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Prof. Mariana Pires AVALIAÇÃO E TRIAGEM DO PACIENTE CRÍTICO INTRODUÇÃO Verbo francês trier à -par, escolher, separar; Iden-ficar qual paciente necessita primeiro de atendimento e ajuda a orientar o prognós-co; "A Hora de Ouro" “Tratar o problema mais letal e o paciente mais crí2co primeiro”. EVOLUÇÃO • Hoje existem 5 sistemas reconhecidos na medicina humana (OEMM): • ATS (Australasian Triage Scale), • CTAS (Canadian Triage and Acuity Scale), • MTS (Manchester Triage Scale), • ESI (Emergency Severity Index), • CTS (Cape Triage System). • Cinco categorias de triagem • Aplicados por enfermeiros • Melhor gestão e u2lização dos recursos dos serviços de urgência hospitalar Escalas de triagem na veterinária MODELO DE CLASSES- RABELO, 2012 >>ANIMAL EM PCR OU SUSPEITA<< MODELO DE CLASSES- RABELO, 2012 >>QUALQUER TIPO DE DISPNEIA<< MODELO DE CLASSES- RABELO, 2012 “Nunca subes2me o paciente classe IV, ele será seu classe I amanhã.” SEQUÊNCIA DE ATENDIMENTO Levantamento de informações por telefone Triagem Abordagem primária Abordagem secundária Anamnese TRIAGEM AO TELEFONE O que perguntar? • Natureza da lesão; • Como o animal respira; • Coloração das mucosas; • Nível de consciência; • Presença e gravidade da hemorragia; • Presença e gravidade dos ferimentos; • Presença de fraturas expostas; • Capacidade de locomoção; • Gravidade de vômito e diarreia-se presentes; • Capacidade de urinar; • Grau de distensão abdominal; O que alertar? • Dificuldade respiratória; • Anormalidades neurológicas; • Vômitos prolongados; • Frequência cardíaca lenta ou rápida; • Sangramento por ori^cios; • Fraqueza e palidez de mucosas; • Rápida e progressiva distensão abdominal; • Incapacidade de urinar; • Tosse severa; • Intoxicação; • Colapso • Dor extrema. TRIAGEM NA RECEPÇÃO – PESSOAL NÃO MÉDICO Qualquer resposta nega2va as perguntas o paciente deve ser encaminhado para a sala de atendimento imediato. • Primeiro momento do atendimento; • Decidir quem será abordado primeiro, de acordo com a gravidade; • Exame ^sico rápido e direcionado; • Focada no risco de óbito; Diagnóstico não é obrigatório nesse momento ANAMNESE- CAPUM Rápida, no máximo em 1 minuto, e direcionada Após a triagem, se realizada por terceiro, ou antes da abordagem secundária AIR WAYS • Reconhecer sinais clássicos de via aérea di^cil; • Examinar por laringoscopia; • Estabelecer escala de Cormack Lehane; • Garan2r permeabilidade 100%; • Estabilizar coluna cervical. COMO RECONHECER SINAIS DE VIA AÉREA?? TEMPO INSPIRATÓRIO: EXPIRATÓRIO T RS T R I > TEMPO INSPIRTATÓRIO doenças das vias áereas superiores ou problema extratorácico; > TEMPO EXPIRATÓRIO doença pulmonar ou problemas intratorácicos; PADRÃO DE DISPNEIA INSPIRATÓRIA EXPIRATÓRIA MISTA RESTRITIVA OBSTRUTIVA RUÍDOS RONCO - som grosseiro lpico de secreção ou tecido solto em uma área de grande calibre. ESTRIDOR - som anormal e agudo produzido pelo fluxo de ar turbulento nas vias aéreas superiores. ESTERTOR/ CREPITAÇÃO - ruído causado pela abertura e fechamento repen2nos das pequenas vias aéreas inferiores. SIBILO - estreitamento das vias aéreas causadas por qualquer condição que cause broncoconstrição. POSIÇÃO COLORAÇÃO DE MUCOSAS OBSERVE OS PADRÕES RESPIRATÓRIOS hqps://journals.sagepub.com/doi/suppl/10.1016/j.jfms.2010.07.013 ESCALA DE CORMACK LEHANE GARANTIR PATÊNCIA Aspirar Intubar Manobras cirúrgicas CONDUTAS PARA GARANTIR PERMEABILIDADE intubação orotraqueal / disposi2vo supragló2co intubação orotraqueal / dispositivo supraglótico disposi2vo supragló2co / VA cirúrgica VA cirúrgica INTUBAÇÃO- Manejo avançado DISPOSITIVO SUPRAGLÓTICO MANEJO CIRÚRGICO Punção cricotireoidea; Crico2roidotomia; Traqueostomia; PUNÇÃO CRICOIDE • Ambulatorial; • Obtenção de via aérea temporária; • Máximo 15 a 20 min • Não permite ven2lação adequada; • Pode induzir hipercapnia; • Estabilização imediata até separar material p/ outra técnica. CRICOTIREOIDEOTOMIA • Ambulatorial; • Pouco cruenta, fácil e rápida realização; • Pode permanecer até 48h; • Rápida cicatrização. hqps://www.youtube.com/watch?v=1HMP_1BEMR0 https://www.youtube.com/watch?v=1HMP_1BEMR0 TRAQUEOSTOMIA • Bloco cirúrgico; • Técnica bastante invasiva; • Temporária X permanente; • Cuidados pós operatórios 24h/dia; • Umidificar- nebulização, • Sucção e limpeza cânula, • Troca do tubo a cada 24 h, Deve ser a última tentativa para a obtenção e o controle da via respiratória. Manejo básico • Fluxo direcional, • Máscara, • Colar elisabetano, • Incubadora, • Bolsa, • Cateter nasal . SEM SINAIS DE OBSTRUÇÃO BOA RESPIRAÇÃO • Checar SpO2 e EtCO2; • Oferecer oxigênio; • Avaliar capacidade respiratória; • Auscultação: atenciosa, mas rápida e de todo o tórax; • Padrão e profundidade respiratórias; • Percussão torácica; • Inspecione assimetrias, deformidades e ferimentos torácicos; • Garan2r expansão torácica. TEMPO INSPIRATÓRIO: EXPIRATÓRIO T RS T R I > TEMPO INSPIRTATÓRIO doenças das vias áereas superiores ou problema extratorácico; > TEMPO EXPIRATÓRIO doença pulmonar ou problemas intratorácicos; PADRÃO DE DISPNEIA INSPIRATÓRIA EXPIRATÓRIA MISTA RESTRITIVA OBSTRUTIVA RUÍDOS RONCO - som grosseiro lpico de secreção ou tecido solto em uma área de grande calibre. ESTRIDOR - som anormal e agudo produzido pelo fluxo de ar turbulento nas vias aéreas superiores. ESTERTOR/ CREPITAÇÃO - ruído causado pela abertura e fechamento repentinos das pequenas vias aéreas inferiores. SIBILO - estreitamento das vias aéreas causadas por qualquer condição que cause broncoconstrição. TIPOS RESPIRATÓRIOS ANORMAIS • COSTAL • ABDOMINAL • SINCRONE • ASSINCRONE ELEVADOR COSTAL INTERCOSTAIS INTERNOS INTERCOSTAIS EXTERNOS M ÚSCULO S IN PIRATÓ RIO S DIAFRAGMA MÚSCULOS EXPIRATÓRIOS INTERCOSTAIS INTERNOS DORSOCAUDAIS TRIANGULARES DO ESTERNO OBSERVE OS PADRÕES RESPIRATÓRIOS OBSERVE OS PADRÕES RESPIRATÓRIOS OBSERVE OS PADRÕES RESPIRATÓRIOS RESUMINDO... adaptado de Vicario & Poveda, 2006 https://www.youtube.com/watch?v=DkTY5XyVbA0 https://www.youtube.com/watch?v=DkTY5XyVbA0 AFECÇÕES FREQUENTES SIND. BRAQUICEFÁLICOS PARALISIA DE LARINGE COLAPSO DE TRAQUEIA BRONQUITE CRÔNICA ASMA FELINA EFUSÃP PLEURAL PNEUMOTÓRAX HÉRNIA DIAFRAGMÁTICA EDEMA PULMONAR CONTUSÃO PULMONAR PNEUMONIA FLAIL CHEST OBESIDADE ESTRESSE INTERMAÇÃO DISPNEIA INSPIRATÓRIA EXPIRATÓRIA MISTA PADRÃO OBSTRUTIVO RESTRITIVO CAVIDADE NASAL LARINGE TRAQUEIA CERVICAL BRONQUITE CRÔNICA ASMA FELINA SONS RESPIRATÓRIOS NÃO EFUSÃO PLEURAL/PNEUMOTORAX HÉRNIA DIAFRAGMÁTICA EDEMA PULMONAR PNEUMONIA SIM GARANTIR EXPANSÃO TORÁCICA? ALERTA: Engurgitamento jugular unilateral, percussão 2mpânica, ausência de bulhas e ruídos vesiculares TORACOCENTESE • Procedimento simples; • Diagnós2ca e terapêu2ca; • Indicações: • desconforto respiratório, • suspeita de efusão pleural; • suspeita de pneumotórax DRENO TORÁCICO • Procedimento cirúrgico; • Indicações: • Quando paciente necessita toracocenteses repe2das, • Paciente com piotórax, • Pós de cirurgia torácica. hqps://www.youtube.com/watch?v=T0NLJ_ic43E https://www.youtube.com/watch?v=T0NLJ_ic43E REDUZIR CONGESTÃOREESTABELECER PRESSÃO - AMBU/VENTILAÇÃO MECÂNICA CIRCULAÇÃO • Conter danos e grandes hemorragias; • Iden2ficar sinais de falha perfusional; • Buscar um acesso venoso; • Repor a volemia por metas; • Localizar hemodinamicamente FONTE: Fernanda Alves IDENTIFICAR HEMORRAGIAS IDENTIFICAR HEMORRAGIAS X- HEMORRAGIA GRAVE • Conter hemorragias graves; • externas “Mesmo que situações que envolvam as vias aéreas matem mais rápido, epidemiologicamente, a hemorragia é o que mais mata no trauma”. Sinais de comprometimento • Mucosas pálidas, cianó2cas, hiperêmicas; • TPC < ou >; • Pulso fraco e/ou arrítmico; • Borborigmos intes2naisreduzidos; • Extremidades frias; • Bradicardia OU Taquicardia; • Lactato elevado; • Alterações de linha central. IDENTICANDO FALHA PERFUSIONAL CIRCULAÇÃO • Tratamento dependerá da possível causa do colapso circulatório: • Bolus de fluido • Vasopressores, inotrópicos, an2arrítmicos • Pericardiocentese • Massagem externa ou interna • Controle da hemorragia – cirurgia de controle de danos • Empacotamento OBTENDO ACESSO VASCULAR Veias periféricas: • Palpe e veja a v. cefálica • Se não possível, verifique a v. safena e/ou v.femoral e se necessário disseque (flebotomia) • Se não for efetiva, disseque a v. jugular • Coloque o maior cateter que possa ser seguro e confortável; • Lavagem a cada 4h com SF ou sol. heparinizada (1-5 U/100mL) • Podem permanecer até 72h; • Equipos- 4 dias. hqps://www.youtube.com/watch?v=eShsAy7oL3k Com o sangue do canhão do cateter à quarteto de emergência Ht%, pt, glicemia e lactato https://www.youtube.com/watch?v=eShsAy7oL3k CATETERES PERIFÉRICOS Material do cateter- poliuretano; 305 mL/min 200 mL/min 95 mL/min 65 mL/min 35 mL/min 23 mL/min ACESSO INTRAÓSSEO INDICAÇÕES • Filhotes, gatos hipovolêmicos e pacientes em colapso circulatório grave; • Via temporária à até que o acesso venoso seja possível; • Agulha de aspiração espinhal ou hipodérmica; • Locais: fossa trocantérica do fêmur, super^cie plana medial proximal da lbia, asa do íleo e o tubérculo maior do úmero; • Administração de fluidos e medicamentos TÉCNICA Manual BSAVA, 2013 CATETER CENTRAL https://www.youtube.com/watch?v=rrNCgaFkVt4 CATETER TOTALMENTE IMPLANTADO (PORT-O-cath) https://www.youtube.com/watch?v=awP8nySQx-Y Técnica de “Seldinger” QUAL CONDUTA? QUAL FLUIDO? DISABILITY • Proteger a coluna; • Avaliar estado mental e resposta a eslmulos; • Glasgow modificado ou AVDN • Tratar a dor; • Verificar glicemia; • Buscar sinais de aumento de PIC; @ terapiaintensivaveterinaria ESCALA AVDN / GLASGOW MODIFICADA SINAIS DE TCE FONTE:@ terapiaintensivaveterinaria EXPOSURE • Busque por ferimentos, deformidades; • Faça tricotomia ampla em locais com feridas e as explore com sonda estéril; • Checar a temperatura e ajustar o ambiente; • Re2rar tóxicos; ABORDAGEM SECUNDÁRIA A CRASH PLAN A – AIRWAY – verificar obstruções parciais C – CIRCULATION – mucosas , PAS, TPC, pulso, perfusão R – RESPIRATORY – esforço respiratório, padrão e profundidade, ausculta A – ABDOMINAL – ausculta abdominal, palpação, busca por ferimentos S – SPINE – alinhamento espinhal, dor, ferimentos, dor superficial e profunda H – HEAD – Exame neurológico, exame de cavidade oral, nasal, de orelha P – PELVIS – verificar pelve, canal pélvico, órgãos pélvicos L – LEGS – exame ortopédico A – ARTERIES – avaliar as principais artérias N – NERVES – avaliar nervos periféricos CONSIDERAÇÕES FINAIS “Na recepção deve-se assumir que todos os pacientes estão à beira da morte e que muito da “hora de ouro” já passou. Portanto, a luta pela sobrevivência começa imediatamente. O tratamento é iniciado antes do diagnós2co – uma quebra no protocolo necessária. A reanimação e a estabilização têm prioridade, já que muitas das vi2mas de trauma, morrem esperando um diagnós2co.” Shock Trauma Cri.cal Care MATERIAL DE APOIO ARTIGOS: LIVROS: Tratado de Medicina Interna de cães e gatos- cap 2 E 3; Emergências de pequenos animais – capítulo 13; Small animal critical care medicine- cap 2; Triage of the veterinary pa2ent; Prac2cal approach to the cat with respiratory distress; Cricothyrotomy: possible first-choice emergency airway access for treatment of acute upper airway obstruc2on in dogs and cats; FLAIL CHEST: DIAGNOSIS & BANDAGING;