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Prévia do material em texto

A CULTURA
DA MAMONA
Autores:
Carolina Souza de Castro
Jônathas Eugênio Silva
PET Agronomia
UFC
ESTE É UM FOLDER
EDUCATIVO QUE FOI
CONFECCIONADO PELOS
ESTUDANTES DO
PROGRAMA DE
EDUCAÇÃO TUTORIAL
(PET AGRONOMIA UFC).
BOA LEITURA!
OLÁ
A cultura da mamona (Ricinus communis L.) pertencente à família
Euphorbiaceae é originária da Etiópia, mas possui outros centros de
diversidade. A espécie é caracterizada como uma espécie tropical, é
considerada rústica, heliófila e possui uma grande diversidade
fenotípica, como diferentes hábitos de crescimento, cor das folhas,
formato das folhas, cor do caule, tamanho da planta, teor de óleo das
sementes, frutos com ou sem espinhos e outras. Além disso seus frutos
podem ser deiscentes ou indeiscentes, dependendo da cultivar. 
A cultura é uma oleaginosa, que
rende cerca de 50% da semente e
possui um componente bastante
singular, o ácido ricinoleico, que
possui uma hidroxila ligada
diretamente à cadeia de carbono,
que compõe cerca de 90% do seu
óleo. Esse ácido graxo possui
características químicas e físicas
que se destacam em comparação
aos óleos de outros vegetais como,
por exemplo, possuindo uma boa
estabilidade térmica, possui alta
viscosidade e é solúvel em solventes
de baixa polaridade, tendo diversos
tipos de aplicação nas diferentes
indústrias.
Figura 1: Sementes da mamona.
Figura 2: Diferentes folhas da mamoneira.
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INTRODUÇÃO
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O consumo mundial da mamona é em torno de 1,5toneladas tendo como
principais consumidores internacionais a Alemanha, china, França, EUA,
Canadá, argentina dentre outros, além do próprio Brasil, isso é
justificado, pois a mamona é uma matéria prima de caráter mundial.
Outrossim, isso tem tendência a aumentar, entretanto um dos grandes
empasses nesse crescimento produtivo, assim como o de muitas outras
culturas, é a falta de estrutura do setor produtivo. 
O Brasil já foi o maior produtor de mamona em escala mundial, entretanto
a Índia tem ganhado mercado e mantem-se firme produzindo cerca de
85% de toda a produção de mamona do mundo. Atualmente, o Irecê é a
cidade brasileira, baiana com o principal polo da produção de mamona,
isso deve-se a comunidade como um todo ser estruturada e capacitada
para lidar com esse tipo de cultura, além da importância de a mamona
estar bastante presente na mente da população. Além disso, o Mato
grosso e o oeste baiano têm se destacado bastante quanto a produção
de mamona.
É importante enfatizar, que a cultura da mamona se adapta bem a
qualquer região do país, ou seja, o problema não se centraliza em
questões climáticas, mas de fato na cadeia produtiva. Dessa forma, para
o crescimento dessa cultura é necessário que a cadeia produtiva se
organize e se estruture. Além disso, faz-se necessário fomentar o
conhecimento das pessoas quanto aos benefícios e utilidade da mamona
e consequentemente ocorrerá uma maior adesão ao consumo do produto. 
 
 
EXPLORAÇÃO
O fruto da mamona, ou baga, possui uma
substância tóxica, a ricina. Esta toxina é uma
glicoproteína que se liga à outras substâncias
que estão presentes na superfície das células
dos animais vertebrados, permitindo a
internalização dessa toxina por endocitose. Além
disso, é uma proteína inibidora de ribossomos
(RIP), pois é capaz de clivar o RNA ribossômico
28S, em um local específico, que resulta em
inibição irreversível da síntese proteica e
eventual morte celular. Portanto, cuidado! A
toxina é liberada das sementes quando suas
cascas são rompidas e a mastigação ou
trituração das sementes facilita a liberação.
CURIOSIDADE
A cultura é bastante adaptada as diversas regiões do país, entretanto,
alguns fatores edafoclimáticos podem comprometer a sua produção.
Mesmo sendo uma cultura tolerante à seca, a mamoneira necessita de
chuvas regulares durante o seu desenvolvimento, sendo a melhor
época para se plantar a da estação chuvosa. Entretanto, a cultura é
sensível a excesso de umidade, principalmente nos períodos de
plântula, maturação dos frutos e colheita. As temperaturas ótimas para
seu desenvolvimento estão entre 20 a 30°C. A cultura se adapta bem a
diferentes solos, entretanto este pode ser um fator muito limitante. 
Ela não tolera solos muito argilosos, que podem ser sujeitos a
encharcamentos e os salinos e/ou sódicos. O ideal é que os solos sejam
férteis, profundos e bem drenados. O solo deve ser preparado, sempre
que possível, para seu plantio e, apesar da planta ser considerada
rústica, para fins de boa produção é necessário se ter um manejo
deadubação adequado, fazendo-se análises de solo sempre que
possíveis, além de calagem, quando necessária.
 O manejo de plantas daninhas é muito
importante, principalmente no início do
desenvolvimento da cultura, pois seu
desenvolvimento inicial é muito lento e
pode haver competição com plantas
daninhas. Além disso, se utilizar de
ferramentas como o manejo integrado de
pragas e de doenças para se obter
melhores resultados.
MANEJO
Figura 3: Cultivo de mamona no início do seu
desenvolvimento com plantas daninhas
controladas.
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alto, visto que as de porte anão são exploradas de forma anual. Deve
ser feita cerca de 30-40 dias antes do início período chuvoso e com
materiais adequados, fazendo-se um corte em 30/60 cm do solo.
A cultura pode ser explorada em diferentes tipos de cultivos, como em
plantio direto, cultivo mínimo, consorciada ou solteira. Dependendo das
condições do agricultor e objetivos. Podendo ser plantada de forma
manual ou mecânica. Os espaçamentos e a densidade do plantio vão
variar de acordo com a cultivar (porte), fertilidade do solo, condições
hídricas e tipo de manejo. 
A colheita pode ser feita de forma manual ou mecânica, dependendo
da região da exploração e condições do agricultor. Para as cultivares
deiscentes, se recomenda colher quando 70% dos frutos estiverem
secos, completando a secagem no terreno ao expor as bagas ao sol ou
em secadores mecânicos. Para a colheita mecânica, se recomenda
apenas quando se utiliza cultivares de porte baixo e que sejam
indeiscentes. 
Outro manejo importante é a poda, esta deve ser
feita após o primeiro cultivo em preparo para o
segundo. A poda tem objetivo de reduzir o porte
da planta, estimular a emissão de ramos laterais e
melhorar no rendimento da lavoura. A poda é
recomendada para cultivares de porte médio e 
Figura 4: Poda na cultura da 
mamona.
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Figura 4: (A)Colheita manual da mamona. (B) frutos da mamoneira
secando no terreno.
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O produto principal derivado da mamona, a qual é largamente utilizado
pela indústria química, como já mencionado, é o óleo da mamona. O óleo
de rícino, é a substância extraída da mamona a qual se encontra na
composição de muitos medicamentos vermífugos, este já foi no passado
utilizado em larga escala de forma direta como medicamento contra
vermes e mesmo atualmente, este tipo de composto ainda é utilizado e
pode ser encontrado na composição de muitos dos medicamentos que
atuam com o mesmo propósito.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FINALIDADES
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Figura 5: óleo da mamona
Além disso, o óleo da mamona
como já mencionado, é uma
matéria prima bastante versátil,
que embora na sua grande
totalidade não é utilizado para a
formações dos diferentes tipos
de produtos em sua forma
direta, entretanto, parte dos 
produtos principalmente lubrificante, tinta ou plástico, dentre muitos
outros produtos, possuem em sua composição o óleo de mamona.
Assim, as propriedades físico-químicas do óleo da mamona têm ganhado
bastante destaque na composição dos superplásticos, utilizados em
aeronaves da NASA, que porventura vão ao espaço, além de estar na
composição dos produtos impressos em 3D. Além disso, o mercado de
cosméticos tem realizados novas descobertas com o uso da mamona.
Dessa forma, devido ao uso da mamona em larga escala, produtores,principalmente do centro-oeste tem aderido o uso da mamona como uma
ótima opção para a rotação de culturas, aumentando dessa forma o
rendimento econômico para o produtor, visto que como já mencionado a
mamona por ser um cultivar do tipo rústico, não necessitando de tantos
cuidados quando comparado com outras culturas. 
REFERÊNCIAS
DRUMOND, M.A,; ANJOS, J.B.; BELTRÃO, N. E. de M.; SEVERINO, L.V. Cultivo da
Mamoneira pra o Semi-Árido Brasileiro. Petrolina, Embrapa Algodão, 2008. 14p. 
MEDEIROS, E.P. Óleo de mamona. Agência Embrapa de Informação Tecnológica.
Disponível em:
<http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/mamona/arvore/CONT000gzv4dnas0
2wx7ha07d33641bgedc3.html#> . Acesso em: 09 de mar. de 2021. 
NUNES MULLER, G1. Maior produtor de mamona no Brasil, Bahia tem investimento
no cultivo da planta no oeste. Disponível em:
<https://g1.globo.com/ba/bahia/avanca/noticia/2019/08/10/maior-produtor-de-
mamona-no-brasil-bahia-tem-investimento-na-cultura-da-planta-no-oeste-da-
bahia.ghtml>. Acesso em: 10 de mar. de 2021.
Ricina, a toxina da mamona. Cetox, 2013. Disponível em:
<http://www.cetox.ufc.br/boletins/arquivos%20boletins/Boletim%2006%20Ricina.pdf>.
Acesso em: 09 de mar. de 2021.
SEVERINO, L.V. Momento com o especialísta: cultura da mamona. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=EelZfEhcO3A>. Acesso em: 10 de mar. de 2021.
SILVA, S. DELMAR DOS A. E. A cultura da mamona na Região de Clima Temperado
- Informações preliminares. Documentos, v. 149, p. 1–33, 2005.

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