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tics 10 Quimioprofilaxia

Resumo sobre quimioprofilaxia para contactantes de meningites bacterianas: descreve meningite e agentes (meningococo, pneumococo, H. influenzae), indicação de profilaxia (H. influenzae e meningococo), contato próximo, rifampicina, prazo ideal 48h, monitoramento 10 dias e vacina para <1 ano.

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Aluno (a): Thaynara Parente Carvalho 
Data: 07/10/2022 
 TIC’s 10 Quimioprofilaxia 
Quimioprofilaxia - quais são as indicações para contactantes de meningites 
bacterianas? Como deve ser realizada? 
O sistema nervoso central é envolvido por três membranas, as meninges, 
chamadas de dura-máter, aracnoide e pia-máter, no sentido mais superficial para mais 
profundo. Estas têm a função de proteger, estabilizar, dar forma e posição ao sistema 
nervoso central. 
A meningite é um processo inflamatório das meninges que envolve as duas 
membranas cerebrais mais internas (pia-máter e aracnoide), que pode também atingir 
rapidamente o líquido cefalorraquidiano (presente entre essas duas membranas, no espaço 
subaracnóideo) e, com a evolução do quadro, o tecido nervoso. 
A meningite viral é a etiologia de maior frequência, entretanto, a bacteriana é 
relatada como uma afecção de grande importância, devido à sua alta mortalidade e 
morbidade em comparação com as virais, e ocorre principalmente em crianças de regiões 
de baixa situação econômico-social. 
Existem três principais agentes etiológicos causadores da meningite bacteriana: 
• Neisseria meningitidis 
• Streptococcus pneumoniae 
• Haemophilus influenzae. 
A doença meningocócica, que tem como agente etiológico a Neisseria 
meningitidis (meningococo), caracteriza-se por uma infecção bacteriana aguda. Quando 
está na forma invasiva apresenta uma ou mais síndromes clínicas – a meningite 
meningocócica, que ocorre com maior frequência, e a meningococcemia, que é 
caracterizada como a forma mais grave. 
Cerca de 25% das pessoas acometidas apresenta os seguintes sintomas mais 
comuns que aparecem nas primeiras 24 horas: febre, cefaleia intensa e persistente, rigidez 
 
 
 
 
da nuca, náuseas e vômitos, confusão e rebaixamento do nível de consciência, convulsões, 
fadiga, dores musculares e fraqueza, sensibilidade ocular, erupção cutânea, tonturas. 
A quimioprofilaxia é a melhor medida para prevenção de casos secundários e de 
surtos. Está indicada somente para os contatos próximos de casos de meningite por H. 
influenzae e doença meningocócica. Considera-se como contato próximo moradores do 
mesmo domicílio, indivíduos que compartilham o mesmo dormitório (em alojamentos, 
quartéis, entre outros), parceiros, estudantes de creches e escolas, pessoas diretamente 
expostas às secreções do paciente, indivíduo que conviveu com o doente por quatro ou 
mais horas diárias, por pelo menos cinco dos sete dias que antecederam a admissão 
hospitalar do caso. 
A droga de escolha é a Rifampicina. 
Deve ser iniciada, idealmente, até 48 horas da exposição, podendo ser usada até 
10 dias no caso de doença meningocócica ou até 30 dias no caso do Haemophilus 
influenza. Todos os contatos devem ser monitorados durante 10 dias. Para os menores de 
um ano contactantes não vacinados, deve ser utilizada a vacina tetravalente nas 
meningites por H. influenzae. 
A profilaxia para o profissional de saúde é indicada somente para casos com 
exposição às secreções respiratórias e vômitos do doente, durante procedimentos 
invasivos como intubação orotraqueal, ou quando permaneceram no mesmo ambiente que 
o doente por um período superior a quatro horas, sem utilização de equipamentos de 
proteção individual. 
 
 
 
 
 
Referência Bibliográfica: 
Martins, Carla Sofia Horta. Meningites Microbianas. Projeto de Pós-Graduação/ 
Dissertação apresentado à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos 
para obtenção do grau de Mestre em Ciências Farmacêuticas. 2013. 
 Martins HS et al. Emergências clínicas: abordagem prática. 12a edição. São Paulo: 
Manole, 2017. 
BRASIL. Ministerio da Saúde. Acesso em : 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_saude_volume_1.pdf 
 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_saude_volume_1.pdf

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