é obra humana, produto humano, e 
se expressa através dos mais variados meios 
simbólicos: peças de teatro, filmes, televisão, 
pinturas, esculturas, literaturas, poesia, livros 
científicos e filosóficos, artigos de revistas e 
jornais etc. 
O abrir-se ao texto pressupõe o diálogo 
com o seu autor, exige o “ouvir” a sua palavra, o 
seu mundo, a compreensão dos significados nele 
implícitos. Compreender, interpretar, significa ir 
além da simples dissecação a que se reduz o 
formalismo das técnicas de leitura que 
normalmente afastam, distanciam o leitor da obra. 
Alguns tópicos a ser observados: 
 qual o assunto tratado? 
 qual o problema central levantado pelo 
autor? 
 diante do problema levantado, qual a 
posição assumida pelo autor? 
 quais os argumentos apresentados que 
justificam a posição assumida pelo autor? 
 quais os argumentos secundários 
apresentados pelo autor? 
 
A elaboração do esquema se faz 
necessária na primeira abordagem do texto, 
quando o leitor necessita adquirir a visão de 
conjunto dos temas e subtemas desenvolvidos 
pelo autor. Pergunta-se: de que fala o 
parágrafo? deve-se grifar as principais palavras, 
fazendo um levantamento a partir das palavras-
chave elaborando um esquema das ideias. 
A interpretação do texto é uma 
reconstrução mais livre do tema abordado no 
texto básico o que pressupõe o diálogo com o 
autor, o questionamento das posições assumidas 
e a relação destas com outras abordagens. É um 
trabalho que consiste basicamente em apresentar 
a palavra do leitor, a sua posição frente às 
questões desenvolvidas, o que exige estudos 
aprofundados e fundamentalmente olhos críticos 
para o mundo. 
A análise de texto, enfim, é o esforço por 
descobrir lhe a estrutura, seu movimento interior, 
o valor significativo de suas palavras e de seu 
tema, tendo em mira a unidade Intrínseca de 
todos esses elementos. Pressupõe o exame da 
estrutura do trecho e da linguagem literária (o 
vocabulário, o valor das categorias gramaticais 
usadas), o tipo de figuras predominantes (símiles, 
imagens, metáforas... ), o valor da sintaxe 
predominante (frase ampla ou breve, tipos de 
subordinação e coordenação, frases elípticas...), 
a natureza dos substantivos escolhidos; tempos 
ou modos de verbo, uso expressivo do artigo, da 
conjunção, dos advérbios, das preposições, etc., 
tudo em função do significado essencial do todo. 
Uma boa análise de texto, isto é, de fragmento só 
pode ser realizada quando o todo, a que ele 
pertence, tiver sido perfeitamente interpretado. 
 
Veja os exemplos a seguir: 
TEXTO I 
O "brasil" com b minúsculo é apenas um objeto sem vida, autoconsciência ou pulsação interior, pedaço de 
coisaque morre e não tem a menor condição de se reproduzir como sistema; como, aliás, queriam alguns teóricos 
sociais do século XIX, que viam na terra - um pedaço perdido de Portugal e da Europa - um conjunto doentio e 
condenado de raças que, misturando-se ao sabor de uma natureza exuberante e de um clima tropical, estariam 
fadadas à degeneração e à morte biológica, psicológica e social. Mas o Brasil com B maiúsculo é algo muito mais 
complexo. É país, cultura, local geográfico, fronteira e território reconhecidos internacionalmente, e também casa, 
pedaço de chão calçado com o calor de nossos corpos, lar, memória e consciência de um lugar com o qual se tem uma 
ligação especial, única, totalmente sagrada. É igualmente um tempo singular cujos eventos são exclusivamente 
seus, e também temporalidade que pode ser acelerada na festa do carnaval; que pode ser detida na morte e na 
memória e que pode ser trazida de volta na boa recordação da saudade. Tempo e temporalidade de ritmos 
localizados e, assim, insubstituíveis. 
Sociedade onde pessoas seguem certos valores e julgam as ações humanas dentro de um padrão somente seu. 
Não se trata mais de algo inerte, mas de uma entidade viva, cheia de autorreflexão e consciência: algo que se soma 
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Português 
4 
e se alarga para o futuro e para o passado, num movimento próprio que se chama História. Aqui, o Brasil é um ser 
parte conhecido e parte misterioso, como um grande e poderoso espírito. Como um Deus que está em todos os lugares 
e em nenhum, mas que também precisa dos homens para que possa se saber superior e onipotente. Onde quer que 
haja um brasileiro adulto, existe com ele o Brasil e, no entanto - tal como acontece com as divindades - será preciso 
produzir e provocar a sua manifestação para que se possa sentir sua concretude e seu poder. Caso contrário, sua 
presença é tão inefável como a do ar que se respira e dela não se teria consciência a não ser pela comparação, pelo 
contraste e pela percepção de algumas de suas manifestações mais contundentes.DAMATTA, Roberto. O que 
faz o brasil, Brasil? Rio de Janeiro: Rocco, 1986, p. 11-12 
 
01Na sua distinção entre "brasil" e "Brasil", o autor do texto I estabelece contraste entre ambos. 
O contraste que corresponde ao texto é: 
(A) brasil – um pedaço perdido de Portugal e da Europa / Brasil – um conjunto doentio e condenado de 
raças 
(B) brasil – sociedade onde as pessoas seguem certos valores / Brasil – entidade viva, cheia de 
autorreflexão e consciência 
(C) brasil – país com fronteira e território reconhecidos internacionalmente / Brasil – local com que os 
brasileiros têm uma ligação especial 
(D) brasil – objeto sem autoconsciência ou pulsação interior / Brasil – memória e consciência de um lugar 
especial para os brasileiros 
(E) brasil – um processo histórico contínuo / Brasil – uma forma sem vida 
 
TEXTO II 
CANÇÃO DO EXÍLIO 
Minha terra tem palmeiras, 
Onde canta o sabiá; 
As aves que aqui gorjeiam, 
Não gorjeiam como lá. 
Nosso céu tem mais estrelas, 
Nossas várzeas têm mais flores, 
Nossos bosques têm mais vida, 
Nossa vida mais amores. 
Em cismar, sozinho, à noite, 
Mais prazer encontro eu lá; 
Minha terra tem palmeiras, 
Onde canta o sabiá; 
Minha terra tem primores, 
Que tais não encontro eu cá; 
Em cismar – sozinho –, à noite – 
Mais prazer encontro eu lá; 
Minha terra tem palmeiras, 
Onde canta o sabiá. 
Não permita Deus que eu morra, 
Sem que eu volte para lá; 
Sem que desfrute os primores 
Que não encontro por cá; 
Sem qu'inda aviste as palmeiras 
Onde canta o sabiá. 
DIAS, Antonio Gonçalves. Poesia completa e prosa escolhida. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1959, p.103 
 
 
 
 
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Português 
5 
TEXTO III 
 
PAIVA, Miguel & SCHWARCZ, Lilia.Da colônia ao Império. Um Brasil para inglês ver.... São Paulo: Brasiliense, 
1987, p. 11 
 
02Nos textos II e III, há um distanciamento da terra natal. 
Assinale a alternativa que não corresponde aos textos: 
(A) No texto III, há a referência à chegada do colonizador, à miscigenação do branco com o negro e à 
exploração da terra. 
(B) No texto III, os elementos caracterizadores da terra natal se encontram na expressão linguística, nos 
trajes e no meio de transporte. 
(C) As terras natais do personagem do texto III e do eu-lírico do texto II são diferentes. 
(D) Nos textos II e III, há o reconhecimento de que a terra estrangeira é pródiga e prazerosa. 
(E) A terceira estrofe do texto II e a última oração do texto III traduzem sentimentos distintos. 
 
RESPOSTA: 1. D 2. D 
 
 
Quando se tratar de responder as questões 
interpretativas, há alguns elementos que são comuns 
aos textos e se apresentam, normalmente da 
seguinte forma: 
 
 
 
 
 
 
 
a) a ideia básica do texto: 
 O que o autor pretende provar com este texto? 
 Se você interpretar corretamente, a resposta 
será a ideia básica. Ela pode estar claramente 
estampada na frase-chave (se for um texto 
dissertativo), ou, então pode ser depreendida através 
da leitura de todo o texto. 
 
b) os argumentos: 
 O autor usa a argumentação com o objetivo 
de reforçar a ideia básica. 
 Os argumentos apresentam-se como 
afirmações secundárias, ideias e afirmações que o 
autor usa para convencer o leitor quanto a validade 
de sua tese. 
 Muitas vezes, o autor também usa a 
exemplificação e as citações de outros autores como 
recurso argumentativo. 
 
c) as objeções: 
 Normalmente, o autor já conhece a contra 
argumentação e apresenta-a para então rebatê-la. É 
como se o autor estivesse tentando adivinhar as 
objeções que o leitor possa fazer quanto a validade 
de seu pensamento. Através desse recurso, o 
escritor pode tornar mais consistente e convincente a 
argumentação. 
 Além disso, a melhor forma de realizar um 
bom trabalho de interpretação é seguir estas etapas: 
1 - Leitura atenta do texto, procurando 
focalizar o seu núcleo, a sua ideia central. 
2 - Reconhecimento dos argumentos que dão 
sustentação à ideia básica. 
3 - Levantamento das possíveis objeções à 
ideia básica. 
4 - Levantamento das possíveis 
exemplificações usadas para reforçar a ideia 
central. 
 
A partir desse esquema, torna-se mais 
fácil distinguir o essencial (a idéia 
básica) do secundário (justificativas e 
exemplificações). 
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Português 
6 
 
3. ESTRUTURAÇÃO DO TEXTO E DOS PARÁGRAFOS 
 
 
A estrutura e a composição do parágrafo se 
relacionam com as ideias que queremos 
expressar. Temos ideias reunidas num 
parágrafo, quando elas se relacionam entre si 
pelo seu sentido. Dentro do mesmo parágrafo 
podemos ter diferentes ideias, desde que elas, 
reunidas, formem uma ideia maior. São 
qualidades principais do parágrafo, a unidade e 
a coerência. 
 O período contém um pensamento 
completo que, embora se relacionando com os 
anteriores ou se ampliando nos posteriores, 
forma um sentido completo. 
 
Era uma borboleta. Passou roçando em 
meus cabelos, e no primeiro instante pensei que 
fosse uma bruxa ou outro qualquer desses 
insetos que fazem vida urbana; mas, como 
olhasse, vi que era uma borboleta amarela. 
(Rubem Braga) 
 
Temos aqui um parágrafo, com dois 
períodos. O primeiro período tem apenas uma 
ideia. O segundo, tem várias, mas forma um 
todo. No total, o primeiro e o segundo período 
formam um bloco homogêneo, o parágrafo. 
 O período pode ser simples (como, no 
exemplo, a frase: “Era uma borboleta”) ou 
composto (como a frase: “Passou roçando (...) 
borboleta amarela”). No período simples temos 
apenas uma oração, no período composto temos 
várias orações articuladas entre si. 
 A predominância de períodos longos ou 
curtos na composição de um texto depende 
muito do estilo de quem escreve. Na linguagem 
moderna predomina o uso de períodos curtos. 
 
Depois, as coisas mudaram. Há duas 
explicações para isso. Primeira, que nos 
tornamos homens, isto é, bichos de menor 
sensibilidade.Segunda, o governo, que mexeu 
demais na pauta dos feriados, tirando-lhes o 
caráter de balizas imutáveis e amenas na 
estrada do ano... Multiplicaram-se os feriados 
enrustidos, ou dispensas de ponto e de aula, e 
perdemos, afinal, o espírito dos feriados. 
(Carlos Drummond de Andrade) 
 
 Nesse parágrafo de Carlos Drummond de 
Andrade, escritor brasileiro contemporâneo, os 
períodos curtos predominam. Em escritores do 
Romantismo, os períodos longos eram 
frequentes e abundantes, como, por exemplo, 
neste trecho de José de Alencar: 
 
 Felizmente todo o deserto tem seus 
oásis, nos quais a natureza, por um faceiro 
capricho, parece esmerar-se em criar um 
pequeno berço de flores e de verdura 
concentrando nesses cantinhos de terra 
toda a força de seiva necessária para 
fecundar as vastas planícies. 
 
 O uso de períodos curtos oferece a 
vantagem de maior clareza de pensamento (e, 
em última análise, de comunicação), evitando-se 
o perigoso entrelaçamento de frases em que se 
pode perder quem utiliza períodos muito longos. 
 No período composto os pensamentos 
podem se articular por coordenação ou 
subordinação. 
 
 introdução: apresentação do assunto (tese); 
 desenvolvimento: exposição de argumentos 
(justificativas, exemplos e evidências factuais 
que deem sustentação à tese); 
 conclusão: arremate das ideias. 
 
Veja o seguinte texto: 
No Brasil, criar paixões nacionais tornou-
se o viver e o vegetar de grupos de 
comunicação. 
Tomaremos por exemplo o caso das redes 
de televisão. As maiores se digladiam em busca 
de lançamentos, na maioria musicais, que não 
precisam ser duradouros, nem necessitam ser 
compromissadas com a cultura e com a 
instrução de um povo todo. 
Vemos a maior das redes de televisão do 
país como uma verdadeira fábrica de paixões. 
Não pesa que os protagonistas venham de onde 
vierem, sejam explosivos. Seu clássico 
jornalístico-cultural-domingueiro está para o 
brasileiro desejoso de mudanças como o tempo 
para o carro velho. 
Vai-se somando um defeito e lá vem eles 
com uma nova doença. 
Novidades que são lançadas até dentro de 
nossa sala, com rótulo de culturais, são na 
realidade, nova injeção de capital nos cofres dos 
grandes grupos. Ótimo se não saísse do 
esvaziado, vilipendiado bolso popular. 
São febres. Casos como a lambada, a 
explosão baiana de Daniela Mércuri, a eleição 
manipulada do letrado mocinho e seu posterior 
afastamento atribuindo à pressão dos caras-
pintadas (só se for de palhaços crédulos e 
usados), a morte da atriz, transformando na 
Sexta novela diária, incluso no telejornal do 
horário nobre global, o ouro olímpico dos 
meninos-do-Brasil, e, finalmente da música 
sertaneja, que na nossa modesta opinião B e 
não imploramos adeptos- é sumariamente a 
valorização da estética do feio. 
Pegaram a meada inteira da enrolação e 
da alienação de um povo. 
Dizem que o brasileiro é apaixonado pelo 
futebol. Discordo. O povo brasileiro ama o 
futebol. Nenhuma paixão atravessaria tantas 
dezenas de anos de alegrias e tristezas.” 
 
Na Introdução o vestibulando já expôs, 
diretamente, sua opinião sobre o tema: a 
criação de paixões nacionais. 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Português 
7 
 
No Desenvolvimento: 
 Afunila a abordagem do tema, ou 
seja, parte dos grupos de 
comunicação e chega até a TV. No 
outro parágrafo restringe ainda mais, 
tocando na maior das redes. 
 Tece considerações sobre como a 
mídia influencia na cultura do 
brasileiro. 
 
Na Conclusão exalta o futebol como 
sendo um grande amor e não uma paixão! 
Mereceu ter uma boa colocação! 
 
 
4. IDEIAS PRINCIPAIS E SECUNDÁRIAS 
 
 
 
Para compreendermos um texto é necessário 
descobrir sua estrutura interna; nela 
encontraremos ideias principais e secundárias e 
precisamos descobrir como essas ideias se 
relacionam. 
 
As ideias principais giram em torno do tema 
central, de um assunto-núcleo contida no texto; a 
ela somam-se as secundárias, que só são 
importantes enquanto corroboradas do tema 
central. 
Se há ideias principais e secundárias, como 
ocorre relação entre elas? 
 
Muitas vezes, a técnica usada é a de explanação 
de ideias “em cadeia”; ocorre a explanação da 
ideia básica e, a seguir, o desdobramento dessa 
ideia nos parágrafos subsequentes, a fim de 
discutir, aprofundar o assunto. 
 
A clareza e a objetividade devem caracterizar a 
estrutura do texto, para que as ideias nela 
contidas possam atingir o propósito de sua 
mensagem. Tal propósito, por sua vez, pode ser 
alcançado através dos mecanismos linguísticos 
que se associam às relações de coordenação e 
subordinação de ideias-conjunções. 
 
Vejamos, pois, como uma série de enunciados 
simples, coordenados e relacionados pelo 
sentido, pode articular-se para formar um período 
complexo em que haverá uma ideia principal e 
outras que lhe servirão de suporte: 
 
Júlia chegou ao Chile em 1985. 
 
Ela não contava ainda com seis anos. 
 
Ela teve que acompanhar a família. 
 
Após a chegada, matriculou-se logo numa escola 
para estrangeiros. 
 
Ideia mais importante: a chegada de Júlia. 
Admitamos que o fato considerado mais 
importante seja a chegada de Júlia ao Chile. A 
versão do período poderia ser a seguinte: 
 
„“Júlia, que não contava ainda com seis anos, 
chegou em 1985 ao Chile, para onde ela teve de 
acompanhar a família, matriculando-se numa 
escola para estrangeiros”. 
Da oração principal “Júlia chegou em 1985 ao 
Chile” dependem as demais. 
 
 
5. RELAÇÃO ENTRE IDEIAS 
 
 
A construção textual deve ser a construção de um 
todo compreensível aos olhos do leitor. 
A coerência textual é o instrumento que o autor 
vai usar para conseguir encaixar as “peças” do 
texto e dar um sentido completo a ele. 
 
Cada palavra tem seu sentido individual, quando 
elas se relacionam elas montam um outro 
sentido. O mesmo raciocínio vale para as frases, 
os parágrafos e até os textos. Cada um desses 
elementos tem um sentido individual e um tipo de 
relacionamento com os demais. Caso estas 
relações sejam feitas da maneira correta, 
obtemos uma mensagem, um conteúdo 
semântico compreensível. 
O texto é escrito com uma intencionalidade, de 
modo que ele tem uma repercussão sobre o 
leitor, muitas vezes proposital. 
Em uma redação, para que a coerência ocorra, as 
ideias devem se completar. Uma deve ser a 
continuação da outra. Caso não ocorra uma 
concatenação de ideias entre as frases, elas 
acabarão por se contradizerem ou por quebrarem 
uma linha de raciocínio. Quando isso acontece, 
dizemos que houve uma quebra de coerência 
textual. 
A coerência é um resultado da não contradição 
entre as partes do texto e do texto com relação ao 
mundo. Ela é também auxiliada pela coesão 
http://www.infoescola.com/redacao/coesao-e-coerencia-textual/
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Português 
8 
textual, isto é, a compreensão de um texto 
é melhor capturada com o auxílio de conectivos, 
preposições, etc. 
Vejamos alguns exemplos de falta de coerência 
textual: 
"No verão passado, quando estivemos na 
capital do Ceará Fortaleza, não pudemos 
aproveitar a praia, pois o frio era tanto que 
chegou a nevar" 
“Estão derrubando muitas árvores e por isso a 
floresta consegue sobreviver.” 
“Todo mundo viu o mico-leão, mas eu não 
ouvi o sabiá cantar” 
“Todo mundo destrói a natureza menos todo 
mundo” 
“Podemos notar claramente que a falta de 
recursos para a escola pública é um problema 
no país. O governo prometeu e cumpriu: 
trouxe várias melhorias na educação e fez 
com que os alunos que estavam fora da 
escola voltassem a frequentá-la. Isso trouxe 
várias melhoras para o país.” 
A falta de coerência em um texto 
é facilmente detectada por um falante da língua, 
mas não é tão simples notá-la quando é você 
quem escreve. A coerência é a correspondência 
entre as ideias do texto de forma lógica. 
Quando o entendimento de determinado texto é 
comprometido, imediatamente alguém pode 
afirmar que ele está incoerente. Na maioria das 
vezes esta pessoa está certaao fazer esta 
afirmação, mas não podemos achar que as 
dificuldades de organização das ideias se 
resumem à coerência ou a coesão. É certo que 
elas facilitam bastante esse processo, mas não 
são suficientes para resolver todos os problemas. 
O que nos resta é nos atualizarmos 
constantemente para podermos ter um maior 
domínio do processo de produção textual. 
 
6. IDEIA CENTRAL E INTENÇÃO COMUNICATIVA 
 
 
IDEIA CENTRAL 
 
Considera-se que uma ideia é o primeiro dos atos 
do entendimento, limitando-se ao simples 
conhecimento de algo. Uma ideia, por 
conseguinte, é uma imagem mental de um objeto 
ou o conhecimento racional que se gera a partir 
das condições naturais do entendimento. 
A noção de central, por outro lado, tem diversos 
usos. Pode-se tratar do espaço onde convergem 
ações coordenadas e daquilo que é o básico ou 
essencial de algo. 
A ideia central, por conseguinte, é o conteúdo 
mais importante de uma obra, de uma proposta, 
de um projeto, etc. Sem essa ideia central, a obra 
não se entenderia ou perderia o seu valor. 
Exemplos: “A ideia central do Capuchinho 
Vermelho é que não se deve desobedecer aos 
pais”, “Gostei do filme, mas não estou de acordo 
com a sua ideia central”, “Senhor candidato, 
queremos saber qual é a ideia central da sua 
proposta para reduzir a taxa de desemprego”, “A 
minha ideia central é deitar abaixo esta parede e 
aumentar a sala de estar”. 
Pode-se dizer que a ideia central é o mais 
relevante de um texto ou de outra manifestação 
do pensamento. Se pegarmos no caso concreto 
dos textos, notaremos que são compostos por 
diversos pensamentos ou ideias. Muitas destas 
ideias são secundárias ou acessórias: ajudam a 
criar um contexto e a reforçar o essencial, mas 
pode-se prescindir delas sem alterar o significado 
do texto. A ideia central, no entanto, é a base que 
sustenta/defende o autor e que lhe permite contar 
com o que deseja. 
 
INTENÇÃO COMUNICATIVA: 
 
 
O objetivo maior da Literatura é o ato da 
comunicação, ou seja, a troca de informações, 
mensagens. Isto se dá através de uma conversa, 
leitura, mensagem visual ou escrita. Podemos 
definir como intenção comunicativa todo e 
qualquer ato ou pensamento que leve a uma 
comunicação. 
Para que haja uma comunicação são necessários 
os elementos básicos: emissor, receptor, canal 
e código, assim classificados: 
 
Emissor: Ser que emite uma mensagem seja ela 
escrita ou falada, ponto de partida da 
comunicação. 
Ex.: Escritor de um livro, falante de uma 
conversa, autor de uma redação. 
 
 
Receptor :Ser que recebe uma mensagem, seja 
ela escrita ou falada. 
Ex.: leitor de um livro, ouvinte em uma conversa. 
 
 
Canal: Modo pelo qual à mensagem é enviada. 
EX.: Livro, carta, e-mail, voz. 
 
Código: Conteúdo de uma mensagem escrita ou 
falada. 
http://www.infoescola.com/redacao/coesao-e-coerencia-textual/
http://www.infoescola.com/redacao/coerencia-textual/
http://www.infoescola.com/redacao/coerencia-textual/
http://www.infoescola.com/redacao/coerencia-textual/
http://www.infoescola.com/redacao/coerencia-textual/
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Português 
9 
EX.: Assunto de uma conversa, livro ou carta. 
 
 
FUNÇÃO COMUNICATIVA: 
 
Sempre que elaboramos uma mensagem 
escolhemos um modo para tal, a isso damos o 
nome de função comunicativa, a escolha de como 
elaborar uma mensagem escrita ou falada. 
Existem as seguintes maneiras ou funções: 
 
FUNÇÃO EMOTIVA: 
 
Toda comunicação elaborada com uso opinativo, 
linguagem lírica. 
EX.: redações, poesias, biografias, tudo que 
envolve uma linguagem onde afloram opiniões ou 
sentimentos. 
 
FUNÇÃO CONOTATIVA: 
 
Essa talvez a mais usada 
diariamente. Definida pela adaptação da 
mensagem pelo emissor ao receptor, receptores. 
EX.: Um médico dialogando com seu paciente e 
com outros médicos, mesmo que o assunto seja o 
mesmo, a maneira as palavras serão diferentes 
devido à capacidade do paciente em entender 
termos médicos; um advogado em júri ou falando 
com seu cliente; político em plenária e falando ao 
povo em comício. 
 
FUNÇÃO METALINGUÍSTICA: 
 
Função que estuda à gramática ou aspectos 
ligados a uma Língua. 
EX.: Gramática, dicionário, questões de 
interpretação textuais. 
FUNÇÃO FÁTICA: 
 
Função que apresenta uma comunicação. 
EX.: Introdução de uma redação, prefácio de uma 
obra literária, início de um diálogo. 
 
 
7. EFEITOS DE SENTIDO 
 
Os estudos do discurso defendem a ideia 
segundo a qual o sentido não se constitui apenas 
pelo reconhecimento das palavras e dos 
enunciados de uma língua, pois ela não é um 
código a ser decifrado. Da mesma forma, o 
sentido não é determinado pelo locutor e nem 
pelo interlocutor, pois é necessário que as 
expressões linguísticas sejam associadas aos 
discursos, que são de natureza social e não 
individual. Daí advém a tese de que há efeitos de 
sentido na enunciação escrita ou oral, tendo em 
vista que o sentido não tem origem nem nos 
interlocutores e nem na língua, mas se constitui 
na relação entre interlocutores no uso da língua, 
frente às condições sociais de produção do 
enunciado. 
Vejamos um exemplo: em “Pedro tem um 
coração grande”, podemos conceber pelo 
menos três situações discursivas nas quais a 
enunciação dessa frase configura efeitos de 
sentido específicos. Na primeira, o enunciado é 
associado ao diagnóstico de uma doença do 
coração que faz aumentar o seu tamanho 
(cardiomegalia). Os efeitos de sentido desse 
enunciado podem ser compreendidos por 
manifestações de pertinência discursiva na 
interlocução do tipo “a medicina pode vir a curá-
lo”, ou “temos de nos preparar para um 
afastamento dele na empresa” ou mesmo “nós 
somos uma máquina muito frágil”. Na segunda 
situação, o enunciado é relativo ao depoimento 
de um amigo ressaltando as qualidades de Pedro. 
Nesse caso, os efeitos de sentido do enunciado 
podem ser vislumbrados por manifestações do 
tipo “ele se dispõe a ajudar a todos que o 
procuram” ou “ele perdoa até quem lhe quer mal”. 
Por sua vez, numa terceira situação, o enunciado 
poderia ser associado a um alerta sobre a 
indicação de Pedro para presidir uma comissão 
destinada a cortar despesas de uma instituição 
em dificuldades financeiras. Os efeitos de 
sentido do enunciado podem ser percebidos em 
manifestações do tipo “ele não consegue ser 
firme na decisão de dispensar funcionários” ou 
“ele cede facilmente perante apelos emocionais”. 
Dessa maneira, o sentido, concebido como efeito, 
não é algo que advém do enunciado em si, mas 
da relação de pertencimento que ele mantém com 
sentidos já produzidos, reconhecidos socialmente 
no âmbito de um diagnóstico médico, um 
depoimento sobre virtudes pessoais, um alerta, 
etc. Essas três regiões de discurso (diagnóstico, 
depoimento e alerta) são capazes de absorve 
refeitos de sentido diferentes para o enunciado 
“Pedro tem um coração grande”. 
Na prática pedagógica, esse conceito é 
importante porque apresenta uma visão dinâmica 
do funcionamento da linguagem. Com ele, o 
professor, nas atividades de leitura e produção de 
texto, pode mostrar ao aluno que a inserção 
social do indivíduo na sociedade envolve o 
conhecimento das regiões de discurso que se 
constituem na sua comunidade com vistas a 
produzir enunciados pertinentes. 
 
 
 
 
 
 
8. FIGURAS DE LINGUAGEM E LINGUAGEM FIGURADA 
 
Como a Linguagem Figurada usa um tipo de 
discurso não convencional é comum que haja 
confusões na sua interpretação, especialmente 
quando ela depende do contexto de cada 
indivíduo e não é fomentada pelo bom senso da 
sociedade. 
Em termos semânticos, podemos dizer que 
as figuras de linguagem compõem a linguagem 
figurada, transformando-a assim no oposto da 
linguagem literal. 
As figuras de linguagem são as seguintes: 
 Figuras de palavra; 
 Figuras de construção; 
 Figuras de pensamento; 
 Figuras de som. 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
São recursos que tornam as mensagens que 
emitimos mais expressivas. Subdividem-se 
em figuras de som, figuras de 
palavras, figuras de pensamentoe figuras de 
construção. 
Classificação das Figuras de Linguagem 
Observe: 
1) Fernanda acordou às sete horas, 
Renata às nove horas, Paula às dez e 
meia. 
2) "Quando Deus fecha uma porta, abre 
uma janela." 
3) Seus olhos eram luzes brilhantes. 
Nos exemplos acima, temos três tipos distintos de 
figuras de linguagem: 
Exemplo 1: há o uso de uma construção sintética 
ao deixar subentendido, na segunda e na terceira 
frase, um termo citado anteriormente - o 
verbo acordar. Repare que a segunda e a última 
frase do primeiro exemplo devem ser entendidas 
da seguinte forma: "Renata acordou às nove 
horas, Paula acordou às dez e meia. Dessa 
forma, temos uma figura de construção ou de 
sintaxe. 
Exemplo 2: a ideia principal do ditado reside num 
jogo conceitual entre as palavras fecha e abre, 
que possuem significados opostos. Temos, 
assim, uma figura de pensamento. 
Exemplo 3: a força expressiva da frase está na 
associação entre os elementos olhos e luzes 
brilhantes. Essa associação nos permite uma 
transferência de significados a ponto de 
usarmos "olhos" por "luzes brilhantes". Temos, 
então, uma figura de palavra. 
FIGURA DE PALAVRA 
A figura de palavra consiste na substituição de 
uma palavra por outra, isto é, no 
emprego figurado, simbólico, seja por uma 
relação muito próxima (contiguidade), seja por 
uma associação, uma comparação, uma 
similaridade. Esses dois conceitos básicos -
 contiguidade e similaridade - permitem-nos 
reconhecer dois tipos de figuras de palavras: 
a metáfora e a metonímia. 
METÁFORA 
A metáfora consiste em utilizar uma palavra ou 
uma expressão em lugar de outra, sem que haja 
uma relação real, mas em virtude da 
circunstância de que o nosso espírito as associa 
e depreende entre elas certas semelhanças. É 
importante notar que a metáfora tem um 
caráter subjetivo e momentâneo; se a metáfora 
se cristalizar, deixará de ser metáfora e passará a 
ser catacrese (é o que ocorre, por exemplo, com 
"pé de alface", "perna da mesa", "braço da 
cadeira"). 
Obs.: toda metáfora é uma espécie 
de comparação implícita, em que o elemento 
comparativo não aparece. 
Observe a gradação no processo metafórico 
abaixo: 
Seus olhos são como luzes brilhantes. 
O exemplo acima mostra 
uma comparação evidente, através do emprego 
da palavra como. 
Observe agora: 
Seus olhos são luzes brilhantes. 
Nesse exemplo não há mais uma comparação 
(note a ausência da partícula comparativa), e sim 
um símile, ou seja, qualidade do que é 
semelhante. 
Por fim, no exemplo: 
As luzes brilhantes olhavam-me. 
Há substituição da palavra olhos por luzes 
brilhantes. Essa é a verdadeira metáfora. 
Observe outros exemplos: 
1) "Meu pensamento é um rio subterrâneo." 
(Fernando Pessoa) 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Português 
11 
Nesse caso, a metáfora é possível na medida em 
que o poeta estabelece relações de semelhança 
entre um rio subterrâneo e seu pensamento (pode 
estar relacionando a fluidez, a profundidade, a 
inatingibilidade, etc.). 
2) Minha alma é uma estrada de terra que leva a 
lugar algum. 
Uma estrada de terra que leva a lugar algum é, 
na frase acima, uma metáfora. Por trás do uso 
dessa expressão que indica uma alma rústica e 
abandonada (e angustiadamente inútil), há uma 
comparação subentendida: Minha alma é tão 
rústica, abandonada (e inútil) quanto uma estrada 
de terra que leva a lugar algum. 
METONÍMIA 
A metonímia consiste em empregar um termo no 
lugar de outro, havendo entre ambos estreita 
afinidade ou relação de sentido. Observe os 
exemplos abaixo: 
1 - Autor pela obra: Gosto de ler Machado de 
Assis. (= Gosto de ler a obra literária de 
Machado de Assis.) 
 
2 - Inventor pelo invento: Édson ilumina o mundo. 
(= As lâmpadas iluminam o mundo.) 
 
3 - Símbolo pelo objeto simbolizado: Não te 
afastes da cruz. (= Não te afastes da religião.) 
 
4 - Lugar pelo produto do lugar: Fumei um 
saboroso havana. (= Fumei um 
saboroso charuto.) 
 
5 - Efeito pela causa: Sócrates bebeu a morte. (= 
Sócrates tomou veneno.) 
 
6 - Causa pelo efeito: Moro no campo e como 
do meu trabalho. (= Moro no campo e como 
o alimento que produzo.) 
 
7 - Continente pelo conteúdo: Bebeu 
o cálice todo. (= Bebeu todo o líquido que estava 
no cálice.) 
 
8 - Instrumento pela pessoa que utiliza: 
Os microfones foram atrás dos jogadores. (= 
Os repórteres foram atrás dos jogadores.) 
 
9 - Parte pelo todo: Várias pernas passavam 
apressadamente. (= Várias pessoas passavam 
apressadamente.) 
 
10 - Gênero pela espécie: Os mortais pensam e 
sofrem nesse mundo. (= Os homens pensam e 
sofrem nesse mundo.) 
 
11 - Singular pelo plural: A mulher foi chamada 
para ir às ruas na luta por seus direitos. (= 
As mulheres foram chamadas, não apenas uma 
mulher.) 
 
12 - Marca pelo produto: Minha filha 
adora danone. (= Minha filha adora o iogurte que 
é da marca danone.) 
 
13 - Espécie pelo indivíduo: O homem foi à Lua. 
(= Alguns astronautas foram à Lua.) 
 
14 - Símbolo pela coisa simbolizada: 
A balança penderá para teu lado. (= 
A justiça ficará do teu lado.) 
 
Saiba que: 
Atualmente, não se faz mais a distinção 
entre metonímia e sinédoque (emprego de 
um termo em lugar de outro), havendo entre 
ambos relação de extensão. Por ser mais 
abrangente, o conceito de metonímia 
prevalece sobre o de sinédoque. 
CATACRESE 
Trata-se de uma metáfora que, dado seu uso 
contínuo, cristalizou-se. A catacrese costuma 
ocorrer quando, por falta de um termo 
específico para designar um conceito, toma-se 
outro "emprestado". Assim, passamos a 
empregar algumas palavras fora de seu sentido 
original. 
Exemplos: 
"asa da xícara" "batata da perna" 
"maçã do rosto" "pé da mesa" 
"braço da 
cadeira" 
"coroa do 
abacaxi" 
PERÍFRASE 
Trata-se de uma expressão que designa um ser 
através de alguma de suas características ou 
atributos, ou de um fato que o celebrizou. Veja o 
exemplo: 
A Cidade Maravilhosa (= Rio de Janeiro) 
continua atraindo visitantes do mundo todo. 
Obs.: quando a perífrase indica uma pessoa, 
recebe o nome de antonomásia. 
Exemplos: 
O Divino Mestre (= Jesus Cristo) passou a 
vida praticando o bem. 
O Poeta dos Escravos (= Castro Alves) 
morreu muito jovem. 
O Poeta da Vila (= Noel Rosa) compôs lindas 
canções. 
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Português 
12 
SINESTESIA 
Consiste em mesclar, numa mesma expressão, 
as sensações percebidas por diferentes órgãos 
do sentido. 
Exemplos: 
Um grito áspero revelava tudo o que sentia. 
(grito = auditivo; áspero = tátil) 
No silêncio negro do seu quarto, aguardava os 
acontecimentos. (silêncio = auditivo; negro = 
visual) 
 
Figuras de Pensamento 
Dentre as figuras de pensamento, as mais 
comuns são: 
ANTÍTESE 
Consiste na utilização de dois termos 
que contrastam entre si. Ocorre quando há uma 
aproximação de palavras ou expressões de 
sentidos opostos. O contraste que se estabelece 
serve, essencialmente, para dar uma ênfase aos 
conceitos envolvidos que não se conseguiria com 
a exposição isolada dos mesmos. Observe os 
exemplos: 
"O mito é o nada que é tudo." (Fernando 
Pessoa) 
O corpo é grande e a alma é pequena. 
"Quando um muro separa, uma 
ponte une." 
"Desceu aos pântanos com os 
tapires; subiu aos Andes com os 
condores." (Castro Alves) 
Felicidade e tristeza tomaram conta de 
sua alma. 
PARADOXO 
Consiste numa proposição aparentemente 
absurda, resultante da união de ideias 
contraditórias. Veja o exemplo: 
Na reunião, o funcionário afirmou que o 
operário quanto mais trabalha mais tem 
dificuldades econômicas. 
 
EUFEMISMO 
Consiste em empregar uma expressão mais 
suave, mais nobre ou menos agressiva, para 
comunicar alguma coisa áspera, desagradável ou 
chocante. 
Exemplos: 
Depois de muito sofrimento, entregou a 
alma ao Senhor. (= morreu) 
O prefeito ficou rico por meios ilícitos. (= 
roubou) 
Fernando faltou com a verdade. (= 
mentiu) 
IRONIA 
Consiste em dizer o contrário do que se 
pretende ou em satirizar, questionar certo tipo de 
pensamento com a intenção de ridicularizá-lo,ou 
ainda em ressaltar algum aspecto passível de 
crítica. A ironia deve ser muito bem construída 
para que cumpra a sua finalidade; mal construída, 
pode passar uma ideia exatamente oposta à 
desejada pelo emissor. Veja os exemplos 
abaixo: 
Como você foi bem na última prova, não 
tirou nem a nota mínima! 
Parece um anjinho aquele menino, briga 
com todos que estão por perto. 
HIPÉRBOLE 
É a expressão intencionalmente 
exagerada com o intuito de realçar uma 
ideia. Exemplos: 
Faria isso milhões de vezes se fosse preciso. 
"Rios te correrão dos olhos, se chorares." (Olavo 
Bilac) 
PROSOPOPEIA OU PERSONIFICAÇÃO 
Consiste em atribuir ações ou qualidades de 
seres animados a seres inanimados, ou 
características humanas a seres não 
humanos. Observe os exemplos: 
As pedras andam vagarosamente. 
O livro é um mudo que fala, um surdo 
que ouve, um cego que guia. 
A floresta gesticulava nervosamente 
diante da serra. 
O vento fazia promessas suaves a 
quem o escutasse. 
Chora, violão. 
APÓSTROFE 
 Consiste na "invocação" de alguém ou de 
alguma coisa personificada, de acordo com o 
objetivo do discurso que pode ser poético, 
sagrado ou profano. Caracteriza-se pelo 
chamamento do receptor da mensagem, seja ele 
imaginário ou não. A introdução da apóstrofe 
interrompe a linha de pensamento do discurso, 
destacando-se assim a entidade a que se dirige e 
a ideia que se pretende pôr em evidência com tal 
invocação. Realiza-se por meio do 
vocativo. Exemplos: 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Português 
13 
Moça, que fazes aí parada? 
"Pai Nosso, que estais no céu..." 
 
"Liberdade, Liberdade, 
Abre as asas sobre nós, 
Das lutas, na tempestade, 
Dá que ouçamos tua voz..." (Osório 
Duque Estrada) 
GRADAÇÃO 
 Consiste em dispor as ideias por meio de 
palavras, sinônimas ou não, em ordem 
crescente ou decrescente. Quando a 
progressão é ascendente, temos o clímax; 
quando é descendente, o anticlímax. Observe 
este exemplo: 
Havia o céu, havia a terra, muita gente e 
mais Joana com seus olhos claros e 
brincalhões... 
O objetivo do narrador é mostrar a expressividade 
dos olhos de Joana. Para chegar a esse detalhe, 
ele se refere ao céu, à terra, às pessoas e, 
finalmente, a Joana e seus olhos. Nota-se que o 
pensamento foi expresso em ordem decrescente 
de intensidade. Outros exemplos: 
"Vive só para mim, só para a minha vida, 
só para meu amor". (Olavo Bilac) 
"O trigo... nasceu, cresceu, espigou, 
amadureceu, colheu-se." (Padre Antônio 
Vieira) 
FIGURAS DE CONSTRUÇÃO OU SINTÁTICAS 
As figuras de construção ocorrem quando 
desejamos atribuir maior expressividade ao 
significado. Assim, a lógica da frase é substituída 
pela maior expressividade que se dá ao sentido. 
ELIPSE 
Consiste na omissão de um ou mais termos 
numa oração que podem ser facilmente 
identificados, tanto por elementos gramaticais 
presentes na própria oração, quanto pelo 
contexto. Exemplos: 
1) A cada um o que é seu. (Deve se dar a 
cada um o que é seu.) 
2) Tenho duas filhas, um filho e amo 
todos da mesma maneira. (Nesse 
exemplo, as desinências verbais 
de tenho e amo permitem-nos a 
identificação do sujeito em elipse "eu".) 
3) Regina estava atrasada. Preferiu ir 
direto para o trabalho. (Ela, Regina, 
preferiu ir direto para o trabalho, pois 
estava atrasada.) 
4) As rosas florescem em maio, as 
margaridas em agosto. (As 
margaridas florescem em agosto.) 
ZEUGMA 
Zeugma é uma forma de elipse. Ocorre quando é 
feita a omissão de um termo já mencionado 
anteriormente. Exemplos: 
Ele gosta de geografia; eu, de português. 
Na casa dela só havia móveis antigos; na 
minha, só móveis modernos. 
Ela gosta de natação; eu, de vôlei. 
No céu há estrelas; na terra, você. 
SILEPSE 
A silepse é a concordância que se faz com o 
termo que não está expresso no texto, mas sim 
com a ideia que ele representa. É uma 
concordância anormal, psicológica, espiritual, 
latente, porque se faz com um termo oculto, 
facilmente subentendido. Há três tipos de silepse: 
de gênero, número e pessoa. 
SILEPSE DE GÊNERO 
Os gêneros são masculinos e femininos. Ocorre 
a silepse de gênero quando a concordância se 
faz com ideia que o termo comporta. Exemplos: 
1) A bonita Porto Velho sofreu mais uma vez com 
o calor intenso. 
Nesse caso, o adjetivo bonita não está 
concordando com o termo Porto Velho, que 
gramaticalmente pertence ao gênero masculino, 
mas com a ideia contida no termo (a cidade de 
Porto Velho). 
 
2) Vossa excelência está preocupado. 
Nesse exemplo, o adjetivo preocupado concorda 
com o sexo da pessoa, que nesse caso é 
masculino, e não com o termo Vossa excelência. 
SILEPSE DE NÚMERO 
Os números são singulares e plurais. A silepse 
de número ocorre quando o verbo da oração não 
concorda gramaticalmente com o sujeito da 
oração, mas com a ideia que nele está 
contida. Exemplos: 
A procissão saiu. Andaram por todas as ruas da 
cidade de Salvador. 
Como vai a turma? Estão bem? 
O povo corria por todos os lados 
e gritavam muito alto. 
Note que nos exemplos acima, os 
verbos andaram, estão e gritavam não 
concordam gramaticalmente com os sujeitos das 
orações (que se encontram no 
singular, procissão, turma e povo, 
respectivamente), mas com a ideia de pluralidade 
que neles está contida. Procissão, turma e povo 
dão a ideia de muita gente, por isso que os 
verbos estão no plural. 
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Português 
14 
SILEPSE DE PESSOA 
Três são as pessoas gramaticais: a primeira, a 
segunda e a terceira. A silepse de pessoa ocorre 
quando há um desvio de concordância. O verbo, 
mais uma vez, não concorda com o sujeito da 
oração, mas sim com a pessoa que está inscrita 
no sujeito. 
Exemplos: 
O que não compreendo é como 
os brasileiros persistamos em aceitar essa 
situação. 
Os agricultores temos orgulho de nosso 
trabalho. 
"Dizem que os cariocas somos poucos dados 
aos jardins públicos." (Machado de Assis) 
Observe que os 
verbos persistamos, temos e somos não 
concordam gramaticalmente com os seus sujeitos 
(brasileiros, agricultores e cariocas que estão 
na terceira pessoa), mas com a ideia que neles 
está contida (nós, os brasileiros, os agricultores e 
os cariocas). 
POLISSÍNDETO / ASSÍNDETO 
Para estudarmos essas duas figuras de 
construção, é necessário recordar um conceito 
estudado em sintaxe sobre período composto. No 
período composto por coordenação, podemos ter 
orações sindéticas ou assindéticas. A oração 
coordenada ligada por uma conjunção (conectivo) 
é sindética; a oração que não apresenta 
conectivo é assindética. 
Recordado esse conceito, podemos definir as 
duas figuras de construção: 
1) POLISSÍNDETO 
É uma figura caracterizada pela repetição 
enfática dos conectivos. Observe o exemplo: 
"Falta-lhe o solo aos pés: recua e corre, 
vacila e grita, 
luta e ensanguenta, e rola, e tomba, e se 
espedaça, e morre." (Olavo Bilac) 
 
"Deus criou o sol e a lua e as estrelas. E fez o 
homem e deu-lhe inteligência e fê-lo chefe da 
natureza. 
2) ASSÍNDETO 
É uma figura caracterizada pela ausência, 
pela omissão das conjunções coordenativas, 
resultando no uso de orações coordenadas 
assindéticas. Exemplos: 
Tens casa, tens roupa, tens amor, tens família. 
"Vim, vi, venci." (Júlio César) 
PLEONASMO 
Consiste na repetição de um termo ou ideia, com 
as mesmas palavras ou não. A finalidade do 
pleonasmo é realçar a ideia, torná-la 
mais expressiva. Veja este exemplo: 
O problema da violência, é necessário resolvê-
lo logo. 
 
Nesta oração, os termos "o problema da 
violência" e "lo" exercem a mesma função 
sintática: objeto direto. Assim, temos um 
pleonasmo do objeto direto, sendo o 
pronome "lo" classificado como objeto direto 
pleonástico. 
Outro exemplo: 
Aos funcionários, não lhes interessam 
tais medidas. 
Aos funcionários, lhes = Objeto Indireto 
Nesse caso, há um pleonasmo do objeto indireto, 
e o pronome "lhes" exerce a função de objeto 
indireto pleonástico. 
Exemplos: 
"Vi, claramente visto, o lumo vivo." (Luís 
de Camões) 
 
"Ó mar salgado, quanto do teusal são lágrimas 
de Portugal." (Fernando Pessoa) 
 
"E rir meu riso." (Vinícius de Moraes) 
 
"O bicho não era um cão, 
 
Não era um gato, 
 
Não era um rato. 
 
O bicho, meu Deus, era um homem." (Manuel 
Bandeira) 
Observação: o pleonasmo só tem 
razão de ser quando confere mais vigor à 
frase; caso contrário, torna-se um pleonasmo 
vicioso. Exemplos: 
Vi aquela cena com meus próprios 
olhos. 
Vamos subir para cima. 
ANÁFORA 
É a repetição de uma ou mais palavras 
no início de várias frases, criando assim, um 
efeito de reforço e de coerência. Pela repetição, a 
palavra ou expressão em causa é posta em 
destaque, permitindo ao escritor valorizar 
determinado elemento textual. Os termos 
anafóricos podem muitas vezes ser substituídos 
por pronomes relativos. Assim, observe o 
exemplo abaixo: 
Encontrei um amigo ontem. Ele disse-me 
que te conhecia. O termo ele é um termo 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Português 
15 
anafórico, já que se refere a um 
amigo anteriormente referido. Observe outro 
exemplo: 
"Se você gritasse 
Se você gemesse, 
Se você tocasse 
a valsa vienense 
Se você dormisse, 
Se você cansasse, 
Se você morresse... 
Mas você não morre, 
Você é duro José!" (Carlos Drummond de 
Andrade) 
ANACOLUTO 
Consiste na mudança da construção 
sintática no meio da frase, ficando alguns termos 
desligados do resto do período. Veja o exemplo: 
Esses alunos da escola, não se pode 
duvidar deles. 
A expressão "esses alunos da escola" deveria 
exercer a função de sujeito. No entanto, há uma 
interrupção da frase e essa expressão fica à 
parte, não exercendo nenhuma função sintática. 
O anacoluto também é chamado de "frase 
quebrada", pois corresponde a uma interrupção 
na sequência lógica do pensamento. 
Exemplos: 
O Alexandre, as coisas não lhe estão 
indo muito bem. 
A velha hipocrisia, recordo-me dela com 
vergonha. (Camilo Castelo Branco) 
Obs.: o anacoluto deve ser usado com 
finalidade expressiva em casos muito 
especiais. Em geral, deve-se evitá-lo. 
HIPÉRBATO / INVERSÃO 
É a inversão da estrutura frásica, isto é, a 
inversão da ordem direta dos termos da 
oração. Exemplos: 
São como cristais as palavras. (Na ordem 
direta seria: As palavras são como 
cristais.) 
Dos meus problemas cuido eu! (Na 
ordem direta seria: Eu cuido dos meus 
problemas.) 
FIGURAS DE SOM 
ALITERAÇÃO 
Consiste na repetição de consoantes como 
recurso para intensificação do ritmo ou como 
efeito sonoro significativo. Exemplos: 
Três pratos de trigo 
para três tigres tristes. 
 
O rato roeu a roupa do rei de Roma. 
 
"Vozes veladas, veludosas vozes, 
 
Volúpias dos violões, vozes veladas 
 
Vagam nos velhos vórtices velozes 
 
Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas." 
 Cruz e Souza 
(Aliteração em "v") 
ASSONÂNCIA 
Consiste na repetição ordenada de sons 
vocálicos idênticos. Exemplos: 
"Sou um mulato nato no sentido lato 
mulato democrático do litoral." 
ONOMATOPEIA 
Ocorre quando se tentam reproduzir na forma de 
palavras os sons da realidade. Exemplos: 
Os sinos faziam blem, blem, blem, blem. 
Miau, miau. (Som emitido pelo gato) 
Tic-tac, tic-tac fazia o relógio da sala de 
jantar. 
Cócórócócó, fez o galo às seis da 
manhã. 
 
 
9. RECURSOS DE ARGUMENTAÇÃO 
 
Interpretar (coerentemente e relacionado todas 
as informações), organizar (coesão, progressão 
textual, encadeamento de ideias, evitar 
digressões), relacionar (seu projeto de texto 
defendendo seu ponto de vista – informações mal 
articuladas podem gerar contradições ou parecer 
aleatórias na construção dos argumentos). 
Vejamos os recursos argumentativos que nos 
ajudam a colocar essas habilidades em prática. 
Um argumento é uma manifestação linguística 
construída por enunciados que, relacionados, 
conduzem a uma conclusão. Este argumento 
deve ser elaborado de maneira que produza um 
efeito de sentido de objetividade. 
 
Argumento de autoridade 
Significa basear uma afirmação no saber notório 
de uma autoridade reconhecida em determinada 
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Trabalhando pela sua conquista. 
 
Português 
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área de conhecimento. É uma maneira de trazer 
para o enunciado a credibilidade da autoridade 
citada. 
 
Argumento de consenso 
São enunciados que não exigem demonstração 
ou provas porque seu conteúdo é aceito como 
válido por consenso dentro de um espaço 
sociocultural. Quando você afirma que “investir 
em educação é necessário para a erradicação da 
desigualdade social”, trata-se de um consenso, 
pois todos pensam da mesma forma. Cabe 
destacar que é preciso ser econômico ao usar 
esse recurso, afinal, trata-se de argumentos que 
“todos” já conhecem. 
 
Argumento de provas concretas 
É a comprovação pela experiência ou observação 
por meio da apresentação de dados 
documentados, informações que confirmam a 
validade do que você afirma. Os textos 
jornalísticos são os que mais utilizam esse 
recurso. Esses dados podem vir de 
levantamentos estatísticos, relatórios e 
pesquisas. No entanto, para um argumento ter 
força e credibilidade, a fonte usada deve ser 
confiável. É um recurso com grande poder de 
persuasão, pois relaciona o tema com fatos da 
realidade e demonstra que o candidato tem 
conhecimento. 
 
Argumentos de ilustração 
É o uso de exemplos para comprovar uma 
afirmação. Aqui se demonstra que a ideia 
apresentada não fica só na teoria, ela acontece 
no mundo “real” de fato. No então, também é 
preciso ser econômico e não fazer parágrafos 
inteiros de exemplos, isso seria tangenciar o 
tema. Reserve seus exemplos para o último 
período do parágrafo. 
 
 
Argumentação lógica 
Baseia-se na operação de raciocínios lógicos, 
como as implicações de causa e consequência, 
analogia ou condição. Se você escreve, por 
exemplo, uma redação sobre o aumento da 
violência nos centros urbanos, podemos indicar a 
pobreza e a desigualdade social como causas, e 
a sensação de insegurança das classes mais 
abastadas como consequência. 
 
Argumentação de competência linguística 
Trata-se de adequar as competências de 
linguagem do enunciador para aproximar-se do 
interlocutor ou público-alvo. Na redação do Enem, 
por exemplo, é importante o domínio na língua 
padrão. 
 
10. COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAIS 
 
Para que um texto tenha o seu sentido completo, ou seja, transmita a mensagem 
pretendida, é necessário que esteja coerente e coeso. Para compreender um pouco melhor os conceitos 
de Coerência textual e de Coesão textual, e também para distingui-los, vejamos: 
O que é coesão textual? 
Quando falamos de COESÃO textual, falamos a respeito dos mecanismos linguísticos que permitem uma 
sequência lógico-semântica entre as partes de um texto, sejam elas palavras, frases, parágrafos, etc. Entre 
os elementos que garantem a coesão de um texto, temos: 
A. as referências e as reiterações: Este tipo de coesão acontece quando um termo faz referência a 
outro dentro do texto, quando reitera algo que já foi dito antes ou quando uma palavra é substituída 
por outra que possui com ela alguma relação semântica. Alguns destes termos só podem ser 
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Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Português 
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compreendidos mediante estas relações com outros termos do texto, como é o caso da anáfora e 
da catáfora. 
B. as substituições lexicais (elementos que fazem a coesão lexical): este tipo de coesão acontece 
quando um termo é substituído por outro dentro do texto, estabelecendo com ele uma relação de 
sinonímia, antonímia, hiponímia ou hiperonímia, ou mesmo quando há a repetição da mesma 
unidade lexical (mesma palavra). 
C. os conectores (elementos que fazem a coesão interfrástica): Estes elementos coesivos 
estabelecem as relações de dependência e ligação entre os termos, ou seja, são conjunções, 
preposições e advérbios conectivos. 
D. a correlação dos verbos (coesão temporal e aspetual): consiste na correta utilização dos tempos 
verbais, ordenando assim os acontecimentos de uma forma lógica e linear, que irá permitir a 
compreensão da sequência dos mesmos. 
São os elementos coesivos de um texto que permitem as articulações e ligações entre suas diferentes 
partes, bem como a sequenciação das ideias. 
O que é coerência textual? 
Quando falamos em COERÊNCIA textual, falamos acerca da significação do texto, e não mais dos 
elementos estruturais que o compõem. Um texto pode estar perfeitamente coeso, porém incoerente. É o 
caso do exemplo abaixo: 
"As ruas estão molhadas porque não choveu" 
Há elementos coesivos no texto acima, como a conjunção, a sequência lógica dos verbos, enfim, do ponto 
de vista da COESÃO, o texto não tem nenhum problema. Contudo, ao ler o que diz o texto, percebemos 
facilmente que há uma incoerência, pois se as ruas estão molhadas, é porque alguém molhou, ou a chuva, 
ou algum outro evento. Não ter chovido não é o motivo de as ruas estarem molhadas. O texto 
está incoerente. 
Podemos entender melhor a coerência compreendendo os seus três princípios básicos: 
1. Princípio da Não Contradição: em um texto não se pode ter situações ou ideias que se 
contradizem entre si, ou seja, que quebram a lógica. 
2. Princípio da Não Tautologia: Tautologia é um vício de linguagem que consiste n a repetição de 
alguma ideia, utilizando palavras diferentes. Um texto coerente precisa transmitir alguma 
informação, mas quando há repetição excessiva de palavras ou termos, o texto corre o risco de 
não conseguir transmitir a informação. Caso ele não construa uma informação ou mensagem 
completa, então ele será incoerente 
3. Princípio da Relevância: Fragmentos de textos que falam de assuntos diferentes, e que não se 
relacionam entre si, acabam tornando o texto incoerente, mesmo que suas partes contenham certa 
coerência individual. Sendo assim, a representação de ideias ou fatos não relacionados entre si, 
fere o princípio da relevância, e trazem incoerência ao texto. 
Outros dois conceitos importantes para a construção da coerência textual são a CONTINUIDADE 
TEMÁTICA e a PROGRESSÃO SEMÂNTICA. 
Há quebra de continuidade temática quando não se faz a correlação entre uma e outras partes do texto 
(quebrando também a coesão). A sensação é que se mudou o assunto (tema) sem avisar ao leitor. 
Já a quebra da progressão semântica acontece quando não há a introdução de novas informações para dar 
sequência a um todo significativo (que é o texto). A sensação do leitor é que o texto é demasiadamente 
prolixo, e que não chega ao ponto que interessa, ao objetivo final da mensagem. 
Em resumo, podemos dizer que a COESÃO trata da conexão harmoniosa entre as partes do texto, do 
parágrafo, da frase. Ela permite a ligação entre as palavras e frases, fazendo com que um dê sequência 
lógica ao outro. A COERÊNCIA, por sua vez, é a relação lógica entre as ideias, fazendo com que umas 
complementem as outras, não se contradigam e formem um todo significativo que é o texto. 
Vale salientar também que há muito para se estudar sobre coerência e coesão textuais, e que cada um dos 
conceitos apresentados acima podem e devem ser melhor investigados para serem melhor compreendidos. 
 
 
 
 
11. SIGNIFICAÇÃO DE PALAVRAS E EXPRESSÕES NO TEXTO 
 
http://www.infoescola.com/portugues/anafora-e-catafora/
http://www.infoescola.com/portugues/anafora-e-catafora/
http://www.infoescola.com/portugues/tempos-verbais/
http://www.infoescola.com/portugues/tempos-verbais/
http://www.infoescola.com/redacao/coesao-e-coerencia-textual/
http://www.infoescola.com/redacao/coesao-e-coerencia-textual/
http://www.infoescola.com/redacao/coesao-e-coerencia-textual/
Entendemos por semântica, a ciência que estuda 
o significado das palavras. 
 
Quando analisamos algumas expressões 
(considerando a concepção e bagagem cultural 
de cada um), percebemos que há palavras que 
possuem uma semântica muito intensa, ou seja, 
com várias possibilidades de interpretações. 
 
É importante frisar que mesmo elas possuindo 
semelhança na grafia e nos sons, são divergentes 
no sentido, deixando a diferenciação ser notada 
apenas pelo contexto em que elas estão 
envolvidas. 
 
 
Significação das Palavras 
Quanto à significação, as palavras são divididas 
nas seguintes categorias: 
Sinônimos 
As palavras que possuem significados próximos 
são chamadas sinônimos. Exemplos: 
casa - lar - moradia - residência 
longe - distante 
delicioso - saboroso 
carro - automóvel 
Observe que o sentido dessas palavras 
são próximos, mas não são exatamente 
equivalentes. Dificilmente encontraremos um 
sinônimo perfeito, uma palavra que signifique 
exatamente a mesma coisa que outra. 
Há uma pequena diferença de significado entre 
palavras sinônimas. Veja que, 
embora casa e lar sejam sinônimos, ficaria 
estranho se falássemos a seguinte frase: 
Comprei um novo lar. 
Obs.: o uso de palavras sinônimas pode ser 
de grande utilidade nos processos de 
retomada de elementos que inter-relacionam 
as partes dos textos. 
Antônimos 
São palavras que possuem significados opostos, 
contrários. Exemplos: 
mal / bem 
ausência / presença 
fraco / forte 
claro / escuro 
subir / descer 
cheio / vazio 
possível / impossível 
Polissemia 
Polissemia é a propriedade que uma mesma 
palavra tem de apresentar mais de um significado 
nos múltiplos contextos em que aparece. Veja 
alguns exemplos de palavras polissêmicas: 
cabo (posto militar, acidente geográfico, 
cabo da vassoura, da faca) 
banco (instituição comercial financeira, 
assento) 
manga (parte da roupa, fruta) 
Homônimos 
São palavras que possuem a mesma pronúncia (algumas vezes, a mesma grafia), mas significados 
diferentes. Veja alguns exemplos no quadro abaixo: 
acender (colocar fogo) ascender (subir) 
acento (sinal gráfico) assento (local onde se senta) 
acerto (ato de acertar) asserto (afirmação) 
apreçar (ajustar o preço) apressar (tornar rápido) 
bucheiro (tripeiro) buxeiro (pequeno arbusto) 
bucho (estômago) buxo (arbusto) 
caçar (perseguir animais) cassar (tornar sem efeito)cegar (deixar cego) segar (cortar, ceifar) 
cela (pequeno quarto) sela (forma do verbo selar; arreio) 
censo (recenseamento) senso (entendimento, juízo) 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Português 
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céptico (descrente) séptico (que causa infecção) 
cerração (nevoeiro) serração (ato de serrar) 
cerrar (fechar) serrar (cortar) 
cervo (veado) servo (criado) 
chá (bebida) xá (antigo soberano do Irã) 
cheque (ordem de pagamento) xeque (lance no jogo de xadrez) 
círio (vela) sírio (natural da Síria) 
cito (forma do verbo citar) sito (situado) 
concertar (ajustar, combinar) consertar (reparar, corrigir) 
concerto (sessão musical) conserto (reparo) 
coser (costurar) cozer (cozinhar) 
esotérico (secreto) exotérico (que se expõe em público) 
espectador (aquele que assiste) 
expectador (aquele que tem esperança, que 
espera) 
esperto (perspicaz) experto (experiente, perito) 
espiar (observar) expiar (pagar pena) 
espirar (soprar, exalar) expirar (terminar) 
estático (imóvel) extático (admirado) 
esterno (osso do peito) externo (exterior) 
estrato (camada) extrato (o que se extrai de algo) 
estremar (demarcar) extremar (exaltar, sublimar) 
incerto (não certo, impreciso) inserto (inserido, introduzido) 
incipiente (principiante) insipiente (ignorante) 
laço (nó) lasso (frouxo) 
ruço (pardacento, grisalho) russo (natural da Rússia) 
tacha (prego pequeno) taxa (imposto, tributo) 
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Português 
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tachar (atribuir defeito a) taxar (fixar taxa) 
Homônimos Perfeitos 
Possuem a mesma grafia e o mesmo som. 
Por Exemplo: 
Eu cedo este lugar para a professora. (cedo = 
verbo) 
Cheguei cedo para a entrevista. (cedo = advérbio 
de tempo) 
Atenção: 
Existem algumas palavras que possuem 
a mesma escrita (grafia), mas a pronúncia e o 
significado são sempre diferentes. Essas 
palavras são chamadas de homógrafas e são 
uma subclasse dos homônimos. Observe os 
exemplos: 
almoço (substantivo, nome da refeição) 
almoço (forma do verbo almoçar na 1ª 
pessoa do sing. do tempo presente do 
modo indicativo) 
 
gosto (substantivo) 
gosto (forma do verbo gostar na 1ª 
pessoa do sing. do tempo presente do 
modo indicativo) 
 
Parônimos 
É a relação que se estabelece entre palavras que possuem significados diferentes, mas são muito 
parecidas na pronúncia e na escrita. Veja alguns exemplos no quadro abaixo. 
absolver (perdoar, inocentar) absorver (aspirar, sorver) 
apóstrofe (figura de linguagem) apóstrofo (sinal gráfico) 
aprender (tomar conhecimento) apreender (capturar, assimilar) 
arrear (pôr arreios) arriar (descer, cair) 
ascensão (subida) assunção (elevação a um cargo) 
bebedor (aquele que bebe) bebedouro (local onde se bebe) 
cavaleiro (que cavalga) cavalheiro (homem gentil) 
comprimento (extensão) cumprimento (saudação) 
deferir (atender) diferir (distinguir-se, divergir) 
delatar (denunciar) dilatar (alargar) 
descrição (ato de descrever) discrição (reserva, prudência) 
descriminar (tirar a culpa) discriminar (distinguir) 
despensa (local onde se guardam mantimentos) dispensa (ato de dispensar) 
docente (relativo a professores) discente (relativo a alunos) 
emigrar (deixar um país) imigrar (entrar num país) 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Português 
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eminência (elevado) iminência (qualidade do que está iminente) 
eminente (elevado) iminente (prestes a ocorrer) 
esbaforido (ofegante, apressado) espavorido (apavorado) 
estada (permanência em um lugar) estadia (permanência temporária em um lugar) 
flagrante (evidente) fragrante (perfumado) 
fluir (transcorrer, decorrer) fruir (desfrutar) 
fusível (aquilo que funde) fuzil (arma de fogo) 
imergir (afundar) emergir (vir à tona) 
inflação (alta dos preços) infração (violação) 
infligir (aplicar pena) infringir (violar, desrespeitar) 
mandado (ordem judicial) mandato (procuração) 
peão (aquele que anda a pé, domador de 
cavalos) 
pião (tipo de brinquedo) 
precedente (que vem antes) procedente (proveniente; que tem fundamento) 
ratificar (confirmar) retificar (corrigir) 
recrear (divertir) recriar (criar novamente) 
soar (produzir som) suar (transpirar) 
sortir (abastecer, misturar) surtir (produzir efeito) 
sustar (suspender) suster (sustentar) 
tráfego (trânsito) tráfico (comércio ilegal) 
vadear (atravessar a vau) vadiar (andar ociosamente) 
 
 
 
 
12. SUBSTITUIÇÃO DE PALAVRAS E DA EXPRESSÕES NO TEXTOS 
 
Há diversas formas de se garantir a coesão entre 
os elementos de uma frase ou de um texto: 
1. Substituição de palavras com o emprego de 
sinônimos, ou de palavras ou expressões do 
mesmo campo associativo. 
2. Normalização – emprego alternativo entre um 
verbo, o substantivo ou o adjetivo correspondente 
(desgastar / desgaste / desgastante). 
3. Repetição na ligação semântica dos termos, 
empregada como recurso estilístico de intenção 
articulatória, e não uma redundância - resultado 
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Português 
22 
da pobreza de vocabulário. Por exemplo, 
“Grande no pensamento, grande na ação, grande 
na glória, grande no infortúnio, ele morreu 
desconhecido e só.” (Rocha Lima) 
4. Uso de hipônimos – relação que se estabelece 
com base na maior especificidade do significado 
de um deles. Por exemplo, mesa (mais 
específico) e móvel (mais genérico). 
5. Emprego de hiperônimos - relações de um 
termo de sentido mais amplo com outros de 
sentido mais específico. Por exemplo, felino está 
numa relação de hiperonímia com gato. 
6. Substitutos universais, como os verbos vicários 
(ex.: Necessito viajar, porém só o farei no ano 
vindouro) A coesão apoiada na gramática dá-se 
no uso de conectivos, como certos pronomes, 
certos advérbios e expressões adverbiais, 
conjunções, elipses, entre outros. A elipse se 
justifica quando, ao remeter a um enunciado 
anterior, a palavra elidida é facilmente 
identificável (Ex.: O jovem recolheu-se cedo. ... 
Sabia que ia necessitar de todas as suas forças. 
O termo o jovem deixa de ser repetido e, assim, 
estabelece a relação entre as duas orações.). 
Dêiticos são elementos linguísticos que têm a 
propriedade de fazer referência ao contexto 
situacional ou ao próprio discurso. Exercem, por 
excelência, essa função de progressão textual, 
dada sua característica: são elementos que não 
significam, apenas indicam, remetem aos 
componentes da situação comunicativa. 
Já os componentes concentram em si a 
significação. Elisa Guimarães (2) nos ensina a 
esse respeito: 
“Os pronomes pessoais e as desinências verbais 
indicam os participantes do ato do discurso. Os 
pronomes demonstrativos, certas locuções 
prepositivas e adverbiais, bem como os advérbios 
de tempo, referenciam o momento da 
enunciação, podendo indicar simultaneidade, 
anterioridade ou posterioridade. 
Assim: este, agora, hoje, neste momento 
(presente); ultimamente, recentemente, ontem, há 
alguns dias, antes de (pretérito); de agora em 
diante, no próximo ano, depois de (futuro).” 
Esse conceito será de grande valia quando 
tratarmos do uso dos pronomes demonstrativos. 
Somente a coesão, contudo, não é suficiente para 
que haja sentido no texto, esse é o papel da 
coerência, e coerência se relaciona intimamente a 
contexto. 
Como nosso intuito nesta página é a 
apresentação de conceitos, sem aprofundá-los 
em demasia, bastam-nos essas informações. 
Vejamos como o examinador tem abordado o 
assunto: 
(PROVA AFTN/RN) 
Assinale a opção em que a estrutura sugerida 
para preenchimento da lacuna correspondente 
provoca defeito de coesão e incoerência nos 
sentidos do texto. 
A violência no País há muito ultrapassou todos os 
limites. ___1___ dados recentes mostram o Brasil 
como um dos países mais violentos do mundo, 
levando-se em conta o risco de morte por 
homicídio. 
Em 1980, tínhamos uma média de, 
aproximadamente, doze homicídios por cem mil 
habitantes. ___2___, nas duas décadas 
seguintes, o grau de violência intencional 
aumentou, chegando a mais do que o dobro do 
índice verificado em1980 – 121,6% –, ___3___, 
ao final dos anos 90 foi superado o patamar de 25 
homicídios por cem mil habitantes. ___4___, o 
PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 
26,4%, isto é, em média, a cada queda de 1% do 
PIB a violência crescia mais do que 5% entre os 
anos 1980 e 1990. 
Estudos do Banco Interamericano de 
Desenvolvimento mostram que os custos da 
violência consumiram, apenas no setor saúde, 
1,9% do PIB entre 1996 e 1997. ___5___ a 
vitimização letal se distribui de forma desigual: 
são, sobretudo, os jovens pobres e negros, do 
sexo masculino, entre 15 e 24 anos, que têm 
pago com a própria vida o preço da escalada da 
violência no Brasil. 
(Adaptado de http://www.brasil.gov.br/acoes.htm) 
a) 1 – Tanto é assim que 
b) 2 – Lamentavelmente 
c) 3 – Ou seja 
d) 4 – Simultaneamente 
e) 5 – Se bem que 
COMENTÁRIO: As lacunas no texto ocultam 
palavras e expressões que atuam como 
conectores – ligam orações estabelecendo 
relações semânticas entre os períodos. A banca 
sugere algumas opções de preenchimento. 
Dessas, a única que não atende ao solicitado é a 
de número 5, uma vez que a expressão “Se bem 
que” deveria introduzir uma oração de valor 
concessivo, estabelecendo, assim, ideia contrária 
à que foi apresentada até então pelo texto. 
Verifica-se, contudo, que o que se segue ratifica 
as informações anteriores ao fornecer dados 
complementares às estatísticas sobre homicídios. 
Sendo aceita a sugestão da banca, a coerência 
textual seria prejudicada. Por isso, o gabarito é a 
opção E. 
 
13. ESTRUTURA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS - VALOR DOS AFIXOS E DOS RADICAIS 
 
Observe as seguintes palavras: 
escol-a 
escol-ar 
escol-arização 
escol-arizar 
sub-escol-arização 
Observando-as, percebemos que há um elemento 
comum a todas elas: a forma escol-. Além disso, 
em todas há elementos destacáveis, 
responsáveis por algum detalhe de significação. 
Compare, por exemplo, escola e escolar: partindo 
de escola, formou-se escolar pelo acréscimo do 
elemento destacável -ar. 
Por meio desse trabalho de comparação entre as 
diversas palavras que selecionamos, podemos 
depreender a existência de diferentes elementos 
formadores. Cada um desses elementos 
formadores é uma unidade mínima de 
significação, um elemento significativo 
indecomponível, a que damos o nome de 
morfema. 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS MORFEMAS: 
 
Radical 
 
Há um morfema comum a todas as palavras que 
estamos analisando: escol-. É esse morfema 
comum – o radical – que faz com que as 
consideremos palavras de uma mesma família de 
significação – os cognatos. O radical é a parte da 
palavra responsável por sua significação 
principal. 
 
Afixos 
 
Como vimos, o acréscimo do morfema –ar cria 
uma nova palavra a partir de escola. De maneira 
semelhante, o acréscimo dos morfemas sub- e –
arização à forma escol- criou subescolarização. 
Esses morfemas recebem o nome de afixos. 
Quando são colocados antes do radical, como 
acontece com sub-, os afixos recebem o nome 
deprefixos. Quando, como –arização, surgem 
depois do radical os afixos são chamados 
de sufixos. Prefixos e sufixos, além de operar 
mudança de classe gramatical, são capazes de 
introduzir modificações de significado no radical a 
que são acrescentados. 
 
Desinências 
 
Quando se conjuga o verbo amar, obtêm-se 
formas como amava, amavas, amava, 
amávamos, amáveis, amavam. Essas 
modificações ocorrem à medida que o verbo vai 
sendo flexionado em número (singular e plural) e 
pessoa (primeira, segunda ou terceira). Também 
ocorrem se modificarmos o tempo e o modo do 
verbo (amava, amara, amasse, por exemplo). 
Podemos concluir, assim, que existem morfemas 
que indicam as flexões das palavras. Esses 
morfemas sempre surgem no fim das palavras 
variáveis e recebem o nome de desinências. Há 
desinências nominais e desinências verbais. 
• Desinências nominais: indicam o gênero e o 
número dos nomes. Para a indicação de gênero, 
o português costuma opor as desinências -o/-a: 
garoto/garota; menino/menina 
Para a indicação de número, costuma-se utilizar o 
morfema –s, que indica o plural em oposição à 
ausência de morfema, que indica o singular: 
garoto/garotos; garota/garotas; menino/meninos; 
menina/meninas. 
No caso dos nomes terminados em –r e –z, a 
desinência de plural assume a forma -es: 
mar/mares; revólver/revólveres; cruz/cruzes. 
 
• Desinências verbais: em nossa língua, as 
desinências verbais pertencem a dois tipos 
distintos. Há aqueles que indicam o modo e o 
tempo (desinências modo-temporais) e aquelas 
que indicam o número e a pessoa dos verbos 
(desinência número-pessoais): 
cant-á-va-mos cant-á-sse-is 
cant: radical 
cant: 
radical 
-á-: vogal temática -á-: vogal temática 
-va-:desinência modo-
temporal (caracteriza o 
pretérito imperfeito do 
indicativo) 
-sse-:desinência 
modo-temporal 
(caracteriza o pretérito 
imperfeito do 
subjuntivo) 
-mos:desinência 
número-pessoal 
(caracteriza a primeira 
pessoa do plural) 
-is: desinência 
número-pessoal 
(caracteriza a segunda 
pessoa do plural) 
 
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Português 
24 
Vogal temática 
 
Observe que, entre o radical cant- e as 
desinências verbais, surge sempre o morfema –a. 
Esse morfema, que liga o radical às desinências, 
é chamado de vogal temática. Sua função é 
ligar-se ao radical, constituindo o chamado tema. 
É ao tema (radical + vogal temática) que se 
acrescentam as desinências. Tanto os verbos 
como os nomes apresentam vogais temáticas. 
 
• Vogais temáticas nominais: São -a, -e, e -o, 
quando átonas finais, como em mesa, artista, 
busca, perda, escola, triste, base, combate. 
Nesses casos, não poderíamos pensar que essas 
terminações são desinências indicadoras de 
gênero, pois a mesa, escola, por exemplo, não 
sofrem esse tipo de flexão. É a essas vogais 
temáticas que se liga a desinência indicadora de 
plural: mesa-s, escola-s, perda-s. Os nomes 
terminados em vogais tônicas (sofá, café, cipó, 
caqui, por exemplo) não apresentam vogal 
temática. 
 
• Vogais temáticas verbais: São -a, -e e -i, que 
caracterizam três grupos de verbos a que se dá o 
nome de conjugações. Assim, os verbos cuja 
vogal temática é -a pertencem à primeira 
conjugação; aqueles cuja vogal temática é -
e pertencem à segunda conjugação e os que têm 
vogal temática -i pertencem à terceira 
conjugação. 
 
 
primeira 
conjugação 
segunda 
conjugação 
terceira 
conjugação 
govern-a-
va 
estabelec-
e-sse 
defin-i-ra 
atac-a-va cr-e-ra 
imped-i-
sse 
realiz-a-
sse 
mex-e-rá ag-i-mos 
 
Vogal ou consoante de ligação 
 
As vogais ou consoantes de ligação são 
morfemas que surgem por motivos eufônicos, ou 
seja, para facilitar ou mesmo possibilitar a leitura 
de uma determinada palavra. Temos um exemplo 
de vogal de ligação na palavra escolaridade: o -i-
 entre os sufixos -ar- e -dade facilita a emissão 
vocal da palavra. Outros exemplos: gasômetro, 
alvinegro, tecnocracia, paulada, cafeteira, 
chaleira, tricota. 
 
14. FONOLOGIA: CONCEITO DE FONEMAS. 
RELAÇÕES ENTRE FONEMAS E GRAFIAS 
ENCONTRO VOCÁLICOS E CONSONANTAIS 
 
A palavra fonologia é formada pelos elementos gregos fono ("som, voz") e log, logia ("estudo", 
"conhecimento"). Significa literalmente "estudo dos sons" ou "estudo dos sons da voz". 
O homem, ao falar, emite sons. Cada indivíduo tem uma maneira própria de realizar esses sons no ato da 
fala. Essas particularidades na pronúncia de cada falante são estudadas pela fonética. 
Dá-se o nome de fonema ao menor elemento sonoro capaz de estabelecer uma distinção de significado 
entre as palavras. Observe, nos exemplos a seguir, os fonemas que marcam a distinção entre os pares 
de palavras: 
amor - ator 
morro - corro 
vento - cento 
Cada segmento sonoro se refere a um dado da língua portuguesa que está em sua memória: a imagem 
acústica que você, como falante de português, guarda de cada um deles. É essa imagem acústica, esse 
referencial de padrão sonoro, que constitui o fonema. Os fonemas formam os significantes dos signoslinguísticos. Geralmente, aparecem representados entre barras. Assim: /m/, /b/, /a/, /v/, etc. 
FONEMA E LETRA 
1) O fonema não deve ser confundido com a letra. Na língua escrita, representamos os fonemas por meio 
de sinais chamados letras. Portanto, letra é a representação gráfica do fonema. Na palavra sapo, por 
exemplo, a letra s representa o fonema /s/ (lê-se sê); já na palavra brasa, a letra s representa o fonema 
/z/ (lê-se zê). 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Português 
25 
2) Às vezes, o mesmo fonema pode ser representado por mais de uma letra do alfabeto. É o caso do 
fonema /z/, que pode ser representado pelas letras z, s, x. Exemplos: 
zebra 
casamento 
exílio 
3) Em alguns casos, a mesma letra pode representar mais de um fonema. A letra x, por exemplo, pode 
representar: 
- o fonema sê: texto 
- o fonema zê: exibir 
- o fonema chê: enxame 
- o grupo de sons ks: táxi 
4) O número de letras nem sempre coincide com o número de fonemas. 
Exemplos: 
tóxico fonemas: /t/ó/k/s/i/c/o/ letras: t ó x i c o 
 
1 2 3 4 5 6 7 
 
1 2 3 4 5 6 
galho fonemas: /g/a/lh/o/ letras: g a l h o 
 
1 2 3 4 
 
1 2 3 4 5 
5) As letras m e n, em determinadas palavras, não representam fonemas. Observe os exemplos: 
compra 
conta 
Nessas palavras, m e n indicam a nasalização das vogais que as antecedem. 
Veja ainda: 
nave: o /n/ é um fonema; 
dança: o n não é um fonema; o fonema é /ã/, representado na escrita pelas letras a e n. 
6) A letra h, ao iniciar uma palavra, não representa fonema. Exemplos: 
hoje fonemas: ho / j / e / letras: h o j e 
 
1 2 3 
 
1 2 3 4 
 
 
CLASSIFIAÇÃO 
Veja a seguir como são classificados os fonemas da língua portuguesa. 
VOGAIS 
As vogais são os fonemas sonoros produzidos por uma corrente de ar que passa livremente pela boca. 
Em nossa língua, desempenham o papel de núcleo das sílabas. 
Assim, isso significa que em toda sílaba há necessariamente uma única vogal. 
Na produção de vogais, a boca fica aberta ou entreaberta. As vogais podem ser: 
a) Orais: quando o ar sai apenas pela boca. Por exemplo: 
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Português 
26 
/a/, /e/, /i/, /o/, /u/. 
b) Nasais: quando o ar sai pela boca e pelas fossas nasais. Por exemplo: 
/ã/: fã, canto, tampa 
/ /: dente, tempero 
/ /: lindo, mim 
/õ/ bonde, tombo 
/ / nunca, algum 
c) Átonas: pronunciadas com menor intensidade. Por exemplo: até, bola 
d) Tônicas: pronunciadas com maior intensidade. Por exemplo: até, bola 
Quanto ao timbre, as vogais podem ser: 
Abertas 
Exemplos: pé, lata, pó 
Fechadas 
Exemplos: mês, luta, amor 
Reduzidas - Aparecem quase sempre no final das palavras. 
Exemplos: dedo, ave, gente 
Quanto à zona de articulação: 
Anteriores ou palatais - A língua eleva-se em direção ao palato duro (céu da boca). 
Exemplos: é, ê, i 
Posteriores ou velares - A língua eleva-se em direção ao palato mole (véu palatino). 
Exemplos: ó, ô, u 
Médias - A língua fica baixa, quase em repouso. 
Por exemplo: a 
SEMIVOGAIS 
Os fonemas /i/ e /u/, algumas vezes, não são vogais. Aparecem apoiados em uma vogal, formando com 
ela uma só emissão de voz (uma sílaba). Nesse caso, esses fonemas são chamados de semivogais. A 
diferença fundamental entre vogais e semivogais está no fato de que estas últimas não desempenham o 
papel de núcleo silábico. 
Observe a palavra papai. Ela é formada de duas sílabas: pa-pai. Na última sílaba, o fonema vocálico que 
se destaca é o a. Ele é a vogal. O outro fonema vocálico i não é tão forte quanto ele. É a semivogal. 
Outros exemplos: saudade, história, série. 
Obs.: os fonemas /i/ e /u/ podem aparecer representados na escrita por "e", "o" ou "m". 
Veja: 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Português 
27 
pães / pãis 
mão / mãu/ 
cem /c i/ 
CONSOANTES 
Para a produção das consoantes, a corrente de ar expirada pelos pulmões encontra obstáculos ao passar 
pela cavidade bucal. Isso faz com que as consoantes sejam verdadeiros "ruídos", incapazes de atuar 
como núcleos silábicos. Seu nome provém justamente desse fato, pois, em português, sempre consoam 
("soam com") as vogais. Exemplos: 
/b/, /t/, /d/, /v/, /l/, /m/, etc. 
ENCONTRO VOCÁLICOS 
 
Os encontros vocálicos são agrupamentos de vogais e semivogais, sem consoantes intermediárias. 
É importante reconhecê-los para dividir corretamente os vocábulos em sílabas. 
Existem três tipos de encontros: o ditongo, o tritongo e o hiato. 
Ditongo 
É o encontro de uma vogal e uma semivogal (ou vice-versa) numa mesma sílaba. Pode ser: 
a) Crescente: quando a semivogal vem antes da vogal. Por exemplo: 
sé-rie (i = semivogal, e = vogal) 
b) Decrescente: quando a vogal vem antes da semivogal. Por exemplo: 
pai (a = vogal, i = semivogal) 
c) Oral: quando o ar sai apenas pela boca. Exemplos: 
pai, série 
d) Nasal: quando o ar sai pela boca e pelas fossas nasais. Por exemplo: 
mãe 
Tritongo 
É a sequência formada por uma semivogal, uma vogal e uma semivogal, sempre nessa ordem, numa só 
sílaba. Pode ser oral ou nasal. Exemplos: 
Paraguai - Tritongo oral 
quão - Tritongo nasal 
Hiato 
É a sequência de duas vogais numa mesma palavra que pertencem a sílabas diferentes, uma vez que 
nunca há mais de uma vogal numa sílaba. Por exemplo: 
saída (sa-í-da) 
poesia (po-e-si-a) 
 
Saiba que: 
- Na terminação -em em palavras como ninguém, também, porém e na terminação -am em palavras 
como amaram, falaram ocorrem ditongos nasais decrescentes. 
- É tradicional considerar hiato o encontro entre uma semivogal e uma vogal ou entre uma vogal e uma 
semivogal que pertencem a sílabas diferentes, como em ge-lei-a, io-iô. 
 
 
15. ORTOGRAFIA: SISTEMA OFICIAL VIGENTE 
 
Mudanças no alfabeto 
O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w e y. O alfabeto completo passa a ser: 
A B C D E F G H I J 
K L M N O P Q R S 
T U V W X Y Z 
As letras k, w e y, que na verdade não tinham desaparecido da maioria dos dicionários da nossa língua, são usadas em 
várias situações. Por exemplo: 
a. na escrita de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma), W (watt); 
b. na escrita de palavras e nomes estrangeiros (e seus derivados): show, playboy, playground, windsurf, kung fu, yin, 
yang, William, kaiser, Kafka, kafkiano. 
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Português 
28 
Trema 
Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos 
grupos gue, gui, que, qui. 
Como era Como fica 
agüentar aguentar 
argüir arguir 
bilíngüe bilíngue 
cinqüenta cinquenta 
delinqüente delinquente 
eloqüente eloquente 
ensangüentado ensanguentado 
eqüestre equestre 
freqüente frequente 
lingüeta lingueta 
lingüiça linguiça 
qüinqüênio quinquênio 
sagüi sagui 
seqüência sequência 
seqüestro sequestro 
tranqüilo tranquilo 
Mudanças nas regras de acentuação 
1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento 
tônico na penúltima sílaba). 
Como era Como fica 
alcalóide alcaloide 
alcatéia alcateia 
andróide androide 
apóia (verbo apoiar)apoia 
apóio (verbo apoiar)apoio 
asteróide asteroide 
bóia boia 
celulóide celuloide 
clarabóia claraboia 
colméia colmeia 
Coréia Coreia 
debilóide debiloide 
epopéia epopeia 
estóico estoico 
estréia estreia 
estréio (verbo estrear) estreio 
geléia geleia 
heróico heroico 
ideia ideia 
jibóia jiboia 
jóia joia 
odisséia odisseia 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Português 
29 
paranóia paranoia 
paranóico paranoico 
platéia plateia 
tramóia tramoia 
Atenção: 
essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas e os 
monossílabos tônicos terminados em éis eói(s). Exemplos: papéis, herói, heróis, dói (verbo doer), sóis etc. 
2. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo. 
Como era Como fica 
baiúca baiuca 
bocaiúva bocaiuva*cauíla cauila** 
* bacaiuva = certo tipo de palmeira 
**cauila = avarento 
 
Atenção: 
a. se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos des), o acento permanece. 
Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí; 
b. se o i ou o u forem precedidos de ditongo crescente, o acento permanece. Exemplos: guaíba, Guaíra. 
3. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo(s). 
Como era Como fica 
abençôo abençoo 
crêem (verbo crer) creem 
dêem (verbo dar) deem 
dôo (verbo doar) doo 
enjôo enjoo 
lêem (verbo ler) leem 
magôo (verbo magoar) magoo 
perdôo (verbo perdoar) perdoo 
povôo (verbo povoar) povoo 
vêem (verbo ver) veem 
vôos voos 
zôo zoo 
4. Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, péla(s)/pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) 
e pêra/pera. 
Como era Como fica 
Ele pára o carro. Ele para o carro. 
Ele foi ao pólo Norte. Ele foi ao polo Norte. 
Ele gosta de jogar pólo. Ele gosta de jogar polo. 
Esse gato tem pêlos brancos. Esse gato tem pelos brancos. 
Comi uma pêra. Comi uma pera. 
Atenção: 
- Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do 
indicativo), na 3ª pessoa do singular. Pode é a forma do presente do indicativo, na 3ª pessoa do singular. 
Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode. 
- Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição. Exemplo: Vou pôr o livro na estante que 
foi feita por mim. 
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Português 
30 
- Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados 
(manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.). Exemplos: 
Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros. 
Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba. 
Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra. 
Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes. 
Ele detém o poder. / Eles detêm o poder. 
Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas. 
- É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento 
deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo? 
5. Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do 
indicativo dos verbos arguir e redarguir. 
6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar, averiguar, apaziguar, 
desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir etc. Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do 
indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo. Veja: 
a. se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas. 
Exemplos: 
verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem. 
verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam. 
b. se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas. 
Exemplos (a vogal sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que as outras): 
verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem. 
verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem; delinqua, delinquas, delinquam. 
Atenção: no Brasil, a pronúncia mais corrente é a primeira, aquela com a e itônicos. 
Uso do hífen com compostos 
1. Usa-se o hífen nas palavras compostas que não apresentam elementos de ligação. Exemplos: guarda-chuva, arco-
íris, boa-fé, segunda-feira, mesa-redonda, vaga-lume, joão-ninguém, porta-malas, porta-bandeira, pão-duro, bate-boca. 
*Exceções: Não se usa o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição, como 
girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista, paraquedismo. 
2. Usa-se o hífen em compostos que têm palavras iguais ou quase iguais, sem elementos de ligação. Exemplos: reco-
reco, blá-blá-blá, zum-zum, tico-tico, tique-taque, cri-cri, glu-glu, rom-rom, pingue-pongue, zigue-zague, esconde-
esconde, pega-pega, corre-corre. 
3. Não se usa o hífen em compostos que apresentam elementos de ligação. Exemplos: pé de moleque, pé de vento, pai 
de todos, dia a dia, fim de semana, cor de vinho, ponto e vírgula, camisa de força, cara de pau, olho de sogra. 
Incluem-se nesse caso os compostos de base oracional. Exemplos: maria vai com as outras, leva e traz, diz que diz 
que, deus me livre, deus nos acuda, cor de burro quando foge, bicho de sete cabeças, faz de conta. 
* Exceções: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa. 
4. Usa-se o hífen nos compostos entre cujos elementos há o emprego do apóstrofo. Exemplos: gota-d'água, pé-d'água. 
5. Usa-se o hífen nas palavras compostas derivadas de topônimos (nomes próprios de lugares), com ou sem elementos 
de ligação. Exemplos: 
Belo Horizonte - belo-horizontino 
Porto Alegre - porto-alegrense 
Mato Grosso do Sul - mato-grossense-do-sul 
Rio Grande do Norte - rio-grandense-do-norte 
Ãfrica do Sul - sul-africano 
6. Usa-se o hífen nos compostos que designam espécies animais e botânicas (nomes de plantas, flores, frutos, raízes, 
sementes), tenham ou não elementos de ligação. Exemplos: bem-te-vi, peixe-espada, peixe-do-paraíso, mico-leão-
dourado, andorinha-da-serra, lebre-da-patagônia, erva-doce, ervilha-de-cheiro, pimenta-do-reino, peroba-do-campo, 
cravo-da-índia. 
Obs.: não se usa o hífen, quando os compostos que designam espécies botânicas e zoológicas são empregados fora de 
seu sentido original. Observe a diferença de sentido entre os pares: 
a) bico-de-papagaio (espécie de planta ornamental) - bico de papagaio (deformação nas vértebras). 
b) olho-de-boi (espécie de peixe) - olho de boi (espécie de selo postal).Uso do hífen com prefixos 
As observações a seguir referem-se ao uso do hífen em palavras formadas por prefixos (anti, super, ultra, sub etc.) ou 
por elementos que podem funcionar como prefixos (aero, agro, auto, eletro, geo, hidro, macro, micro, mini, multi, neo 
etc.). 
 
Casos gerais 
1. Usa-se o hífen diante de palavra iniciada por h. 
Exemplos: 
anti-higiênico 
anti-histórico 
macro-história 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Português 
31 
mini-hotel 
proto-história 
sobre-humano 
super-homem 
ultra-humano 
2. Usa-se o hÃfen se o prefixo terminar com a mesma 
letra com que se inicia a outra palavra. Exemplos: 
micro-ondas 
anti-inflacionário 
sub-bibliotecário 
inter-regional 
3. Não se usa o hífen se o prefixo terminar com letra 
diferente daquela com que se inicia a outra palavra. 
Exemplos: 
autoescola 
antiaéreo 
intermunicipal 
supersônico 
superinteressante 
agroindustrial 
aeroespacial 
semicírculo 
* Se o prefixo terminar por vogal e a outra palavra 
começar por r ou s, dobram-se essas letras. 
Exemplos: 
minissaia 
antirracismo 
ultrassom 
semirreta 
Casos particulares 
1. Com os prefixos sub e sob, usa-se o hífen também 
diante de palavra iniciada porr. Exemplos: 
sub-região 
sub-reitor 
sub-regional 
sob-roda 
2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante 
de palavra iniciada por m, ne vogal. Exemplos: 
circum-murado 
circum-navegação 
pan-americano 
3. Usa-se o hífen com os prefixos ex, sem, além, 
aquém, recém, pós, pré, pró, vice. Exemplos: 
além-mar 
além-túmulo 
aquém-mar 
ex-aluno 
ex-diretor 
ex-hospedeiro 
ex-prefeito 
ex-presidente 
pós-graduação 
pré-história 
pré-vestibular 
pró-europeu 
recém-casado 
recém-nascido 
sem-terra 
vice-rei 
4. O prefixo co junta-se com o segundo elemento, 
mesmo quando este se inicia poro ou h. Neste último 
caso, corta-se o h. Se a palavra seguinte começar 
com r ou s, dobram-se essas letras. Exemplos: 
coobrigação 
coedição 
coeducar 
cofundador 
coabitação 
coerdeiro 
corréu 
corresponsável 
cosseno 
5. Com os prefixos pre e re, não se usa o hífen, 
mesmo diante de palavras começadas por e. 
Exemplos: 
preexistente 
preelaborarreescrever 
reedição 
6. Na formação de palavras com ab, ob e ad, usa-se o 
hífen diante de palavra começada por b, d ou r. 
Exemplos: 
ad-digital 
ad-renal 
ob-rogar 
ab-rogar 
Outros casos do uso do hífen 
1. Não se usa o hífen na formação de palavras 
com não e quase. Exemplos: 
(acordo de) não agressão 
(isto é um) quase delito 
2. Com mal*, usa-se o hífen quando a palavra seguinte 
começar por vogal, h ou l. Exemplos: 
mal-entendido 
mal-estar 
mal-humorado 
mal-limpo 
* Quando mal significa doença, usa-se o hífen se não 
houver elemento de ligação. Exemplo: mal-francês. Se 
houver elemento de ligação, escreve-se sem o hífen. 
Exemplos: mal de lázaro, mal de sete dias. 
3. Usa-se o hífen com sufixos de origem tupi-guarani 
que representam formas adjetivas, como açu, guaçu, 
mirim. Exemplos: 
capim-açu 
amoré-guaçu 
anajá-mirim 
4. Usa-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que 
ocasionalmente se combinam, formando não 
propriamente vocábulos, mas encadeamentos 
vocabulares. Exemplos: 
ponte Rio-Niterói 
eixo Rio-São Paulo 
5. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição 
de uma palavra ou combinação de palavras coincidir 
com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte. 
Exemplos: 
Na cidade, conta- 
-se que ele foi viajar. 
O diretor foi receber os ex- 
-alunos. 
 Acentuação gráfica 
Tipo de palavra 
ou sílaba 
Quando acentuar Exemplos (como 
eram) 
Observações (como ficaram) 
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Português 
32 
Proparoxítonas sempre simpática, lúcido, 
sólido, cômodo 
Continua tudo igual ao que era antes da nova 
ortografia. Observe: Pode-se usar acento 
agudo ou circunflexo de acordo com a 
pronúncia da região: acadêmico, fenômeno 
(Brasil) académico, fenómeno (Portugal). 
 
Paroxítonas Se terminadas em: R, 
X, N, L, I, IS, UM, 
UNS, US, PS, Ã, ÃS, 
ÃO, ÃOS; ditongo oral, 
seguido ou não de S 
fácil, táxi, tênis, 
hífen, próton, 
álbum(ns), vírus, 
caráter, látex, 
bíceps, ímã, órfãs, 
bênção, órfãos, 
cárie, árduos, 
pólen, éden. 
Continua tudo igual. Observe: 1) Terminadas 
em ENS não levam acento: hifens, polens. 2) 
Usa-se indiferentemente agudo ou circunflexo 
se houver variação de pronúncia: sêmen, 
fêmur (Brasil) ou sémen, fémur (Portugal). 3) 
Não ponha acento nos prefixos paroxítonos 
que terminam em R nem nos que terminam em 
I: inter-helênico, super-homem, anti-herói, 
semi-internato. 
Oxítonas Se terminadas em: A, 
AS, E, ES, O, OS, EM, 
ENS 
vatapá, igarapé, 
avô, avós, refém, 
parabéns 
Continua tudo igual. Observe: 1. terminadas 
em I, IS, U, US não levam acento: tatu, 
Morumbi, abacaxi. 2. Usa-se indiferentemente 
agudo ou circunflexo se houver variação de 
pronúncia: bebê, purê (Brasil); bebé, puré 
(Portugal). 
Monossílabos 
tônicos (são 
oxítonas 
também) 
terminados em A, AS, 
E, ES, O,OS 
vá, pás, pé, mês, 
pó, pôs 
Continua tudo igual. Atente para os acentos 
nos verbos com formas oxítonas: adorá-lo, 
debatê-lo, etc. 
Í e Ú em palavras 
oxítonas e 
paroxítonas 
Í e Ú levam acento se 
estiverem sozinhos na 
sílaba (hiato) 
saída, saúde, 
miúdo, aí, Araújo, 
Esaú, Luís, Itaú, 
baús, Piauí 
1. Se o i e u forem seguidos de s, a regra se 
mantém: balaústre, egoísmo, baús, jacuís. 2. 
Não se acentuam i e u se depois vier 'nh': 
rainha, tainha, moinho. 3. Esta regra é nova: 
nas paroxítonas, o i e u não serão mais 
acentuados se vierem depois de um ditongo: 
baiuca, bocaiuva, feiura, saiinha (saia 
pequena), cheiinho (cheio). 4. Mas, se, nas 
oxítonas, mesmo com ditongo, o i e u 
estiverem no final, haverá acento: tuiuiú, Piauí, 
teiú. 
Ditongos abertos 
em palavras 
paroxítonas 
EI, OI ideia, colméia, bóia Esta regra desapareceu (para palavras 
paroxítonas). Escreve-se agora: ideia, colmeia, 
celuloide, boia. Observe: há casos em que a 
palavra se enquadrará em outra regra de 
acentuação. Por exemplo: contêiner, Méier, 
destróier serão acentuados porque terminam 
em R. 
Ditongos abertos 
em palavras 
oxítonas 
ÉIS, ÉU(S), ÓI(S) papéis, herói, 
heróis, troféu, céu, 
mói (moer) 
Continua tudo igual (mas, cuidado: somente 
para palavras oxítonas com uma ou mais 
sílabas). 
Verbos arguir e 
redarguir (agora 
sem trema) 
arguir e redarguir 
usavam acento agudo 
em algumas pessoas 
do indicativo, do 
subjuntivo e do 
imperativo afirmativo. 
 Esta regra desapareceu. Os verbos arguir e 
redarguir perderam o acento agudo em várias 
formas (rizotônicas): eu arguo (fale: ar-gú-o, 
mas não acentue); ele argui (fale: ar-gúi), mas 
não acentue. 
Verbos 
terminados em 
guar, quar e quir 
aguar enxaguar, 
averiguar, apaziguar, 
delinquir, obliquar 
usavam acento agudo 
 Esta regra sofreu alteração. Observe:. Quando 
o verbo admitir duas pronúncias diferentes, 
usando a ou i tônicos, aí acentuamos estas 
vogais: eu águo, eles águam e enxáguam a 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Português 
33 
em algumas pessoas 
do indicativo, do 
subjuntivo e do 
imperativo afirmativo. 
roupa (a tônico); eu delínquo, eles delínquem (í 
tônico). Se a tônica, na pronúncia, cair sobre o 
u, ele não será acentuado: Eu averiguo (diga 
averi-gú-o, mas não acentue) o caso. 
ôo, êe vôo, zôo, enjôo, vêem Esta regra desapareceu. Agora se escreve: 
zoo, perdoo veem, magoo, voo. 
Verbos ter e vir na terceira pessoa do 
plural do presente do 
indicativo 
eles têm, eles vêm Continua tudo igual. Ele vem aqui; eles vêm 
aqui. Eles têm sede; ela tem sede. 
Derivados de ter 
e vir (obter, 
manter, intervir) 
na terceira pessoa do 
singular leva acento 
agudo; na terceira 
pessoa do plural do 
presente levam 
circunflexo 
ele obtém, detém, 
mantém; eles 
obtêm, detêm, 
mantêm 
Continua tudo igual. 
Acento 
diferencial 
 Esta regra desapareceu, exceto para os 
verbos: PODER (diferença entre passado e 
presente. Ele não pôde ir ontem, mas pode ir 
hoje. PÔR (diferença com a preposição por): 
Vamos por um caminho novo, então vamos pôr 
casacos; TER e VIR e seus compostos (ver 
acima). Observe: 1) Perdem o acento as 
palavras compostas com o verbo PARAR: 
Para-raios, para-choque. 2) FÔRMA (de bolo): 
O acento será opcional; se possível, deve-se 
evitá-lo: Eis aqui a forma para pudim, cuja 
forma de pagamento é parcelada. 
 
 
 
16. CLASSES DE PALAVRAS: EMPREGO E FLEXÕES 
 
 
FLEXÕES E EMPREGO DE CLASSES GRAMATICAIS 
 
Em português, existem dez classes gramaticais, ou classes morfológicas, ou ainda classes de palavras. Destas, 
seis são variáveis (isto é, se flexionam, indo ao plural, ou feminino, ou superlativo), e quatro são invariáveis. 
As classes variáveis são: artigo, adjetivo, pronome, numeral, substantivo e verbo 
 
 
EMPREGO DAS CLASSES GRAMATICAIS 
Segundo um estudo morfológico da língua portuguesa, as palavras podem ser analisadas e catalogadas em 
dez classes de palavras ou classes gramaticais distintas, sendo elas: substantivo, artigo, adjetivo, 
pronome, numeral, verbo, advérbio, preposição, conjunção e interjeição. 
 
SUBSTANTIVO 
Substantivos são palavras que nomeiam seres, 
lugares, qualidades, sentimentos, noções, entre 
outros. Podem ser flexionados em gênero 
(masculino e feminino), número (singular e plural) 
e grau (diminutivo, normal, aumentativo). 
Exercem sempre a função de núcleo das funções 
sintáticas onde estão inseridos (sujeito, objeto 
direto, objeto indireto e agente da passiva). 
Podem ser classificados em: 
 Substantivos simples: casa, amor, roupa, 
livro, felicidade, … 
http://www.normaculta.com.br/tipos-de-substantivos/
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Português 
34 
 Substantivos compostos: passatempo, 
arco-íris, beija-flor, segunda-feira, 
malmequer, … 
 Substantivos primitivos: folha, chuva, 
algodão, pedra, quilo, … 
 Substantivos derivados: território, chuvada, 
jardinagem, açucareiro, livraria, … 
 Substantivos próprios: Flávia, Brasil, 
Carnaval, Nilo, Serra da Mantiqueira, … 
 Substantivos comuns: mãe, computador, 
papagaio, uva, planeta, … 
 Substantivos coletivos: rebanho, cardume, 
pomar, arquipélago, constelação, … 
 Substantivosconcretos: mesa, cachorro, 
samambaia, chuva, Felipe, … 
 Substantivos abstratos: beleza, pobreza, 
crescimento, amor, calor, … 
 Substantivos comuns de dois gêneros: o 
estudante/a estudante, o jovem/a jovem, o 
artista/a artista, … 
 Substantivos sobrecomuns: a vítima, a 
pessoa, a criança, o gênio, o indivíduo, … 
 Substantivos epicenos: a formiga, o 
crocodilo, a mosca, a baleia, o besouro, … 
 Substantivos de dois números: o lápis/os 
lápis, o tórax/os tórax, a práxis/as práxis, … 
ARTIGO 
Artigos são palavras que antecedem os 
substantivos, determinando a definição ou a 
indefinição dos mesmos. Sendo flexionados em 
gênero (masculino e feminino) e número (singular 
e plural), indicam também o gênero e o número 
dos substantivos que determinam. 
Podem ser classificados em: 
 Artigos definidos: o, a, os, as. 
 Artigos indefinidos: um, uma, uns, umas. 
ADJETIVO 
Adjetivos são palavras que caracterizam um 
substantivo, conferindo-lhe uma qualidade, 
característica, aspecto ou estado. Podem ser 
flexionados em gênero (masculino e feminino), 
número (singular e plural) e grau (normal, 
comparativo, superlativo). 
Podem ser classificados em: 
 Adjetivos simples: vermelha, lindo, 
zangada, branco, … 
 Adjetivos compostos: verde-escuro, 
amarelo-canário, franco-brasileiro, mal-
educado, … 
 Adjetivo primitivo: feliz, bom, azul, triste, 
grande, … 
 Adjetivo derivado: magrelo, avermelhado, 
apaixonado, … 
 Adjetivos biformes: bonito, alta, rápido, 
amarelas, simpática, … 
 Adjetivos uniformes: competente, fácil, 
verdes, veloz, comum, … 
 Adjetivos pátrios: paulista, cearense, 
brasileiro, italiano, romeno, … 
PRONOME 
Pronomes são palavras que substituem o 
substantivo numa frase (pronomes substantivos) 
ou que acompanham, determinam e modificam os 
substantivos, atribuindo particularidades e 
características aos mesmos (pronomes adjetivos). 
Podem ser flexionados em gênero (masculino e 
feminino), número (singular e plural) e pessoa 
(1.ª, 2.ª ou 3.ª pessoa do discurso). 
Podem ser classificados em: 
 Pronomes pessoais retos: eu, tu, ele, nós, 
vós, eles, … 
 Pronomes pessoais oblíquos: me, mim, 
comigo, o, a, se, conosco, vos, … 
 Pronomes pessoais de tratamento: você, 
senhor, Vossa Excelência, Vossa Eminência, 
… 
 Pronomes possessivos: meu, tua, seus, 
nossas, vosso, sua, … 
 Pronomes demonstrativos: este, essa, 
aquilo, o, a tal, … 
 Pronomes interrogativos: que, quem, qual, 
quanto, … 
 Pronomes relativos: que, quem, onde, a 
qual, cujo, quantas, … 
 Pronomes indefinidos: algum, nenhuma, 
todos, muitas, nada, algo, … 
NUMERAL 
Numerais são palavras que indicam quantidades 
de pessoas ou coisas, bem como a ordenação de 
elementos numa série. Alguns numerais podem 
ser flexionados em gênero (masculino e feminino) 
e número (singular e plural), outros são 
invariáveis. 
Podem ser classificados em: 
 Numerais cardinais: um, sete, vinte e oito, 
cento e noventa, mil, … 
 Numerais ordinais: primeiro, vigésimo 
segundo, nonagésimo, milésimo, … 
 Numerais multiplicativos: duplo, triplo, 
quádruplo, quíntuplo, … 
 Numerais fracionários: um meio, um terço, 
três décimos, … 
 Numerais coletivos: dúzia, cento, dezena, 
quinzena, … 
http://www.normaculta.com.br/artigos/
http://www.normaculta.com.br/adjetivos/
http://www.normaculta.com.br/tipos-de-pronomes/
http://www.normaculta.com.br/numeral/
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Português 
35 
VERBO 
Verbos são palavras que indicam, 
principalmente, uma ação. Podem indicar também 
uma ocorrência, um estado ou um fenômeno. 
Podem ser flexionados em número (singular e 
plural), pessoa (1.ª, 2.ª ou 3.ª pessoa do 
discurso), modo (indicativo, subjuntivo e 
imperativo), tempo (passado, presente e futuro), 
aspecto (incoativo, cursivo e conclusivo) e voz 
(ativa, passiva e reflexiva). 
Podem ser classificados em: 
 Verbos regulares: cantar, amar, vender, 
prender, partir, abrir, … 
 Verbos irregulares: medir, fazer, ouvir, 
haver, poder, crer, … 
 Verbos anômalos: ser e ir. 
 Verbos principais: comer, dançar, saltar, 
escorregar, sorrir, rir, … 
 Verbos auxiliares: ser, estar, ter, haver e ir. 
 Verbos de ligação: ser, estar, parecer, ficar, 
tornar-se, continuar, andar e permanecer. 
 Verbos defectivos pessoais: falir, banir, 
reaver, colorir, demolir, adequar, … 
 Verbos defectivos impessoais: haver, 
fazer, chover, nevar, ventar, anoitecer, 
escurecer, … 
 Verbos defectivos unipessoais: latir, miar, 
cacarejar, mugir, convir, custar, acontecer, … 
 Verbos abundantes: aceitado/aceito, 
ganhado/ganho, pagado/pago, … 
 Verbos pronominais essenciais: 
arrepender-se, suicidar-se, zangar-se, 
queixar-se, abster-se, dignar-se, … 
 Verbos pronominais acidentais: 
pentear/pentear-se, sentar/sentar-se, 
enganar/enganar-se, debater/debater-se, … 
ADVÉRBIO 
Advérbios são palavras que modificam um 
verbo, um adjetivo ou um advérbio, indicando 
uma circunstância (tempo, lugar, modo, 
intensidade,). São invariáveis, não sendo 
flexionadas em gênero e número. Contudo, 
alguns advérbios podem ser flexionados em grau. 
Podem ser classificados em: 
 Advérbio de lugar: aqui, ali, atrás, longe, 
perto, embaixo, … 
 Advérbio de tempo: hoje, amanhã, nunca, 
cedo, tarde, antes, … 
 Advérbio de modo: bem, mal, rapidamente, 
devagar, calmamente, pior, … 
 Advérbio de afirmação: sim, certamente, 
certo, decididamente, … 
 Advérbio de negação: não, nunca, jamais, 
nem, tampouco, … 
 Advérbio de dúvida: talvez, quiçá, 
possivelmente, provavelmente, porventura, 
… 
 Advérbio de intensidade: muito, pouco, tão, 
bastante, menos, quanto, … 
 Advérbio de exclusão: salvo, senão, 
somente, só, unicamente, apenas, … 
 Advérbio de inclusão: inclusivamente, 
também, mesmo, ainda, … 
 Advérbio de ordem: primeiramente, 
ultimamente, depois, … 
PREPOSIÇÃO 
Preposições são palavras que estabelecem 
conexões com vários sentidos entre dois termos 
da oração. Através de preposições, o segundo 
termo (termo consequente) explica o sentido do 
primeiro termo (termo antecedente). São 
invariáveis, não sendo flexionadas em gênero e 
número. 
Podem ser classificadas em: 
 Preposições simples essenciais: a, após, 
até, com, de, em, entre, para, sobre, … 
 Preposições simples acidentais: como, 
conforme, consoante, durante, exceto, fora, 
mediante, salvo, segundo senão, … 
 Preposições compostas ou locuções 
prepositivas: acima de, a fim de, apesar de, 
através de, de acordo com, depois de, em 
vez de, graças a, perto de, por causa de, … 
CONJUNÇÃO 
Conjunções são palavras utilizadas como 
elementos de ligação entre duas orações ou entre 
termos de uma mesma oração, estabelecendo 
relações de coordenação ou de subordinação. 
São invariáveis, não sendo flexionadas em 
gênero e número. 
Podem ser classificadas em: 
 Conjunções coordenativas aditivas: e, 
nem, também, bem como, não só..., mas 
também, … 
 Conjunções coordenativas adversativas: 
mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no 
entanto, não obstante, … 
 Conjunções coordenativas alternativas: 
ou, ou...ou, já…já, ora...ora, quer...quer, 
seja...seja, … 
 Conjunções coordenativas conclusivas: 
logo, pois, portanto, assim, por isso, por 
consequência, por conseguinte, … 
 Conjunções coordenativas explicativas: 
que, porque, porquanto, pois, isto é, … 
 Conjunções subordinativas integrantes: 
que, se. 
http://www.normaculta.com.br/verbos/
http://www.normaculta.com.br/adverbio/
http://www.normaculta.com.br/preposicao/
http://www.normaculta.com.br/conjuncao/
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Português 
36 
 Conjunções subordinativas adverbiais 
causais: porque, que, porquanto, visto que, 
uma vez que, já que, pois, que, como, … 
 Conjunções subordinativas adverbiais 
concessivas: embora, conquanto, ainda 
que, mesmo que, se bem que, posto que, … 
 Conjunções subordinativas adverbiais 
condicionais: se, caso, desde, salvo se, 
desde que, exceto se, contando que, … 
 Conjunções subordinativasadverbiais 
conformativas: conforme, como, consoante, 
segundo, … 
 Conjunções subordinativas adverbiais 
finais: a fim de que, para que, que, … 
 Conjunções subordinativas adverbiais 
proporcionais: à proporção que, à medida 
que, ao passo que, quanto mais… mais, … 
 Conjunções subordinativas adverbiais 
temporais: quando, enquanto, agora que, 
logo que, desde que, assim que, tanto que, 
apenas, … 
 Conjunções subordinativas adverbiais 
comparativas: como, assim como, tal, qual, 
tanto como, … 
 Conjunções subordinativas adverbiais 
consecutivas: que, tanto que, tão que, tal 
que, tamanho que, de forma que, de modo 
que, de sorte que, de tal forma que, … 
INTERJEIÇÃO 
Interjeições são palavras que exprimem 
emoções, sensações, estados de espírito. São 
invariáveis e seu significado fica dependente da 
forma como as mesmas são pronunciadas pelos 
interlocutores. 
Podem ser classificadas em: 
 Interjeições de alegria: Oh! Ah!, Oba!, 
Viva!, Opa!,… 
 Interjeições de estímulo: Vamos! Força!, 
Coragem!, Ânimo!, Adiante!,… 
 Interjeições de aprovação: Apoiado! Boa!, 
Bravo!,… 
 Interjeições de desejo: Oh! Tomara!, 
Oxalá!,… 
 Interjeições de dor: Ai! Ui!, Ah!, Oh!,… 
 Interjeições de surpresa: Nossa! Cruz!, 
Caramba!, Opa!, Virgem! Vexe!… 
 Interjeições de impaciência: Diabo! Puxa!, 
Pô!, Raios!, Ora!,… 
 Interjeições de silêncio: Psiu! Silêncio!,… 
 Interjeições de alívio: Uf! Ufa! Ah!… 
 Interjeições de medo: Credo! Cruzes!, Uh!, 
Ui!,… 
 Interjeições de advertência: Cuidado! 
Atenção!, Olha!, Alerta!, Sentido!,… 
 Interjeições de concordância: Claro! 
Tá!Há-a!,… 
 Interjeições de desaprovação: Credo! 
Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, Ora!,… 
 Interjeições de incredulidade: Hum!,Epa!, 
Ora!, Qual!,… 
 Interjeições de socorro: Socorro! Aqui!, 
Piedade!, Ajuda!,… 
 Interjeições de cumprimentos: Olá! Alô!, 
Ei!, Tchau!, Adeus!,… 
 Interjeições de afastamento: Rua! Xô!, 
Fora!, Passa!,…
 
 
17. PERÍODO SIMPLES E COMPOSTO: COLOCAÇÃO DE TERMOS E ORAÇÕES NO 
PERÍODO 
 
 
 
Frase: Todo e qualquer enunciado que contenha 
em si um sentido, transmita uma mensagem. 
Exemplo: 
 
Fogo! 
Silêncio! 
*** O sentido é perfeitamente compreensível 
apesar de a frase ser composta por apenas uma 
palavra. É o mesmo caso do exemplo abaixo: 
Oração: Enunciado que contém uma ação, um 
verbo mais precisamente. 
Exemplo: 
Corram depressa! 
João está à sua espera. 
Período Simples: Enunciado de sentido 
completo, que contém apenas uma ação verbal. 
Exemplo: 
O prédio está pegando fogo! 
*** Apesar dos dois verbos, a ação verbal é uma 
só, e por isso é período simples. 
Período Composto: Enunciado de sentido 
completo, que contém mais de uma ação verbal, 
ou seja, mais de uma oração. 
Exemplo: 
Corram depressa e saiam pela direita! 
Corram, pois o prédio está pegando fogo! 
 
Período Simples 
Quando uma declaração, um enunciado, é 
composta apenas por uma oração, por uma ação 
verbal, é chamada de ORAÇÃO ABSOLUTA ou 
PERÍODO SIMPLES. 
Exemplo: 
Choveu muito esta manhã. 
Lucas adoeceu repentinamente. 
http://www.normaculta.com.br/interjeicao/
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Português 
37 
Período Composto 
Quando uma declaração/ enunciado, contém 
duas ou mais orações, este enunciado é 
chamado de PERÍODO COMPOSTO. 
Há dois tipos de período composto: 
1. PERÍODO COMPOSTO POR 
COORDENAÇÃO 
Como o nome já diz, um período composto por 
coordenação é formado por duas ou mais 
orações coordenadas, ou seja, que não possuem 
nenhum tipo de dependência uma das outras. 
Exemplo: 
Corram depressa e saiam pela direita! 
Ele sabia a verdade mas ela negou tudo. 
2. PERÍODO COMPOSTO POR 
SUBORDINAÇÃO 
Este tipo de período é formado por uma oração 
principal que é complementada com uma ou mais 
orações subordinadas. Estas orações poderão 
exercer a função de sujeito, complemento 
nominal, adjunto adverbial, adjunto adnominal, 
etc, dentro da estrutura da oração principal. 
Exemplo: 
A polícia sabia que havia pessoas no prédio. 
Quando eu voltar, farei o jantar. 
Há também casos em que um mesmo período 
é composto por COORDENAÇÃO E 
SUBORDINAÇÃO. 
Neste caso, o período possui dois tipos de 
relação: subordinação e coordenação. No caso 
abaixo, há uma oração principal, que possui duas 
orações subordinadas a ela, e estas duas 
orações são coordenadas entre si. 
Observe: 
É bom que ela venha amanhã e traga os livros. 
Observe que a oração “que ela venha 
amanhã” não possui nenhum tipo de dependência 
com a oração “(que ela) traga os livros”. Contudo, 
ambas são subordinadas à oração principal, 
iniciada com “É bom que...”. 
 
 
 
18. COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO: EMPREGO DAS LOCUÇÕES CONJUNTIVAS E 
PRONOMES RELATIVOS 
 
 
COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO 
 Na coordenação as orações são unidas sem que uma dependa da outra sintaticamente, isto é, são 
orações independentes (completas sintaticamente) que vêm ligadas por conjunções ou simplesmente justapostas sem 
qualquer conectivo. 
 
(oração coordenada) + (oração coordenada) 
 
Escrevi uma carta e a enviei para meu amor. 
 
 
o Escrevi uma carta = oração coordenada assindética 
(assindética pois não tem conjunção) 
 
o e a enviei para meu amor = oração coordenada sindética 
(sindética pois tem a conjunção e) 
 
 
Escrevi uma carta é uma oração completa sintaticamente, pois apresenta um verbo transitivo direto (escrevi), um 
sujeito oculto (eu) e um objeto direto (uma carta) que completa a transitividade do verbo. 
 
e a enviei para meu amor é uma oração completa sintaticamente, pois apresenta um verbo transitivo direto e indireto 
(enviei), um sujeito oculto (eu) e os objetos direto (a) e indireto (para meu amor) exigidos pela transitividade do verbo. 
 
 
 Na subordinação uma oração depende sintaticamente da outra, isto é, há uma oração principal, que é 
incompleta sintaticamente, e há uma oração subordinada, que se liga à oração principal completando-a, ou seja, a 
oração subordinada funciona como o termo que falta para completar sintaticamente a oração principal. 
 
(oração principal) + (oração subordinada) 
 
A mulher esperou que seu filho voltasse. 
 
 
o A mulher esperou = oração principal 
 
o que seu filho voltasse = oração subordinada 
 
http://www.infoescola.com/portugues/adjunto-adverbial/
http://www.infoescola.com/portugues/adjunto-adnominal/
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Português 
38 
 
A mulher esperou é uma oração incompleta sintaticamente, pois apresenta um verbo transitivo direto (esperou), um 
sujeito (a mulher), mas falta o objeto direto obrigatoriamente exigido pelo verbo transitivo direto. 
 
que seu filho voltasse é uma oração que funciona no período como o objeto direto da oração principal. Veja: se 
perguntarmos ao verbo da oração principal: ESPEROU O QUÊ? Resposta: que seu filho voltasse. A resposta para essa 
pergunta é denominada objeto direto, logo a oração subordinada apresenta a função de um objeto direto e completa, 
sintaticamente, a oração principal. 
 
 
(oração subordinada) + (oração principal) 
 
Quando o dia amanhecer, vou à praia. 
 
 
o Quando o dia amanhecer = oração subordinada 
 
o vou à praia = oração principal 
 
 
vou à praia é uma oração composta por um verbo intransitivo que seleciona um adjunto adverbial de lugar (à praia) e, 
de acordo com o contexto, seleciona também um adjunto adverbial de tempo que falta nesta oração. 
 
Quando o dia amanhecer é uma oração subordinada que apresenta a função de um adjunto adverbial, isto é, trata-se de 
uma oração que expressa a circunstância de tempo, completando sintaticamente a oração principal. 
 
 
(oração principal) + (oração subordinada) + 
(continuação da oração principal) 
 
Uma pessoa que comete tal brutalidade não merece perdão. 
 
 
o Uma pessoa não merece perdão = oração principal 
 
o que comete tal brutalidade = oração subordinada 
 
 
Uma pessoa não merece perdão é uma oração que apresenta um verbo transitivo direto (merece), um sujeito (umapessoa) e um objeto direto (perdão). Parece ser uma oração completa sintaticamente, porém o sujeito dessa oração não 
é apenas a expressão uma pessoa, mas há um adjunto adnominal, isto é, um termo que caracteriza essa pessoa, que 
não está presente na oração principal. 
 
que comete tal brutalidade é uma oração subordinada que funciona no período como adjunto adnominal, fazendo 
referência ao núcleo do sujeito, caracterizando-o. 
 
 
>>> Como já vimos, a oração subordinada sempre funciona no período como um termo da oração. Podemos, então, 
listar os seguintes termos: 
 
sujeito 
objeto direto 
objeto indireto 
complemento nominal 
predicativo do sujeito 
aposto 
adjunto adnominal 
adjunto adverbial 
 
Cada um desses termos pode se apresentar, no período, em forma de oração subordinada. Assim, os tipos de orações 
subordinadas são divididos em três: 
 
 
 Orações subordinadas substantivas 
 a oração será subordinada substantiva quando tiver função sintática de: sujeito, objeto direto, objeto indireto, 
complemento nominal, predicativo do sujeito e aposto. 
 
 
 Orações subordinadas adjetivas 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Português 
39 
 a oração será subordinada adjetiva quando tiver função sintática de: adjunto adnominal. 
 
 
 Orações subordinadas adverbiais 
a oração será subordinada adverbial quando tiver função sintática de: adjunto adverbial. 
 
LOCUÇÕES CONJUNTIVAS 
Recebem o nome de locução conjuntiva os conjuntos de palavras que atuam como conjunção. Essas 
locuções geralmente terminam em "que". Observe os exemplos: 
visto que 
desde que 
ainda que 
por mais que 
à medida que 
à proporção que 
logo que 
a fim de que 
Atenção: 
Muitas conjunções não têm classificação única, imutável, devendo, portanto, ser classificadas de acordo 
com o sentido que apresentam no contexto. Assim, a conjunção que pode ser: 
 
1. Aditiva ( = e) 
Por exemplo: 
Esfrega que esfrega, mas a mancha não sai. 
2. Explicativa 
Por exemplo: 
Apressemo-nos, que chove. 
3. Integrante 
Por exemplo: 
Diga-lhe que não irei. 
4. Consecutiva 
Por exemplo: 
Onde estavas, que não te vi? 
5. Comparativa 
Por exemplo: 
Ficou vermelho que nem brasa. 
6. Concessiva 
Por exemplo: 
Beba, um pouco que seja. 
7. Temporal 
Por exemplo: 
Chegados que fomos, dirigimo-nos ao hotel. 
8. Final 
Por exemplo: 
Vendo o amigo à janela, fez sinal que descesse. 
9. Causal 
Por exemplo: 
"Velho que sou, apenas conheço as flores do meu tempo." (V.Coaraci) 
 
CONJUNÇÕES, LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS 
O bom relacionamento entre as conjunções de um texto garante a perfeita estruturação de suas frases e 
parágrafos, bem como a compreensão eficaz de seu conteúdo. Interagindo com palavras de outras 
classes gramaticais essenciais ao inter-relacionamento das partes de frases e textos - como os pronomes, 
preposições, alguns advérbios e numerais -, as conjunções fazem parte daquilo a que se pode chamar de 
" a arquitetura textual", isto é, o conjunto das relações que garantem a coesão do enunciado. O sucesso 
desse conjunto de relações depende do conhecimento do valor relacional das conjunções, uma vez que 
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Português 
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estas interferem semanticamente no enunciado. 
 
Dessa forma, deve-se dedicar atenção especial às conjunções tanto na leitura como na produção de 
textos. Nos textos narrativos, elas estão muitas vezes ligadas à expressão de circunstâncias 
fundamentais à condução da história, como as noções de tempo, finalidade, causa consequência. Nos 
textos dissertativos, evidenciam muitas vezes a linha expositiva ou argumentativa adotada - é o caso das 
exposições e argumentações construídas por meio de contrastes e oposições, que implicam o uso das 
adversativas e concessivas. 
 
PRONOMES RELATIVOS 
São pronomes relativos aqueles que representam nomes já mencionados anteriormente e com os quais 
se relacionam. Introduzem as orações subordinadas adjetivas. Por exemplo: 
O racismo é um sistema que afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros. 
(que afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros = oração subordinada adjetiva). 
O pronome relativo "que" refere-se à palavra "sistema" e introduz uma oração subordinada. Diz-se que 
a palavra "sistema" é antecedente do pronome relativo "que". 
Os pronomes relativos "que" e "qual" podem ser antecedidos pelos pronomes demonstrativos "o", "a", 
"os", "as" (quando esses equivalerem a "isto", "isso", "aquele(s)", "aquela(s)", "aquilo".). Por exemplo: 
Não sei o que você está querendo dizer. 
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem expresso. Por exemplo: 
Quem casa, quer casa. 
Observe o quadro abaixo: 
Quadro dos Pronomes Relativos 
Variáveis 
Invariáveis 
Masculino Feminino 
o qual 
cujo 
quanto 
os quais 
cujos 
quantos 
a qual 
cuja 
quanta 
as quais 
cujas 
quantas 
quem 
que 
onde 
Note que: 
a) O pronome "que" é o relativo de mais largo emprego, sendo por isso chamado relativo universal. 
Pode ser substituído por "o qual", "a qual", "os quais", "as quais" quando seu antecedente for um 
substantivo. Por exemplo: 
O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual) 
A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual) 
Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os quais) 
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais) 
b) O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente pronomes relativos: por isso, são utilizados 
didaticamente para verificar se palavras como "que", "quem", "onde" (que podem ter várias 
classificações) são pronomes relativos. Todos eles são usados com referência à pessoa ou coisa por 
motivo de clareza ou depois de determinadas preposições. Por exemplo: 
Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o qual me deixou encantado. (O uso de "que" 
neste caso geraria ambiguidade.) 
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas dúvidas? (Não se poderia usar "que" depois 
de "sobre".) 
c) O relativo "que" às vezes equivale a "o que", "coisa que" e se refere a uma oração. Por exemplo: 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Português 
41 
Não chegou a ser padre, mas deixou de ser poeta, que era a sua vocação natural. 
Obs.: os pronomes relativos podem vir precedidos de preposição de acordo com a regência verbal dos 
verbos da oração. Por exemplo: 
Havia condições com que não concordávamos. (concordar com) 
Havia condições de que desconfiávamos. (desconfiar de) 
 
19. TERMOS ESSENCIAIS, INTEGRANTES E ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO 
 
Além dos termos essenciais, as orações são também compostas por termos integrantes e termos 
acessórios. Os termos integrantes da oração são o objeto direto, o objeto indireto, o complemento 
nominal e o agente da passiva. ... Os termos acessórios da oração são o adjunto adnominal, o adjunto 
adverbial e o aposto. 
 
 
TERMOS ESSENCIAIS INTEGRANTES E ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO 
TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO: SUJEITO E PREDICADO 
As definições de sujeito e predicado: 
Sujeito: é o termo sobre o qual se declara alguma coisa; 
Predicado: é tudo aquilo que se declara do sujeito. 
Vamos a um exemplo: 
Tonico mora no interior de São Paulo. 
Sujeito Predicado 
Termos integrantes da oração: objeto 
 
direto e indireto 
 
Certos verbos ou nomes presentes numa oração não possuem sentido completo em si mesmos. Sua 
significação só se completa com a presença de outros termos, chamados integrantes. São eles: 
complementos verbais (objeto direto e objeto indireto); 
complemento nominal; 
agente da passiva. 
Complementos Verbais 
Completam o sentido de verbos transitivos diretos e transitivos indiretos. São eles: 
 1) Objeto Direto 
 É o termo que completa o sentido do verbo transitivo direto, ligando-se a ele sem o auxílio 
necessário da preposição. 
 Por Exemplo: 
Abri os braços ao vê-lo. 
2) Objeto Indireto 
É o termo que completa o sentido de um verbo transitivo indireto. Vem sempre regido de 
preposição clara ousubentendida. Atuam como objeto indireto os pronomes: lhe, lhes, me te, 
se, nos, vos. 
Exemplos: 
Não desobedeço a meus pais. 
 
Objeto Indireto 
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/sujeito-nucleo-e-classificacao.htm
https://www.blogger.com/null
https://www.blogger.com/null
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Português 
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Preciso de ajuda. (Preposição clara "de") 
 
Objeto Indireto 
 
Enviei-lhe um recado. (Enviei a ele - a preposição a está subentendida) 
Objeto Indireto 
 
Obs.: muitas vezes o objeto indireto inicia-se com crase (à, àquele, àquela, àquilo). 
Isso ocorre quando o verbo exige a preposição "a", que acaba se contraindo com a 
palavra seguinte. 
Por Exemplo: 
Entregaram à mãe o presente. (à = "a" preposição + "a" artigo definido) 
 
Termos acessórios da oração: adjunto adverbial, adjunto adnominal e aposto 
 
Existem termos que, apesar de dispensáveis na estrutura básica da oração, são importantes para 
a compreensão do enunciado. Ao acrescentar informações novas, esses termos: 
- caracterizam o ser; 
- determinam os substantivos; 
- exprimem circunstância. 
São termos acessórios da oração: o adjunto adverbial, o adjunto adnominal e o aposto. 
Vamos observar o exemplo: 
Anoiteceu. 
No exemplo acima, temos uma oração de predicado verbal formado por um verbo impessoal. 
Trata-se de uma oração sem sujeito. O verbo anoiteceu é suficiente para transmitir a mensagem 
enunciada. Poderíamos, no entanto, ampliar a gama de informações contidas nessa frase: 
Por Exemplo: 
Suavemente anoiteceu na cidade. 
A ideia central continua contida no verbo da oração. Temos, agora, duas noções acessórias, 
circunstanciais, ligadas ao processo verbal: o modo como anoiteceu (suavemente) e o lugar 
onde anoiteceu (na cidade). A esses termos acessórios que indicam circunstâncias relativas ao 
processo verbal damos o nome de adjuntos adverbiais. 
Agora, observe o que ocorre ao expandirmos um pouco mais a oração acima: 
Por Exemplo: 
Suavemente anoiteceu na deserta cidade do planalto. 
Surgiram termos que ser referem ao substantivo cidade, caracterizando-o, de limitando-lhe o 
sentido. Trata-se de termos acessórios que se ligam a um nome, determinando-lhe o sentido. 
São chamados adjuntos adnominais. 
Por último, analise a frase abaixo: 
Fernando Pessoa era português. 
Nessa oração, o sujeito é determinado e simples: Fernando Pessoa. Há ainda um predicativo do 
sujeito (português) relacionado ao sujeito pelo verbo de ligação (era). Trata-se, pois, de uma 
oração com predicado nominal. Note que a frase é capaz de comunicar eficientemente uma 
informação. Nada nos impede, no entanto, de enriquecer mais um pouco o conteúdo informativo. 
Veja: 
Fernando Pessoa, o criador de poetas, era português. 
Agora, além do núcleo do sujeito (Fernando Pessoa) há um termo que explica, que enfatiza 
esse núcleo: o criador de poetas. Esse termo é chamado de aposto. 
 
Adjunto Adverbial 
É o termo da oração que indica uma circunstância (dando ideia de tempo, lugar, modo, causa, 
finalidade, etc.). O adjunto adverbial é o termo que modifica o sentido de um verbo, de 
um adjetivo ou de um advérbio. Observe as frases abaixo: 
Eles se respeitam muito. 
Seu projeto é muito interessante. 
O time jogou muito mal. 
Nessas três orações, muito é adjunto adverbial de intensidade. No primeiro caso, intensifica 
a forma verbal respeitam, que é núcleo do predicado verbal. No segundo, intensifica 
o adjetivo interessante, que é o núcleo do predicativo do sujeito. Na terceira 
oração, muito intensifica o advérbio mal, que é o núcleo do adjunto adverbial de modo. 
Veja o exemplo abaixo: 
Amanhã voltarei de bicicleta àquela velha praça. 
Os termos em destaque estão indicando as seguintes circunstâncias: 
amanhã indica tempo; 
de bicicleta indica meio; 
àquela velha praça indica lugar. 
 Sabendo que a classificação do adjunto adverbial se relaciona com a circunstância por ele 
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Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
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expressa, os termos acima podem ser classificados, respectivamente em: adjunto adverbial de 
tempo, adjunto adverbial de meio e adjunto adverbial de lugar. 
O adjunto adverbial pode ser expresso por: 
1) Advérbio: O balão caiu longe. 
2) Locução Adverbial: O balão caiu no mar. 
3) Oração: Se o balão pegar fogo, avisem-me. 
Observação: nem sempre é possível apontar com precisão a circunstância expressa por 
um adjunto adverbial. Em alguns casos, as diferentes possibilidades de interpretação 
dão origem a orações sugestivas. 
Por Exemplo: 
Entreguei-me calorosamente àquela causa. 
 É difícil precisar se calorosamente é um adjunto adverbial de modo ou de intensidade. 
Na verdade, parece ser uma fórmula de expressar ao mesmo tempo as duas 
circunstâncias. Por isso, é fundamental levar em conta o contexto em que surgem os 
adjuntos adverbiais. 
 
Adjunto Adnominal 
É o termo que determina, especifica ou explica um substantivo. O adjunto adnominal 
possui função adjetivada oração, a qual pode ser desempenhada por adjetivos, locuções 
adjetivas, artigos, pronomes adjetivos enumerais adjetivos. Veja o exemplo a seguir: 
O poeta inovador enviou dois longos trabalhos ao seu amigo de infância. 
Sujeito 
Núcleo do 
Predicado Verbal 
Objeto Direto Objeto Indireto 
Na oração acima, os substantivos poeta, trabalhos e amigo são núcleos, respectivamente, do 
sujeito determinado simples, do objeto direto e do objeto indireto. Ao redor de cada um desses 
substantivos agrupam-se os adjuntos adnominais: 
o artigo" o" e o adjetivo inovador referem-se a poeta; 
o numeral dois e o adjetivo longos referem-se ao substantivo trabalhos; 
o artigo" o" (em ao), o pronome adjetivo seu e a locução adjetiva de infância são adjuntos 
adnominais de amigo 
Observe como os adjuntos adnominais se prendem diretamente ao substantivo a que se referem, 
sem qualquer participação do verbo. Isso é facilmente notável quando substituímos um 
substantivo por um pronome: todos os adjuntos adnominais que estão ao redor do substantivo 
têm de acompanhá-lo nessa substituição. 
Por Exemplo: 
O notável poeta português deixou uma obra originalíssima. 
Ao substituirmos poeta pelo pronome ele, obteremos: 
Ele deixou uma obra originalíssima. 
As palavras "o", notável e português tiveram de acompanhar o substantivo poeta, por se 
tratar de adjuntos adnominais. O mesmo aconteceria se substituíssemos o substantivo obra pelo 
pronome a. Veja: 
O notável poeta português deixou-a. 
Saiba que: 
A percepção de que o adjunto adnominal é sempre parte de um outro termo sintático 
que tem como núcleo um substantivo é importante para diferenciá-lo do predicativo do 
objeto. O predicativo do objeto é um termo que se liga ao objeto por intermédio de 
um verbo. Portanto, se substituirmos o núcleo do objeto por um pronome, o predicativo 
permanecerá na oração, pois é um termo que se refere ao objeto, mas não faz parte 
dele. Observe: 
Sua atitude deixou os amigos perplexos. 
 
Nessa oração, perplexos é predicativo do objeto direto (seus amigos). Se 
substituíssemos esse objeto direto por um pronome pessoal, obteríamos: 
Sua atitude deixou-os perplexos. 
 
Note que perplexos se refere ao objeto, mas não faz parte dele. 
 
Distinção entre Adjunto Adnominal e Complemento Nominal 
É comum confundir o adjunto adnominal na forma de locução adjetiva com complementonominal. Para evitar que isso ocorra, considere o seguinte: 
a) Somente os substantivos podem ser acompanhados de adjuntos adnominais; já 
os complementos nominais podem ligar-se a substantivos, adjetivos e advérbios. Assim, 
fica claro que o termo ligado por preposição a um adjetivo ou a um advérbio só pode ser 
complemento nominal. Quando não houver preposição ligando os termos, será um adjunto 
adnominal. 
b) O complemento nominal equivale a um complemento verbal, ou seja, só se relaciona a 
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Trabalhando pela sua conquista. 
 
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substantivos cujos significados transitam. Portanto, seu valor é passivo, é sobre ele que recai a 
ação. O adjunto adnominal tem sempre valor ativo. Observe os exemplos: 
Exemplo 1: Camila tem muito amor à mãe. 
A expressão "à mãe" classifica-se como complemento nominal, pois mãe é paciente de amar, 
recebe a ação de amar. 
Exemplo 2: Vera é um amor de mãe. 
A expressão "de mãe" classifica-se como adjunto adnominal, pois mãe é agente de amar, 
pratica a ação de amar. 
 
Aposto 
Aposto é um termo que se junta a outro de valor substantivo ou pronominal para explicá-lo ou 
especificá-lo melhor. Vem separado dos demais termos da oração por vírgula, dois-pontos ou 
travessão. 
Por Exemplo: 
Ontem, segunda-feira, passei o dia com dor de cabeça. 
 
20. RELAÇÕES MORFOSSINTÁTICAS 
 
Durante toda nossa trajetória enquanto seres aprendizes, passamos por determinadas etapas que 
norteiam a prática da educação formal. 
 
No que se restringe às disciplinas da grade curricular, mais especificamente à Língua Portuguesa, 
apreendemos os conteúdos direcionados a cada série de uma forma específica. Como por exemplo, no 6º 
ano estudamos todas as classes gramaticais, e nos anos seguintes, a ênfase é para a sintaxe e toda a 
sua complexidade de temas. 
 
Quando adentramos no ensino médio, começa uma fase revisional de tudo aquilo que já travamos 
contato durante as séries anteriores. 
 
E é justamente nesse período que nos deparamos com a chamada Morfossintaxe. Ela nada mais é, que 
a junção da Morfologia, a qual estuda as palavras de acordo com sua classe gramatical, e 
a Sintaxe, onde o estudo centra-se na posição desempenhada pelas palavras em meio ao contexto 
linguístico. 
 
Diante disso, torna-se essencial nos inteirarmos completamente sobre o assunto, pois o mesmo é muito 
requisitado em provas de vestibulares e concursos de uma forma geral. 
 
Ao falarmos sobre morfossintaxe, devemos levar em consideração que uma mesma palavra analisada sob 
a ótica morfológica pode assumir diversificadas funções quando analisada de acordo com a sintaxe. 
Com o objetivo de assimilarmos nossos conhecimentos de uma forma mais contundente, analisaremos as 
seguintes orações: 
 
O conhecimento é essencial a todos. 
 
Logo, analisando o vocábulo “conhecimento” de acordo com a classe morfológica, estamos diante de um 
substantivo abstrato. 
 
Sintaticamente, o mesmo poderá exercer papéis divergentes. Observe: 
 
Nessa oração ele é sujeito simples, por tratar-se de apenas um núcleo. 
 
Já em: 
 
Devemos priorizar o conhecimento, a palavra “conhecimento” funciona como objeto direto, pois o 
verbo priorizar é transitivo, e, consequentemente, requer um complemento. 
 
Os alunos necessitam de conhecimento para obter bons resultados. Nesse exemplo, o vocábulo 
exerce a função de objeto direto como sendo um complemento do verbo necessitar, que, via de regra, 
exige a presença de uma preposição. 
 
Gostaria que você saciasse a minha ânsia por conhecimentos. A palavra” conhecimento” completa 
o sentido de um nome - o substantivo “ânsia”, portanto, trata-se de um complemento nominal. 
 
21. ORAÇÕES REDUZIDAS: CLASSIFICAÇÃO E EXPANSÃO 
 
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Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
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Ao terminar a prova, todo candidato deve aguardar. 
Ouvimos uma criança chorando na praça. 
Comprada a casa, a família mudou-se. 
Veja que as orações em destaque não são introduzidas por conjunção. Além disso, os verbos estão em 
suas formas nominais (infinitivo, gerúndio e particípio). As orações que apresentam essa forma recebem 
o nome de Orações Reduzidas. 
Para reconhecer mais facilmente o tipo de oração que está sob a forma reduzida, podemos desenvolvê-la 
da seguinte maneira: 
1) Substitui-se a forma nominal do verbo por um tempo do indicativo ou do subjuntivo; 
2) Inicia-se a oração com um conectivo adequado (conjunção ou pronome relativo), de modo que apenas 
a forma da frase seja alterada, e não o seu sentido. 
Observe agora como seria o desenvolvimento das orações já vistas: 
Ao terminar a prova, todo candidato deve aguardar. 
Forma Desenvolvida: quando terminar a prova, todo candidato deve aguardar. 
Análise da Oração: oração subordinada adverbial temporal reduzida de infinitivo. 
Ouvimos uma criança chorando na praça. 
Forma Desenvolvida: ouvimos uma criança que chorava na praça. 
Análise da Oração: oração subordinada adjetiva restritiva reduzida de gerúndio. 
Comprada a casa, a família mudou-se. 
Forma Desenvolvida: Assim que comprou a casa, a família mudou-se. 
Análise da Oração: oração subordinada adverbial temporal reduzida de particípio. 
Obs.: dependendo do contexto, as orações reduzidas podem permitir mais de um tipo de 
desenvolvimento. 
Orações Reduzidas Fixas 
Esteja atento às orações reduzidas fixas, pois não são passíveis de desdobramento. 
Exemplos: 
Tenho muita vontade de comprar este vestido. 
Este homem enriqueceu vendendo pastéis. 
ORAÇÕES REDUZIDAS DE INFINITIVO 
Podem ser subordinadas substantivas, adjetivas ou adverbiais. A seguir, veremos exemplos de cada uma 
delas. 
Subordinadas Substantivas 
a) Subjetivas: 
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Português 
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Não é conveniente comprar todos estes materiais. 
b) Objetivas Diretas: 
Quanto ao José, dizem ter viajado para a Europa. 
c) Objetivas Indiretas: 
O sucesso da tua carreira depende de teres dedicação. 
d) Predicativas: 
A única alternativa é estudarmos no exterior. 
e) Completivas Nominais: 
Jorge tinha grande necessidade de passar no concurso. 
f) Apositivas: 
Diante deste vexame, só nos resta uma saída: ficarmos calados. 
Subordinadas Adjetivas 
Quando saí de casa, encontrei o vizinho a tropeçar no meio da rua. 
Subordinadas Adverbiais 
a) Causais: 
Não te procurei novamente por encontrar-me doente. 
b) Concessivas: 
Apesar de ter chorado, sorriu a todos os convidados. 
c) Consecutivas: 
O professor se atrasou tanto a ponto de não termos aula naquele período. 
d) Condicionais: 
Meus filhos não ganham sobremesa sem almoçar direito. 
e) Finais: 
Estamos aqui para convidá-la para nossa festa. 
f) Temporais: 
Ao rever o amigo, deu-lhe um longo abraço. 
ORAÇÕES REDUZIDAS DE GERÚNDIO 
Podem ser: 
1- Subordinadas Adjetivas 
Encontramosalguns turistas andando perdidos pelo centro da cidade. 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Português 
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2 -Subordinadas Adverbiais 
a) Temporais: Retornando ao museu, avise-me. 
b) Causais: Notando seu desânimo, pensei em outra hipótese. 
c) Concessivas: Mesmo cozinhando diariamente, o almoço não ficou bom. 
d) Condicionais: Querendo uma amiga para conversar, conte comigo. 
3 -Coordenadas Aditivas 
Organizou os presentes, entregando-os às crianças carentes. 
ORAÇÕES REDUZIDAS DE PARTICÍPIO 
Podem ser: 
1 -Subordinadas adjetivas 
As orações subordinadas adjetivas podem ser consideradas simples adjuntos adnominais. Veja o 
exemplo: 
Os documentos trazidos pela secretária serão arquivados. 
2 -Subordinadas Adverbiais 
a) Causais: Assustado com a situação, liguei para a polícia. 
b) Concessivas: Mesmo cansado, tentou cumprir os compromissos. 
c) Condicionais: Desvendado este mistério, o problema será resolvido. 
d)Temporais: Terminada a palestra, alunos e professores aplaudiram. 
Observação: o infinitivo, o gerúndio e o particípio não constituem orações reduzidas quando fazem parte 
de uma locução verbal. 
Exemplos: Preciso estudar mais este semestre. 
Os palhaços estão divertindo as crianças. 
A viagem foi cancelada pela agência. 
22. CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL 
 
Observe: 
As crianças estão animadas. 
Crianças animadas. 
No primeiro exemplo, o verbo estar se encontra na terceira pessoa do plural, concordando com o seu sujeito, as 
crianças. No segundo exemplo, o adjetivo animada está concordando em gênero (feminino) e número (plural) com o 
substantivo a que se refere: crianças. Nesses dois exemplos, as flexões de pessoa, número e gênero se correspondem. 
Concordância é a correspondência de flexão entre dois termos, podendo ser verbal ou nominal. 
 
CONCORDÂNCIA VERBAL 
 
 Ocorre quando o verbo se flexiona para concordar com seu sujeito. 
a) Sujeito Simples 
Regra Geral 
O sujeito sendo simples, com ele concordará o verbo em número e pessoa. Veja os exemplos: 
A orquestra tocou uma valsa longa. 
3ª p. Singular 3ª p. Singular 
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Português 
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Os pares que rodeavam a nós dançavam bem. 
3ª p. Plural 3ª p. Plural 
 
Casos Particulares 
Há muitos casos em que o sujeito simples é constituído de formas que fazem o falante hesitar no momento de 
estabelecer a concordância com o verbo. Às vezes, a concordância puramente gramatical é contaminada pelo 
significado de expressões que nos transmitem noção de plural, apesar de terem forma de singular ou vice-versa. Por 
isso, convém analisar com cuidado os casos a seguir. 
1) Quando o sujeito é formado por uma expressão partitiva (parte de, uma porção de, o grosso de, metade de, a maioria 
de, a maior parte de, grande parte de...) seguida de um substantivo ou pronome no plural, o verbo pode ficar 
no singular ou no plural. 
Por Exemplo: 
A maioria dos jornalistas aprovou / aprovaram a ideia. 
Metade dos candidatos não apresentou / apresentaram nenhuma proposta interessante. 
Esse mesmo procedimento pode se aplicar aos casos dos coletivos, quando especificados: 
Por Exemplo: 
Um bando de vândalos destruiu / destruíram o monumento. 
Obs.: nesses casos, o uso do verbo no singular enfatiza a unidade do conjunto; já a forma plural confere 
destaque aos elementos que formam esse conjunto. 
2) Quando o sujeito é formado por expressão que indica quantidade aproximada (cerca de, mais de, menos de, perto 
de...) seguida de numeral e substantivo, o verbo concorda com o substantivo. Observe: 
Cerca de mil pessoas participaram da manifestação. 
Perto de quinhentos alunos compareceram à solenidade. 
Mais de um atleta estabeleceu novo recorde nas últimas Olimpíadas. 
Obs.: quando a expressão "mais de um" se associar a verbos que exprimem reciprocidade, o plural é 
obrigatório: 
Por Exemplo: 
Mais de um colega se ofenderam na tumultuada discussão de ontem. (ofenderam um ao outro) 
3) Quando se trata de nomes que só existem no plural, a concordância deve ser feita levando-se em conta a ausência 
ou presença de artigo. Sem artigo, o verbo deve ficar no singular. Quando há artigo no plural, o verbo deve ficar 
o plural. 
Exemplos: 
Os Estados Unidos possuem grandes universidades. 
Alagoas impressiona pela beleza das praias. 
As Minas Gerais são inesquecíveis. 
Minas Gerais produz queijo e poesia de primeira. 
Os Sertões imortalizaram Euclides da Cunha. 
4) Quando o sujeito é um pronome interrogativo ou indefinido plural (quais, quantos, alguns, poucos, muitos, quaisquer, 
vários) seguido por "de nós" ou "de vós", o verbo pode concordar com o primeiro pronome (na terceira pessoa do 
plural) ou com o pronome pessoal. Veja: 
Quais de nós são / somos capazes? 
Alguns de vós sabiam / sabíeis do caso? 
Vários de nós propuseram / propusemos sugestões inovadoras. 
Obs.: veja que a opção por uma ou outra forma indica a inclusão ou a exclusão do emissor. Quando alguém diz 
ou escreve "Alguns de nós sabíamos de tudo e nada fizemos", esta pessoa está se incluindo no grupo dos 
omissos. Isso não ocorre quando alguém diz ou escreve "Alguns de nós sabiam de tudo e nada fizeram.", frase 
que soa como uma denúncia. 
Nos casos em que o interrogativo ou indefinido estiver no singular, o verbo ficará no singular. 
Por Exemplo: 
Qual de nós é capaz? 
Algum de vós fez isso. 
5) Quando o sujeito é formado por uma expressão que indica porcentagem seguida de substantivo, o verbo deve 
concordar com o substantivo. 
Exemplos: 
25% do orçamento do país deve destinar-se à Educação. 
85% dos entrevistados não aprovam a administração do prefeito. 
1% do eleitorado aceita a mudança. 
1% dos alunos faltaram à prova. 
Quando a expressão que indica porcentagem não é seguida de substantivo, o verbo deve concordar com o 
número. Veja: 
25% querem a mudança. 
1% conhece o assunto. 
6) Quando o sujeito é o pronome relativo "que", a concordância em número e pessoa é feita com o antecedente do 
pronome. 
Exemplos: 
Fui eu que paguei a conta. 
Fomos nós que pintamos o muro. 
És tu que me fazes ver o sentido da vida. 
Ainda existem mulheres que ficam vermelhas na presença de um homem. 
7) Com a expressão "um dos que", embora alguns gramáticos considerem a concordância facultativa, a preferência é 
pelo uso verbo no plural, para concordar com a palavra que antecede o pronome relativo “que”. 
Por Exemplo: 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Português 
49 
Ademir da Guia foi um dos jogadores que mais encantaram os poetas. 
Se você é um dos que admiram o escritor, certamente lerá seu novo romance. 
 
Atenção: 
Na linguagem corrente, o que se ouve, efetivamente, são construções como: 
"Ele foi um dos deputados que mais lutou para a aprovação da emenda". 
Ao compararmos com um caso em que se use um adjetivo, temos: 
"Ela é uma das alunas mais brilhante da sala." 
Ao invertermos as frases, fica claro que o emprego das formas no plural está adequado: 
"Das alunas mais brilhantes da sala, ela é uma." 
"Dos deputados que mais lutaram pela aprovação da emenda, ele é um". 
8) Quando o sujeito é o pronome relativo "quem", pode-se utilizar o verbo na terceira pessoa do singular ou em 
concordância com o antecedente do pronome. 
Exemplos: 
Fui eu quem pagou a conta. / Fui eu quem paguei a conta. 
Fomos nós quem pintou o muro. / Fomos nós quem pintamos o muro. 
9) Quando o sujeito é um pronome de tratamento, o verbo fica na 3ª pessoa do singular ou plural. 
Por Exemplo: 
Vossa Excelência é diabética? 
Vossas Excelências vão renunciar? 
10) A concordância dos verbos bater, dar e soar se dá de acordo com o numeral. 
Por Exemplo: 
Deu uma hora no relógio da sala. 
Deram cinco horas no relógio da sala. 
Obs.: caso o sujeito da oração seja a palavra relógio, sino, torre, etc., o verbo concordará com esse sujeito. 
Por Exemplo: 
O tradicional relógio da praça matriz dá nove horas. 
11) Verbos Impessoais: por não se referirem a nenhum sujeito, são usados sempre na 3ª pessoado singular. São 
verbos impessoais: 
Haver no sentido de existir; 
Fazer indicando tempo; 
Aqueles que indicam fenômenos da natureza. 
Exemplos: 
Havia muitas garotas na festa. 
Faz dois meses que não vejo meu pai. 
Chovia ontem à tarde. 
b) Sujeito Composto 
1) Quando o sujeito é composto e anteposto ao verbo, a concordância se faz no plural: 
Exemplos: 
Pai e filho conversavam longamente. 
 Sujeito 
Pais e filhos devem conversar com frequência. 
 Sujeito 
2) Nos sujeitos compostos formados por pessoas gramaticais diferentes, a concordância ocorre da seguinte maneira: a 
primeira pessoa do plural prevalece sobre a segunda pessoa, que por sua vez, prevalece sobre a terceira. Veja: 
Teus irmãos, tu e eu tomaremos a decisão. 
 Primeira Pessoa do Plural (Nós) 
 
Tu e teus irmãos tomareis a decisão. 
 Segunda Pessoa do Plural (Vós) 
 
Pais e filhos precisam respeitar-se. 
 Terceira Pessoa do Plural (Eles) 
Obs.: quando o sujeito é composto, formado por um elemento da segunda pessoa e um da terceira, é possível 
empregar o verbo na terceira pessoa do plural. Aceita-se, pois, a frase: "Tu e teus irmãos tomarão a decisão." 
3) No caso do sujeito composto posposto ao verbo, passa a existir uma nova possibilidade de concordância: em vez de 
concordar no plural com a totalidade do sujeito, o verbo pode estabelecer concordância com o núcleo do sujeito mais 
próximo. Convém insistir que isso é uma opção, e não uma obrigação. 
Por Exemplo: 
 Faltaram coragem e competência. 
 Faltou coragem e competência. 
4) Quando ocorre ideia de reciprocidade, no entanto, a concordância é feita obrigatoriamente no plural. Observe: 
Abraçaram-se vencedor e vencido. 
Ofenderam-se o jogador e o árbitro. 
 
Casos Particulares 
1) Quando o sujeito composto é formado por núcleos sinônimos ou quase sinônimos, o verbo pode ficar no plural ou 
no singular. 
Por Exemplo: 
Descaso e desprezo marcam / marca seu comportamento. 
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Português 
50 
2) Quando o sujeito composto é formado por núcleos dispostos em gradação, o verbo pode ficar no plural ou concordar 
com o último núcleo do sujeito. 
Por Exemplo: 
Com você, meu amor, uma hora, um minuto, um segundo me satisfazem / satisfaz. 
No primeiro caso, o verbo no plural enfatiza a unidade de sentido que há na combinação. No segundo caso, o verbo 
no singular enfatiza o último elemento da série gradativa. 
3) Quando os núcleos do sujeito composto são unidos por "ou" ou "nem", o verbo deverá ficar no plural se a declaração 
contida no predicado puder ser atribuída a todos os núcleos. 
Por Exemplo: 
Drummond ou Bandeira representam a essência da poesia brasileira. 
Nem o professor nem o aluno acertaram a resposta. 
Quando a declaração contida no predicado só puder ser atribuída a um dos núcleos do sujeito, ou seja, se os 
núcleos forem excludentes, o verbo deverá ficar no singular. 
Por Exemplo: 
Roma ou Buenos Aires será a sede da próxima Olimpíada. 
Você ou ele será escolhido. (Só será escolhido um) 
4) Com as expressões "um ou outro" e "nem um nem outro", a concordância costuma ser feita no singular, embora o 
plural também seja praticado. 
Por Exemplo: 
Um e outro compareceu / compareceram à festa. 
Nem um nem outro saiu / saíram do colégio. 
5) Quando os núcleos do sujeito são unidos por "com", o verbo pode ficar no plural. Nesse caso, os núcleos recebem 
um mesmo grau de importância e a palavra "com" tem sentido muito próximo ao de "e". Veja: 
O pai com o filho montaram o brinquedo. 
O governador com o secretariado traçaram os planos para o próximo semestre. 
Nesse mesmo caso, o verbo pode ficar no singular, se a ideia é enfatizar o primeiro elemento. 
O pai com o filho montou o brinquedo. 
O governador com o secretariado traçou os planos para o próximo semestre. 
 Obs.: com o verbo no singular, não se pode falar em sujeito composto. O sujeito é simples, uma vez que as 
expressões "com o filho" e "com o secretariado" são adjuntos adverbiais de companhia. Na verdade, é como se 
houvesse uma inversão da ordem. Veja: 
"O pai montou o brinquedo com o filho." 
"O governador traçou os planos para o próximo semestre com o secretariado." 
6) Quando os núcleos do sujeito são unidos por expressões correlativas como: "não só...mas ainda", "não 
somente"..., "não apenas...mas também", "tanto...quanto", o verbo concorda de preferência no plural. 
Não só a seca, mas também o pouco caso castigam o Nordeste. 
Tanto a mãe quanto o filho ficaram surpresos com a notícia. 
7) Quando os elementos de um sujeito composto são resumidos por um aposto recapitulativo, a concordância é feita 
com esse termo resumidor. 
Por Exemplo: 
Filmes, novelas, boas conversas, nada o tirava da apatia. 
Trabalho, diversão, descanso, tudo é muito importante na vida das pessoas. 
 
Outros Casos 
1) O Verbo e a Palavra "SE" 
Dentre as diversas funções exercidas pelo "se", há duas de particular interesse para a concordância verbal: 
a) quando é índice de indeterminação do sujeito; 
b) quando é partícula apassivadora. 
Quando índice de indeterminação do sujeito, o "se" acompanha os verbos intransitivos, transitivos indiretos é 
de ligação, que obrigatoriamente são conjugados na terceira pessoa do singular. 
Exemplos: 
Precisa-se de governantes interessados em civilizar o país. 
Confia-se em teses absurdas. 
Era-se mais feliz no passado. 
Quando pronome apassivador, o "se" acompanha verbos transitivos diretos (VTD) e transitivos diretos e indiretos 
(VTDI) na formação da voz passiva sintética. Nesse caso, o verbo deve concordar com o sujeito da oração. 
Exemplos: 
Construiu-se um posto de saúde. 
Construíram-se novos postos de saúde. 
Não se pouparam esforços para despoluir o rio. 
Não se devem poupar esforços para despoluir o rio. 
2) O Verbo "Ser" 
A concordância verbal se dá sempre entre o verbo e o sujeito da oração. No caso do verbo ser, essa concordância pode 
ocorrer também entre o verbo e o predicativo do sujeito. 
O verbo ser concordará com o predicativo do sujeito: 
a) Quando o sujeito for representado pelos pronomes - isto, isso, aquilo, tudo, o - e o predicativo estiver no plural. 
Exemplos: 
Isso são lembranças inesquecíveis. 
Aquilo eram problemas gravíssimos. 
O que eu admiro em você são os seus cabelos compridos. 
b) Quando o sujeito estiver no singular e se referir a coisas, e o predicativo for um substantivo no plural. 
Exemplos: 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Português 
51 
Nosso piquenique foram só guloseimas. 
 Sujeito Predicativo do Sujeito 
 
Sua rotina eram só alegrias. 
Sujeito Predicativo do Sujeito 
Se o sujeito indicar pessoa, o verbo concorda com esse sujeito. 
Por Exemplo: 
Gustavo era só decepções. 
Minhas alegrias é esta criança. 
Obs.: admite-se a concordância no singular quando se deseja fazer prevalecer um elemento sobre o outro. 
Por Exemplo: 
A vida é ilusões. 
c) Quando o sujeito for pronome interrogativo que ou quem. 
Por Exemplo: 
Que são esses papéis? 
Quem são aquelas crianças? 
d) Como impessoal na indicação de horas, dias e distâncias, o verbo ser concorda com o numeral. 
Exemplos: 
É uma hora. 
São três da manhã. 
Eram 25 de julho quando partimos. 
Daqui até a padaria são dois quarteirões. 
Saiba que: 
Na indicação de dia, o verbo ser admite as seguintes concordâncias: 
1) No singular: Concorda com a palavra explícita dia. 
Por Exemplo: Hoje é dia quatro de março. 
2) No plural: Concorda com o numeral, sem a palavra explícita dia. 
Por Exemplo: Hoje são quatro de março. 
3) No singular: Concorda com a ideia implícita de dia. 
Por Exemplo: Hoje é quatro de março. 
e) Quando o sujeito indicar peso, medida, quantidade e for seguido de palavras ou expressões como pouco, muito, 
menos de, mais de, etc., o verbo ser fica no singular. 
Exemplos: 
Cinco quilos de açúcar é mais do que preciso. 
Trêsmetros de tecido é pouco para fazer seu vestido. 
Duas semanas de férias é muito para mim. 
f) Quando um dos elementos (sujeito ou predicativo) for pronome pessoal do caso reto, com este concordará o verbo. 
Por Exemplo: No meu setor, eu sou a única mulher. 
 Aqui os adultos somos nós. 
Obs.: sendo ambos os termos (sujeito e predicativo) representados por pronomes pessoais, o verbo concorda 
com o pronome sujeito. 
Por Exemplo: 
Eu não sou ela. 
Ela não é eu. 
g) Quando o sujeito for uma expressão de sentido partitivo ou coletivo e o predicativo estiver no plural, o verbo 
ser concordará com o predicativo. 
Por Exemplo: 
A grande maioria no protesto eram jovens. 
O resto foram atitudes imaturas. 
3) O Verbo "Parecer" 
O verbo parecer, quando seguido de infinitivo, admite duas concordâncias: 
a) Ocorre variação do verbo parecer e não se flexiona o infinitivo. 
Por Exemplo: 
Alguns colegas pareciam chorar naquele momento. 
b) A variação do verbo parecer não ocorre, o infinitivo sofre flexão. 
Por Exemplo: 
Alguns colegas parecia chorarem naquele momento. 
Obs.: a primeira construção é considerada corrente, enquanto a segunda, literária. 
Atenção: 
Com orações desenvolvidas, o verbo parecer fica no singular. 
Por Exemplo: 
As paredes parece que têm ouvidos. (Parece que as paredes têm ouvidos.) 
 
4) A Expressão "Haja Vista" 
A expressão haja vista admite as seguintes construções: 
a) A expressão fica invariável (seguida ou não de preposição). 
Por Exemplo: 
Haja vista as lições dadas por ele. ( = por exemplo) 
Haja vista aos fatos explicados por esta teoria. ( = atente-se) 
b) O verbo haver pode variar (desde que não seguido de preposição), considerando-se o termo seguinte como sujeito. 
Por Exemplo: 
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Português 
52 
Hajam vista os exemplos de sua dedicação. ( = vejam-se) 
 
CONCORDÂNCIA NOMINAL 
 
A concordância nominal se baseia na relação entre um substantivo (ou pronome, ou numeral substantivo) e as palavras 
que a ele se ligam para caracterizá-lo (artigos, adjetivos, pronomes adjetivos, numerais adjetivos e particípios). 
Basicamente, ocupa-se da relação entre nomes. 
Lembre-se: normalmente, o substantivo funciona como núcleo de um termo da oração, e o adjetivo, como 
adjunto adnominal. 
A concordância do adjetivo ocorre de acordo com as seguintes regras gerais: 
1) O adjetivo concorda em gênero e número quando se refere a um único substantivo. 
Por Exemplo: 
As mãos trêmulas denunciavam o que sentia. 
2) Quando o adjetivo se refere a vários substantivos, a concordância pode variar. Podemos sistematizar essa flexão nos 
seguintes casos: 
a) Adjetivo anteposto aos substantivos: 
- O adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo mais próximo. 
Por Exemplo: 
Encontramos caídas as roupas e os prendedores. 
Encontramos caída a roupa e os prendedores. 
Encontramos caído o prendedor e a roupa. 
- Caso os substantivos sejam nomes próprios ou de parentesco, o adjetivo deve sempre concordar no plural. 
Por Exemplo: 
As adoráveis Fernanda e Cláudia vieram me visitar. 
Encontrei os divertidos primos e primas na festa. 
b) Adjetivo posposto aos substantivos: 
- O adjetivo concorda com o substantivo mais próximo ou com todos eles (assumindo forma masculino plural se houver 
substantivo feminino e masculino). 
Exemplos: 
A indústria oferece localização e atendimento perfeito. 
A indústria oferece atendimento e localização perfeita. 
A indústria oferece localização e atendimento perfeitos. 
A indústria oferece atendimento e localização perfeitos. 
Obs.: os dois últimos exemplos apresentam maior clareza, pois indicam que o adjetivo efetivamente se refere 
aos dois substantivos. Nesses casos, o adjetivo foi flexionado no plural masculino, que é o gênero 
predominante quando há substantivos de gêneros diferentes. 
- Se os substantivos possuírem o mesmo gênero, o adjetivo fica no singular ou plural. 
Exemplos: 
 
A beleza e a inteligência feminina(s). 
O carro e o iate novo(s). 
3) Expressões formadas pelo verbo SER + adjetivo: 
a) O adjetivo fica no masculino singular, se o substantivo não for acompanhado de nenhum modificador. 
Por Exemplo: 
Água é bom para saúde. 
b) O adjetivo concorda com o substantivo, se este for modificado por um artigo ou qualquer outro determinativo. 
Por Exemplo: 
Esta água é boa para saúde. 
4) O adjetivo concorda em gênero e número com os pronomes pessoais a que se refere. 
Por Exemplo: 
Juliana as viu ontem muito felizes. 
5) Nas expressões formadas por pronome indefinido neutro (nada, algo, muito, tanto, etc.) + preposição DE + adjetivo, 
este último geralmente é usado no masculino singular. 
Por Exemplo: 
Os jovens tinham algo de misterioso. 
6) A palavra "só", quando equivale a "sozinho", tem função adjetiva e concorda normalmente com o nome a que se 
refere. 
Por Exemplo: 
Cristina saiu só. 
Cristina e Débora saíram sós. 
Obs.: quando a palavra "só" equivale a "somente" ou "apenas", tem função adverbial, ficando, portanto, 
invariável. 
Por Exemplo: 
Eles só desejam ganhar presentes. 
7) Quando um único substantivo é modificado por dois ou mais adjetivos no singular, podem ser usadas as construções: 
a) O substantivo permanece no singular e coloca-se o artigo antes do último adjetivo. 
Por Exemplo: 
Admiro a cultura espanhola e a portuguesa. 
b) O substantivo vai para o plural e omite-se o artigo antes do adjetivo. 
Por Exemplo: 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Português 
53 
Admiro as culturas espanhola e portuguesa. 
Obs.: veja esta construção: 
Estudo a cultura espanhola e portuguesa. 
Note que ela provoca incerteza: trata-se de duas culturas distintas ou de uma única, espano-portuguesa? 
Procure evitar construções desse tipo. 
Casos Particulares 
É proibido - É necessário - É bom - É preciso - É permitido 
a) Essas expressões, formadas por um verbo mais um adjetivo, ficam invariáveis se o substantivo a que se 
referem possuir sentido genérico (não vier precedido de artigo). 
Exemplos: 
É proibido entrada de crianças. 
Em certos momentos, é necessário atenção. 
No verão, melancia é bom. 
É preciso cidadania. 
Não é permitido saída pelas portas laterais. 
b) Quando o sujeito dessas expressões estiver determinado por artigos, pronomes ou adjetivos, tanto o verbo 
como o adjetivo concordam com ele. 
Exemplos: 
É proibida a entrada de crianças. 
Esta salada é ótima. 
A educação é necessária. 
São precisas várias medidas na educação. 
Anexo - Obrigado - Mesmo - Próprio - Incluso - Quite 
Essas palavras adjetivas concordam em gênero e número com o substantivo ou pronome a que se referem. 
Observe: 
Seguem anexas as documentações requeridas. 
A menina agradeceu: - Muito obrigada. 
Muito obrigadas, disseram as senhoras, nós mesmas faremos isso. 
Seguem inclusos os papéis solicitados. 
Já lhe paguei o que estava devendo: estamos quites. 
Bastante - Caro - Barato - Longe 
Essas palavras são invariáveis quando funcionam como advérbios. Concordam com o nome a que se referem 
quando funcionam como adjetivos, pronomes adjetivos, ou numerais. 
Exemplos: 
As jogadoras estavam bastante cansadas. (advérbio) 
Há bastantes pessoas insatisfeitas com o trabalho. (pronome adjetivo) 
Nunca pensei que o estudo fosse tão caro. (advérbio) 
As casas estão caras. (adjetivo) 
Achei barato este casaco.(advérbio) 
Hoje as frutas estão baratas. (adjetivo) 
"Vais ficando longe de mim como o sono, nas alvoradas." (Cecília Meireles) (advérbio) 
"Levai-me a esses longes verdes, cavalos de vento!" (Cecília Meireles). (adjetivo) 
Meio - Meia 
a) A palavra "meio", quando empregada como adjetivo, concorda normalmente com o nome a que se refere. 
Por Exemplo: 
Pedi meia cerveja e meia porção de polentas. 
b) Quando empregada como advérbio (modificando um adjetivo) permanece invariável. 
Por Exemplo: 
A noiva está meio nervosa. 
Alerta - Menos 
Essas palavras são advérbios, portanto, permanecem sempre invariáveis. 
Por Exemplo: 
Os escoteiros estão semprealerta. 
Carolina tem menos bonecas que sua amiga. 
 
23. REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL 
 
Definição: 
Dá-se o nome de regência à relação de subordinação que ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus complementos. 
Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras, criando frases não ambíguas, que expressem efetivamente o 
sentido desejado, que sejam corretas e claras. 
REGÊNCIA VERBAL 
Termo Regente: VERBO 
A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre os verbos e os termos que os complementam(objetos 
diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais). 
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Português 
54 
O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de 
conhecermos as diversas significações que um verbo pode assumir com a simples mudança ou retirada de uma 
preposição. Observe: 
A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar. 
A mãe agrada ao filho. -> agradar significa "causar agrado ou prazer", satisfazer. 
Logo, conclui-se que "agradar alguém" é diferente de "agradar a alguém". 
Saiba que: 
O conhecimento do uso adequado das preposições é um dos aspectos fundamentais do estudo da regência 
verbal (e também nominal). As preposições são capazes de modificar completamente o sentido do que se está 
sendo dito. Veja os exemplos: 
Cheguei ao metrô. 
Cheguei no metrô. 
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A 
oração "Cheguei no metrô", popularmente usada a fim de indicar o lugar a que se vai, possui, no padrão culto 
da língua, sentido diferente. Aliás, é muito comum existirem divergências entre a regência coloquial, cotidiana 
de alguns verbos, e a regência culta. 
Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos de acordo com sua transitividade. A transitividade, porém, não é 
um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes formas em frases distintas. 
Verbos Intransitivos 
Os verbos intransitivos não possuem complemento. É importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos 
aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los. 
a) Chegar, Ir 
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adverbiais de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para 
indicar destino ou direção são: a, para. 
Exemplos: 
Fui ao teatro. 
 Adjunto Adverbial de Lugar 
 
Ricardo foi para a Espanha. 
 Adjunto Adverbial de Lugar 
Obs.: "Ir para algum lugar" enfatiza a direção, a partida." Ir a algum lugar" sugere também o retorno. 
Importante: reserva-se o uso de "em" para indicação de tempo ou meio. Veja: 
Cheguei a Roma em outubro. 
 Adjunto Adverbial de Tempo 
 
Chegamos no trem das dez. 
 Adjunto Adverbial de Meio 
b) Comparecer 
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido por em ou a. 
Por Exemplo: 
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o último jogo. 
Verbos Transitivos Diretos 
Os verbos transitivos diretos são complementados por objetos diretos. Isso significa que não exigem preposição para o 
estabelecimento da relação de regência. Ao empregar esses verbos, devemos lembrar que os pronomes oblíquos o, a, 
os, as atuam como objetos diretos. Esses pronomes podem assumir as formas lo, los, la, las (após formas verbais 
terminadas em -r, -s ou -z) ou no, na, nos, nas (após formas verbais terminadas em sons nasais), 
enquanto lhe e lhes são, quando complementos verbais, objetos indiretos. 
São verbos transitivos diretos, dentre outros: 
abandonar, abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, admirar, adorar, alegrar, ameaçar, amolar, 
amparar, auxiliar, castigar, condenar, conhecer, conservar, convidar, defender, eleger, estimar, humilhar, 
namorar, ouvir, prejudicar, prezar, proteger, respeitar, socorrer, suportar, ver, visitar. 
Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente como o verbo amar: 
Amo aquele rapaz. / Amo-o. 
Amo aquela moça. / Amo-a. 
Amam aquele rapaz. / Amam-no. 
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la. 
Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos para indicar posse (caso em que atuam como 
adjuntos adnominais). 
Exemplos: 
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto) 
Prejudicaram lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira) 
Verbos Transitivos Indiretos 
 Os verbos transitivos indiretos são complementados por objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exigem uma 
preposição para o estabelecimento da relação de regência. Os pronomes pessoais do caso oblíquo de terceira pessoa 
que podem atuar como objetos indiretos são lhe, lhes (ambos para substituir pessoas). Não se utilizam os pronomes o, 
os, a, as como complementos de verbos transitivos indiretos. Com os objetos indiretos que não representam pessoas, 
usam-se pronomes oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos pronomes átonos lhe, lhes. São verbos 
transitivos indiretos, dentre outros: 
a) Consistir 
Tem complemento introduzido pela preposição "em". 
Por Exemplo: 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Português 
55 
A modernidade verdadeira consiste em direitos iguais para todos. 
b) Obedecer e Desobedecer: 
Possuem seus complementos introduzidos pela preposição "a". 
Por Exemplo: 
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais. 
Eles desobedeceram às leis do trânsito. 
c) Responder 
Tem complemento introduzido pela preposição "a". Esse verbo pede objeto indireto para indicar "a quem" ou"ao 
que" se responde. 
Por Exemplo: 
Respondi ao meu patrão. 
Respondemos às perguntas. 
Respondeu-lhe à altura. 
Obs.: o verbo responder, apesar de transitivo indireto quando exprime aquilo a que se responde, admite voz 
passiva analítica. Veja: 
O questionário foi respondido corretamente. 
Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente. 
d) Simpatizar e Antipatizar 
Possuem seus complementos introduzidos pela preposição "com". 
Por Exemplo: 
Antipatizo com aquela apresentadora. 
Simpatizo com os que condenam os políticos que governam para uma minoria privilegiada. 
Verbos Transitivos Diretos ou Indiretos 
 Há verbos que admitem duas construções, uma transitiva direta, outra indireta, sem que isso implique modificações de 
sentido. Dentre os principais, temos: 
Abdicar 
Abdicou as vantagens do cargo. / Abdicou das vantagens do cargo. 
Acreditar 
Não acreditava a própria força. / Não acreditava na própria força. 
Almejar 
Almejamos a paz entre as nações. / Almejamos pela paz entre as nações. 
Ansiar 
Anseia respostas objetivas. / Anseia por respostas objetivas. 
Anteceder 
Sua partida antecedeu uma série de fatos estranhos. / Sua partida antecedeu a uma série de fatos estranhos. 
Atender 
Atendeu os meus pedidos. / Atendeu aos meus pedidos. 
Atentar 
Atente esta forma de digitar. / Atente nesta forma de digitar. / Atente para esta forma de digitar. 
Cogitar 
Cogitávamos uma nova estratégia. / Cogitávamos em uma nova estratégia. 
Consentir 
Os deputados consentiram a adoção de novas medidas econômicas. / Os deputados consentiram na adoção 
de novas medidas econômicas. 
Deparar 
Deparamos uma bela paisagem em nossa trilha. / Deparamos com uma bela paisagem em nossa trilha. 
Gozar 
Gozava boa saúde. / Gozava de boa saúde. 
Necessitar 
Necessitamos algumas horas para preparar a apresentação. / Necessitamos de algumas horas para preparar a 
apresentação. 
Preceder 
 Intensas manifestações precederam a mudança de regime./ Intensas manifestações precederam à mudança de 
regime. 
Presidir 
Ninguém presidia o encontro. / Ninguém presidia ao encontro. 
Renunciar 
Não renuncie o motivo de sua luta. / Não renuncie ao motivo de sua luta. 
Satisfazer 
Era difícil conseguir satisfazê-la. / Era difícil conseguir satisfazer-lhe. 
Versar 
 Sua palestra versou o estilo dos modernistas. / Sua palestra versou sobre o estilo dos modernistas. 
Verbos Transitivos Diretos e Indiretos 
Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompanhados de um objeto diretoe um indireto. Merecem destaque, 
nesse grupo: 
Agradecer, Perdoar e Pagar 
São verbos que apresentam objeto direto relacionado a coisas e objeto indireto relacionado a pessoas. Veja os 
exemplos: 
Agradeço aos ouvintes a audiência. 
 Objeto Indireto Objeto Direto 
Cristo ensina que é preciso perdoar o pecado ao pecador. 
 Objeto Direto Objeto Indireto 
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Português 
56 
Paguei o débito ao cobrador. 
 Objeto Direto Objeto Indireto 
O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito com particular cuidado. Observe: 
Agradeci o presente. / Agradeci-o. 
Agradeço a você. / Agradeço-lhe. 
Perdoei a ofensa. / Perdoei-a. 
Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe. 
Paguei minhas contas. / Paguei-as. 
Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes. 
Saiba que: 
Com os verbos agradecer, perdoar e pagar a pessoa deve sempre aparecer como objeto indireto, mesmo que na 
frase não haja objeto direto. Veja os exemplos: 
A empresa não paga aos funcionários desde setembro. 
Já perdoei aos que me acusaram. 
Agradeço aos eleitores que confiaram em mim. 
Informar 
Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa. 
Por Exemplo: 
Informe os novos preços aos clientes. 
Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos preços) 
Na utilização de pronomes como complementos, veja as construções: 
Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços. 
Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou sobre eles) 
Obs.: a mesma regência do verbo informar é usada para os seguintes: avisar, certificar, notificar, cientificar, 
prevenir. 
Comparar 
Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as preposições "a" ou "com" para introduzir o complemento 
indireto. 
Por Exemplo: 
Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma criança. 
Pedir 
Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na forma de oração subordinada substantiva) e indireto de pessoa. 
Por Exemplo: 
Pedi-lhe favores. 
 Objeto Indireto Objeto Direto 
 
Pedi-lhe que se mantivesse em silêncio. 
Objeto Indireto Oração Subordinada Substantiva 
 Objetiva Direta 
Saiba que: 
1) A construção "pedir para", muito comum na linguagem cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua 
culta. No entanto, é considerada correta quando a palavra licença estiver subentendida. 
Por Exemplo: 
Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa. 
Observe que, nesse caso, a preposição "para" introduz uma oração subordinada adverbial final reduzida de 
infinitivo (para ir entregar-lhe os catálogos em casa). 
2) A construção "dizer para", também muito usada popularmente, é igualmente considerada incorreta. 
Preferir 
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto indireto introduzido pela preposição "a". 
Por Exemplo: 
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais. 
Prefiro trem a ônibus. 
Obs.: na língua culta, o verbo "preferir" deve ser usado sem termos intensificadores, tais como: muito, antes, 
mil vezes, um milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefixo existente no próprio verbo (pre). 
Mudança de Transitividade versus Mudança de Significado 
 Há verbos que, de acordo com a mudança de transitividade, apresentam mudança de significado. O conhecimento 
das diferentes regências desses verbos é um recurso linguístico muito importante, pois além de permitir a correta 
interpretação de passagens escritas, oferece possibilidades expressivas a quem fala ou escreve. Dentre os principais, 
estão: 
AGRADAR 
1) Agradar é transitivo direto no sentido de fazer carinhos, acariciar. 
Por Exemplo: 
Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada quando o revê. 
Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. / Cláudia não perde oportunidade de agradá-lo. 
2) Agradar é transitivo indireto no sentido de causar agrado a, satisfazer, ser agradável a. Rege complemento 
introduzido pela preposição "a". 
Por Exemplo: 
O cantor não agradou aos presentes. 
O cantor não lhes agradou. 
ASPIRAR 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Português 
57 
1) Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar (o ar), inalar. 
Por Exemplo: 
Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o.) 
2) Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar, ter como ambição. 
 Por Exemplo: 
Aspirávamos a melhores condições de vida. (Aspirávamos a elas.) 
Obs.: como o objeto indireto do verbo "aspirar" não é pessoa, mas coisa, não se usam as formas pronominais 
átonas "lhe" e "lhes" e sim as formas tônicas "a ele (s)", " a ela (s)". Veja o exemplo: 
Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam a ela.) 
ASSISTIR 
1) Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, prestar assistência a, auxiliar. 
Por Exemplo: 
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos. 
As empresas de saúde negam-se a assisti-los. 
2) Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presenciar, estar presente, caber, pertencer. 
Exemplos: 
Assistimos ao documentário. 
Não assisti às últimas sessões. 
Essa lei assiste ao inquilino. 
Obs.: no sentido de morar, residir, o verbo "assistir" é intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de 
lugar introduzido pela preposição "em". 
Por Exemplo: 
Assistimos numa conturbada cidade. 
CHAMAR 
1) Chamar é transitivo direto no sentido de convocar, solicitar a atenção ou a presença de. 
Por exemplo: 
Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá chamá-la. 
Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes. 
2) Chamar no sentido de denominar, apelidar pode apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere predicativo 
preposicionado ou não. 
Exemplos: 
A torcida chamou o jogador mercenário. 
A torcida chamou ao jogador mercenário. 
A torcida chamou o jogador de mercenário. 
A torcida chamou ao jogador de mercenário. 
CUSTAR 
1) Custar é intransitivo no sentido de ter determinado valor ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial. 
Por exemplo: 
Frutas e verduras não deveriam custar muito. 
2) No sentido de ser difícil, penoso pode ser intransitivo ou transitivo indireto. 
Por exemplo: 
Muito custa viver tão longe da família. 
 Verbo Oração Subordinada Substantiva Subjetiva 
 Intransitivo Reduzida de Infinitivo 
 
Custa-me (a mim) crer que tomou realmente aquela atitude. 
 Objeto Oração Subordinada Substantiva Subjetiva 
 Indireto Reduzida de Infinitivo 
Obs.: a Gramática Normativa condena as construções que atribuem ao verbo "custar" um sujeito representado 
por pessoa. Observe o exemplo abaixo: 
Custei para entender o problema. 
Forma correta: Custou-me entender o problema. 
IMPLICAR 
1) Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos: 
a) Dar a entender, fazer supor, pressupor 
Por exemplo: 
Suas atitudes implicavam um firme propósito. 
b) Ter como consequência, trazer como consequência, acarretar, provocar 
Por exemplo: 
Liberdade de escolha implica amadurecimento político de um povo. 
2) Como transitivo direto e indireto, significa comprometer, envolver 
Por exemplo: 
Implicaram aquele jornalista em questões econômicas. 
Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo indireto e rege com preposição "com". 
Por Exemplo: 
Implicava com quem não trabalhasse arduamente. 
PROCEDER 
1) Proceder é intransitivo no sentido de ter fundamento ou agir. Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado de 
adjunto adverbial de modo. 
Exemplos: 
As afirmações da testemunha procediam, não havia como refutá-las. 
Você procede muito mal. 
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Português 
58 
2) Nos sentidos de ter origem ou dar início é transitivo indireto. 
Exemplos: 
O avião procede de Maceió.Procedeu-se aos exames. 
O delegado procederá ao inquérito. 
QUERER 
1) Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter vontade de, cobiçar. 
Querem melhor atendimento. 
Queremos um país melhor. 
2) Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição, estimar, amar. 
Exemplos: 
Quero muito aos meus amigos. 
Ele quer bem à linda menina. 
Despede-se o filho que muito lhe quer. 
VISAR 
1) Como transititvo direto, apresenta os sentidos de mirar, fazer pontaria e de pôr visto, rubricar. 
Por Exemplo: 
O homem visou o alvo. O gerente não quis visar o cheque. 
2) No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição "a". 
Exemplos: 
O ensino deve sempre visar ao progresso social. 
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar público. 
REGÊNCIA NOMINAL 
 
 Regência Nominal é o nome da relação existente entre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos 
regidos por esse nome. Essa relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo da regência nominal, é 
preciso levar em conta que vários nomes apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que derivam. 
Conhecer o regime de um verbo significa, nesses casos, conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo: 
Verbo obedecer e os nomes correspondentes: todos regem complementos introduzidos pela preposição "a".Veja: 
Obedecer a algo/ a alguém. 
Obediente a algo/ a alguém. 
 Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados da preposição ou preposições que os regem. Observe-os 
atentamente e procure, sempre que possível, associar esses nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você 
conhece. 
Substantivos 
Admiração a, por Devoção a, para, com, por Medo de 
Aversão a, para, por Doutor em Obediência a 
Atentado a, contra Dúvida acerca de, em, sobre Ojeriza a, por 
Bacharel em Horror a Proeminência sobre 
Capacidade de, para Impaciência com Respeito a, com, para com, por 
 
 
Adjetivos 
Acessível a Entendido em Necessário a 
Acostumado a, com Equivalente a Nocivo a 
Agradável a Escasso de Paralelo a 
Alheio a, de Essencial a, para Passível de 
Análogo a Fácil de Preferível a 
Ansioso de, para, por Fanático por Prejudicial a 
Apto a, para Favorável a Prestes a 
Ávido de Generoso com Propício a 
Benéfico a Grato a, por Próximo a 
Capaz de, para Hábil em Relacionado com 
Compatível com Habituado a Relativo a 
Contemporâneo a, de Idêntico a Satisfeito com, de, em, por 
Contíguo a Impróprio para Semelhante a 
Contrário a Indeciso em Sensível a 
Descontente com Insensível a Sito em 
Desejoso de Liberal com Suspeito de 
Diferente de Natural de Vazio de 
Advérbios 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Português 
59 
Longe de 
Perto de 
Obs.: os advérbios terminados em -mente tendem a seguir o regime dos adjetivos de que são formados: 
paralela a; paralelamente a; relativa a; relativamente a. 
 
 
24. PARALELISMO DE REGÊNCIA 
 
Pode utilizar a seguinte frase: “vou à praia, o cinema e a aula”? Ou necessariamente deverá ser escrito 
“vou à praia, ao cinema e à aula” ou “vou a praia, cinema e aula”. 
Resposta 
Um fator que deve ser um ponto de atenção na hora de escrever é o chamado paralelismo. Esse é o 
nome que se dá ao uso de estruturas idênticas ou similares. Um texto bem construído deve prezar pelo 
paralelismo, como forma de obter uma estrutura coerente e coesa. Dito isso, vamos analisar a dúvida do 
leitor. 
CASO 1 – Vou à praia, o cinema e a aula. 
Aqui encontramos uma quebra do paralelismo, mais especificamente, do paralelismo sintático. O objeto 
indireto deve sempre estar ligado ao verbo pela preposição. Isso se aplica também nos casos em que há 
mais de um objeto direto. Então, o mais correto seria: 
ex: Vou à praia, ao cinema e à aula. 
Perceba que o usa da preposição „a‟ tem a função de mostrar que os substantivos „praia‟, „cinema‟ e „aula‟ 
estão ligados ao verbo „vou‟. 
Temos ainda um outro problema. Perceba que, em “vou à praia”, utilizou-se o artigo „a‟ e a preposição 
„a‟, como indica o uso da crase. Já em “o cinema e a aula”, temos somente o uso do artigo, o que quebra 
o paralelismo. 
Entenda melhor a crase no texto abaixo: 
Crase e acento grave são coisas diferentes 
CASO 2 – Vou a praia, cinema e aula 
Essa construção é possível. Nesse caso, teríamos aqui o uso de uma elipse, que é a omissão de um 
termo anteriormente mencionado. Ela serve para evitar repetições. Logo, a preposição „a‟ seria omitida 
na frase. 
Apesar de não estar errado, esse não é a forma mais indicada para se escrever a frase, pois pode tirar 
clareza da sentença e gerar ambiguidade. Deve-se ter esse cuidado principalmente quando os 
substantivos que complementam a transitividade verbal forem de gêneros diferentes („praia‟ e „aula‟ são 
substantivos femininos e „cinema‟ é masculino). 
Assim, como dito anteriormente, a melhor opção é: “vou à praia, ao cinema e à aula”. 
 
25. VOZES VERBAIS E SUA CONVERSÃO, SINTAXE DE COLOCAÇÃO, EMPREGO DOS 
MODOS E TEMPOS VERBAIS, EMPREGO DO INFINITIVO . 
 
 
É sempre bom relembrarmos que o verbo pertence às dez classes gramaticais e é o termo que mais sofre 
flexões, sejam estas de número, pessoa, tempo, gênero e modo. 
 
Dentre as particularidades desta classe gramatical, estão as chamadas Vozes Verbais, nada mais é que a 
relação existente entre o processo verbal e o sujeito desse processo. 
 
Com o propósito de ampliarmos nossos conhecimentos sobre as vozes verbais, as estudaremos passo a 
passo. 
 
https://clubedoportugues.com.br/crase-e-acento-grave-sao-coisas-diferentes/
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Português 
60 
Voz Ativa - É quando o sujeito é o agente, isto é, o executor da ação verbal. Vejamos o exemplo: 
 
Marcos feriu o animal 
Sujeito Predicado Objeto Direto 
(agente) (Verbo ativo) (paciente) 
 
Voz Passiva - É quando o sujeito é paciente, ou seja, sofre a ação expressa pelo verbo. Observe: 
 
Marcos foi ferido pelo animal 
(sujeito paciente) (verbo passivo) agente 
 
A voz passiva subdivide-se em: 
 
Voz passiva sintética - Formada por um verbo transitivo direto (ou indireto) na terceira pessoa (singular ou 
plural) mais o pronome “se” (apassivador). 
 
Cantaram-se lindas melodias 
(passiva sintética) (sujeito paciente) 
 
 
Voz passiva analítica - Formada pelo verbo auxiliar (ser ou estar) mais o particípio de um verbo transitivo 
direto ou direto e indireto. 
 
Lindas melodias foram cantadas 
(sujeito paciente) Verbo (ser) + particípio 
 
Voz Reflexiva - É quando o sujeito é agente e paciente ao mesmo tempo. Neste caso temos: 
 
Pedro machucou - se 
(sujeito) verbo 
 (voz reflexiva) (objeto) 
 
 
Chegamos à conclusão de que Pedro praticou a ação de tocar o objeto e recebeu a ação ao se machucar. 
 
Dicas importantes: 
 
Para se converter uma frase da voz passiva sintética para a voz passiva analítica, procedemos da 
seguinte forma: Perceba o exemplo: 
Não se destruiu o parque 
Voz passiva 
sintética 
Não foi foi destruído o parque 
 
Troca-se o pronome “se” pelo verbo auxiliar, 
conjugado na mesma forma em que estava o 
verbo da passiva sintética. 
Passa-se o verbo da voz 
passiva sintética para o 
particípio. 
Sujeito 
(paciente em 
ambos os 
casos). 
 
 
Para converter um verbo da voz ativa para a voz passiva analítica, coloca-se o verbo ativo no 
particípio e conjuga-se o verbo auxiliar na mesma forma em que estava o verbo ativo, fazendo a 
devida concordância com o sujeito. O sujeito da voz ativa passa a agente da passiva, e o objeto 
direto da voz ativa passa a sujeito da passiva: Note: 
Voz Ativa Os funcionários recusaram a proposta 
Voz Passiva A proposta foi recusadapelos funcionários 
 
 
EMPREGO DE TEMPOS VERBAIS: 
 
Seria o tempo verbal, ou seja, se o verbo indica algo que já realizou, está realizando ou se ainda 
realizará. 
 
Temos três tempos verbais: 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Português 
61 
 
Passado ou pretérito, presente e futuro. 
 Pretérito ou passado: Aconteceu antes do instante que se fala. 
Ex.: Ontem fui à academia mais cedo. 
Presente: Acontece no instante da fala 
Ex.: Eu treino nesta academia 
Futuro: Acontecerá depois do instante da fala. 
Ex.: Irei à academia daqui umas duas horas 
 
O pretérito pode ser: 
Pretérito perfeito: O fato passado foi concluído totalmente 
Ex.: Ele estudou toda a matéria hoje de manhã. 
Pretérito imperfeito: O fato passado não foi concluído totalmente. 
Ex.: Ele conversava muito durante a aula. 
Pretérito mais-que-perfeito: O fato passado é anterior a outro fato também passado e terminado. 
Ex.: Quando eu cheguei na festa, ele já tinha saído 
 O futuro pode ser: 
 Futuro do presente: O fato acontece após o momento da fala, mas já terminado antes de outro fato 
futuro. 
Ex.: Quando sua mãe chegar, eu contarei tudo para ela. 
 Futuro do pretérito: Um fato futuro que pode ocorrer depois de um fato passado. 
Ex.: Se eu tivesse os livros, estudaria nas férias. 
Indicativo – mostra uma certeza. A pessoa que fala é precisa sobre o fato. 
Ex.: Eu gosto de feijoada. 
Subjuntivo – Mostra incerteza. A pessoa fala mostra dúvida sobre o fato 
Ex.: Talvez eu viaje no final de semana. 
Imperativo – mostra uma atitude de ordem ou solicitação 
Ex.: Não jogue bola agora. 
 FORMAS NOMINAIS DO VERBO: 
O verbo pode ter funções de nomes (nominais), como substantivo, adjetivo e advérbio. 
 Infinitivo impessoal (não flexiona o verbo): dá significado ao verbo de modo indefinido e vago. Ele 
deve ser usado em locuções verbais, sem sujeito definido, com sentido imperativo e etc.. 
Ex.: É preciso amar 
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Português 
62 
 Infinitivo pessoal (flexiona o verbo): Ele deve ser usado com sujeito definido, quando desejar 
determinar o sujeito, quando o sujeito da segunda oração for diferente e quando uma ação for 
correspondente. 
1ª pessoa do singular: sem desinências 
2ª pessoa do singular: Radical + ES 
3ª pessoa do singular: sem desinências 
1ª pessoa do plural: Radical + MOS 
2ª pessoa do plural: Radical + DES 
3ª pessoa do plural: Radical + EM 
 
Gerúndio: pode servir como adjetivo ou advérbio. A ação está acontecendo no momento que se fala. 
Ex.: eu estou falando com você 
Na escola havia meninos vendendo picolés (função de adjetivo) 
Quando estava saindo de casa, vi um carro branco. (função de advérbio). 
 Particípio: Resultado de uma ação que terminou, podendo flexionar em gênero número e grau. È usado 
na formação dos tempos compostos. 
O João tem dormido cedo nas últimas semanas. 
 
26. EMPREGO DO ACENTO INDICATIVO DE CRASE 
 
 
 
O novo Acordo Ortográfico da língua portuguesa 
entrou em vigor no ano de 2009, mas pouco alterou 
o emprego do acento grave (acento indicador de 
crase). 
 
Atualmente o português é língua oficial de oito 
países (Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, 
Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, 
Timor Leste). Apesar da incorporação de vocábulos 
nativos e de modificações gramaticais e de 
pronúncia próprias de cada país, as línguas mantêm 
uma unidade com o português de Portugal. 
 
Crase é uma palavra que em grego significa fusão. 
É justamente a união de duas vogais idênticas. Essa 
união é representada graficamente pelo acento 
grave. Vamos recordar e saber identificar situações 
em que a crase deve ou não ser empregada. 
 
Em situações de lugares troque o destino pela 
procedência. Se nesta troca aparecer a preposição 
"da", ocorrerá crase. Fui a Brasília buscar uns 
documentos. Sem crase, pois na troca (venho de 
Brasília) não aparece a preposição "da". Fui à 
Itália durante alguns dias da minha lua-de-mel. Com 
crase, pois na troca (venho da Itália) aparece a 
preposição "da". 
 
Em palavras masculinas não ocorre crase (a 
serviço, a cavalo etc), porém, se estiver 
subentendida as expressões "à maneira de ou à 
moda de", ocorrerá crase. Sempre assisto a peças 
teatrais à Machado de Assis. 
Se o "a" estiver no singular e a próxima palavra 
estiver no plural, não ocorrerá crase. A palestra foi 
muito útila pessoas que procuram retornar ao 
mercado de trabalho. Neste caso, poderíamos 
escrever "às pessoas", porém, jamais escreveríamos 
"à pessoas". 
 
Não há crase diante de palavras 
repetidas. Gota a gota, cara a cara, dia a dia etc. 
Não há crase antes de verbo no infinitivo. A 
seguir, ouviremos a leitura da ata desta reunião. No 
caso, nunca escreveríamos "à seguir”, pois o verbo 
seguir está no infinitivo. 
 
Emprega-se crase diante dos pronomes aquele 
(a), aqueles (as) e aquilo quando houver fusão de 
dois "as". Eles chegaram atrasados àquele lugar 
porque o trânsito estava congestionado. No caso, 
houve dois "as", pois quem chega atrasado, chega 
atrasado a algum lugar, ou seja, houve junção da 
preposição "a" com o pronome "aquele". 
 
Já com a palavra distância, observe se há 
formação da locução "à distância de", se assim 
houver, use crase. Dias destes, identifiquei minha 
colega de sala à distância de uns 200 metros, 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Português 
63 
aproximadamente. 
 
Com a palavra casa, considera-se se há ou não 
especificação, se tiver, terá emprego de 
crase. Sempre retorno a casa de todos. Quem são 
esses todos? Logo, não há especificação, portanto, 
não haverá crase. Visitarei à casa de Pedro na 
próxima semana, pois iniciarei minhas férias. No 
caso, a casa a ser visitada foi especificada, portanto, 
há emprego do acento indicador de crase. 
 
Semelhantemente ocorre com a palavra terra, pois 
quando Terra for planeta portará acento grave, e 
quando se referir a chão, só terá crase se houver 
especificação. O retorno dos astronautas à Terra foi 
um verdadeiro sucesso. No caso, Terra refere-se ao 
planeta. O meu retorno à casa de meus pais foi 
motivo de grande alegria para todos os presentes 
naquela ocasião. No caso, houve especificação da 
casa que recebeu o retorno de alguém. Depois de 
um lindo Cruzeiro Marítimo, nós estávamos ansiosos 
pelo retorno a terra. No caso, terra significa chão 
firme e não há especificação. 
 
Fique atento, pois sempre ocorre crase nos casos 
a seguir: às duas horas; à tarde; à direita; à 
esquerda; às vezes; às pressas; à frente; à medida, 
à vontade, à disposição, à moda de, à maneira de 
etc. 
 
 
 
27. SINAIS DE PONTUAÇÃO 
 
 
SINAIS DE PONTUAÇÃO 
 
Sinais de Pontuação são sinais gráficos que 
contribuem para a coerência e a coesão de 
textos, bem como têm a função de desempenhar 
questões de ordem estilística. 
São eles: o ponto (.), a vírgula (,), o ponto e 
vírgula (;), os dois pontos (:), o ponto de 
exclamação (!), o ponto de interrogação (?), as 
reticências (...), as aspas (“”), os parênteses ( ( ) ) 
e o travessão (—). 
Ponto (.) 
O ponto, ou ponto final, é utilizado para terminar a 
ideia ou discurso e indicar o final de um período. 
O ponto é, ainda, utilizado nas abreviações. 
Exemplos do uso de ponto final: 
 Acordei e logo pensei nela e na discussão que 
tivemos. Depois, saí para trabalhar e resolvi 
ligar e pedir perdão. 
 O filme recebeu várias indicações para o Oscar. 
 Esse acontecimento remonta ao ano 300 a.C., 
segundo afirmam os nossos historiadores. 
 Sr. João, lamentamos informar que o seu voo foi 
cancelado. 
Vírgula (,) 
A vírgula indica uma pausa no discurso. Sua 
utilização é tão importante que pode mudar o 
significado quando não utilizada ou utilizada de 
modo incorreto. A vírgula também serve para 
separar termos com a mesma função sintática, 
bem como para separar o aposto e o vocativo. 
Exemplos do uso de vírgula: 
 Vou precisar de farinha, ovos, leite e açúcar. 
 Rose Maria, apresentadora do programa da 
manhã, falou sobre as receitas vegetarianas.(aposto) 
 Desta maneira, Maria, não posso mais acreditar 
em você. (vocativo) 
Ponto e Vírgula (;) 
O ponto e vírgula serve para separar várias 
orações dentro de uma mesma frase e para 
separar uma relação de elementos. 
É um sinal que muitas vezes gera confusão nos 
leitores, já que ora representa uma pausa mais 
longa que a vírgula e ora mais breve que o ponto. 
Exemplos do uso de ponto e vírgula: 
 Os empregados, que ganham pouco, reclamam; 
os patrões, que não lucram, reclamam 
igualmente. 
 Joaquim celebrou seu aniversário na praia; não 
gosta do frio e nem das montanhas. 
 Os conteúdos da prova são: Geografia; História; 
Português. 
Dois Pontos (:) 
Esse sinal gráfico é utilizado antes de uma 
explicação, para introduzir uma fala ou para 
iniciar uma enumeração. 
Exemplos do uso de dois pontos: 
 Na matemática, as quatro operações essenciais 
são: adição, subtração, multiplicação e divisão. 
 Joana explicou: — Não devemos pisar na 
grama do parque. 
 Descobri onde estava o livro: na mochila. 
Ponto de Exclamação (!) 
O ponto de exclamação é utilizado para exclamar. 
Assim, é colocado em frases que denotam 
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Português 
64 
sentimentos como surpresa, desejo, susto, 
ordem, entusiasmo, espanto. 
Exemplos do uso de ponto de exclamação: 
 Que horror! 
 Ganhei! 
 Quieto! 
Ponto de Interrogação (?) 
O ponto de interrogação é utilizado para 
interrogar, perguntar. Utiliza-se no final das frases 
diretas ou indiretas-livre. 
Exemplos do uso de ponto de interrogação: 
 Quer ir ao cinema comigo? 
 Será que eles preferem jornais ou revistas? 
 Entendeu? 
Reticências (...) 
As reticências servem para suprimir palavras, 
textos ou até mesmo indicar que o sentido vai 
muito mais além do que está expresso na frase. 
Exemplos do uso de reticências: 
 Ana gosta de comprar sapatos, bolsas, calças… 
 Não sei… Preciso pensar no assunto. 
 "A vida é uma tempestade (...) Um dia você está 
tomando sol e no dia seguinte o mar te lança 
contra as rochas." (O Conde de Monte Cristo, 
Alexandre Dumas) 
Aspas (" ") 
É utilizado para enfatizar palavras ou expressões, 
bem como é usada para delimitar citações de 
obras. 
Exemplos do uso de aspas: 
 Satisfeito com o resultado do vestibular, se 
sentia "o bom”. 
 Brás Cubas dedica suas memórias a um verme: 
"Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do 
meu cadáver dedico como saudosa lembrança 
estas memórias póstumas." 
 É simplesmente "inacreditável" o que 
aconteceu. 
Parênteses ( ( ) ) 
Os parênteses são utilizados para isolar 
explicações ou acrescentar informação acessória. 
Exemplos do uso de parênteses: 
 O funcionário (o mais mal-humorado que já vi) 
fez a troca dos artigos. 
 Cheguei à casa cansada, jantei (um sanduíche 
e um suco) e adormeci no sofá. 
 Saiu às pressas (como sempre) e esqueceu o 
lanche na cozinha. 
Travessão (—) 
O Travessão é utilizado no início de frases diretas 
para indicar os diálogos do texto bem como para 
substituir os parênteses ou dupla vírgula. 
Exemplos: 
 Muito descontrolada, Paula gritou com o marido: 
— Por favor, não faça isso agora, pois teremos 
problemas mais tarde. 
 Perguntei: — Onde é o ponto de ônibus? 
 Maria - funcionária da prefeitura - aconselhou-
me que fizesse assim. 
 
 
28. Redação Oficial: Padrão Oficio. 
 
 
MODELO DE OFÍCIO: 
(utilizar folha de 21,5 X 31,5 cm) 
 
Sinete 
 
Timbre da Ministério da Educação 
Repartição Departamento Livro Didático 
expedidora 
Local e data 
 
Número do Of. Nº 234/96 Porto Alegre, 21 de novembro de 1997. 
documento 
 
Ementa Assunto: Solicitação de Levantamento 
 
 
3 espaços duplos 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Português 
65 
 
 15 espaços 
Vocativo Senhor Secretário 
5 espaços 
 
Texto 
 
20 espaços 
 
 
Os 
parágrafos 
entre o 
inicial e o 
final são 
numerados 
 
Fecho 
 A fim de averiguarmos as necessidades de fornecimento de livros 
escolares gratuitos à rede de bibliotecas desse Estado, vimos solicitar-lhe que 
providencie um levantamento completo dos títulos adotados e/ou recomendados 
pelo professorado de 1º Grau, de modo que possamos planejar as quotas de 
distribuição para o próximo biênio. 
 2. Tal levantamento deverá ser apresentado por série’disciplinas, 
abrangendo todas as escolas públicas estaduais, com prazo de entrega a este 
Departamento em 30 de outubro do corrente ano. 
 Certos da colaboração de sua Secretaria neste empreendimento, 
reafirmamos-lhe nossa elevada consideração. 
 
 
 3 espaços duplos 
 
 
Assinatura do requerente FULANO DE TAL 
Cargo Diretor do DLD 
 
 
Endereço Ao Ilmo. Sr. Beltrano de Tal, 
do M.D. Secretário da Educação 
destinatário Rua Tal nº tal. 
 Porto Alegre, RS 
 
PM/RS 4 cm 
 
 
 
 
Quanto ao Vocativo 
Inicia a três espaços-padrão abaixo da data e a 2,5 cm da margem esquerda. 
Consiste simplesmente da expressão “Senhor(es)” seguido de cargo ou função do 
destinatário: Senhor Governador, Senhores Deputados, Senhor Gerente, Senhor Diretor-Geral, 
Senhor Chefe, etc. 
Não há unanimidade quanto à pontuação do vocativo, pode-se usar vírgula, ponto ou dois 
pontos. 
 
 Quanto a Introdução 
Inexistente. Vai-se direto ao que interessa: “Comunicamos...”, Solicitamos...”, 
Encaminhamos...”, etc. 
 
 Quanto ao Texto 
Consiste na exposição, de forma objetiva e polida, do assunto, fazendo seus parágrafos 
necessários. Podendo ser numerados a partir do segundo. 
 
 Quanto ao Fecho 
Modernamente, usam-se apenas “Atenciosamente” ou 
“Respeitosamente”, seguidos de vírgula. 
O alinhamento é o do parágrafo, ou coloca-se acima da assinatura. Não se numera. 
 
 Signatário 
Nome e cargo do remetente, encimados pela assinatura, 
sem traço, a direita do papel. 
Caso o ofício ocupe mais de uma 
folha, o destinatário permanece na 
1ª folha indo para a última apenas 
o signatário. 
Podem ainda constar no ofício o 
número de anexos e as iniciais do 
redator e datilógrafo. 
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Português 
66 
 
 Destinatário 
Deve coincidir com a extremidade inferior do papel, a 4 cm da borda inferior. 
 
 
COLETÂNEA DE EXERCÍCIOS E PROVAS ANTERIORES. 
 
RESOLVA EXERCÍCIOS DE PORTUGUÊS 
SOBRE CONJUNÇÕES NA LÍNGUA 
PORTUGUESA PARA CONCURSOS PÚBLICOS 
COM GABARITO NO FINAL DA PÁGINA. 
Conta-se que, um dia, Sócrates parou diante de 
uma tenda do mercado em que estavam 
expostas diversas mercadorias. Depois de algum 
tempo, ele exclamou: "Vejam quantas coisas o 
ateniense precisa para viver." Naturalmente ele 
queria dizer com isto que ele próprio não 
precisava de nada daquilo. Esta postura de 
Sócrates foi o ponto de partida para a filosofia 
cínica, fundada em Atenas por Antístenes - um 
discípulo de Sócrates, por volta de 400 a. C. Os 
cínicos diziam que a verdadeira felicidade não 
depende de fatores externos, como o luxo, o 
poder político e a boa saúde. Para eles, a 
verdadeira felicidade consistia em se libertar 
dessas coisas casuais e efêmeras. E justamente 
porque a felicidade não estava nessas coisas, ela 
podia ser alcançada por todos. E, uma vez 
alcançada, não podia mais ser perdida. 
(Jostein Gaarden, O Mundo de Sofia. São Paulo, 
Cia. das Letras, 1995) 
 
Atente-se ao emprego da conjunção 
EXERCÍCIO DE CONJUNÇÃO 1. 
Assinale a alternativa que introduz, 
corretamente, de acordo com o sentido do texto, 
uma conjunção na frase: E, uma vez alcançada, 
não podia mais ser perdida. 
a) E, por mais que alcançada, não podia mais 
ser perdida. 
b) E, ainda que alcançada, não podia mais ser 
perdida. 
c) E, quando alcançada, não podia mais ser 
perdida. 
d) E, para que alcançada, não podiamais ser 
perdida. 
e) E, nem alcançada, não podia mais ser 
perdida. 
 
Usos dos Porquês e Atividade com Gabarito 
de Conjunção 
EXERCÍCIO SOBRE O USO DOS PORQUÊS 2. 
Assinale a alternativa correta quanto à grafia da 
palavra porque. 
 
a) Mas o futebol tem importância por quê? Você 
sabe o motivo por que o brasileiro ama futebol? 
Porque ele mexe com outras dimensões de 
nossa natureza. 
b) Mas o futebol tem importância porque? Você 
sabe o motivo porque o brasileiro ama futebol? 
Porque ele mexe com outras dimensões de 
nossa natureza. 
c) Mas o futebol tem importância por quê? Você 
sabe o motivo porque o brasileiro ama futebol? 
Por que ele mexe com outras dimensões de 
nossa natureza. 
d) Mas o futebol tem importância por quê? Você 
sabe o motivo por que o brasileiro ama futebol? 
Por que ele mexe com outras dimensões de 
nossa natureza. 
e) Mas o futebol tem importância por que? Você 
sabe o motivo porque o brasileiro ama futebol? 
Por que ele mexe com outras dimensões de 
nossa natureza. 
 
 
EXERCÍCIO DE CONJUNÇÃO 3. 
Assinale as afirmações abaixo com V 
(verdadeiro) ou F (falso), no que se refere ao 
emprego de nexos do texto. 
( ) A substituição de Se por Caso, em Se você 
não está no Facebook e encontra aquele amor 
antigo da escola ali exige que os verbos dessas 
orações subordinadas sejam flexionados no 
modo subjuntivo. 
( ) No trecho E agora que ela faz parte da vida 
de praticamente todo mundo há uma década, a 
conjunção E poderia ser substituída pela 
conjunção Mas, sem prejuízo do sentido original. 
( ) A substituição de já que por por, em já que 
elas mostram num mapa onde os usuários estão 
a cada momento exigiria que o verbo mostrar 
fosse flexionado no infinitivo. 
( ) para, em para protestar contra aquela 
mudança na configuração de privacidade poderia 
ser substituído por a fim de, sem prejuízo do 
sentido original. 
A sequência que preenche corretamente os 
parênteses, de cima para baixo, é 
a) V - V - F - V. 
b) F - F - V - F. 
c) V - F - F - V. 
d) V - F - V - V. 
e) V - F - V - F. 
 
Gabarito: 1.C 2.A 3.D 
 
 
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS DE CONJUNÇÕES 
COORDENATIVA E SUBORDINATIVA COM 
GABARITO 
1. No período "Os banqueiros já puderam 
comemorar o investimento, pois o índice de 
risco e de instabilidade do Brasil caiu", a 
conjunção pois estabelece uma relação de: 
a) explicação 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Português 
67 
b) oposição 
c) condição 
d) causa 
e) comparação 
 
2. Observe atentamente os segmentos 
ainda não contidos pelo estigma de 
improdutivos e ainda não constrangidos 
pela impaciência. No contexto, eles 
a) expressam ideias que estão unicamente 
justapostas, sem nenhuma outra relação entre 
elas. 
b) expressam, respectivamente, uma causa e 
uma consequência. 
c) estão em relação de alternância. 
d) expressam dois desejos, por isso estão 
associados como se estivessem unidos pela 
conjunção e. 
e) expressam comparação entre dois fatos. 
 
Gabarito: 1.A 2.B 
 
EXERCÍCIOS DE PREPOSIÇÃO PARA 
CONCURSOS COM GABARITO 
Português para concursos 
 
Exercício de Preposição 1. 
É bom lembrar que a ciência cria modelos que 
descrevem a realidade; esses modelos não são a 
realidade, só nossas representações dela. As 
"verdades" que tanto admiramos são 
aproximações do que de fato ocorre. As 
ocorrências do QUE no período acima classificam-
se corretamente como 
 
a) conjunção - pronome relativo - pronome 
relativo - pronome relativo 
b) conjunção - pronome relativo - conjunção - 
conjunção 
c) conjunção - pronome relativo - pronome 
relativo - conjunção 
d) pronome relativo - conjunção - pronome 
relativo - conjunção 
e) pronome relativo - conjunção - pronome 
relativo - pronome relativo 
 
Gabarito: Alternativa A 
 
Exercício de Preposição 2. 
"A urbanização do Brasil deu à miséria certa 
impessoalidade. Ela passou a apresentar-se como 
um elemento da paisagem, algo para ser visto 
pela janelinha do carro, ora esparramada sobre a 
calçada, ora refugiada sob o viaduto. A 
modernidade trouxe novas formas de contato com 
a riqueza. Logo a miséria estava batendo, suja, 
esfarrapada, no vidro de nosso carro." 
Considerando a norma padrão da Língua 
Portuguesa no fragmento acima, afirma-se 
corretamente que 
 
a) a supressão da preposição em "passou a 
apresentar-se" prejudica a correção da frase. 
b) a forma verbal correspondente a passou, no 
plural, mantendo-se o tempo e o modo, é 
"passam". 
c) as conjunções ora.ora, no fragmento "ora 
esparramada sobre a calçada, ora refugiada sob o 
viaduto.", aditam duas ideias que expressam a 
mesma noção de finalidade da ação. 
d) o deslocamento do adjetivo "novas", com as 
devidas alterações, produz "formas novas de 
contato com a riqueza", com forte prejuízo do 
sentido original. 
e) o termo destacado na frase "A urbanização do 
Brasil deu à miséria certa impessoalidade." exerce 
a função de adjunto. 
 
Gabarito: Alternativa A 
 
Exercício de Preposição 3. 
Assinale o item correto, quanto aos comentários 
sintáticos. 
a) Em "via até a ponta das barbas brancas de 
Deus.", o emprego da preposição destacada 
constitui caso de regência. 
b) Nas passagens "...que pareciam confetes e 
lantejoulas," e "se os países poluentes 
continuarem sua obra sufocante.", os verbos 
apresentam a mesma predicação. 
c) Em "...onde nos esturricaremos todos...", a 
colocação do pronome oblíquo justifica-se pela 
exigência do pronome relativo. 
d) Em "que ainda existiam naqueles tempos,", 
substituindo- se o verbo existir pela locução 
verbal dever haver, tem-se deviam haver. 
e) Nas passagens "...só havia vento..." e "os 
pescadores haviam aprendido...", os termos 
destacados exercem a mesma função sintática. 
 
Gabarito: Alternativa C 
 
EXERCÍCIOS DE ORAÇÕES COORDENADAS E 
SUBORDINADAS COM GABARITO PARA 
CONCURSOS PÚBLICOS FEDERAIS. 
 
Questões de Português e Atividades 
Resolvidas com Gabarito de Língua 
Portuguesa de Orações Coordenadas e 
Subordinadas, Médio e Superior. 
 
1. Na frase “E quando Larissa se agita, é 
para desobedecer ao pai ou à mãe.”, temos 
como incorreta: 
a) Período composto por subordinação, 
coordenado pela conjunção e ao anterior. 
b) Oração subordinada adverbial temporal: ... 
“quando Larissa se agita”. 
c) Oração subordinada adverbial final reduzida de 
infinitivo : para desobedecer ao pai ou à mãe. 
d) Oração principal : é. 
e) O período é composto por coordenação. 
 
http://exercicios-de-portugues.blogspot.com/2010/11/exercicios-de-pronome-relativo.html
http://exercicios-de-portugues.blogspot.com/2011/04/exercicios-sobre-o-emprego-das.html
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Português 
68 
2) Em relação a orações coordenadas é correto 
afirmar: 
a) Sempre possui uma conjunção ligando uma a 
outra; 
b) Nunca possui conjunções, apenas vírgula 
separando uma das outras; 
c) Não possui sentido próprio, logo necessita de 
outra oração para ter sentido. 
d) São orações independentes, tem sentido 
próprio. 
 
3) Classifique a oração a seguir: “Pedro não 
trabalhava, nem estudava.” 
a) É uma oração coordenada assindética; 
b) É uma oração coordenada sindética alternativa; 
c) É uma oração coordenada sindética aditiva; 
 
4) Na oração “PEDRO NÃO JOGA E NEM 
ASSISTE”, temos a presença de uma oração 
coordenada que pode ser classificada em: 
a) Coordenada assindética; 
b) Coordenada assindética aditiva; 
c) Coordenada sindética alternativa; 
d) Coordenada sindética aditiva. 
 
5) Sobre as orações subordinadas é correto 
afirmar: 
a) São classificadas em substantivas – adjetivas – 
adverbiais; 
b) São orações que em suas estruturas sempre 
necessitará de vírgula para ligar uma oração a 
outra; 
c) São orações que nunca precisam de sujeito. 
d) São orações que utilizamos separadamente do 
texto, para ensinar nossos alunos. 
 
6) Em um período composto por subordinação, a 
oração que não possui sujeito na oração principal, 
dentro das orações subordinadas substantivas, 
será classificada como: 
a) Oraçãosubordinada substantiva predicativa; 
b) Oração subordinada substantiva apositiva; 
c) Oração subordinada subjetiva; 
d) Oração subordinada objetiva direta. 
 
7. Observe os versos seguintes: Fica decretado 
que o homem não precisará nunca mais 
duvidar do homem. Com relação à morfossintaxe 
desse período, a segunda oração, de acordo com 
a norma culta da 
língua, é classificada como: 
a) subordinada adjetiva restritiva. 
b) subordinada substantiva completiva nominal. 
c) subordinada adverbial causal. 
d) subordinada substantiva objetiva direta. 
e) subordinada substantiva subjetiva. 
 
8. Há exemplo de oração subordinada em: 
a) Empreender significa acreditar na capacidade 
pessoal de iniciativa e de superação de 
obstáculos. 
b) A escola introduziu em seu currículo uma série 
de medidas para o alcance de seus propósitos. 
c) Entre os bons momentos da coleção figura uma 
série de fotografias de Robert Doisneau que 
registram o cotidiano das fábricas. 
d) Não se importa com o dano, mas exige a 
ilicitude da conduta. 
e) Ele é defensor de posições severas em relação 
às operadoras de planos e seguros de saúde e 
sustenta sua utilização de maneira ampla em 
ambas as modalidades, individual e coletiva. 
 
9. “Voa, coração, que ele não deve demorar”, a 
oração destacada é corretamente classificada 
como: 
a) Coordenada concessiva. 
b) Subordinada adverbial temporal. 
c) Coordenada explicativa. 
d) Subordinada substantiva objetiva direta. 
e) Coordenada consecutiva. 
 
10. No trecho abaixo, as orações introduzidas 
pelos termos grifados são classificadas, em 
relação às imediatamente anteriores, como: 
“Não há dúvida de que precisaremos curtir mais o 
dia a dia, mas nunca à custa de nossos filhos...” 
a) Oração subordinada substantiva objetiva 
indireta e coordenada sindética adversativa; 
b) Oração subordinada adjetiva restritiva e 
coordenada sindética explicativa; 
c) Oração subordinada adverbial conformativa e 
subordinada adverbial concessiva; 
d) Oração subordinada substantiva completiva 
nominal e coordenada sindética adversativa; 
e) Oração subordinada adjetiva restritiva e 
subordinada adverbial concessiva. 
 
 
Gabarito dos Exercícios de Orações 
Coordenadas e Subordinadas: 
1.E 2.D 3.C 4.D 5.A 6.C 7.E 8.C 9.C 10.D 
 
EXERCÍCIOS DE COMPLEMENTO NOMINAL 
COM GABARITO PARA CONCURSOS 
PÚBLICOS FEDERAIS E QUESTÕES DE 
COMPLEMENTO NOMINAL RESOLVIDAS 
 
Exercícios de Complemento Nominal 
Resolvido 
1. A oração que apresenta complemento nominal 
é: 
a) Os pobres necessitam de ajuda. 
b) Sejamos úteis à sociedade. 
c) Os homens aspiram à paz. 
d) Os pedidos foram feitos por nós. 
e) A leitura amplia nossos conhecimentos. 
 
 
2. Assinale a alternativa em que o termo grifado é 
complemento nominal: 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Português 
69 
a) A enchente alagou a cidade. 
b) Precisamos de mais informações. 
c) A resposta ao aluno não foi convincente. 
d) O professor não quis responder ao aluno. 
e) Muitos caminhos foram abertos pelos 
bandeirantes. 
 
3. "A compreensão é a necessidade do fraco." 
Temos aí: 
a) predicado nominal e complemento nominal 
b) sujeito simples e verbo transitivo 
c) oração sem sujeito e complemento nominal 
d) sujeito simples e objeto direto 
e) n.d.a 
 
4. A função sintática das palavras grifadas nos 
períodos dos itens I, II e III é, respectivamente: 
I -"(...) minha carne estremece na certeza de tua 
vinda." 
II - "(...) entretanto eu te diviso, ainda tímida, 
inexperiente das luzes que vais acender." 
III -"Havemos de amanhecer. O mundo se tinge 
com as tintas da antemanhã (...)" 
 
a) adjunto adnominal, objeto indireto, 
complemento nominal 
b) objeto indireto, objeto direto, adjunto 
adnominal 
c) complemento nominal, objeto direto, adjunto 
adnominal 
d) complemento nominal, objeto direto, 
complemento nominal 
e) objeto indireto, objeto indireto, complemento 
nominal 
 
Extraído para as Bancas CESPE, FCC, ESAF e 
CESGRANRIO 
Gabarito dos Exercícios: 
1.B 2.C 3.E 4.C 
 
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS DE 
ORTOGRAFIA COM GABARITO PARA 
CONCURSOS PÚBLICOS 
 
1. Estão grafadas corretamente todas as 
palavras da frase: 
a) O mercado mais atraente é necessáriamente 
aquele que possue mais produtos disponíveis. 
b) Com o adivento da internet, deparamos com 
uma imença cidade virtual, onde há os melhores 
preços do mercado. 
c) A escacês de mercadorias no campo foi 
determinante para explicar o porque dos homens 
se agru- parem nas cidades. 
d) As empresas virtuais vêm se tornando 
concorrentes desleais das que se encontram no 
mundo físico. 
e) O mercado de relacionamentos virtuais assistiu 
a um avanço discomunal com a consolidassão da 
internet. 
 
Gabarito: Alternativa D 
 
2. As palavras de uma língua podem ser 
usadas com sentido próprio ou figurado, 
dependendo do contexto de que fazem 
parte. Tem-se uma palavra usada em 
sentido figurado no fragmento: 
a) “Sem perceber, fazemos publicidade 
gratuitamente ao usar roupas, sapatos, bolsas e 
outros objetos com etiquetas visíveis.” 
b) “É preciso esclarecer que propaganda e 
publicidade são dois termos que geralmente se 
confundem.” 
c) “Também chama a nossa atenção em bancos, 
escritórios, hospitais, restaurantes, cinema e 
outros lugares públicos.” 
d) “..não teria sido possível sem que o 
bombardeio incessante da publicidade tente nos 
convencer...” 
 
Gabarito: Alternativa D 
 
3. Umas são arredondadas e cheias, aquelas 
magras e angulosas, e todas têm ar próprio, 
que não se presta a confusão. 
A relação semântica existente entre as 
expressões grifadas na afirmativa acima é 
percebida também entre os dois elementos 
grifados em: 
a) que revela a ação de muitos dias e muitas 
lavadeiras. 
b) um ente especial, que se divide e se unifica ao 
sabor do trabalho. 
c) a pedra a acompanha em surdina... parece que 
o canto murmurante vem da pedra. 
d) e a lavadeira lhe dá volume e desenvolvimento. 
e) as pedras são uma fortuna, joias que elas não 
precisam levar para casa. 
 
Gabarito: Alternativa E 
 
4. Decerto que em muitos casos o uso do 
véu é imposto pela família e pode ser um 
símbolo de sujeição da mulher, mas basta 
uma que o faça por vontade própria para 
que a lei resulte em violação de seus 
direitos. 
Considerado o trecho acima, em seu 
contexto, é legítimo afirmar: 
a) O emprego de “Certamente”, no lugar de 
Decerto, expressaria a ideia de certeza, não 
encontrada no trecho. 
b) Transpondo o uso do véu é imposto pela 
família para a voz ativa, a forma verbal obtida é 
“impõe”. 
c) A ausência de vírgula após muitos casos 
constitui deslize do autor, pois, nesse específico 
contexto, ela é obrigatória. 
d) Se, em vez de uma, fossem consideradas “duas 
mulheres”, o segmento estaria correto assim “mas 
basta duas que os faça...”. 
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Português 
70 
e) A expressão para que introduz a finalidade de 
uma ação, finalidade que o autor considera 
desejável. 
 
Gabarito: Alternativa B 
 
 
5. A medida extrema só encontra explicação no 
sentimento xenófobo que se dissemina pela 
França. Vem a calhar para o presidente Nicolas 
Sarkozy, que parece disposto a tudo para 
melhorar seus índices de popularidade. 
No que se refere ao trecho acima, em seu 
contexto, é correto afirmar: 
a) Substituindo só encontra explicação no 
sentimento xenófobo por “só se explica pelo 
sentimento xenófobo”, o sentido e a correção 
originais são preservados. 
b) A palavra xenófobo está grafada corretamente, 
assim como ocorre com “xecar”. 
c) O segmento que se dissemina pela França 
corresponde à formulação “que a França 
dissemina”. 
d) O pronome seus remete à França. 
e) Se em vez de para melhorar fosse usada a 
forma “para que melhore”, a correção da frase 
estaria garantida. 
 
Gabarito: Alternativa A 
 
Exercícios da Nova Ortografia 
6. A palavra destacada que está empregada 
corretamente é: 
a) Diante de tantos abaixos-assinados, teve de 
acatar a solicitação.b) Considerando os incontestáveis contra-
argumento, reconheceu a falha do projeto. 
c) Ele é um dos mais antigos tabeliões deste 
cartório. 
d) Os guardas-costas do artista foram agressivos 
com os jornalistas. 
e) Os funcionários da manutenção já instalaram 
os corrimãos. 
 
Gabarito: Alternativa E 
 
 
COLETÂNEA DE PROVAS E TESTES 
 
OS LIVROS E SUAS VOZES 
Se há uma pessoa que possa, a qualquer momento, arrancar da sua infância uma recordação maravilhosa, essa pessoa sou eu. 
[...] 
Tudo quanto, naquele tempo, vi, ouvi, toquei, senti, perdura em mim com uma intensidade poética inextinguível. Não saberia 
dizer quais foram as minhas impressões maiores. Seria a que recebi dos adultos tão variados em suas ocupações e em seus aspectos? 
Das outras crianças? Dos objetos? Do ambiente? Da natureza? [...] 
Recordo céus estrelados, chuva nas flores, frutas maduras, casas fechadas, estátuas, negros, aleijados, bichos, suínos, realejos, 
cores de tapete, bacia de anil, nervuras de tábuas, vidros de remédio, o limo dos tanques, a noite em cima das árvores, o mundo visto 
através de um prisma de lustre, o encontro com o eco, essa música matinal dos sabiás, lagartixas pelos muros, enterros, borboletas, o 
carnaval, retratos de álbum, o uivo dos cães, o cheiro do doce de goiaba, todos os tipos populares, a pajem que me contava com a 
maior convicção histórias do Saci e da Mula-sem-cabeça( que ela conhecia pessoalmente); minha avó que me cantava rimances e me 
ensinava parlendas... [...] 
Mais tarde [...] os livros se abriram, e deixaram sair suas realidades e seus sonhos, em combinação tão harmoniosa que até 
hoje não compreendo como se possa estabelecer uma separação entre esses dois tempos de vida, unidos como os fios de um pano. Foi 
ainda nessa área que apareceram, um dia, os meus próprios livros, que não são mais do que o desenrolar natural de uma vida 
encantada com todas as coisas [...] 
Sempre gostei muito de livros e, além dos livros escolares, li os de histórias infantis, e os de adultos: mas estes não me 
pareciam tão interessantes, a não ser, talvez, Os Três Mosqueteiros, numa edição monumental, muito ilustrada, que fora de meu avô. 
Aquilo era uma história que não acabava nunca; e acho que esse era o seu principal encanto para mim. Descobri o Dicionário, uma 
das invenções mais simples e mais formidáveis e também achei que era um livro maravilhoso, por muitas razões. [...] 
Quando eu ainda não sabia ler, brincava com livros e imaginava-os cheios de vozes, contando o mundo. 
Cecília Meireles. 
 
 
1. Sobre o texto, assinale a alternativa correta: 
a) a autora relata boas recordações de sua infância. 
b) suas lembranças da infância são reveladas de maneira 
negativa, tristes. 
c) a autora afirma que nunca recebeu incentivo algum para 
despertar seu interesse pelos livros. 
d) seu gosto pela leitura nasceu sem a influência de outras 
pessoas. 
e) o relato pode ser considerado um tipo de texto, no qual a 
autora não cita nenhuma experiência vivida. 
 
2. A palavra, em negrito, no período que segue: “Tudo 
(...) perdura em mim com uma intensidade poética 
inextinguível”, de acordo com o texto tem um 
significado. Assinale a alternativa correta: 
a) o termo adquire um sentido de indiferença. 
b) recordações que não podem ser esquecidas ou apagadas 
da lembrança. 
c) a palavra, no texto, dá ideia de abolição das lembranças. 
d) inextinguível é o mesmo que dizer erradicar, deixar de 
aparecer. 
e) a palavra grifada é igualada ao sentido de esquecimento. 
 
3. De acordo com os dois últimos parágrafos do texto, 
assinale a alternativa correta: 
a) os livros são, somente, objetos que representam a ideia de 
algum (a) autor (a) e, deles, todos os leitores nada 
depreendem. 
b) a expressão “cheios de vozes” possui o mesmo significado 
de ideias confusas, que nada dizem a todos os leitores. 
c) em “(...) contando o mundo.”, a expressão, no texto, não tem 
o mesmo sentido de falar ou escrever sobre as realidades ou 
http://exercicios-de-portugues.blogspot.com/2011/10/exercicios-da-nova-ortografia.html
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Português 
71 
sonhos passados ou atuais. 
d) as expressões “(...) cheios de vozes”, “contando o mundo.”, 
neste texto, privilegiam, somente, uma maneira poética de 
enfatizar a existência de que todos os seres humanos já se 
tornaram bons leitores. 
e) os livros são cheios de palavras, frases, histórias que se 
transformam em vozes, as quais traduzem o que existe no 
pensamento; uma forma diferente de falar o escrever sobre 
qualquer assunto do mundo que nos cerca. 
 
4. Existem palavras que servem como elementos de 
coerência e coesão de um texto. Entre elas, 
encontramos as classificadas, morfologicamente, 
como conjunções. 
“(...) li os livros de histórias infantis, e os de adultos: mas estes 
não me pareciam tão interessantes(...)” No período, acima, 
aparece a conjunção “mas”. Assinale a afirmativa correta, 
conforme o seu significado no texto. 
A. tem um sentido de adição. 
B. significa uma junção, soma de ideias. 
C. traduz uma ideia de contradição. 
D. adquire um sentido de alternância ao externar o 
pensamento. 
E. não é uma conjunção adversativa. 
 
5. No período: “Recordo céus estrelados, chuva nas 
flores, frutas maduras, casas fechadas, estáticas (...)”, 
as palavras, em negrito, devem ser consideradas, de 
acordo com a sua classificação morfológica, na 
seguinte sequência: 
A. verbo, adjetivo, substantivo, pronome. 
B. adjetivo, substantivo, preposição, advérbio. 
C. verbo, substantivo, pronome, conjunção. 
D. verbo, adjetivo, preposição, pronome. 
E. verbo, substantivo, substantivo, adjetivo. 
 
6. Indique a oração onde o verbo aparece erradamente 
preposicionado: 
a) As crianças se sumiram em meio à multidão de fiéis. 
b) Os meus planos se goraram no dia em que perdi o 
emprego. 
c) Alunos e professores se confraternizaram depois da festa. 
d) Após a tempestade, o relógio da praça se adiantou alguns 
minutos. 
e) A duplicata se vence no início do mês. 
 
7. Assinale a alternativa na qual a frase está 
redigida corretamente, de acordo com a gramática 
normativa. 
a) Mais de uma ONG são responsáveis pela preservação 
da floresta. 
b) A região amazônica está meia ocupada por brancos e 
por índios. 
c) Um elemento importante está ausente dos debates 
sobre o futuro da floresta: o homem que vive na região. 
d) Os habitantes, mantido à margem das discussões sobre 
o futuro da Amazônia, é o protagonista da saga 
amazônica. 
e) Fazem muitos anos que Euclides da Cunha escreveu 
seu livro sobre a Região Norte e ela continua em destaque 
na mídia como um problema ainda sem solução 
 
8. Leia as afirmativas abaixo. 
I. A colocação do pronome em ênclise na oração “e de que 
ainda há tempo de salvá-la.” justifica-se porque o verbo 
está no infinitivo. 
II. A frase “Na Amazônia o açaí, é mais do que um fruto, é 
uma manifestação cultural. Ele faz parte da rotina e da 
alimentação diária do povo da região.” está pontuada de 
acordo com as regras de pontuação gráfica. 
III. Na frase “Estranhamente, o único elemento mantido à 
margem dessa equação é o protagonista da saga 
amazônica” a crase é facultativa, porque a expressão 
destacada pode ser substituída por “na margem”. 
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas 
corretas. 
a) Somente a afirmativa I está correta. 
b) Somente a afirmativa II está correta. 
c) Somente a afirmativa III está correta. 
d) Somente as afirmativas I e II estão corretas. 
e) Somente as afirmativas I e III estão corretas. 
 
9. Que forma verbal se apresenta incorreta? 
a) Comunicamo-lhes a data do nosso casamento. 
b) Propunha-se-nos discutir claramente a questão. 
c) Atribuiu-se-lhes pesada tarefa na padaria. 
d) Oferecer-vo-lo-ei, com carinho. 
e) Louve-se-te o amor que tens pelos teus filhos. 
 
 
10. Onde há uma oração coordenada assindética? 
a) "Reza, que Deus endireita tudo..." 
b) "A casa dela era de pobre, mas estava às ordens." 
c) "Não puderesistir, embora temesse a tentação." 
d) "O galo cantou, o cachorro uivou, mas a moça não os 
ouviu." 
e) "Era pálida e fria, como vela de altar." 
 
11. Identifique o erro: 
a) os habite-se agílimos 
b) os boas-noites sagradíssimos 
c) as poucas-vergonhas publicíssimas 
d) os social-democratas reacionariíssimos 
e) os anos-luz velocíssimos 
 
12. Ache o período inteiramente correto: 
a) Antes de mais nada, mil reais não dá para comprar este 
quebra-noz de ouro. 
b) Adquiri um TV a cores para o meu cabelereiro. 
c) As hemorróides de Manuel pioraram nos anos sessentas 
quando ele era o lateral-direito do time. 
d) Todo mundo sabe que a obrigação do pagamento dos 
Monza e dos Golf ainda vigia. 
e) Após exame apurado do caso, vimos que os animais 
morreram de epidemia. 
 
13. Indique a colocação indevida do pronome oblíquo: 
a) Vou-te vendo. 
b) Não convidar-te-ei desta vez. 
c) Dais-vos clemência. 
d) Aqui, trabalha-se. 
e) Dize-lo primeiramente. 
 
14. Indique o erro de pontuação: 
a) Diga-me quantas horas são? 
b) Dorme, que eu penso. 
c) Os soldados agacharam-se, e ele saltou. 
d) As nuvens, as folhas, os ventos não são deste mundo. 
e) Fecho os meus olhos sobre o mundo - quanta luz! 
 
15. Sobre os pronomes de tratamento é errado dizer que: 
a) são certas palavras e locuções que valem por verdadeiros 
pronomes pessoais; 
b) levam o verbo para a 3.ª pessoa, embora designem a 
pessoa a quem se fala (isto é, a 2.ª); 
c) não admitem artigo (consequentemente crase), exceto 
Senhor, Senhora e Senhorita; 
d) exigem o pronome na 3.ª pessoa do singular, bem como 
adjetivo e particípio concordando com o sexo da pessoa; 
e) deve-se empregar Vossa para a pessoa de quem se fala, e 
Sua para a pessoa com quem se fala. 
 
16.Leia com atenção a tirinha abaixo para responder o que se segue: 
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Língua Portuguesa 
72 
 
QUINO. Mafalda. In: NICOLA, José de, INFANTE, Ulisses. Português: São Paulo: Scipione, 1995. p. 132. 
 
Segundo o texto, é correto afirmar: 
1 Mafalda concorda com a ideia de que mãe só há uma. 
2 A mãe de Mafalda apresenta apenas características não contraditórias. 
3 Na visão da menina, a mãe apresenta somente características positivas. 
4 A visão que a menina tem de sua mãe não é pessoal; isto é, qualquer um conseguiria identificar facilmente as “várias 
mães” da menina. 
5 A tirinha mostra que a nossa personalidade é variada e se define na relação com os outros. 
 
 
17. A regra geral de concordância verbal do português é a seguinte: “O verbo concorda em número e pessoa com o(s) 
núcleo(s) do sujeito da oração.” Marque a única alternativa na qual essa regra foi respeitada: 
1 A pavimentação das rodovias estaduais demoraria ainda alguns meses. 
2 Apareceu uns cinco ou seis interessados no apartamento. 
3 Será adquirido novas caixas de som para o auditório. 
4 Precisam-se de pedreiros. 
5 Conserta-se pranchas de surfe. 
 
18. Assinale a alternativa correta. 
a) A formalidade, característica da redação oficial, diz respeito à burocracia, à legalidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual 
cuida a comunicação. 
b) A formalidade, característica da redação oficial, diz respeito à polidez, à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a 
comunicação. 
c) A formalidade, característica da redação oficial, diz respeito à rigidez, à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a 
comunicação. 
d) A formalidade, característica da redação oficial, diz respeito à polidez, à legalidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a 
comunicação. 
e) A formalidade, característica da redação oficial, diz respeito à legalidade, à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida 
a comunicação. 
 
 
TEXTO 
Quem poderia imaginar que os Estados Unidos um dia reconheceriam ter alguma coisa a aprender com a democracia brasileira? 
Depois do confuso resultado da última votação presidencial nos Estados Unidos, o jornal The New York Times buscou no Brasil um 
modelo exemplar de eleição. „O Brasil, um país maior que a parte continental dos Estados Unidos, realizou a primeira eleição nacional 
inteiramente eletrônica, com retumbante sucesso‟, escreveu em editorial o mais influente jornal americano. (Veja on-line) 
 
19. Os termos retumbante e influente podem ser substituídos, 
sem prejuízo para a compreensão do texto, respectivamente, 
por: 
A) muito / famoso 
B) barulhento / insipiente 
C) estrondoso / importante 
D) duvidoso / maior 
 
20. Em “O Brasil, um país maior que a parte continental dos 
Estados Unidos, realizou..., a parte em destaque corresponde 
a um: 
A) sujeito simples C) aposto 
B) vocativo D) predicativo 
 
21. Assinale a alternativa que apresenta uma frase em que a 
concordância verbal obedece à mesma regra gramatical de “os 
Estados Unidos um dia reconheceriam” 
A) Minas Gerais conta com uma paisagem de montanhas, 
vales e grutas maravilhosas. 
B) As Ilhas Cayman constituem um paraíso fiscal para lavagem 
de dinheiro. 
C) Os Estados do Paraná e de Santa Catarina não 
enfrentaram, em 2001, problemas de produção de energia 
elétrica. 
D) Joinville, Blumenau e Brusque são algumas cidades 
catarinenses de colonização alemã. 
 
22. Marque a alternativa CORRETA quanto à concordância 
verbal. 
A) Deu três horas e o candidato não apareceu. 
B) É precaríssima as condições físicas desse prédio. 
C) Houveram fraudes nas eleições americanas. 
D) Quarenta por cento dos americanos votaram nas últimas 
eleições para a escolha de seu Presidente. 
 
23. Assinale a alternativa em que há ERRO quanto à regência. 
A) Aspiramos uma boa classificação neste concurso. 
B) A confiança é indispensável à credibilidade de nosso 
sistema. 
C) Esqueci os documentos em casa. 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Língua Portuguesa 
73 
D) Esqueci-me dos documentos no escritório. 
 
24. A classificação dos verbos, quanto à predicação, foi feita 
corretamente, EXCETO em: 
A) Os Estados Unidos recorreram ao Brasil. – verbo transitivo 
indireto 
B) A Justiça Eleitoral é a maior interessada nesse estudo. – 
verbo intransitivo 
C) Há, ainda, possibilidade de fraude? – verbo transitivo direto 
D) O eleitorado continua confiante na eficiência da urna 
eletrônica. – verbo de ligação 
 
25. Assinale a alternativa em que as palavras recebem acento 
agudo em obediência à mesma regra ortográfica de: última e 
eletrônica. 
A) trânsito – obediência – cidadãos 
B) democrático – pântano – próximo 
C) assembléia – necessário – série 
D) abdômen – hífen – pólen 
 
26.“Não importa o que você tenha: o BANCO XY tem o que 
você precisa”. 
Essa mensagem publicitária apresenta uma transgressão 
gramatical. Assinale a alternativa que a indica. 
A) “O que você tenha” não pode funcionar como oração 
subordinada substantiva subjetiva. 
B)O verbo ter se encontra duas vezes no mesmo tempo verbal. 
C)A regência do verbo precisa está incorreta. 
D)BANCO XY é sujeito e, por isso, não pode ser grafado em 
maiúsculas. 
 
27. “Embora nas últimas décadas as empresas de 
comunicação tenham se transformado em gigantes 
econômicos, o jornalismo segue uma profissão de risco, e não 
só no Brasil.” 
Substituindo-se o termo destacado por um sinônimo, 
temos: 
a) Desde que nas últimas décadas as empresas de 
comunicação tenham se transformado em gigantes 
econômicos, o jornalismo segue uma profissão de risco, e não 
só no Brasil. 
b) Conquanto nas últimas décadas as empresas de 
comunicação tenham se transformado em gigantes 
econômicos, o jornalismo segue uma profissão de risco, e não 
só no Brasil. 
c) Antes que nas últimas décadas as empresas de 
comunicação tenham se transformado em gigantes 
econômicos, o jornalismo segue uma profissão de risco, e não 
só no Brasil. 
d) Mal nas últimas décadas as empresas de comunicação 
tenham se transformado em gigantes econômicos, o jornalismo 
segue uma profissão de risco, e não só no Brasil. 
 
28. Observe o seguinte trecho: 
“Tim Lopes não desapareceu porque há violência no Rio de 
Janeiro mas porquetinha uma vontade ainda maior de 
descrevê-la para seus habitantes.” 
Pontuando o referido texto, podemos considerar como a mais 
correta: 
a) “Tim Lopes, não desapareceu porque há violência no Rio 
de Janeiro, mas porque tinha uma vontade ainda maior de 
descrevê-la, para seus habitantes.” 
b) “Tim Lopes não desapareceu, porque há violência no Rio 
de Janeiro, mas porque tinha uma vontade ainda maior de 
descrevê-la para seus habitantes.” 
c) “Tim Lopes não desapareceu porque há violência no Rio de 
Janeiro, mas porque tinha uma vontade ainda maior de 
descrevê-la para seus habitantes.” 
d) “Tim Lopes não desapareceu porque há violência no Rio de 
Janeiro, mas, porque tinha uma vontade ainda maior de 
descrevê-la, para seus habitantes.” 
 
29. Observe o seguinte período: 
 “A CIA engavetou informações sobre o terrorista que cometeu 
os atentados.” 
Compare-o com o período que segue: 
“A CIA engavetou informações sobre o terrorista, que cometeu 
os atentados.” 
Pode-se afirmar que: 
a) O uso da vírgula em nada alterou o sentido dos períodos; 
apenas serviu para enfatizar a oração subordinada. 
b) Houve alteração de sentido, uma vez que, no primeiro 
período, há apenas um terrorista envolvido e, no segundo, há 
vários. 
c) Houve alteração de sentido, uma vez que, no segundo 
período, há apenas um terrorista envolvido e, no primeiro, há 
vários. 
d) A vírgula é apenas um recurso enfático, não sendo, 
portanto, obrigatória para o bom entendimento do período. 
 
30. Aponte a única alternativa na qual a pontuação não está 
sendo corretamente justificada: 
a) Faça seu trabalho; antes, porém, estude-o com cuidado. 
(conjunção coordenativa adversativa, posposta a um dos 
termos da oração: deve estar entre vírgulas.) 
b) Todos os problemas, que encontramos na vida, devem ser 
encarados com otimismo. (oração subordinada adjetiva 
explicativa: deve estar entre vírgulas) 
c) Os jogadores (ou talvez nosso técnico) deram-nos este 
pentacampeonato. (parênteses usado para caracterizar uma 
explicação acessória) 
d) A verdade é uma grande arma, dizia meu pai, e não a 
mentira.(aposto: deve estar entre vírgulas) 
 
31. Segundo a sintaxe de regência verbal, aponte a única 
alternativa que não está de acordo com a norma culta da 
língua: 
a) Eu me proponho a dar uma nova oportunidade aos meus 
atletas durante o torneio de verão. 
b) “Dinheiro não compra, mas financia a beleza.” 
c) A nova concepção bancária não precisa nem exige o 
comparecimento do cliente às suas agências. 
d) A campanha contra o cigarro difunde seus malefícios e 
contribui para o enfraque-cimento dessa máquina mortífera. 
 
32. Crase é a fusão de duas vogais iguais. Levando-se em 
conta esse conceito, aponte a única alternativa em que não 
ocorre um erro quanto ao emprego do sinal indicativo de crase: 
a) Jamais fizemos alusão à tão delicadas pessoas. 
b) Quanto à mim, nada há para falar, todavia peço à todas as 
pessoas que me perdoem. 
c) À que me falou sempre a verdade, devo minha eterna 
gratidão. 
d) Qualquer conversa à respeito das eleições começa a 
provocar controvérsias, todavia acreditamos que daqui a algum 
tempo tudo voltará ao normal. 
 
33. Concordância nominal é a dependência que o artigo, o 
numeral, o adjetivo e o pronome adjetivo mantêm com o 
substantivo referido, em gênero e número. Diante do exposto, 
aponte a única alternativa em que há a correta concordância. 
a) Aqui sempre foi proibido a colocação de cartazes políticos. 
b) Parece-me que são livros e frutos saborosos. 
c) Sós viajaram pai e filha. 
d) Nunca encontrei meio medidas para suas atitudes. 
 
34. Em todas as alternativas abaixo há problemas de 
concordância, segundo a norma culta da linguagem, exceto 
em: 
a) A maioria das pessoas que compareceu ao Aeroporto não 
se incomodou com o horário e homenageou a seleção 
brasileira. 
b) Mesmo que as eleições mudem a cara brasileira, não se 
entende determinadas posições assumidas por nossos 
políticos. 
c) Deve existir por esse mundo preconceitos que caracterizam 
 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
Língua Portuguesa 
74 
a triste imagem do ser humano. 
d) Não haviam, sobretudo, rumores de que os culpados 
seriam inocentados. 
 
35. Desenvolvendo a oração reduzida: “Sendo um ótimo 
jogador, Ronaldo levou o Brasil à vitória.” , temos: 
a) Se fosse um bom jogador, Ronaldo levaria o Brasil à vitória. 
b) Mesmo que seja um bom jogador, Ronaldo levaria o Brasil 
à vitória. 
c) Assim que for um bom jogador, Ronaldo levará o Brasil à 
vitória. 
d) Visto que é um bom jogador, Ronaldo levou o Brasil à 
vitória. 
 
36. Aponte a única alternativa em que há uma oração adjetiva: 
a) Sempre que volto a casa, sinto-me feliz, pois cumpri minha 
missão. 
b) Adoraria se ele aceitasse meus presentes através dos 
quais demonstro meu amor. 
c) Não me parece muito importante que faça certas viagens. 
d) Por mais que negasse, você sempre acreditou no Brasil. 
 
37. “E acoplado a ele vem a web, com sua cacofonia de 
informações, excessivas e desencontradas...”; cacofonia (neste 
segmento usado figuradamente) é “qualquer efeito 
desagradável ao ouvido em uma seqüência de palavras” 
(Michaelis – Moderno dicionário da língua portuguesa, SP, 
Melhoramentos, 1998). 
 O item abaixo que pode ser exemplo de cacofonia é: 
(A) A liberdade, como a concebo, não se confunde com o 
consumismo. 
(B) Uma das liberdades modernas é a de ir e vir. 
(C) A natureza humana se preocupa quando aparece algum 
perigo. 
(D) Quando não se pode desfrutar o luxo, começa-se a 
desdenhar dele. 
A liberdade foi corrompida pela sociedade de consumo. 
 
Julgue os itens que se seguem, considerando as regras de 
pontuação prescritas pela gramática. 
38. O Livro de Ouro da Amazônia além de enriquecer a 
consciência de muita gente, vai prestar amoroso serviço à vida 
da nossa querida floresta, disse o escritor Thiago de Mello. 
39. A floresta é retratada, no Livro de Ouro da Amazônia, com 
suas dimensões, sua biodiversidade, os povos nativos e suas 
ameaças: o desmatamento, a situação social, a pobreza e o 
desemprego. 
40 “É preciso investir na educação, no ecoturismo, na energia. 
A boa notícia é que há muitas oportunidades de negócios para 
salvar a Amazônia”, destaca João Meirelles Filho, o autor do 
Livro de Ouro da Amazônia. 
41. As lendas e crendices que fazem parte do universo da 
região amazônica também são recontadas pelo autor, com um 
capítulo especial dedicado aos professores: “Sugestões para a 
Introdução aos Estudos Amazônicos”. 
 
42. As palavras que melhor substituem “sessão musical, cortar 
e acelerar” são: 
A. concerto - segar - apressar. 
B. concerto - cegar - apressar. 
C. conserto - cegar - apressar. 
D. concerto - segar - apreçar. 
 
43. A melhor alternativa que completa a frase “ O _____ 
professor fez uma _____do fato” é: 
A. iminente - discrição. C. eminente - discrição. 
B. eminente - descrição. D. iminente - descrição. 
 
44. A oração na qual a vírgula está devidamente usada é: 
A. Ele, às três da tarde, saiu e comprou um livro. 
B. Ele saiu e, comprou um livro. 
C. Ele saiu e comprou, um livro. 
D. Ele, saiu e comprou um livro. 
 
45. Assinale a alternativa que apresenta uma palavra com 
dígrafo e uma com encontro consonantal, sucessivamente: 
A. clima - duplo. C. chapéu - clima. 
B. pacto - clima. D. clima - chapéu. 
 
46. Assinale a alternativa cuja palavra tenha hiato: 
A. água. C. anônimo. 
B. autêntica. D. sueco. 
47. Assinale a alternativa em que ambas as palavras são 
dissílabas: 
A. caí - pão. C. saúde - caí. 
B. roer - pão. D. caí - roer. 
48. Sabendo-se que paroxítona é a palavra cujo acento tônico 
recai na penúltima sílaba, assinale a alternativa em que todas 
as palavras possuem essa característica: 
A. árvore - escritor - maracujá. 
B. montanha - lápis - mesa. 
C. montanha - quilômetro - árvore. 
D. montanha - lápis - árvore. 
49. Assinale a alternativa que melhor completa a oração: 
“_____ tarde, ela dizia____ ele que ____ deixasse”. 
A. Toda - à - à. C. Toda - a - à. 
B. Toda - a - a. D.Toda - à - a. 
50. Assinale a alternativa correta quanto à regência verbal. 
A. Este é o livro que eu gosto e o qual me referi. 
B. Este é o livro o qual eu gosto e que me referi. 
C. Este é o livro do qual eu gosto e do qual me referi. 
D. Este é o livro de que eu gosto e ao qual me referi. 
51. A frase em que a pontuação está correta é: 
(A) Para fazer um bolo usamos: ovos açúcar farinha leite e 
fermento. 
(B) Para fazer um bolo usamos: ovos, açúcar, farinha, leite e 
fermento. 
(C) Para fazer um bolo usamos ovos, açúcar farinha leite e 
fermento. 
(D) Para fazer um bolo usamos: ovos açúcar, farinha leite e 
fermento. 
(E) Para fazer um bolo usamos ovos açúcar farinha, leite e 
fermento. 
52. Dadas as frases: 
1) Frutas e legumes são alimentos perecíveis. 
2) As verduras deve ser bem lavada antes do consumo 
3) As latas de lixo deve ser conservadas tampadas 
 
A concordância está correta em: 
(A) 1 apenas (D) 2 e 3 apenas 
(B) 1 e 2 apenas (E) 1 – 2 – 3 
(C) 1 e 3 apenas 
 
53. Assinale o substantivo que NÃO está acentuado 
adequadamente. 
a) fluído c) ruína 
b) ateísmo d) juízes 
54. Assinale a alternativa em que todas as palavras estão 
acentuadas corretamente. 
a) ítens – dígrafo – flúor – rubrica – núvem – pêsames – ânsia 
b) juíz – juízes – têxtil – hífens – cárie – espontâneo – ônus 
c) seminú – estética – eles veêm – elas têm – apêlo – reduzí-lo 
d) dígito – biquíni – tênue – êxito – hífen – lingüística – difícil 
e) pólen – gráfico – notícias – jóvens – cônscio – óxitona – pajé 
55. Assinale a alternativa correta quanto à concordância do 
verbo „ser‟. 
a) Era duas da tarde quando a notícia foi veiculada. 
b) Tudo foram desconfianças desnecessárias. 
c) Nem tudo na vida é prazeres e ilusões. 
d) Da minha casa até a de meu amigo é cinco quadras. 
e) Isto será sonhos que jamais acontecerão. 
56. Escolha a alternativa correta que permite a substituição dos 
termos ou expressões em destaque, sem que haja alteração de 
sentido da frase abaixo: 
 
Trabalhando pela sua conquista. 
 
 
Língua Portuguesa 
75 
Parecia estar prestes a acontecer a desclassificação, pois os 
jogadores demonstraram usar métodos pouco sábios na 
realização dos preparativos finais para a partida decisiva. 
a) iminente - incipientes - conseqüência 
b) eminente - incípidos - concecussão 
c) eminente - insípidos - concecussão 
d) iminente - insipientes - consecução 
e) iminente - insipientes - conseqüência 
57. Assinale a alternativa em que as duas frases estão 
corretas quanto à regência verbal. 
a) 1. Os amigos assistiram ao concerto de que você tanto 
gostou. 
2. Esta é a foto a que me referi dias atrás. 
 
b) 1. Por ser orgulhoso, preferiu declarar falida a firma do que 
aceitar qualquer ajuda. 
2. Ele agia discretamente sempre visando lucros imediatos. 
 
c) 1. Assiste ao trabalhador o direito de férias. 
2. Eles lhe proibiram de participar da passeata. 
 
d) 1. Naquele ambiente, aspirava-se a um ar carregado. 
2. Perdoei-lhe as ofensas dirigidas contra a minha integridade 
moral e ética. 
 
e) 1. Paguei todos os valores devidos. 
2. Esperava, ansioso, que se procedesse o sorteio. 
 
58. Assinale a alternativa errada, quanto à acentuação gráfica. 
a) São proparoxítonas as palavras víveres e água. 
b) As palavras José e está recebem acento gráfico por serem 
oxítonas. 
c) São paroxítonas as palavras fórum, júri, vírus. 
d) As palavras família e palácio recebem acento gráfico por 
serem paroxítonas em ditongo átono. 
e) As palavras crisântemo e pântano recebem acento gráfico 
por serem proparoxítonas. 
59. Assinale a frase com a pontuação CORRETA. 
a) De que se queixa se sua vida, parece: um mar de rosas! 
b) De que, se queixa, se sua vida parece um mar de rosas? 
c) De que se queixa, se sua vida parece um mar de rosas? 
d) De que se queixa se, sua vida parece, um mar de rosas? 
60. Assinale a alternativa cujo termo destacado está 
INCORRETAMENTE analisado: 
a) Ele havia sido abandonado por todos os parentes. 
(complemento nominal) 
b) É preciso confiar em alguém (objeto indireto). 
c) Todos estavam confiantes na vitória. (complemento 
nominal) 
d) Não há mais alunos na sala. (objeto direto). 
 
 
G A B A R I T O 
1. A 2. B 3. E 4. C 5. E 6. C 7. C 8. A 9. A 10. D 
11. B 12. C 13. B 14. A 15. E 16. 5 17. 1 18. B 19. C 20. C 
21. B 22. D 23. A 24. B 25. B 26. C 27. B 28. C 29. C 30. D 
31. C 32. C 33. C 34. A 35. D 36. B 37. A 38. E 39. C 40. C 
41. C 42. A 43. B 44. A 45. C 46. D 47. D 48. B 49. B 50. D 
51. B 52. A 53. A 54. D 55. B 56. D 57. A 58. A 59. C 60. A

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