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Universidade Potiguar – Campus Natal 
Curso de Fonoaudiologia 
Disciplina: Avaliação do Processamento Auditivo 
 Profª Ma. Thalinny da Costa Silva 
Dicentes: Roseane Melo e Tecia Gardênia 
 
 
 
 
 
Determine qual o laudo referente ao neurodiagnóstico e qual o limiar eletrofisiológico. 
Diante desse exame, é possível determinar a perda auditiva ou descrever a hipótese 
diagnóstica quanto a esse caso? 
REFERÊNCIA PADRÂO 
dB I III V I-III III-V I-V 
80 1,29-1,64 
ms 
3,35-3,91 
ms 
5,22-6,01 
ms 
1,87-2,52 
ms 
1,72-2,19 
ms 
3,76-4,55 
ms 
 
O exame neurodiagnóstico verifica-se a integridade do nervo auditivo e da via auditiva 
no tronco encefálico. 
As ondas III e V estão atrasadas na frequência de 80dB com relação a referência padrão. 
Se temos alteração na onda III, entende-se que terá um aumento de latência da onda 
III, podendo refletir um aumento de latência da onda V. Porque quando o som bateu 
nos núcleos da cocleares teve dificuldade de registrar o nível de resposta (amplitude e 
latência) da onda III e provavelmente terá dificuldade no interpico (III-V) que é a 
condução desse som até o tronco encefálico (onda V), sendo assim um aumento na 
latência da onda V. 
Ou seja, o som passou pelo nervo auditivo, mais teve dificuldade nos núcleos cocleares 
e tronco encefálico. 
O limiar eletrofisiológico é em torno de 15dB acima do limiar total, portanto, na 
intensidade de 60dB, teremos um limiar tonal igual a 45dB. Caracterizando uma perda 
auditiva de grau moderada (segundo a OMS, 2014). 
Com relação ao tipo de perda (relacionada a localização da estrutura afetada no sistema 
auditivo). Temos um registro da onda V com latência absoluta em 6,73ms do lado direito 
e do lado da esquerda temos 6,43ms (fornecido na aula passada), a diferença interaural 
é de 0,3ms, está acima de 0,2ms, dessa forma podemos considerar uma perda auditiva 
neurossensorial, uma disfunção retrococleares (causas relacionadas a inervação 
auditiva e ao trato do sistema nervoso que liga o ouvido ao cérebro).