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ALTERAÇÕES TRÓFICAS 
HIPOTROFIA OU ATROFIA 
É a perda de massa (volume) muscular. 
Pode ocorrer como resultado de uma perda da mobilidade funcional (atrofia por desuso), atrofia neurogênica)ou má nutrição proteinocalórica. 
 Músculos que parecem planos ou côncavos são indicativos de atrofia. 
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 262,1449)
ATROFIA POR DESUSO 
Na atividade física reduzida, particularmente se prolongada, reduz a função do sistema neuromuscular, além da função do sistema esquelético e de outros sistemas. 
Com a insuficiência de atividade, há o desenvolvimento de atrofia por desuso quando as contrações musculares passam a ser inferiores a 20% da tensão total que um músculo é capaz de produzir. 
Como há perda de proteínas contráteis, o músculo enfraquece progressivamente a na velocidade de 3% ao dia. 
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 926)
(https://farmaciasaude.pt/atrofia-muscular/)
ALTERAÇÕES TRÓFICAS 
Hipertrofia: 
Aumento do tamanho ou volume do músculo.
(O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 1460)
(https://www.sanarmed.com/adaptacoes-do-crescimento-celular-hipertrofia-hiperplasia-atrofia-e-metaplasia-colunistas)
Inspecionar visualmente os músculos, comparando e contrastando seus tamanhos e contornos.
As comparações devem ser feitas entre os membros e dentro deles. 
Analisar unilateral e bilateral.
 Analisar vários membros.
Proximal e distal.
 Medidas de circunferência
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 262)
ABORDAGEM NO TROFISMO 
Há um aumento na produção da força máxima por causa das mudanças na condução neural (maior recrutamento das unidades motoras, maior velocidade e sincronização da faixa de disparo) e mudanças no músculo (hipertrofia das fibras musculares, melhores adaptações metabólicas/enzimáticas, aumento do tamanho e do número de miofibrilas.
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 529)
A força de tensão do tecido conjuntivo e a densidade mineral dos ossos são aumentadas. 
A composição corporal é aumentada no que se refere à massa corporal.
O tempo de reação, o desempenho funcional e sensação de bem-estar também são melhorados.
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 529)
A eficácia do programa de fortalecimento depende da obtenção de um estímulo adequado para o treinamento. 
A aplicação de uma sequência de resistência progressiva, que alcança 80% da força voluntária máxima, é um critério geralmente aceito para um fortalecimento eficaz.
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 529)
Para treinamentos de força e potência, uma prescrição de exercícios deve incluir os seguintes elementos: 
Tipo de exercício (tipo de contração muscular, aplicação de resistência, arco de movimento),
Intensidade ( carga de exercício ou nível de resistência),
Frequência (número de repetições e séries; número de exercícios por série), 
Intervalo de descanso (tempo de recuperação entre as séries e sessões de exercício) e duração ( tempo total de treinamento de resistência). 
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 529)
CONTRATURAS
As contraturas do músculos podem ocorrer como resultado de um desequilíbrio entre os grupos normais e paralisados. 
Os músculos que são paralisados por um período prolongado podem sofrer degeneração fibrosa.
 As contraturas podem ocorrer por danos nas estruturas de tecido mole ou porque se desenvolvem aderência nas bainhas do tendão ou ao redor das articulações. 
  ( THOMSON,1994, pag 351)
A princípio, as contraturas produzem alterações nos tecidos musculares, mas rapidamente progridem para envolver mudanças capsulares e pericapsulares.
As contraturas são bastante influenciadas pelo padrão existente de espasticidade e os métodos de posicionamento usados. 
As contraturas se desenvolvem secundariamente à redução prolongada de estruturas através e ao redor de uma articulação, causando limitações no movimento.
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 1034,1035)
É essencial prevenir o desenvolvimento de qualquer contratura.
Os movimentos passivos devem ser realizados para manter a variação total de movimentos articulares e manter o comprimento total dos músculos. 
Os movimentos passivos devem ser realizados diariamente ( pelo paciente, familiar ou algum profissional), com orientação do fisioterapeuta.  
  ( THOMSON,1994, pag 354)
ÚLCERA POR PRESSÃO 
As úlceras de pressão (úlceras de decúbito) são escaras do tecido mole (pele ou tecido subcutâneo) causadas por pressão contínua e forças de cisalhamento. 
Lesão na pele ou nas estruturas subjacentes como resultado de compressão tecidual e perfusão inadequada.
Elas podem estar sujeitas a infecções que podem migrar para o osso. 
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 1033,1471)
As úlceras de pressão são uma complicação clínica séria, a principal causa da demora na reabilitação, e pode até causar a morte. 
São fatores importantes no aumento da duração e custo subsequente da hospitalização.
Termo utilizado para qualquer lesão provocada por pressão. 
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 1033,1471)
  ( THOMSON,1994, pag 282)
Varia de uma área de eritema até uma lesão profunda que expõe o osso subjacente. 
Mais comum nos idosos ( 75% encontrada em pessoas com mais de 70 anos).
Afeta mais os pacientes neurológicos.
  ( THOMSON,1994, pag 282)
Causas:
Fatores externos: 
Pressão prolongada e constante que causa deficiência de suprimento sanguíneo. 
Pressão com atrito a superfície da pele move-se na superfície do leito causando uma abrasão superficial. 
  ( THOMSON,1994, pag 283)
Causas:
Fatores internos: 
proeminência óssea que causa pressão interna
Aumento do tônus  muscular que faz com que o paciente fique em posição fixa com maior pressão. 
Doenças que reduzem o estado nutricional do corpo. 
A incontinência provoca  ruptura da pele devido à umidade.
Massa muscular atrofiada, dando pouca proteção aos tecidos subjacentes. 
Diabetes
  ( THOMSON,1994, pag 283)
Existem 2 tipos de úlcera por pressão: superficial e profunda.
Superficial: 
Começa com colapso da superfície cutânea, resultando em destruição da epiderme, derme e possivelmente dos tecidos subcutâneos.
A área ulcerada resultante pode ficar infectada com um exsudato amarelo ou verde.
  ( THOMSON,1994, pag 283)
Profunda: 
Começa nos tecidos subcutâneos que revestem as proeminências ósseas. 
Resulta em necrose do tecido subcutâneo, fáscia e possivelmente tecido muscular. 
O único sinal pode  ser uma discreta vermelhidão da superfície cutânea.
 Nos casos graves a destruição pode espelhar-se superficialmente nas áreas da derme e epiderme até que uma cavidade profunda seja exposta.
  ( THOMSON,1994, pag 283)
As úlceras superficiais são 3 vezes mais comum que as úlceras profundas.
As úlceras profundas estão associadas a uma taxa de mortalidade grande.
Em ambos os tipos, a pressão comprime os tecidos, oclui o suprimento sanguíneo e a nutrição é interrompida.
Se a pressão for prolongada, ocorrem alterações internas de inflamação com necrose tecidual.
  ( THOMSON,1994, pag 283)
O comprometimento da função sensorial e a incapacidade de fazer mudanças de posição apropriadas são os dois fatores mais influentes no desenvolvimento das úlceras de pressão.
As úlceras de pressão se desenvolverão sobre qualquer proeminência óssea sujeita à pressão excessiva.  
Entre os lugares envolvidos, os mais comuns são o sacro, calcanhar, trocânter e ísquio. 
Outras áreas suscetíveis à degradação da pele são: a escápula, os cotovelos, espinha ilíaca anterior, joelhos e maléolo. 
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 1033,1034)
CRITÉRIOS PARA ESTADIAMENTO DE ÚLCERAS DE PRESSÃO
	ESTÁGIO DA ÚLCERA DE PRESSÃO 	DEFINIÇÃO 
	Estágio I	Pele levemente pigmentada, a úlcera apresenta-se como uma área definida de vermelhidão persistente. Em peles mais escuras, a úlcera pode apresentar tonalidade avermelhada, azul ou púrpura persistente.
	Estágio II	Há perda parcial da espessura da pele, que envolve a epiderme, a derme, ou ambas. A úlcera é superficial, apresentando-se clinicamente como uma abrasão, bolha ou cratera rasa. 
	Estágio III	Há perda de toda a espessura da pele, que envolve dano ou necrose dotecido subcutâneo, podendo estender-se mais abaixo sem atravessar a fáscia subjacente. A úlcera apresenta-se clinicamente como uma cratera profunda, com ou sem escavação do tecido adjacente.
	Estágio IV	Há perda de toda a espessura da pele com extensiva destruição, necrose tecidual ou dano muscular, ósseo ou a estruturas de sustentação (tais como tendão, cápsula articular).
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 717)
(http://snookerclube.com.br/ulcera-de-pressao/)
(https://pt.slideshare.net/enfermeirostecnicos/ulcera-por-pressao-1)
(https://www.mdsaude.com/dermatologia/escaras/)
(http://bibliotecaatualiza.com.br/cursos/Como_Cuidar_de_Pessoas_com_Feridas_Desafios_para_a_pratica_multiprofissional_capitulo_9.pdf)
AVALIAÇÃO DE FATORES DE RISCO 
Existem muitos fatores que fazem com que algumas pessoas apresentem maior risco de desenvolver úlceras de pressão, tais como má circulação periférica, diabetes, estado nutricional, movimentação e questões ligadas à continência, entre tantos outros. 
Para tornar a avaliação de riscos mais objetiva e para padronizá-la, várias ferramentas confiáveis foram validadas.
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 717,718)
Escala de avaliação de riscos de Norton: trata-se de um instrumento original de avaliação de riscos, que atribui aos indivíduos uma pontuação relacionada à condição física e mental, à atividade, à movimentação e à incontinência.
Escala preditiva do risco de úlceras de pressão de Braden: as seis categorias de pontuação deste instrumento são percepção sensorial, umidade, atividade, movimentação, nutrição e atrito/cisalhamento.
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 717,718)
(https://slideplayer.com.br/slide/393616/)
 Escala de avaliação de riscos de Norton
ESCALA DE BRADEN
(https://www.passeidireto.com/arquivo/66250641/escala-braden)
Prevenção das úlceras por pressão:
A prevenção é a intervenção mais importante para eliminar o desenvolvimento em potencial das úlceras de pressão. 
Isso envolve uma abordagem coordenada, e é uma responsabilidade compartilhada por cada membro da equipe de reabilitação.
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 1034)
As condições da pele devem ser monitoradas em uma base contínua. 
Se uma área parecer avermelhada, a posição do paciente deve ser alterada imediatamente para aliviar a pressão. 
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 1034)
Prevenção das úlceras por pressão (abordagem clínica):
Virar o paciente a cada 2h.
Usar colchão especial.
Usar almofadas posicionadas para manter  as áreas suscetíveis livres de pressão.
Com o progresso do programa de reabilitação, o paciente assume gradualmente a responsabilidade pelo cuidado da pele. 
  ( THOMSON,1994, pag 283,284)
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 1034)
A preparação para assumir essa responsabilidade abrangerá a educação do paciente sobre os riscos eminentes de úlceras de pressão, as instruções das técnicas de inspeção da pele e o uso de equipamentos e procedimentos de alívio da pressão.
  ( THOMSON,1994, pag 283,284)
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 1034)
ABORDAGEM FISIOTERAPÊUTICA
Fortalecimento muscular para possibilitar que o paciente se eleve sozinho na cama ou cadeira para aliviar a pressão.
Exercícios ativos para encorajar a mobilidade no leito e a ambulação assim que possível. 
Movimentos passivos em membros paralisados, auxiliando a circulação e impedindo contraturas que poderiam produzir úlcera por pressão. 
Métodos que visam alívio da pressão e estímulo da circulação, como laser, massoterapia e US.
  ( THOMSON,1994, pag 284)
Os objetivos do tratamento são: 
aliviar a pressão
reduzir a infecção
melhorar a circulação
 promover a cicatrização
  ( THOMSON,1994, pag 284)
Tratamento clínico inclui:
 limpeza da lesão
dieta rica em proteínas e calorias
 excisão cirúrgica e enxerto
  ( THOMSON,1994, pag 284)
Escala de cicatrização de úlceras de pressão (ECUP)
Instruções: Observar e anotar a medida das úlceras de pressão. Classificar as úlceras quanto à área de superfície, ao exsudato e ao tipo do tecido das feridas. Registrar uma subpontuação para cada uma das características destas úlceras. Somar as subpontuações para obter a pontuação total. A comparação das pontuações totais medidas ao longo do tempo fornece uma indicação do grau de melhora ou deterioração no processo de cicatrização das úlceras de pressão.
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 754)
Escala de cicatrização de úlceras de pressão (ECUP)
	COMPRIMENTO 
X  
LARGURA (cm2) 	0	1	2	3	4	5
		0	<0,3	0,3-0,6 	0,7-1,0 	1,1-2,0 	2,1-3,0
	QUANTIDADE DE
EXSUDATO	0
Ausente	1
Leve	2
Moderado	3
Intenso		
	TIPO DE TECIDO	0
Fechada	1
Tecido epitelial	2
Tecido de granulação	3
Degradado 	4
Tecido necrótico 	
	Subpontuação
	Subpontuação
	Subpontuação
	Pontuação total
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 754)
Escala de cicatrização de úlceras de pressão (ECUP)
Comprimento x largura: tome a medida do maior comprimento ( cabeça ao dedo do pé) e da maior largura (lateral esquerda à lateral direita) com uma régua com escala em centímetros. Multiplique estas 2 medidas (comprimento x largura) para obter uma estimativa da área de superfície em centímetros quadrados (cm2 ). 
Aviso: não faça suposições! Utilize sempre uma régua com escala em centímetros e empregue sempre o mesmo método cada vez que for medir a úlcera. 
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 754)
Quantidade de exsudato: estime a quantidade de exsudato (drenagem) existente após a remoção do curativo e antes de aplicar qualquer agente tópico na úlcera. Estime o exsudato (drenagem) como sendo ausente, leve, moderado ou intenso.
 Tipo de tecido: esta classificação se refere aos tipos de tecido presentes no leito da ferida (úlcera). Pontue com "4" se houver algum tecido necrosado. Pontue com "3" se houver qualquer degradação e não houver necrose. Pontue com "2" se a ferida estiver limpa e apresentar tecido de granulação. 
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 754)
Escala de cicatrização de úlceras de pressão (ECUP)
Uma ferida superficial em processo de reepitelização é pontuada com "1". Quando a ferida estiver fechada, pontue com "0''.
Tecido necrótico (escara): um tecido negro, moreno ou bronzeado que adere firmemente ao leito da ferida ou nas bordas da úlcera, e que pode ser mais firme ou mais mole que a pele circundante. 
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 754)
Degradação: um tecido amarelo ou esbranquiçado que adere ao leito da úlcera em tiras ou massas espessas, ou que é mucoso. 
Tecido de granulação: tecido rosado ou vermelho cor de carne com aparência brilhante, úmida e granular. 
Tecido epitelial: para úlceras superficiais, tecido novo rosado ou brilhante (pele) que cresce a partir das bordas ou como ilhas sobre a superfície da úlcera. 
Fechada/recoberta: a ferida está completamente coberta com epitélio (pele nova).
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 754)
Quadro de cicatrização de úlcera de pressão
Para monitoração das tendências na pontuação de ECUP ao longo do tempo (Uma página para cada úlcera de pressão)
	Data   				
	Comprimento
 X
 largura				
	Quantidade de exsudato				
	Tipo de tecido				
	Pontuação total de ECUP
				
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 755)
EDEMA
Edema: Condição generalizada ou local caracterizada por um acúmulo excessivo de líquido nos tecidos. 
Edema em cacifo: Depressão da pele quando é aplicada uma pressão. Medida da gravidade do edema periférico.
O edema de membros distais podem se desenvolver em decorrência da falta de ação muscular de bombeamento em um membro enfraquecido.
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 907,1455)
Embora o edema seja uma característica natural da primeira fase da cicatrização de feridas, o edema excessivo pode retardar a cicatrização ao adiar a perfusão dos tecidos e facilitar o crescimento de bactérias. 
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 707)
OBSERVAÇÃO, INSPEÇÃO E APALPAÇÃO
Os membros são inspecionados quanto à presença de edema.
O tamanho e o contorno dos tecidos moles devem ser inspecionados e comparados bilateralmente. 
O edema é examinado quanto ao nível de afundamento (chanfradura)quando uma pressão de intensidade moderada é aplicada. 
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 91, 651,181)
 O edema bilateral nos tornozelos e pernas, que forma sinal de cacifo com a pressão tátil (denominado edema depressível), pode indicar insuficiência cardíaca, condições hepáticas ou renais. Normalmente, o edema depressível unilateral está associado à obstrução da circulação de retorno.
O tamanho e o contorno dos tecidos moles devem ser inspecionados e comparados bilateralmente. Um aumento no tamanho pode indicar edema de tecidos moles, efusão articular ou hipertrofia muscular. Uma diminuição no tamanho, em geral, indica atrofia muscular.
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 182)
Para identificar um edema mole, toque suavemente o tecido edematoso. Em intervalos de 15 segundos, observe o tempo que a pele leva para voltar ao estado normal. 
Um intervalo de 0 a 15 segundos se caracteriza como edema 1+; 
16 a 30 segundos, edema 2+; 
31 a 45 segundos, edema 3+; 
 mais de 46 segundos, edema 4+. 
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 91)
Também é possível examinar o edema mole por profundidade usando uma pequena régua, de forma que:
Edema 1 + = 2 mm de profundidade; 
Edema 2+ = 4 mm; 
Edema 3+ = 6 mm; 
Edema 4+ = 8 mm ou mais.
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 91)
EDEMA
(https://my.clevelandclinic.org/health/diseases/12564-edema)
Escala de palpação/depressão (afundamento): INDENTAÇÃO
1 +  Indentação muito pouco detectada.
2+   Discreta indentação visível quando a pele é pressionada, retornando ao normal em 15 segundos.
3+   Há formação de uma indentação mais profunda sob pressão com retorno à normalidade em 30 segundos. 
4+   A indentação permanece por mais de 30 segundos.
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 713)
LINFEDEMA 
É um distúrbio crônico caracterizado pelo acúmulo anormal de fluido linfático nos tecidos de uma ou mais regiões do corpo.
O acúmulo de líquidos pode ser causado por inúmeros eventos, mas na maioria das vezes é decorrente de insuficiência mecânica do sistema linfático. Alguns componentes linfáticos não funcionam o suficiente para lidar com o volume de linfa em uma região do corpo.
O linfedema pode ser classificado como linfedema primário ou secundário. 
O linfedema primário é causado por uma condição congênita ou hereditária. No linfedema primário, os linfonodos ou a formação de vasos linfáticos são anormais. 
O linfedema secundário é causado pelo dano de um ou mais componentes do sistema linfático, algumas partes do sistema linfático foram bloqueadas, dissecadas, fibrosadas, ou foram danificadas ou alteradas de outra forma.
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 707)
Estadiamento ou gradação do linfedema
Um dos sistemas utilizados com mais frequência é:
 •  Subclínico: o paciente começa a ter a sensação de "peso" em um membro, ocorrem alterações fibróticas e acúmulo de líquidos antes que um inchaço ou um afundamento se tornem visíveis; 
•   Estágio I, linfedema reversível: acumulação de um líquido rico em proteínas, e edema que pode ser reduzido por meio da elevação do local afetado; formação de covas, quando submetido pressão.
• Estágio II, linfedema espontaneamente irreversível: proteínas estimulam a formação de fibroblastos, e há proliferação de tecido conjuntivo e de tecido de cicatrização; afundamento mínimo, mesmo com inchaço moderado; 
• Estágio III, elefantíase linfostática: enrijecimento dos tecidos dérmicos, papilomas na pele, aparência de pele semelhante à de elefante. 
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 713)
Um histórico de paciente consistente com dano ou deformidade do sistema linfático será essencial para o diagnóstico do linfedema. 
O paciente pode apresentar um histórico de câncer, tratamento de câncer, radioterapia, destruição de linfonodo, AVC, trauma, cirurgia ou (no linfedema primário) episódio de inchaço ao nascimento ou na puberdade. 
Pode haver um longo período de latência entre o dano linfático e o início das manifestações clínicas. 
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 708)
MEDIDA DA CIRCUNFERÊNCIA
É registrada utilizando uma fita métrica para determinação das medidas circunferenciais do corpo. 
Embora algumas vezes sejam utilizadas estruturas ósseas como pontos de referência para a tomada desta medida, o padrão entre os especialistas que tratam de edemas é utilizar intervalos consistentes medidos em centímetros. Por exemplo, ao fazer a medida de um MI, medidas de circunferência são feitas a cada 3 cm, começando a 3 cm de distância do chão ou a partir da superfície que sustenta peso em direção à virilha. 
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 712)
Alguns profissionais optam por estabelecer intervalos de 4 cm, 6 cm ou 10 cm. Quanto menor for o intervalo, melhor é a representação das dimensões corporais.  
As medidas de circunferência não devem ser utilizadas isoladamente para determinar a severidade, a frequência de visitas ou a duração de um episódio de assistência. 
Podem ocorrer alterações fibróticas avançadas na derme e no tecido conjuntivo subjacente sem um aumento significativo na circunferência de um membro.
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 712)
INTERVENÇÃO
 O fisioterapeuta deve ser cauteloso em relação à aplicação de pressão em uma parte do corpo que apresente edema ou linfedema. 
Embora a compressão seja uma intervenção essencial, pressões muito intensas podem ocluir capilares linfáticos superficiais e prevenir a etapa inicial de absorção de líquidos necessária ao controle do edema e do linfedema.
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 708,718)
Trajes e bandagens serão opções de intervenção essenciais para a maior parte dos indivíduos com edema e linfedema. 
Posicionamento do membro com edema
Drenagem Linfática Manual
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 708,718)
TERAPIA DE COMPRESSÃO
A menos que existam bandeiras vermelhas sinalizadas, a compressão deve fazer parte de qualquer tratamento para indivíduos com linfedema e edema. 
A terapia de compressão deve ser introduzida assim que os sinais clínicos de inchaço aparecerem. 
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 737,738)
Sistemas de bandagens de 4 camadas  consistem em recobrir a ferida com curativos de qualidades absorventes  e várias camadas de compressão.
O sistema de bandagens tem mostrado ser confortável e ter boa relação custo-benefício. No paciente adequado, o sistema de bandagens de 4 camadas pode ser deixado por uma semana.
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 737,738)
Ambas as bandagens elásticas, curtas e longas, são utilizadas para controlar o edema e fornecer níveis adequados de compressão terapêutica para sustentar os sistemas venoso e linfático.
Bandagens elásticas longas proporcionam uma elevada pressão de repouso, o que significa que continuam contraindo, enquanto o usuário está em repouso. Em razão de sua extensibilidade ou elasticidade, não fornecem uma pressão de trabalho significativa, a habilidade de resistir à contração muscular durante a atividade. Bandagens elásticas longas requerem pouco treinamento para sua aplicação. 
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 738)
Bandagens elásticas curtas, fornecem baixa pressão de repouso e pressão de trabalho elevada. São menos extensíveis ou elásticas, proporcionando um envoltório mais rígido quando aplicadas em um membro. Esta característica faz com que as bandagens elásticas curtas sejam mais adequadas ao tratamento de edema e linfedema. 
Pressões de trabalho maiores aumentam a eficiência da bomba muscular durante a atividade, ao passo que pressões de repouso menores aumentam a tolerância para a utilização das bandagens. 
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 738)
TRAJES DE COMPRESSÃO
Originalmente destinada a auxiliar o fluxo sanguíneo venoso nos MMII, atualmente são projetadas especificamente para supervisionar cicatrizes resultantes de queimaduras e de cirurgias, fornecerem suporte à circulação venosa e prevenirem que líquidos se acumulem novamente no membro linfedematoso. 
Existe uma variedade de estilos e construções de projetos de trajes, personalizados, para atender às necessidades de diferentes pessoas. 
O tratamento de compressãodeve ser personalizado de acordo com as características de cada indivíduo. 
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 740)
BOMBA PNEUMÁTICA
Bombas de compressão intermitente podem facilitar o retorno venoso e podem ter ação adjunta importante a outras formas de compressão para indivíduos com distúrbio venoso.
Cada paciente deve ser examinado cuidadosamente por um profissional de saúde experiente, antes da aplicação da compressão pneumática. 
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 740,741)
Leituras de pressão sanguínea devem ser tomadas antes do início de cada tratamento. Com o aumento da resistência periférica total com a compressão pneumática, o trabalho cardíaco aumentará, aumentando a pressão sanguínea. 
Indivíduos com hipertensão ou com leituras de pressão sanguínea maiores que 140/90 mmHg não devem receber tratamento com compressão pneumática. 
Outras contraindicações à compressão intermitente são a existência de inflamação aguda ou trauma, infecção local, presença de trombo, disfunção cardíaca ou renal, obstrução dos canais linfáticos e comprometimento da função cognitiva.
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 740,741)
(https://pt.made-in-china.com/co_guangzhou-medical/product_Intermittent-Pneumatic-Compression-Device_rgenhggyg.html)
POSICIONAMENTO
Elevação é utilizada como forma de controlar alguns tipos de inchaço, muitas vezes precedendo a compressão. 
Os pacientes devem ser educados sobre o modo seguro de realizar a elevação, prestando atenção ao posicionamento, de modo que facilite a circulação venosa e linfática ideal. A elevação deve ser vista como medida temporária ou complementar enquanto outras formas de controle do inchaço são empregadas.
O inchaço discreto e agudo dos membros pode ser aliviado temporariamente através da elevação dos membros envolvidos. 
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 737)
DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL (DLM):
É técnica de terapia especializada que afeta principalmente a circulação linfática superficial.
A DLM aumenta a frequência das contrações dos vasos linfáticos, melhora a capacidade de transporte da linfa, redireciona o seu fluxo para os vasos colaterais, anastomoses e regiões da linfa não envolvidas e mobiliza o excesso de líquido linfático que recobriu todo um segmento ou região do corpo. 
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 737)
As técnicas da DLM são leves e específicas, e exigem educação especializada para serem aplicadas acuradamente.
A DLM é usada com sucesso para edemas causados por lesão nos esportes e inchaços no período pós-operatório. Ela é contraindicada para tratar edemas relacionados a problemas cardíacos e pulmonares.
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 737)
CINESIOTERAPIA
Exercícios de ADM ativa (EX: flexo-extensões de tornozelo) podem ser empregados para facilitar o fluxo sanguíneo. 
O fisioterapeuta deve educar os pacientes e promover atividades  que estejam relacionadas ao aumento dos níveis de atividade conforme necessário.
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 737,742,743)
Exercícios devem ser contraindicados ou planejados com cautela diante do surgimento de preocupações clínicas, tais como a necessidade de não colocar carga sobre uma ferida localizada no pé, condições cardiopulmonares instáveis ou problemas ortopédicos relacionados que limitariam a atividade. 
A pressão hidrostática da água contribui para sustentar regiões corporais com edema, e cria as condições ideais para a prática de exercícios para a maioria dos indivíduos com inchaço.
  (O'SULLIVAN; SCHMITZ, 2010 pag 737,742,743)

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