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Universidade Técnica de Moçambique 
Faculdade de Ciências Jurídicas 
Direito Processual Penal II 
Docente: Me. Dan Mateus 
Monitora: Nicole Neide 
Estudante:Tatiana Atália Edmundo Macamo 
 
Observação: Leia com atenção as questões ou afirmações antes de responder. As questões devem ser respondidas sempre com fundamentação legal em vigor e demais legislação relevante. 	
 
Grupo I 
1. A fase da instrução é a que tem por finalidade obter uma decisão de submissão ou não da causa ao julgamento. Comente! 
R: Concordo, pois na fase da instrução o ministério publico tem de fazer as diligencias necessárias de forma a comprovar a sua decisão de deduzir a acusação, de forma a verificar a existência de crime, seus agentes , a responsabilidade qua recai sobre os mesmos agentes, recolha de meios de prova necessários, para que no fim possa se decidir a submissão da causa ao julgamento, ou a não submissão ao julgamento. 
2. Nos casos de detenção, quanto tempo o arguido deve permanecer sob custódia policial? 
 O que se faz fora do referido prazo legal? 
R: Nos casos de detenção o arguido deve permanecer sob custódia policial, num prazo máximo de 48H, art297 nr1 al.a.
3. Mencione os actos que podem ser praticados pelos SERNIC sem prévia anuência do Ministério Público.
R: Os actos praticados pelo SERNIC que não precisam de prévia anuência do Ministério público são:
· Colher noticias de crime;
· Impedir quanto for possível as consequências do crime;
· Descobrir os agentes do crime;
· Revistas e buscas.
4. O Ministério Público é que procede com o primeiro interrogatório judicial de arguido detido? 
R: O primeiro interrogatório judicial do arguido detido não é feito pelo Ministério. Nos termos do artigo 175 nr 1, o primeiro interrogatório judicial é feito pelo juiz de instrução.
5. Qual é a forma de processo aplicável aos crimes, cuja a moldura penal é superior a cinco e a detenção foi em flagrante de delito? Fundamente. 
R: A forma de processo aplicável aos crimes cuja a moldura penal é superior a cinco anos e a detenção foi em flagrante delito, forma de processo comum, nos termos do artigo 305 em conjugação com o artigo 420 do Código processual penal. 
6. Qual é o prazo de encerramento da instrução?
R: Nos termos do artigo 323 nr 1, o prazo de instrução é encerrado nos prazos máximos de 6 meses ,se houver arguidos presos ou sob obrigação de permanência na habitação ou no prazo de 8 meses, se os não houver.
7.A audiência preliminar tem lugar em todas formas de processo. Comente! 
R: Discordo, nos termos do nr 2 do artigo 332, a audiência preliminar não pode ter lugar nas formas de processo especiais, ou seja, a audiência preliminar não não tem lugar em todas as formas de processo. 
8.Em caso de falta de meios de prova suficientes, como é que o Ministério Público deve proceder? 
R:Em caso de falta de meios de prova suficientes, o Ministério Público procede arquivando a instrução, nos termos do nr 1 do artigo 324 do CPP.
9. O arguido cometeu crimes em diversas jurisdições. Qual é a jurisdição competente para efeitos de instrução? E se tiver cometido no estrangeiro? 
 
Grupo II 
1. Qual é a distinção entre detenção ilegal e prisão ilegal? 
R: Prisão ilegal vem a ser toda providência decretada em processo penal que prive alguém de sua liberdade de locomoção, sem observância dos requisitos mínimos exigidos por lei. Enquanto que, detenção ilegal, prevista no artigo 297 do CPP, é uma situação que ofende a liberdade do arguido, permanecendo sob custódia policial por mais de 48h, quando a detenção é decretada por um órgão não competente para tal.
2. Quando é que há lugar a prova por acareação? 
R: Há lugar para prova por acareação quando houver divergência nas declarações ou situações relevante ao processo, entre os arguidos, ofendidos e testemunhas.
3. O Juiz pode afastar a prova pericial? 
R: O juiz pode afastar a prova pericial, quando lhe forem apresentadas provas suficientes, pelas partes nas fases iniciais, ou seja pode afastar se as não julgar necessárias. 
 
Grupo III Casos práticos 
1. No dia 28 de Janeiro de 2021, Natércia agente da polícia de trânsito e Afonso na qualidade de agente de investigação criminal interpelaram o João Pedro a conduzir no estado de embriaguez em Katembe, o qual saiu da viatura e desferiu golpes contra a agente Natércia. Os agentes receberam a denúncia dos seus colegas da Província de Cabo Delgado, Cidade de Pemba que havia sido emitido um mandado de prisão à João Pedro por uma sentenca transitada em julgado, desde dia 25 de Dezembro de 2020, por ter praticado o crime de violação sexual à uma menor de 10 anos. 
a) Quid Juris ? 
b) O Comandante Províncial de Cabo Delgado e Chefe das operações da Esquadra de Pemba, emitiram um mandato de captura contra o João Pedro. 
R: O mandato contra João Pedro tem de ser emitido pelo juiz de instrução é não pelo comandante e nem pelo chefe de operações, de acordo com o artigo 313, al.b) do CPP.
c) No acto da detenção o SERNIC procedeu com o interrogatório do arguido. Quid iuris. 
R: A procedência do interrogatório do arguido, nao deve ser feita pelo SERNIC, pois somente o juiz de instrução tem competência para fazer o primeiro interrogatório ao arguido nos termos da al.a) do nr 1 artigo 313 do CPP e atigo 175 nr 1 al.a) a do CPP.
d) Como é que os agentes devem proceder? 
R:
e) O João Pedro foi submetido a tortura e ameaça pelos agentes do SERNIC, tendo confessado os crimes. Quid iuris. 
R: Nos termos do número 2 do artigo 156 e do artigo 4, dão se por anuladas as provas obtidas por meio de tortura, não podendo ser utilizadas.
f) Lady, mãe da menor, redigiu um requerimento ao tribunal competente com a pretensão de constituir-se assistente. Quid iuris? Qual é o prazo legal para constituir-se assistente no processo? 
R: Lady pode sim, se constituir em assistente, tatando se da mãe da menor e de um crime de abuso sexual e pode intervir a qualquer altura, desde que o requeira ao juizate 5 dias antes do início da audiênciado julgamento, nos termos do artigo 76 als.b) e e) artigo 77 nr 2 do CPP.
g) O Juiz da causa julgou o processo baseado em depoimentos de ouvir dizer, é válido? 
R: Não é válido, pois nós termos do artigo 160 trata-se de um depoimento indirecto, e este não é válido comboio de prova.
h) Quais são os meios de prova que o MP pode recorrer para a busca da verdade material? 
Justifique o meio de prova (s) escolhido? 
R: Os meios de prova que o Ministério Público pode recorrer são: prova pericial artigo 185 do CPP, onde pode se fazer a coleta dos possíveis resíduos que tenham sido deixados na menor, durante o abuso sexual.
i) O Pedro João, sem que tenha sido comunicado da sua qualidade processual, foi obrigado, a responder perguntas referentes aos factos que lhe são imputados. Comente! 
R: João Pedro não pode responder as questões ,de factos que lhe são imputados, sem que saiba da sua qualidade processual,nos termos do artigo 67 nr 2 do CPP.
j) Os agentes apresentaram o João Pedro ao Juiz instrução no dia 4 de Fevereiro de 2021. 
Comente! 
R:
k) Após a dedução da acusação, o João quis alterar o seu mandatário judicial, tendo lhe sido negado a constituição de um novo defensor. Comente! 
R: O juiz não está apto a negar a alteração do mandatário judicial, pois é um direito de João ter im e caso este não ache conveniente continuar com o mesmo pode sempre alterá-lo, nos termos do nr 2 do artigo 72 e do artigo 7 do CPP
 
2. O Tomás dirigiu-se a esquadra 1ª esquadra da Cidade Maputo e confessou o crime de Homicídio que praticou em 2020. Quid iuris 
R: Tomás deverá ser inquerido no primeiro interrogatório judicial, na presença de um juiz de instrução, onde depois de haver a verificação sobre a veracidade dos factos será substituído a julgamento,de acordo com o artigo 174 do CPP em remissão ao nr 5 do artigo 175 do CPP.
3. No dia 25 de Maio de 2022, o Castigo por meio de armas brancas e ameaças, manteve preso oempresário Pedro, tendo de seguida efectuado chamadas telefónicas com vista a obter valores monetários da família da vítima. No dia 30 do mesmo mês a polícia descobriu o cativeiro tendo resgatado o empresário e detido Castigo no Dia Internacional da Criança do ano de 2022 e foi conduzido ao juiz de instrução no Dia da Independência Nacional, que aplicou o prazo de 5 meses de prisão preventiva. Consequentemente, a instrução teve o término no dia 16 de Fevereiro de 2023. A sociedade civil redigiu um requerimento com a finalidade de constituir-se em assistente um dia antes da audiência. Quid iuris. 
 R: Sobre Castigo recai a responsabilidade penal, tendo cometido o crime de rapto, prevista a moldura penal abstrata de 16 a 20 anos, nos termos do artigo 197 do Código penal, podendo recorrer ao habeascorpus nos termos do artigo 266 CPP, por ter sido detido por mais de 48H, considerado-se detenção ilegal.
Podendo o Juiz aplicar a prisão preventiva no prazo de 5 meses
 Bom trabalho! 
 
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