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Histologia do 
Sistema 
Digestório 
•Composto pela cavidade oral, esôfago, 
estômago, intestinos delgado e grosso, 
e suas glândulas associadas; 
•Tem função de obter moléculas 
necessárias para a manutenção, o 
crescimento e as demais necessidades 
energéticas do organismo a partir dos 
alimentos ingeridos; 
•A camada mais interna que compõe o 
sistema digestório (mucosa) constitui 
uma barreira protetora entre o 
conteúdo luminal e o meio interno do 
organismo; 
•Na boca o alimento é umedecido pela 
saliva (+ inicia a digestão de 
carboidratos) e triturado pelos dentes. 
No estômago e no intestino delgado, o 
alimento é transformado em seus 
componentes básicos e absorvido. No 
intestino grosso ocorre a absorção de 
água, tornando semissólido o conteúdo 
luminal que não foi totalmente 
digerido. 
ESTRUTURA GERAL 
•O sistema digestório é basicamente 
um tubo oco composto por lúmen, cujo 
diâmetro varia. Possui 4 camadas 
distintas em sua composição: 
1) Mucosa – Composta por um 
revestimento epitelial, uma 
lâmina própria e uma camada 
muscular da mucosa. 
A lâmina própria é de tecido 
conjuntivo frouxo rico em vasos 
sanguíneos e linfáticos e células 
musculares lisas. A muscular da 
mucosa geralmente é composta 
por duas subcamadas delgadas 
de células musculares lisas: uma 
circular interna e outra 
longitudinal externa. Elas 
promovem o movimento da 
camada mucosa 
independentemente de outros 
movimentos do sistema 
digestório, de forma a aumentar 
o contato da mucosa com o 
alimento. 
2) Submucosa – Composta por 
tecido conjuntivo com muitos 
vasos sanguíneos e linfáticos e 
um plexo nervoso submucoso 
(de Meissner). Pode conter 
glândulas e tecido linfoide. 
3) Muscular – Contém células 
musculares lisas orientadas em 
espiral. A camada interna 
geralmente é circular, e a 
externa é majoritariamente 
longitudinal. Entre essas 
subcamadas, observa-se o plexo 
nervoso mioentérico (plexo de 
Auerbach) e tecido conjuntivo 
contendo vasos sanguíneos e 
linfáticos. As contrações dessa 
camada são geradas e 
controladas pelos plexos 
nervosos, e impulsionam e 
misturam o alimento ingerido 
no sistema digestório. 
4) Serosa ou Adventícia – Em 
órgãos que possuem peritônio, 
há serosa. Nos órgãos 
retroperitoneais, a última 
camada é a adventícia. 
Serosa = Tecido conjuntivo 
frouxo + mesotélio (epitélio 
pavimentoso simples). É o 
peritônio visceral, e está em 
continuidade com o mesentério. 
Adventícia = Tecido conjuntivo 
frouxo + tecido adiposo. 
•As principais funções do revestimento 
da mucosa são: prover uma barreira 
seletivamente permeável, facilitar o 
transporte e a digestão de alimentos, 
promover a absorção dos produtos da 
digestão, e produzir hormônios que 
regulem a atividade desse sistema; 
•Algumas células presentes na camada 
mucosa produzem muco para 
lubrificação e proteção; 
•A lâmina própria é uma região rica em 
macrófagos e células linfoides, e 
algumas dessas células produzem Iga, 
anticorpo eficaz na proteção contra 
invasões virais e bacterianas. 
→ Megacólon congênito, doença de 
Chagas e diabetes = Alterações nos 
plexos nervosos do sistema digestório, 
resultando em distúrbios da motilidade. 
→A grande quantidade de fibras do 
sistema nervoso autônomo contribui 
para os efeitos gastrintestinais de 
estresses emocionais; 
CAVIDADE ORAL 
 •Revestida por um epitélio 
pavimentoso estratificado, 
queratinizado ou não. 
A queratina pode ser observada na 
gengiva e no palato duro, objetivando-
se a proteção dessas regiões durante a 
mastigação. 
O epitélio não queratinizado é 
observado no palato mole, nos lábios, 
nas bochechas e no assoalho da boca; 
•Nos lábios há uma transição do 
epitélio oral não queratinizado para o 
queratinizado da pele; 
•O palato mole tem, em seu centro, 
músculo estriado esquelético, glândulas 
mucosas e nódulos linfoides. 
LÍNGUA 
 
 
•Massa de músculo estriado 
esquelético. As suas fibras se 
entrecruzam em 3 planos; 
•A superfície ventral é lisa, e a dorsal, 
irregular A última é recoberta por 
papilas gustativas; 
•Posteriormente ao sulco terminal, a 
superfície lingual apresenta saliências 
compostas por agregados linfoides 
(grupos de nódulos e tonsilas linguais). 
•As papilas linguais são elevações do 
epitélio oral e da lâmina própria. Podem 
ser de 4 tipos: filiformes, fungiformes, 
foliadas e circunvaladas. 
- FILIFORMES = Formato cônico 
alongado. Estão sobre toda a superfície 
dorsal da língua e têm a função 
mecânica de fricção. 
- FUNGIFORMES = Assemelham-se a 
cogumelos. Têm poucos botões 
gustativos em sua superfície posterior e 
estão irregularmente distribuídas entre 
as papilas filiformes. 
- FOLIADAS = Pouco desenvolvidas em 
humanos. 
- CIRCUNVALADAS = Estruturas 
circulares grandes, distribuídas na 
região do sulco terminal, na parte 
posterior da língua. Apresenta várias 
glândulas serosas (glândulas de von 
Ebner), que produzem uma lipase ligual. 
Esta previne a formação de uma 
camada hidrofóbica sobre os botões 
gustativos e é ativa no estômago, 
podendo digerir lipídios. 
• Os botões gustativos repousam sobre 
uma lâmina basal e têm em sua região 
apical microvilosidades. Têm formato 
de cebola. 
 
 
DENTES 
• 32 permanentes: 8 incisivos, 4 caninos, 
8 pré-molares, e 12 molares; 
•Dentes de leite = decíduos (26); 
ESÔFAGO
 
 
 
 
•Contém as mesmas camadas que o 
resto do sistema digestório; 
•A mucosa é revestida por epitélio 
pavimentoso estratificado não 
queratinizado. Na lâmina própria da 
região próxima ao estômago existem 
glândulas esofágicas da cárdia, que 
secretam muco; 
•Na submucosa também existem 
glândulas esofágicas, sendo essa uma 
característica especial. Essas glândulas 
secretam muco, que facilita o 
transporte de alimento e protege a 
mucosa; 
•Na camada muscular, existem dois 
tipos de fibra muscular: estriadas 
esqueléticas no terço superior, estriadas 
esqueléticas + lisas no terço médio, e 
lisas no terço inferior; 
•Somente a porção do esôfago que 
está na cavidade peritoneal tem a 
serosa como 4ª camada. O restante tem 
a adventícia, que se mistura com o 
tecido conjuntivo circundante. 
ESTÔMAGO 
 
• Segmento dilatado, cuja principal 
função é transformar o bolo alimentar 
em uma massa viscosa (quimo), através 
da atividade muscular e química; 
•Digestão química = Continuação da 
digestão de carboidratos, adição de HCl 
ao alimento ingerido, digestão parcial 
de proteínas (pepsina) e digestão 
parcial de triglicerídeos (lipases gástrica 
e lingual); 
•Produz fator intrínseco e hormônios; 
•As camadas mucosa e submucosa do 
estômago não distendido repousam 
sobre dobras longitudinais; 
→Mucosa: 
•Formada por epitélio glandular, 
tubular e ramificado, que desemboca 
na fosseta gástrica; 
•Todo o epitélio gástrico está em 
contato com a lâmina própria (tecido 
conjuntivo frouxo), que tem células 
musculares lisas e linfoides; 
•Somente o epitélio da mucosa + a sua 
lâmina própria constituem a fosseta 
gástrica; 
 
•Existem invaginações no epitélio de 
revestimento, que compõem as fossetas 
gástricas; 
•O epitélio é colunar simples e todas as 
células são secretoras de muco alcalino. 
Esse muco existe para proteger as 
células estomacais do conteúdo rico em 
HCl; 
•A barreira de proteção da mucosa 
gástrica é constituída pelas junções de 
oclusão entre as células superficiais e 
da fosseta; 
•A lâmina própria e a submucosa 
possibilitam a nutrição e a drenagem de 
metabólitos tóxicos, em razão da sua 
intensa vascularização; 
•Fatores endógenos de agressão à 
mucosa: HCl, pepsina e lipases; 
Região cárdica do estômago: 
-A mucosa tem glândulas tubulares 
simples ou ramificadas, muitas células 
secretoras produzem muco e lisozima, e 
outras parietais produzem H+ e Cl-. 
Fundo e corpo do estômago: 
-Mucosa também preenchida por 
glândulas tubulares,que têm 3 regiões 
diferentes – Istmo (células mucosas, 
células-tronco e células 
oxínticas/parietais), colo (células-tronco, 
mucosas e oxínticas/parietais) e base 
(células oxínticas e zimogênicas). 
-As células enteroendócrinas estão no 
colo e na base das glândulas. 
◙ CÉLULAS-TRONCO = Alta taxa de 
mitoses; 
◙ CÉLULAS MUCOSAS = Formato 
irregular, com núcleos na base das 
células e grânulos de secreção 
próximos à superfície apical; 
◙ CÉLULAS OXÍNTICAS = Núcleo 
esférico e citoplasma muito acidófilo, 
em razão da abundância de 
mitocôndrias. Apresentam canalículos 
intracelulares durante a secreção de H+ 
e Cl-. Sua atividade secretora é 
estimulada por descargas 
parassimpáticas, histamina e gastrina 
(os dois últimos são secretados pela 
própria mucosa); 
◙ CÉLULAS ZIMOGÊNICAS = Muito 
basófilas, em razão do retículo 
endoplasmático granuloso em 
abundância. Secretam pepsinogênio 
(convertido em pepsina no estômago) e 
lipases. 
◙CÉLULAS ENTEROENDÓCRINAS = 
Secretam 5-hidroxitriptamina e 
ghrelina. 
 
 
 
 
 
 
→ GASTRITE ATRÓFICA – Acontece 
quando o suco gástrico apresenta 
pouca ou nenhuma atividade de ácido 
ou pepsina. Resulta em anemia 
perniciosa (distúrbio na produção de 
hemácias). 
Região pilórica do estômago: 
-Fossetas gástricas profundas nas quais 
as glândulas pilóricas, tubulosas simples 
ou ramificadas, se abrem. Apresenta 
fossetas mais longas e glândulas mais 
curtas se comparada à região da cárdia. 
-A atividade das células G (produtoras 
de gastrina) ocorre pelo estímulo 
parassimpático, pela presença de 
aminoácidos e aminas, e pela distensão 
das paredes do estômago. A gastrina, 
então, ativa a produção de ácido pelas 
células parietais; 
→Submucosa: Composta de tecido 
conjuntivo moderadamente denso, rico 
em vasos sanguíneos e linfáticos, 
células linfoides e macrófagos. 
→Muscular: Fibras em 3 orientações 
(oblíqua, circular e longitudinal). No 
piloro, a camada circular é mais 
expressa. 
→Serosa: Membrana muito delgada. 
INTESTINO DELGADO 
 
Duodeno, jejuno e íleo 
•Sítio terminal de digestão dos 
alimentos, absorção de nutrientes e 
secreção endócrina; 
•Absorção de nutrientes pelas células 
epiteliais de revestimento; 
•Três segmentos – Duodeno, jejuno e 
íleo; 
•O comprimento do órgão é um dos 
fatores importantes para o aumento da 
superfície de contato com o bolo 
alimentar; 
→Mucosa: Série de pregas 
permanentes (plicae circularis) em 
forma semilunar, circular ou espiral, que 
são dobras da mucosa e da submucosa. 
Essas pregas são mais desenvolvidas do 
jejuno. 
Apresenta vilosidades intestinais 
(projeções alongadas formadas pelo 
epitélio e sua lâmina própria). 
O epitélio de revestimento é cilíndrico 
simples, formado por células absortivas 
(enterócitos) e células caliciformes, que 
se continua com o epitélio das criptas 
(células absortivas, caliciformes, 
enteroendócrinas, de Paneth e células-
tronco). 
A cripta tem um formado tubular e 
representa o compartimento 
proliferativo do intestino. 
 
 
 
-As células absortivas são colunares 
altas, contendo núcleo oval em sua 
porção basal. Possuem borda em 
escova (microvilosidades). Têm como 
principal função a internalização das 
moléculas e dos nutrientes produzidos 
durante a digestão, e produzem 
enzimas como as dissacaridases e 
dipeptidases; 
-Grande parte da absorção lipídica 
ocorre no duodeno e no jejuno 
proximal; 
-Células caliciformes estão distribuídas 
em meio às células absortivas, mas 
estão em maior quantidade no intestino 
grosso. Produzem mucinas 
(glicoproteínas ácidas), que originam o 
muco. A função do muco é proteger e 
lubrificar o revestimento do intestino; 
 
-Células de Paneth ficam na região 
basal das criptas intestinais. Contém 
grânulos de secreção, ricos em lisozima 
e defensina, que permeabilizam e 
digerem a parede de bactérias; 
 
-Células-tronco ficam no terço basal da 
cripta; 
-Células M são células epiteliais 
especializadas que recobrem os 
folículos linfoides das placas de Peyer, 
no íleo. Têm inúmeras invaginações 
basais que possuem muitos linfócitos e 
APCs (macrófagos). Células M podem 
captar antígenos por endocitose e 
transportá-los aos macrófagos e células 
linfoides subjacentes, que migram para 
outros compartimentos do sistema 
linfoide (nódulos), onde as respostas 
imunológicas são iniciadas. Essas 
células são um elo importante na 
defesa imunológica intestinal. A sua 
lâmina basal é descontínua, facilitando 
o trânsito entre o tecido conjuntivo e 
essas células; 
-Imunoglobulinas A são encontradas 
nas secreções mucosas, e são 
sintetizadas por plasmócitos; 
-GALT – Linfócitos, IgA, macrófagos e 
junções oclusivas; 
 
-A lâmina própria é composta por 
tecido conjuntivo frouxo com vasos 
sanguíneos e linfáticos, fibras nervosas 
e musculares lisas. Preenche o centro 
das vilosidades intestinais. 
-A muscular da mucosa é comum. 
 
→Células endócrinas: Células com 
características de sistema 
neuroendócrino difuso. Seus 
hormônios, secretados por estímulos, 
podem exercer efeitos parácrinos ou 
endócrinos. 
Podem ser classificadas em: 
1) Tipo aberto – O ápice das células 
apresenta microvilosidades e está em 
contato com o lúmen do órgão. São 
mais alongadas, com microvilosidades 
irregulares e grânulos de secreção no 
citoplasma; 
2)Tipo fechado – O ápice das células 
está recoberto por outras células 
epiteliais. 
→Camada submucosa: Contém, na 
porção inicial do duodeno, glândulas 
tubulares enoveladas ramificadas 
(glândulas duodenais). Elas secretam 
muco alcalino, protegendo a mucosa 
duodenal contra a acidez do suco 
gástrico, neutralizando o quimo. Essa 
característica no duodeno é muito 
específica. 
É nesta camada que se localizam as 
placas de Peyer, e a maioria delas está 
no íleo. 
→Camadas musculares: Bem 
desenvolvidas nos intestinos, 
compostas por uma lâmina circular 
interna e uma longitudinal externa. 
→Vasos e nervos: Os vasos sanguíneos 
removem os produtos da digestão, 
penetram a muscular da mucosa e 
formam um grande plexo na 
submucosa. 
 
Os vasos linfáticos surgem como 
capilares de fundo cego no centro das 
vilosidades. Esse tipo de vaso é 
especialmente importante para a 
absorção de lipídios, pois a circulação 
sanguínea não aceita com facilidade as 
lipoproteínas produzidas pelas células 
absortivas 
A contração das vilosidades intestinais 
auxilia na propulsão da linfa dos 
capilares para os vasos linfáticos 
mesentéricos. 
A inervação apresenta um componente 
intrínseco e outro extrínseco. 
A) Intrínseco = Plexo de Meissner 
(submucoso) e plexo de Auerbach 
(mioentérico). Contém neurônios 
sensoriais que recebem sinais quanto à 
composição do conteúdo intestinal e ao 
grau de distensão da parede intestinal. 
 
Submucoso 
 
Mioentérico 
B) Extrínseca = Sistema nervoso 
autônomo, formada por fibras 
colinérgicas parassimpáticas (estimulam 
a atividade da musculatura lisa) e 
adrenérgicas simpáticas (deprimem a 
atividade da musculatura lisa). 
DUODENO 
 
JEJUNO 
 
ÍLEO 
 
Perceba as diferenças: 
O que caracteriza o duodeno são as 
glândulas mucosas. 
O que caracteriza o íleo é a presença 
das placas de Peyer. 
O que caracteriza o jejuno é a ausência 
das duas caractetísticas acima. 
INTESTINO GROSSO 
•Constituído por ceco, cólon 
ascendente, cólon transverso, cólon 
descendente, cólon sigmoide, reto e 
ânus; 
•A camada mucosa não tem pregas, 
exceto no reto, e também não possui 
vilosidades; 
•As criptas são longas e apresentam 
abundância de células caliciformes, e 
um pequeno número de células 
enteroendócrinas; 
•As células absortivas são colunares e 
contém microvilosidades curtas e 
irregulares; 
•Tem função de absorver água do quilo, 
fermentá-lo, formar a massa fecal e 
produzir muco para reduzir atritos 
durante a passagem dessa massa pelo 
canal.A absorção de água é passiva, seguindo 
o gradiente de concentração de sódio. 
Imagem 
• A lâmina própria é rica em células 
linfoides e nódulos (GALT). Essa riqueza 
imunológica está relacionada com a rica 
microbiota do intestino grosso; 
•A camada muscular é constituída pelas 
lâminas circular e longitudinal. Essa 
última se une em três bandas espessas, 
denominadas tênias do cólon; 
•Nas porções livres do colo, a camada 
serosa apresenta apêndices epiploicos; 
•Na região anal, a mucosa forma várias 
dobras longitudinais: as colunas retais. 
2 centímetos acima do orifício anal, a 
mucosa intestinal é substituída por 
epitélio pavimentoso estratificado (linha 
pectínea). Nessa região há um plexo de 
veias grandes, que quando 
excessivamente dilatadas e varicosas, 
provocam hemorroidas. 
•O apêndice é um divertículo do ceco. 
Apresenta lúmen irregular, pequeno e 
estreito. Tem abundantes nódulos 
linfoides em sua parede, e menos 
glândulas intestinais. Não apresenta as 
tênias do cólon. 
Por ter um fundo cego, o seu conteúdo 
não é renovado rapidamente, sendo 
por isso um local frequente de 
inflamação. Essa inflamação pode 
progredir até a destruição dessa 
estrutura. 
ADENOCARCINOMA – Tumor derivado 
de células glandulares epiteliais 
secretoras. 
CARCINOMA – Tumor derivado de 
células epiteliais de revestimento. 
 
ÓRGÃOS ASSOCIADOS 
•Glândulas salivares, pâncreas, fígado e 
vesícula biliar; 
•Saliva → Umidificar e lubrificar a 
mucosa oral e o alimento, iniciar a 
digestão de carboidratos e lipídios, 
menter um pH neutro na cavidade oral 
e secretar substâncias germicidas 
protetoras (IgA, lisozima e lactoferrina); 
Imagem nota 2 
•Pâncreas → Produzir enzimas 
digestivas que atuam no intestino 
delgado, secretar insulina e glucagon; 
•Fígado → Produzir a bile, metabolizar 
lipídios, carboidratos e proteínas, 
inativar e metabolizar substâncias 
tóxicas, medicamentos e fármacos. 
Participa do metabolismo do ferro, da 
síntese de proteínas plasmáticas e 
fatores de coagulação; 
•Vesícula biliar → Absorve água da bile, 
concentrando-a. 
GLÂNDULAS SALIVARES 
•Produzem a saliva (funções digestiva, 
lubrificante e protetora); 
•Parótida, submandibular e sublingual; 
•As glândulas maiores são recobertas 
por uma cápsula de tecido conjuntivo 
rico em fibras colágenas; 
•Suas terminações secretoras podem 
ter células serosas ou mucosas, além 
das mioepiteliais não secretoras. Essa 
porção secretora conta com um sistema 
de ductos, cujos componentes 
modificam a saliva à medida que a 
conduzem para a cavidade oral; 
→Células serosas = Formato piramidal, 
base larga repousando sobre uma 
lâmina basal e um ápice com microvilos 
voltados para o lúmen. Formam ácinos. 
→Células mucosas = Formato cuboide 
ou colunar, com núcleo oval e 
pressionado à base da célula. Seu muco 
contém glicoproteínas importantes, 
como as mucinas. Frequentemente se 
organizam em túbulos (no caso das 
sublinguais, no término dos túbulos 
existem semiluas serosas). 
→Células mioepiteliais= Encontradas 
junto à lâmina basal de terminações 
secretoras e ductos intercalares (porção 
inicial do sistema de ductos, formados 
por células epiteliais cuboides). A sua 
contração acelera a secreção da saliva, e 
ela também evita a distensão excessiva 
da terminação secretora durante a 
secreção. 
→Ducto estriado= Formado pela 
confluência de ductos intercalares. São 
caracterizados por estriações radiais 
que se estendem da base até os 
núcleos. É uma estrutura característica 
de células transportadoras de íons. 
 
 
Tanto os ductos estriados quanto os 
intercalares são intralobulares. 
 
Esses ductos convergem e 
desembocam em ductos maiores 
localizados nos septos de tecido 
conjuntivo — os ductos interlobulares / 
excretores. 
O ducto de cada glândula tem epitélio 
cuboide estratificado, que ao 
desembocar na cavidade oral, torna-se 
pavimentoso estratificado não 
queratinizado. 
•O estímulo parassimpático iniciado 
pelo gosto ou aroma do alimento, 
provoca uma secreção abundante de 
saliva aquosa. 
→Glândula parótida: 
 
Glândula acinosa composta, cuja 
porção secretora só tem células serosas. 
Nessa secreção há intensa atividade de 
amilase. O tecido conjuntivo contém 
plasmócitos e linfócitos, e a IgA 
liberada na saliva é resistente à 
digestão enzimática; 
→Glândula submandibular: 
Tubuloacionosa composta, havendo, 
contudo, predominância de células 
serosas a mucosas. As células serosas 
têm uma fraca atividade de amilase. As 
células que constituem as semiluas 
secretam lisozima. 
→Glândula sublingual: 
Tubuloacinosa, composta 
predominantemente por células 
mucosas, e em menor quantidade, 
serosas. As semiluas serosas secretam 
lisozima. 
 
PÂNCREAS 
 
• Glândula mista exócrina e endócrina, 
que produz enzimas digestivas e 
hormônios; 
•A parte exócrina do órgão é composta 
pelos ácinos, que secretam enzimas. A 
parte endócrina é composta pelas 
ilhotas de Langerhans. 
•A porção exócrina é muito similar à 
lâmina de uma glândula parótida, 
diferindo dela por apresentar as ilhotas 
e não conter ductos estriados. O 
pâncreas também possui células 
centroacinosas, que são a porção intra-
acinosa dos ductos intercalares. 
 
A quantidade de grânulos de secreção 
(zimogênio) varia dentro das células de 
acordo com a fase digestiva; 
•Uma cápsula delgada de tecido 
conjuntivo reveste o pâncreas e envia 
septos para o seu interior, separando-o 
em lóbulos; 
•Os ácinos pancreáticos são 
sustentadas por lâmina basal com fibras 
reticulares; 
•Há a presença de muitos capilares; 
•Há a secreção de proteinases, amilase, 
lipases, fosfolipase A2 e nucleases. A 
maioria dessas enzimas é secretada na 
forma inativa (pré-enzimas), 
protegendo o órgão contra a sua 
autodestruição. O controle dessa 
secreção é exercido pelos hormônios 
secretina e colecistoquinina (células 
enteroendócrinas do intestino); 
•A secreção de secretina é estimulada 
pela presença de ácido no lúmen 
intestinal; 
•A secreção de colecistoquina promove 
a extrusão de grânulos de zimogênio. 
 
Fígado 
 
 
•Segundo maior órgão do corpo, 
localizado na cavidade abdominal, 
abaixo do diafragma; 
•Órgão responsável por processar e 
armazenar nutrientes absorvidos pelo 
sistema digestório. Por isso, diz-se que 
o fígado é uma interface entre o 
sistema digestório e o sangue. Além 
disso, neutraliza e elimina substâncias 
tóxicas, e sintetiza proteínas 
plasmáticas, como a albumina; 
•Todos os nutrientes absorvidos pelo 
intestino chegam ao fígado pela veia 
porta, exceto quilomícrons (lipídios 
complexos), que chegam pela artéria 
hepática; 
•É um órgão revestido por uma cápsula 
delgada de tecido conjuntivo que se 
torna mais espessa no hilo (entrada da 
tríade portal); 
•Existe no órgão uma delicada rede de 
fibras reticulares que suporta os 
hepatócitos e o endotélio dos 
sinusoides; 
•Os hepatócitos estão agrupados em 
placas (lóbulos hepáticos), onde 
formam cordões. Em alguns vértices 
dos lóbulos há espaços porta (3 a 6 por 
lóbulo); 
•Veia porta→ Sangue proveniente do 
sistema digestório, do pâncreas e do 
baço; 
Artéria hepática→ Sangue proveniente 
do tronco celíaco; 
Ducto hepático→ Revestido por epitélio 
cúbico, transporta bile sintetizada por 
hepatócitos. O sentido que a bile 
percorre é o oposto do sangue advindo 
dos outros vasos. 
•As células endoteliais estão separadas 
dos hepatócitos por uma lâmina basal 
descontínua e um espaço subendotelial 
— Espaço de Disse, que tem microvilos 
hepáticos. Essa proximidade e a 
presença de microvilos facilita trocas; 
 
•Os sinusoides são circundados e 
sustentados por fibras reticulares, e 
possuem macrófagos (células de 
Kupffer). A função das CK é metabolizar 
hemácias velhas, digerir hemoglobinas, 
secretar proteínas imunológicas e 
destruir bactérias que eventualmentepenetrem o sangue portal; 
•Células de Ito = Armazenadoras de 
lipídios, que têm inclusões ricas em 
vitamina A. Essas células desempenham 
função de captação, armazenamento e 
liberação de retinoides, síntese e 
secreção e proteínas da matriz 
extracelular e proteoglicanos, secreção 
de fatores de crescimento e citocinas e 
regulação do diâmetro do lúmen 
sinusoidal. 
 
→Suprimento sanguíneo: 80% do 
sangue advém da veia porta (rico em 
nutrientes) e os 20% restantes da 
artéria hepática (rico em nutrientes). 
 
A) Veia porta → Ramifica-se e envia 
vênulas portais interlobulares aos 
espaços porta. As vênulas porta se 
ramificam em vênulas distribuidoras 
que desembocam nos capilares 
sinusoides. Eles correm radialmente e 
convergem para o centro do lóbulo, 
formando a veia central. Essa veia, ao 
deixar o lóbulo em sua base, funde-se à 
veia sublobular. As veias sublobulares 
convergem e formam as veias hepáticas 
 
B) Artéria hepática → Ramifica-se e 
forma as arteríolas interlobulares nos 
espaços porta. Algumas irrigam as 
estruturas do espaço porta, e outras 
desembocam diretamente nos 
sinusoides, promovendo uma mistura 
entre sangue arterial e venoso portal. 
Sua principal função é oxigenar os 
hepatócitos 
O sangue flui da periferia para o centro 
do lóbulo hepático. Consequentemente, 
as substâncias alcançam primeiro as 
células periféricas e depois as centrais, 
havendo, portanto, diferença nos 
comportamentos dessas duas células, 
que se torna mais evidente em 
determinadas patologias. 
 
→Hepatócitos: Células poliédricas de 
citoplasma eosinófilo em razão do 
grande número de mitocôndrias. O 
encontro entre dois hepatócitos 
delimita um espaço tubular — o 
canalículo biliar. 
 
Apresentam, também, junções GAP, 
importantes na comunicação 
intercelular. 
Esses canalículos biliares transportam a 
bile na direção contrária do sangue, do 
centro para a periferia, onde a bile 
adentra nos ductos biliares (canais de 
Hering). Esses ductos têm epitélio 
cuboide ou colunar, e uma bainha 
distinta de tecido conjuntivo. 
Anastomoses sucessivas entre eles 
forma o ducto hepático, que deixa o 
fígado. 
Os hepatócitos têm um ou dois núcleos 
arredondados, que têm um ou dois 
nucléolos, e também são ricos em RE. O 
REL é particularmente muito 
desenvolvido, pois é responsável pelos 
processos de oxidação, metilação e 
destoxificação de várias substâncias. 
A bilirrubina é resultado da quebra da 
hemoglobina e é formada pelo sistema 
mononuclear fagocitário. 
 
O hepatócito geralmente tem 
glicogênio (depósito de glicose 
frequentemente mobilizado). Outras 
organelas importantes nessas células 
são os lisossomos, os peroxissomos, 
mitocôndrias, golgiossomo, etc. 
A secreção de bile pelos hepatócitos é 
uma função exócrina. É uma solução 
rica em ácidos biliares, que são 
importantes na emulsificação de lipídios 
no sistema digestório. 
Lipídios são armazenados no fígado em 
forma de triglicerídeos, e os 
carboidratos como glicogênio. 
O fígado também armazena vitaminas, 
como a vit A. 
Os hepatócitos são responsáveis pelo 
processo de gliconeogênese. 
→Regeneração hepática: O órgão tem 
um ritmo lento de renovação celular, 
mas a capacidade regenerativa é 
extraordinária (multiplicação de 
hepatócitos). 
 
Trato Biliar 
 
•A bile produzida flui na seguinte 
ordem: 
Canalículos biliares → Dúctulos biliares 
(canais de Hering) → Ductos biliares → 
Ductos hepáticos direito e esquerdo → 
Ducto hepático →Ducto colédoco; 
•Os ductos hepático, cístico e biliar 
comum são revestidos por um epitélio 
colunar simples. 
→Vesícula biliar: Órgão oco em formato 
de pera. Seu epitélio de revestimento é 
colunar simples. Possui lâmina própria 
+ camada de músculo liso + camada de 
tecido conjuntivo perimuscular (ao 
redor do músculo liso) + membrana 
seosa. 
-Camada mucosa: pregas abundantes, 
particularmente evidentes quando a 
vesícula está vazia. As células epiteliais 
têm núcleo basal e são capazes de 
secretar muco. Essa camada pode 
apresentar glândulas mucosas 
tubuloacinosas. 
-A sua principal função é armazenar 
bile, concentrá-la através da absorção 
de água e secreta-la quando necessário. 
O processo de secreção é induzido pela 
contração da musculatura lisa da 
vesícula em resposta à secreção de 
colecistoquinina.

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